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Novembro 14, 2011

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Por: Pablo Ortellado

A detenção de três estudantes da Faculdade de Filosofia da USP que fumavam maconha gerou protestos que terminaram num conflito com a polícia militar e a subsequente ocupação da administração da faculdade e do prédio da reitoria. Esse episódio soma-se a outros ocorridos nos últimos anos que envolveram piquetes, a ocupação de prédios administrativos e a atuação repressiva da polícia militar. Em todos os casos, um acalorado debate opôs defensores da atuação (mais ou menos rigorosa) da polícia e defensores da autonomia universitária (que limitaria ou impediria a atuação policial no campus). Acredito, no entanto, que os termos do debate estão mal-colocados e a questão de fundo relevante, completamente ausente.

liberdades individuais

O primeiro mal-entendido a desfazer é que não há objeção, que eu conheça, à atuação limitada e específica da polícia para reprimir crimes comuns, como assaltos a banco. Tanto não há objeção que antes do recente convênio firmado entre a reitoria e a polícia militar, ela já atuava nesses casos, sem que tivesse surgido qualquer tipo de protesto.

Todo problema começa quando ela começa a atuar de maneira abusiva no cotidiano deste espaço que é o lugar por excelência da liberdade de expressão e discussão. Para que essa alegação não pareça abstrata, gostaria de dar dois depoimentos e fazer referência a um terceiro. Os meus dois depoimentos são do ano 2006, quando a administração da minha unidade (a Escola de Artes, Ciências e Humanidades) decidiu instalar um posto da PM dentro do campus. Naqueles meses que se seguiram à decisão, testemunhei dois episódios que ilustram o despreparo da força policial para atuar no ambiente universitário (na verdade, demonstram seu despreparo para atuar numa sociedade democrática).

O primeiro, aconteceu com um estudante do meu curso, negro. No final da aula, ele saiu para o estacionamento e notou que tinha esquecido o celular. Quando voltou para a sala para buscá-lo foi abordado por um policial. Ele se identificou, apresentando a carteira de estudante e explicou que voltava para buscar o celular. O policial considerou-o suspeito porque caminhava no sentido contrário dos outros estudantes (e talvez também porque era negro e estava na USP) e, por isso, foi submetido a uma vexatória revista na frente dos colegas. O segundo fato, foi a ação de uma policial feminina que deteve duas estudantes homossexuais que se beijavam na hora do intervalo por "atentado ao pudor". Note que esses são episódios testemunhados por um só professor, num período de poucos meses, pois, com a repercussão destes e outros casos, o posto da PM foi transferido para fora do campus. O que acontecerá com a presença massiva de policiais com esse tipo formação atuando de maneira permanente? Uma amostra do que está por vir aparece nos relatos de estudantes da Faculdade de Filosofia que reclamam de operações nas quais se abordam e revistam dezenas de estudantes que entram ou saem do prédio para ir às aulas.

É esse tipo de atuação da polícia, abusiva e lesiva de direitos que gera protestos. Não faz qualquer sentido discutir a atuação da PM no campus universitário fora deste tipo de caso. A polícia nunca foi impedida de agir no campus para coibir crimes comuns. O que havia, era um acordo para que a proteção do patrimônio fosse feita predominantemente pela guarda universitária e que a polícia não atuasse ostensivamente, por exemplo, fazendo abordagens individuais não motivadas por fatos concretos. Foi essa acordada limitação da atuação policial que se reviu, a pedido do reitor, após a comoção gerada pelo morte de um estudante durante um roubo de veículo.

liberdades políticas

Mas o elemento importante, ausente no debate, é a ameaça de uso da força policial para reprimir o movimento estudantil e o movimento sindical. Permitam-me uma breve digressão para argumentar como as duas coisas se juntam.

Maquiavel, teórico da política, defendia numa obra famosa (os Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio) que a causa da intensa e fratricida violência política da cidade de Florença era a não institucionalização dos seus conflitos. Em Florença, dizia Maquiavel, cada partido (os guelfos e os gibelinos, os negros e os brancos, os nobres e o povo) consolidava a vitória com a expulsão do partido adversário da vida política da cidade - de maneira que só restava ao grupo derrotado atuar de fora do jogo político estabelecido, preparando um golpe de estado. O resultado era uma vida política violenta e sanguinária, sem estabilidade política e sem paz interna.

