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Novembro 03, 2012

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Megafone.net é uma plataforma na Internet criada de uma idéia simplesmente interessante: possibilitar que comunidades criem canais de comunicação com o público no espaço digital. Através de telefones móveis, os celulares, aparelhados com recursos multi-mídias, a rede www.megafone.net vem interligando um conjunto de comunidades ao redor do mundo. As pessoas que participam do projeto encontram por meio do site uma maneira de defenderem suas comunidades diante da grande mídia, que muitas vezes criam uma imagem negativa destas não lhes dando a oportunidade de voz. Munidos então de celulares pelo criador do projeto, o artista plástico catalão, Antoni Abab, os grupos comunitários utilizam-os como forma de se expressarem e reivindicar seus direitos. O artista incentiva os participantes, emissores, formados dentro das comunidades, a usar a Internet à publicizar o seu dia-a-dia e seus interesses comunitários em canais na Web. Os grupos hoje formam uma grande rede de comunidades, interligadas e emanadas de uma vocação comunicativa.

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Outubro 02, 2011

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Como é bom ter um espaço limpo, uma rede sem fronteiras, um perfil na web sem bisbilhoteiros e fácil de organizar.
Desde que eu abri meu *Diaspora, venho utilizando todos os dias, divido o mesmo espaço para trabalhos, lazer e família, mas principalmente organizar quem quero, que veja meus post, e quem realmente não tenho interesse que vejam. Miinha vida particular não interessa, senão aos meus amigos, meus melhores amigos, e quando preciso me abrir para outras esferas, uso um botão do *D, que me permite comunicar-me.
Isso tudo e ainda, porque isso não acontecerá aqui, de ver os meus dados pessoais vendidos, sem minha autorização, pelos donos de redes sociais. Que estão ficando milionários a partir da nossa vida corpórea, gendrada na rede.
Habituado a desbravar fronteiras, hoje me vejo novamente a frente do meu tempo (e lembro aqui quando fui aceito no Orkut ainda em inglês, depois, entre meus amigos, um dos primeiros a ter meu Facebbok), porém, hoje com maior experiência, graças aos meus trabalhos na Internet, estou entre os primeiros no Brasil a receber um convite, diretamente dos idealizadores do projeto *Diaspora.
Não me envergonho de ser um divulgador voluntário, para uma rede "mais social" e menos comercial, embora vc poderá criar sua própria página, pois o código fonte está em open source, e captar com isto!
Mas se você ler com atenção minhas palavras acima, elas dizem coisas a seu respeito, meu amigo... ou melhor "meu Bestfriend", pois, eu sei que você deve estar ser perguntando, que faço pra me livrar dessa #zona de facebook!!! ... Bom amor! Vc tem a resposta, basta me pedir um convite, me mandando seu e-mail, que seremos felizes juntos... ... "bom, e os outros que estão lá??"..vc deve ter se perguntado em seguida: - não se preoculpe: isso é a *Diáspora

 

https://joindiaspora.com/u/eliezer_muniz

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Setembro 18, 2011

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De olho em nossos direitos, artigo explora a necessidade de impormos um limite sobre nossa privacidade, dai que me mudei para o *Diaspora...

http://news.techeye.net/security/facebook-allowed-advertisers-to-access-private-data

Palavras-chave: *Diaspora, internet, privacidade na web, redes sociais

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Setembro 15, 2011

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Diaspora itself can spawn different social networks, though.  The product is open source. Leia mais... 

Palavras-chave: Diaspora, internet, redes sociais

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Agosto 18, 2011

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Hoje tive a oportunidade de observar os alunos do colégio M.M.D.C., aqui na Móoca, eles estavam realizando uma avaliação externa. A Olimpíada de Matemática, que é aplicada todos os anos pelo estado, põe em prova uma série de recursos da escola, passíveis de serem observados num momento como este. Aonde, as condições de ensino e aprendizagem correm sérios riscos de perderem alguns dos seus caracteres fundamentais para a formação dos jovens e adolescentes.

Os laços que formavam a base da educação escolar, esgarçados pelo advento das novas tecnologia, nos impele a pensar sobre as práticas, mas principalmente, as teorias, e tem de considerar, e talvez re-significar aquilo que tomamos na educação como uma cultura da escola.

Este está sendo um ano extremamente duro ao colégio. Este ano a Escola Estadual M.M.D.C., como dissemos, na Móoca, foi alvo de inúmeras denúncias por parte da comunidade na mídia, sua condição, ou o seu estatuto, e a sua precariedade leva a todos uma reflexão de como anda a Educação no Estado de São Paulo.

Mas a luta por resistir aos ataques a escola só pode ser prismada, por um esforço da parte de você, leitor, poder conhecer de perto a história daquela instituição, encravada num dos bairros mais tradicionais desta cidade. O esforço contínuo do corpo docente, dos funcionários, e até dos alunos, só pode ser medido pela sua experiência cotidiana.

Um grupo de resistencia se formou dentro da escola, professores e alunos se juntaram para fazer um projeto pedagógico. Aprovado nos HTPC's (para quem não sabe, Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo) deste ano. O projeto que está sendo implantado, busca introduzir uma cultura de participação que permita produzir um resultado sobre a avaliação dos processos educativos de ensino e aprendizagem, sob um olhar da cidadania e da experiência estética.

Para isto as séries do Ensino Médio foram divididas em 2 (dois) módulos. No primeiro módulo, concentrando as 1ªs e 2ªs séries do Ensino Médio, os alunos estão desenvolvendo suas habilidades nas linguagens. Preparam pesquisas a partir dos componentes curriculares em Artes, Filosofia, Sociologia e Lingua Portuguesa, sobre os códigos, linguagens e tecnologia.

O últimos anistas, reunidos em 4 (quatro) grupos de trabalhos, chamados de #mmdcsustentabilidade, #mmdctécnica, #mmdcCriação e #mmdcmobilidade, compõem o segundo módulo.

Nestes GT's, coordenado por professores, de diversas áreas, os alunos trabalham suas competências a partir de uma reflexão sobre o mundo do trabalho. Em reuniões semanais, os grupos compostos de alunos de todas as salas do 3º ano, discutem e vivenciam a experiência de por em prática as teorias que são discutidas e lecionadas em sala de aula.

O exércício de reflexão sobre os atrativos das carreiras profissionais tem o efeito de mobilização, que a escola mais precisa neste momento, que vive uma série crise. "Artes e Profissões", é um projeto que, ao mesmo tempo que é vocacional, tem como propósito criar um espaço de questionamento através do recurso educacional de expôr os trabalhos dos alunos numa mostra voltada a sustentabilidade. 

 

Ou seja, no momento que desceu o silêncio, ao observar pela manhã nossos estudantes, quando se pusseram a pensar, e a fazer suas contas e cálculos na prova de matemática,tive a compreenção que como professor daquela escola, fosse necessário levar a público uma mensagem que expressasse nossa preocupação, mas que também de esperança, pois, querendo ou não, que as boas novas venham!

A mostra cultural dos alunos, com data para 08 de outubro próximo, leva a crer que, será de dentro da escola pública que se produzirá uma cultura de paz. Mas também um desejo expresso de mudanças e conhecimento.Que nos leve a indagar: 

"O que significa, de novo, rever compromissos com a educação?"

 

Prof. Eliezer

Palavras-chave: arte educação, artes, avaliação, cultura escolar, educação, ensino médio, escola, mobilidade, Profissões, sustentabilidade, tecnologia

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Junho 21, 2011

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Uma sala de aula com carteiras enfileiradas diante de um quadro negro. Os alunos, calados, prestam atenção no professor. Memorize esta cena: ela está com os dias contados. A entrada das novas tecnologias digitais na sala de aula criou um paradigma na educação: como tais ferramentas, que os alunos, não raro, já dominam, podem ser aproveitadas por professores que, frequentemente, mal as conhecem? As escolas têm, pela frente, um desafio e uma oportunidade. O desafio: formular um projeto pedagógico que contemple as inovações tecnológicas e promova a interatividade dos alunos. A oportunidade: deixar para trás um modelo de ensino que se tornou obsoleto no século XXI. O novo aluno é o responsável por esta mudança. Por ter nascido em um mundo transformado pelas novas tecnologias, ele exige um professor e uma escola que dialoguem com ele, e não apenas depositem informações em sua cabeça. E mais: ele quer ser surpreendido. Tarefa difícil, pois o jovem estudante de hoje encontrou, na internet, uma fonte de informações nunca antes existente. Livros, almanaques e enciclopédias eram as principais ferramentas de pesquisa até o início da década de 90, quando os computadores começaram a chegar às residências do país. Agora, com um clique, ele pode acessar todas as enciclopédias do mundo. O que muda com isso é, em primeiro lugar, o papel do professor. "É um momento difícil para o educador, pois o modelo de ensino que ele aprendeu era baseado no poder que ele representava na sala de aula, típico de uma sociedade mais passiva que a de hoje", diz Andrea Ramal, doutora em Educação pela PUC-Rio e diretora executiva da Instructional Design Projetos Educacionais. Mas o novo aluno, segunda Andrea, é diferente: "Ele quer participar, quer fazer suas próprias escolhas. Os professores têm que se reinventar". Para ela, o professor não pode mais ser uma figura autoritária: ele precisa ser capaz de aprender com os educandos e de admitir que não tem todas as respostas. O que dizem os especialistas: Educadores em educação e novas tecnologias concordam em ao menos um ponto: a internet não substitui o professor, mas o complementa. "Navegar muito não é aprender muito. Você pode não se aprofundar em nada" (José Manuel Moran - Professor da ECA - USP) "A Sociedade ainda critica professores que propõe novas ideias" (Andrea Ramal, Diretora Executiva da Instructional Design) "Como ferramenta de aprendizado, o You Tube é cada vez mais importante" (Marc Prensky, Consultor Educacional e Designer de Jogos Educativos) "O papel do professor mudou muito, mas continua essencial" (Linda Arasim, Professora da Universidade da Simon Fraser, em Vancouver no Canadá) As palavras de Andrea encontram eco fora do Brasil. O americano Marc Prensky, um dos principais consultores educacionais dos Estados Unidos e designer de jogos educativos, afirma ser necessária uma nova relação entre professor e aluno, baseada em uma parceria: "O estudante faz aquilo que tem de melhor (como buscar informações e usar as tecnologias para criar algo novo), e o professor, por sua vez, também faz o seu melhor, que é orientar reflexões, avaliar o comprometimento dos alunos e criar um contexto favorável". Por "contexto favorável" entenda-se uma nova pedagogia: algo como deixar que os alunos aprendam por seus próprios caminhos, mas com a orientação do professor. Se o papel do educador está em transformação, as escolas também vivem um período de transição. Elas precisam se adequar não só ao novo aluno, mas também à nova formação de seu corpo docente. "A internet tornou o aluno mais livre. Ele pode aprender em qualquer lugar, a qualquer hora. A escola já sabe disso, mas ainda é muito tradicional, pois resiste à mudança inevitável", acredita o espanhol José Manuel Moran, professor da Escola de Comunicação e Artes da USP. Mas para mudar não basta trocar o quadro negro pela lousa digital: é preciso ir além e inovar na forma de ensino, pois, como acredita Moran, a internet e as novas tecnologias são um ponto de partida. Nunca de chegada.

