Stoa :: Helder Gonzales :: Blog :: Bioquímica, saudade e transcendência

abril 23, 2010

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Postado por Helder Gonzales

Meus amigos céticos querem me convencer de que a vida não passa de um fenômeno bioquímico frio. Em última análise, tudo se resume a leis físicas -- que não conseguimos desvendar completamente, é verdade -- mas, certamente, não há nada de transcendente nos mistérios do Universo.

As emoções, os sentimentos -- meros desdobramentos neuroquímicos. Endorfina, serotonina, dopamina, acetilcolina. Aí está a chave de tudo. Fomos condicionados, evolutivamente, a reagir a certos estímulos com a secreção de hormônios que nos dão sensações, boas e ruins. Assim, sem graça, sem mágica, sem poesia, sem significado.

Pois bem, caros amigos céticos, não sei quanto a vocês, mas, para mim, esse corte não serve. Vejam bem, não estou dizendo que haja algo errado em todo esse discurso. Nada disso. Apenas digo que, para mim, falta algo fundamental nessa visão de mundo. O meu mundo tem algo a mais, para além de simples reações químicas.

O meu mundo tem paixão, amizade, amor, esperança e saudade. Com especial atenção para este último sentimento. Saudade.

Na minha concepção, há transcendência e eternidade. Mesmo que eu saiba que minha existência, terrivelmente curta, é de absoluta insignificância para história do Universo. Pois é aí que mora a grande diferença entre a abordagem que me apresentam e a que vos proponho agora.

Tudo bem que, do ponto de vista do Universo como um todo, a minha vida não é  sequer digna de nota de rodapé. Nada a opor aos que propugnam que a vida humana é apenas consequência de uma fortuita conjunção de condições que apareceram na Terra por um brevíssimo período de tempo. 

Ocorre que, pra mim, o que importa é justamente esse brevíssimo tempo no qual me entendo por ser vivo. E nesse tempinho, tenho vivido coisas que me encantam. Encantar, mesmo, no sentido mágico da coisa. Encantamento, meus caros, é o que acontece naqueles momentos que desejamos que durem pra sempre.

Eu gostaria de poder, pra sempre, brincar com a minha prima na rua de terra em frente ao sítio dos meus avós. Eu gostaria de poder, pra sempre, acordar domingo de  manhã e correr para fazer uma hora de preguiça na cama dos meus pais. Eu queria, pra sempre, poder entrar no mar com meu avô, enquanto minha mãe ficava, da areia, falando pra gente voltar porque estava ficando fundo. Eu gostaria de, pra sempre, poder ensaiar com a minha banda do colegial achando que um dia seríamos a maior banda do mundo. Eu queria pra sempre a sensação do primeiro beijo, descobrindo a paixão e o amor.

Bem como eu adoraria, pra sempre, sentir a emoção que ouvir algumas músicas me proporciona (e, por isso, as ouço seguidamente, durante semanas). Eu gostaria muito de poder, todo dia, viajar a Macondo e acompanhar a vida dos Buendía. Enfim, I could go on...

Isso, meus amigos, é o que chamo de mágica, de encantamento, de beleza, de transcedência, de saudade.

Eu confesso que não sei o que há nos confins do Universo. Não conheço os segredos da existência. E, bom, como ninguém voltou para contar, não faço ideia do que há depois da morte, se é que essa pergunta se aplica.

Seja como for, o que eu sei é que eu gostaria de viver pra sempre certas coisas. E eu desejo, muito, que, em alguma dimensão, em algum lugar do tempo-espaço, de alguma forma, eu pudesse reencontrar tudo o que amo. Tudo que me dá saudades. É isso que chamo de transcendente. 

Se os chatos argumentam que, do ponto de vista do conhecimento, tudo isso significa nada mais do que meras e triviais reações químicas, não sei. Do meu ponto de vista, só posso dizer que, para mim, significa muito.

Este post é Domínio Público.

Postado por Helder Gonzales | 2 usuários votaram. 2 votos

Comentários

  1. Lívia escreveu:

    É Erd, só não concordo mais com você porque isso seria impossível.