Guardadas as grandes diferenças de contexto histórico, essa é uma excelente explicação para a conturbada vida política da Universidade de São Paulo. Ao contrário das outras grandes universidades públicas, como a Unicamp ou as federais do Rio, Minas e Rio Grande do Sul, a gestão da USP é incrivelmente não democrática, o que, com os anos, empurrou todos os setores não alinhados com o grupo no poder para ação extra-institucional - simplesmente por falta de opção. As eleições para reitor na USP são definidas por um colegiado de apenas cem pessoas - dessas, há um representante dos professores doutores (que compõem a maioria dos docentes), quatorze representantes dos estudantes e apenas três dos funcionários. Os demais são representantes dos órgãos de direção que, com poucas exceções, se autoperpetuam no poder. Todas as comissões estatutárias são compostas pelas mesmas vinte ou trinta pessoas que se alternam nas diferentes funções há pelo menos duas décadas. É um jogo marcado, viciado e sem qualquer espaço para que a comunidade de oitenta mil alunos, quinze mil funcionários e cinco mil professores consiga se manifestar ou influir efetivamente nas decisões. Essa forma institucional excludente e arcaica empurrou as forças políticas para atuar por meio de greves, piquetes e ocupações de prédios, já que simplesmente não têm outra maneira efetiva de atuar.

Para complicar ainda mais a situação, nem mesmo esses injustos procedimentos de eleição de reitor foram honrados, já que na última eleição o governador escolheu o segundo colocado na lista tríplice. E esse segundo colocado, o reitor João Grandino Rodas, tem tido uma gestão fortemente confrontativa, impondo decisões injustas e ameaçando a dissidência com o uso de força policial. Quando ainda era apenas diretor da Faculdade de Direito, o atual reitor usou a força policial para expulsar o MST do prédio da faculdade e, noutra ocasião, fechou o prédio e suspendeu as aulas para impedir que uma passeata de estudantes entrasse no edifício. Ele também foi o principal articulador da entrada da polícia no campus para desocupar a reitoria em 2009, o que resultou numa abusiva ação policial que feriu professores e estudantes. Pois é exatamente este reitor que está agora autorizando a atuação ilimitada da polícia no campus o que, dado o seu histórico, não pode deixar de ser visto como uma ameaça do uso deste contingente para reprimir as únicas formas efetivas de atuação política do movimento estudantil e dos sindicatos.

A atuação da polícia no campus da USP não é um problema sobre como adequadamente combater crimes comuns - é um problema sobre liberdades individuais e sobre a organização política da instituição. A única solução para a conturbada vida política da universidade é a democracia. O resto é apenas cortina de fumaça.

Pablo Ortellado

Possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1998) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2003). É professor doutor do curso de Gestão de Políticas Públicas e orientador no programa de pós-graduação em Estudos Culturais da Universidade de São Paulo. É coordenador do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai). Atualmente, desenvolve pesquisa sobre direitos autorais e políticas para o acesso à informação.

Palavras-chave: noticia, opinião

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Outubro 09, 2011

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MINHA @PINIÃ@

Vou lhes dizer o que penso;
Um cara que passou a vida inteira tentando ganhar mais dinheiro, não tem muito o que me dizer sobre outras perspectivas dela. Afinal sua especialidade não pode ser outra que não essa a qual se entregou de corpo e Alma. E como eu não tenho interesse algum de viver por esse modelo o Steve pode ser o Papa de outros e naquilo que lhes afeta mais diretamente que envolve fazer grana. Para mim não serve...
Com relação a contribuição dele para humanidade; pela primeira vez, sob outro olhar, farei minhas as palavras do apresentador na Globo News que, num desses Jornais Comerciais, ao exaltar o morto, disse:

"O Grande legado de Steve Jobs foi multiplicar em muitas vezes o faturamento da Apple que atualmente é uma das Gigantes do Setor".

Grandes e Sabias palavras...

