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Maio 12, 2009

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Postado por Enio Leite Alves

A FOTOGRAFIA É A INVENÇÃO MAIS IMPORTANTE DO MUNDO MODERNO

Prof. Enio Leite
Focus Escola de Fotografia
http://www.escolafocus.net
Desde 1975

A invençao da fotografia,por Louis Daguerre, anunciada em Paris em 1939, teve, para a humanidade importância mais filosófica do que científica. Nasceu dentro do germe da sociedade industrial e a partir desta data o mundo nunca mais seria o mesmo. A velocidade em reproduzir tecnicamente a imagem refletida, sem auxilio de maos humanas, foi desde seu advento, seu grande diferencial.

É incrível que mesmo com toda a tecnologia existente no campo da fotografia profissional ainda exista uma diferença tão grande entre o original e o fotografado, em se concerne às muito grande de cores, mais do se imagina. Ainda mais se são combinadas com diferentes situações de luz.  De fato, apesar de termos migrado da fotografia convencional para a fotografia digital, ainda não dispomos de tecnologia suficiente que possa nos aproximar da visão humana.

Apesar de toda similaridade existente entre as digitais e as de filme existe uma grande diferença entre elas. Sobretudo na forma como é feito o registro das imagens. Outro fator interessante é como estas mesmas imagens são armazenadas. O sistema digital, de uma maneira ou de outra, irá acabar comprimindo as informações capturadas, contribuído para a perda da qualidade de imagem. A grande novidade é que antes de ser armazenada a luz é convertida em corrente elétrica, depois convertida em código binário e por fim processada e salva em extensão de arquivo transformando então em em imagem digitalizada.

Observa-se que há  vários tipos de sensores. Dentre eles, os melhores são os fabricados com tecnologia Full Frame, para os formatos profissionais. Contudo, são mais caros e requerem câmeras de maior formato e peso . A câmera digital quântica é o próximo passo e que deve revolucionar em breve todo o conceito da fotografia.

O interessante em relação à formação de cores das digitais é que se utilizam da mesma forma da associação de cores utilizada nas gráficas. As cores são misturadas de forma a atingir a tonalidade desejada. A diferença está somente na quantidade de cores utilizadas entre ambas.

Nas gráficas são utilizados o sistema CMYC que utiliza quatro, denominado quadricomia e não três cores como no sistema RGB.

No que concerne ao tamanho das imagens, saber alguns termos técnicos é que facilita na compreensão do tamanho das imagens. Assim podemos calcular a quantidade de imagens que são possíveis armazenar nos cartões. Saber o tipo de imagem, e qual o melhor formato para armazená-las.

Outro aspecto interessante da fotografia digital é o fator custo benefício. Atualmente, o custo é muito menor se comparado ao longo e demorado caminho que a fotografia percorria até chegar ao final do processo. Em apenas alguns segundos é possível ver se o trabalho está bom o se precisa de algum ajuste. Antes isso era ou era impossível e quando acontecia custava muito mais.

Mas a vantagem de se adquirir uma câmera fotográfica digital vai além do fator econômico.

Como fora abordado no início deste texto, as cores continuam sendo a maior preocupação por parte dos profissionais da área. Com um equipamento digital é possível aproximar as cores do real com muito mais facilidade devido aos softwares fornecidos pelas suas empresas.

A formação das cores é realmente surpreendente. Jamais se  imaginou que em uma imagem de apenas oito bits existissem 254 variações de cinza. Ou ainda imaginar como nosso olho consegue perceber toda essa variação. Essa questão da profundidade da cor, além de ser muito interessante é envolvente. Você fica motivado a buscar entender cada vez mais como tudo isso funciona. A profundidade da cor é um fator é um fator preponderante na formação de novas imagens com melhor padrão de qualidade.

O fato é acreditar que uma imagem considerada como a “cor real” fique aí em torno de 16,7 milhões de possibilidades de cores. É realmente impressionante. Mas isto só ocorre a partir das câmeras reflex digitiais. É inegável que o processo digital de geração de imagens trouxe muitas vantagens. Outras são as possibilidades de manipulação e criatividade que o fotógrafo pode utilizar- se. É possível corrigir, melhorar ou até mesmo criar em cima do que foi fotografado. Além disso, o rmazenamento e a conservação são outros importantes fatores a se considerar.

