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Fevereiro 2012

Fevereiro 02, 2012

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O Departamento de Informações Públicas das Nações Unidas recebe, até 12 de fevereiro, inscrições de jornalistas voluntários para trabalhar na Rádio ONU Português em Nova York.

A oportunidade é para participar de uma redação de jornalismo internacional e das atividades de novas mídias. A Rádio ONU transmite diariamente noticiários, entrevistas e programas especiais sobre o trabalho das Nações Unidas no mundo.

Não é necessário experiência. Obrigatório fluência verbal e escrita em português. Inglês desejável.

O voluntariado é de um mês, com possibilidade de renovação por igual período. O profissional deve arcar com todas as despesas de viagem e estada em Nova York.

CLIQUE NA FIGURA ABAIXO PARA MAIS INFORMAÇÕES

E PARA FAZER A INSCRIÇÃO

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Fevereiro 04, 2012

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Postado por BADI

 

A mídia autóctone anda muito interessada em dois assuntos para os quais não costuma dar bola: blogueiros e direitos humanos. Só que não é aqui, mas em Cuba. Enquanto isso, no Brasil, detrata blogueiros e relativiza direitos humanos.

A blogueira cubana Yoany Sanchez é a contemplada por esse apreço inédito da mídia brasileira por ser a maior detratora individual do regime cubano em todo o mundo. Ninguém fala tão mal de Cuba quanto ela, que produz música para os ouvidos dos barões midiáticos.

Yoany, porém, é uma farsa, uma construção anticastrista que se dedica a inventar histórias sobre “violações de direitos humanos” em Cuba, como fez recentemente no caso do dissidente Wilman Villar Mendoza, que faleceu em Santiago de Cuba no mês passado.

A história da blogueira foi a de que Mendoza faleceu devido a uma greve de fome de 56 dias. Ela acusou o governo de seu país por sua morte dizendo-o “negligente”, provavelmente por não ter renunciado para atender às exigências do dissidente.

A verdadeira história, porém, é outra. Mendoza foi preso no fim de 2011 por ter agredido a esposa e quem o denunciou à polícia foi a própria sogra. Preso, teve complicações de saúde e faleceu.

Todavia, a mídia brasileira comprou integralmente a invenção de Yoany. E após o desmentido da família do sujeito de que ele fizera greve de fome, escondeu o fato do público.

As farsas da blogueira cubana são reiteradamente compradas pelos interessados estrangeiros. Como essa, agora, de que quer vir ao Brasil.

A mídia brasileira vende a história de uma revolucionária que luta contra uma ditadura cruel sob condições adversas, mas os fatos mostram que o regime cubano tem sido um pai para sua detratora. A história de Yoany não se encaixa no perfil que inventou.

Yoani María Sánchez Cordero é cubana de Havana, graduada em Filologia em universidade cubana desde 2000, segundo consta em seu blog. Dois anos depois de se formar às custas do erário cubano, casou-se com um alemão e foi viver na Suíça, não tendo tido qualquer dificuldade para emigrar.

Em 2004 decide voltar ao país, tornando-se o primeiro caso de alguém que fugiu de uma ditadura para dentro em vez de fugir para fora.

Se fôssemos tomar por base as condições de vida de Yoany na ditadura cubana, no entanto, concluiríamos que se trata de uma ditabranda.

Para comprovar isso, basta ver o escritório da blogueira na foto acima ou dar uma olhada na cena abaixo, em que ela aparece usando a internet sem fio de um dos hotéis mais luxuosos de Havana para falar mal de seu país em seu blog.

Ora, mas por que Yoany voltou à terrível ditadura Cubana? Porque gosta de sofrer?

CONTINUA NO BLOG DA CIDADANIA

 

 

 

Nas vésperas da visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, a mídia colonizada fez grande alarde em torno do nome da blogueira cubana Yoani Sánchez. Ela é apresentada como uma “jornalista independente”, que mantém um blog com milhões de acesso e que enfrenta, com muitas dificuldades materiais, a “tirania comunista”, que a persegue e censura.

