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novembro 02, 2012

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Postado por Helder Gonzales

La pregunta
Amor, una pregunta
te ha destrozado.
Yo he regresado a ti
desde la incertidumbre con espinas.
Te quiero recta como
la espada o el camino.
Pero te empeñas
en guardar un recodo
de sombra que no quiero.
Amor mío,
compréndeme,
te quiero toda,
de ojos a pies, a uñas,
por dentro,
toda la claridad, la que guardabas.
Soy yo, amor mío,
quien golpea tu puerta.
No es el fantasma, no es
el que antes se detuvo
en tu ventana.
Yo echo la puerta abajo:
yo entro en toda tu vida:
vengo a vivir en tu alma:
tú no puedes conmigo.
Tienes que abrir puerta a puerta,
tienes que obedecerme,
tienes que abrir los ojos
para que busque en ellos,
tienes que ver cómo ando
con pasos pesados
por todos los caminos
que, ciegos, me esperaban.
No me temas,
soy tuyo,
pero
no soy el pasajero ni el mendigo,
soy tu dueño,
el que tú esperabas,
y ahora entro
en tu vida,
para no salir más,
amor, amor, amor,
para quedarme.

Pablo Neruda

 

Palavras-chave: Amor, La pregunta, Neruda, Pablo Neruda, Poesia

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novembro 01, 2012

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Postado por Helder Gonzales

"Con el anhelo dirigido hacia ti
yo estaba sólo, en un rincón del café
cuando de pronto oí unas alas batir,
como si un peso comenzara a ceder,
se va,
se va,
se fue..." - Jorge Drexler

Às quintas à noite, ele fazia aula de tênis e ela, de teatro.

Namoro à distância, muito mais fácil hoje do que antigamente.

Imaginem vocês, quando o ápice do contato com o amado apartado era receber uma carta! Dizem que a carta tem seu charme especial, porque é como se ela carregasse certa energia consigo. Ter materialidade faz toda a diferença. Você sabe que aquele objeto esteve nas mãos de sua paixão antes de chegar às suas. É como se a carta fosse um pedacinho do outro que viajou para matar um pouco da saudade.

Mas eles não. São do tempo da conectividade. Das redes sociais. Do celular, do Whatsapp, do Facebook, das vídeo-chamadas. Falavam-se diariamente, mais do que isso, várias vezes ao dia.

A bolinha vermelha com um número sobre o ícone verde de um telefone dentro de um balão de diálogo - eis o alento dos namorados do século XXI. Quanto maior o número, mais reconfortante. Na correria do dia-a-dia, entre um compromisso e outro, basta puxar o telefone do bolso, baixar o olhar, deslizar a seta para direita e conferir se há mensagens não lidas. Se há, ufa, que alívio! Ela pensou em mim.

A aula dele começava às 20h30, a dela, às 19h. O intervalo dela era às 21h, mas a aula dele só acabava às 21h30. Isso era certeza de notificações no whatsapp nas noites de quinta.

Normalmente, se falavam antes de dormir. Ela se deitava mais cedo, pois tinha que despertar às 6h para não perder a hora da faculdade. Às 6h, ele ainda estava no quinto sono.

Desde que iniciaram o teatro e o tênis, o samba começara a atravessar. A aula dela acabava às 23h, mas ele ainda ficava pra jogar uma partida com o amigo e saiam pra jantar. Chegava em casa à meia noite. Acabavam não se ligando.

Ele praticando o backhand, o celular começa a tocar. Não dá pra parar aula, ainda mais porque é em dupla. O jeito é deixar tocar e retornar depois.

Findo o treino, cansado, se dirige ao banco na lateral da quadra. Em cima da capa amarela da raquete, a carteira, o celular e as chaves do carro. Três chamadas não atendidas. Namorada.

Estranho.

_ Babe, tudo bem? Tô no tênis. Vi que você me ligou.

_ Oi, tudo bem. É que estou no teatro, e o professor pediu pra eu fazer uma cena mais quente com um menino e eu não consegui. Travei, não sei. Nelson Rodrigues, sabe. E ele me agarrou e e... ah, não sei. Resolvi te ligar na hora. Depois pedi pra fazer a cena de novo, com outra pessoa. O professor falou que eu tinha que ser profissional, mas me senti estranha. Falei, "vou ligar logo pro namorado".

Ele sabia que ela tinha experiência no teatro, estava acostumada com essas situações.

Aliás, ainda quando acabara de conhecê-la, viu no Youtube o trailer de um filme dela. Cenas sensuais. Sentiu um calorzinho por dentro, ciúme mesmo. Se censurou. Era da profissão dela, oras. E, quer saber? Era legal! Quem não quer a gata da tela ao seu lado? Depois pediu para ver o filme todo com ela e se amarrou, não sentiu mais ciúme.

Mas dessa vez algo foi diferente e ela ligou para contar.

Ele soube imediatamente. Era questão de tempo. Nunca mais as coisas seriam as mesmas.

Pensou em Drexler. Se imaginou em um café uruguaio, de terno e camisa listrada, sem gravata, com o copo na mão, encostado na quina das paredes, ouvindo subitamente o rangir da marquise de madeira do mezanino, observando-a de longe, próxima ao balcão, com um colete de pele, de costas, voltada para a porta, de saída.

Lembrou do Rubem Alves: "Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que a qualquer momento ele pode voar".

Sentiu as asas dela querendo bater.

Desligou o telefone resignado. Apanhou a raquete. Coçou atrás da nuca suada e se dirigiu para a linha de base. Bateu a bolinha no chão. Fitou o amigo do outro lado da quadra.

_ Eu começo!

Respirou fundo, lançou a bola e bateu. Rede.

Soltou os braços, corrigiu a postura dos pés, lançou e bateu de novo.

Dupla falta.

