Stoa :: Helder Gonzales :: Blog

maio 01, 2011

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Pela volta do blog Livros de Humanas. Pela primazia do direito à informação sobre o direito à propriedade intelectual. Desobediência civil sim, pois a quando a lei é burra e injusta ela deve ser desafiada para que a reforma ocorra.

Suspensão de blog com livros piratas cria discussão na web - Prosa & Verso: O Globo
Uma mensagem de violação dos termos de uso anunciou semana passada aos milhares de visitantes diários do blog Livros de Humanas a suspensão da página, que era hospedada pelo Wordpress. riado em 2009 por um aluno da USP, o blog formou em pouco mais de dois anos uma biblioteca maior do que a de muitas faculdades brasileiras. Até sair do ar, reunia 2.496 títulos, entre livros e artigos, de filosofia, antropologia, teoria literária, ciências sociais, história etc. Um acervo amplo, de qualidade, que podia ser baixado imediatamente e de graça.

Palavras-chave: blog Livros de Humanas, direito à informação, propriedade intelectual

Postado por Antonio C. C. Guimarães | 0 comentário

março 22, 2011

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Para uma consideração aprofundada sobre liberdade de expresão, recomendo o texto da Stanford Encyclopedia of Philosophy:

Freedom of Speech :  http://plato.stanford.edu/entries/freedom-speech/

A conclusão a que chego (na verdade é uma reafirmação de uma conclusão antiga) é que a universidade valora pouquíssimo a liberdade de expressão diante de outros valores e circunstâncias.

É óbvio que liberdade de expressão tem um custo e é sempre condicional, mesmo em sociedades civilizadas e ditas livres. A questão é qual é o limiar de tolerância. O limiar da ofensa é muito fraco e não deveria ser aceito, principalmente dentro de uma universidade (um ambiente supostamente mais intelectualmente maduro e racional que a média da sociedade). Eu quero poder ofender! (o estatuto da USP com relação a isto é bobinho, para usar um termo pouco ofensivo).

Um discurso fora da norma sempre poderá ser considerado ofensivo por alguém. Quando este alguém é detentor de poder ele é suprimido. Quantos cientistas e filósofos tiveram discursos considerados ofensivos pela Igreja quando esta é quem mandava e foram suprimidos? Quantos escritore, pensadores e artistas foram considerados ofensivos e censurados pelos mais variados regimes ao longo da história?  Os textos abolicionistas eram extremamente ofensivos aos escravagistas. Nelson Rodrigues era ofensivo aos mais puritanos. As charges do Henfil eram ofensivas ao regime militar. 

Um texto satírico de 1o de abril aqui no stoa foi considerado ofensivo pela reitoria. O texto foi censurado, o autor e todas as suas mensagens excluídas [*]. Agora um estudante ingressante escreve textos que podem ser lidos como satíricos ou ofensivos. Quem não quisesse ler as mensagens dele bastava não entrar no blog do calouro. Ninguém é obrigado a ler o blog dos outros. Quem teve o próprio blog violentado pelas ofensas do calouro poderia simplesmente apagar as mensagens (cada um é o tirano absolutista de seu próprio blog). Qual foi o processo? Os direitos de defesa e recurso foram respeitados? A sanção foi proporcional? Foi justa?

É sempre muito fácil respeitar o direito de expressão quando se concorda com o que está sendo expressado. O teste real ocorrre quando o discurso é controverso, polêmico, inconveniente, incômodo, ofensivo, insuportável. 

Falhamos no teste mais uma vez.

 

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PS: mensagem originalmente colocada como resposta ao tópico: [Usuários do sistema] Posts sexistas de usuário do Stoa

[*]  Casos anteriores de censura no Stoa e repercussão:

Sobre meu afastamento do Stoa por causa de uma brincadeira de 1º de abril até a exclusão da minha conta

Google: censura stoa

Palavras-chave: autoridade, censura, liberdade de expressão, processo devido, stoa, tolerância, USP

Postado por Antonio C. C. Guimarães | 0 comentário

março 17, 2011

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Postado por Equipe Stoa

 

Aviso: agora há pouco, aprox. 20h de quinta-feira 17/03 houve uma sobre-carga do servidor, fazendo com que o serviço ficou fora do ar por algum tempo. Estamos investigando o que aconteceu para tomar as medidas cabíveis. Pedimos desculpas por qualquer inconveniência e sua paciência será apreciada.

