Stoa :: BADI :: Blog

Setembro 29, 2012

default user icon
Postado por BADI

Uma ética social ameaçada por uma moral individualista.
Os setores dominantes e a mídia a seu serviço tratam, pelas denúncias moralistas, de evitar que resultados eleitorais revejam a representatividade da força hegemônica do capital. O teste eleitoral
próximo poderia servir para ver se o teatro montado em torno ao mensalão será ou não levado em conta por uma parte importante da popul

ação.
Luiz Alberto Gómez de Sousa


Há uma enorme polissemia quando se trata de definir ética e política, variando dos gregos ao pensamento medieval, de Espinosa e Kant aos existencialistas; também nas diferentes crenças ao largo da história têm leituras próprias. Por isso, por rigor argumentativo, é preciso começar por explicitar o que se entende por cada uma delas. Constroem-se definições operacionais práticas, que não impedem outras definições possíveis.
Por moral, entendo aqui as normas que regulam o comportamento dos seres humanos em sociedade. Ela sempre existiu, de diferentes maneiras, nas diversas culturas pelo mundo afora e normalmente expressa, nem sempre coerentemente, um imperativo de procurar fazer
o bem e evitar o mal. Tem uma forte conotação individual. 

Por ética, temos o conjunto de valores (ou contravalores) que orienta, numa determinada realidade, o comportamento social em relação à vida em sociedade, para a manutenção ou para a
transformação desta. Ela vai moldar a presença na polis. Por isso a ética está intimamente ligada à política, como foi indicado desde os gregos. Num texto de 1992, Betinho escreveu: “política e ética andam sempre juntas. A questão sempre é de saber para onde e para o bem de quem”. Traz uma direção teleológica, isto é, orientada aos fins. 

Sendo a política o exercício visando a coletividade – repito, para mantê-la ou transformá-la –, ela concretiza os valores (ou contravalores) da ética num processo histórico e espacial determinado. Se a ética não se encarnasse numa política, permaneceria como princípios abstratos socialmente irrelevantes. Ora, a política é a arte de gerir a sociedade num processo normalmente longo, complexo e contraditório. Então, a ética vive essa contradição e essa imersão no real, na tensão existencialmente dramática entre o possível e o desejável. Rompendo-se a tensão numa
decisão unilateral que opta pelo possível, temos a redução conservadora da direita (ou de um certo pós-modernismo), onde a ética se dissolve. Do outro lado, expressar apenas o desejável, fora do processo contingente, seria cair num mundo dos ideais sem corpo. 

Há uma esquerda radical que, em nome de um projeto ideal, nega valor ao processo político concreto, inevitavelmente complexo e contraditório, refugiando-se numa proposta ético-política sem raízes. Mesmo dizendo-se muitas vezes marxista, não segue as lições do mestre, que indicava a necessidade de subir do abstrato das intenções para o concreto das opções e das ações. Esses dois extremos da cadeia simplificadora se tocam, uns petrificados num real avesso às mudanças, outros refugiados num idealismo que não consegue questionar a realidade contingente.

A ética, num comportamento social, deveria estar dirigida para o que o tradicional pensamento social cristão chama de bem comum que, no dizer de Jacques Maritain, não é uma simples coleção ou somatória justaposta de bens individuais, porém tem uma consistência essencialmente societária. Mas frequentemente esta ideia de bem comum, quando desligada dos mecanismos reais de dominação e de desigualdade das estruturas, na verdade se encolhe num bem parcial
de uns poucos privilegiados. A única maneira de universalizar de fato o chamado bem comum será de colocá-lo no embate concreto na sociedade onde, para usar expressões de Gramsci, as necessidades dos setores subalternos se contrapõem aos privilégios dos setores
dominantes. E aí a ética terá muito a dizer, para desocultar, denunciar e propor.

A moral, tal como definida acima, vai julgar os comportamentos individuais neles mesmos. Ela se aproxima da ética social reduzida ao possível e com ela pode se confundir. Nem uma nem outra
questionam a sociedade em sua heterogeneidade estrutural das desigualdades. Um bom exemplo disso é a luta contra a corrupção. Não se nega sua importância – nem da chamada lei da ficha limpa – desde que integrada num contexto ético de opções políticas. Isolada, pode ser um sutil álibi para evitar entrar no debate político da crítica à realidade tal qual existe. Bastaria penalizar alguns corruptores, ativos ou passivos, e muitos setores ficariam em paz com sua consciência, sem questionar os fundamentos básicos da sociedade em que vivem. Temos aí o moralismo, que é a redução da ação política a essa moral individualista, que mascara e oculta a trama desigual da
realidade social.

