Grupo GT3 Mobilidade Sustentável Local Sala 4- COCESP
Facilitadores Samir Hamzo
e Marino Benetti (COCESP)
Preparado por: Isabel Bossi e Gerson Damiani
PARTICIPANTES:
Antonio Macchione,
Cristina, Élio, Gerson, Isabel e Samir.
Ausências
justificadas: Marino e Mauricio.
Iniciamos a reunião às 9h20.
O Gerson nos orientou sobre o tema da reunião atual.
PEDESTRES: transformação do espaço físico, como se chega aos lugares,
universalização do acesso, campanha educacional.
A partir daí a Cristiane
acredita que ações constrangedoras possam modificar o comportamento dos
usuários do Campus. As pessoas têm que perceber que o ambiente USP é
diferenciado. Os visitantes têm que ter essa visualização. A USP deve ser um
local de exemplo, para que a sociedade possa se espelhar.
Um local onde o enfoque educacional possa levar à transformação e à
modificação de atitudes. Citou um exemplo que pode ser seguido pela USP: uma
multa informativa (fictícia) para as pessoas que desrespeitam os direitos
alheio. E sugeriu trazer um modelo na próxima reunião.
O Gerson supõe que apenas
informações não são suficientes para a modificação das atitudes errôneas
empregadas pelas pessoas. Instrumentos de controle, como por exemplo radares
para detecção de velocidade e sinais luminosos em conjunto com uma campanha
educativa, tem maior eficácia. Ressaltou que grande parte daqueles que
transitam pela USP não estão associados à comunidade. Educação e Coerção são
necessários em
conjunto. Deve-se identificar os pontos críticos, de
concentração de pedestres e definidos como os mais perigosos. Podemos realizar
um mutirão, com a presença em massa da comunidade, a fim de expor os problemas,
e educar tanto os motoristas como os pedestres. Gerson se ofereceu para
auxiliar no mapeamento das zonas de maior perigo.
O Antonio concorda com a
idéia de que a USP precisa ser um exemplo a ser seguido e critica a falta de
organização que a mesma atravessa não orientando melhor seus usuários,
principalmente na modalidade esportiva explorada nos finais de semana.
O Samir concordou que as duas
práticas, educação e coerção, devem ser associadas; nos alertou, porém, que as
mudanças, geralmente não são bem recebidas. Precisa haver um tripé bem
estruturado que englobe tecnologia, educação e fator econômico (coerção). Esses
eixos bem aplicados podem garantir o sucesso de um projeto. Pretende-se inserir
50km/h como velocidade máxima em todo o campus.
A partir daí houve uma discussão ampla sobre situações que o Campus
enfrenta diariamente. O tema mais polêmico foi “esporte dentro da universidade
nos finais de semana”. Falou-se sobre as prioridades da universidade, no
sentido de ser um centro acadêmico, e da falta de organização e informação
sobre os direitos e deveres daqueles que utilizam o campus para finalidades
exclusivamente esportivas, e mesmo dos organizadores internos. Pergunta-se como
educar dentro da lógica de mobilidade sustentável?
Retomando os trabalhos o Gerson
levantou a necessidade de termos como objetivo da reunião o tema pedestre.
O Élio fez uma observação
importante. Ao vir para a reunião detectou que não há calçada para pedestre na
frente da Cocesp. Onde há calçadas, o piso é inadequado. Novamente os carros
são os privilegiados. Ele sugere que as calçadas sejam asfaltadas para garantir
um bom acesso ao pedestre. Esse modelo, já utilizado na cidade de Curitiba,
pode garantir uma boa mobilidade, principalmente para as pessoas com
deficiência. Sugeriu que a prioridade seja por tamanho: pedestre, bicicleta,
carro, ônibus. A solução deveria ser educacional e corresponder à essência do
local. Usar a ferramenta da educação dentro da temática de que o local se
propõe. A universidade deveria primar pelo educacional. Por princípio todos
somos pedestres.
A Cristiane entende que se
pudermos localizar os pontos de movimentação das pessoas (manchas), as calçadas
poderiam se interligar, proporcionando uma melhor locomoção do pedestre no
Campus. Para isso deve-se definir pólos de concentração/demanda para pedestres:
restaurantes, bibliotecas, e outros locais de grande circulação, sob a ótica do
desenho universal.
O Samir lembra que para
execução de projetos mais específicos é necessário se contratar empresas
especializadas no assunto.
O Élio, o Gerson e a Cristiane dizem que é necessário cuidado apenas com o aspecto
técnico. A comunidade (alunos, funcionários) também deveria ter acesso às
informações da contratação e execução dos trabalhos para que o projeto original
não se perca e receba respaldo da comunidade.
