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dezembro 08, 2010

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Professores e alunos realizam protesto contra descaso da morte de estudante

Nesta quinta-feira, dia nove, estudantes, funcionários e professores irão realizar um ato de protesto na Praça do Relógio Solar na Universidade de São Paulo (USP), campus Butantã.

A manifestação será contra o descaso da guarda universitária e da direção da universidade em relação à morte do estudante Samuel de Souza que morreu no campus da USP na semana passada.

Samuel passou mal de saúde e ao pedir auxílio para a guarda universitária para que o levasse até o Hospital Universitário (HU) não recebeu ajuda. Foi até o HU de ônibus circular e lá também não recebeu atendimento. Ao voltar para o CRUSP (Conjunto Residencial da USP), onde morava, desmaiou na Praça do Relógio Solar, logo depois de descer do ônibus. Logo após o desmaio foi socorrido por estudantes e novamente não recebeu ajuda da guarda que se recusou a levá-lo de carro até o HU para receber atendimento. Samuel faleceu deitado no chão da praça. Samuel era negro, tinha 42 anos e estava no último ano do curso de Filosofia. Após sua morte o descaso ainda continuou, pois seu corpo só foi retirado do local seis horas depois.

O ato está sendo convocado pelo Prof. Mario M. González, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humana (FFLCH) e outros professores da unidade.

Está sendo feito um chamado amplo para estudantes e funcionários protestarem contra este descaso. Segundo panfleto distribuído para convocar o ato, “o fato da morte do estudante ter acontecido em circunstâncias que remetem à omissão de socorro e expõem o descaso da administração central com a segurança daqueles que diariamente circulam pela Cidade Universitária. Queremos protestar contra isso.”.

O ato será realizado nesta quinta-feira, dia nove de dezembro, às 10h30 na Praça do Relógio da Cidade Universitária.  A presença de todos é importante para mostrar à direção da USP, em especial ao reitor-interventor João Grandino Rodas que a comunidade universitária repudia este fato reforçando a defesa de uma universidade pública, gratuita que esteja sob o comando dos estudantes, funcionários e professores e a serviço dos trabalhadores e da população pobre.

http://www.pco.org.br/conoticias/imprimir_materia.php?mat=249

 

"Nos sentimos indignados com o fato da morte do estudante ter acontecido em circunstâncias que remetem à omissão de socorro e expõem o descaso da administração central com a segurança daqueles que circulamos pela Cidade Universitária", diz González no texto. Ele pediu a docentes, funcionários técnico-administrativos e estudantes que levem uma flor ao protesto.

"A proposta é protestarmos apenas com nossa presença, essa flor e nosso silêncio, independentemente dos documentos ou providências que caibam por parte de nossas unidades, sindicatos, grêmios, etc", escreveu. "Vamos lá dizer que isso jamais poderia ter acontecido dentro de nossa universidade. E que não admitimos que possa se repetir."

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/12/07/professor-da-usp-m

Palavras-chave: guarda universitária, HU, Mario González, protesto, Samuel de Souza, USP

Postado por Antonio C. C. Guimarães em USP Eventos | 3 usuários votaram. 3 votos

Comentários

  1. Sady Carlos de Souza Junior escreveu:

    Dá para se ver que na prática um ser humano não vale muito dentro de uma Universidade como a nossa!

    Em que sociedade estamos?

    Um fato como este nos alerta sobre as nossas grandes falhas.

    Infelizmente, uma hora isto tenderia a aparecer e enubliar o brilho que pensamos ter quando saimos daqui se achando os tais.

    Sady CarlosSady Carlos de Souza Junior ‒ quarta, 08 dezembro 2010, 21:00 -02 # Link |

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