Na busca pelo holofote midiático, líderes demotucanos e, lamentavelmente, o senador petista Eduardo Suplicy têm posado de defensores da blogueira. Eles se juntaram para pressionar o governo a conceder visto para que Yoani venha ao Brasil assistir à pré-estréia do filme “Conexões Cuba-Honduras”, do documentarista Dado Galvão – que, por mera coincidência, é membro-convidado e articulista do Instituto Millenium, o antro da direita que reúne os barões da mídia nativa.

A falsa “jornalista independente”

Mas, afinal, quem é Yoani Sánchez? Em primeiro lugar, ela não tem nada de “jornalista independente”. Seus vínculos com o governo dos EUA, que mantém um “escritório de interesse” em Havana (Sina), são amplamente conhecidos. O Wikileaks já vazou 11 documentos da diplomacia ianque que registram as reuniões da “dissidente” com os “agentes” da Sina desde 2008.

Num deles, datado de 9 de abril de 2009, o chefe da Sina, Jonathan Farrar, escreveu ao Departamento de Estado: “Pensamos que a jovem geração de dissidentes não tradicionais, como Yoani Sánchez, pode desempenhar papel a longo prazo em Cuba pós-Castro”. Ele ainda aconselha o governo dos EUA a aumentar os subsídios financeiros à blogueira “independente”.

CONTINUA NO BLOG DO MIRO

 

4.-Mentirosa compulsiva
-Mintió cuando denunció ante la prensa internacional que había sido golpeada por la policía en La Habana.
Medios de todo el mundo reseñaron que el 6 de noviembre de 2009 había sido arrestada en compañía de tres amigos por “tres fornidos desconocidos” durante una “tarde cargada de golpes, gritos e insultos”. El 8 de noviembre recibió a periodistas en su casa para mostrar las huellas de una supuesta golpiza, de la cual no había hablado hasta 48 horas después.

 

 

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Fevereiro 16, 2012

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Senado debate sobre papel das agências reguladoras

O que se projetava apenas como uma sabatina para recondução ao cargo do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, ao final, derivou no questionamento, pelo líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo, Walter Pinheiro (PT-BA), do real papel que as agências regulado

O debate surgiu na sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado (CI), durante a sabatina de Bernardo Figueiredo, que teve seu nome aprovado por 16 votos favoráveis e uma abstenção para um novo mandato à frente da instituição. O senador Roberto Requião (PMDB-PR) acusava Bernardo Figueiredo de ligações com interesses privados no ramo das ferrovias.ras devem desempenhar no mercado.

Coube a Walter Pinheiro, em seu primeiro embate concreto como novo líder, requalificar o debate, propondo uma discussão de fundo que permita redefinir o papel das agências reguladoras e os “vícios e distorções” que elas trazem desde a origem.

Atributo técnico
“Em primeiro lugar”, pontuou Pinheiro, “as agências não deveriam formular políticas. O papel delas é regular e fiscalizar determinados setores. Sem estrutura para isso, muitas vezes elas parecem ter sido capturadas por interesses privados, já que são incapazes de enfrentar grandes conglomerados, muito mais aparelhados e organizados”, afirmou Pinheiro.

O líder petista lembrou que o que hoje é tratado como “relação com os interesses privados” — ter uma trajetória profissional no segmento regulado pela agência — já foi cotado como “atributo técnico” indispensável aos candidatos ouvidos em sabatinas anteriores. “Em seus dez anos de existência, a ANTT poderia ter dado uma contribuição muito maior para a reestruturação da malha ferroviária do País. Mas esse é um problema que não se resolve personalizando as críticas nesse ou naquele gestor, mas repensando as tarefas das agências reguladoras”.

