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Outubro 2011

Outubro 09, 2011

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Postado por BADI

MINHA @PINIÃ@

Vou lhes dizer o que penso;
Um cara que passou a vida inteira tentando ganhar mais dinheiro, não tem muito o que me dizer sobre outras perspectivas dela. Afinal sua especialidade não pode ser outra que não essa a qual se entregou de corpo e Alma. E como eu não tenho interesse algum de viver por esse modelo o Steve pode ser o Papa de outros e naquilo que lhes afeta mais diretamente que envolve fazer grana. Para mim não serve...
Com relação a contribuição dele para humanidade; pela primeira vez, sob outro olhar, farei minhas as palavras do apresentador na Globo News que, num desses Jornais Comerciais, ao exaltar o morto, disse:

"O Grande legado de Steve Jobs foi multiplicar em muitas vezes o faturamento da Apple que atualmente é uma das Gigantes do Setor".

Grandes e Sabias palavras...

Como a humanidade não recebe um centavo da Apple, pelo contrário, paga caro... Eu diria que nada temos a agradecer e nem devemos nos entregar a exaltar o defunto, visto que, conforme a vontade dele  vivo, foi muito bem pago.

Steve certamente atrasou o desenvolvimento da tecnologia da informação, quando preferiu, para ganhar dinheiro,  administrar sistema fechado em si mesmo. Ele certamente usou de todo o conhecimento de abnegados, verdadeiros heróis, que desenvolvem a rede compartilhando suas descobertas e nada devolveu para esta sociedade, a não ser uma conta para pagar e um no acess.

Nesse contexto, podemos dizer que ele sempre tratou a humanidade como freguesa, portanto, só deveria memso agradecê-lo quem tinha alguma pendura em seu estabelecimento comercial, tal qual quando morre o dono da unica padaria do bairro.
O mais engraçado é que ele não cursou faculdade, mas a maioria que o quer venerar como "Jênio" é da mesma laia que ainda hoje, rebaixa o Doutor Honoris Causa Inacio Lula da Silva, agora também em espanhol, alem de Portugues e Frances, porque ele não tem diploma universitario.

Por mais que se esforce a hipocrisia do Mercado não tem competência para criar Mitos. O marketing só produz Moda. Não tenho dúvida: Steve será esquecido como outros grandes modelos criados pelo mercado, que sempre tenta dar-lhes uma aura Genial de grandes colaboradores para o progresso da Humanidade, mas que em essencia sempre foram apenas meros comerciantes competentes, sem outras capacidades mais interessantes.

Santos Dumont entregou todas as suas patentes para Humanida. Segundo ele; sua pequena contribuição.
Salve Santos Dumont!
EM TEMPO:
Presto justa Homenagem ao engenheiro químico cearense Expedito Parente, reconhecido como ''Pai do biodiesel''. Ele faleceu no mesmo dia em que Steve passou desta para melhor e não recebeu nem a ponta do beicinho que Wilham Bonner fez ao anunciar a tão declamada Morte do Pai da Apple.
Parente era professor na Universidade Federal do Ceará (UFC), tinha 70 anos e descobriu o biodiesel a partir do óleo de algodão. Em 1980, registrou a primeira patente mundial do biodiesel. Hoje esta patente é de domínio público.

Palavras-chave: Opinião, Steve Jobs

Este post é Domínio Público.

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Outubro 17, 2011

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Postado por BADI

QUEM PAGOU AS VASSOURAS?

