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janeiro 13, 2012

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Postado por BADI

Rubens Bueno
Rubens Bueno diz que serviço obrigatório vai compensar ensino público gratuito.

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 326/11, do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), que obriga o recém-graduado das instituições públicas de educação superior mantidas pela União a prestar serviço social profissional pelo prazo de pelo menos seis meses, sem remuneração salarial.

Pelo projeto, o serviço social será prestado de acordo com a natureza da formação acadêmica, com o objetivo de colocar à disposição da sociedade a preparação profissional do recém-graduado. Ele será requisito prévio para obter o título ou grau acadêmico, sem substituir o estágio profissional obrigatório.

Contrapartida
Para Rubens Bueno, o projeto representa uma alternativa à ideia de cobrar mensalidades dos alunos de graduação do ensino público. “É justo que os estudantes beneficiários da privilegiada experiência de estudar gratuitamente nas melhores instituições de educação superior ofereçam à sociedade, também de forma gratuita, os seus serviços profissionais, pelo menos durante o curto período de seis meses”, argumenta.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), em 2007 o custo anual de cada aluno de universidade federal foi R$ 15.118,04. A meta do ministério é reduzir o valor para R$ 9.403,39 até 2012, com os esforços do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que está ampliando o número de matrículas ofertadas.

Desigualdade
A educação, diz o deputado, é uma estratégia privilegiada de redução das diferenças sociais. “O projeto objetiva determinar que, na formação em nível superior dos cidadãos brasileiros, seja assegurada a experiência indispensável de lidar com as questões mais importantes relativas à desigualdade social e à promoção de sua erradicação, mediante ações efetivas de desenvolvimento das comunidades carentes”, explica.

Além do caráter de justiça social e incentivo ao espírito de solidariedade, prossegue Rubens Bueno, não haverá qualquer prejuízo para o profissional recém-formado, que receberá ajuda financeira e terá sua atividade validada e incorporada ao tempo de serviço, para fins de aposentadoria.

O serviço social profissional obrigatório, sustenta o deputado, é uma compensação pelo privilégio do ensino gratuito, ao mesmo tempo em que abre aos brasileiros carentes o acesso efetivo aos diversos serviços de competência do poder público.

Tramitação
O projeto foi apensado ao PL 2598/07, do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que trata da prestação de serviço de saúde por estudantes. As propostas serão analisadas em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; Educação e Cultura; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Trabalho obrigatório de estudante 
Resultado Final
Você concorda com o projeto (PL 326/11)que obriga os alunos formados em universidades públicas a prestar serviço por pelo menos seis meses, sem remuneração salarial?  
Sim, porque o serviço obrigatório vai compensar o uso do ensino público gratuito.
34% (396 Votos)
Não, porque a sociedade já paga impostos para o governo oferecer a universidade gratuita.
66% (784 Votos)

1180 pesquisados registrados. 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 2 usuários votaram. 2 votos

Comentários

  1. Jocax escreveu:

    Eu concordo, desde que o profissional formado possa escolher os dias a serem trabalhados num período de , por exemplo, de 10 anos depois de formado.

     

    Aproveitando o ensejo,

    Eu acho também que deveríamos propor que professores só poderiam trabalhar na rede pública desde que seus filhos ( caso tivessem ) também estivessem estudando na rede pública (excepto ensino superior), pois isso faria com que a qualidade do ensino melhorasse ja que todo filho de professor da rede publica estudaria na rede pública.

    Que tal criar um abaixo-assinado?

    Jocax

    João Carlos Holland de BarcellosJocax ‒ sexta, 13 janeiro 2012, 08:14 -02 # Link |

  2. BADI escreveu:

    É interessante. Na verdade todo mundo aceita a idéa de que Politicos devam ser obrigados a usar os serviço publico, mas ninguem exige que o proprio funcionario publico os utilize.
    É muito interessante q qq associação de funcionarios publicos tem dentre suas vantagens o plano medio privado.