A reflexão de Pinheiro sobre os vícios de origem das agências reguladoras mudou o curso do debate e pareceu esfriar a lista de oradores inscritos para apoiar ou rebater as críticas à gestão da ANTT. “Estamos reeditando a Batalha de Itararé, a que não chegou a ser lutada”, resumiu o relator da proposta de recondução de Figueiredo, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), referindo-se a um célebre episódio da Revolução de 1930, no qual um confronto entre as tropas de Getúlio Vargas e Washington Luiz—antecipado como “o mais sangrento da América do Sul”- acabou resolvido com a substituição dos tiros pela interlocução política.

Sabatina


Desde a última segunda-feira (13/02), a reunião da CI prometia se converter num franco tiroteio

Após ouvir as explicações do dirigente da agência reguladora, que negou todas as acusações, Jorge Viana (PT-AC) resumiu: “Infelizmente, no Brasil, não é raro que o jogo político transforme questionamentos do Ministério Público em acusações e, pior, em sentenças condenatórias”. — a “munição” já havia sido antecipada por Requião em discursos no plenário da Casa. A principal peça de acusação era uma série de questionamentos do Ministério Público Federal ao dirigente da ANTT. Iniciada a sabatina, os senadores peemedebistas Ricardo Ferraço (ES) e Requião reafirmaram essas críticas e questionamentos, rebatidos por Bernardo Figueiredo.

Foram apontados problemas em rodovias e ferrovias concedidas, inclusive quanto ao descumprimento dos investimentos previstos e questionada a validade do projeto do "Trem Bala", entre São Paulo e Rio de Janeiro. Requião apontou o diretor da ANTT como defensor de interesses das concessionárias do setor férreo e chegou a mencionar a outorga de novas concessões de linhas à ALL, a maior operadora do setor, logo após o indicado assumir o primeiro mandato à frente da ANTT.

Figueiredo negou que tenha sido o responsável pelas outorgas, salientando que as linhas foram adquiridas pela ALL antes de sua nomeação. Também negou que tenha atuado na modelagem da privatização do setor férreo no governo FHC e, em seguida, já no setor privado, na estruturação dessa empresa, embora tenha sido integrante de seu Conselho de Administração. Ele disse que se orgulhava do seu currículo.

O indicado, que recebeu elogios de integrantes da base, colocou-se à disposição para um debate qualificado sobre os transportes no País. Bernardo Figueiredo terá seu nome ainda submetido ao plenário do Senado, a quem cabe a decisão final.

 

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Documentos divulgados esta semana na Internet revelam alegados detalhes da estratégia de uma organização norte-americana que contesta a visão dominante na ciência sobre as alterações climáticas, incluindo um plano para levar as suas teses às escolas.

Os documentos – na maior parte relacionados com uma reunião realizada em Janeiro – supostamente pertencem ao Instituto Heartland, uma das organizações mais activas nos EUA na contestação às evidências da influência humana sobre o aquecimento global verificado no século XX.

O instituto confirmou num comunicado, ontem, que alguns dos documentos “foram roubados” e “pelo menos um é falso e alguns podem ter sido alterados”. 

“Os documentos roubados foram obtidos por uma pessoa desconhecida que fraudulentamente assumiu a identidade de um membro da direcção do [Instituto] Heartland e convenceu um funcionário a ‘reenviar’ materiais da direcção para uma nova morada de email”, refere o comunicado, divulgado ontem à noite. “Nós queremos identificar esta pessoa e vê-la na prisão por esses crimes”, acrescenta o comunicado.

Um caso semelhante – conhecido como Climategate – ocorreu no final de 2009, quando emails de vários climatologistas obtidos ilegalmente dos servidores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, foram publicados na Internet. O conteúdo de alguns emails foi interpretado como revelador de que alguns cientistas manipularam ou ocultaram dados que poderiam enfraquecer a conclusão de que a Terra está a aquecer e que a culpa principal é humana. Três inquéritos posteriores refutaram que tenha havido qualquer fraude ou má-conduta científica, embora tenham apontado falhas na disponibilização pública de dados. 