A verdade é que pode o elemento dessa leitura sê-lo ou não (Idiota), e tal condição dependerá de fatores outros, em nada relacionados com os sinônimos menos louváveis do dicionário. O professor Cortela, ilustre filósofo moderno, constata que, quando se diz: Política é coisa de Idiota, se inverte o conceito original desta, cuja expressão advém do grego "Idiotes" e que significaria simplesmente: Aquele que só vive a vida privada. Sendo assim, ao contrário do que, achando-se "muitos espertos", preconizam os verdadeiros Idiotas, que são os individualistas, quando querem rebaixar a gente mais engajada na sociedade, em sua origem o termo acusa de Idiota tão somente o sujeito que se recusa participar da Política. Mas, também é importante ressaltar que, na outra face da moeda, em seu sentido primário, a palavra não faz qualquer referência direta a um Tolo, abestado. Apesar de podermos discutir se tal postura (sócio-egocêntrica) guardaria relação com atitudes Tolas e abestadas. Portanto, nenhuma má educação promoveu este articulista ao dirigir-se aos Idiotas e, se assim lhes pareceu, foi por mais nada além da ignorância sobre a alteração do comum significado da palavra ao longo da historia.

Nesse ponto, uma pergunta curiosa se prestaria muito bem a realizar o papel de instigar-nos em investir energia no avanço da discussão:

Afinal, o que fazem o Bem, o Mal e a Justiça dentro de um mesmo parágrafo?

Para muitos; nada mais óbvio, já que tais elementos guardam relação intima entre si.

Não... A não ser na fantasia dos Benditos, nenhuma conjunção de tal monta guarda a Justiça com o Bem e nem, na outra ponta, a Injustiça com o Mal.

O Bem e o Mal são Juízos de valor, em geral, entendidos como elementos que estão um em contraposição ao outro e, sob a ótica Divina, se efetivam no âmbito da Fé e, mais concretamente, no âmbito da Caridade. Já a Justiça, por outro lado, nunca se efetiva na contraposição de uma injustiça, porque se coloca sempre como uma reação humana à desigualdade no sentido de promover a igualdade, visando ao progresso do Ser Humano.

Então, o Bem e o Mal em essência têm um caráter relativo, particular, subjetivo e abstrato e a Justiça, muito distante desse ponto, fundamentalmente se define: Absoluta, Social, Objetiva e Concreta.

Sendo assim, não dirijo o texto aos individualistas, pelo motivo de cuidarem apenas de seus interesses ou pelo fato de viverem na condição de pessoas a quem nada toca o coração a ponto de preocuparem-se para fora de si mesmos como entes sociais, não tenho qualquer preocupação com eles nesse ponto porque sei; não fazem diferença para o mundo. Contudo, há atualmente certa porção de Idiotas que têm encontrado bom espaço para enfim, sair - sem levantar a bunda da cadeira - à luta. E para tanto basta um bom teclado, um processador de certa qualidade e uma tela colorida de resolução suficiente para que Idiotas, na solidão privativa de seus assépticos ambientes, se arvorarem vozes do Povo, e apresentarem idéias sobre tudo como estivessem postados no alto de um banco na praça central participando de um grande comício.

É nesse ponto que vejo se criar certa militância que vai disseminando a idéia de que é possível construir o mundo a partir das facilidades do virtual, espaço único cuja tecnologia permite haver pretensa ação na vida social sem abandonar a condição Idiota. Tanto que toda elaboração política dos agentes desse movimento obedece exatamente o arquétipo de concepção de valores constituídos na visão do Bem e do Mal, em função de que esse modelo favorecer amplamente tal postura existencial. Convém ao Idiota a Política gerida dessa maneira abstrata, afinal nessa condição, a sociedade pode ser construída pelo caminho da simplicidade, no sentido de simplório e fácil, sem exigir qualquer esforço intelectual do individuo atrás do Avatar e também ser efetivada com o mínimo de ação social. Então, o sujeito, dentro dessa lógica virtual, pode desenhar o mundo concreto a partir de seu achismo e, com um click poderoso, guardando sua individualidade, como bem cabe ao Idiota, direcionar a massa de seres sociais na instalação de uma nova ordem mundial - A Boa.

