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outubro 07, 2012

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A hora H para São Paulo está próxima.

"Importantes intelectuais e artistas brasileiros receberam Fernando Haddad (PT) no dia 2 de outubro, para mostrar seu apoio ao candidato do PT na reta final do primeiro turno."

Palavras-chave: eleição, haddad, prefeitura

Postado por Antonio C. C. Guimarães | 1 comentário

setembro 24, 2012

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Gostaria de declarar o meu voto (e indicar essa possibilidade para quem ainda não tem candidato) para vereador no Nabil Bonduki. Ele é professor da FAU-USP e tem uma história de serviço público para mostrar. Confira:


http://www.nabil.org.br/

http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/eleicoes/vereadores/sp-sao_paulo-13633-3.shtml 

http://politica.estadao.com.br/eleicoes/candidatos/vereador-2012,sao-paulo,sp,nabil-bonduki,13633 

http://raquelrolnik.wordpress.com/2012/08/24/voce-conhece-nabil-bonduki-candidato-a-vereador-em-sao-paulo/ 

 

 

Palavras-chave: eleição, Nabil Bonduki, vereador

Postado por Antonio C. C. Guimarães | 0 comentário

setembro 13, 2012

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setembro 12, 2012

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Postado por Sady Carlos

ORFEU DESCENDO AOS INFERNOS À PROCURA DE EURÍDICE SEMIÓTICA DISCURSIVA E PSICANÁLISE   -   SBPC/2012

                                                                           

                                                                                Sady Carlos de Souza Jr. 

INTRODUÇÃO:

Apresentaremos uma análise dos signos semióticos e psicanalíticos, como aproveitamento do que se nos apresenta hoje, Orfeu, a figura do mito grego, e conforme a visão romântica do séc. XVII, em C. Gluck (1714-87) em sua ópera Orfeu e Eurídice; ora no cinema, por exemplo, como o Orfeu Negro (1959), filme de Marcel Camus. A história resume-se na ida de Orfeu aos Infernos, para recuperar sua amada Eurídice que havia morrido, mas ainda com o consentimento de Hades, ele infringe a condição imposta para resgatá-la. Aproximamos elementos desta literatura e os expomos numa análise do discurso de conteúdo psicanalítico que se apresentam nas respectivas estruturas narrativas.

 

 

 

MÉTODOS:

Atualizamos alguns pontos da tensão dialética entre os metatermos no quadrado semiótico: Ser e Não-Ser, Parecer e Não-Parecer, ressaltando as variáveis dinâmicas entre as formas do fazer construtivo na aplicação do mito nas estruturas de expressão: operística, fílmica... Em sua Estrutura Profunda a dualidade entre a Razão e a Emoção (desejo), Vida e Morte, Descer e Subir, etc., há, além duma relação de dominação entre os metatermos. Aqui o sujeito retém o objeto de seus desejos que é descer às regiões inferiores dos infernos (circunvoluções da música na partitura e as escadarias espirais do filme) e convence Hades a entregá-la (rito do candomblé) e trazê-la de volta. O desejo de  Eurídice é o Programa Narrativo Principal que sustenta outros programas secundários.

 

 

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO:

Há duas dimensões paralelas no eixo paradigmático da construção narrativa: o da RAZÃO e o do DESEJO. Em seus vetores teóricos contrários observamos sua relação freudiana na concepção do EGO, e do ID.  Em Orfeu, a RAZÃO está para as regras a serem cumpridas e o DESEJO para a vontade que suplanta as mesmas regras. Então, o amor seria algo que suplantaria o “dominante” racional, na Cultura.  Descer aos Infernos (região dos mortos) é enfrentar todo o desconhecido instintivo, é descer ao misterioso inconsciente, como desejo e querer. Aí a força do Amor/ DESEJO, que freiam a RAZÃO, a lei.

 

 

 

CONCLUSÕES:

Orfeu seria o prazer sonoro da arte musical. O encantamento de um Ser sobre o Outro aqui está centralizado no som - percepção sensorial e sensual. Há neste mito fragrantes do afeto manipulador como poder de sedução. De modo que, depois de executar seu canto, todos atendem aos seus rogos de piedade. Entretanto, tudo parece esclarecer-nos a ambigüidade produzida a ponto de se tocar os extremos. Hades, inteligentemente, torna-se flexível e concede que Eurípedes possa sair do “Inferno” com a condição de que, ao retornar em seu caminho, Orfeu não olhe para trás.  Mas este conhecimento da condição exigida para trazer Eurípedes à Vida é suplantado pelo desejo ardente de voltar-se e ver a amada. E Orfeu não resiste se volta para trás. É o Desejo sobredeterminando a Razão. Portanto Hades deixou Orfeu ser vítima da sua própria sedução. Sempre a Cultura subordinada à Natureza.

Este post é Domínio Público.

Postado por Sady Carlos | 0 comentário

setembro 03, 2012

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Postado por Sady Carlos

“A NOIVA ESTAVA DE PRETO”, UMA ANÁLISE SEMIÓTICA EM TRUFFAUT

Autor: Sady Carlos de Souza Jr.