Vejamos como o moralismo foi se manifestando no Brasil, expressado basicamente pelos mesmos setores em diferentes momentos da história contemporânea. No começo dos anos 50, governo Vargas, num processo de construção da nação (do qual o “nosso petróleo é nosso” foi um
símbolo), Carlos Lacerda e a chamada banda-de-música da UDN (constituída por parlamentares bacharéis de boa oratória), destilavam sua raiva azeda. Denunciavam desde um empréstimo menor do Banco do Brasil ao periódico Última Hora (que cometera o crime de não se alinhar com a mídia dominante), passando pelo balcão de favores miúdos de humildes e obtusos seguranças do presidente, para chegar à denúncia estrepitosa de “um mar de lama” nos porões do
regime. Tudo isso encaminharia lideranças militares a propor o afastamento de Vargas, levando este ao gesto último de um suicídio denunciador. Lembremos como isso abalou os setores populares do país, levando Lacerda, apodado de “o corvo do Lavradio”, a esconder-se para fugir da ira popular.  Depois tivemos o histriônico Jânio, com sua vassoura, eleito presidente com o apoio dos mesmos setores lacerdistas, mais interessado numa moral caricata de proibir os biquínis e as rinhas de galos do que de enfrentar os problemas éticos reais do país.
Nesse caso, um provável estado etílico o levou a renunciar. Anos depois, tivemos o apoio desses mesmos setores ao golpe militar de 64, insistindo no tema da corrupção, agora somado ao da subversão, para evitar projetos de “reformas de base”, ameaçadores de privilégios fundiários ou exigindo acesso ao trabalho e uma tributação menos injusta. Mais tarde veio o Collor da luta contra os marajás, os quais não eram vistos como um setor dominante, mas como pessoas que se enriqueciam indevidamente. Descoberto ele mesmo como sendo um deles, desta vez veio o impeachment. Boa parte do eleitorado que apoiou esses políticos e apoiou o golpe, era
constituída por setores das classes médias urbanas pouco sensíveis às injustiças estruturais, guiada pela grande imprensa sua aliada e mentora.

Vamos descobrindo assim uma opção de priorizar a denúncia dos deslizes morais individuais, a fim de ocultar o grande escândalo ético de um país das desigualdades. Uma elite atrasada e voraz, com seus meios de comunicação, envolve esses setores médios – transformando-se em seu “intelectual orgânico” -, para evitar a indignação diante dos crimes dirigidos contra os pobres,
marginalizados do bem comum. Ao tocar nesse último ponto vem logo, por parte de seus teóricos, a denúncia de populismo de quem os assinala, Getúlio, Jango, Brizola, Lula e agora Dilma. 

No caso concreto do Brasil, soma-se a isso um preconceito dos que não conseguem suportar a liderança de um operário que não surgiu dos círculos habituais do poder. Como disse Luís Fernando Veríssimo, um simples da Silva ocupou o lugar destinado aos Bragança.

Chegando aos dias de hoje, há uma coincidência pelo menos suspeita entre os prazos do julgamento do chamado mensalão e o final do período eleitoral. Merval Pereira, epígono menor do velho lacerdismo, já abriu o jogo e assinalou com avidez incontida, a simultaneidade da possível condenação de políticos do PT, com os dias que antecederão às eleições. As punições, para ele, deveriam ter um impacto imediato nos resultados eleitorais. Mais do que isso, a sociedade seria levada a crer que, resolvendo essas tensões morais individuais, esqueceria e passava ao largo das exigências de uma ética social já aplicada nas políticas sociais do governo, hoje integrando milhões de brasileiros à produção, ao consumo e à participação cidadã. A mídia, deformando o processo no STF, foi desenhando a caricatura teatral do que seria para ela “o maior acontecimento da história do país”! E vai se fazendo de um relator- aliás nomeado por Lula, como vários outros ministros, com critérios jurídicos e não de clientela -, uma espécie de anjo exterminador,
ainda que provavelmente não seja essa sua intencionalidade pessoal.
Mas, já com um futuro político garantido, o elevam como herói da classe media moralista e, de forma bastante compreensível, também de uma ultra-esquerda principista. Duas vertentes que, no Rio, se unem no apoio a Freixo do PSOL, embaçando um itinerário pessoal anterior
de coragem moral e de denúncia ética.