Contudo, para desenvolver sua elaboração Política, o Idiota prescinde do ambiente pautado em parâmetros regrados pela lógica do Bem e do Mal, no qual ele pode manipular a realidade ao seu bel prazer. E para atender a essa condição, ele se vê obrigado afastar de seu mundo, pretensamente Político, toda postura que reflita um olhar mais critico das situações. E não obstante, a dispensa desse posicionamento ideológico ocorrer apenas pela vontade de facilitar a operação de suas atividades, essa reação do Idiota, até pela distorção do termo, conforme aprendemos com o Professor Cortela, não raramente, vem sendo confundida com qualidade preceptora para ações de natureza social. Então, a disposição de desenhar uma verdade a partir do concreto se retira para dar lugar a uma bela imagem ou charge. A conclusão pela via do debate dos fatos deixa lugar para palavra de ordem ou para uma hashtag bem definida. O confronto de idéias se vai completamente. A vontade de estabelecer consensos para avançar no processo civilizatório da humanidade não pode acontecer no tempo escasso do acesso multifacetado e no vai e vem das janelas abertas e fechadas na tela plana. A discussão a respeito dos caminhos possíveis de enfrentar e mudar realidades sucumbe na superfície da convocação de mais uma Marcha... A Marcha vira Moda.

A Marcha dos soldados de Cabeça de Papel...

Por isso, a palavra mais usada para dar ares de coisa séria às manifestações desse grupo e para definir a importância das ações nesse ambiente, como condição sine qua non para garantir qualidade à Política dos Idiotas é: Apartidarismo.

Assim que se apresenta uma proposta de promover-se qualquer ação social de caráter político nas redes sociais, quase que naturalmente, no preâmbulo se institui o fabuloso: Apartidário. Como se tal manifestação não fosse completamente incongruente com qualquer posicionamento Político, em face da submissão inerente da Política às concepções ideológicas.

Ora. Se a Ideologia é justamente a formulação do mundo a partir do pensamento e esse desenho é responsável por mover os homens em todas as direções durante suas vidas, então existem apenas duas instituições que os separa nesse contexto; as Igrejas e os Partidos.

Não existem outras instituições criadas a partir das diferentes visões ideológicas e nem das disposições praticas de levar tais concepções a cabo. Somente esses dois instrumentos dividem os homens pelo entendimento do que é, do que deve ser e de como se deve mudar o mundo. E nessa seara já podemos perceber que, enquanto as Igrejas trabalham com a fórmula estabelecida pelos juízos de Valor de Bem e de Mal, os Partidos reúnem as pessoas pela elaboração orientada para a Justiça. E ainda é interessante testemunhar o fato de que a maioria daqueles que se propõem arrastar multidões em Marchas contra a corrupção, geralmente, concebem um estado apartidário, sem cargos de confiança, e técnico, com servidores concursados e profissionais iguais aqueles que se encontra em competentes empresas privadas, bem longe dos Políticos. Mas, a ironia do destino é que esses Santos, quando fazem suas manifestações e esmiúçam os casos de corrupção no Estado, estão substituindo exatamente o poder Judiciário que a único ente estatal apartidário e técnico.

Muito bem, por todo exposto eu considero importante trazer a baila o Artigo 14 da Constituição.

CAPÍTULO IV

DOS DIREITOS POLÍTICOS

Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

§ 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:

V - a filiação partidária;