Reflexão e Ação  - Artigo veiculado no portal do Colégio Passo Seguro – São Paulo, 2011.

http://www.passoseguro.com.br/ps/ 

Palavras-chave: docencia, educação, escola, filosofia da educação, mídias móveis, pedagogia, tecnologia digitais

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Maio 17, 2010

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Em evento organizado pelo Coletivo canal*MOTOBOY, será lançado o livro "O Nascimento de uma Categoria", escrito pelos próprios motoboys e motogirls do site que reúne experiência dos motociclistas que enviam fotos e videos para a Internet.

Flayer 2ª Semana de Cultura Motoboy

Com o objetivo de promover a cultura motoboy, o Coletivo canal*MOTOBOY, em parceria com a Ação Educativa ONG, o Centro Cultural da Espanha e o Estúdio Madalena, apresentam a 2ª Semana de Cultura Motoboy. Neste evento, onde teremos a oportunidade de mostrar as mais recentes produções culturais da comunidade dos motoboys, o Coletivo canal*MOTOBOY prepara o lançamento de seu primeiro livro, contando a formação do Coletivo e narrando as histórias de vidas dos profissionais motociclistas. O livro, que sai pela Coleção Tramas Urbanas, editado pela Aeroplano/RJ, tem o patrocínio da BR Petrobrás e Ministério da Cultura, com curadoria editorial de Heloisa Buarque de Hollanda.

PROGRAMAÇÃO:

20/5 – 18 / 22hs “Abertura” – Lançamento do livro Coletivo canal*MOTOBOY – Coquetel e roda de samba.

21/5 – 18 / 22hs Exibição de vídeos e fotos documentários: "Visualidade Motoboy"

- "A Vida Secreta dos Motoboys de São Paulo", Oficina realizada com curadoria de Iatã Cannabrava;

- “Karl Max Way - A Ilegalidade é uma ficção” de Flavia Guerra e Mauricio Osaki (Brasil/Inglaterra);

- “Do Outro Lado da Cidade” de Antoni Abad e Glória Martí (Brasil/Espanha);

- “Motoca”, “Corra pelo certo” e “O Objetivo é Outro” de Revolução P;

- "Atelier da Alegria - Marino recicla tudo", de Ronaldo Simão da Costa.

Debate com os diretores após a sessão.

22/5 – 16 / 21hs Shows e Oficinas:

- DJ San e Dinho (Oficina de MC’s);

- FZRock (Rock);

- Valtinho e Revolução P (MC’s);

- Poeta dos Motoboys e Q.I. do Queto (rappers);

“Encerramento”

LOCAL: Espaço Cultural Periferia no Centro - ONG Ação Educativa, Rua General Jardim 660, V. Buarque.

REALIZAÇÃO:

Coletivo canal*MOTOBOY

Curadoria e organização: Eliezer Muniz dos Santos

Contato (11) 7083 8563 ou 3151 2333

Para saber mais acesse: www.megafone.net/saopaulo

Palavras-chave: canal*motoboy, celulares, cultura motoboy, eliezer muniz dos santos, livro, motoboy, motoboys, poeta dos motoboys, semana de cultura motoboy

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Agosto 29, 2009

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Derrick de Kerckhove aborda inteligência conectiva no Ciclo Era Digital

da Redação

O Ciclo Era Digital recebe na próxima terça-feira (1/09) no Sesc Consolação o palestrante Derrick de Kerckhove. O professor canadense vai abordar o tema ‘A  ConectivaInteligência e a Era das Tags’ em conferência que terá início às 14h. Doutor em Língua e Literatura Francesas e doctorat du 3e cycle em Sociologia da Arte, Kerckhove dirigiu por mais de 20 anos o Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia da Universidade de Toronto.

Na sequência, Kerckhove participa da mesa-redonda ‘Redes de Informação e Conectividade’ com Vinicius Pereira, da ESPM/RJ; Fernão Ciampa, do ÉMídia Embolex; Eliezer Muniz dos Santos, (Megafone.net) Canal Motoboy; com mediação de Leandro Yanaze, do ATOPOS (ECA-USP).

Idealizado pelo Centro de Pesquisa ATOPOS da ECA-USP, o Ciclo Era Digital é uma realização da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), da Sator Eventos e do Sesc São Paulo.


O evento se estende até dezembro e propõe a discussão de temas como filosofias de rede, opinião pública digital, culturas juvenis online, sociedade da informação e futuro digital da democracia. Entre os nomes confirmados estão Alberto Abruzzese, Mario Perniola, Massimo Di Felice e Michel Maffesoli.

Os ciclos serão compostos de palestras seguidas de mesa-redonda em que os participantes debaterão a difusão das novas tecnologias comunicativas digitais e seu impacto sobre nossa forma de agir e pensar.

Desafios como exclusão digital e desigualdade de acesso às novas tecnologias também serão abordadas pelos convidados de modo a apresentar caminhos para uma sociedade mais democrática, inclusiva e sustentável.

O Ciclo
Iniciado em agosto com presença do professor Pierre Lévy, o projeto foi criado para reunir os principais pensadores internacionais para discutir as transformações dos meios de comunicação digital com empresários, acadêmicos, líderes sociais, ONGs e público geral.

Derrick de Kerckhove
Trabalhou durante a década de 1970 como aluno-assistente e coautor de Marshall McLuhan. Aprofundou as ideias de Marshall McLuhan e, a partir delas pesquisou novos caminhos do cruzamento da comunicação com a tecnologia digital. Uma de suas pesquisas versa sobre a forma como os media podem revolucionar a pedagogia e o conhecimento. D. de Kerckhove tem oferecido seminários e oficinas em vários países sobre inteligência conectiva os quais procuram oferecer abordagens inovadoras para empresários, governos e academias.

Segundo Derrick de Kerckhove, “entramos na sociedade conectiva. A nova experiência psicológica resultante dos últimos avanços tecnológicos dá origem a um novo ser humano, que combina sua subjetividade com a conectividade”. É autor de vários artigos e livros traduzidos mundialmente, tais como: The architecture of Intelligence e sua obra mais famosa: The Skin of Culture é considerada o Manifesto da Psicotecnologia e sua versão brasileira (A pele da Cultura, Ed. Annablume, S. Paulo) será lançada durante o evento.

O Que: Derrick de Kerckhove
Quando: Ter 01/09 das 14:00 às 18:00
Quanto: R$ 5*
Onde: Sesc Consolação
Endereço: R. Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque - Centro. Telefone: (11) 3234-3000.
Obs: Palestra com coautor e discípulo de McLuhan acontece no Sesc Consolação
  As informações acima são de responsabilidade do estabelecimento e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Palavras-chave: ATOPOS, Conectiva, era digital, Inteligência, Psicotecnologia

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Julho 16, 2009

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Paris, 10 de junho de 2009.

RIO DE JANEIRO SEDIARÁ EM 2013 A CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE MUSEUS 

Foi decidida hoje na sede da Unesco, em Paris, a favor do Rio de Janeiro, a disputa entre as cidades candidatas a sediar a 23ª Conferência Geral do Conselho Internacional de Museus (ICOM), que se realizará em junho de 2013.

As propostas de Milão, Moscou e Rio de Janeiro foram apresentadas e apreciadas pelos representantes dos 170 Comitês Nacionais e 30 Comitês Internacionais de Estudos do ICOM. Com o tema {Museus (memória + criatividade = mudança social)}, o Rio de Janeiro venceu a eleição com 53,2% dos votos, contra os 32,1% de Milão e os 14,7% de Moscou.

O Conselho Internacional de Museus é a organização internacional dos museus e profissionais de museus, que se dedica à conservação, preservação e comunicação à sociedade do patrimônio natural e cultural, tangível e intangível[i]. Criado em 1946, mantém relações formais com a UNESCO, e tem status consultivo junto ao Conselho Social e Econômico das Nações Unidas. 

Os preparativos para a Conferência Geral de 2013 começarão este ano, dando prosseguimento ao trabalho realizado desde 2007 pelo comitê da candidatura, que é composto por profissionais da área de museus, coordenados pelo Comitê Brasileiro do ICOM e pelo Instituto Brasileiro de Museus. O evento trienal reunirá mais de 4 mil profissionais de museus de todo o mundo. Sua realização no Brasil se reveste de uma importância especial, tendo em vista que a Conferência Geral do ICOM só foi realizada na América Latina uma única vez, na cidade de Buenos Aires, em 1986. A próxima Conferência será realizada em Xangai, em 2010, quando o Brasil receberá a bandeira do Conselho, simbolizando seu status de nova sede.

A candidatura do Rio de Janeiro contou com o apoio formal do Governo Federal, através do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, e teve a colaboração dos Ministérios do Turismo e do Ministério das Relações Exteriores.

A decisão a favor do Brasil na escolha da cidade-sede da Conferência Geral do ICOM é resultado da Política Nacional de Museus, que vem sendo implementada pelo Ministério da Cultura desde 2003, com apoio de todo o setor museológico brasileiro. Essa decisão indica ainda a visibilidade e o papel de liderança que o campo museológico brasileiro vem assumindo no plano internacional.