Não podemos esquecer que o chamado valerioduto foi construído a partir de 1998 com o PSDB de Minas Gerais, na campanha de Eduardo Azeredo, assim como antes tivéramos a privataria escandalosa dos tempos de FHC. Mas as denúncias de agora, com a revista Veja à
frente de um cartel na mídia, são seletivas e tantas vezes irresponsáveis e falsas. Elas mais escondem do que desocultam. Como lembrou numa brilhante intervenção no parlamento o senador Jorge Viana, os dois últimos governos deram um crédito de confiança à
Polícia Federal como órgão investigador e colaboraram para que o Supremo e o STJ ficassem cada vez mais independentes. Se hoje aparecem à luz do dia os malfeitos, é porque o aparelho do estado tem mais liberdade e independência, o que fortalece o processo democrático. Mas o mesmo senador alerta que, como anos atrás, também num momento pré-eleitoral das primeiras denúncias, há no ar uma intenção anti-democrática oculta de sonhar com um golpe branco, para
sustar o processo de avanços sociais e para destruir um Lula intolerável por sua grande aceitação popular. 

Em 2005, no começo da apresentação em conta-gotas dos escândalos pela mídia, numa tática de desgaste gradual, o PT não soube reconhecer com coragem seus erros e deformações internas. Foi quando seu presidente interino, Tarso Genro, lançou a ideia certeira e lúcida de “refundar o partido” e rever a fundo costumes e ações. Não se elegeu como presidente nas eleições internas seguintes. O PT perdeu ali uma grande oportunidade histórica, pela resistência de um núcleo duro que fora entrando na lógica costumeira dos outros partidos. Não esqueçamos que membros do PT resvalaram para velhos hábitos das forças políticas, alguns como aprendizes amadores mirins, como o secretário-geral acusado de receber um mísero Land Rover. Outros possivelmente não se desvencilharam de um passado aparelhista, de uma velha esquerda que quer permanecer no poder a todo custo.

Porém as velhas raposas, profissionais nessa área, chamem-se Sarney ou ontem ACM, faziam pior mas não deixavam rastos. Já Maluf, com total cinismo, nem se dá o trabalho de ocultar seus atos. Há uma indicação inquietante que vem do Maranhão. Jackson Lago, que conquistou o título de melhor prefeito do país, foi eleito governador em 2006, numa virada surpreendente, terminando com quarenta anos de coronelismo dos Sarney.  Com apenas cinco meses de governo, foi acusado de corrupção envolvendo familiares. Em 2009, o TSE anulou os votos de Jackson, o que permitiu a posse de Roseana Sarney, segunda colocada, que sempre conseguiu habilmente esquivar-se de acusações que pairavam sobre ela, a não ser no momento de um vale-tudo dentro da própria
oposição, na luta por uma candidatura à presidência que poderia fechar o caminho para Serra.

Isso leva à necessidade de rever as políticas de alianças aéticas e esdrúxulas que, em nome de uma possível governabilidade e a alto preço, apenas servem para reforçar o clamor moralista. Melhor seria o governo dirigir-se às forças vivas do tecido social, especialmente movimentos sociais, como verdadeiros aliados e grupos de pressão da sociedade.

Aqui vemos, como em tantos países, a crise de legitimidade de boa parte dos partidos, que não se pode confundir com crise da democracia. Saindo de vinte anos de governo militar temos de ser
muito cautelosos a respeito. 