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INTRODUÇÃO

Objetivamos traçar algumas linhas semióticas na análise de um curioso filme de efeitos contrastantes no seu percurso narrativo. O filme “A Noiva Estava de Preto” (La marieé était em noir), de produção franco italiana, em 35 mm, foi dirigido por François Truffaut em 1968 e teve por elenco Jeanne Moreau, Michael Bouquet, entre outros. O filme relata que após tentativa de suicídio a viúva Julie Kohler persegue cinco homens que assassinaram seu marido nas escadarias da igreja, após concluída a cerimônia de casamento. Neste sentido, película “A Noiva Estava de Preto” pode ser compreendida, metalinguisticamente, como uma história de “viúva negra”: consiste na investida de um actante feminino contra a vida de actantes masculinos, tal qual o aracnídeo de mesmo nome, que devora o macho durante o acasalamento. O casamento é um ritual social em que um casal se une e se apega um ao outro, psicologicamente. O apego simples de um ao outro do casal tornar-se-á uma propriedade privada em comum e legal. É em busca de vingança desta perda, que motiva a personagem homicida da narrativa, e a move, por conseguinte, à ação do programa narrativo do filme.

 

METODOLOGIA

Utilizaremos nesta análise o modelo dos termos contrários do quadro da estrutura greimasiana começando por avaliar o próprio nome do filme. Ao espectador a personagem da noiva “de preto” causaria certo impacto, primeiramente pela cor que se esperaria branco. O “preto” adverte semas morais contraditórios ao “branco”, ou seja, enquanto o “branco” atualiza os símbolos da pureza, inocência e o bem; do preto, viria elementos escuros: o mal, o medo, o crime e a morte. Readquirindo forças, a Noiva Julie ferida assume o dever fazer justiça por si mesma através da Pena de Talião = “olho por olho, dente por dente”. A ideia fixa da morte como objetivo a ser alcançado primeiramente como suicídio, se transmuda em vingança homicida, e torna-se uma obsessão doentia que desencadeará os assassinatos para consumação psíquica da transferência. A relação dos metatermos lingüísticos do Ser/Não Ser passam à estrutura narrativa dos contrários de Vida/Morte, tal como esta “noiva de branco” (esperança) é contrário de “noiva de preto” (desesperança). A “noiva estava de preto” é, portanto, a negação da noiva de branco, porém o título do filme representa a fixação semântica da posse do “ser noiva” durante todo o filme, apesar dela vestir preto apenas no final.

 

RESULTADOS

O ideal de um casamento, como um momento religioso faz parte das esperanças femininas de constituição da família, da continuação da vida. Assim, o casamento, como uma união social entre um homem e uma mulher, significa, semioticamente, uma conjunção com a realidade, enquanto que a morte ou assassinato, seria o oposto, uma disjunção da mesma. Esta relação de contrários justifica a perturbação psicológica que a protagonista apresenta a ponto de podermos unir o casamento “de branco” do início com o funeral “de preto” do final do filme. O filme de Truffaut concebe uma narrativa fechada idealmente a fim de que todos tenham idêntico fim - sejam penalizados igualmente. Por isso Julie, depois, mesmo encarcerada, consegue a morte da sua última vítima. Para esta arquitetura estética entabular um crime perfeito, deveria haver uma consciência de atos de ambos os lados. Entretanto, em outra análise esta narrativa parece se contradizer entendendo a morte inicial do Noivo como mero acidente. O parecer “fechamento” estético da narrativa abre-se novamente quando descobrimos a trama contraditória, já que o primeiro homicídio casual ou desmotivado evolveu para nenhum dos personagens saber de imediato sobre sua morte. É a mesma trama do destino humano, retratado pelas tragédias gregas.

 

CONCLUSÃO

O metatermo “Não Ser” da Morte/Tanatos, está psicanaliticamente metamorfoseado no assédio da viúva às suas vítimas. Primeiro ela retém as suas vítimas através do engano e da empatia: um “parecer” Amor (acasalamento), para desencadear, depois, o seu contrário (a morte).

Assim, o percurso narrativo fílmico que trouxe a disjunção da Noiva Julie de seu Noivo (assassinado), repercutirá também na disjunção dos “assassinos” da sua mente delirante. Inconscientemente, é o fim do apego à propriedade privada ao Noivo e dos objetos da Vida. É o fim do desejo freudiano.

A efemeridade do Noivo, do bem, é o da justiça. Neste sentido, Truffaut faz o idealismo estético da preconcebida justiça natural se transformar exatamente num existencialismo sartreano, - não há uma verdade ou justiça absoluta para se defender, para se argumentar, pois tudo remete a uma ação fragmentária e particular .

Palavras-chave: ANÁLISE SEMIÓTICA, NOIVA DE PRETO, TRUFFAUT

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Postado por Sady Carlos | 0 comentário

agosto 19, 2012

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Postado por Ewout ter Haar

A instalação de um ambiente de trabalho mínimo para análise de dados usando ferramentas python, a partir de uma instalação nova de Ubuntu 12.04:

sudo apt-get install matplotlib build-essential python-dev libzmq-dev 
sudo apt-get install python-pip
sudo pip install ipython
sudo pip install pandas
sudo pip install tornado
sudo pip install pyzmq

A instalação com pip ao vez de apt-get é para ter acesso à versões mais novas das pacotes. Inicialmente, tinha feito a instalação de matplotlib usando pip e esta parou várias vezes, com erros do tipo

src/_png.cpp:10:20: fatal error: png.h: No such file or directory

Neste casos, uma busca no Google leva ao Stackoverflow que geralmente indica o pacote Debian/Ubuntu que está faltando, neste caso, libpng-devel. Consegui instalar, mas ao rodar ipython, estava usando o Agg backendo ao vez de TkAgg. Depois disto, resolvi instalar numpy e matplotlib via apt-get. Para pandas e ipython, porém, acho que vale a pena usar as últimas versões.

Para ver se tudo está funcionando, fiz

ipython notebook --pylab inline

e isto levante um FireFox com interface notebook do ipython.

Palavras-chave: dados, dataviz, ipython, matplotlib, pandas, python

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Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

maio 23, 2012

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Ni!