***

"O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz" - Herbert Vianna


 

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outubro 29, 2012

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Postado por Helder Gonzales

Um vídeo demonstrando os novos captadores da minha guitarra antiga. Lindy Fralin Vintage Hot no braço, Dimarzio Area 67 no meio e Dimarzio Virtual Vintage Blues na ponte. Guita Tagima Strato de 1999. Amp Vox ACTV4. Um pequeno cubo de apenas 4W, mas que faz um belo barulho por ser valvulado. There it is:

Palavras-chave: ACTV4, amplificador, Area 67, Blues, brilhante, captadores, Dimarzio, Dire Straits, estralado, Fender, guitar., Guitarra, Jimmy Hendrix, John Frusciante, Lindy Fralin, magro, Mark Knopfler, Música, noiseless, Peal Jam, pickups, Red Hot Chili Peppers, som, Strat, Strato., Stratocaster, Tagima, The Doors, timbre, trocar, valvulado, Vintage Hot, Virtual Vintage, Vox

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outubro 24, 2012

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Postado por Neuci Bicov

 

CIAGRI CEDIR.bmp

O Cedir CIAGRI esta instalado no Campus de Piracicaba e atende, dentro das normas ambientais ao descarte, reuso e encaminhamento correto de resíduos de informática da Universidade e de pessoas físicas da região.

Implantando também a logistica reversa de materiais e insumos aos fabricantes conforme a Lei 12305/10.

A preocupação ambiental, o reuso e o encaminhamento corretos são a motivação da equipe do Cedir Ciagri que tem atuado em parceira com a unidade do Cedir SP.

Mais informações consulte o email: cedir@ciagri.usp.br
CENTRO DE INFORMÁTICA DO CAMPUS
Diretor do CIAGRI – Prof. Dr. Luiz Carlos Estraviz Rodriguez (lcer@usp.br)
ServInfor – Ana Claudia Camargo Ruffini (ana@ciagri.usp.br)
SecSupMan - Marcelo Zacarias da Silva (marcelo@ciagri.usp.br)
TécInfor - Marcio Martins do Amaral (marcio@ciagri.usp.br)

Este post é Domínio Público.

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outubro 23, 2012

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Postado por Helder Gonzales

Seguindo a onda de gravar minhas músicas antigas...

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Postado por Helder Gonzales

E aí vai outra musiquinha minha.

Palavras-chave: Helder Gonzales, Música, Olha pra mim

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outubro 20, 2012

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Postado por Helder Gonzales

Hoje o Brasil parou para assistir o útlimo capítulo de Avenida Brasil. Foi a maior audiencia da TV brasileira nesse ano, superando a final da Libertadores, entre Corinthians e Boca Juniors. Foi também o maior faturamento da história da tv latino-americana.

Há quem critique o interesse popular pelas novelas. Geralmente é o mesmo tipo que reclama da atenção dada ao futebol e que adora as frases feitas como: "um país de miseráveis, em época de eleições e de jugalmento do Mensalão, e as pessoas só querem saber da Carminha e do Flamengo, desisto". Confesso que acho esse argumento, além de ranzinza, um tanto elitista. 

A novela e o futebol fazem parte da nossa cultura, são manifestações de nossa brasilidade. A novela e o futebol, de alguma forma, materializam nossas paixões, nos humanizam, nos ajudam a lidar com a dureza da vida.

Sem falar que, no Brasil, a novela e o futebol aproximam cidadãos divididos pelo abismo social. Patrões e empregados assistem -- e comentam -- a novela e o jogo.

Apesar de não ser exatamente fã do formato -- acho que os quase 200 capítulos diários tornam o desenvolvimento do enredo lento e a produção muito cara -- valorizo a indústria brasileira de novelas.

As novelas são nosso equivalente à indústria do cinema e das séries dos EUA. Assim como o cinema e os seriados americanos, nossas novelas são exportadas e fazem grande sucesso, destacando-se das concorrentes estrangeiras pelo alto padrão de qualidade.

Além disso, a teledramaturgia brasileira representa mercado importante para nossos artistas -- atores, diretores, produtores, autores, entre tantos outros.

Muito bem, hoje a novela mais bem-sucedida dos últimos tempos chegou ao fim. Como sempre, muitos cliches. Casamento, gravidez, vilã na cadeia, o time do bairro campeão. Final feliz, justiça, catarse. E não é por isso que a gente assiste?

Muitos criticam o fim da novela porque inverossímel. Bom, só de haver um fim já seria suficiente para ser inverossímel acho eu. 

Na vida real não há final feliz. A vida simplesmente segue seu curso. Haverá, sim, casamentos e gravidez. A vida e a esperança sempre se renovam. Mas também haverá mortes e separações, e não há nada que possamos fazer a respeito. 

Buscamos na ficção uma maneira de lidar com nossas tragédias. Queremos que o bem prevaleça sobre o mal, que os justos sejam recompensados e os injustos punidos, que haja felicidade para mocinhos, e que a vida valha a pena. Mais que isso, queremos que haja sentido para a vida. 

No fundo, o que buscamos, no capítulo final da novela, é a redenção. Afinal, pelo menos no mundo inventado por nós, humanos, temos que encontrar as respostas que tantas vezes não encontramos na realidade. 

Redenção -- talvez seja esse o maior desejo da alma humana defrontada com a dureza e com a falta de sentido da vida. Redenção nem que seja depois da morte -- o que não pode é acabar sem um final justo!

Redenção. Não é essa a palavra-chave das maiores ficções que inventamos para nos ajudar a lidar com a vida e com a morte?