Há que apelar para a sociedade, como sujeito primeiro da participação política. Com ela se poderia superar a pouca confiabilidade de uma representação nas mãos de bancadas  conservadoras, como a dos ruralistas, que se elegem pelo poder do dinheiro. Ainda que pareça difícil, as eleições vindouras deveriam ser o momento de uma profilaxia da política. Por isso, os setores dominantes e a mídia a seu serviço tratam, pelas denúncias moralistas, de evitar que resultados eleitorais revejam a representatividade da força hegemônica do capital. O teste eleitoral
próximo poderia servir para ver se o teatro montado em torno ao mensalão será ou não levado em conta por uma parte importante da população. Esta sente claramente no seu cotidiano um processo de mudanças, talvez não com a celeridade desejável, mas que vem enfrentando, aos poucos, os marcos estruturais da dominação secular das elites. Aqui a política, a partir de uma ética social transformadora, poderia superar as resistências poderosas de uma moral individualista e farisaica dos donos do poder real na sociedade. 
Luiz Alberto Gómez de Sousa, sociólogo e ex-funcionário das Nações Unidas, é diretor do Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião da Universidade Cândido Mendes

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Maio 17, 2012

default user icon
Postado por BADI


 


A Petrobras formalizou na quarta-feira, 9 de maio, a adesão ao programa Ciência sem Fronteiras e o compromisso de aportar R$ 319 milhões com a finalidade de financiar oportunidades de formação no exterior para estudantes brasileiros. A Companhia participará com cinco mil bolsas do total de 101 mil bolsas de estudo previstas pelo programa.

 

O diretor Corporativo e de Serviços da Petrobras, José Eduardo Dutra, representou a Companhia no evento de assinatura do protocolo de cooperação. Também assinaram o documento o presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Glaucius Oliva; o presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Jorge Almeida Guimarães, e o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Florival Rodrigues de Carvalho.

 

Para o diretor José Eduardo Dutra, a participação da Companhia no Programa representa “uma oportunidade para a ampliação do esforço no fomento à formação e qualificação de profissionais, beneficiando o segmento de petróleo, gás, energia e biocombustíveis”. E prosseguiu: “A Petrobras financiará cinco mil bolsas em instituições de excelência no exterior para formar profissionais que ajudem a cadeia de petróleo e gás”.

 

O Programa

 

O Programa Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional de estudantes brasileiros. O público-alvo são os alunos de universidades e instituições de Ciência e Tecnologia que atendam às condições estabelecidas no edital.

 

O Programa é resultado de iniciativa conjunta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

 

As linhas de interesse consideradas prioritárias para a Petrobras no escopo do Programa, e que serão desdobradas em áreas de conhecimento específicas com aderência ao segmento industrial da empresa, são:

 

· Engenharias e demais áreas tecnológicas;
· Ciências Exatas e da Terra;
· Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde;
· Computação e Tecnologias da Informação;
· Produção Agrícola Sustentável;
· Petróleo, Gás e Carvão Mineral;
· Energias Renováveis;
· Tecnologia Mineral;
· Biotecnologia;
· Nanotecnologia e Novos Materiais
· Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais;
· Biodiversidade e Bioprospecção;
· Ciências do Mar, e
· Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva.

 

O Programa oferecerá bolsas em várias modalidades. A parceria com a Petrobras contempla as bolsas de graduação sanduíche (dirigida a alunos de graduação para estágios de seis meses a um ano em atividades acadêmicas e laboratórios de pesquisa, empresas ou centros de P&D, no exterior); doutorado sanduíche (para aluno de doutorado permanecer por até 12 meses no exterior), e doutorado pleno (para estudantes que pretendam fazer o curso em instituição de alto desempenho nas áreas prioritárias do Programa, com ênfase em tecnologia e inovação).

 

Para se candidatar, o estudante deverá, entre outros requisitos, ter concluído, no mínimo, 40% do curso de graduação e ter obtido pelo menos 600 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Deverão ser anexados à documentação o desempenho do candidato no curso superior no Brasil, eventuais prêmios obtidos na área de Ciência e Tecnologia (Jovem Cientista, Olimpíadas do Conhecimento etc.) e o nível de proficiência no idioma do país em que o curso pretendido será realizado. Quem desejar ou necessitar de aperfeiçoamento na língua poderá, ainda, fazer três meses de imersão no estudo do idioma.

 

Os estudantes devem atender aos requisitos definidos nos editais de seleção, disponíveis no sitewww.cienciasemfronteiras.gov.br, e formalizar a inscrição via internet. O critério de seleção dos alunos será por mérito.

 

A composição dos recursos destinados ao estudante contempla valor da mensalidade da bolsa, conforme tabela de valores publicada pelo CNPq, e outras despesas, como passagem aérea, seguro-saúde e taxas escolares. 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Maio 06, 2012

default user icon
Postado por BADI

A OPOSIÇÃO SEM DISCURSO GRITA:

É UM REAL! É UM REAL! É UM REAL!