Ewout ter Haar - Equipe Stoa 

 

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março 15, 2011

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Documentário da BBC por Adam Curtis sobre o conceito de liberdade e a história do último século. Must watch para quem quer entender o mundo.

 

The Trap, What Happened to Our Dreams of Freedom 

Part I - "F*ck You Buddy". Temas centrais: game theory, human behavior, Cold War, government design.

Part II - "The Lonely Robot". Temas centrais: market democracy, mental disorders, public administration, fraud.

Part III - "We Will Force You to be Free". Temas centrais: freedom, democratization, "liberation" wars, terrorism, social and economic order.

 

Palavras-chave: Adam Curtis, BBC, documentário, história, liberdade

Postado por Antonio C. C. Guimarães | 3 comentários

março 08, 2011

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Postado por Equipe Stoa

Indisponibilidade do serviço sexta-feira dia 11/03 a partir das 22h.

O datacenter da USP (onde os nossos servidores estão hospedados) ficará sem conexão à internet para fazer melhorias na rede. Durante a madrugada de sexta para sábado havará períodos de acesso intermitente. 

 

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fevereiro 28, 2011

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Ni!

Olá mundo,

Estão abertas as inscrições para o ciclo de aulas-debate O Futuro da Informação: compartilhamento, colaboração e a sociedade do conhecimento, que este ano acontece no Centro Cultural da Espanha em São Paulo (CCE_SP).

Eis um pequeno texto de divulgação que escrevi...

Revoluções recombinantes – como o Software Livre, o conhecimento livre, melhor representado pela Wikipédia, e movimentos correspondentes na produção da cultura, hardware e organização social, – de suas origens em ideias iluministas e reemergência com a contra-cultura, gestaram a Internet e hoje fazem dela seu principal catalizador.

Tais revoluções apóiam-se em instrumentos técnicos e jurídicos que desenvolvem, como processos colaborativos e softwares que os integram, padrões e protocolos abertos e licenças de direito autoral, mas fundamentalmente em sua ética orientada à liberdade e à comunidade.

Em função dessas práticas, modelos econômicos e arranjos produtivos pouco explorados tornaram-se subitamente espontâneos, a ponto de em poucos anos originar grandes empresas, como a Red Hat e o Google, e fundações, como a Wikimedia e a Document Foundation.

Desse ambiente informacional recombinante surge, também, uma esfera pública interconectada, de novas formas políticas e bases democráticas: na blogosfera, em fóruns e plataformas de rede social, através de Partidos Piratas e em projetos como MySociety e Wikileaks.

Neste curso abordaremos as transformações econômicas, culturais e políticas que acompanham a Internet, através de exemplos e debates com protagonistas das mesmas. As várias teorias que nos permitem entender melhor esses fenômenos serão explicadas enquanto questionados os limites de sua validade, estimulando um pensamento crítico a respeito do mundo permeado pela rede.

Ministrado desde 2010 em centros culturais, O Futuro da Informação dá sequência a um trabalho de dez anos iniciado na USP pelo Prof. Imre Simon, em 1998. O organizador desta instância é Alexandre Hannud Abdo.

Quando

Aulas às terças-feiras das 19h às 22h, exceto nos dias do AVLab – atividade parceira do curso. Início dia 22 de março, término dia 14 de junho.

Onde

O CCE_SP fica na Avenida Angélica 1091, em Higienópolis, próximo ao metrô Marechal Deodoro. Há também vários ônibus que descem a Angélica, parando em frente ao centro.

Inscrições

Para inscrever-se, mande um e-mail para cultura4@ccebrasil.org.br

O curso é gratuito e são até 30 vagas.

Ligações

Para conhecer e colaborar com a ementa do curso, veja a página na Wikiversidade.

Há também a página de divulgação no sítio do CCE_SP.