A delegação brasileira em Paris foi composta pelo Comitê Brasileiro do ICOM, representado por Carlos Roberto Brandão (Presidente), Maria Ignez Mantovani (Diretora) e Maurício Cândido da Silva (Tesoureiro), pelo Instituto Brasileiro de Museus, representado por José do Nascimento Junior (Presidente), Claudia Storino (Assessora da Presidência), Rose Moreira de Miranda (Coordenadora Geral de Sistemas de Informação Museal) e Magaly Cabral (Diretora do Museu da República), e por Antônio Ricarte, Conselheiro da Representação Permanente do Brasil na Unesco.


 

[i] Para mais informações sobre o ICOM, consulte http//icom.museum

Palavras-chave: conferencias, museologia, museu

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Maio 06, 2009

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Diretor de escola pública causa problemas para SEE - Secretaria de Educação do Estado, SP. (Jornal Agora São Paulo, 30/04/2009)

Recentemente, comentando um blog de uma colega lembrei que há tempos eu mesmo "não faltava a escola". Em certo sentido, sinto-me ainda aluno da escola pública, onde aprendi a ler e a escrever, e agora leciono e tento fazer a minha parte. Pois, então, hoje tirei a tarde e lá vou eu voltar à internet, para postar algo de interesse ao debate sobre a escola pública. Também como obrigação.

O que me tocou, ao comentar o blog dela, foi ler sobre o atual quadro do ensino público e seu abandono, e onde e qual o papel dos diretores de escola, no qual constam alguns deveres, como o de dirigir o estabelecimento de ensino e pesquisa. Polêmica que foi matéria nos jornais por estes dias, então recorri ao Agora pra ler de perto a notícia, num sinal de vitalidade, ou experança, de que é possível outra escola. Naquele artigo, observo que a jornalista tomou o cuidado de lembrar-se da "mão firme", do diretor da Escola Estadual Professora Lucia de Castro Bueno, em Taboão da Serra (Grande SP), do qual não fazia mais do que a obrigação de impor as regras do jogo dentro da sua escola.

É estranho que quando nos voltamos a falar sobre a educação, no sentido forte da palavra, sempre voltam as questões mais profundas do ser humano vivendo em sociedade, e a necessidade de criarmos valores de igualdade, fraternidade e formação para a cidadania.

A escola em questão, e tão pouco importa a sua localização, além dos resultados apresentados nas matrizes estatísticas dos governos, que são ótimos, independente dos critérios das avaliações externas, sejam quais forem, apresentam as mesmas condições a que estão submetidas as escolas públicas em todo o Estado, e, através da fala de seus diretor (embora apareça nela un ranço, que na verdade é uma dicotomia entre "democracia" e "ensino", que por sí só já daria um outro artigo, e a equívoquicidade de tomar tais conceitos em separados) vem mostrando que existem alternativas concretas: quando construída com a comunidade (seria o caso de ir conhece-la, pra ver se é isso mesmo), e que o trabalho de dirigir de fato uma escola às vezes contradiz a receita do Secretaria.

Ou seja, a autononia da escola existe, é para isto, para acertar ou errar, mas principalmente para ser vivenciada - e isto, os alunos, que são os maiores interessados, sabem e valorizam, entendendo que eles não podem tudo.

Talvez, isto seja um sintoma da contemporaneidade, e que precisamos desses diretores pra enraizar na cabeças dos adolescentes que há diferenças que precisam e devem ser respeitadas, e que são por elas que se formam as cidadanias. Sorte dos educandos que podem contar com alguém que não tem medo de tomar em suas mãos a educação - esta como um campo de batalha para diminuir os níveis de violência nas regiões mais carentes da grande metrópole. 

Palavras-chave: educação, ensino médio, gestão escolar, secretaria da educacao

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Abril 15, 2009

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FOTOS E DOCUMENTOS DE ÉPOCA DOS MORADORES DO CRUSP DE 1963 A 1968.
FOTOS exclusivas PUBLICADAS, IDENTIFIQUEM PESSOAS, LOCAIS OU SITUAÇÕES NELAS MOSTRADOS, MANDE-NOS NOVAS FOTOS DE SUA COLEÇÃO!!VEJA SITES RELACIONADOS!

http://fotolog.terra.com.br/crusp68:26

http://crusp68.rits.org.br/abertura.php

http://www.scribd.com/doc/12791963/IPM-Crusp-Relatorio

 

 

Palavras-chave: CRUSP, CRUSPIANOS, MEMÓRIA

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Abril 12, 2009

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E.E. Roldão Lopes de Barros, prepara projeto cultural comemorativo aos 200 anos de nascimento de Charles Darwin.

Charles Darwin

Este ano de 2009, comemora-se os 200 anos de nascimento de Charles Darwin e os 150 anos de publicação do livro “The Origen Of Species”. Para isto, o corpo docente da Escola Estadual Roldão Lopes de Barros, escolheu uma data no calendário escolar para apresentar à comunidade os trabalhos desenvolvidos pelos alunos, durante o ano letivo, com o Projeto Cultural O Homem Através do Tempo. Os trabalhos, que se iniciam a partir de maio próximo, envolverá todas as turmas e busca criar um amplo debate na escola sobre as teorias da evolução, de Charles Darwin, como incentivar os alunos às pesquisas e a busca pelo conhecimento. À abertura da exposição, 12 de setembro, contará com diversas parcerias, com instituições públicas e privadas, como uma divulgação a toda comunidade da região da Vila Mariana e Aclimação, aonde localiza-se a escola. Dentre os temas debatidos, além da polêmica questão enfrentada entre as teorias da evolução e a teologia criacionista, serão abertas discussões sobre ciência, religião, política, a questão do genoma, a ciência e suas tecnologias, transgênicos, clonagem, bioética e desenvolvimento sustentável.

A proposta que visa uma integração entre as várias áreas do conhecimento, com o qual se proporcionará o desenvolvimento do espírito crítico dos alunos, e comunidade, em relação a evolução do homem através do tempo, e seu posicionamento critico frente à realidade sócio-político cultural, será realizada com a participação de todos os componentes escolares e contará com a colaboração de minha curadoria.

Palavras-chave: charles darwin, curadoria, escola pública, Evolução Humana, exposição, roldão lopes de barros

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Março 10, 2009

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Sala de aula

Pesquisa Ação: Projeto E. E. Brasílio Machado 

  

NOTAÇÃO 1 – 16/02/09

 

Chego na E.E. Brasílio Machado por volta das 14hs, após reunião com a Srª Magda, diretora da escola, sou recebido pela coordenadora pedagógica Profª Teresa, entregando a ela o Planejamento de Aulas e junto com a proposta de aulas avulsas, meu projeto de pesquisa "Tempo e Espaço Escolar", com eles apresento meus diplomas e cópia do curricum vitae. Anexo a documentação deixo com a direção um exemplar do passa-tempo “Clássicos Cruzados”, de minha autoria, que pretendo levar aos alunos do ensino médio, como uma das propostas de atividades. Sou convidado a ser professor substituto, no período da manhã, para atender a 2ª e 3ª séries do Ensino Médio, nos horários das 7:00hs às 12:20hs. - Ao sair do colégio, aproveito o resto da tarde para me dirigir a Diretoria de Ensino, para encaminhar a documentação de inscrição na U.E. e regularizar o contrato de trabalho.

 

NOTAÇÃO 2 – 17/02/09

 

No horário previsto chego a escola. Com a falta do professor Ismael, de História, devo comparecer aos 3B, 3A e 3C, para minhas primeiras aulas no Ensino Médio como professor, e, depois do intervalo, onde voltarei as estas classes para uma segunda aula no mesmo dia.

 

Em todas as classes fui recebido com atenção, estabeleci um diálogo franco com os alunos (observo que ao por meu ponto de vista tomo quase todo o tempo com minha fala).

Expus minhas experiências anteriores como estagiário, e minha passagem no Brasílio Machado, onde realizei parte deste estágio em 2007, observando os espaços da escola e o trabalho dos professores. Mostrando aos alunos minha proximidade com a escola e com seus problemas (uma vez que além das discussões que minha pesquisa na escola apontavam, tinha também o fato de conhecer o colégio pelo ponto de vista dos pais dos alunos, uma vez que, nesta escola, meu filho, Lucas, se formou no Ensino Médio), problematizei com eles a questão da falta de professores, ponto de observação de minha pesquisa, e o trabalho dos professores substitutos, que tem baixa aderência dos alunos, pois, as aulas destes e a alta freqüência dos professores efetivos, delimitam o trabalho apenas a uma aprendizagem descontinuada, e quase nenhuma autoridade destes em sala de aula. Expostas estas perspectivas aos alunos, declinei do posto de "professor eventual", estabelecendo com eles um contrato pedagógico, numa proposta nova, de se construir com eles uma outra abordagem na relação aluno/professor. Nesta, onde os alunos interessados em aprender a fazer pesquisas, viriam na figura desde professor um possível orientador para suas pesquisas ( papel reiteradamente solicitado aos alunos como contraponto ao “professor/substituto”, que trazem os conteúdos programáticos). Coube neste primeiro contato com os alunos uma interrogação sobre os propósitos de meu “programa” (já que desde o inicio apontei suas deficiências a eles, solicitando aos mesmo, sugestões e opiniões), como também, uma indagação sobre qual objetos de conhecimento eles poderiam se aproximar, uma vez que a proposta que embasava tal iniciativa, em constituir este roteiro, passava pela tomada de partido dos alunos a participar do pesquisa/ação, mas também, em se predisporem a iniciarem suas próprias pesquisas, voltadas as demandas dos próprios alunos. Não necessariamente vinculado ao curriculo, mas voltados a educação.

Dentre os problemas encontrados nestas três classes do último ano do ensino médio, quando fiz esta abordagem, foi encontrar nos alunos uma certa curiosidade – mas também uma incerteza e indignação, frente a um problema de difícil solução, como ter um real aproveitamento das aulas “vagas” (que trás prejuízos na formação, mas por outro lado, abre amplos espaços para a socialização em classe) e trazidas por um professor (que neste caso deixa a todo momento transparecer seu método de trabalho) que se diz "orientador de pesquisa". Até mesmo, promovendo entre os alunos um melhor conhecimento entre eles, promovendo uma relação com pessoalidade das respostas que os gostos ditos em público, e sua abertura, desenvolvem sobre as identidades de cada um, como fonte de novas experiências.