Palavras-chave: avenida brasil, futebol, novela, redenção

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outubro 18, 2012

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Postado por Neuci Bicov

DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA ECONOMIA VERDE

29, 30 e 31 outubro de 2012
Salão Nobre do Prédio Histórico da Faculdade de Direito da USP
Largo São Francisco, 95, São Paulo, SP

inscrições exclusivamente por email comunicacao@iee.usp.br
inscrições de teses exclusivamente por email comunicacao@iee.usp.br

SINOPSE DO EVENTO

O GEAMA - Grupo de Estudos Aplicados ao Meio Ambiente, do Departamento de Direito Civil da Faculdade de Direito da USP e o ILDA – Instituto Lusíada para o Direito do Ambiente, em parceria com as seguintes instituições: Escola Paulista da Magistratura, Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, Instituto O Direito por um Planeta Verde, Procuradoria Geral do Estado e APRODAB – Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil, promovem essa Jornada Internacional. O evento contará com pesquisadores europeus e brasileiros, que discutirão assuntos relevantes no que se refere à proteção do meio ambiente. Serão abordados os seguintes temas: Estratégias para resíduos sólidos; Cidades sustentáveis e seus desafios; Economia verde e seus mecanismos (abordagem dos tributos ambientais e pagamento por serviços ambientais); Mudanças climáticas e seus impactos nas atividades econômicas; Água e energia no contexto da economia verde; Mecanismos legais no contexto da economia verde: Responsabilidades penal e civil.



PROGRAMAÇÃO

29 outubro 2012

14h30-17h00 Sessão de Apresentação de Teses

Essa sessão está aberta para apresentação de trabalhos de pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento, desde que voltados para a proteção do meio ambiente. Basta atender aos critérios do edital publicado no site: www.iee.usp.br

30 outubro 2012

08h00 Cerimônia de Abertura
Eduardo Jorge, Secretário do Verde do Município de São Paulo
Carlos Alberto Dabus Maluf, Chefe do Departamento de Direito Civil da Faculdade de Direito da USP
Ricardo Leite Pinto, Vice-Presidente da Fundação Minerva de Ensino e Investigação Científica e Vice-Chanceler da Universidade Lusíada
Patrícia Iglecias, Coordenadora da Jornada e pesquisadora-líder do GEAMA
Branca Martins da Cruz, Presidente da Jornada e do ILDA
Ildo Luis Sauer, Diretor do IEE/USP
Armando Sérgio Prado de Toledo, Desembargador Diretor da Escola Paulista da Magistratura
Mariângela Sarrubo, Diretora do Centro de Estudos da Procuradoria Geral do Estado
Patrícia Werner, Diretora da Escola Superior da Procuradoria Geral do Estado
José Rubens Morato Leite, Vice-Presidente do Instituto O Direito por um Planeta Verde e pesquisador-líder do GPDA
Maria Inês Dolci, Diretora da PROTESTE
Maria Cecília Loschiavo, Coordenadora do Projeto Design e a Política Nacional de Resíduos Sólidos, CNPq


09h20-09h40 Conferência: Ministro Antonio Herman Benjamin (transmissão em vídeo)

09h40-10h00 intervalo do café

10h00-1200 Painel I – Estratégias para Resíduos Sólidos
Presidente: Maria Inês Dolci, PROTESTE
Debatedor: João Mucio Amado Mendes, GEAMA/USP

10h00 Resíduos sólidos e princípio do poluidor-pagador em Portugal
Alexandra Aragão, Universidade de Coimbra

10h20 O design como contribuição para a solução das questões atinentes aos resíduos sólidos
Maria Cecília Loschiavo, FAU/USP

10h40 Logística reversa e mecanismos no contexto brasileiro
Patrícia Iglecias, FD/USP

11h00 Resíduos sólidos sob uma nova ótica jurídica
Roberto Maia Filho, EPM

11h20 Responsabilidade por resíduos sólidos: o papel da Procuradoria do Estado
Daniel Smolentzov, Procuradoria do Estado/SP

11h40 Debates

12h00-14h00 intervalo do almoço

14h00-16h20 Painel II – Cidades Sustentáveis e seus Desafios
Presidente: Antonio Fernando Pinheiro Pedro, Pinheiro Pedro Advogados
Debatedor: Tasso Richetti Cipriano, GEAMA/USP

14h00 Planejamento urbano, polícia de edificações e sustentabilidade: aspectos jurídicos a serem considerados
Vanêsca Buzelato Prestes, Procuradoria do Município de Porto Alegre

14h20 Limitações urbanas ao direito de propriedade
Carlos Alberto Dabus Maluf, FD/USP

14h40 O caráter retórico da Lei 11.934/2009: limites de exposição humana a campos eletromagnéticos
Elza Boiteux, FD/USP

15h00 Gestão de resíduos nas cidades
Consuelo Yoshida, Desembargadora/TRF 3

15h20 O papel do Estado na viabilização de uma cidade sustentável
Vera Jucovsky, Desembargadora/TRF3

15h40 Mobilidade urbana
Guilherme Purvin, Procuradoria do Estado/SP

16h00 Debates

16h20-17h00 intervalo do café

17h00-19h00 Painel III – Economia Verde e seus Mecanismos
Presidente: Fernando Campos Scaff, FD/USP
Debatedoras: Aline Pacheco Pelucio, GEAMA/USP e Roberta Danelon Leonhardt, Machado Meyer Advogados

17h00 Tributos ambientais
Regina Helena Costa, PUC-SP

17h20 Pagamento por serviços ambientais
Ana Maria Nusdeo, FD/USP

17h40 Mecanismos tributários no contexto da economia verde
Heleno Taveira Torres, FD/USP

18h00 Publicidade e restrições no contexto da economia verde
Marcelo Gomes Sodré, Procuradoria do Estado/SP e PUC/SP