Dúvidas ou ideias, comentem aqui ou pelo meu e-mail abdo@member.fsf.org

Um abraço,

ale

Palavras-chave: aula, CCE_SP, centro cultural da espanha em são paulo, curso, debate, escola, imre simon, Internet, laboratório, recombinação, revolução

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Postado por Alexandre Hannud Abdo | 1 usuário votou. 1 voto | 3 comentários

fevereiro 17, 2011

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Postado por Equipe Stoa

Precisamos atualizar o Stoa. Na Web, quem fica parado é deixado para trás

Duas possibilidades

Qual sistema escolher? Precisamos equilibrar demandas institucionais, administrativas, dos usuários, cada um com seu caso de uso. Alguns critérios não são negociáveis, como por exemplo o fato que queremos usar software livre por razões de autonomia e sustentabilidade. Outros são mais subjetivos, como usabilidade e adequação às variadas maneiras que o nosso público alvo vai querer usar o sistema.

A minha (Ewout) ideia de longa data era migrar para a plataforma Wordpress / Buddypress. O maior vantagem desta plataforma é que é uma sistema com um grande eco-sistema global de desenvolvedores de temas e plugins em volta. A desvantagem mais óbvia é que é uma plataforma que cresceu a partir de um sistema para blogs ao vez de ser escrito desde o início para ser uma rede social.

Mas no final do ano passado, o Prof. Fábio Kon do IME e Prof. Milanesi da ECA trouxeram uma alternativa muito interessante, o Noosfero. As vantagens e desvantagens são (na minha avaliação) mais ou menos o complemento do WP: é um sistema muito bem integrado e feito desde o início para ser uma rede social. Por outro lado, a comunidade de desenvolvedores de plugins e temas é muito pequeno. Porém, isto pode ser compensado pelo fato que temos, via o IME, laços estreitos com o grupo de desenvolvedores responsável pelo core do Noosfero, o Coolivre. Podemos forjar uma colaboração forte com este grupo e talvez exercer influência sobre a direção de desenvolvimento do Noosfero, coisa que seria impossível com Wordpress.

Veja o documento "Razões para usar Noosfero como plataforma de rede social da USP", escrito pela equipe da Coolivre.

Ajude testar

Precisamos feedback acerca do novo software da rede social da USP. Instalei os dois sistemas e todo mundo pode se cadastrar e começar testar. Fiquem a vontade: estamos interessados na sua opinião: qual das duas sistemas (buddypress no bp.stoa.usp.br e noosfero no noo.stoa.usp.br ) se adequa melhor no seu uso previsto do sistema.

Para se cadastrar no bp.stoa.usp.br ache o link create an account (não configurei a tradução do BP ainda). Veja:

Cadastro no Buddypress

Para cadastrar uma conta de teste no Noosfero, acesse noo.stoa.usp.br

Veja:

Após testar, por favor preenche este formulário curtinho. Outras sugestões, opiniões, etc. podem ser feitos nas comentários neste post, via email, etc. 

Autalização 01/05/2011 : Veja alguns resultados do questionário. Dos nove pessoas que experimentaram os dois sistemas, 8 preferiram o noosfero.

Cinco pessoas deram a nota mais alta para noosfero no quesito "Formação do Grupo" (só 2 responderam isto para Buddypress) e 7 pessoas deram as duas notas mais altas para noosfero para "Usabilidade Geral" (4 pessoas responderam isto para Buddypress). Só na funcionalidade "Blog" o Buddypress foi melhor avalidada

Palavras-chave: buddypress, noosfero, noticia, stoa

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fevereiro 01, 2011

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Ni!

Este texto começou, como muitos outros, duma explicação a um e-mail amigo. Desta vez do Rubens, na lista do CORO, coletivo brasileiro - e um pouco internacional - de artistas-ativistas.

Ali reproduzia-se, dentro do assunto "novo Ministério da Cultura", um argumento frequente de desconfiança sobre a Creative Commons: "a quem ela serve? Por que devemos adotar as licenças sugeridas por uma organização estrangeira? Não seria mais democrático o Estado legislar a respeito?"

Sou extremamente cético com ONGs. Encontro-me frequentemente aconselhando amigos a passarem longe de muitas delas. Também considero mal direcionado o alarde em torno de algumas ações do novo MinC, como retirar a licença Creative Commons do seu site.