Como a humanidade não recebe um centavo da Apple, pelo contrário, paga caro... Eu diria que nada temos a agradecer e nem devemos nos entregar a exaltar o defunto, visto que, conforme a vontade dele  vivo, foi muito bem pago.

Steve certamente atrasou o desenvolvimento da tecnologia da informação, quando preferiu, para ganhar dinheiro,  administrar sistema fechado em si mesmo. Ele certamente usou de todo o conhecimento de abnegados, verdadeiros heróis, que desenvolvem a rede compartilhando suas descobertas e nada devolveu para esta sociedade, a não ser uma conta para pagar e um no acess.

Nesse contexto, podemos dizer que ele sempre tratou a humanidade como freguesa, portanto, só deveria memso agradecê-lo quem tinha alguma pendura em seu estabelecimento comercial, tal qual quando morre o dono da unica padaria do bairro.
O mais engraçado é que ele não cursou faculdade, mas a maioria que o quer venerar como "Jênio" é da mesma laia que ainda hoje, rebaixa o Doutor Honoris Causa Inacio Lula da Silva, agora também em espanhol, alem de Portugues e Frances, porque ele não tem diploma universitario.

Por mais que se esforce a hipocrisia do Mercado não tem competência para criar Mitos. O marketing só produz Moda. Não tenho dúvida: Steve será esquecido como outros grandes modelos criados pelo mercado, que sempre tenta dar-lhes uma aura Genial de grandes colaboradores para o progresso da Humanidade, mas que em essencia sempre foram apenas meros comerciantes competentes, sem outras capacidades mais interessantes.

Santos Dumont entregou todas as suas patentes para Humanida. Segundo ele; sua pequena contribuição.
Salve Santos Dumont!
EM TEMPO:
Presto justa Homenagem ao engenheiro químico cearense Expedito Parente, reconhecido como ''Pai do biodiesel''. Ele faleceu no mesmo dia em que Steve passou desta para melhor e não recebeu nem a ponta do beicinho que Wilham Bonner fez ao anunciar a tão declamada Morte do Pai da Apple.
Parente era professor na Universidade Federal do Ceará (UFC), tinha 70 anos e descobriu o biodiesel a partir do óleo de algodão. Em 1980, registrou a primeira patente mundial do biodiesel. Hoje esta patente é de domínio público.

Palavras-chave: Opinião, Steve Jobs

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Agosto 09, 2011

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 Recebi o E_mail e dei uma burilada

A repórter empenhada em preparar as comemorações comovidas para os dez anos da queda das Torres, perguntou ao cinquentão onde ele estava no trágico 11 de setembro.

Sem pestanejar o homem respondeu: - A gente tinha acabado de bater uma bola e estava tomando uma cerva super gelada. Ai veio triste noticia... No começo não entendi nada, mas, anos depois, mais maduro, eu vi a atrocidade que haviam cometido e cheguei a chorar num misto de dor e revolta, pensando no sofrimento de um povo que só queria ser feliz e que, por interesses mesquinhos de alguns patifes radicais, foi covardemente atacado...
A jornalista ficou muito empolgada com a resposta, visto que a mesma caía como uma luva aos interesses da emissora. O pessoal da estação de Radio havia sido muito claro nesse aspecto; queria comover os ouvintes com relatos emocionados sobre o famoso Onze de Setembro, o september eleven, como eles costumavam se referir ao evento, copiando os americanos. Para tanto, a moça deveria escolher a dedo a boa gente do povo, como era o caso daquele entrevistado e, dessa forma, criar certa empatia com a audiencia para colaborar em induzir os brasileiros a cerrar fileiras contra o Terrorismo Internacional e,principalmente, contra o Islã.
Então, tudo corria bem quando a repórter curiosa resolveu alongar a conversa e, com ar de desconfiada, atirou uma pergunta buscando entender uma estranha minúcia na estória do homem que, aliás, já dava impressão de estar segurando as lagrimas para não chorar em sua frente: - O Senhor me desculpe, mas é que não pude deixar de notar que o Senhor, no meio da estória, comentou que ANOS MAIS TARDE, depois do acontecimento, o Senhor, MAIS MADURO, entendeu melhor o fato... Como assim, mais Maduro? Afinal, quando aconteceu a tragédia o Senhor já não era tão jovem assim, não é?