18h20 Pagamento por serviços ambientais na Costa Rica
Carlos Peralta, UFSC

18h40 Debates

19h00-22h00 Coquetel de Confraternização
Sala Visconde de São Leopoldo


31 outubro 2012

08h00-09h40 Painel IV – Mudanças Climáticas e seus Impactos nas Atividades Econômicas
Presidente: Antonio Carlos Morato, FD/USP
Debatedor: Maria Leonor Paes Cavalcanti Ferreira,
GPDA/UFSC e Carlos Silva Filho, ISWA

08h00 O plano português de adaptação às alterações climáticas
Antonio Sequeira Ribeiro, Universidade Lusíada e Adjunto do Secretário de Estado do Meio Ambiente de Portugal

08h20 Mudanças climáticas e adaptação
Sandra Cureau, Subprocuradora-Geral da República e Instituto O Direito por um Planeta Verde

08h40 Mudanças climáticas e organismos geneticamente modificados
Patryck Ayala, UFMT e Instituto O Direito por um Planeta Verde

09h00 Mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável
Solange Teles da Silva, Universidade Mackenzie e Instituto O Direito por um Planeta Verde

09h20 Debates

09h40-10h00 intervalo do café

10h00-11h00 Painel V – Água e Energia no Contexto da Economia Verde
Presidente: Flavia Trentini, FDRP/USP
Debatedor: Ana Carolina Corberi Famá, GEAMA/USP

10h00 Energias renováveis no contexto do desenvolvimento sustentável
Sonia Seger Mercedes, IEE/USP

10h20 Uma análise do “Programa Produtor de Água” no contexto da economia verde
Maria Luiza Machado Granziera, Universidade Católica de Santos

10h40 Água juridicamente sustentável
Clarissa D’Isep, PUC/SP

11h00 Preservação das águas subterrâneas
José Eduardo Lutti, Ministério Público/SP e Instituto O Direito por um Planeta Verde

11h20 Debates

11h40-1303 intervalo do almoço

13h30-15h20 Painel VI – Mecanismos Legais no Contexto da Economia Verde: Responsabilidade Penal
Presidente: Marcos Porta, Juiz ,TJ/SP
Debatedoras: Silvia Cappelli, MP/RS e Kamila Guimarães de Moraes, GPDA/UFSC

13h30 A responsabilidade penal da pessoa jurídica: crimes ambientais
Ruy Alberto Leme Cavalheiro, Desembargador, TJ/SP

13h50 A estrutura dogmática do direito fundamental ao ambiente
Ney de Barros Bello Filho, Juiz, TRF/MA

14h10 A estrutura do tipo penal ambiental
Gilberto Passos de Freitas Universidade Mackenzie e EPM

14h30 Compliance criminal na área ambiental
Helena Lobo da Costa, FD/USP

14h50 Lei 9.605/98 e o Novo Código Florestal do Brasil: reflexos criminais de composição e de reparação do dano nos crimes contra o meio ambiente
Eladio Lecey, Instituto O Direito por um Planeta Verde

15h10-15h40 intervalo do café

15h40-17h20 Painel VII – Mecanismos Legais no Contexto da Economia Verde: Responsabilidade Civil
Teresa Ancona Lopez, FD/USP
Debatedor: Manuel Prado Leitão, GEAMA/USP

15h40 Responsabilidade civil por danos ao meio ambiente no Direito português
Branca Martins da Cruz, Universidade Lusíada e UFSC

16h00 Responsabilidade civil por danos ao meio ambiente no Direito brasileiro
José Rubens Morato Leite, UFSC

16h20 Responsabilidade civil e o princípio da reparação integral do dano
Álvaro Luiz Valery Mirra, Juiz , TJ/SP

16h40 Responsabilidade civil por omissão do Poder Público
Annelise Steigleder, Ministério Público/RS

17h00 Responsabilidade do Município pela ocupação regular dos solos
Zélia Maria Antunes Alves, Desembargadora, TJ/SP

17h20 Debates

17h40 Encerramento com a participação de Antonio Magalhães Gomes Filho, Diretor da Faculdade de Direito da USP e Ricardo Leite Pinto, Vice-Presidente da Fundação Minerva de Ensino e Investigação Científica e Vice-Chanceler da Universidade Lusíada

18h30 Coquetel de Encerramento
Sala Visconde de São Leopoldo


Coordenação Geral do Evento: Patrícia Faga Iglecias Lemos, Universidade de São Paulo

Presidência do Evento: Branca Martins da Cruz, Universidade Lusíada

Realização:

• GEAMA – Grupo de Estudos Aplicados ao Meio Ambiente do Departamento de Direito Civil da Faculdade de Direito da USP
• ILDA – Instituto Lusíada para o Direito do Ambiente
• Centro de Estudos da Procuradoria Geral do Estado
• Escola Superior da Procuradoria Geral do Estado
• Escola Paulista de Magistratura
• Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP
• Instituto O Direito por um Planeta Verde
• APRODAB – Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil

Colaboradores:

• CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
• Comissão de Graduação da Faculdade de Direito da USP
• GEA – Grupo de Estudos de Direito Agrário do Departamento de Direito Civil da Faculdade de Direito da USP
• GPDA – Grupo de Pesquisa Direito Ambiental na Sociedade de Risco da Universidade Federal de Santa Catarina

Parceiros:

• Editora Atlas
• FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado
• PROTESTE
• Machado Meyer Advogados
• Viseu Advogados



SOBRE A APRESENTAÇÃO DE TESES

Até o dia 20 de outubro serão recebidas teses para a IX Jornada Luso-Brasileira de Direito do Ambiente. As teses deverão ser enviadas exclusivamente ao endereço eletrônico comunicacao@iee.usp.br , contendo, nome, e-mail e telefone do tesista. A tese deverá ser enviada em arquivo PDF. A confirmação de recebimento deve ser solicitada.

Temas
Serão aceitas teses que abordem os mais diversos aspectos da proteção ambiental, nas diversas áreas do conhecimento, que tenham relação com o Direito Ambiental.