Contudo, esse tipo de "suspeita" sobre a Creative Commons não tem fundamento. Não é trivial entender o porquê, mas parece-me importante neste momento.

 Qualquer lei de direito autoral, por ser um monopólio artificial realizado pela coerção do Estado, sofre de um problema sério de externalidade de rede no contexto da sua internacionalização e, por isso, passa por um processo chamado harmonização.

 Em termos práticos, esse processo implica que ou a lei de direito autoral de um país é equivalente à estadunidense, ou ela é inútil internacionalmente. Esse "é igual" fortifica-se por acordos internacionais sujeitos a sanções comerciais violentas em caso de desrespeito, efetivamente enrijecendo todo o sistema.

 Por isso, infelizmente, Estado nenhum no planeta tem como legislar inovativamente a respeito. A tal reforma da lei que se fala aqui não muda nada de fundamental, apenas afrouxa o laço. E só pode fazer isso porque o laço brasileiro, sabe-se lá por que, está apertado mais que o estadunidense.

 Por conta disso, qualquer sistema alternativo de direito de autor precisa, necessariamente, ser construído por fora do Estado e baseando-se nessa harmonização das leis atuais.

 Para piorar, por serem baseados nessas leis extremamente restritivas, os sistemas alternativos acabam sendo incompatíveis entre si.

 Essa incompatibilidade recria no nível local as mesmas externalidades que se aplicam internacionalmente, de forma que o sistema só realiza seu potencial se for único.

 Assim, pela incapacidade dos Estados de legislar e pela necessidade dessa unicidade, acaba que a também única maneira de construir alternativas realistas ao sistema atual de direito autoral é haver uma organização que faça o papel de um "governo mundial para assunto específico".

 É isso que a Creative Commons faz.

 E faz muito bem, sendo uma das ONGs mais transparentes e participativas que se tem notícia, tendo criado uma rede internacional de instituições para garantir presença e voz em todos os países onde algum grupo de ativistas tenha demonstrado interesse nesse processo, e consultando constantemente autores e acadêmicos de todo o planeta sobre os melhores rumos a seguir.

 Outro fato positivo, apesar do tanto que malhamos aquela terra ao norte, é que está sediada nos EUA. A legislação deles sobre transparência e auditoria de ONGs é extremamente avançada.

 Assim, não é exagero nem demagogia dizer que a Creative Commons serve a todos. Ela foi construída com esse propósito e está organizada para executá-lo de forma dedicada.

 Isso, porém, não significa que as licenças dela contenham todas as alternativas possíveis e imagináveis, até porque antes dela surgir já existiam licenças amplamente adotadas, como a GNU-GPL para softwares livres, que para seus fins tomam precedência sobre as CC.

 Assim também, pela sua finalidade global e seus recursos limitados, ela foca seu esforço no menor número de licenças que cubram a maior parte dos casos. Adapta, com o tempo, seu desenvolvimento de licenças para servir esse propósito.

 Bem, espero ter esclarecido um pouco a falácia do argumento "a quem serve a CC?". Como eu disse, não é trivial e ninguém deve mesmo ser censurado por questionar, mas se acharam a explicação satisfatória e de importante entendimento, agradeço se passarem adiante.

[Breve declaração: eu não represento de forma alguma a CC, nem tenho qualquer envolvimento profissional com quem a represente. Fora gostar de estudar a respeito, sou apenas um usuário das licenças que faz doações anuais para manter o projeto caminhando o mais rápido possível.]

Abreijos,

ale
b
d
o

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janeiro 18, 2011

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Novo texto meu no Trezentos!

http://www.trezentos.blog.br/?p=4082

Resumo: Além da visão econômica e cultural, há uma outra perspectiva do direito autoral na cultura, em geral menosprezada nas discussões pela sua complexidade e sutileza: seu aspecto simultaneamente psicológico e político-ideológico, cujas consequências vem a ser ainda mais contundentes.

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janeiro 10, 2011

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Curioso notar que na academia hoje fale-se, até celebra-se, em literatura eletrônica multimídia e interativa como fronteira do ousado e inovador.