Não me fio nessa propositura somente porque tenho a percepção da imprescindibilidade do tema, em face de tudo o que assinalo a respeito da forma disposta na carta Magna (Anexo I) para a ação popular direta, mas pelo fato de que a construção do mundo exige que o façamos com referencias bem definidas, discutidas democraticamente, com base na realidade e com processos claros de implantação. Tenho certeza de que fosse possível durante uma dessas marchas contra a corrupção cada qual estampar no peito o voto da ultima eleição, a dispersão seria instantânea. A ideologia tem esse poder, ela concretiza o campo das idéias, sai do abstrato e o traz para o real. Ela não permite que nessa Marcha onde todos reconhecem o mal (A Corrupção), alguns o queiram fora do governo por meio de diminuir o estado, ao lado de outros que acreditam exatamente o contrário; dar cabo dela corrupção aumentando os poderes das instituições públicas. A verdade é que tal discussão, com o grau de profundidade exigido pela sociedade e com real conseqüência das conclusões consensuadas, só pode ser feita dentro dos Partidos. A única possibilidade de consolidar no concreto as vontades sociais está submetida ao agir institucional que é o caminho legal para transformar as concepções de mundo em avenidas por onde deve trafegar a sociedade. Posso até desiludir aqueles de bom coração com vontade apartidária de construir uma nova ordem mundial, todavia, não invento realidades e defendo submeter toda ação Política ao que bem define nossa Carta Maior.

Então, acredito que encerro esta discussão demonstrando cabalmente a inutilidade dessas ações Apartidárias, engendradas com base em conceitos de bem e de mal. E de como, na verdade, elas só fazem sucesso porque propiciaram aos Idiotas, aparecer sem submeter seus interesses e sem deixar o espaço de suas vidas privadas para apresentar ao mundo suas vontades particulares. E espero também que voltemos a valorizar a política e colocar a esses sujeitos na verdadeira dimensão do que representam; a Tolice. Porque o mundo deve ser construído por aqueles que se comprometem e que expõe suas idéias para debate sem medo de mudar de opinião.

Por fim, é necessário esclarecer que não sou contra a ação no terceiro setor ou a atuação política via internet, contudo, em minha opinião, devemos retirar dos vocabulários dos ativistas virtuais e dos terceiros setoristas a palavra - Apartidário - e substituí-la por - Multipartidário. Primeiro porque define o campo ideológico sobre o qual se propõe a ação e em segundo lugar porque é possível, através dessa ação indireta, construir consensos e levá-los para dentro dos programas dos partidos, visto que os ativistas, além da atuação específica no movimento social ou virtual, também atuarão dentro da instituição partidária.

ANEXO I

Princípios Fundamentais:

Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Sim. É possível haver uma ação direta dos Bons homens no que tange ao exercício do poder em nossa Sociedade e tal procedimento está cristalinamente estabelecido na Subseção III - Das Leis -onde podemos conhecer a essência do contexto dessa prerrogativa no escrito do segundo parágrafo:

A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

Ora. Então, o exercício do poder "diretamente" pelos cidadãos, só acontece por intermediação dos políticos? Sim. Não há como negar que, no final, é deles a palavra. E tal configuração esta bem descrita no Art. 69 dessa mesma subseção donde retiramos o parágrafo sobre a iniciativa popular:

Subseção III

Das Leis

Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

Claro, por maioria absoluta dos votos na câmara dos deputados e por maioria no Senado, ou seja, por anuência dos Políticos. Portanto, sem essa aquiescência a iniciativa popular fica somente no inicio mesmo, ou como diria alguém de humor mais vulgar que o meu: Só na vontade!

E essa vontade nem é sopesada quando se trata de emendar a lei máxima deste País. Nesse caso, o envolvimento direto do Povo nem foi cogitado para tal tarefa. O Artigo Sessenta, que dispõe sobre a propositura de emendas à Constituição, é muito expressivo no assunto e diz claramente quem pode reelaborar a inscrição dos artigos de nossa Carta.

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

II - do Presidente da República;

III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

Ora... Estando, portanto, a força para fazer leis ordinárias sob intermediação e inexistindo a possibilidade de alterar a constituição pelo exercício direto de seu poder resta a via Plebiscito ou Referendum, que são outras duas formas de exercer diretamente a ação Popular.

 


Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:

XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;

EU: Empresário, Estudante, Cooperativista, Ong Mundo Novo, Amigo da Escola, Blogueiro, Jogador de Futebol e Filiado a Partido Politico.

Este post é Domínio Público.

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