Atualmente a Tucanagem, teleguiada pela Midia, se apresenta como grande defensora do Trabalhador Brasileiro e se opõe às mudanças nas regras da Popupança. Como sempre, fazendo debate raso, inicia seus discursos a partir de uma Falácia; Tungaram o Dinheiro do Trabalhador!
Não! É mentira! E a mentira se dá porque aquele dinheiro investido na poupança até antes da mudança nas regras, continua... Seu rendimento permace intacto, crescendo como dantes. Portanto, nada se perdeu. Alguém só perde o que tem, assim como aconteceu no Plano Collor e Verão e na tungada da inflação no Plano Real. Aquilo sim foi um surrupio; quem tinha seu rico dinheirinho investido foi roubado, como se diz, na mão grande... E com aplausos da Midia. Isso é tungar, como já reconheceu a justiça.
Nesse caso atual, não... Havia um tipo de poupança e ele acabou. Inaugurou-se outro. Então, mudou sim a regra, contudo, somente para o dinheiro novo. Aquele que ainda será investido. E o trabalhador só investe nessa nova poupança se ele quiser... Se achar rentável. Sendo assim, nada se passou ao dinheiro de sua poupança e menos ainda quanto ao dinheiro, seguro, em seu bolso.
Claro, também faz parte do discurso tosco, analisar a medida fora do contexto, como se realmente ela estivesse somente ligada à poupança e, nesse aspecto, despreza-se o fato de que tal operação se estabelece dentro de um conjunto de ações visando a baixar os juros e equacionar a divida que estrangula o orçamento brasileiro. Aliás, tais indicadores estão evoluindo satisfatoriamente para a população e já apresentam resultados bastantes favoráveis. Não é a toa que houve aumento da capacidade investimento do País e também não se pode negar o sucesso, justamente pela sobra desse dinheiro no bolso do trabalhador para que ele possa colocá-lo na Poupança. Ou seja, sem estas decisões o Povo estaria sem emprego e pagando os juros estratosféricos para os Banqueiros, como acontecia na época demotucana com aval do PiG.
Por fim, há de se ver ainda a grande vocação desse pessoal em proteger a elite, pois que se apressam em apresentar como solução alternativa, o favorececimento do investimento dos ricos, retirando dos fundos os 20% de Imposto de Renda. Ou seja, ao invés de onerar a poupança, porque não desoneramos os Fundos? É o que se perguntam por ingenuidade ou por maldade ou por incompetência, já que os efeitos de desonerar um tipo de investimento nada tem a ver com os efeitos de onerar o outro, sendo a proposta completamente sem pé nem cabeça. Além do mais, os defensores dessa proposta, também não levam em consideração que muito mais do dinheiro que poderia transitar entre poupança e fundos, em função dessa medida, aconteceria a migração dos investimentos produtivos para a especulação financeira, destruindo todo o modelo que esta reestruturando o sistema produtivo do País.
O fato real é que os juros continuarão decrescendo e o povo ganhará muito mais além do que esse 0,5% que talvez venha não ganhar com essa mudança na poupança. A poupança rendeu em media 6,5% e nós temos um piso de 6%, portanto 0,5% de diferença. Sim. Porque é dessa diminuição de ganho que estamos falando! É por ele que a oposição está gritando! lembrem-se do 0,025% da CPMF! Aquele que resultaria em quedas de preços dos produtos! Consulte quantos cheques acima de Cinco mil reais, sobre os quais incidiria a CPMF, você passou nos últimos anos e faça conta do quanto, certamente você não economizou... Mas acredite: Nenhum preço baixou e a saúde perdeu Bilhões! A dita economia da CPMF transformou-se em lucro nas mãos dos mesmos.
Então, estamos falando do seguinte quadro; 65% dos poupadores, (aqueles que poupam até 500 reais) deixarão de ganhar por volta de Um real por ano. Imagine agora o que economizarão com uma queda de 5% na taxa de Juros?
A População Brasileira saberá avaliar quem está com a razão e a oposição ficará novamente falando sozinha.