Para isto realizei como o objetivo, {na 2ª aula do dia}uma atividade chamada, “Eu gosto...”,  sendo esta, desde o início, uma forma de um mapeamento dos desejos e interesses particulares, para os estudantes encontrarem um ponto de partida para suas pesquisas. Sugeri aos alunos uma roda aonde cada uma dizia o nome e em seguida enumerava os gostos pessoais, e, ao final desta, dizia “eu passo!”, dando ao aluno seguinte a sua fala. Num pequeno caderno de notas fui fazendo as anotações daqueles gostos que “eu via” na fala dos alunos como objeto de interesse para uma proposta pedagógica. Assim, por exemplo, vimos o alunos Cleber (3C) iniciar seu gostos com um “eu gosto de caminhar...”, a aluna Sena (3E) contar seus gostos “eu gosto de ler literatura, de animações, jogos, eu gosto de redes de relacionamento na internet...”, a aluna Virginia (3D) “ler, escrever, rosa, lilás... passo”, o aluno Alberto (3B) dizer que gosta da família e de sinuca.

Formando assim uma abertura onde os alunos pudessem sinalizar suas vontades, mas também suas experiências, a atividade foi bem aceita e permitiu ao professor continuar a trabalhar sua tese, na qual os alunos são protagonistas e responsáveis pela aprendizagem desenvolvidas nas aulas avulsas, dando um novo sentido e criando uma expectativa que antes não existia, já que uma vez adotados por eles, o programa que se desenvolverá sobre um suporte aleatório (as aulas avulsas) e um conteúdo que terão acesso apenas se houver interesse da parte do alunado permitiu contruirmos em conjunto os conteúdos utilizando os recursos da escola.

 

[Anotações do Projeto de Pesquisa em Filosofia da Educação "Tempo e Espaço Escolar]

Este post é Domínio Público.

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Dezembro 27, 2008

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PESQUISA DE IMPACTO DO CELULAR NA AMÉRICA LATINA
 - FUNDAÇÃO TELEFÓNICA - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO


O Celular e o Profissional Motociclista


O uso do celular por parte dos profissionais motociclistas (motoboys, moto-fretes, mensageiros, mototaxistas, deliverys, couriers, etc) tem-se apresentado como um amplo campo de estudos nas mais diversas áreas de pesquisas, ao verificarmos como tal ferramenta, em seu meio, tem ajudado na criação de suas estratégias de locomoção, e soluções de problemas em seu cotidiano, mas também, aliada a Internet, como este equipamento ganha outro status, e permite compreender as camadas de novas possibilidades que estes profissionais estão descobrindo com a apropriação desta tecnologia.


O número de servios oferecidos pelas operadoras de telefonia móvel hoje é tão reduzido que não poderamos dizer que estes profissionais se diferenciariam muito do espectro geral dos clientes consumidores. Mas cabe, no estudo que empreendemos agora, sinalizarmos quais destes serviços são mais usados por estes profissionais motociclistas, quanto deste equipamento é utilizado, e como também analisar aqueles usos que dão mais sentido na prestação de seus serviços quando necessitam dele. Esta baixa densidade dos aplicativos nos celulares tem suas explicações, seja pela recente regulamentação do setor de  de telefonia móvel no país, seja pelo valor agregado que limita um amplo uso por grande parte da população, mas também o baixo investimento em pesquisa, a pouca quantidade de operadoras, e o perfil do mercado brasileiro.

Mas isso não é o  suficiente. O potencial de uma comunidade está na sua relação com as demandas que ela cria, assim, podemos observar como estas mesmas operadoras sofrem forte concorrncia de um outro serviço oferecido – no caso, os sistemas de telefonia por via rádio - que até mesmo nos impedem de dizer que existe uma única plataforma para que uma determinada comunidade possa se estabelecer em rede. Mas também como, com o desenvolvimento da tecnologia móvel, o computador de bordo tornou-se o principal componente para no futuro fortalecerem-se os laços econômicos e sociais dessa comunidade de motociclistas, e destacar-se como nicho privilegiado de investimentos e experiências de toda ordem.


Da que faz se necessrio entender melhor como, de prestadores de servio terceirizado, estes profissionais puderam se tornar protagonistas dentro de uma pesquisa voltada ao uso dos celulares na Amrica Latina, ao realizarem a tarefa de, por um lado, se constituir como uma das mais importantes categorias profissionais do pas, mas tambm, na sua especificidade, traduzir o desejo de atravs da Incluso Digital contemplar a fatura da convergncia entre a mobilidade da motocicleta e a mobilidade proporcionada pela tecnologia mvel celular.
Os Profissionais
Surgida em meados da dcada de 1980, a Categoria dos Profissionais Motociclistas  uma classe de trabalhadores em forma鈬o. Composta basicamente por jovens, moradores de periferia, e portando motocicletas de baixa cilindradas, executando tarefas que muitas vezes eram realizadas por office-boys, ou com automveis, tiveram um crescimento vertiginoso nas ltimas duas dcadas. Existem, no entanto, razes bastante diversas para este crescimento. Podemos dizer que o aparecimento desta classe profissional enquanto Categoria deve-se ao fato dela realizar algumas snteses scio-econmicas bastante especficas, ao oferecer uma oportunidade de trabalho para uma ampla camada da popula鈬o, com uma base educacional apenas mediana, e, por oferecer uma solu鈬o de transporte rpido pelas vias, para o alto e crescente fluxo de informa鋏es e produtos nos principais centros financeiros do pas - que, justamente, tm sido locais aonde se mais sofre com a crise do caos no trnsito. Apontar entre outras coisas, que  uma Categoria que nasce no centro nervoso do sistema econmico atual significa compreender a complexa rela鈬o que ela tem com o modelo econmico adotado pelo pas em sua recente inser鈬o no mercado global. Como um prestador de servio, cumpre dizer que responde pela logstica das trocas de documentos comerciais e como parte do setor de servios de entregas de pequenos volumes que movimenta, principalmente, o pico de vendas pela Internet na ltima dcada. Quer dizer, seu proporcional em nmero de indivduos trabalhando hoje sobre duas rodas s corresponde ao mesmo problema de fundo do modelo econmico no mundo globalizado, onde se chocam o global com o local. E que em ltimo caso, o motoboy  a solu鈬o: a garantia de contratos e entregas serem cumpridas nos prazos determinados, para alm das condi鋏es reais da estrutura urbana que as cidades oferecem, ou seja, s a especializa鈬o destes profissionais podem acompanhar a velocidade do movimento do capital e vencerem a barreira dos limites do espao urbano. Da que a cada dia estes profissionais so mais necessrios e imbricados nos nexos do espao territorial e o espao informacional.
No entanto, eles tm enfrentado uma srie de problemas gravssimos, seja como as principais vtimas da violncia do mesmo trfego que vencem todos dias, ou mesmo em rela鈬o ao preconceito que sofrem com as formulas de estereotipia social criada pela mdia quando vem na figura do motoboy apenas o indivduo que reage s condi鋏es impostas pela dimenso prpria do trnsito. E assim como eles carecem de um reconhecimento, que muitas das vezes  pura falta de informa鈬o, falta uma base de conhecimento para se tomar qualquer medida necessria para uma mudana, seja em termos de legitima鈬o dos seus servios, ou como iniciativas, por parte Poder Pblico, a partir de dispositivos legais, que levem em conta suas diversas caractersticas, mas principalmente, no sentido de encontrar formas de regulamentar esta atividade econmica e profissional – de fato  uma forte Categoria que comea a aparecer, mas ainda no encontrou um mecanismo de expresso adequado para percorrer este caminho.
Posto que, so problemas bastante complexos, e tm-se buscado diversas solu鋏es, inclusive at mesmo h um recente interesse por parte da sociedade em entrar neste debate - os motoboys tornaram-se objeto de disputa e compreendem hoje diversas dimenses da vida das cidades, como sade, trnsito, economia, entre outras. Mas para alm dos seus desdobramentos, e tipos de solu鋏es, estes problemas tm uma rela鈬o direta com o perfil desse profissional e a especificidade de sua organiza鈬o no espao urbano. Portanto, neste texto onde apresentamos um estudo preliminar sobre o celular e o profissional motociclista, pretendemos tratar j de algo muito especfico, que  a rela鈬o que eles tem com suas ferramentas de trabalho – no caso suas ltimas apropria鋏es, como o celular e a Internet -, e como parte desta rela鈬o, que muitas vezes se liga  histria da prpria Categoria, e a histria destes objetos, que, inserida no contexto social, nos ajudar a compreender como estes profissionais operam seus conceitos e estratgias, quando do seu crescimento, que tem rela鋏es bastante complexas com a forma como a vida se organiza hoje nas cidades, e, nesta interdependncia, mostrar como isso tem haver com o fenmeno dos motoboys e o potencial que se esconde por trs de todas estas apropria鋏es.
A questo que fica  que partindo de um completo levantamento sobre as fontes destes dados, conceituando no s a tipologia e a topografia das constru鋏es de sua identidade, enquanto categoria de rua, como espao dimensionado pelo pblico, traando linhas narrativas e seguindo suas lgicas de constru鈬o, desse espao em movimento, isso nos levaria muito longe, para fora da proposta inicial deste estudo. O que no nos permitiria checar, por exemplo, todos os pontos e eixos temticos, por uma limita鈬o de espao; mas isto nos permite vislumbrar que tomando algumas linhas de intersec鈬o, das fontes que analisarmos, da pesquisa que realizamos sobre o uso do celular por eles, das observa鋏es das prticas que estes tm com estas ferramentas, circunscreveremos enfim um conjunto indicativo de dados que podem acrescer o conhecimento sobre o uso da tecnologia mvel e o impacto que esta tem sobre os meio e modos de produ鈬o de sua base econmica.
Uma aparente re-significa鈬o destes dados, abriria a possibilidade de uma maior reflexo, necessria a todos, sobre os motoboys e os seus destinos, mas tambm um outro olhar para aqueles que queiram realmente olhar de outro modo estes profissionais.  