    De transcendente minha vida tem de tudo e gosto que ela fique assim.

    default user iconLívia ‒ sexta, 23 abril 2010, 15:46 -03 # Link |

  2. Stella (stella.) escreveu:

    Pois é... viver achando que amor é combinação de substâncias químicas realmente não me atrai. E não sei como alguém consegue viver acreditando que daqui a muito pouco tempo tudo acaba pra sempre. Minha pergunta é: então pra que? Pra que sofrer, pra que estudar, pra que? Pra mim, é tudo experiência... é tudo cumulativo... e útil, pra sempre. Mesmo que o sempre não exista, pra mim é melhor pensar assim e viver intensamente. Pra mim, definitivamente, comer chocolate e fazer amor não são a mesma coisa.

    default user iconStella (stella.) ‒ sexta, 23 abril 2010, 18:12 -03 # Link |

  3. Fabiana Rodrigues Arantes escreveu:

    Achei seu texto bonito e tal...mas acho que não concordo muito com o seu jeito de encarar a ciência... o fato da vida e das emoções humanas estarem associadas à reações químicas, lei físicas ou qualquer outro nome que você queira dar, não tira sua beleza, pelo contrário.

    A natureza e a vida vistas do ponto de vista científico também são muito bonitas. Mesmo que elas se resumam a reações químicas e leis físicas, a beleza está lá. Você só tem que olhar sem preconceitos e talvez passar umas horinhas estudando :p

    Fabiana Rodrigues ArantesFabiana Rodrigues Arantes ‒ sexta, 23 abril 2010, 19:59 -03 # Link |

  4. Helder Gonzales escreveu:

    Fabiana,

    Eu vejo beleza por meio das lentes da ciência, sim. 

    Não acho nenhum demérito nos que querem compreender a vida pelo prisma das reações químicas. Pelo contrário, acho correto e importantíssimo.

    O que eu proponho aqui é um passo além disso. Chega a a ser provocativo. Estou insinuando que há algo que decorre de (ou relaciona-se com) esses processos químico-físicos todos que a ciência é incapaz de captar.

    Incapaz não por falta de apuro teórico. Incapaz porque lhe escapa ao seu objeto de estudo mesmo.

    Proponho uma reflexão estética que a ciência pode até tangenciar, mas é incapaz de fazer. 

    Voltamos à história do sentido da vida. Pois bem, a ciência é incapaz de dar qualquer sentido à vida, e é bom que seja assim, porque ela não foi feita pra isso, mesmo. A ciência pode sim, descrever, em minúcia, os processos pelos quais a vida se organiza e se estrutura.

    Não há nada de errado aí. E, sim, há beleza no estudo disso também.

    Mas a ciência nunca pode, por exemplo, me confortar pela morte de um ente querido, ou me ajudar a lidar com a perspectiva de que eu mesmo, um dia, morrerei. 

    De novo, nenhum demérito, apenas não é pra isso que ela se presta.

    Temos muitas lentes para ver a vida. E lentes diferentes se prestam a propósitos diferentes. De nada vale o melhor microscópio do mundo se quero ver as estrelas. E de nada me vale o melhor telescópio, se quero observar as bactérias. 

    Minha proposição é que a lente da ciência não é boa para focar nos sentimentos, na estética, na beleza, nos dilemas morais, nos desejos da alma humana. Ainda que muitos, apegados ao seu valor (da ciência) para tantas outras coisas, acreditem que sim, e, com base em uma imagem absolutamente borrada, digam que não há nada para ver para além de seus experimentos rigidamente controlados.

    E no fundo, meu texto também contém uma provocação, uma proposição que não é senão um desejo, uma esperança. De que, no caso da vida humana (e por que não em outros), o todo seja maior do que a soma das partes. Que, sim, haja algo mais, que sempre escapará ao conhecimento. Que, apesar de todos os processos físico-químico-biológicos conhecidos haja, sim, o que seja meta-físico. E justamente isso defina a importância da vida como a sentimos.

    Helder GonzalesHelder Gonzales ‒ sexta, 23 abril 2010, 20:50 -03 # Link |

  5. Dani escreveu:

    adoray, chico! saudades de você.

    default user iconDani ‒ segunda, 26 abril 2010, 06:24 -03 # Link |

  6. Luiz Armesto escreveu:

    O problema do seu texto é que você coloca como se fossem coisas excludentes. Como se os que vem beleza na ciência fossem meros robos chatos que só sabem, e se interessam por, calcular.

    É muito mais belo o existir sem um motivo determinado. Sem um criador. Não é por sermos um conjunto de reações biofisicoquímicas que a vida e a natureza deixam de ser belas. Muito pelo contrário. Talvez para esses "chatos" seja banal e sem graça pensar, ou creer, que todo o universo, plantas, animais, minerais, tudo foi criado por um ente todo poderoso e com uma finalidade.