Penso no fato que mesmo a literatura impressa tem muito mais possibilidades multimidiáticas e interativas do que os autores costumam aplicar e os críticos apreciar.

Possibilidades de multimídia literária impressa foram exploradas em graphic novels entrelaçadas com textos, como no caso de Watchmen e outras histórias do Allan Moore.

Mas outros casos de qualidade semelhante são raros, apesar da possibilidade de produção e distribuição em massa estar presente há décadas.

Mesmo o Allan Moore atualmente publica primariamente apenas texto.

Já no quesito interatividade literária impressa, havia os livros-jogo, como as séries de Steve Jackson e Ian Livingston. E depois, já com computadores, os jogos estilo Adventure que nasceram no texto e aos poucos incorporaram o audiovisual e então, nos primórdios da Internet, os Multi-User-Dungeons.

Portanto é dúbio se exaltadas proposições atuais em multimídia e interatividade literária justificam-se para além de aproveitar-se da "febre digital" para reapresentar temas já explorados como novos... possivelmente sem reconhecer tais caminhos.

Evidente que são muito mais ricas as possibilidades atuais.

Mas talvez haja uma falta de percepção do papel da literatura em manifestações ainda mais modernas, já existentes e popularizadas, como nos jogos de computador e nas franquias:

Jogadores de World of Warcraft podem passar dias contando a história de Azeroth, que eles leram dentro e fora do jogo.

Já mais e completamente interativos, fãs de Star Wars, Star Trek ou Senhor dos Anéis - para não falar em todo o universo Otaku - podem passar semanas narrando capítulos paralelos às sagas canônicas, que eles leram em livros, em jogos, escreveram de próprio punho ou representaram em sessões de Role-Playing-Games.

Assim fico em dúvida se uma literatura multimidiática e interativa muito mais rica do que os experimentalistas propõem já não está presente há tempos, em vezes até qualidade superior e mais ousada que o trabalho desses.

Agora, se trata-se apenas de atualizar o formato do livro, retorno ao começo deste texto para apontar, com certo ceticismo, que o "livro interativo multimídia" é pré-eletrônico e apenas um ponto intermediário entre a literatura pura e manifestações literárias já bem difundidas mais ricas em multimídia e interatividade. E que, como ponto intermediário, tem uma trajetória histórica tipicamente aquém de ambos seus vizinhos.

Toda experimentação é bem vinda, mas que reconheça seu contexto para que reconheça a si mesma e, assim, seja construtiva e não redundante!

Abraços,

ale
h
a

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dezembro 22, 2010

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Postado por Equipe Stoa

 

Amanhã, dia 23 de dezembro, este serviço pode ficar fora do ar enquanto faremos a atualização dos servidores e do software

Atualização 24/12: servidores atualizados. Parece que há um problema com o tradução (o interface está em inglês agora), vamos investigar mais tarde.

Mais tarde: parece que está resolvido: (atualizei uma biblioteca usado pelo software do Stoa)

 

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novembro 15, 2010

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Fique tranquilo, Big Brother vai cuidar de você em todos os momentos...

 

Veículos de todo o país vão receber chip de identificação a partir de 2011

 

Grandes eventos serão vigiados por câmeras

Palavras-chave: Big Brother, controle, liberdades individuais, privacidade, vigilância

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outubro 19, 2010

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Hum... respondendo a um link encaminhado pelo Luis, acabei comentando essa notícia do Slashdot, que aponta para uma reportagem e um artigo onde vislumbra-se uma wik-universidade que retorne às origens e blá blá blá. Já deu pra ver que eu vou basicamente meter o pau no treco. Meter o pau é esporte francês, pratique e sinta-se chic!

 

Um comentário de terceiros, já na própria página do artigo, destaca o desvio deste em não reconhecer que a universidade ainda é, e em alguns aspectos até mais hoje em dia, uma construção participativa. E dizer que tecnologias de informação podem se incorporar e reforçar isso beira a tautologia e o ululante, dado o papel fundamental das bibliotecas desde antes delas surgirem.