Telefonia Mvel
A emergncia das novas tecnologias da informa鈬o e comunica鈬o, da Web e da Internet, em particular, no final dos anos 80, mudou muito o mundo ao oferecer um novo paradigma em comunica鈬o, intercmbio e comrcio. Entretanto, enquanto a nova “Sociedade da Informa鈬o” est ainda em desenvolvimento, um novo abismo surgiu para aqueles que no possuem um acesso efetivo e regular e habilidades para usar essas tecnologias digitais. Esse processo que  denominado como excluso digital, afeta especialmente os pases em desenvolvimento. No Brasil o poo da excluso tem afetado principalmente o campo da educa鈬o e isso tem um peso maior em seu desenvolvimento para garantir o desenvolvimento sustentvel. Acreditou-se por muito tempo que o uso das tecnologias da informa鈬o talvez fosse a nica maneira de levar da maneira mais fcil servios como sade, educa鈬o e direitos civis as popula鋏es. No entanto como  fundamental que se promova  incluso digital, a telefonia mvel surgiu como interface ideal para levar estes servios, mas tambm aparece como oportunidade aos pases em desenvolvimento crescerem no cenrio mundial. Existem indicadores, portanto, que mostram como o potencial da plataforma mvel, como a solu鈬o correta para a oferta de servios, tem se equiparado (devido  exploso no uso dos celulares) a uma verdadeira revolu鈬o dos costumes, e se comparada s outras op鋏es de acesso fixo, tem provocado um processo de desterritorializa鈬o e re-territorializa鈬o (LEMOS, 2003) que nos permite dizer que estamos apenas no inicio de um longo processo de cria鈬o e abertura do espao pblico digital. Necessrio ento se faz compreender como uma comunidade acolhe e reproduz seu cotidiano atravs do uso dessa tecnologia mvel.

Um primeiro passo na viabiliza鈬o do potencial da telefonia mvel como ferramenta de trabalho por parte dos mensageiros motociclistas foi a ado鈬o deste equipamento como valor agregado aos contratos de presta鈬o de servio pelas empresas de terceiriza鈬o de entregas rpidas no Brasil no primeiro perodo de implanta鈬o desta tecnologia pelas operadoras de telefonia mvel – o detalhe fica por conta do fato que em sua maioria estes telefones com antenas eram de propriedade dos prprios motociclistas que - assim como a moto -, permitia que os custos operacionais destas empresas fossem abaixo o suficiente para atrair novos clientes, como bancos e multinacionais, ao terceirizar os servios de expedi鈬o e de contnuos. Foi o surgimento nas ltimas duas dcadas de vrias histrias de sucesso de uso da telefonia mvel em empresas de entregas rpidas que permitiu o desenvolvimento crescente do setor, graas s respostas que uma equipe bem aparelhada pode oferecer as empresas e clientes, como marco da terceiriza鈬o acelerada. Entretanto, ainda existe uma distncia entre o desenvolvimento de alguns poucos servios que podem ser considerados como prova de conceito de logstica e a disponibiliza鈬o de dezenas de outros servios, em todo o mundo, que podem fazer uso dos smarts phones, como forma de dar contedo aos portadores destas ferramentas de comunica鈬o e conexo, mas tambm, a apropria鈬o em rede que exige nestas demandas plataformas adequadas para isso. Mas sua novidade implica em repensar os modelos j existentes. Para encurtar essa distncia,  essencial entender os principais desafios de integrar as TICs no cotidiano das comunidades de motoboys - com incluso digital - no sentido de melhorar a qualidade de vida destes profissionais.
A delicada misso de discutir os desafios da oferta de servios em mobilidade em pases em desenvolvimento tem trazido ao debate diversos setores da sociedade, como universidades e empresas que vem nesta a possibilidade de crescimento e expanso exterior. Assim como o motoboy que faz um uso em larga escala dos meios de comunica鈬o  distncia, como rdio, celular, telefone pblico e fixo, o peso que vem ganhando a exploso do uso da telefonia mvel no Brasil leva nos a considerar que um dos maiores entraves para a amplia鈬o no uso dos servios oferecidos com a tecnologia mvel ligada  rede de Internet ainda se encontra na questo do alto custo que existe pelo consumo do celular.

Em meados de maio a Agncia Nacional de Telecomunica鋏es apontou a existncia de 127,7 milhes de celulares operando no final de abril no pas. Essa cifra, em rela鈬o ao ms anterior, representa um crescimento de 1,54%, quando foram vendidos 1,93 milho de novas habilita鋏es de aparelhos. Se pensarmos que este debate est centrado nos servios de mobilidade, principalmente em pases em desenvolvimento, podemos mostrar que, segundo as cifras oficiais da Anatel do total de acessos em abril, 127.742.756 assinantes, 103.278.048 so pr-pagos, 24.464.708, ps-pagos. Traduzindo em porcentagem, 80,85% dos brasileiros so usurios de contas pr-pagas, e 19,15% ficam com o ps-pago. Ou seja, seria necessrio levar em considera鈬o que a dinmica do crescimento exponencial do nosso mercado tem rela鋏es diretas com o marketing cultural, sobretudo, ao ponto de venda. Isso mostra que um diferencial apenas ganha relevncia se ancorado em nichos adequados e subsidiados por micro-financiamento em mobilidade para comunidades especficas. Neste estudo sobre o uso do celular pelo motoboys, assim como outras comunidades em pases em desenvolvimento, o consumidor opera suas estratgias a partir dos mecanismos de oferta e muitas vezes abraam a melhor rela鈬o custo benefcios, mas tambm a conectividade. Especificamente, o papel do celular na mo do motoboy tem dual importncia, primeiro a sua garantia de ocupa鈬o no mercado de trabalho, segundo o poderio de manter-se conectado no mbito social e familiar. Da que podemos perceber em suas falas que a rela鈬o custo/benefcio  justamente possibilitada por esta dupla via: para uso particular (onde ele custeia a liga鈬o), quando  acionado no horrio de trabalho (onde recebe as chamadas de servios).

No entanto, quando parte dele a necessidade de comunicar-se com a base ou com o cliente, ao qual presta seus servios, s liga鋏es so em sua maioria chamadas a cobrar, como fica claro em algumas respostas dadas no mbito desta Pesquisa ao pesquisador, alguns deles ao serem abordado neste aspecto sobre formas de uso do celular afirmam que fazem “pelo menos cinco” vezes liga鋏es a cobrar para a firma onde trabalha, como diz E.M. 3 anos como motoboy. P.H.B. 11 anos trabalhando em So Paulo, diz que “de uma a trs vezes, e at 10 vezes, dependendo do dia”. E E.J.S., 4 anos e meio na profisso esclarece: “s quando tem problemas na entrega”. Ou seja, quando parte dele a necessidade de fazer contato com a base, os custos da liga鈬o em geral passam da telefonia mvel para a operadora de servios em telefone fixo. Isto tem haver principalmente com o fato de em sua maioria os motoboys serem os portadores dos equipamentos no qual dependem as empresas para construir sua logstica de envios de volumes e documentos.

Quando levantamos outras informa鋏es sobre estes contatos, como mensagens de textos ou sobre pacotes de envio de MMS, como forma de comunica鈬o, eles afirmam que raramente fazem uso dessa tecnologia; menos por fora de um hbito do que pela prpria necessidade de se comunicar com rapidez no trnsito. Isto significa que para um mapeamento do espectro dessa comunidade, do ponto de vista das operadoras de telefonia mvel, o porcentual de pagamento em conta  deslocado diretamente para as telefonias fixas. Isto quando o motociclista, alm de seu celular, no carrega consigo um outro equipamento de rdio fornecido pelas empresas de motoboy ou pela empresa cliente, e, neste caso tal espectro realmente no aparece na conta das operadoras de telefonia mvel. No entanto, como nosso estudo abrange uma comunidade de motoboys que pode ser da ordem de 150 mil trabalhadores s em So Paulo, estes primeiros indicativos s podero ser quantificados melhor em uma segunda etapa da pesquisa, a partir de um espelho maior de entrevistados, configurando um conjunto maior de informa鋏es sobre o perfil do profissional motociclista e um conhecimento mais aprofundado sobre segmento de motofrete na Capital, com suas estratgias de comunica鈬o e a apropria鈬o do celular.



A Pesquisa

Dos primeiros BIPs (pagers), que tinham a fun鈬o unidirecional de acionar mensagem aos office-boys e motoqueiros pela cidade, e que foram abandonados com a chegada e barateamento dos celulares – e at mesmo com a chegada dos PCs portteis, como Hand Helds e Palm-Tops, e os atuais smart phones,  - o uso de mensagens digitalizadas tem sido pouco exploradas por parte deste segmento de servios. Seja por razes tcnicas, como a falta de uma plataforma compartimentada , ou protocolos de rede mvel, ou por conta da baixa competitividade na oferta destes servios e alto preo de conectividade, seja pelas caractersticas prpria de um setor de servios que tem crescido pelo fracionamento do empresariado; o que importa  que nos ltimos tempos mesmo com o aumento dos atendimentos coorporativo das empresas que oferecem servios de comunica鈬o s empresas de entregas rpidas, o ndice de empresas (de ponta) que fazem pleno uso de ferramentas - de comunica鈬o e conectividade -, com acompanhamento de entregas e solu鋏es digitais so ainda irrisrio em rela鈬o ao montante do mercado e o volume transportado por motocicletas. Ou seja, novamente, existe todo um potencial disponvel apenas na forma com que os deslocamentos e as ferramentas de comunica鈬o superam no uso comum outras formas de intera鋏es e apropria鋏es do espao, do mesmo modo como no resto do Brasil ocorre um fenmeno peculiar: em vez de adquirirem fun鋏es diferenciadas, como plataforma de jogos e internet, os celulares cada vez mais substituem o telefone comum e se cristalizam.