 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Abril 13, 2012

default user icon
Postado por BADI

 

A Transpetro abriu nesta sexta-feira (13/04) processo seletivo público para a admissão imediata de 145 profissionais, sendo 93 de nível médio e 52 de nível superior. Os aprovados vão atuar na sede da Companhia, no Rio de Janeiro, ou em terminais localizados em vários Estados do País. A remuneração mínima varia de R$ 2.589,47 a R$ 3.120,30 para os cargos de nível médio e de R$ 6.883,02 a R$ 7.416,12 para as vagas de nível superior. O edital está disponível no site da Transpetro (www.transpetro.com.br)

 

As vagas de nível médio são para técnico ambiental, técnico de administração e controle, técnico de contabilidade, técnico de enfermagem do trabalho, técnico de faixa de dutos, técnico de manutenção (automação, elétrica, instrumentação e mecânica), técnico de operação, técnico de segurança, técnico de suprimento de bens e serviços e técnico químico. Para o nível superior, os cargos disponíveis são: administrador, analista de comercialização e logística, analista de sistemas (infraestrutura), bibliotecário, contador, engenheiro (automação, elétrica, geotécnica, mecânica, naval, processamento, segurança e telecomunicações), médico do trabalho, profissional de meio ambiente e químico de petróleo.

 

As inscrições deverão ser efetuadas no período de 18/04/2012 a 06/05/2012 no site da Fundação Cesgranrio (www.cesgranrio.org.br). O valor é de R$ 40 para os cargos de nível médio e de R$ 55 para os de nível superior. A aplicação das provas objetivas para todos os cargos será no dia 10/06/2012 e a divulgação dos resultados finais, no dia 06/07/2012.

 

O processo seletivo será constituído de avaliação técnica por meio de aplicação de provas objetivas de conhecimentos básicos e específicos. Os candidatos aprovados serão convocados para a etapa de qualificação biopsicossocial, composta por avaliação psicológica, exames médicos e levantamento sociofuncional, de caráter eliminatório. As provas serão realizadas em 17 cidades, conforme descrito no edital.

 

A empresa oferece diversos benefícios, como plano de saúde, seguro de vida em grupo, benefício-farmácia, benefício educacional para os dependentes (auxílio creche, ensino pré-escolar, fundamental, médio e programa jovem universitário), programa de assistência para portadores de necessidades especiais, plano de previdência complementar e participação nos lucros e/ou resultados.

 

Subsidiária de logística da Petrobras, a Transpetro é a maior armadora do País, com uma frota de 54 navios, e responsável por uma rede de mais de 14 mil quilômetros de dutos e 48 terminais de armazenamento de petróleo e derivados, biocombustíveis e gás natural.

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Abril 01, 2012

default user icon
Postado por BADI

Corre na Camara dos Deputados o Projeto para reconhecer o ensino domiciliar. Vindo de onde vem, PR - Partido da Republica, o Partidos dos Pastores, fica clara a intenção de repetir tecnicas usadas pelas religiões nos EUA, que aproveitam as aulas ministradas fora do regime publico para acentuar a pregação e ensinar evolucionismo e todas as outras boas lições de Deus Pai Todo Poderoso.

O QUE VOCE ACHA DESTA BOA OBRA?

O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º O art. 23 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo:

"Art. 23

§ 3º É facultado aos sistemas de ensino admitir a educação básica domiciliar, sob a responsabilidade dos pais ou tutores responsáveis pelos estudantes, observadas a articulação, supervisão e avaliação periódica da aprendizagem pelos órgãos próprios desses sistemas, nos termos das diretrizes gerais estabelecidas pela União e das respectivas normas locais."
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
A Constituição Federal estabelece a educação como um dever do Estado e da família (art. 205). Determina também a obrigatoriedade da educação básica, dos 4 aos 17 anos de idade (art. 208, I).

Minha opinião creio já estar bem clara, mas posso explicitá-la ainda mais: SOY CONTRA!

Não apenas pelo perrigo de deixar doido ensinando crianças dentro de casa. Calma... Não estou falando dos Pastores, que também podem ser bem doidos, mas, no caso, refiro-me a qualquer doido que sabemos existir por aí. Não apenas por isso, portanto, mas porque corre-se o risco de perder uma infancia por impericia e principalmente, porque esta é aquela obra com conceito de Estado minimo, que é muito bom para Paises que explora outros povos, como o Americano. Gente que vive do produto de seu trabalho apenas, tem de ter o Estado assegurando direitos basicos, que é o caso da educação.