A conclusão de tudo isso é que fotografar é muito mais que simplesmente apontar a objetiva e dar um simples “click”. É uma atividade que envolve uma série de conhecimentos e técnicas que ao longo dos anos, desde o seu surgimento, vêm sofrendo mudanças e evoluindo na tentativa de se aproximar do real, isso sem esquecermos, é claro, de que o resultado final é sempre fruto do talento, criatividade, rigor técnico e estético  de quem clicou.

A fotografia, apesar de tudo, com certeza é a invenção mais importante do mundo moderno.

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Postado por Enio Leite Alves

A CHEGADA DA FOTOGRAFIA NO BRASIL

Por Enio Leite
Fonte: http://www.cotianet.com.br/photo

O que é fotografia? Veja mais dicas em:
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Enquanto a Europa durante o período do século XIX passava por  profundas revoluções no universo artístico, cultural,  intelectual e mesmo na essência humanística, no Brasil o invento de Daguerre era recebido com outra conotação.

Poucos meses se passaram da tarde de 19 de agosto de 1839, quando a invenção foi consagrada em Paris, para que a fotografia chegasse ao Rio de Janeiro em 16.01.1840, trazida pelo Abade  Louis Compte, de posse de todo o material necessário para a tomada de vários daguerreótipos, conforme ilustra o Jornal do Commércio deste período:

 " É  preciso ter visto a cousa com os seus próprios olhos para se fazer idéia da rapidez e do resultado da operação. Em menos de 9 minutos, o chafariz do Largo do Paço, a Praça. do Peixe e todos os objetos circunstantes se achavam reproduzidos com tal fidelidade, precisão e minuciosidade, que bem se via que a cousa tinha sido feita pela mão da natureza, e quase sem a intervenção do artista." (Jornal do Commércio, 17.01.1840,p.2)

 Afastados geograficamente das metrópoles, o estágio de desenvolvimento do país era bem inferior àqueles das metrópoles européias. As novidades aqui eram muito bem recebidas, tornando- se moda num prazo bem curto de tempo. Os debates na Europa em relação a validade ou não da fotografia enquanto manifestação artística, comparada à pintura, não encontrariam espaço no Brasil durante as primeiras décadas. A sociedade brasileira do período do Império estava mais preocupada em usufruir a nova técnica, conhecida até então teoricamente, em se deixar fotografar do que em refletir sobre os aspectos artísticos e culturais do novo invento.

O Brasil desta época, agrário e escravocrata, tinha a sua economia voltada para a cultura do café , visando exclusivamente o mercado externo e dependendo dele para importações de outros produtos. A sociedade dominante ainda cultuava padrões e valores estéticos arcaicos, puramente acadêmicos, já ultrapassados em seus respectivos países de origem, que só  seriam questionados e combatidos com a Semana de Arte Moderna de 1922.

 Os Senhores do Café e a sociedade como um todo, tinham uma visão de mundo infinitamente estreita e só poderiam conceber a fotografia como mágica divertida, mais uma invenção européia maluca!

 A FOTOGRAFIA BRASILEIRA, DE D PEDRO II A SANTOS DUMONT

Em 21 de Janeiro do mesmo ano, Compte dava uma demonstração especial para o Imperador D .Pedro II, registrando alguns aspectos da fachada do Paço e algumas vistas ao seu redor. Estes e muitos outros originais se perderam e já em novembro, surgem os primeiros classificados da venda de equipamentos fotográficos na Rua do Ouvidor, 90-A ...

Desde o dia que Compte registrou as primeiras imagens no Rio de Janeiro, D Pedro II se interessou profundamente pela fotografia, sendo o primeiro fotografo brasileiro com menos que 15 anos de idade. Tornou-se praticante, colecionador e mecenas da nova arte. Trouxe os melhores fotógrafos da Europa, patrocinou grande exposições, promoveu a arte fotográfica brasileira e difundiu a nova técnica por todo o Brasil.