Esse impacto pode não ser tão profundo, até porque um sistema cheio de interesses e dependências com ritmos diferentes não se converte do dia pra noite, mas também porque as pessoas ficam discutindo tosqueiras ao invés de meter a mão no fogo pra pegar na massa quente.

 

Como o artigo mesmo menciona, ainda que novamente ignorando muito da história, tem gente buscando já há algum tempo uma solução mais "aberta" para universidades.

O autor comenta a Wikiversity, ainda que de uma maneira meio superficial. Eu já dei um curso usando a Wikiversity[fdi] e não me convenci de que ele entenda muito bem o que se passa ali.

Prosseguindo, de iniciativas abertas em algum sentido mas não colaborativas, ele comenta a Peer to Peer University[ppu], que carece de um sistema de revisão crítica, mas deixa de fora a Open University[oun], que é talvez menos aberta, mas mais abrangente e reflexiva. Estas abordam aspectos complementares do problema e complementares também à Wikiversity, que ainda falha onde essas duas tem algum sucesso: formar uma ecologia viva em torno de si.

Mas o artigo parece não reconhecer isso - foi escrito no início de 2009 e a Wikiversity, criada em 2006, era mais novidade então, mas a reportagem indica que o autor continua em tom semelhante numa conferência recente.

Por fim, no artigo é mencionada a produção de Recursos Educacionais Abertos[rea], mas apenas indiretamente ao fazer referência ao OpenCourseWare[ocw]. Isso poupa o autor de abordar de maneira concreta a questão epistemológica e faz parecer sustentável a prescrição simplista de wiki-universidade apresentada.

Ele parece pensar que a Wikipédia funciona puramente pela magia do voluntariado, sem a necessidade de um sistema de incentivo e controle que se beneficia de propriedades específicas de uma enciclopédia.

Assim, apresenta uma lista de "características" copiadas da wiki mas, ao restringir-se ao ensino e evitar abordar os problemas principais de gestão do conhecimento e confiança, não se fala nada de wiki-universidade. Abanar as mãos enquanto soletra-se "auto-organização" parece ser suficiente.

 

A questão indivisível da universidade é como integrar ensino, pesquisa e extensão numa plataforma participativa munida de indicadores para aplicação de recursos que balanceiem a disseminação de conhecimento, a produção científica e as necessidades da sociedade.

A questão da wikipédia é compilar fatos publicados em um conjunto de fontes estabelecido.

Propor que a organização da segunda se aplica à primeira apenas copiando as iniciais é surfar na ignorância alheia.

 

[fdi] http://pt.wikiversity.org/wiki/O_Futuro_da_Informação
[oun] http://www.open.ac.uk/
[ppu] http://p2pu.org
[rea] http://rea.net.br
[ocw] http://ocw.mit.edu/

Palavras-chave: universidade, wikipédia

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outubro 17, 2010

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CARTA DOS PÓS-GRADUANDOS EM APOIO A DILMA ROUSSEFF

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CARTA DOS PÓS-GRADUANDOS

Pós-graduandos das diversas universidades e institutos de pesquisa do Brasil, vimos a público testemunhar o novo momento em que vive a educação, ciência e tecnologia em nosso país e a necessidade de se manter esse rumo de valorização permanente do conhecimento e inovação, inaugurado no governo Lula/Dilma Rousseff.

Importante, seguindo a tradição científica, fazer uma comparação, baseada em dados reais, sobre os últimos governos no que tange à política científica.

Fomos testemunhas de um período de oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso e José Serra em que não houve sequer um reajuste nas bolsas de pós-graduação e de Iniciação Científica. Nenhuma universidade foi criada e tampouco houve concursos para professores efetivos. O diálogo entre o Ministério da Educação e da Ciência e Tecnologia, bem como suas agências (Capes e CNPq) com os pós-graduandos e suas entidades representativas, inexistiu. O Plano Nacional de Pós-graduação (PNPG) foi abandonado. O investimento em C&T jamais superou a taxa de 1% do Produto Interno Bruto (PIB). A taxa de bancada e o auxílio-tese foram extintos. Professores eram desvalorizados e greves eram sentidas todos os anos. Os reflexos desse descaso com a C&T são perceptíveis até os dias atuais.