Qualificação dos Tesistas
Poderão apresentar teses quaisquer interessados, desde que inscritos para a Jornada, incluindo-se estudantes e profissionais, mesmo que sem formação na área jurídica.

Padrões Técnicos.
• tamanho mínimo de 10 e máximo de 20 páginas
• tamanho do papel é A4, margens de 2 cm dos quatro lados
• espaçamento de um e meio
• tipo de letra Times New Roman 12
• citações no padrão ABNT no pé de cada página
• resumo em português da síntese da tese defendida

Defesa
A defesa de teses ocorrerá no dia 29 de outubro de 2012, das 14h30 às 17h, na Faculdade de Direito da USP (sala a ser definida). O tesista disporá de 10 minutos para apresentação, seguida de comentários da banca. Se necessário serão realizadas sessões simultâneas.

Publicação
As teses aprovadas poderão, a critério da Comissão Organizadora do Evento, ser posteriormente publicadas e/ou disponibilizadas no site do IEE/USP e na Revista do ILDA.

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Postado por Neuci Bicov


 

18 de outubro de 2012

 

 
 

Inscrições para submissão de trabalhos para o SIREE terminal dia 02 de novembro

 

     

 

-
Faltam 15 dias para o encerramento do prazo de submissão de artigos a serem apresentados no 3º Seminário Internacional sobre Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (SIREE 2013). O encontro será realizado pelo Porto Digital durante o mês de fevereiro do próximo ano. O prazo final para a submissão de artigos é o dia 2 de novembro.

As inscrições devem ser realizadas através do site do SIREE (
http://siree.portodigital.org). A próxima edição do SIREE contará com apresentação de artigos, cujo enfoque será a Inovação e a Sustentabilidade na gestão de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE).

O Porto Digital convida você para submeter o seu artigo. No site do SIREE você poderá encontrar todas as informações necessárias para inscrever o seu trabalho. Participe!

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outubro 16, 2012

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Postado por Fabiano Nunes

by Kalliope (http://www.flickr.com/photos/elly-tata/)

 

by dvanzuijlekom (http://www.flickr.com/photos/dvanzuijlekom/)

 

 

 

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Postado por Neuci Bicov

 

Lixo interessante

Refletir sobre a reciclagem para fabricar produtos em escala é uma alternativa para sair do lugar-comum ao abordar sustentabilidade

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A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no século 18, apresentou ao mundo uma nova forma de fabricar produtos. Em pouco tempo, o homem se tornou capaz de produzir mais do que o necessário para sobreviver e a publicidade foi o meio encontrado para ajudar a escoar o excedente, gerando novas demandas e contribuindo para estabelecer um modelo de sociedade altamente influenciado pelo consumo. Desde então, várias questões relacionadas a isso desafiam a inteligência humana. Que destino dar aos restos dos processos industriais? E às mercadorias descartadas depois que cumprem sua função?

"Os ciclos da natureza são processos de reciclagem constantes para manter o equilíbrio nos ecossistemas. Faz sentido, então, pensar que o homem pode se apropriar deles para conceber estratégias e viabilizar essa harmonia", diz Rosely Imbernon, docente do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza da Universidade de São Paulo (USP), campus Leste. Essa ideia tem impulsionado a pesquisa acadêmica e industrial para que o lixo seja usado como uma matéria-prima para gerar novos materiais, com mais qualidade ou preços melhores (conheça na ilustração acima alguns exemplos).

"Além de levar esse conhecimento à turma, é importante que o professor revele que essa é uma maneira de preservar vários recursos naturais", diz Paulo Sérgio Bedaque Sanches, autor de livros didáticos e professor universitário (leia a sequência didática).

Percebendo a utilização que materiais como esses em produções em escala, a turma compreende que reciclar é mais que usar vidros de molho de tomate como porta-caneta. É agregar valor a produtos tradicionais e criar novos, o que preserva a natureza, faz a economia crescer e a sociedade viver melhor.

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RECICLAGEM LEVADA A SÉRIO
1. Plásticos para fazer madeira: O material demora até 400 anos para se decompor, mas pode ser usado para fazer a madeira plástica, moldável e resistente a cupins, ajudando a controlar o desmatamento.
2. Entulho se transforma em tijolos: Geralmente, areia e outros restos de materiais são descartados em terrenos baldios, o que favorece a formação de focos de insetos. Tudo isso pode substituir a argila na fabricação de tijolos.
3. Fitas VHS compõem tecido: Se descartadas erroneamente, oferecem riscos, já que são altamente inflamáveis. Quando incorporadas ao algodão, dão origem a uma trama com brilho e textura diferenciados.
4. Cascas de arroz viram cimento: Queimadas a céu aberto, elas liberam sílica e CO2, que poluem o ar e causam males respiratórios. Usadas na fórmula do produto, dispensam o uso de quartzo e argila, recursos não renováveis.

Fontes: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Ffilho (UNESP), Universidade Anhembi Morumbi e Universidade Mogi das Cruzes (UMC).

A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no século 18, apresentou ao mundo uma nova forma de fabricar produtos. Em pouco tempo, o homem se tornou capaz de produzir mais do que o necessário para sobreviver e a publicidade foi o meio encontrado para ajudar a escoar o excedente, gerando novas demandas e contribuindo para estabelecer um modelo de sociedade altamente influenciado pelo consumo. Desde então, várias questões relacionadas a isso desafiam a inteligência humana. Que destino dar aos restos dos processos industriais? E às mercadorias descartadas depois que cumprem sua função?

"Os ciclos da natureza são processos de reciclagem constantes para manter o equilíbrio nos ecossistemas. Faz sentido, então, pensar que o homem pode se apropriar deles para conceber estratégias e viabilizar essa harmonia", diz Rosely Imbernon, docente do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza da Universidade de São Paulo (USP), campus Leste. Essa ideia tem impulsionado a pesquisa acadêmica e industrial para que o lixo seja usado como uma matéria-prima para gerar novos materiais, com mais qualidade ou preços melhores (conheça na ilustração acima alguns exemplos).