    Luiz ArmestoLuiz Armesto ‒ terça, 27 abril 2010, 11:32 -03 # Link |

  7. Helder Gonzales escreveu:

    Luiz,  note que no meu texto não há referência a Criador ou finalidade. Também não digo que eu não vejo beleza na ciência. Pois se não está claro, que fique, eu VEJO muita beleza na ciência.

    O que eu proponho é uma contemplação do mistério. Nem os religiosos e nem os cientistas podem afirmar que há, ou não, finalidade ou sentido na existência. Podemos especular, mas não será mais do que isso, uma especulação.  Tenho pra mim que a atitude mais honesta, intelectualmente, é dizer: não sei. E daí cada um pode acrescentar: não sei, mas espero que haja, ou não sei, mas acho que não há nada.

    Sugiro o trecho da entrevista de Wallace, que vc já até comentou, indicado pela Priscila: http://stoa.usp.br/briannaloch/weblog/78234.html#cmt18801

    Acho que é mais por aí: "Não acredito na existência de um Deus independente do mundo natural, que o cria, o governa, causa desastres naturais, premia com salvação eterna os que o seguem e pune com a danação eterna os que nele não acreditam e os que levam suas vidas no mal. Não posso acreditar que um Deus compassivo infligiria punição infinita por crimes finitos, e muito menos que puniria pessoas eternamente por suas crenças, religiosas ou não. É igualmente implausível a hipótese de que o universo é uma máquina sem mente, e que a consciência misteriosamente surja de alguma "ainda-não-explicada" configuração de substâncias químicas. Essa é a crença dos materialistas - mas, já que eles não conseguem explicar como isso acontece e não têm nenhuma forma de submeter tal crença a testes empíricos, ela não é verdadeiramente uma hipótese científica."

     

    Helder GonzalesHelder Gonzales ‒ terça, 27 abril 2010, 12:37 -03 # Link |

  8. Luiz Armesto escreveu:

    Realmente não tocou na questão de um criador ou de uma finalidade no texto original, mas em um dos comentário você finalizou com a esperança de que haja um algo amais "metafísico", relacionado a vida, que defina sua importância. Dá praticamente no mesmo.

    De qualquer modo, não consigo entender uma crítica aos que consideram a vida como um fenômeno biofisicoquímico complexo, sem nada de sobrenatural, como foi feita, sem assumir a existência de algo superior e misterioso, não necessariamente na forma de um ser como na visão teísta. Essa visão materialista que é criticada não necessariamente se contrapõe ao que você considera transcendência.

    Você inicia criticando os que negam a existência de transcendência -- os céticos chatos -- se opondo a eles no decorrer do texto, dizendo crer que ela exista. Essa é uma falsa oposição. Ao meu ver tratam de significados diferentes. A que os céticos chatos negam é a transcendência como algo sobrenatural, religioso ou não. Seria o significado clássico do termo. Por este e outros textos o que você chama de transcendência não é isso.

    Você cita muito as saudade e as lembranças na sua concepção de transcendência, o que de modo algum nega as idéias materialistas. Mas este não é um ponto tão interessante pois um cético muito, mas muito, chato poderia argumentar que tem uma razão na evolução para termos estas vivências, o que me parece ser a sua verdadeira crítica: chatos que querem sempre dar respostas extremamente racionais a tudo, o que tira a tal "mágica". Algo muito mais interessante, para mim, é o seu breve comentário sobre música. Ela traz sensações do mesmo tipo que as lembranças, mesmo quando é a primeira vez que a ouvimos. Não há nenhuma ligação direta entre evolução e sobrevivência e o apreço pela, ou composição de, música. Por fim, as artes, em especial as abstratas, seria algo que certamente estaria nisso que você chama de transcendência, e continua não tendo nada de sobrenatual ou metafísico nesse balaio todo.

    Sermos fruto de "fenômeno bioquímico frio" e experimentarmos a sua transcendência não são duas coisa excludentes.

    Luiz ArmestoLuiz Armesto ‒ terça, 27 abril 2010, 15:35 -03 # Link |

  9. Helder Gonzales escreveu:

    Luiz,

    Não compre minhas provocações, "céticos chatos" é mais um recurso de estilo do que um juízo de valor. Eu tenho grandes amigos "céticos chatos" e adoro debater com eles. Quero dizer, não os acho chatos de verdade, pelo contrário.

