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abril 16, 2010

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Postado por Ewout ter Haar

Foi bem interessante (e muito bem organizado pela Rosa e outros do FMVZ) o evento sobre Acesso Aberto, Políticas Institucionais de Informação e Repositórios Digitais que ocorreu hoje no FMVZ. Espero que em breve teremos vídeo disponível. 

Infelizmente não pude participar na parte de manhã, mas assisti a palestra do Prof. Eloy da Universidade de Mino em Portugal, que explicou com muita clareza todos os conceitos de Acesso Aberto e os resultados obtidos no repositório dele. É conhecido, mas vale a pena lembrar sempre, que o que resolve é um mandato. O Eloy (se não me engano, ele não falou sobre isto durante a sua palestra) recorreu a iniciativas como prêmios financeiros para incentivar os autores a colocar o seu trabalho no seu repositório. Mas não adianta: no mundo inteiro, somente um mandato faz com que mais do que 10-15% dos autores submetem o seu trabalho. O aval e incentivo da administração é necessário para um repositório institucional dar certo.

Depois houve uma mesa redonda onde pudemos re-lembrar três iniciativas muito interessantes (além do esforço de implementar um repositório e política de informação institucional na USP liderado pela Profa. Sueli)

O Scielo, já faz alguns anos, mantém o seu  repositório de artigos, dando toda vantagem do método Scielo aos seus autores (isto é uma iniciativa distinto do Scielo, o conjunto de revistas de acesso aberto). 

O Tycho é um dos sistemas corporativos da USP que faz a integração de dados de várias fontes (Lattes, dados em outros sistemas corporativos da USP, dados de projetos de pesquisa, etc.) e gera relatórios. Os grafos de colaboração são um barato, mas vale a pena se cadastrar e olhar os dados não-públicos (vai ter acesso a relatórios da sua Unidade). 

O nome Tycho vem do astrônomo Tycho Brahe, que observou por muitos anos e com grande precisão as planetas, Júpiter, Marte, etc. (sacou?). É uma metáfora muito apropriado porque como é sabido, o próprio Tycho Brahe interpretou mal os seus dados e chegou a conclusões completamente erradas. Foi o seu assistente, o Kepler, que usou os dados para revolucionar a astronomia. Dar acesso a seus dados a terceiros, tornar os seus dados públicos é essencial, isto é a lição.

O sistema de teses e dissertações da USP começou por volta de 2000 e conseguiu se renovar tecnicamente todos estes anos. A grande virada (de acessos e submissões) veio em 2007 quando a USP obrigou todo mundo depositar a sua tese. Marcante foi a observação que quando um pró-reitor exigiu que antes de baixar um pdf com a tese seria mostrado uma tela do tipo "este material é da USP e concordo com este e aquela condição", os acessos ao site caíram drasticamente. A razão: Google não indexa mais os pdfs, diminuindo muito a visibilidade das teses.

Palavras-chave: acesso aberto, scielo, teses, tycho

Este post é Domínio Público.

Postado por Ewout ter Haar

Comentários

  1. Benedito Ubirata da Silva escreveu:

    Prof. Ewout, perdoe-me, mas com os tempos modernos, as vezes para não ter confusões emocionais. Pois nem todos são militares para suportarem, pressões emocionais. seria mais interessantes, que depois de sucessivos problemas políticos internos na USP, em que pessoas acabaram se dando mal, ou bem. Se houvesse uma distinção de nomes. por exemplo. Só eu conheço muitas Rosas, que são mulheres importantes pra mim, ou não de milhares de lugares na USP. São mais de 400000 pessoas. É um numero muito grande.

    As vezes dizer que o senhor é amigo da Rosa, tudo bem. No entanto, gostaríamos de saber quem é a Rosa, e da onde ela é. Por exemplo, pra se eu ou outra pessoa encontrá-la, num campus tão grande  e pequeno, poder perguntar como foi o evento. Posso passar na sua sala numa visita como aluno ou não e perguntar. No entanto se eu for a Física com o seu nome tão característico. Com certeza eu vou me achar até dormindo, perguntando pra qualquer um. Agora " a Rosa". Só na USP Leste tem uma que eu conheço a mais de vinte anos, e é bibliotecaria. Só no CCE tem uma que é analista de sistemas e entende muito de computação.  Só isso. eu mesmo que interessaria. Afinal critiquei muito a internet voltada para quem busca informações acadêmicas, e só tem currículo, e pouca publicação, muito distintos dos sites internacionais de universidades européias e norteamericanas. 

    As vezes temos que distinguir os diversos existentes e separar o que é antigo do novo. 

    Seria bom se dessea gente tomar um cafézinho lá na conveniência do CRUSP. Acho que as vezes conversar seria bom.

    Abraços ao prof. Gil, estou sofrendo muito pra convencer sobre a falta de frutos nos lugares, com o que eu conheço, afinal eu não me formei. Mas entendo perfeitamente. E a Raia Olímpica a onde mais tinha frutos, o pessoal já entende. 

     

    Benedito Ubiratã

    default user iconBenedito Ubirata da Silva ‒ sábado, 17 abril 2010, 19:37 -03 # Link |

  2. Ewout ter Haar escreveu:

    A Rosa Maria Fischi da FMVZ é bibliotecária desta Unidade. Tem razão que devia ter usado o nome completo dela. Mas em minha defesa, a Rosa da FMVZ quase não precisa de apresentação, veja http://www.google.com.br/search?sourceid=chrome&ie=UTF-8&q=rosa+fmvz . 

     

     

    Ewout ter HaarEwout ter Haar ‒ domingo, 18 abril 2010, 01:02 -03 # Link |

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