A Cristiane até sugere um rol
de perguntas norteadoras para que as empresas interessadas possam ter mais
afinidade com o projeto. A que tipo de profissional podemos recorrer? Qual suporte
temos? Necessitamos de uma campanha perene de educação: respeito de parar na
faixa de pedestre, de parar no ponto, etc. O tipo do ambiente físico leva as
pessoas a mudar de comportamento. Trata-se de processos de integração entre
barreiras físicas e atitudinais. Ex. Faixa de pedestre no nível da calçada. O
carro é forçado a reduzir. A mudança de atitudes leva à mudança física. Lastro
de pedagogia para mudar o comportamento. Agora falamos do pedestre que não está
em embate com a rua, mas sim pensando no pedestre.
A Isabel acha que é muito
importante a introdução de uma campanha educativa, numa escala menor, mas de
forma que a mesma já pudesse ir sinalizando a grandeza do projeto em um futuro
próximo, de maneira que os usuários do Campus pudessem ir já se adaptando à
proposta. Distribuição de adesivos, panfletagem na portaria 1, trote educativo
são algumas das idéias. Citou como exemplo a campanha trânsito Legal – coração
azul da Porto Seguros . Apenas o fato de colocar este adesivo, sinaliza que se
intenciona ter um trânsito melhor. Trata-se de uma atitude positiva. Começamos
uma campanha de formiguinha, dentro do projeto de educação. Isso é pequeno, mas
pode ser implementado imediatamente. As pessoas começam a receber esse selinho,
colocar nos carros.
O Gerson cita que os Centros
Acadêmicos possam colaborar também, se tiverem visualização da proposta. O
início do semestre em fevereiro seria um momento ideal. Os novos alunos chegam,
os antigos retornam. Podemos criar um logo ou um mascote para essa campanha,
para os adesivos da “USP Respeita”.
O Samir acha que essa
informação possa constar no manual do aluno, mas que essa campanha não possa
acontecer antes que o Campus esteja adaptado com novas placas de velocidade,
faixas de segurança adequadas e ampla acessibilidade. Mencionou que há um plano
de recuperação de uma avenida principal por ano.
Concordamos que é necessário obter as seguintes informações:
1) Identificação de pólos de
demanda: caminhos de circulação de pedestres, quantos vão de onde para onde?
2) Identificação de pontos
perigosos: estatísticas de atropelamento. Nesses locais poderá haver
sinalização do tipo “o campus tem xx atropelamentos por mês”, ou “Cuidado. Zona
de grande incidência de atropelamentos.”
3) Caminho da van para pessoas com
deficiência.
Colocar esses 3 pontos no mesmo mapa. A partir daqui podemos partir para
o projeto de sinalização de trânsito priorizando o pedestre, construção de lombafaixas, campanhas de educação.
Deve-se definir se faremos contratação de um serviço especializado para
fazer esse mapa. Há uma aproximação maior com a CET (primeira possibilidade) ou
deve-se contratar um terceiro / empresa de consultoria (segunda possibilidade)
que faça isso com a CET? De qualquer maneira temos que municiá-los com nossas
necessidades.
O Antonio sugeriu que o projeto seja mais pontual. Não pode ser
genérico. Tem que ter barreira física, eletrônica e educação. Panfletagem na
portaria, começando a educar aqueles que trabalham na portaria. Obrigação de
preparar calçadas para pedestres. A USP tem que ser um exemplo. Tem que ser
centro de referência, de excelência.
Finalmente como objeto da reunião de 23/11 ficamos motivados a pesquisar
materiais que possam ser úteis à reunião sobre calçadas acessíveis e campanhas
educativas de sucesso.
A Cristiane vai traduzir um
trabalho publicado internacionalmente sobre as calçadas da Avenida Paulista
para que possamos nos orientar sobre a viabilidade de implementação de calçadas
semelhantes na USP. Além disso trará um exemplo da “multa-fictícia” conforme
mencionado acima. O Samir
providenciará dados sobre as maiores demandas de circulação de pedestres bem
como os pontos mais perigosos, sobre estatísticas de acidentes e
atropelamentos, e por fim o trajeto atual do transporte oferecido pela USP para
pessoas com deficiência.
As próximas reuniões serão:
08 de novembro de 2010 – 9h00 na COCESP, assunto ciclovias, e trajeto do novo circular, campanha
educativa de fevereiro de 2011, contato com centros acadêmicos.
23 de novembro de 2010 – 9h00 na COCESP, assunto pedestres: calçadas, pólos de demanda, desenho da
campanha educativa de fevereiro de 2011 para envio ao Conselho Gestor, contato
com os centros acadêmicos.
A reunião encerrou-se às 11h45.
Secretária: Isabel Bossi
Redator: Gerson Damiani