- Eu tinha treze anos, moça!


- Como assim? O Senhor deve estar com uns cinqüenta agora... Como teria treze na época...


- Claro, que tinha treze anos. Era 11 de setembro de 1973 e nosso camarada, Salvador Allende, presidente legitimamente eleito do Chile, foi morto por tropas golpistas com apoio dos facínoras Norte americanos... Eu tinha treze anos e só anos mais tarde pude compreender a brutalidade do evento e de como ele afetou negativamente o Brasil e de como todos sofremos nas mãos dos EUA. E foi por isso que me engajei na luta pela redemocratização do Brasil. Sim. Nós lutamos como heróis e não arredamos o pé até conquistarmos nossa soberania novamente. Primeiro a anistia, depois o direito de votar e depois, por meio de um extraordinário torneiro mecânico, restabelecemos a dignidade de nosso povo! Proclamou o homem visivelmente emocionado e na seqüência arrematou:

- Felizmente voce é nova e viveu toda sua vida bem distante do jugo norte americano, longe do sofrimento que afegãos e iraquianos atualmente estão submetidos. Vivendo sem direitos, acompanhando todas as atrocidades cometidas por estes maníacos belicistas que invadiram seus países. Graças a Deus voce não conhece essa dor, senão certamente entenderia porque alguém que perdeu tudo se revolta e comete atos de rebeldia contra os EUA. Gente que perdeu toda família e entes queridos, metralhados por um bando armado ate os dentes, que pensa estar brincando com um vídeo game, enquanto promove a carnificina de crianças e mulheres desarmadas.

- Sorte sua não é?...

A Repórter visivelmente constrangida fez silêncio. Contudo, por derradeiro, ainda tentou uma ultima opinião, na esperança de conseguir fazer uma montagem com as palavras do cidadão:

- Mas eu estava falando do Onze de Setembro, ElevenSet,sabe? A queda das Torres... Compreende?

Nesse momento o homem fez uma cara simpática e rindo-se de si mesmo respondeu:

- Ah! O Onze de Setembro... Sim! Agora entendi... Claro! Claro! Opa! Eu me lembro muito bem onde estava quando as Torres caíram... Claro!

A Jornalista ficou tão entusiasmada que o questionou novamente:

- Então?... Onde o Senhor estava afinal? Onde o senhor estava quando as Torres caíram?

- Bem... A gente tinha acabado de bater uma bola e estava tomando uma cerva super gelada. Ai veio noticia... No começo não entendi nada, mas depois, mais atento, eu percebi o sucesso da ação que haviam empreendido contra o império facínora e nós começamos comemorar... A bebedeira invadiu noite adentro... Foi fantástico!

 "Ao focar a destruição do imperialismo, há que identificar a sua cabeça, que outra coisa não é senão os Estados Unidos da América do Norte."

ERNESTO CHE GUEVARA

 

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Maio 19, 2011

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Alguns poderiam dizer que uma bala matou nosso colega. 

Outros logo apontarão para o bandido. Ele é o culpado! Esta resolvida a Questão! Será?

E a segurança do Campus? A policia? Todos poderiam ter evitado o lamentável incidente. Tem certeza?

Chamemos o exército para dentro do Campus e mundo estara resolvido. Pois assim, nem a bala e nem o bandido se aproximarão de cidadãos de bem, como os especiais habitantes no espaço USP. Eles, os fascinoras, irão matar outros cidadãos de outros espaços, onde ainda os exercitos não chegaram.

Sim. É mais facil e mais asséptico entregar a um objeto, pernicioso, como é o caso do projétil assassino que existe somente para ferir pessoas, a culpa pela nossa derrota como civilização. É mais tranquilo deixar por conta da impessoalidade das instituições a responsabilidade de construir esse mundo novo, do seculo XXI, do futuro.