A partir deste quadro podemos apontar que para pesquisar o uso da tecnologia mvel por parte destes profissionais devemos fazer um estudo preliminar, o que implica em conhecer em profundidade o uso comum e uso diferenciado entre os espaos contguos do mbito do trabalho em que operam estes sujeitos. Mas tambm aplicar a esta pesquisa parmetros detalhados sobra a forma de agenciamento dos motoboys, isto  como funcionam as empresas de entregas rpidas. Atentando para como estas se relacionam com seus clientes e estes clientes utilizam-se dos servios prestados pelos profissionais motociclistas. E por ltimo, alm de quantificar estes dados, mostrar o perfil scio-econmico dos motociclistas levando em conta os custos que com o celular. Como ferramenta de trabalho o celular  essencial para operar o servio de motofrete, e sua mensura s seria possvel atravs de um acompanhamento detalhado das suas estratgias de locomo鈬o. Como objeto particular o celular tem o poder de mostrar que estes motociclistas tm condi鋏es de se inserirem num grupo social que participam especialmente das transa鋏es de documentos e valores (indiretamente) e que podem ser responsveis pela melhor estratgia nas solu鋏es do dia a dia aumentando a economia das empresas (diretamente). No entanto, para a caracteriza鈬o dessas tarefas,  preciso compreender as vrias maneiras de contrata鈬o destes profissionais, que tem uma rela鈬o direta com o tipo de uso do celular no dia a dia. Por exemplo,  evidente que para a realiza鈬o de entregas de alimentos (deliverys)  menos comum este uso estar vinculado ao trabalho, logo raro, o acompanhamento das entregas via celular,  at mesmo prescindvel. Mas isso no quer dizer que a tecnologia mvel esta fora de cogita鈬o neste vasto segmento, e so identificados muitos servios de pagamentos onde o cliente faz pagamentos atravs de cartes como se tivesse na mesa do prprio restaurante. Mas este tipo de trabalho, que conta com um grande nmero de motociclistas estaria fora de uma pesquisa se fosse s considerado o uso para a comunica鈬o de voz. E ainda que tenha uma baixa exigncia para constru鈬o de seus roteiros de entregas  possvel imaginar outros usos do celular por este motociclista a fim de melhorar sua rela鈬o com sua comunidade ao se oferecer outros servios no celular como servios de utilidade pblica, fazendo envio de informa鋏es sobre incidentes com equipamentos pblicos, como vazamento de gua, queda de rvores, etc, e tambm uma maior apropria鈬o do tempo livre, como tele-cursos via celular.

A exigncia que se faz desse profissional das duas rodas como algum que opera parte das estratgias das empresas para realiza鈬o dos negcios  aumentada conforme a capacidade e experincia deste em rela鈬o direta com os tipos de transa鈬o que esto envolvidos. Certamente, para atender o cliente de modo a no quebrar a cadeia produtiva, as empresas de entregas rpidas procuram prover os melhores profissionais motociclistas e as melhores condi鋏es para realiza鈬o das tarefas. Empresas como Organiza鋏es Globo e outras j adotam profissionais motociclistas treinados e que podem alm de suas entregas normais enviar noticias da rua para serem editadas em seus tele-jornais. O profissional ao se apresentar  casa de um consumidor ou numa empresa ele leva a imagem do Cliente contratante, e no das empresas de entregas rpidas contratadas. Isso mostra que este profissional que lida pessoalmente com a clientela precisa estar muito preparado. Mas tambm, por que ele  ativado por diferentes atores, podem fazer uso desse espao para concretizar contatos e mesmo atrair novos clientes para suas terceirizadas. Entretanto, com a oportunidade de fazer uso da telefonia mvel, j foi identificada uma gama de profissionais motociclistas autnomos que operam este sistema de forma autnoma e responsvel, com uma renda maior e uma qualidade de servios prestados que facilitam a negocia鈬o por preos maiores de frete. Ou seja, com o celular o antigo motoboy torna-se seu prprio patro e a rua  seu escritrio. Trata-se no mbito dessa pesquisa quantificar o nmero de autnomos que j rodam pela cidade e acompanhar seus gastos com celular oferecendo-lhe descontos em carteira para verificar se aumentam seus ganham e aumentam o nmero de liga鋏es de contato.

As empresas, por outro lado, esforam-se para reduzir ao mximo qualquer rudo nessa opera鈬o entre o cliente e o motoboy. Dito isso,  claro que, fundamentalmente, se valem da comunica鈬o via rdio-celular, ou celular, para atender com qualidade e preciso, oferecendo maiores garantias sobre o produto e documentos de forma a no sofrer desgaste e conseqente perdas de contrato. Aqui vale dizer que, uma pesquisa direcionada para medir o impacto que o uso deste equipamento celular tem em uma comunidade como esta, significa estabelecer um leque de possibilidades para mapear todas dentre os tipos de contra鋏es, os modelos de negcios e as mobilidades dos motociclistas; um parmetro aberto impede de se basear esta pesquisa a partir de um nico lcus, seja ele o cliente, a empresa agenciadora ou mesmo a partir da escuta na mobilidade do motoboy na rua. O crivo que poderemos montar passa primeiro por identificar o espectro das empresas de motoboys, em toda sua realidade uma vez que parte significativa do segmento de motofrete encontra-se distribuda por dentre as pequenas empresas familiares que operam localmente com um baixo contingente de motociclistas autnomos (espordicos) e um fluxo de trabalho sincronizado com o mercado de solicita鋏es de ordens de servios (O.S). Em outras palavras, temos um grande nmero de motoboys (estima-se que 80% do mercado) distribudos em um grande nmero de pequenas empresas. E um baixo nmero de mensageiros concentrados em poucas empresas que os mantm em regime de contrato trabalhista (CLT).
Depois, reconhecido o segmento em que estes profissionais trabalham, trata-se de mapear os tipos de contrata鋏es por volume de cliente. A sugesto aqui, como no exemplo acima,  demonstrar na perspectiva da pesquisa qual a faixa de profissionais vale se concentrar para levantar os dados com mais preciso e menos custos, se os mensageiros que tem uma maior especializa鈬o e operam dentro de uma rela鈬o contratual mais organizada, porm em menor nmero. Ou se levamos o foco da pesquisa para o maior espectro do segmento, os motoboys que trabalham em regime semi-contratual (espordico), porm so a maioria, e tem em geral uma menor especializa鈬o, j que no podem desenvolver todas as suas capacidades no gerenciamento do seu tempo, organiza鈬o do seu trabalho (roteiriza鈬o) e constru鈬o de sua imagem perante o cliente (volatiza鈬o da mo de obra).
Montada a rede de rela鋏es, seremos movidos a encontrar os ns do sistema. E com maior preciso o conjunto de contatos onde h mais concentra鈬o de uso do celular pela comunidade. De modo acompanhar e estudar estes hbitos e novas possibilidades do uso da tecnologia mvel como ferramenta de trabalho e cultura.


Concluso

Neste momento acreditamos que o primeiro contato com os profissionais motociclistas, ouvindo-os como protagonista da pesquisa,  um excelente modo de se aproximar dessa complexidade. Podemos dizer num primeiro momento que no h uma fronteira muito clara para se aferir os gastos que estes tem em rela鈬o ao uso de celular, como ferramenta de comunica鈬o no trabalho, mas tambm, no ambiente familiar.
Uma vez que os prprios espaos e os tempos destes diferentes atores so s vezes contguos - exceto  claro, quando os funcionrios de uma express  portam equipamentos fornecidos por ela -, a pesquisa devera se ater a um acompanhamento detalhado das estratgias de barateamento de custo com comunica鈬o. Ou seja, o corte de dois celulares (ou rdio) evidenciaria o levantamento na raiz do problema. J uma pesquisa que tende a ganhar complexidade, mostrando-se aberta a mapear novos usos e valores, precisa considerar o potencial da comunidade naquilo que ela tem de especfico a liberalidade dos traados como campo de domnio dos motociclistas. Da que, empresas que adotam, ou j adotaram sistema de rastreamento sem qualquer critrio tiveram perda de capital humano e queda nos rendimentos dos seus mensageiros. Pior ainda, com o dficit de bons profissionais no mercado e o supervit de oferta de emprego, este modelo passa a no se sustentar pela simples razo de os motociclistas serem eles mesmos os proprietrios dos veculos das entregadoras. Mas tambm na sua concreta posi鈬o (ubiqidade) dentro do espao da cidade e como criadora de contedos que pode ser captados pelos celulares, esta comunidade de motociclistas, dando novos usos aos celulares, podem gerar outros modelos de negcios dentro do prprio setor onde eles so protagonistas, como tambm desenvolver novas ferramentas (computador de bordo), que auxiliando seu trabalho podem melhorar os desempenhos das empresas, ou at mesmo, ao fazer uso delas estes profissionais podem criar suas prprias empresas cooperativas apoiados por uma plataforma tecnolgica na rede de computadores. Ou seja, a pesquisa em si precisa estar atenta ao o objeto de estudo ao perceber que ela prpria modifica a percep鈬o deste equipamento e re-significa sua opacidade. Sabendo que o objeto encontra-se em movimento, o posicionamento da mesma precisaria tencionar os vrios campos deste objeto a fim de se observar com melhor propriedade aquilo que aparece como sendo a jun鈬o da tecnologia mvel com a especificidade deste profissional. Para isso a pesquisa precisaria abranger um estudo que mapeasse a posi鈬o do motoboy no espao da cidade e qual sua lgica de liga鈬o com sua rede relacionamento. A pesquisa uma vez fornecendo estes dados precisos sobre esses manuseios dos celulares aplicadas as novas mdias locativas podem realar as estratgias que estes profissionais usam para eleva鈬o de renda prpria, vinculando estas ao uso necessrio do celular, e se fosse verificado uma interdependncia nesse processo, a pesquisa se transformaria em experincia, quando num secundo momento, parte dos recursos mobilizados se transformassem em descontos em tarifas concedidas para determinados usos, no sentido de se verificar se existe uma rela鈬o entre o custo de telefonia e o aumento da renda dos motociclistas profissionais.