Já nos oito anos de Governo Lula e Dilma Rousseff, presenciamos três reajustes de bolsas de pós-graduação e Iniciação Científica. A bolsa de Iniciação Cientifica Júnior (voltada a estudantes do ensino médio) foi implantada. Criou-se 14 novas universidades e houve expansão de diversos campi (além da efetivação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia) com milhares de vagas para professores e pesquisadores sendo abertas cotidianamente. O diálogo democrático foi retomado. Já estamos na consecução do segundo Plano Nacional de Pós-graduação sob os auspícios do governo Lula. O Investimento em C&T já está na ordem dos 2% do PIB. A taxa de bancada, por parte do CNPq, foi retomada e as mulheres pós-graduandas foram beneficiadas com a prorrogação das bolsas em caso de gravidez (“licença-maternidade”). Professores estão sendo mais valorizados e como reflexo vivemos um período de maior tranquilidade nas universidades e institutos de pesquisa federais.

Claro que muitos avanços ainda se fazem sentir. Mas foi notório, incisivo e contundente a ampliação nos investimentos em ciência e tecnologia nacional no governo Lula.

Em defesa da continuidade destas políticas e em repúdio ao receituário neoliberal passado, reafirmamos nosso compromisso EM DEFESA DA CIÊNCIA NACIONAL, defendendo que o Brasil siga no rumo das mudanças, com Dilma Rousseff presidente da Nação.

São Paulo, 13 de outubro de 2010.


Veja aqui quem já assinou e assine também!

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outubro 11, 2010

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Já vi manifesto de artistas, intelectuais e filósofos a favor da candidatura da Dilma, mas nada vindo de cientistas. Até que escutei a entrevista do Miguel Nicolelis: 

http://www.viomundo.com.br/politica/miguel-nicolelis-que-defende-soberania-intelectual-do-brasil-anuncia-apoio-a-dilma-rousseff.html


É constrangedor que a única manifestação pública que ouvi de um líder científico brasileiro seja de alguém que está nos EUA (boa parte do tempo).  Acho que a comunidade científica brasileira ou está muito murista ou é ingrata mesmo ao que tem sido feito (muito, "como nunca antes") pelo atual governo e não vê problema na volta do grupo opositor ao poder federal com suas políticas (ou falta delas) para a ciência brasileira. Eu vejo e muito. 

O histórico dos governos PSDB-DEM na escala federal e estadual paulista não é bom no quesito universidades e ciência. No atual cenário em que a candidatura opositora está associada a setores bastante retrógrados da sociedade brasileira a perspectiva é ainda pior. Seria temerário interromper as atuais políticas públicas no setor.

Gostaria muito de ser signatário de um manifesto específico de cientistas pró Dilma. Temos lideranças para isto? 

Postado por Antonio C. C. Guimarães | 1 usuário votou. 1 voto | 6 comentários

agosto 02, 2010

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Postado por Equipe Stoa

O datacenter da USP está passando por uma manutenção nos racks do email e os servidores de DNS, causando interrupções de serviço hoje segunda-feira dia 2 de agosto das 18h até 20h, aproximadamente.

 

 

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julho 10, 2010

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Frases Jocaxianas:

"A felicidade é trilhar o caminho da perpetuacao genetica" (jocax)

"Nossos genes sao nosso bem mais precioso" (jocax)

"O Nada não contém a regra 'Nada pode acontecer'."(jocax)

"Se alguem provar que estou errado, só tenho que agradecer."(Jocax)

"É mais fácil mover uma montanha do que alterar uma crença" (jocax)

"O Nada é instável, posto que não há leis" (jocax)

"A ação consciente vem do 'acaso', isto é, de ações inconscientes da fisica cerebral"(jocax)

"Se formos omissos, presenciaremos nossos netos tendo criacionismo nas aulas de ciência" (jocax)"

"Deus é a maior hipocrisia coletiva da história da humanidade.(jocax)"

"A Religião é a 'Matrix' do sistema Capitalista. (Jocax)"

"Toda ciência está baseada em indução.(Jocax)"

"O Amor é um instinto, programado em nós pelos genes, para fazer o Controle de Qualidade da pessoa que poderá ser o pai /mãe de nosso(s) filho(s).(Jocax)"


"A Razão deve servir à Felicidade.(Jocax)"

"Qualquer coisa diferente do Nada precisa de uma origem mais simples para existir"(jocax)

"Nós somos nossos genes" (?)