JUSTIFICAÇÃO
A Constituição Federal estabelece a educação como um dever do Estado e da família (art. 205). Determina também a obrigatoriedade da educação básica, dos 4 aos 17 anos de idade (art. 208, I).
Liderança do Bloco - Praça dos Três Poderes, Câmara dos Deputados, Sala 122 - Corredor das Lideranças
Tel: 61-32155950 FAX: 61-32159577
Câmara dos Deputados
Gabinete da Liderança do Bloco PR/PTdoB/PRP/PHS/PTC/PSL
É fato que, na realidade brasileira, a oferta desse nível de ensino se faz tradicionalmente pela via da educação escolar. Não há, porém, impedimento para que a mesma formação, se assegurada a sua qualidade e o devido acompanhamento pelo Poder Público certificador, seja oferecida no ambiente domiciliar, caso esta seja a opção da família do estudante. Garantir na legislação ordinária essa alternativa é reconhecer o direito de opção das famílias com relação ao exercício da responsabilidade educacional para com seus filhos.
Mesmo que a matéria de que trata a solicitação já tenha sido objeto de proposições apresentadas em legislaturas anteriores e tais projetos foram recorrentemente rejeitados, o respeito à liberdade inspira a reapresentação do presente projeto de lei, sem descuidar do imperativo em dar acesso, a cada criança e jovem, à formação educacional indispensável para sua vida e para a cidadania.
Estou seguro de que a relevância da proposição haverá de assegurar o apoio dos ilustres Pares para sua aprovação.
Sala das Sessões, em de de 2011.

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Março 28, 2012

default user icon
Postado por BADI

 

Atividade promovida pelo PNUD visa capacitar profissionais que trabalham em projetos de cooperação técnica internacional

Divulgação/PNUD
Leia também
Seminário debate atuação do PNUD 

Cooperação será ferramenta usada para melhorar gestão pública no país 

Projetos da ONU pelo mundo oferecem oportunidades para empresas brasileiras

do PNUD

 

Servidores públicos e demais profissionais que trabalham em projetos de cooperação técnica internacional têm mais uma oportunidade para conhecer os procedimentos administrativos relativos à execução dessas atividades. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) promove, nesta quarta e quinta-feira (14 e 15 de março), em Brasília, a sétima edição do Encontro Informativo sobre Execução de Projetos: Como trabalhar com o PNUD.

 

Durante o enconto, os participantes receberão uma série de informações para facilitar e agilizar a execução de projetos. Com isso, espera-se que a cooperação técnica seja mais eficiente e que as equipes estejam mais preparadas para trabalhar com o PNUD, evitando equívocos comuns que consomem tempo e trabalho.

 

No primeiro dia do curso, serão discutidos aspectos gerais da cooperação internacional, como marco regulatório, modelos de execução, responsabilidades e divisão de trabalho entre as partes, monitoramento e avaliação e auditoria; contratações de pessoas física e jurídica; e procedimentos administrativos sobre contratos corporativos. No segundo dia, serão abordadas as ferramentas de gestão e monitoramento.

 

“Essas atividades são importantes para que os participantes tenham uma visão da organização internacional da qual são parceiros e de como todas as etapas do processo se interligam até o resultado final do projeto”, avalia Maristela Marques Baioni, Coordenadora de Programa do PNUD.

 

A última edição do Encontro Informativo sobre Execução de Projetos promovida pelo PNUD ocorreu em janeiro de 2012 e contou com cerca de 50 participantes. A atividade foi focada nas equipes de projeto que estão começando a trabalhar com o organismo, e ofereceu a oportunidade para a troca de experiências, informações e aprendizado, aproximando as diversas partes envolvidas na execução dos projetos.

 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Março 24, 2012

default user icon
Postado por BADI

 

AH! SE EU PUDESSE DIZER COMO TE AMO

SE EU PUDESSE DIZER COMO TE AMO

EU DIRIA QUE TE AMO MAIS

MAIS DO QUE PENSO

MAIS DO QUE SOU

MAIS DO QUE TENHO

MAIS DO QUE DOU

EU QUERIA PODER CONTAR

MOSTRAR O TAMANHO DO MEU AMOR

MOSTRAR QUE NÃO TEM TAMANHO

DE TÃO TAMANHO QUE É O MEU AMOR

AH! SE EU PUDESSE DIZER COMO TE AMO

 