Mas uma Bala é uma construção humana. Ela só existe e só se move assassina submetida a vontade do homem. E o Homem é fruto de seu meio. O homem não é uma instituição fria e sem identidade. E o meio somos todos nós com nossas identidades, com nossos afetos, com nossos laços humanos.

E o meio atualmente é indiferente ao homem, a sua identidade e ao destino da bala.

É verdade. Há a indiferença nossa ante uma sociedade cada vez mais atrasada e violenta.

Nós estamos sempre ocupados quando se tratar de ações solidárias, quando nos chamam a participar do mundo na posição de elementos responsáveis pelos destinos da humanidade. Nós nunca podemos nos juntar a uma boa causa porque estamos sempre envolvidos com uma porção de tarefas, cujos resultados jamais garantirão a erradicação de tolices como a que matou nosso companheiro.

E assim, guardados pela inercia de nossas rotinas vazias, nós vamos assistindo ao mundo caminhando na contramão do que deve ser qualquer criação do homem, enquanto Ser dotado de inteligencia.

E as coisas inanimadas e sem identidade ganham responsablbilidades que no fundo são nossas.

Porque o homem é único ser capaz de construir uma sociedade livre, igual, justa e fraterna. Há quem duvide disso e chegue as raias do absurdo ao citar que tal assertiva não passa de uma aspiração piegas. Mas estes ainda estão no estagio dos animais irracionais e não entendem nada da razão.

Cada vez que um Ser Humano perde a vida tolamente, somos todos nós quem morremos como entes civilizados e portanto, nós devemos assumir nossas reponsabilidades entendendo que estamos falhando na construção dessa sociedade humana.

Sim. É somente por esse motivo que estamos pagando esse preço tão alto, absurdo, impensável, a perda de vidas por nada.

Alguns podem estar dispostos a movimentar-se somente porque temem o amanhã; ser o proximo da lista. Não, não pode ser assim... Nós devemos fazer algo tendo consciencia de que todos nós já fomos atingidos e já morremos junto com o nosso colega.

Não precisamos mais debater a velha questão existencial que assombrou o século XX: Por quem o sinos dobram?...

Nós já sabemos a resposta.

Agora precisamos dar pelo menos um minuto para cuidar de nós mesmos...

FAÇA UM MINUTO DE SILENCIO E PENSE QUE SEU IRMÃO, FELIPE RAMOS DE PAIVA, JOVEM, ESTUDANTE DE 24 ANOS, FOI MORTO NUMA QUARTA FEIRA, NO ESTACIONAMENTO DA FACULDADE DE ECONOMIA E ADMINISTRAÇÃO DA USP, POR ABSOLUTAMENTE NADA ALÉM DO QUE PODERIAMOS CONSTRUIR SE POR UM MINUTO NÓS TODOS NOS TIVESSEMOS COMO VERDADEIROS IRMÃOS.

Palavras-chave: Opinião

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Abril 11, 2011

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Aldeia Global
Marshall McLuhan pregava em sua Aldeia Global que chegaria um tempo quando todos os Homens da Terra teriam sua grande chance de se tornarem celebridades. Ele dizia que isso aconteceria a cada pessoa por um tempo limitado, mas, garantia que cada ser humano, devido a evolução do processo de comunicação, logo poderia falar com milhões de outros seres humanos e assim tornar-se, por alguns breves minutos, famoso tal qual seu idolo. Parece que o velho Mac estava afiado e não perdeu detalhe algum do que lhe revelou sua bola de cristal ou daquilo que seus estudos deduziram com precisão.

O fato é que atualmente gente vai e gente vem nesse troca troca de personalidades que transitam por todos os meios de comunicação avidos por fazer sucesso. (Olha eu aqui!).

Há algum tempo tenho essa visão de que, como tudo que afeta o homem o faz tanto para o bem como para o mal, nesse caso tambem, ou seja, essa facilidade de se expor atraves da midia, atinge em cheio a alma dos cidadãos do planeta. E o faz violentamente...

No entanto, por razões óbvias, não vamos assistir tal assunto sendo tema de debate no proprio espaço de origem do mal, nesse espaço amaldiçoado, que é a midia. É como se um Partido Politico transmitisse em seu programa eleitoral os defeitos de sua ideologia. Nem pensar...