"Além de levar esse conhecimento à turma, é importante que o professor revele que essa é uma maneira de preservar vários recursos naturais", diz Paulo Sérgio Bedaque Sanches, autor de livros didáticos e professor universitário (leia a sequência didática).

Percebendo a utilização que materiais como esses em produções em escala, a turma compreende que reciclar é mais que usar vidros de molho de tomate como porta-caneta. É agregar valor a produtos tradicionais e criar novos, o que preserva a natureza, faz a economia crescer e a sociedade viver melhor.

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RECICLAGEM LEVADA A SÉRIO
1. Plásticos para fazer madeira: O material demora até 400 anos para se decompor, mas pode ser usado para fazer a madeira plástica, moldável e resistente a cupins, ajudando a controlar o desmatamento.
2. Entulho se transforma em tijolos: Geralmente, areia e outros restos de materiais são descartados em terrenos baldios, o que favorece a formação de focos de insetos. Tudo isso pode substituir a argila na fabricação de tijolos.
3. Fitas VHS compõem tecido: Se descartadas erroneamente, oferecem riscos, já que são altamente inflamáveis. Quando incorporadas ao algodão, dão origem a uma trama com brilho e textura diferenciados.
4. Cascas de arroz viram cimento: Queimadas a céu aberto, elas liberam sílica e CO2, que poluem o ar e causam males respiratórios. Usadas na fórmula do produto, dispensam o uso de quartzo e argila, recursos não renováveis.

Fontes: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Ffilho (UNESP), Universidade Anhembi Morumbi e Universidade Mogi das Cruzes (UMC).

 


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Postado por Neuci Bicov

16/10/2012 - 6h00

Brasileiro é o 10º que mais gasta com celular

HELTON SIMÕES GOMES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O brasileiro é um dos que gastam maior porcentagem da sua renda para usar celular, telefone fixo e banda larga, e as companhias que provêm esses serviços estão entre as que mais faturam.

Segundo dados compilados pela União Internacional das Telecomunicações (UIT) no relatório "Medindo a Sociedade de Informação", divulgado na semana passada, as empresas de telecomunicações brasileiras ocupam o quarto lugar na lista das maiores receitas (em dólar).

Funcionário da Vivo orienta cliente a jogar celular na parede
Análise: Impostos, e não empresas, fazem custo de telefonia ser alto no Brasil
Aplicativos colocam 9º dígito em agenda de smartphones

Ao mesmo tempo, em uma lista de 161 países, o Brasil é o 93º num ranking que posiciona os países segundo o peso das telecomunicações no bolso do consumidor: 4,1% da renda do consumidor brasileiro em 2011, pouco menos que em 2010 (4,7%).

Os cálculos incluem celular, telefone fixo e internet banda larga fixa.

No caso do Brasil, os dados usados são o preço máximo fornecido pelas empresas à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Segundo o relatório, o brasileiro é o 10º entre os que gastam maior percentual de sua renda para fazer ligações de celular: na média, 7,3%, mesmo número de 2010.

Como o dispêndio caiu em outros países, o Brasil subiu no ranking mesmo sem ter mudado seus dados de um ano para o outro. Ocupava a 16ª posição em 2010.

Já considerando o peso do telefone fixo na renda, de 2,9%, o país fica em 42º -em 2010, era 44º.

A situação muda quando o item considerado é a porcentagem da renda gasta com banda larga fixa: o Brasil é o 86º em termos de porcentagem comprometida, um peso menor que o de 2010, quando estava em 49º.

OPERADORAS

Para Eduardo Levy, do SindiTelebrasil (sindicato das operadoras de telefonia), o alto preço no Brasil é fruto da alta carga tributária, de 43%.

O consultor da Europraxis, Philip So, firma de análise de mercado, concorda, e inclui as taxas setoriais, impostas pelo governo, e as de interconexão (cobradas quando um cliente de uma operadora liga para um celular de outra).

Além disso, os consumidores de regiões mais povoadas acabam pagando o custo de ampliar a rede para áreas que, por não ser tão densas, não são tão rentáveis.

"Se a gente pensar num país deste tamanho que possui exigência de cobertura, com investimento muitas vezes de baixo retorno, é algo que não se paga sozinho. O resto da rede tem que cobrir esse investimento."

Já as receitas são grandes porque o Brasil é um país continental, segundo Levy.

Para ele, o faturamento decorre da grande base de clientes no Brasil. São mais de 257 milhões de linhas de celular e mais de 80 milhões de acesso à internet (fixo e móvel).

"O Brasil vai ter um preço maior do que os outros países? Provavelmente, sim. Mas, mesmo que nós fossemos um país barato, iríamos faturar muito também."

Outro ponto levantado por Levy é que os dados considerados pela UIT não representam a realidade dos preços brasileiros, pois as operadoras no Brasil costumam trabalhar com promoções, enquanto a entidade usou os valores máximos de tabela.

No mesmo relatório, a UIT classificou o Brasil como o segundo mais dinâmico em telecomunicações: ou seja, que consegue conciliar a ampliação da rede com a entrada de novos clientes no mercado de telecomunicações.

  Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress  
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outubro 07, 2012

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A hora H para São Paulo está próxima.

"Importantes intelectuais e artistas brasileiros receberam Fernando Haddad (PT) no dia 2 de outubro, para mostrar seu apoio ao candidato do PT na reta final do primeiro turno."

Palavras-chave: eleição, haddad, prefeitura

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outubro 06, 2012

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Postado por Helder Gonzales

Outra música. Essa de 2005-2006. Uma historinha trágica de amor. 