Há duas décadas atrás, um ainda jovem Movimento Software Livre alertava o mundo de que o grande limitante para o avanço das tecnologias e de seu usufruto pleno e ético pela sociedade era o controle sobre o código fonte executado pela imensa maioria dos computadores, praticamente dominados por uma só empresa.

Através do avanço da Internet, impulsionado por tecnologias desenvolvidas pelo movimento, esse domínio caiu e ainda hoje estamos a assimilar mudanças de paradigma muito além do prometido.

Hoje, e de fato já há alguns anos, parte do Movimento Software Livre começou um novo alerta. O grande limitante para o avanço das tecnologias e de seu usufruto pleno e ético pela sociedade ganhou um outro aspecto, o controle dos dados e da interoperabilidade dos aplicativos que os manipulam. Praticamente dominados por três empresas: Google, Facebook e Apple.

Enquanto a resposta anterior foi criar um sistma operacional livre, hoje conhecido por GNU/Linux, a resposta atual iniciou-se com a conceituação de serviço federado e autônomo, o desenvolvimento da licença AGPL, e uma chamada à produção de plataformas que substituam os atuais monopólios.

Explico:

Federado é o serviço que funciona como o email, onde eu posso escolher meu provedor e interoperar com quem escolheu outro naturalmente, através de protocolos estabelecidos por considerações técnicas e sociais e não pelo interesse unilateral da maior empresa.

Pense num usuário do Facebook adicionando um usuário do Google+, ou alguém usando o Google Apps para colaborar com um usuário do Office 360, alguém usando o Twitter para seguir um Tumblr, ou postando uma vídeo resposta no Vimeo para um vídeo no Youtube. Nada disso é possível hoje, pois na ausência desses protocolos, cada serviço origina um grande monopólio para o qual é vantagem manter os usuários dependentes de si, evitando inovações maiores do que a altura dos seus muros, mesmo que elas sejam de interesse dos usuários.

Autônomo, um conceito mais novo, é o serviço onde o provedor não tem controle sobre os seus dados, nem legalmente, nem tecnicamente, podendo os dados inclusive estar hospedados em um outro provedor, com o qual o primeiro interopera através de protocolos estabelecidos por considerações técnicas e sociais e não pelo interesse unilateral da maior empresa.

O email ainda serve de exemplo, pois você pode fazer o download de todas as suas mensagens e carregá-las em outro provedor, como também pode encriptar suas mensagens ao armazená-las, de forma a dificultar o acesso do provedor ao conteúdo delas. Serviços autônomos, contudo, consideram a separação entre serviço e dados de forma ainda mais implícita. Na sua forma mais avançada, você escolhe dois provedores: um que hospedará seus dados e outro que oferece os aplicativos. Você pode, a qualquer momento, trocar seu provedor de aplicativos mantendo os seus dados no mesmo lugar, ou vice-versa. Além dos ganhos evidentes em privacidade, isso promove a concorrência entre ofertas de dados e aplicativos, como também a interoperabilidade dos dados, libertando o usuário da necessidade, e até mesmo da conveniência, de usar um único provedor para todos os serviços.

Mas, mais do que isso, serviços federados e autônomos desbloqueiam uma mágica que ainda hoje a Internet não nos permite usufruir: a possibilidade de processar esses dados para nossas necessidades específicas, ignoradas pela abordagem "uma interface, um algoritmo" dos mega provedores, e todo um mercado de personalização da informação que permanece subdesenvolvido. A princípio isso terá imenso significado para a capacidade de empresas estudarem e transformarem seus processos e produtividade, hoje sequestrados pelas grandes plataformas para qualquer coisa mais moderna do que email.

Essa personalização estende-se da escolha da interface e organização dos dados até os algoritmos que os processam, e mais além com o uso de inferência estatística e inteligência artificial para enriquecer as informações. E assim, aos poucos, essas práticas entrarão também no cotidiano das pessoas, permitindo que o usuário organize as suas informações pessoais da forma como organiza seu pensamento e sua vida, refletindo a individualidade das suas relações e tornando sua experiência mais natural e prazeirosa, reduzindo o stress informacional.

Uma boa metáfora aqui é a moda. Hoje convivemos com apenas três grifes de informação, mas que estão funcionalmente divididas: uma orientada para o trabalho, outra para a vida pessoal e consumo, e por fim uma para o deleite focado na elite. Ou seja, cada domínio da vida só nos dá uma única opção de vestimenta! Estamos, aqui, presos num espaço de extrema subutilização da criatividade humana.

Bem, por uma provocação do Paulo Meirelles a indicar nomes internacionais para convidados do Fórum Internacional de Software Livre deste ano, acabei compilando num email para a lista de discussão do Centro de Competência em Software Livre da USP uma conjunto de projetos que inovaram substancialmente na direção discutida acima, e então o Luciano Ramalho convenceu-me a transformar a lista neste post.

Há um número crescente de projetos inovadores acontecendo no movimento Software Livre relacionados a web, federação, autonomia e mobile. Cada um deles tem potencial real de revolucionar a Internet ou, mais precisamente, as nossas vidas pessoais, profissionais e as empresas.

Se o movimento conseguir aproveitar a vantagem com que já está partindo para quebrar o velho modelo, essa área pode explodir e projetar o software livre como nunca antes. As iniciativas abaixo já estão gerando novos modelos de desenvolvimento e de negócio, simultâneamente ao que revelam sentidos mais profundos de liberdade para o software.

Parece-me fundamental, neste momento, trazer isso para conhecimento do público e dos desenvolvedores brasileiros, que às vezes sinto estarem comendo bola nessa direção, especialmente por ser uma área que está nessa transição para abrir-se como negócio lucrativo ao mesmo tempo em que tem aspectos técnicos extremamente inovadores e finalmente resolve questões éticas com as quais estamos nos debatendo há alguns anos.

