(esqueceu?)

Stoa :: Ewout ter Haar :: Blog :: Comunicação Científica: Segunda aula do Prof. Guédon

agosto 05, 2008

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Postado por Ewout ter Haar

A primeira aula tratava da história de comunicação científica até o século 17.

No século 17 ainda não existiam disciplinas: um cientista era chamado de filósofo natural. Disciplinas pressupõe instituições: jornais, departamentos, associações, etc. etc.). A primeira disciplina é Química. No século 18 houve um debate se química era (devia ser) um simples plicação das leis de Newton ou se as explicações teriam que ser feitas em termos de leis próprias. No final do século 18 veio o Lavoissier com uma solução prática: "os elementos básicas da química são o que eu não posso de-compor". Começou trabalhar com esta definição prática e virou o pai da química.

Outras especialidades com as suas instituições surgiram depois (biologia, etc.) com os seus próprios jornais. Jornais científicos
proliferaram também por área geográfica no século 19. Universidades começaram ter um papel mais ativa em pesquisa científica. As novs universidades alemãs eram pioneiros neste sentido (Humboldt), instituindo novas metodologias pedagógicas.

Até então as aulas universitários eram exposições de um especialista pago pelos seus estudantes. A nova metodologia envolvia a leitura prévia de um texto que seria discutido criticamente por um grupo pequeno de estudantes. Finalmente a tecnologia nova que o livro epresenta estava sendo usado em educação! As universidades inventaram também o sistema PhD, onde o estudante não somente mostra onhecimento mas também faz pesquisa.

Com o número de cientistas aumentando e as melhorias da imprensa que baratearam a produção, o número de jornais cresceu. Como conectar tantos cientistas que inclusive estavam espalhadas geograficamente (no interior, por exemplo)? Surgiram novas associações (AAAS, BAAS) que serviam como espécie de sindicatos e cuidaram das interesses dos cientistas contra o rei e o governo. Os líderes destas associações tinham poder, mas os cientistas pelo menos se encontra entre pares.

A quantidade de publicações continua crescer e no final do século 19 surgem as primeiras editoras comerciais. Em princípio, o mercado não era lucrativo mas acharam que entre os autores dos jornais podiam achar autores de livros, o seu negócio principal. Jornais comerciais eram menos conservador do que os jornais dos associações: publicaram pesquisa controversial como frenologia e os resultados de estatísticas não favorável ao governo.

Terceira aula: século 20 e o science citation index

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Postado por Ewout ter Haar | 2 usuários votaram. 2 votos

Comentários

  1. Leonardo Nunes Zerbone escreveu:

    Ewout ter Haar, tenho um tremendo medo do rumo que a ciência está tomando no sentido de sua fragmentação.  Não sei até que ponto isso pode ser positivo ou até que ponto isso pode ser negativo.

    O que sei é que, pelo menos a medicina sofre com essa divisão, essa especialização. Por exemplo, numa emergência um obstetra pode não saber salvar um paciente em AVC (acidente vascular cerebral).

    Isto é um grande dilema na área médica. Tanto que os grandes centros de ensino médico estão revendo a sua extrutura de ensino.

    Não sei se na área de engenharia e nas áreas de humanidades essas sub-divisões do conhecimento podem ser úteis ou não! Mas na medicina o PROBLEMA já foi detectado!

     

     

    Abraços;

     

     

    Leonardo Nunes Zerbone. 

    Leonardo Nunes ZerboneLeonardo Nunes Zerbone ‒ sexta, 08 agosto 2008, 20:32 BRT # Link |

  2. Virginia de Paiva escreveu:

    Eu também estou nesta disciplina, perdi as aulas da semana passada, porém creio que a solução passa primeiramente pelas mãos do governo, fortalencendo e 'exigindo' portais institucionais e também iniciativas como scielo. E o pior dos problemas que deverá ser discutindo nesta aulas são os tipos de contratos que estão assinando. Pois o acesso ao acervo eletronico destes títulos ficam disponíveis enquanto se pago ano a ano por eles. Não importa que se tenha pago pelos anos anteriormente a 2007, se não for pago o ano de 2008 todos os acessos ficam fechados. Virginia

    Virginia de PaivaVirginia de Paiva ‒ segunda, 11 agosto 2008, 10:33 BRT # Link |

  3. Tom escreveu:

    Virginia,

    confesso que enquanto o professor Guédon falava sobre os contratos das instituições de pesquisa e as editoras de revista científica, ficava pensando como será que funciona no IFUSP essa escolha. Se você puder explicar, dariam bons posts de blog, aidna mais se mencionasse alguns pontos interessantes levantados pelo Guédon. :-) A discussão ficou meio abstrata certo momento, pois não faço idéia como é feita a escolha do que a biblioteca do IFUSP assina (talvez essa informação tenha que ficar restrita ao pesquisadores, vai saber...).

    default user iconTom ‒ segunda, 11 agosto 2008, 12:02 BRT # Link |

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