 Os profissionais liberais da época, grandes comerciantes e outros, donos de uma situação financeira abastada, já podiam se dedicar á fotografia em suas horas vagas. Para essa nova classe urbana em ascensão, carente de símbolos que a identificassem socialmente, a fotografia veio bem a calhar criando-lhe uma forte identidade cultural. O grande exemplo disso foi o jovem Santos Dumont.

 Em suas constantes idas á Paris, Dumont apaixona-se por fotografia e compra seu primeiro equipamento fotográfico.

De volta ao Brasil, monta seu laboratório e aos poucos vai demonstrando interesse em registrar o vôo dos pássaros até conceber os primeiros princípios da aviação.

Daí para chegar ao 14 Bis e ao Relógio de Pulso foi um pequeno passo...

 A DESCOBERTA ISOLADA DA FOTOGRAFIA NO BRASIL

Por: Enio Leite HTTP://art.focusfoto.com.br

  Por mais paradoxal que seja, foi justamente dentro desse cenário que o Brasil, do outro lado do Atlântico, disparava na frente das grandes metrópoles européias, descobrindo a fotografia no interior do Estado de São Paulo, em 15 de agosto de 1832.

  A quase inexistência de recursos para impressão gráfica daquela época, levou Hércules Romuald Florence, desenhista francês, radicado no Brasil, a realizar pesquisas para encontrar fórmulas alternativas de impressão por meio da luz solar.

  Francês, natural de Nice, Florence chegou ao Brasil em 1824 e durante os 55 anos que aqui viveu até a sua morte, na antiga Vila de São Carlos – Atual Campinas/SP, dedicou-se a uma série de invenções. Entre 1825 e 1829, participou como desenhista de uma expedição científica, para registrar a Fauna e Flora Brasileira, chefiada pelo Barão Georg Heirich von Langsdorff, cônsul geral da Rússia no Brasil. De volta da expedição, Florence casou-se com Maria Angélica Alvares Machado e Vasconcelos, em 1830.

  Durante a década de 30, Florence deu sentido prático á sua descoberta que ele próprio denominou de  “Photographie”:  imprimia fotograficamente diplomas maçônicos, rótulos de medicamentos, bem como fotografara desde 1832 alguns aspectos de sua Vila, isto é, cinco anos antes do Inglês John Herschel, a quem a história sempre atribuiu o mérito de ter criado o vocábulo.

  Em 1833 Florence aprimora seu invento, e passa a fotografar com chapa de vidro e papel pré-sensibilizado para contato. Foi o primeiro a usar a técnica “Negativo/Positivo” empregado até hoje. Enfim, totalmente isolado, contando apenas com os seus conhecimentos e habilidade, e sem saber as conquistas de seus contemporâneos europeus, Népce, Daguerre e Talbot, Florence obteve em terras brasileiras o primeiro resultado fotográfico da história.

 O Nitrato de Prata, agente sensibilizante e princípio ativo da invenção de Florence, tinha um pequeno inconveniente: a imagem após revelada, passava por uma solução “fixadora” que removia os sais não revelados, mantendo a durabilidade da imagem. Constatou que a amônia além de ter essa função, também reagia com os sais oxidados durante a revelação, rebaixando o contraste da imagem final. Conforme seu diário, passou a usar a urina, rico em amônia como fixador “fiz isso por acaso”! De fato, um dia enquanto revelava, esqueceu e preparar o Fixador tradicional. Como a vontade e urina apareceu de re pendente, não poderia abrir a porta de seu laboratório, com risco de velar seus filmes. Acabou urinando em uma banheira e na confusão, acidentalmente passou suas chapas para lá. Além de descobrir a própria fotografia, descobriu também o processo mais adequado para a fixação da imagem, que atualmente foi substituído pelo “Tiossulfato de Amônia” utilizado atualmente na fotografia Preto & Branco, Colorida, Cinema, Artes Gráficas e Radiologia.

 Alguns exemplares de Florence existem até hoje, e podem ser vistos no Museu da Imagem e do Som, SP. Sua contribuição, entretanto, só ficou sendo conhecida pelos habitantes de sua cidade, e por algumas pessoas na Capital de São Paulo e Rio de Janeiro, não surtindo, na época, qualquer outro tipo de efeito, conforme exaustivas pesquisas e investigações do Historiador Boris Kossoy.

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