Eis a lista de convidados sugeridos, trocado o destaque do nome para os projetos....

StatusNet

http://status.net/

Evan Prodromou

Desenvolvedor do StatusNet - plataforma microblog federada AGPL - e da empresa homônima que vende redes federadas como serviço autônomo.

http://evan.prodromou.name/

Se não puder vir o Evan, peçam pra ele indicar alguém - o statusnet é talvez a rede federada de maior sucesso e relevância depois de email e XMPP.

XMPP/Jingle

http://xmpp.org/

Peter Saint-Andre

Falando em XMPP, que tal convidar o Pierre da XMPP Strandards Foundation e administrador do Jabber.org?

https://stpeter.im/

Media Goblin

http://mediagoblin.org/

Christopher Allan Webber

Desenvolvedor do MediaGoblin - plataforma multimídia federada AGPL - e engenheiro de software da Creative Commons.

http://dustycloud.org/

Se não puder vir o Chris, peçam pra ele indicar algum outro desenvolvedor, tem uma galera forte no MG.

Own Cloud

Algum desenvolvedor do Owncloud - plataforma AGPL para dados pessoais e aplicativos autônomos - que já está sendo vendido como serviço autônomo.

http://owncloud.org/

remoteStorage (Unhosted)

Se rolar também tragam alguém do Unhosted, projeto que está criando protocolos e bibliotecas (remoteStorage) para aplicativos web usarem dados remotos, viabilizando autonomia dos dados.

http://unhosted.org/

Diaspora ou Friendica

Também acho que vale a pena chamar alguém desses projetos, especialmente se o Evan, o Peter ou o Christopher não puderem vir.

http://diasporafoundation.org/

http://friendica.com/

Mobile

Como não dá pra falar de computação sem considerar dispositivos móveis, vale notar também o progresso das plataformas móveis que buscam internalizar os princípios do software livre, federado e autônomo, em sua constituição - ainda que a maioria das demais já tenha na web um ponto de compatibilidade.

O mercado mobile nasceu já em forma de cartel e é violentamente controlado pelas operadoras, e as empreitadas do software livre até então não lograram sucesso, porém falharam gloriosamente indo sempre um passo adiante. Com o amadurecimento dessas e o sucesso do Andoid, empurrado pelo gigante que o desenvolve, há sinais de que esse mercado está mais preparado para receber software livre.

Atualmente a Mozilla vem trabalhando no desenvolvimento do Boot2Gecko, e a Intel com a Linux Foundation no Tizen - herdeiro do Meego e, através deste, do Maemo e do Moblin. Também a Canonical vem aprontando algo nessa direção.

https://www.mozilla.org/en-US/b2g/

http://www.ubuntu.com/devices/android

https://www.tizen.org/

Infraestrutura

Antes de encerrar esta lista, há uma última direção importante de mencionar, que é a infraestrutura livre de computação distribuída para garantir que os provedores federados e autônomos possam dar escala a seus serviços de forma eficiente e confiável.

Dois projetos que merecem atenção aí são o OpenStack e o OpenCompute, ambos relacionados a padronizar hardware e software abertos para esse fim.

http://openstack.org/

http://opencompute.org/

Bem, é isso aí! Evidentemente não estou aqui pra dizer que esses projetos são mais importantes que outros similares, ou que eles abordam um problema mais importante do que, por exemplo, edição de vídeo não linear ou desenho para engenharia, mas eles focam uma área pervasiva que se aproxima de um ponto crítico onde a direção tomada terá grande significado social, político e econômico.

Abraços,

ale

.~´

 

Palavras-chave: autônomo, federado, fisl, livre, software livre

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Postado por Alexandre Hannud Abdo | 0 comentário

abril 11, 2012

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Cada vez que você usa um serviço Google, você alimenta com dados um dossiê sobre você na internet.

Todos nós temos direito à privacidade (conforme as leis do lugar em que vivemos), mas é também nosso direito abrir mão da privacidade (novamente, conforme as leis locais).

Para as pessoas que decidem conservar sua privacidade online, tanto quanto possível, um grande problema é poder utilizar os serviços mais populares, como Gmail e Facebook, sem abrir mão completamente de sua privacidade.

Eu quero dar uma dica específica ao Gmail. O Google oferece vários serviços, em especial a conta de email gratuita Gmail e o buscador Google. Essa empresa obtém lucro através da venda de publicidade nas páginas gratuitas que oferece a você, junto com os serviços.

Para os publicitários, um anúncio "dirigido" - ou seja, que é apresentado somente para espectadores que têm certas características pré-definidas - é muito mais valioso que um anúncio para ser visto por todos. Por isso, o Google (e as empresas de internet em geral, que possuem esse modelo de negócios) procuram agregar informações sobre seus usuários, traçando seu perfil, e oferecem aos publicitários o serviço de publicar seus anúncios de forma dirigida.

Novamente, para quem aceita perder esse aspecto de sua privacidade - ou seja, para quem concorda em que exista um dossiê de suas atividades na internet - isso não é problema. Eu, pessoalmente, não gosto dessa perda, e estou procurando minimizar o prejuízo.

Para entender como o Google cria esses dossiês, é preciso entender que, do ponto de vista do buscador Google, há uma grande diferença entre um usuário logado e um não logado: para o usuário logado, o Google pode oferecer anúncios dirigidos, e pode adicionar as frases de busca usadas no dossiê da pessoa, permitindo dirigir anúnicos de forma mais focada, no futuro. Isso porque o login da pessoa permite ao Google consultar o dossiê correto para "dirigir" os anúncios. Já para o usuário não-logado, o Google só pode dirigir anúncios de acordo com as frases de busca da sessão atual, pois sem o login, ele não sabe associar o uso do buscador com um dossiê específico.