Materiais escolares alternativos

Agora, a situação é a inversa. Os documentos alegadamente revelam a estratégia interna de uma organização cuja posição contra a ciência climática vigente é publicamente conhecida. “Não tivemos até agora nenhuma prova a indicar que os documentos não são reais”, disse ao PÚBLICO Branden DeMelle, editor do blogue DeSmogBlog, que divulgou os documentos do Instituto Heartland. 

Pelo menos um dos documentos – um memorando “confidencial” sobre a estratégia climática do Instituto Heartland – é refutado pela organização como “totalmente falso, aparentemente com a intenção de difamar e desacreditar” o instituto, segundo o comunicado. Parte do seu conteúdo, no entanto, está reproduzida noutro documento, cuja autenticidade o instituto não desmentiu no comunicado – embora tenha dito que ainda está a verificar a autenticidade de todo o material.

Neste documento – um plano para obtenção de fundos em 2012 – há uma menção a uma proposta para a produção de materiais escolares que apresentem a questão das alterações climáticas como controversa em vários aspectos, desde os modelos climáticos até à influência humana – o que coincide com as posições que o Instituto Heartland assume publicamente. O argumento invocado no documento é o de que não há livros escolares que não sejam "alarmistas ou abertamente políticos".

O PÚBLICO tentou, sem sucesso, contactar por email o autor desta proposta, David Wojick, descrito no site do instituto como consultor do Departamento de Energia do Governo norte-americano.

Informações sobre doadores 

O documento detalha o financiamento deste e de outros projectos – incluindo o apoio ao Nongovernamental International Panel on Climate Change (NIPCC), uma rede de especialistas com visões alternativas às do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Também figura no documento o apoio à criação de um site com interpretações gráficas dos dados de uma nova rede de estações meteorológicas da NOAA, a agência norte-americana para a atmosfera e os oceanos – uma ideia do meteorologista e blogger norte-americano Anthony Watts, que defende que a tese humana do aquecimento global baseia-se em dados imprecisos.

Há menções a apoios a outros nomes conhecidos entre os chamados “cépticos” das alterações climáticas, e que já figuravam como colaboradores do Heartland Institute.

Embora muita da informação apenas detalhe ligações que já se conheciam, os documentos revelam dados que o instituto não divulga publicamente, em especial sobre os seus financiadores. O seu último relatório anual, divulgado no site do instituto, refere apenas que, em 2010, foram recebidos 6,1 milhões de dólares (4,7 milhões de euros), dos quais 48% vieram de fundações, 34% de empresas, 14% de pessoas individuais e 4% de outras fontes. 

Nos documentos agora divulgados surge a menção a um doador em particular – descrito como “o doador anónimo” –, que terá sido responsável, individualmente, por uma expressiva fatia das receitas do instituto. Em 2010, terá contribuído com o equivalente a 1,3 milhões de euros (27% do total) e em 2011 este valor terá caído para cerca de 770 mil euros (21%). Em 2007, 63% das receitas terão vindo deste doador, com uma contribuição de 2,5 milhões de euros. A maior parte destes valores foi aplicada nas actividades relacionadas com as alterações climáticas – uma das principais, mas não a única, do Instituto Heartland.

Os documentos revelam uma extensa lista com dezenas de apoiantes do instituto. Na lista não aparecem referências directas a empresas petrolíferas – sendo que, pelo menos, a ExxonMobil terá, no passado, financiado organizações e pessoas contra a visão consensual da ciência sobre as alterações climáticas. Consta da lista a fundação Charles G.Koch, ligada à indústria do petróleo, com uma contribuição marginal em 2011 (0,5% das receitas do instituto) e que no orçamento para 2012 se espera ampliar para 2,5%.

Indirectamente, o Instituto Heartland reconheceu a veracidade da lista de doadores, a quem pediu desculpas, no seu comunicado, pelas suas identidades “terem sido reveladas por este roubo”.

 

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