Faltava terminar a letra, então fiz um esfoço para concluí-la, agora.

Meio sambinha. Nada a ver com as coisas que eu escuto a maior parte do tempo, né? Pois é...

Gabriela

Palavras-chave: Gabriela, Gonzales, Helder, Música

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Postado por Helder Gonzales

Antigamente aparecia, aí no canto superior direito, uma foto minha e aquela breve auto-descrição, um costume dos blogueiros, para que os leitores, em um par de linhas, tenham ideia de quem é o autor do texto. 

Lia-se: "Internacionalista e diplomata, alma de músico. Compositor/blogueiro esporadicamente". 

Muito bem, realmente sou um blogueiro esporádico. Fico meses e meses sem postar nada. Mas, pelo menos, mantenho o blog desde 2008.

Aos poucos fui vencendo a vergonha de publicar meus textos. De saber que minhas palavras seriam lidas e julgadas por amigos e por desconhecidos.

Como eu disse já no primeiro texto que coloquei nesse espaço, me considero melhor crítico do que autor, por isso sempre desacreditei minhas tentativas de escrever/compor.

Se, por um lado, eu já não me importo de que leiam as coisas que escrevo, por outro, até hoje nunca dei a público nenhuma música. 

Alguns amigos ouviram algumas versões tímidas, mas a verdade é que pouca gente escutou as canções que me arrisquei a fazer.

Eis que hoje decidi romper o tabu. Afinal, um dia temos que começar. Quem não tenta não acerta. Não é mesmo?

Então, aí vai. Começando do começo. A primeira música que escrevi, lá por 2003/2004, aos meus 16-17 anos. Pois é, ela já tem quase 10 anos e eu nunca a havia registrado. 

Com voces, "Pressa".

 

 

 

 

 

Palavras-chave: blogueiro, compositor, Helder, Helder Gonzales, Música, Pressa

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setembro 24, 2012

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Gostaria de declarar o meu voto (e indicar essa possibilidade para quem ainda não tem candidato) para vereador no Nabil Bonduki. Ele é professor da FAU-USP e tem uma história de serviço público para mostrar. Confira:


http://www.nabil.org.br/

http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/eleicoes/vereadores/sp-sao_paulo-13633-3.shtml 

http://politica.estadao.com.br/eleicoes/candidatos/vereador-2012,sao-paulo,sp,nabil-bonduki,13633 

http://raquelrolnik.wordpress.com/2012/08/24/voce-conhece-nabil-bonduki-candidato-a-vereador-em-sao-paulo/ 

 

 

Palavras-chave: eleição, Nabil Bonduki, vereador

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setembro 19, 2012

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Postado por Neuci Bicov

Será uma realidade, ou iremos perder toda essa história, guardada por anos nas casas e institutos.

Muitas pessoas nos entregaram os equipamentos na confiança de que iríamos, como universidade, construir um espaço para mostra-los as pessoas e exemplificar como tudo o que é material, custa caro e rápidamente fica obsoleto...

Temos a esperança de, em breve, poder tornar pública toda essa história, hoje guardada no CEDIR.

 

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setembro 13, 2012

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setembro 12, 2012

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Postado por Sady Carlos

ORFEU DESCENDO AOS INFERNOS À PROCURA DE EURÍDICE SEMIÓTICA DISCURSIVA E PSICANÁLISE   -   SBPC/2012

                                                                           

                                                                                Sady Carlos de Souza Jr. 

INTRODUÇÃO:

Apresentaremos uma análise dos signos semióticos e psicanalíticos, como aproveitamento do que se nos apresenta hoje, Orfeu, a figura do mito grego, e conforme a visão romântica do séc. XVII, em C. Gluck (1714-87) em sua ópera Orfeu e Eurídice; ora no cinema, por exemplo, como o Orfeu Negro (1959), filme de Marcel Camus. A história resume-se na ida de Orfeu aos Infernos, para recuperar sua amada Eurídice que havia morrido, mas ainda com o consentimento de Hades, ele infringe a condição imposta para resgatá-la. Aproximamos elementos desta literatura e os expomos numa análise do discurso de conteúdo psicanalítico que se apresentam nas respectivas estruturas narrativas.

 

 

 

MÉTODOS:

Atualizamos alguns pontos da tensão dialética entre os metatermos no quadrado semiótico: Ser e Não-Ser, Parecer e Não-Parecer, ressaltando as variáveis dinâmicas entre as formas do fazer construtivo na aplicação do mito nas estruturas de expressão: operística, fílmica... Em sua Estrutura Profunda a dualidade entre a Razão e a Emoção (desejo), Vida e Morte, Descer e Subir, etc., há, além duma relação de dominação entre os metatermos. Aqui o sujeito retém o objeto de seus desejos que é descer às regiões inferiores dos infernos (circunvoluções da música na partitura e as escadarias espirais do filme) e convence Hades a entregá-la (rito do candomblé) e trazê-la de volta. O desejo de  Eurídice é o Programa Narrativo Principal que sustenta outros programas secundários.

 

 

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO:

Há duas dimensões paralelas no eixo paradigmático da construção narrativa: o da RAZÃO e o do DESEJO. Em seus vetores teóricos contrários observamos sua relação freudiana na concepção do EGO, e do ID.  Em Orfeu, a RAZÃO está para as regras a serem cumpridas e o DESEJO para a vontade que suplanta as mesmas regras. Então, o amor seria algo que suplantaria o “dominante” racional, na Cultura.  Descer aos Infernos (região dos mortos) é enfrentar todo o desconhecido instintivo, é descer ao misterioso inconsciente, como desejo e querer. Aí a força do Amor/ DESEJO, que freiam a RAZÃO, a lei.

