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outubro 17, 2011

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Postado por Helder Gonzales

Fui ao show do Sir Eric Clapton. Que espetáculo!

Sim, é verdade que ele nem se despede do público, simplesmente vai embora. Como é verdade que o set list é exatamente o mesmo por toda a turnê, que não há pirotecnia de nenhum tipo, que o bis só tem uma música e que parece que ele está ali apenas cumprindo tabela...

Mas, dito tudo isso, o cara é simplesmente um dos maiores guitarristas de toda a história. O que não é pouca coisa.

E está vivo!

No final, isso mais do que compensa qualquer mimimi que os cri-cris de plantão possam levantar. 

Como guitarrista de meia tigela que sou, posso atestar que o timbre do cara é impressionante. Nunca ouvi nenhuma guitarra soar tão bem ao vivo (e olha que já fui a um punhado de shows). Os timbres ocos e estalados da strato estão lá, junto com muito sustain e ganho nos solos. Coisa linda de ouvir!

O set list foi bem equilibrado, incluindo tanto os clássicos das rádios, quanto a praia que parece ser a que dá tesão verdadeiro ao Clapton - o bom e velho blues.

No fim dá uma mistura bem interessante, de um artista que, ao longo da carreira, tem se alternado entre guitar hero de rock, hitmaker de pop e deus do blues. 

A banda era muito boa e, felizmente, enxuta. Nada de percussionistas, set de metais, guitarra base, bandolins... Não que eu tenha algo contra essa turma - não tenho, no show do Jorge Drexler, por exemplo, ficou muito legal. Só que o repertório do Clapton é rock clássico e blues. E, pra mim, nesses estilos, menos é mais. Minha fase preferida do Clapton é com o power trio Cream - baixo, guitarra, batera e vocal.

Registre-se, também, que o cara canta muito! 

Enfim, um show correto de um artista fora de série. Vale demais. Recomendo!

Para registro, Old Love:

Palavras-chave: banda, blues, Chile, Eric Clapton, guitarra, música, Old Love, rock, Santiago, show, timbre

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Postado por Helder Gonzales

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