(Tecnicamente, o Google poderia correlacionar as frases de busca de um usuário não-logado com um perfil, a partir, por exemplo, do endereço IP do computador. Mas isso não é feito, atualmente. De modo que é possível explorar essa brecha e evitar que o Google adicione suas frases de busca ao seu dossiê pessoal, caso você use o Gmail, evitando logar no serviço através do navegador.)

Eu, por exemplo, utilizo o cliente de email Thunderbird. É gratuito e de código-fonte aberto. Eu tenho configuradas diversas contas de email nele, incluindo contas no Gmail. Ao mesmo tempo, uso o buscador Google cotidianamente. Apesar de o Google ter a possibilidade técnica de correlacionar meu uso do buscador com meu uso do Gmail, ele não faz isso: minhas buscas só mostram anúncios "dirigidos" de acordo com minha sessão atual, e de acordo com um serviço novo do Google chamado Account Acitivity (https://www.google.com/settings/activity/), que produz relatórios sobre o uso dos serviços do Google, eles acham que eu nunca uso o buscador deles.

Dessa forma, eu uso Gmail, e uso o buscador Google ao mesmo tempo, e no entanto o meu uso do buscador nunca alimenta o dossiê que o Google tem sobre mim.

Como eu disse antes, esta é apenas uma dica específica sobre como diminuir sua perda de privacidade ao usar o Gmail. Não creio que seja possível ter privacidade completa usando o Gmail, mas muitas outras medidas podem ser tomadas, como sempre apagar emails já lidos (ou seja, evite arquivar no próprio Gmail - grave uma cópia no seu disco rígido, se precisa guardar uma informação), ou encriptar suas mensagens sempre que possível. Assim que puder, eu detalho essas e outras maneiras de diminuir a perda de privacidade usando serviços online.

Palavras-chave: Gmail, Google, Google Account Activity, privacidade, Thunderbird

Postado por Renato Callado Borges | 2 comentários

março 28, 2012

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Galera, eu estou reformulando o meu blog. Dê uma "espiadinha lá", como diz o Pedro Bial. Agora, o blog tem um novo link. Acessem: http://galeriadasletras.blogspot.com/ 

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Postado por Fabiana Ventura Dumas | 0 comentário

março 04, 2012

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Postado por Ana A. S. Cesar

"Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz."  (Madre Teresa de Calcutá )

Palavras-chave: Citações

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

março 01, 2012

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Postado por Ewout ter Haar

Palavras-chave: pró-aluno, stoa, uspnet

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Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

fevereiro 27, 2012

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Ni!

Florian Cramer (DE/NL) The German WikiWars and the limits of objectivism from network cultures on Vimeo.

Acabei trombando com este vídeo por uma mensagem do Roberto Winter na lista do curso Futuro da Informação. Nele o palestrante argumenta que a Wikipédia é uma construção de inspiração neoliberal baseada no objetivismo filosófico de Ayn Rand, justificando-se num raciocínio sobre a forma de funcionamento da Wikipédia - e do Software Livre - e nas inclinações filosóficas de seus dois fundadores, em particular de Jimmy Wales.

Há alguns problemas sérios na argumentação do sujeito, que destaco abaixo, numa revisão ponto a ponto dos argumentos levantados no vídeo...

O vídeo começa com o palestrante contrastando um suposto potencial transformador da Internet com o que seria a realidade. Há já aí alguns enganos.

Confundir autores de filosofia inspiracional, como pierre levi, com análises rigorosas e realistas da questão da colaboração. -- Sem nenhum demérito para o que esses autores fazem, as obras deles não tem como objetivo entender o presente a partir dos fatos da realidade, mas apontar destinos potenciais, para serem perseguidos ao avançarmos e que, sem prejuízo, acabarão em outra forma que não a imaginada.

A partir disso, dizer que a wikipédia e software livre são as únicas formas de coautoria em larga escala efetivas na Internet, desconsiderando os vastos repositórios de cultura e tecnologia gerados por redes par-a-par, apenas porque estes não se enquadram em uma definição extremada e inspiracional que nunca teve como objetivo descrever a realidade - ou por desconhecimento mesmo.

Em particular, parece que ele nunca escutou hiphop, nem visitou um hackerspace, ou acessou uma imageboard, e abre o youtube só para canais de grandes produtoras. Não entendeu que a produção par-a-par na troca de arquivos é precisamente o mesmo processo operando numa outra categoria, nem nunca recebeu um demotivator, nem percebeu que expressões concretas não são o único objeto passível de remix, internet memes e tais.

Por fim, chegando ao assunto, ele trata a Wikipédia como uma criação intencional e exclusiva de um ou dois indivíduos, e salta a sugerir que a ideologia desses membros fundadores contamina de tal maneira sua natureza que todo resultado do processo é uma manifestação dessa ideologia.

Bem, basta investigar para ver que a primeira afirmação é falsa e que a segunda é ilógica. A Wikipédia não foi a criação programada e intencional de dois indivíduos obcecados por uma ideologia única e, mesmo que fôsse, isso não implicaria que seu resultado será uma manifestação inescapável e exclusiva dessa ideologia.

Ele então afirma que o conceito de Ponto de Vista Neutro da Wikipédia é um produto do consenso atingível pelo diálogo entre visões supostas objetivas da realidade, em busca de uma objetividade extremada; quando, muito pelo contrário, ele é um consenso a respeito da soma das visões dessa realidade consideradas relevantes pelos mecanismos que a própria sociedade já desenvolveu e mantém com o fim de atribuir relevância e confiança às informações, como a academia e a imprensa.