"O Capitalismo visa o lucro, o genismo a felicidade."(Jocax)

"A loucura, muitas vezes, é uma forma dos genes tentarem se libertar da servidão imposta pelos memes."(jocax)

"Uma imprensa verdadeiramente livre é aquela onde qualquer pessoa pode veicular suas opiniões, e não apenas seus bem pagos jornalistas" (jocax)"

"Se deus eh todo poderoso e quer que o amemos ele poderia utilizar esse poder para nos fazer acreditar que ele existe. Se ele nao consegue isso ele nao eh todo poderoso ou nao quer que o amemos e, portanto, deus todo poderoso nao existe ou gosta dos ateus." (Jocax)

" 'Fanático Religioso' é como os Hipócritas Religiosos denominam aqueles que realmente tem fé e acreditam em sua religião."(Jocax)

"A ação mais justa e ética é aquela que nos leva mais rapidamente à DeuX" (jocax)

"O 'porque' pode ser explicado pelo 'como' se o 'como' for suficientemente detalhado". (jocax)

 

"Colocar a consciência numa entidade imaterial é o mesmo que colocar a origem da vida num cometa:Não resolve o problema, apenas empurra-o para um local ainda mais misterioso.(Jocax/2012)"

"Um sistema politico baseado no crescimento econômico não é sustentável e deve ser substituído pois, sendo os recursos finitos, não se pode crescer para sempre." (Jocax/2012)

"Em uma sociedade justa nao pode haver bilionários enquanto houver alguma criança passando fome" (Jocax/2012)


"A ilusão religiosa, por vezes é tão sedutora, que muitos a fazem realidade dentro de suas mentes seduzidas. (jocax/2012)"

"Livre-Arbitrio x Onisciência: 'Voce pode fazer algo diferente do que Deus sabe que voce vai fazer? '"(Jocax)

"A 'Justiça' foi construída pelas elites que utilizaram-se da injustiça para beneficiarem a si próprias."(Jocax)

"O Ônus da prova é de quem contraria a 'Navalha de Ocam'." (jocax)

"A Onisciência é como um fime de rolo: as coisas ja estão gravadas na película e nada poderá mudar a historia do filme" (Jocax)

"Enquanto a maioria sonha com um paraíso irreal, outros poucos vivem no paraiso real, gerado e mantido pelo suor e ilusao daqueles que sonham." (Jocax)

""O Grande Perigo da religião ocorre quando a pessoa realmente passa a crer com toda certeza que ela é verdadeira." (Jocax/2012)"

"O Papel da religiao num sistema politico-explorador eh manter o povo passivo e alienado frente as injusticas que lhes sao impostas pela classe dominante (jocax/2012)"

"A Religião é o pior lixo produzido pela cultura humana. (Jocax/2012)"

Palavras-chave: Frases Jocaxianas

Postado por João Carlos Holland de Barcellos | 3 comentários

maio 19, 2010

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they like it.

Palavras-chave: EUA, George Carlin, guerra, Irã

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abril 29, 2010

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Texto preciso de Chomsky descrevendo a história recente do conflito israelense-palestino e o paradoxo da intangibilidade de uma solução que é simples.

 

A Middle East Peace That Could Happen (But Won't)
By Noam Chomsky

http://www.tomdispatch.com/archive/175239/

Palavras-chave: Chomsky, conflito, Israel, Palestina, paz, sionismo

Postado por Antonio C. C. Guimarães | 0 comentário

abril 28, 2010

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Caros,

Devido a fatores exógenos, vimo-nos obrigados a fazer alterações e supressões no calendário anteriormente previsto para as atividades do Clube de Simulações.

Segue o novo calendário, com as devidas alterações.Programa GECS2010 final com alterações.pdf

Atenciosamente,
Martino Gabriel Musumeci - Coordenador de Grupos de Estudos

Postado por Martino Gabriel Musumeci em Clube de Simulações (CS) | 0 comentário

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