Mas, vejo buscarem desviar a atenção do que adviria dessa prejudicial utilização da Midia tentando impingir a seus males outras causas ou efeitos. O que seria a Bulemia senão uma vontade de se parecer com o padrão imposto pela midia?

Quantos e quantos filmes nós não assistimos de crianças diferentes que são humilhadas por seus colegas de escola? Claro, depois elas dão a volta por cima no final da pelicula, mas a mensagem é: Pode ir para cima, se fulano não consegue se recuperar é porque é Loser mesmo. E eles batizaram de Booling e fazem debate para ver como a escola deve lidar com isso, contudo nunca hegam em acordo de como eles proprios promovem essa atitude. E vira e mexe mostram crianças que gravam suas violencias para mostrar para o mundo.

Voces já perceberam que as Negras descoladas dos filmes americanos são gordas?

Não. Não me venham com aquela estoria sobre a ideia de que tais produções estão reproduzindo a realidade, porque senão, minha gente, novela brasileira teria muito mais bundão, pele negra ou pelo menos morena jambo (como muita gente gosta de se definir), samba, futebol e caipirinha.

A verdade é que a VIDA imita a ARTE.

O que vejo é o seguinte: O que restou ao mediocre para aparecer? Veja os meios ele tem... Um celeular já é o suficiente para preparar o conteudo e se apresentar ao mundo. O mundo ele tem... Há um espaço virtual e democratico que o expõe a milhões de olhos e ouvidos. Resta o Conteudo e nesse momento aquele desprovido de inteligencia e talento se ve diminuido...

Uma maneira de compensar é decorar a biblia ou qualquer livro santo e dar opinião sobre o mundo. Porém, tal tarefa exige certo grau de inteligencia e quando me refiro a inteligencia o faço num conceito amplo, por isso essa saída também restringe uma serie de pessoas interessadas em mostrar sua falata de talento.

Por esse caminho inventaram o Rap, Hippy Hop, que tem qualidades, mas que permite ao fulano que não sabe tocar, não sabe cantar, não sabe ler, não sabe falar e geralmente é feio pra dedéo, fazer umas mimicas com os dedos em forma de arma e receber aplausos.

Todavia, há aqueles mais desprovidos de capacidades ainda, que nem ao subterfugio da pseudo cultura formada pelo extrato lumpem da sociedade, podem recorrer e desses projetos nascem aquelas celebridades que apresentam suas banhas ou sua falta de dentes ou um pinto pequeno ou o filho fumando cigarro e tudo que se possa usar sem a necessidade de operar qualquer parte de corpo de maneira organizada.

Nesse contexto me preocupam as mortes em Realengo.

Na minha concepção, o Mané Covarde que se dirigiu a escola e matou nossos brasileirinhos, foi movido pela vontade de aparecer.

Observem que ele deixou uma carta, algumas mensagens no Orkut e outras informações, sabendo que, ao cavoucarem sua personalidade, tudo apareceria ali, em cores, e viraria tema de debate. O Covarde não planejou matar as crianças, elas foram o meio de garantir seus minutos de fama.

Por outro lado, observem que a Midia sabe disso...

Quem aposta comigo: Caso não tivessemos noticiado os ataques a escolas nos estados unidos, eu garanto; não teriamos o mesmo por aqui...

Eu digo; a midia sabe disso e quer mais...

Outro dia vi uma reportagem comparando o babaca brasileiro ao americano. Era como se dissesse: Olha só quanto material jornalistico o americano deixou... O proximo brasileiro, por favor, deixe mais mensagens e fotografias, invada uma escola onde haja mais cameras, estamos quase sem materia sobre esse incompetente.

E há mais... Observem; a midia iniciou a cantilena querendo ligar o Covarde a grupos islamicos. No entanto, para frutração geral, na carta que o fulano deixou, ficou clara a ligação dele com a religião Cristã, aí pararam de querer falar sobre motivações religiosas.

Não há duvida, depois de anos trabalhando, cultivando, a midia teve exito em seus intentos. E, creiam, virão outros doentes midiaticos. Muitos mais...