Acho difícil alguém argumentar que a academia e a imprensa são construções neoliberais do objetivismo randiano ;-)

Depois ele vai dizer que o Software Livre tem por natureza ser genérico. Mas isso não é uma particularidade do Software Livre, e sim uma ideia básica da engenharia de software ou, mais geralmente, da engenharia. Os sistemas UNIX tem tanto sucesso justamente por serem feitos de componentes reutilizáveis, minimizando o esforço repetitivo de produção e depuração, independente de serem UNIXes livres ou proprietários. Um tijolo é algo genérico, assim como as pedras das pirâmides.

Após isso, faz alguma alusão sobre a wikipédia ser genérica e sugere que a Wikipédia é crucial para o Pagerank do Google. Bem, ou ele não sabe como funciona o Pagerank, ou ele não se expressou claramente. O Google usa dados da Wikipédia, mas não é algo crucial.

Depois ele identifica, sem nenhuma explicação, a opção por modularidade e interfaces genéricas no software - e portanto nas pirâmides - com o objetivismo filosófico, ao invés de reconhecer que trata-se de uma mera questão de bom senso no emprego do trabalho, perdendo-se na sopa de palavras.

Só resta concluirmos que Ayn Rand era uma viajante do tempo! :D

Por fim, ele passa o resto do vídeo viajando nessa sopa que ele preparou, onde objetivismo randiano neoliberal está equacionado com escolhas de bom senso em engenharia e onde ponto de vista neutro é entendido como consenso objetivista e não como a coleção dos pontos de vista considerados válidos pela sociedade através de instituições que predatam o objetivismo séculos, se não milênios.

E para justificar esse raciocínio, ele aponta muito brevemente a existência de alguns casos na Wikipédia alemã onde, segundo ele, há problemas profundos de escala no processo, mas não oferece nenhum exemplo concreto de como ele descreveria esse objetivismo afetando a tomada de decisões. À parte, ignora que a Wikipédia em língua inglesa mesmo sendo muito maior não sofreu da mesma forma, ignora que há diferenças profundas em como a wikipédia em diferentes línguas organiza-se e que, dentre todas, a alemã é muito particular - e não numa direção objetivista randiana, até porque qual alemão vai dar bola pra uma pop-filósofa norte-americana? - e ignora, por fim, que a tal "guerra" na wikipédia alemã teve fim.

Pra encerrar a palestra, ele ainda categoriza como "bizarro" o conhecimento que não cabe numa enciclopédia britânica e o software que uma microsoft não desenolve. Bem, com isso, se não demonstra que a wikipédia é randiana, ao menos revela-se um novo tipo de fundamentalista estético ;)

E aí entra a aluna dele, faz uma alusão sem grandes méritos a Brecht, e aponta que as pessoas devem ter uma olhar crítico para a informação da wikipédia, como se isso fôsse uma novidade! Era um bom momento para sugerirem também um olhar crítico sobre eles mesmos, pelo menos salvaria o Brecht.

Ela passa daí a mostrar um trabalho focado no "quem escreveu", onde ignora-se todo o contexto do processo de revisão par-a-par a posteriori em ação na enciclopédia, que constringe a atuação individual e frequentemente tem mais protagonismo que o autor em si.

A ideia da teatro é muito chamativa, mas uma sequência de edições não é uma expressão dialética, os atores não são apenas quem editou, e o produto final não é um diálogo, mas uma enciclopédia. Que é escrita nessa voz, mais uma vez, desde séculos antes do neoliberalismo ou randianismo serem concebidos.

.~´

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 0 comentário

janeiro 21, 2012

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A capacidade de testar ideias sobre o mundo e recombiná-las inteligentemente forma a base da ciência, observou Thomas Kuhn em meio ao século passado. Muito antes, Darwin descreveu a capacidade de organismos competirem no ambiente e recombinarem-se adaptativamente como a base generativa da vida. Ambos os processos, eles próprios resultantes de longa evolução, dependem fundamentalmente da recombinação de padrões, expressos em linguagem científica ou genética.

Quando Turing concebeu o computador moderno, originou-se ali um outro sistema onde novos padrões, os softwares, comportavam-se com características similares. Dessa vida primitiva nos mainframes acadêmicos e militares à sua presença abundante permeando as interações entre quase todos os seres humanos, o software sofreu diversas transformações na sua forma de produção, derivadas de dois conflitos particulares à sua natureza:

Primeiro, porque o software tem a peculiaridade de ser tecnologia e informação ao mesmo tempo, o que transfere à informação a característica alienante da tecnologia: aquilo que você pode utilizar sem compreender.

Segundo, porque por ser uma manifestação codificada, acabou circunscrito por uma legislação concebida para outros fins, aplicada levianamente para restringir ainda mais seu ciclo de vida informacional.

Nesse contexto, a propriedade de livre recombinação, fundamental para a evolução dos ecossistemas, foi gravemente ameaçada.

Mais grave do que isso, aos poucos ficou evidente que a primeira forma de restrição à recombinação tinha um efeito secundário, de inibir a própria competição em si, eliminando de uma vez os dois pés do processo evolutivo.

Na década de 80, quando essas contradições começavam a atingir amplamente a sociedade, Richard Stallman concebeu o que chamou de Software Livre, referindo-se a um método para preservar o ecossistema de código recombinante que existia.

Formaram-se assim dois ecossitemas contraditórios regulando cada vez mais o fluxo e processamento da informação mundial, informação que, nesse mesmo período tornou-se o bem mais valioso da economia global.