Com interessantes servios criados a partir de envios por SMS como foto, vdeo, gravadora e edi鈬o, os celulares tornaram-se ferramenta poderosssima nas mos de comunidades que detm formas de usos padronizados, na cria鈬o de contedos a Internet. Fazendo uma ponte entre a mobilidade do motoboy e a mobilidade do celular ganha interesse para este estudo projetos como o canal*MOTOBOY (http://www.zexe.net/SAOPAULO), de autoria de Antoni Abad e programa鈬o de Eugnio Tisselli, pois cria possibilidade de envios via celular just time ao site da comunidade com a no鈬o de ubiqidade que posiciona os motoboys em todos os pontos da cidade, e ainda permite que realizem a tarefa de manter a prpria comunidade bem informada sobre leis e mercado com a necessidade deles criarem uma canal de comunica鈬o para se expressarem culturalmente. Como diz Andr Lemos “H aqui a forma鈬o de um territrio informacional na sinergia entre o espao urbano, a mobilidade social e o espao eletrnico”. Para concluir, podemos dizer que neste estudo, para ser mais completo, no poderia prescindir de uma pesquisa que identificasse outros usos dos celulares para alm da comunica鈬o de voz uma vez que estes aportes comunicativos podem servir de base para experimentos e acoplamentos de novos aplicativos em celulares (GPS, TV, smarts phones, etc), e j que a pesquisa se volta para esta importante categoria profissional, tanto mais ela ficar completa se mais ela puder filtrar as ricas possibilidades que surgiro a partir da convergncia da mobilidade celular e do profissional motociclista.

 

Cidade do Conhecimento – ECA
Coordenador: Prof. Dr. Gilson Schwartz
Pesquisador: Pesquisador: Eliezer Muniz dos Santos
 

 

Palavras-chave: celular, espaço público digital, geo-localização, gps, motoboy, motoboys, motociclistas, tecnologia móvel, telefonia celular, território informacional

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Junho 02, 2008

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Termina neste sábado, 17 de maio, a 1ª Semana de Cultura Motoboy. O evento começou na última segunda-feira no CCPC Centro Cultural Popular da Consolação e conta com uma programação com muita música, intervenções, mostra de filmes e oficinas entre outras atrações. Durante a semana as atividades rolaram sempre à noite e no sábado começará de arde com workshops e show de encerramento a partir 20h, varando a noite.


É tão surpreendente quanto oportuna a realização deste evento. Fomos habituados a ver os motoboys apenas como um bando de malucos que desafiam as leis da física e os limites do próprio corpo nos estreitos corredores das avenidas da metrópole. E a maioria da população, sobretudo os motoristas nutrem uma antipatia em relação a esses mensageiros de motocicleta. Para muitos é difícil ver o ser humano que está por traz do capacete. Por outro lado é um fenômeno tão recente que fica compreensivo a disseminação dos esteriótipo em função da falta de informação e reflexão sobre o perfil deste
tipo de profissional. É chegada a hora de darmos atenção ao que pensam e desejam esses profissionais que arriscam a vida diariamente para atender à pressa que temos para entregar documentos, comer pizzas, tomar remédios, entregar flores, receber o jornal, ou seja, socorrer-nos da maluquice que virou a vida nos centros urbanos em especial a Cidade de São Paulo.


Causa perplexidade o aumento exponencial dos motoboys que nos últimos 10 anos saltaram de cerca de 50 mil para um número estimado de 300 mil só na Cidade de São Paulo. Embora não haja estatísticas seguras, estimativas apontam em número que pode chegar a 500 mil em toda a Região Metropolitana. Quanto mais inviável o trânsito maior a demanda pelo tipo de serviço que este profissional realiza. É uma categoria que surge em função do caos provocado pelos congestionamentos e do jeito que a indústria automobilística vem produzindo, a perspectiva é de que teremos mais e mais motoboys pela cidade. Sem que percebamos, estamos cada vez mais reféns desses mensageiros. Há quem diga que uma greve de motoboys causaria mais prejuízo a São Paulo do que uma greve de ônibus.


Mas existe uma cultura motoboy? Pensando a cultura como a construção simbólica de uma coletividade , cuja expressão revela a identidade desta, comecei a refletir sobre essa questão. E é intrigante analisar o que é afirmação de identidade para este grupo. Conversando com alguns deles, sobretudo os mais antigos, percebi que há uma rejeição ao próprio nome. A definição motoboy se popularizou em virtude do caso do Maníaco do Parque, um bandido que em meados da década de 1990, passando-se por fotógrafo de agência de modelos, atraia suas vítimas para a densa mata do Parque do Estado e ali estuprava e matava jovens garotas. Esse caso teve enorme repercussão causando uma indignação maior
do que essa que assistimos hoje no caso Izabella Nardone. O nome motoboy portanto surgiu estigmatizado. E para piorar a situação, estatísticas policiais revelaram nos últimos anos um grande aumento do número de assaltos praticados por ladrões com uso de motos.
Não é fácil a vida de motoboy e motogirl. Ralam para obter uma remuneração que vai de R$ 250,00 até no máximo R$ 1.200,00 ( casos raros ) em condições de trabalho para lá de precárias, insalubres e periculosas e ainda tem que agüentar o preconceito. Os caras e minas também, têm uma jornada de trabalho que pode chegar a 16 horas, em três serviços diferentes. Alguns deles começam as 04 da madrugada entregando jornal até as 07h. Depois vem o expediente básico na agência de motoboys ou numa firma qualquer até 18h. Cruzam a Cidade e na periferia, onde a grande maioria mora, ainda complementam a renda entregando pizza ali mesmo pela Região. Esse trampo noturno é dos mais
ingratos. Normalmente ganham uma diária de R$ 15,00 e mais R$ 1,00 por pizza entregue. Ou seja, se fizer 15 entregas numa noite, receberá R$ 30,00. Essa realidade e muitos outros dramas ( e delícias também ) da vida desses profissionais estão no brilhante documentário Motoboys Vida Loca de Caito Ortiz, uma produção de 2003 que foi premiada na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo naquele ano.

Ajuda também a entender o coração que bate embaixo da jaqueta do motoboy, o belo filme do cineasta Ricardo Elias ( De Passagem ) 12 Trabalhos que conta a história do jovem Heracles que, saído da antiga Febem, tenta recomeçar sua vida trabalhando com moto-frete. Embora seja uma ficção, esta produção de 2006 também revela com enorme sensibilidade o perfil de um motoboy.
A cultura motoboy é um produto do contexto social em que vive esse profissional. Sendo esse contexto caótico, urgente e tenso por natureza, não há como essa cultura não expressar a paisagem urbana que lhe serve de cenário. O motoboy e a motogirl são a própria metáfora do caos urbano. São ao mesmo tempo heróis e bandidos numa cena onde o protagonista não é o ser humano e sim o veículo motorizado seja o carro, moto, ônibus ou caminhão. São a expressão de um dos lados da luta fratecida pelo espaço público. Cada metro quadrado de asfalto é defendido por motoqueiros e motoristas como se dele dependesse suas vidas, seus destinos. Vivendo nessas artérias que são os corredores das
grandes avenidas, os motoboys acabam sendo a tradução explícita da alegoria de Brecht: um rio cuja violência das águas é produto da opressão das margens que o comprimem.
Contracenado neste caos, o motoboy é ele mesmo parte dessa confusão e sua afirmação enquanto grupo é carregada de contradições. Quem ele é fora do front? Ele leva para sua casa e comunidade toda essa  adrenalina do dia a dia do trampo? O filme do Caito Ortiz é muito feliz ao desconstruir esteriótipos. Lá tem uma motogirl de 44 anos, que pede para que o destino lhe reserve um acidente fatal. Assim ela se livraria da dor que foi a perda do filho morto aos 18, a separação do marido e o afastamento da filha que resolveu casar e sumir. Ronaldo é outro personagem real do filme e que contradiz a percepção que temos do motoboy. Empregado com carteira assinada e salário de R$ 1.200,00, ele tem 34 anos e não tem pressa. Faz o trampo na boa e no final dia chega na sua quebrada e é recebido em casa pela mulher
e o casal de filhos. Já o Gavião, garoto de vinte e poucos anos é o oposto;Cachorro Loco, denominação usada na periferia para aquele motoqueiro arrojado, ousado e que atrai a atenção das minas com suas loucuras ensaiadas. Ele adora ser motoboy porque gosta da adrenalina do trânsito . Parece um sem destino; um sujeito que não responde a ninguém que não seja ele próprio, ostentando a máxima segundo a qual, se morrer em cima da moto, morre feliz. Que nada. Mora com a mãe que lhe prepara o café da manhã com carinho, reclama da roupa suja e das unhas mal cuidadas do filhinho e que todos os dias reza para que ele possa voltar pra casa;arrumar um emprego
decente.


A diversidade revelada pelo documentário Vida Loca, nos coloca a indagação. Teria os motoboys enquanto categoria um sentimento de pertencimento que desse um conteúdo cultural a sua afirmação? Fiz essa pergunta ao Eliezer Muniz, o Neka, um dos fundadores do canal*Motoboy, coletivo que organiza a Semana de Cultura Motoboy. Segundo ele, há vários elementos comuns que criam uma identidade. A roupa, a moto adesivada, a solidariedade entre eles, a procedência periférica e a classe social são alguns desses elementos. Mas Neka destaca outro aspecto muito interessante e talvez menos evidente: a semântica. O motoboy e a motogirl construíram uma linguagem própria.
Expressada quase que totalmente pela oralidade, esse vocabulário agora pode ser lido pelas narrativas dos motoqueiros que integram o canal*Motoboy na página que mantém na Internet: www.zexe.net/SAOPAULO . São 10 motoqueiros que se juntaram por iniciativa do artista plástico catalão Antoni Abad no Projeto artístico "Motoboys Transmitem de Celulares" realizado durante três meses no CCSP - Centro Cultural São Paulo no primeiro semestre do ano passado. Cada um deles recebeu um celular de alto padrão tecnológico com conexão à internet e para o site enviavam
fotos e textos revelando sua percepção sobre a vida na cidade. Antoni desenvolveu experiências semelhantes com prostitutas em Madri, imigrantes nicaragüenses na Costa Rica e taxistas na Cidade do México. Está tudo lá no mesmo site.


A realização deste trabalho teve o apoio do centro Cultural da Espanha e durante e após o término da exposição no CCSP, o grupo atraiu diversos parceiros, entre eles a Cidade do Conhecimento da USP, o ISA Instituto Socioambiental e a Ação Educativa. Vale a pena navegar pelo site. Lendo as narrativas nos surpreendemos com relatos do drama vivido pelos motoboys, mas também nos divertimos com a comunicação entre eles. Percebemos uma preocupação com a cidade e nos chocamos com os acidentes que as vezes são noticiados. O motoboy é um repórter privilegiado. E essa produção
rápida de notícia feita por quem sabe bem o que é urgência, tendo um veículo midiático ao alcance, certamente está produzindo um indicador muito interessante e revelador do que pode ser a cultura motoboy.