O cultivo continua agora buscando aprimorar a safra.

A midia seguira nesse plano  até constituir o elemento alfa, Mulçumano, que lhe permitira trabalhar o ódio contra o Islã.

Acompanhem. Fiquem atentos...

 

Palavras-chave: Opinião

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Março 27, 2011

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Outro dia uma Professora chegou a admitir a hipotese de se ensinar o Criacionismo dentro da Faculdade. Seria, segundo ela, uma abertura democratica de acesso ao conhecimento. Os alunos aprenderiam as duas vertentes de pensamento sobre o tema e cada qual seguiria seu caminho, acreditando naquilo que quisesse.

Eu digo: Não!

Em nome de Deus e da Democracia já se operaram tantas atrocidades que é quase uma obrigação dos homens conscientes deste planeta denunciar o desvio nos argumentos que utilizam tais simbolos como base.

O fato é que, com a mesma enfase que defendo o evolucionismo para a universidade, nunca exigirei a democratica pregação evolucionista na casa do Senhor, pois que, quando me dirijo àquele espaço espero que o Pastor provenha minha alma, na mesma medida do que busco junto aos mestres, na escola, o pão para mente.

Ora. Nem mesmo em entregarei a falar sobre as coisas do Orum, que me saciam os terreiros e minhas guias, minha amada mãe de santo, de quem sou filho devoto. Então, coloco o entendimento sobre a questão no seguinte patamar:

A democracia exige radicalismos e inteligencia. É verdade, o consenso tem grande peso na democracia, mas a consciencia é a essencia. Não se pode abrir mão da essencia em prol do consenso. Tão radical quanto o Padre na defesa de seus argumentos devem  ser os cientistas e que cada um pregue sua palavra em seu espaço e que seus seguidores os acompanhem, DEMOCRATICAMENTE! Mas que a seara de um não invada a seara alheia. Isso não é democratico!

Palavras-chave: criacionismo, evolucionismo, Opinião

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Março 24, 2011

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Fico com a impressão que ninguem pegou esse relatorio e se debruçou sobre para, minimante, checá-lo.

Outro dia li uma pequena parte e achei muito fragil a argumentação para cortar 50 vagas de um curso.

Não fiz as contas, mas fiquei com a impressão de que, relativamente, poder-se-ia cortar qualquer curso usando-se os mesmos parametros adotados no estudo.

Será que o Tal relatorio é uma unanimidade? Sera que não há outra voz (especializada) a discordar?

Para mim é estranho...

http://forumzn.blogspot.com/2011/03/220320110337.html

 

Palavras-chave: Informação, Opinião

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Março 10, 2011

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OGUM - O guerreiro. Um general destemido e estratégico

OGUM - O guerreiro. Um general destemido e estratégico

A NOTA DEZ DESSE CARNAVAL foi o Presidente da Vai Vai, Darly Silva, que agradeceu a OGUM pelo Carnaval. Certamente a maioria dos outros concorrentes estava preparada para agradecer a Jesus Cristo, caso levasse o Campeonato.
Até a, considerando-se a media da audiencia e os profissionais que cobrem o carnaval,í com certeza foi apenas uma surpresa instigante o Presidente expor sua gratidão Publica ao Guerreiro Protetor. Contudo, assistiondo as reportagens e pesquisando as materias na Internet percebi que evitaram os grandes veiculos colocar a fala de Darly. Eles simplesmente cortavam o agradecimento ao Orixá, ou pior, colocavam a fala do Vice Presidente da escola.

É triste mas as religiões afros ainda não são respeitadas no Brasil e, principalmente, na grande midia são tratadas sem a minima reverencia com que tratam até religiões Orientais. Um Padre quando comenta sobre os Segredos de Maria, nunca tem um interlocutor com jeito jocoso, rindo-se da superstição do Pastor, ao passo que o jogo de Buzios é, invariavelmente tratado como piada, até com menos credito que a astrologia.

Essa intolerancia religiosa deve ser combatida sempre.

 

Palavras-chave: CARNAVAL, DARLY, ESCOLA, Noticia, OGUM, Opinião, PRESIDENTE, VAIVAI

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