Nessas condições, esses ecossistemas, o do Software Livre em oposição ao do software proprietário, impõem crescentemente à sociedade desenvolvida em seu meio as próprias características que os organizam.

Assim, mais do que uma estratégia evolucionária de sobrevivência, essa questão ética foi uma das principais motivações dos pioneiros do Software Livre.

Em 2002, cerca de vinte anos após dar início ao movimento, o próprio Stallman publica uma coletânea de ensaios seus entitulada, assertivamente, "Software Livre, Sociedade Livre".

Nessa mesma época, um advogado chamado Lawrence Lessig publica um livro chamado "Código" explicando, se não pela primeira vez, ao menos com uma clareza sem precedentes, como o software gradativamente substituirá o papel do direito em muitos aspectos da sociedade.

A questão do ecossistema do software torna-se, então, uma questão ética e política, que interessa não apenas a programadores - ou /hackers/ - mas a todos os seres humanos.

A computação partiu o mundo em dois e criou um novo espaço, onde convivemos entre nós e com as máquinas. Como nas grandes navegações, esse novo mundo acabará por fundir-se com seu genitor e, quem sabe, até suplantá-lo.

Se falharmos em garantir ali os mesmos mecanismos contra a elitização do conhecimento e do controle dos recursos e das leis, promovendo sua recombinação e experimentação aberta e participativa, estaremos condenando junto todas as lutas por justiça e solidariedade neste mundo.

Ni!

Texto usado como guia para uma aula no Curso de administração de redes GNU/Linux do LabMap, no IME-USP, em 20 de janeiro de 2012.

Palavras-chave: aula, ciencia, darwin, ecossistema, ime, kuhn, labmap, lessig, livre, software, software livre, stallman, usp

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 2 comentários

outubro 26, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

Era mesmo um absurdo (veja aqui e aqui). Agora o Royal Society faz a única coisa que faz sentido: liberar tudo mais antigo que 70 anos. O Oldenburg pode descansar em paz...

Aaron Swartz FTW!

Palavras-chave: acesso aberto, oldenburg, open access, rea, royal society

Este post é Domínio Público.

Postado por Ewout ter Haar | 1 comentário

outubro 17, 2011

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Ni!

Caros, começou essa semana uma batalha tecnológica que direcionará o futuro da condição humana.

A Microsoft - e seguramente não está sozinha nisso - está pressionando fabricantes de hardware a produzir computadores que, por construção, só rodem os sistemas operacionais que o fabricante autorizar previamente. A primeira consequência disso será a dificuldade ou até impossibilidade dos usuários sequer optarem por um sistema operacional livre, como o GNU/Linux.

Permitir o avanço dessa prática significa que, muito em breve, pode se tornar difícil, se não impossível, adquirir um computador sem tal mecanismo de controle ou que permita desativá-lo, e há notícias de que alguns fabricantes já pretendem impedir a sua desativação.

Mais claramente, parte dos nossos cérebros - o vulgo computador - será necessariamente controlado por uma empresa, sem sequer a possibilidade física de você optar por uma solução autônoma.

Peço-lhes, assim, que considerem assinar o documento abaixo, tornando público o compromisso de não adquirir um computador que implemente e vede desabilitar esse sistema de controle:

http://www.fsf.org/campaigns/secure-boot-vs-restricted-boo

A única coisa a tornar-se mais segura com tal restrição absoluta é o negócio dessas empresas, ao custo de liberdades básicas que nos definem como humanos.

Obrigado pela atenção e, peço-lhes compartilhar esta mensagem.

 

ale .:.

Palavras-chave: direitos humanos, liberdades fundamentais, restricted boot, secure boot, software, software livre

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 1 usuário votou. 1 voto | 5 comentários

outubro 01, 2011

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

O deserto do Atacama está localizado na região norte do Chile com cerca de 200 km de extensão e é considerado o deserto mais alto e mais arido do mundo, pois chove muito pouco na região, em conseqüência das correntes marítimas do Pacífico não conseguirem passar para o deserto, por causa de sua altitude. Assim, quando se evaporam, as nuvens úmidas descarregam seu conteúdo antes de chegar ao deserto, podendo deixá-lo durante épocas sem chuva. Isso o torna de aridez incrível.

As temperaturas no deserto variam entre 0ºC à noite e 40ºC durante o dia. Em função destas condições existem poucas cidades e vilas no deserto, uma delas muito conhecida é San Pedro do Atacama ou São Pedro do Atacama que tem pouco mais de 3.000 habitantes e está a 2.400 metros de altitude por ser bem isolada é considerada um oásis no meio do deserto e o principal ponto de encontro de viajantes do mundo inteiro, mochileiros, fotógrafos, astrônomos, cientistas, pesquisadores, motociclistas e aventureiros.

Apesar de pequena e isolada no coração do deserto mais árido do mundo, San Pedro possui uma vida agitada, mesmo depois da meia noite, os bares e restaurantes ficam lotados com pessoas conversando e planejando o dia seguinte

Era primeiramente habitada pelos atacamenhos, povo da região juntamente com a civilização dos nativos aymaras, ambos deixaram um legado inestimável em termos arqueológicos, daí o seu nome deserto do Atacama.

Há importantes manifestações de arte rupestre pré-colombianas na região, é o berço de uma das maiores esculturas de figura humana feita na pré-história, o Gigante do Atacama.

E é pra lá que eu vou! Eu e minha cachorrinha Celine.

 

Palavras-chave: Chile, Viagem

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

agosto 15, 2011

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If you wanna read this on another language, just select the language you want on the Google Translate Tool at the top of the sidebar of this page.