A Semana de Cultura Motoboy e o canal*Motoboy estão dando uma contribuição enorme para entendermos a vida dessa gente tão batalhadora quanto estigmatizada. A capacidade de articulação deste grupo tem produzido parcerias muito interessantes. A aproximação com o ISA vem possibilitando o engajamento do motoboy em questões ambientais urbanas das mais relevantes. Você sabia que um motoboy utiliza três litros de óleo em média por mês e uma vez utilizado
esse resíduo vai, na maioria dos casos, para o esgoto? Segundo o ISA cada litro de óleo contamina 1 milhão de litros de água. Você pode imaginar 900 mil litros de óleo contaminando a água? Por outro lado, o contato com a Ação Educativa está pautando a questão do letramento entre os motoboys e suas dificuldades de leitura e escrita. A Cidade do Conhecimento da USP está proporcionando capacitações em mídia digital. Ou seja, há um movimento em torno de um pequeno grupo de motoboys que pode produzir uma grande revolução na categoria.


Muitas outras iniciativas estão rolando e ainda dá tempo de tomar contato com o canal*Motoboy e participar de seu evento. Apareça nesse sábado no CCPC e você mudará seu conceito em relação ao motoboy.


Antonio Eleilson Leite
Para a Coluna Cultura Periférica do Caderno Brasil do Lê Monde Diplomatique
São Paulo, 15 de Maio de 2008

Serviço:
Agenda Cultural da periferia: www.acaoeducativa.org.br/agendadaperiferia
1ª Semana de Cultura Motoboy; De 12 a 17 de maio; Sábado 17, 15h oficinas: Teatro ( com Fernanda
Azevedo, Cia Kiwi de Teatro); Dramatização Poeta dos Motoboys; Grafite IZU 100% Favela; Meio Ambiente – César Pegoraro. As 19h Jam Session ( traga sua banda ) CCPC – Rua da Consolação 1901, grátis.

Leia as outras colunas de Eleilson Leite no Le Monde Diplomatique
http://nsae.acaoeducativa.org.br/portal - Ação Educativa Powered by Mambo Generated: 3 June, 2008, 00:00

 

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Maio 13, 2008

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Entre os dias 12 e 17, motoqueiros terão apresentações de cinema, música, artes plásticas e meio ambiente

da Redação - estadao.com.br

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SÃO PAULO - Na semana de 12 a 17 de maio ocorre a 1ª Semana de Cultura Motoboy em São Paulo, para divulgar as manifestações culturais dos profissionais que trabalham com motofrete na capital paulista. A iniciativa partiu de um grupo de trabalhadores que faz parte do site canal*Motoboy, com a intenção de criar um espaço de lazer aos motoqueiros.

 

Durante a semana a programação será dividida entre apresentações musicais, à noite, oficinas de teatro, cinema, artes plásticas e meio ambiente, além de uma exposição com as melhores fotos feitas pelos motoboys para o site.

 

Em parceria com o Sindicato dos Motoboys do Estado de São Paulo (Sindimotosp), a organização da semana pretende realizar uma mobilização para que os motoqueiros façam o Cadastramento de Motofrete da Prefeitura, através de um "pit-stop", das 10 às 17 horas, no local do evento.

 

O canal*Motoboy nasceu de uma experiência do artista espanhol Antoni Abad, que passou por São Paulo em 2007 e estimulou a criação de um grupo com 12 motoqueiros que, através de celulares com câmeras integradas, produzissem fotos, vídeos e entrevistas contando o dia-a-dia na capital paulista.

 

Local do evento:
Centro Cultural Popular da Consolação (CCPC)
Rua da Consolação, 1.901
De 12 a 17 de maio, das 18 às 22 horas

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Março 18, 2008

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Foto: canal*MOTOBOY

Após participarem de seguidos eventos culturais no Brasil, como Onda Cidadã, no Rio de Janeiro, Mov.Art, em Belo Horizonte, e Mobilefest em São Paulo, os representantes do canal*MOTOBOY, Eliezer Muniz dos Santos e Ronaldo Simão da Costa, participam agora do debate sobre democracia digital na Universidade de São Paulo. Segundo Massimo Di Felice, idealizador do evento e professor da (ECA/USP), uma nova forma de participação social está sendo viabilizada por meio de vídeos, blogs e sites, no Espaço Público Digital. Diz ele: "Ao usar as novas tecnologias digitais para produzir e multiplicar suas narrativas, o poder comunicativo de indígenas e jovens da periferia alcança esfera pública global", afirma.

 

Foto:canal*MOTOBOY

O 2º Seminário Mídias Nativas, que acontecerá entre 25 e 27 de março na Universidade de São Paulo (USP) e no Centro Cultural São Paulo, debate as novas tecnologias digitais e seus impactos na participação social. O evento de entrada gratuita é realizado pelo CEPOP-ATOPOS – Centro de Pesquisa da Opinião Pública em Contextos Digitais da ECA-Escola de Comunicações e Artes da USP, como o patrocínio da Petrobras e da Natura.

 

Foto canal*MOTOBOY

A Programação completa pode ser vista no site da CEPOP-ATOPOS :

http://grupoatopos.blogspot.com/2008/03/programao-2seminrio-mdias-nativas.html

 

Veja os videos após o encontro:

http://br.youtube.com/watch?v=WSbVi_z_Zw4

http://br.youtube.com/watch?v=3RI4MP5gB7Y&feature=related 

Palavras-chave: blogs, canal*MOTOBOY, celulares, Centro Cultural São Paulo, CEPOP-ATOPOS, DEMOCRACIA DIGITAL, Eliezer Muniz dos Santos, esfera pública, Espaço Público Digital, jornalismo colaborativo, MÍDIAS NATIVAS, Mobilefest, MOTOBOYS, Mov.Art, narrativas, Onda Cidadã, periferia

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Março 17, 2008

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Nesta tarde nebulosa de sábado em São Paulo, um grupo de motoboys saiu para fazer um roteiro um diferente do seu cotidiano  - eles sairam com celulares, com câmeras, ligados à Internet, para fotografar os mananciais na Região Metropolitana em São Paulo.

 

Foto:  canal*MOTOBOY

A iniciativa é o ponto de partida para o Lançamento do projeto "Expedição Fotografica de Olho nos Mananciais", da Campanha De Olho nos Mananciais do Instituto Socioambiental.

Este projeto tem parcerias com gente bacana como o pessoal do Estúdio Madalena, coletivo Fábrica Bijari, Fernando Sardo, com coordenação do fotógrafo Iatã Cannabrava, e os motoboys do canal*MOTOBOY, que fizeram as fotos do "preview", do Lançamento do projeto, dia 26/03 às 20hs na Choperia do Sesc Pompéia (grátis).

O Projeto tem a intensão de formar grupos organizados de fotógrafos amadores e profissionais para fotografar as Represas Guarapiranga e Billings, promovendo uma conscientização sobre a necessidade de preservação dos mananciais.

Palavras-chave: água, Billings, canal*MOTOBOY, celulares, cidadania, Fábrica Bijari, fotógrafos amadores, Guarapiranga, meio ambiente, motoboys

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Março 12, 2008

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Eva Mothci
Direto do Campus party em São Paulo

O professor Gilson Schwartz, diretor do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento, da USP, anunciou na Campus Party Brasil o início do projeto "Mobilidade e Cidadania 3.0". A iniciativa integra um estudo mais amplo que investiga os impactos sociais e econômicos do telefone celular na América Latina, e tem o financiamento da Fundação Telefónica. No Brasil, serão estudados os motoboys de São Paulo, e alguns deles, que já integram o projeto "Canal Motoboy" (www.zexe.net), foram, com suas máquinas, ao prédio da Bienal participar do lançamento.

"Queremos entender, dentro de um conhecimento científico, o que um motoboy com um celular pode fazer, conhecer melhor essa comunidade tão pulverizada, tão numerosa e tão móvel", diz Schwartz, coordenador da pesquisa no Brasil."Em São Paulo há tensões, mobilizações, quase uma guerra civil. Estamos num momento explosivo do conflito urbano e vamos ver, por meio dessa pesquisa empírica, de campo, como a universidade pode participar e ajudar nesse processo", explica.

Segundo o professor, a união da mobilidade física com a mobilidade do celular pode ser fomentadora de novos modelos de negócios e serviços inovadores que gerem renda e ajudem a transformar a imagem do motoboy para a cidade e para ele mesmo.

O estudo vai entrevistar o maior número possível de motoboys, e analisar casos específicos. Os resultados da pesquisa, integrados a outros projetos, serão publicados até o final do ano pela Fundação Telefónica.

Pesquisadores das universidades Southern California e Aberta da Catalunha, sob a coordenadação do sociólogo espanhol Manuel Castells - um dos principais pensadores da sociedade de informação - participam do projeto.

Portal Terra

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Reinaldo Marques/Terra
Presença dos motoboys e suas máquinas chama atenção no evento

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Janeiro 02, 2008

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Página real no YouTube
Canal no YouTube terá vídeos antigos e mais recentes
A rainha Elizabeth 2ª lançou seu próprio canal no website YouTube, onde vídeos são compartilhados.

Serão disponibilizados a tradicional mensagem de Natal da rainha aos britânicos e diversos vídeos sobre a Família Real.

A primeira transmissão natalina de Elizabeth 2ª na TV foi em 1957, quando ela expressou desejo de que o novo meio de comunicação tornaria sua mensagem mais pessoal e direta.

Agora ela dá um novo passo, usando YouTube, onde já há canais exclusivos do gabinete britânico e do presidente da França, Nicolas Sarkozy.

Elizabeth 2ª, de 81 anos, é a primeira monarca a obter seu próprio canal no YouTube.

Seus votos de boas festas deverão ser colocados no YouTube por volta das 15h GMT (13h, horário de Brasília), no dia 25, data do Natal.

Mas a competição pela atenção, especialmente da audiência jovem em todo o mundo, é intensa. Oito horas de vídeo são disponibilizadas no site a cada minuto, com imagens que vão de estrelas pop e celebridades a vídeos de cineastas amadores.

Palavras-chave: individual, internet, realeza

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