    Você disse "Essa visão materialista que é criticada não necessariamente se contrapõe ao que você considera transcendência." De acordo. Eu disse: "Vejam bem, não estou dizendo que haja algo errado em todo esse discurso. Nada disso. Apenas digo que, para mim, falta algo fundamental nessa visão de mundo." Não proponho, portanto, uma contradição. Eu proponho apenas uma abordagem  complementar.

    Em outro post eu te comentei sobre o texto do Schawartsman, do qual vc parece extrair a sua visão de transcendência, bem ligada à arte: 'Luiz, minha visão do sagrado, cada vez mais, se aproxima da visão que ele apresenta no último parágrafo: "De minha parte, embora ímpio contumaz, também acredito em transcendência. Para mim, ela está em atividades biologicamente inúteis às quais nos dedicamos e atribuímos valor, como literatura, música, pintura, filosofia e, por que não?, teologia. Elas podem ser extremamente prazerosas e, no limite, preencher nossas vidas com um significado que a natureza apenas não lhes dá. Mas não é porque a literatura nos leva à transcendência que devemos achar que Aquiles ou Brás Cubas existem."' Minha visão se aproxima, mas não coincide.

    Mas veja, um "cético muito chato" também poderia afirmar que o desenvolvimento das artes tem uma razão na evolução. Esse é o problema desse povo "muito chato" =P. O cético muito chato sempre pode reduzir tudo ao seu modelo plano. Quer um exemplo? Basta ler as coisas que o Jocax publica.

    Para ter uma ideia melhor da minha atual visao de transcendência e, por que não, de espiritualidade, e também de Deus, sugiro a leitura desse texto do Rubem Alves: Sobre Deuses e Caquis - http://www.rubemalves.com.br/sobredeusesecaquis.htm

    Separo um trecho:

    "Há palavras que moram na cabeça e são boas para serem pensadas. Com elas se faz a ciência. 


    Mas há palavras que moram no corpo, e são boas para serem comidas. Chegam à carne sem passar pela reflexão.

    Magia. Ou poesia, que é a mesma coisa.

    Dito de forma clara, vi pela primeira vez na Emily Dickinson: ‘Se leio um livro e ele torna/ o meu corpo/ tão frio que nenhum fogo seria jamais capaz/ de me aquecer,/ eu sei que aquilo é poesia./ Se eu sinto,/ fisicamente,/ como se o topo de minha cabeça tivesse sido/ arrancado,/ eu sei que aquilo é poesia.’

    Por isto que, pra mim, poesia e magia são a mesma coisa: a imagem é coisa bruxa que me possui,/ se encarna em mim./ Teologia é um exercício de feitiçaria, variações sobre o tema da encarnação.../ Deus se fez Carne,/ Deus é a Carne em que se revelou,/ Deus acontece quando o poema toma conta do Corpo.

    Isto é o único que podemos dizer de Deus. Não que saibamos coisa alguma a seu respeito.

    Mas bem sabemos que aquilo que está acontecendo com o nosso corpo é coisa divina, que deveria existir sempre, eternamente, e bem mereceria que o nosso corpo ressuscitasse, eterno retorno, para que o Poema fosse eternamente repetido, gozo, orgasmo, ciclo que sempre volta ao início, canon, contraponto, variações sobre um mesmo tema.

    Damos o nome de Deus a este êxtase do corpo (ou da alma; não sei onde é que os dois se separam) possuído pela beleza."

    Sugiro, também, dar uma olhada sobre esse aqui: Deus existe? http://www.rubemalves.com.br/deusexiste.htm

    "E assim, me atrevendo a usar a ontologia de Riobaldo, eu posso dizer que Deus tem de existir. Tem Beleza demais no universo, e Beleza não pode ser perdida. E Deus é esse Vazio sem fim, gamela infinita, que pelo universo vai colhendo e ajuntando toda a Beleza que há, garantindo que nada se perderá, dizendo que tudo o que se amou e se perdeu haverá de voltar, se repetirá de novo. Deus existe para tranqüilizar a saudade."

    Como se vê, hoje minha visão é muito influenciada pelo pensamento de Rubem Alves.

    E seguimos como debate, que é muito gostoso. Só não queiram me cobrar certezas e coerência perfeita, raciocínios rígidos, amarrados. Sigo construindo minha concepção, pensando a respeito, trocando de ideias.

    Abraços!