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Mufffin de Microoondas (12 unidades)

Ingredientes:

  • 1 xicara (chá) de açúcar
  • 1 1/2 xicara (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • 2 ovos
  • 1/2 xicara (chá) de leite
  • 2 coleheres (sopa) de margarina
  • 100g de gotas de chocolate

Preparo:

Em uma tigela, peneire o açúcar, a farinha e o fermento e reserve. Quebre os ovos em ouitra tigela e bata com um garfo. Adicione o leite, a margarina e misture com uma colher. Despeje sobre os ingredientes secos, mexendo com a colher até a msitura ficar homogênea. Despeje em forminhas para muffin para microondasa forradas com forminhas de papel. Coloque as gotas de chocolate em acad bolinho e leve ao microoondas em potência média por 5 minutos. Dexie descansar por 10 minutos e sirva.

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Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição, Não-Comercial.

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 0 comentário

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Postado por Ewout ter Haar

O jornalista Ricardo Bomfim do Jornal do Campos me procurou para fazer uma matéria sobre o Stoa (e, espero, o novo Stoa). Veja algumas perguntas que ele fez depois via email e as minhas respostas.


2011/8/13 Ricardo Bomfim <xxxxxx@gmail.com>

Existe alhum balanço de quantas pessoas entraram no Stoa por ano desde que ele foi criado em 2006? Se ele existe o senhor poderia me fornecer este balanço?

Fiz um gráfico rapido. O gráfico começa em maio de 2008 quando tivemos aprox. 5000 usuários. Depois que começamos oferecer o moodle do stoa, o número de usuários cresceu rapidamente, como está vendo, com aprox. 5000 usuários novos por semestre.

stoa cadastros 2008-2011

2011/8/15 Ricardo Bomfim <xxxxx@gmail.com>

[...] se possível o senhor poderia explicar exatamente quais seriam as vantagens de incluir no Stoa a possibilidade de trazer usuários de fora da comunidade?
 

Há uma demanda por parte dos usuários do Stoa e o Moodle do Stoa para incluir "visitantes" nestes sistemas.

No Moodle do Stoa (o ambiente virtual de aprendizagem) a demanda é sobretudo de professores, querendo oferecer cursos para pessoas de fora da comunidade USP. É o caso por exemplo da Faculdade de Educação e ajudamos eles criar ambientes em apoio do cursos para professores da rede pública: http://moodle.stoa.usp.br/course/category.php?id=131

No Stoa (a rede social) as razões devem ser parecidas: criando a possibilidade de interagir online com pessoas que não são da comunidade USP.

Vamos resolver isto por meio de várias estratégias:
 1. Já é possível, agora mesmo, para qualquer ex-membro da comunidade USP (qualquer um com número USP) se cadastrrar

 2. Já é possível, agora mesmo, cadastrar pessoas de fora, mas é um processo manual. Vamos implementar software que permite qualquer membro da comunidade USP "convidar" (e assim, se responsabilizar) pessoas de fora.

3. Mas no médio prazo, avaliamos que a solução é "Federação" de redes sociais. Os sistemas da USP e, digamos, UNICAMP, o PUC ou o Mackenzie deveriam falar uma língua comum, que permite membros do sistema da USP interagir com membros do sistema da Unicamp. Com a sua "identidade digital" da USP poderia participar de eventos na Unicamp.

Num sistema federada uma pessoa pode usar a sua identidade "acadêmica" em determinados contextos e ao mesmo tempo manter outras identidades ou "personagens" em outras redes sociais com Facebook ou Orkut. Assim asseguramos que a nossa vida online não fica somente determinado pelas condições de contorno dado por empresas e corporações com interesses diferentes do que instituições de ensino, por exemplo.

Palavras-chave: stoa

Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

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Segundo reportagem da Folha, há dois meses ocorre esse problema.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/959756-ciclistas-sao-sabotado

 

Palavras-chave: bicicleta, bicicletas, bike, sabotagem, tachinhas

Postado por Renato Callado Borges | 0 comentário

agosto 03, 2011

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Pouca gente sabe mas nas principais universidades públicas do Brasil é comum que os candidatos aos cargos de professor têm que entregar um manuscrito onde é necessário descrever as principais motivações que os levaram a seguir esse ofício e também incluir uma lista sumarizada da suas principais realizações. Trata-se de um memorial.

É com base nesse tipo de documento, obrigatório para a candidatura docente, que a banca do concurso realiza uma arguição e julga qual dos candidatos está mais apto, decidindo em favor do interesse público.

De maneira similiar, proponho que, para se candidatar a um cargo político, seja qual for o nível (desde vereadores até presidente), todo cidadão brasileiro precisaria obrigatoriamente submeter um memorial, além das exigências mínimas de idade e alfabetização.

Tais memoriais ficariam à disposição dos eleitores e poderiam ser atualizados pelos candidatos a cada nova candidatura.

Acredito que alguns items devem ser exigidos como obrigatórios no documento, tais como:

  1. formação;
  2. motivação para carreira política;
  3. principais temas a serem defendidos/propostos (gerais e/ou específicos);
  4. cargos ocupados com respectivas realizações;
  5. principais projetos de lei propostos/defendidos (que entraram em vigor ou não), verbas adquiridas, etc;
  6. principais votações (a favor ou contra?);
  7. outros feitos;
  8. histórico de filiação partidária.

Uma formatação mínima do texto deve ser exigida (por exemplo, uma divisão em seções pré-estabelecidas e o tamanho de letra), sendo a restrição do tamanho do documento (por exemplo, 10 páginas) uma questão primordial.

Palavras-chave: concientização, eleições, memorial, movimento, partidos políticos, política

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Leandro Gutierrez Rizzi | 2 comentários

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