    BADIBADI ‒ sábado, 14 janeiro 2012, 14:11 -02 # Link |

  3. Francisco escreveu:

    concordaria, caso os políticos fossem obrigados a matricular seus filhos em escolas públicas. Afinal, ao contrário do professor de escola pública (que só coloca o filho em uma particular caso ministre aulas nela e assim, obtenha bolsa), o político é responsável pela estrutura do ensino no país.

    macassisFrancisco ‒ domingo, 15 janeiro 2012, 12:46 -02 # Link |

  4. Jocax escreveu:

    Sim,  a ideia de que politicos eleitos , para exercer o mandato, devam ter filhos matriculados em escola puublica tambem nao eh uma idéia má.

    Mas a sua  afirmacao:

    ".. professor de escola pública (que só coloca o filho em uma particular caso ministre aulas nela e assim, obtenha bolsa).."

    é um exagero total (para nao dizer completamente falsa).

    Estou convicto que a qualidade do ensino melhoraria bastante se todos os professores da rede publica soubessem que seus filhos estão também na rede pública.

    João Carlos Holland de BarcellosJocax ‒ domingo, 15 janeiro 2012, 14:11 -02 # Link |

  5. BADI escreveu:

    Opâ! No dos outros é refresco... Tem q valer para Politico, Médico, professor, Juizes e todos os funcionarios Publicos. Quem disse que só Politico tem responsabilidade pelo bom funcionamento do estado? Opâ!
    Quero o filho de um Juiz do Supremo nascendo num hospital Publico e estudando numa escola Publica... Por que não?

    BADIBADI ‒ segunda, 16 janeiro 2012, 01:47 -02 # Link |

  6. Jocax escreveu:

    Sim , Eh válido !

    Mas tem que começar pelas bordas.

    E, aos poucos, ir estendendo a política.

    De modo que , no fim, o ensino publico será o melhor,

    creio que ja foi assim no passado ( antes da ditadura).

    João Carlos Holland de BarcellosJocax ‒ segunda, 16 janeiro 2012, 08:08 -02 # Link |

  7. Gabriel escreveu:

    Interessante mesmo. Acho que eles poderiam levar em conta se a pessoa já estiver empregada, se já tiver trabalhado em setor público, se tiver feito estágio no setor público, bem como terceiro setor e voluntariado.

    Por outro lado, isso pode ser mais uma desculpa para esses políticos continuarem outorgando a si mesmos aumentos de salário abusivos. Imagino que essa tal "ajuda financeira" ao recém-formado não seja grande coisa... Será que o plano é por mais uns "escravos" para trabalhar para eles? É possível, inclusive, que, pondo tudo na ponta do lápis, a conta saia ainda mais cara para o Estado e sociedade em geral, se tudo  não for bem analisado.

    Todos políticos, bem como todos funcionários de cargo comissionado (ASPONES), deveriam sim por seus filhos no ensino público e usar serviço de saúde público, sem sombra de dúvida. A extensão disso a todos funcionários públicos, bem como toda classe média, viria naturalmente. Mas isso eles não vão votar...

    GabrielGabriel ‒ segunda, 16 janeiro 2012, 10:50 -02 # Link |

  8. Sady Carlos de Souza Junior escreveu:

    Acharia importante que houvesse um retorno, uma contraprestação de serviço à sociedade que pagou para ele estudar gratuitamente!

    Geralmente quando acontece alguma coisa parecida é para fazer úm público alvo ser "balão de ensaio" para suas pesquisas. Hoje, é isto que a USP diz que é um retorno à sociedade, para não falar nos cursos de extensão e cultura dados pelas Fundações que deveriam ser gratuitos, mas a sociedade precisa pagar preços altos!

    Extensão e Cultura na USP é enfiar a faca nos bobos que pagam caro, quando podem assistir a mesma aula dos professores de graça em sala de aula da Graduação ou Pós.

    Sady CarlosSady Carlos de Souza Junior ‒ quinta, 19 janeiro 2012, 01:15 -02 # Link |

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