 

 

 

CONCLUSÕES:

Orfeu seria o prazer sonoro da arte musical. O encantamento de um Ser sobre o Outro aqui está centralizado no som - percepção sensorial e sensual. Há neste mito fragrantes do afeto manipulador como poder de sedução. De modo que, depois de executar seu canto, todos atendem aos seus rogos de piedade. Entretanto, tudo parece esclarecer-nos a ambigüidade produzida a ponto de se tocar os extremos. Hades, inteligentemente, torna-se flexível e concede que Eurípedes possa sair do “Inferno” com a condição de que, ao retornar em seu caminho, Orfeu não olhe para trás.  Mas este conhecimento da condição exigida para trazer Eurípedes à Vida é suplantado pelo desejo ardente de voltar-se e ver a amada. E Orfeu não resiste se volta para trás. É o Desejo sobredeterminando a Razão. Portanto Hades deixou Orfeu ser vítima da sua própria sedução. Sempre a Cultura subordinada à Natureza.

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setembro 03, 2012

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“A NOIVA ESTAVA DE PRETO”, UMA ANÁLISE SEMIÓTICA EM TRUFFAUT

Autor: Sady Carlos de Souza Jr.

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INTRODUÇÃO

Objetivamos traçar algumas linhas semióticas na análise de um curioso filme de efeitos contrastantes no seu percurso narrativo. O filme “A Noiva Estava de Preto” (La marieé était em noir), de produção franco italiana, em 35 mm, foi dirigido por François Truffaut em 1968 e teve por elenco Jeanne Moreau, Michael Bouquet, entre outros. O filme relata que após tentativa de suicídio a viúva Julie Kohler persegue cinco homens que assassinaram seu marido nas escadarias da igreja, após concluída a cerimônia de casamento. Neste sentido, película “A Noiva Estava de Preto” pode ser compreendida, metalinguisticamente, como uma história de “viúva negra”: consiste na investida de um actante feminino contra a vida de actantes masculinos, tal qual o aracnídeo de mesmo nome, que devora o macho durante o acasalamento. O casamento é um ritual social em que um casal se une e se apega um ao outro, psicologicamente. O apego simples de um ao outro do casal tornar-se-á uma propriedade privada em comum e legal. É em busca de vingança desta perda, que motiva a personagem homicida da narrativa, e a move, por conseguinte, à ação do programa narrativo do filme.

 

METODOLOGIA

Utilizaremos nesta análise o modelo dos termos contrários do quadro da estrutura greimasiana começando por avaliar o próprio nome do filme. Ao espectador a personagem da noiva “de preto” causaria certo impacto, primeiramente pela cor que se esperaria branco. O “preto” adverte semas morais contraditórios ao “branco”, ou seja, enquanto o “branco” atualiza os símbolos da pureza, inocência e o bem; do preto, viria elementos escuros: o mal, o medo, o crime e a morte. Readquirindo forças, a Noiva Julie ferida assume o dever fazer justiça por si mesma através da Pena de Talião = “olho por olho, dente por dente”. A ideia fixa da morte como objetivo a ser alcançado primeiramente como suicídio, se transmuda em vingança homicida, e torna-se uma obsessão doentia que desencadeará os assassinatos para consumação psíquica da transferência. A relação dos metatermos lingüísticos do Ser/Não Ser passam à estrutura narrativa dos contrários de Vida/Morte, tal como esta “noiva de branco” (esperança) é contrário de “noiva de preto” (desesperança). A “noiva estava de preto” é, portanto, a negação da noiva de branco, porém o título do filme representa a fixação semântica da posse do “ser noiva” durante todo o filme, apesar dela vestir preto apenas no final.

 

RESULTADOS

O ideal de um casamento, como um momento religioso faz parte das esperanças femininas de constituição da família, da continuação da vida. Assim, o casamento, como uma união social entre um homem e uma mulher, significa, semioticamente, uma conjunção com a realidade, enquanto que a morte ou assassinato, seria o oposto, uma disjunção da mesma. Esta relação de contrários justifica a perturbação psicológica que a protagonista apresenta a ponto de podermos unir o casamento “de branco” do início com o funeral “de preto” do final do filme. O filme de Truffaut concebe uma narrativa fechada idealmente a fim de que todos tenham idêntico fim - sejam penalizados igualmente. Por isso Julie, depois, mesmo encarcerada, consegue a morte da sua última vítima. Para esta arquitetura estética entabular um crime perfeito, deveria haver uma consciência de atos de ambos os lados. Entretanto, em outra análise esta narrativa parece se contradizer entendendo a morte inicial do Noivo como mero acidente. O parecer “fechamento” estético da narrativa abre-se novamente quando descobrimos a trama contraditória, já que o primeiro homicídio casual ou desmotivado evolveu para nenhum dos personagens saber de imediato sobre sua morte. É a mesma trama do destino humano, retratado pelas tragédias gregas.

 

CONCLUSÃO

O metatermo “Não Ser” da Morte/Tanatos, está psicanaliticamente metamorfoseado no assédio da viúva às suas vítimas. Primeiro ela retém as suas vítimas através do engano e da empatia: um “parecer” Amor (acasalamento), para desencadear, depois, o seu contrário (a morte).

Assim, o percurso narrativo fílmico que trouxe a disjunção da Noiva Julie de seu Noivo (assassinado), repercutirá também na disjunção dos “assassinos” da sua mente delirante. Inconscientemente, é o fim do apego à propriedade privada ao Noivo e dos objetos da Vida. É o fim do desejo freudiano.

A efemeridade do Noivo, do bem, é o da justiça. Neste sentido, Truffaut faz o idealismo estético da preconcebida justiça natural se transformar exatamente num existencialismo sartreano, - não há uma verdade ou justiça absoluta para se defender, para se argumentar, pois tudo remete a uma ação fragmentária e particular .

Palavras-chave: ANÁLISE SEMIÓTICA, NOIVA DE PRETO, TRUFFAUT

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