     

    Helder GonzalesHelder Gonzales ‒ terça, 27 abril 2010, 16:32 -03 # Link |

  10. Fabiana Rodrigues Arantes escreveu:

    Oi Helder,

    desculpa a demora em responder o seu comentário. Como agora a discussão está mais ligada à existência de Deus, gostaria de acrescentar só algumas experiências que tive em sala de aula. Mais de uma vez ouvi professores dizendo, depois de uma aula com um resultado muito bonito, que aquilo "devia ser obra de algum Deus", ou então um outro professor que dizia que o silício, junto com o petróleo, eram dois presentes de Deus para a humanidade. Acho que essa é uma visão meio comum entre os cientistas, entender uma certa faceta da natureza, ver como aquilo é bonito e acreditar que somente algo maior poderia explicar os belos mecanismos da natureza. Mas enfim, essa não é visão de todos.

    Acredito que precisar da religião para encontrar um sentido, ou razão para a existência é uma coisa muito pessoal, depende de cada um. Acho que nem todos dependem dessa "abordagem complementar", como você chamou em algum momento do texto, para procurar consolo, sentido na existência e etc. Tinha uma amigo, ateu convicto, que costumava dizer que ficaria muito triste se morresse e descobrisse que estava "vivo"!:p

    Mas acho que, sem querer parecer pedante, entender um pouquinho mais da natureza por meio da ciência ajuda lidar melhor com essas nossas dúvidas, da mesma maneira que a religião ajuda os religiosos.

    Fabiana Rodrigues ArantesFabiana Rodrigues Arantes ‒ quarta, 28 abril 2010, 04:12 -03 # Link |

  11. Helder Gonzales escreveu:

    Fabiana, acho que sim. É um tema muito pessoal, depende de cada um.

    Quanto a religião, lendo o que ando escrevendo, você terá visto que eu não sou um religioso no sentido tradicional da palavra. Fui criado em uma família religiosa e isso me inspira um profundo respeito e uma certa admiração pela religião. Acho que é isso que eu tento passar.

    Eu não viria aqui defender que a humanidade começou com Adão e Eva. Mas eu venho aqui dizer que é preciso valorizar esse mito, tirar lições dele, e respeitar sua importância histórica e cultural.

    Apesar de alguma provocação aqui e ali, espero estar sendo respeitoso e tolerante para com a visão de todos. Sem dúvida, estamos tratando de convicções das mais íntimas.

    Helder GonzalesHelder Gonzales ‒ quarta, 28 abril 2010, 11:10 -03 # Link |

  12. Albert Richerd Carnier Guedes escreveu:

    Como dizem a beleza está nos olhos de quem vê.

    No caso do Luiz Ermesto, não faz sentido dizer que uma coisa é mais bonita porque não têm um criador, assim porque não faz sentido dizer que algo é bonito porque houve um.

    Exemplo pegar a Monaliza. Sabemos que foi "criada". Um leigo que desconhece sua origem e história, olharia pro quadro e veria só uma mulher pintada sem graça. Um historiador de arte já acharia o sublime da criação artística de Da Vinci.

    Da mesma forma, posso entrar numa caverna e olhar as estalagnites e achar aquilo lindo (quem não acha alias), mas pode haver de alguma pessoa olhar aquilo e não ver nada de mais em pedaços de cristal saindo do teto e do chão.

    Apelar para um criador só implica em que algo foi criado com um propósito, e não que essa coisa É bela porque teve um criador.

    Um rolo de arame teve um criador e uma finalidade, mas é dificil alguém achar aquilo uma beleza. Por outro lado, um gatinho de porcelana, pode ser uma graça, mas sua utilidade não passa de ser obervado mesmo.

    Então creio que a questão da beleza, além de outras coisas, fica limitado à subjetividade, não implicando sua utilidade - ou  mesmo atestando-a.

    A beleza têm seu valor per sí, e ela é util somente a quem a encontra.

     

    Albert Richerd Carnier GuedesAlbert Richerd Carnier Guedes ‒ domingo, 24 outubro 2010, 17:33 -02 # Link |

  13. renato escreveu:

    O intelecto por mais brilhante que seja nào é a ferramenta apropiada para se conhecer Deus, ou Campo Unificado, ou Criador ou Energia Pura de onde tudo provem.Isso é questào de percepçào, de sentir, de estar ligado a essa energia ou nào.Temos exemplos na Historia de algumas pessoas que conheceram e vivenciaram essa realidade:Jesus,Buda,Socrates,Joana Darc,Einsten, Ramakrisna,Nitche,Santo Agostinho,Paulo,etc.Todos apesar de épocas diferentes , historias diferentes diziam basicamente as mesmas coisas.   

    default user iconrenato ‒ sexta, 10 fevereiro 2012, 10:25 -02 # Link |

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