AH! SE EU PUDESSE DIZER COMO TE AMO

EU DIRIA QUE TE AMO TANTO

E QUE O TANTO QUE EU TE AMO

É TANTO E TANTO E TANTO

QUE OS MEUS OLHOS TURVAM

OS MEUS OUVIDOS NUBLAM

E O MEU CORPO ENTONTECE

AH!  SE EU PUDESSE

SE EU PUDESSE

EU DIRIA O TANTO QUE TE AMO

EU DIRIA SIM

SE EU PUDESSE

 

AH! SE EU PUDESSE DIZER COMO TE AMO

EU DIRIA SIM

DE LÁ DE DENTRO DO MEU CORAÇÃO

QUE TE AMO

ALÉM DAS IMAGENS

ALÉM DOS SONS

ALÉM DAS PALAVRAS

EU DIRIA O TANTO QUE TE AMO

E MESMO SEM NADA

SEM ALMA

ESTIVESSE EU

INTUMADO

EM BRUMAS

DE OLHOS E OUVIDOS LÚGUBRES

NO SILENCIO DE UM CORPO MUDO

DE LÁ DE DENTRO DO MEU CORAÇÃO

EU DIRIA

QUE TE AMO ALÉM DE TUDO

 

EU DIRIA SIM

EU DIRIA O TANTO QUE TE AMO

 

AH! SE EU PUDESSE DIZER COMO TE AMO

 

SE EU PUDESSE DIZER COMO TE AMO

EU DIRIA QUE TE AMO

QUANDO O SOL SE PÕE

QUANDO A CHUVA MOLHA

QUANDO A LUZ ILUMINA

QUANDO SOPRA FORTE O VENTO

EM QUALQUER MOMENTO

MESMO QUANDO TROVÃO RONCA DISTANTE

SÓ PARA CHAMAR NOSSA ATENÇÃO

EM NOME DAS COISAS DO FIRMAMENTO

 

MESMO NESSA HORA

EU DIRIA QUE TE AMO

 

E QUE TE AMO

SOBRE TODAS AS COISAS DO UNIVERSO

SOBRE O SIM E O NÃO

SOBRE A VIDA E A MORTE

SOBRE DAR E RECEBER

ATÉ MESMO SOBRE A DOR DE TE PERDER

SE EU PUDESSE DIZER COMO TE AMO

POR DEUS

EU DIRIA SIM

EU DIRIA QUE TE AMO SOBRE TUDO

TUDO SIM

TUDO QUE HÁ SOB ESSE CÉU

E SOBRE TUDO ALÉM DESSE MUNDO

ATÉ MESMO ALÉM DE MIM

 

AH! SE EU PUDESSE DIZER COMO TE AMO

AH! SE EU PUDESSE DIZER COMO TE AMO

AH! SE EU PUDESSE DIZER COMO TE AMO

 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Março 18, 2012

default user icon
Postado por BADI

"Mais grave ainda que a fome aguda e total, devido às suas repercussões sociais e econômicas, é o fenômeno da fome crônica ou parcial, que corrói silenciosamente inúmeras populações do mundo".

Josué de Castro.


É importante saber que a necessidade de se combater a fome e a extrema pobreza é uma percepção que se ampliou ao longo do tempo, partindo de uma preocupação mais limitada ao âmbito da igreja e ao conceito de caridade para abranger ao estado num plano institucional, até abarcar a Sociedade Civil organizada na condição de agente condutor e indutor de Políticas Públicas voltadas para a solução dessa demanda.
E toda essa caminhada exigiu por parte dos agentes públicos e dos intelectuais a formulação e a reformulação dos conceitos, na medida em que avançaram os conhecimentos nessa área.
Pôde-se ver claramente, até pelos programas da Fao, ao longo dos anos que, se até inicio do Século XX, o combate à pobreza estava extremamente ligado ao combate à fome sendo, portanto, passível de controlá-las através de ações caridosas, a partir de meados desse mesmo século, as iniciativas sofreram transformações substancias.

No primeiro momento de alteração no tratamento do problema da pobreza, houve o entendimento de que tal obstáculo não podia ser vencido tão somente através de soluções esporádicas e locais, mas, a erradicação dessa situação era de responsabilidade do Estado. E nesse contexto, ainda que durante muito tempo, principalmente em face do Período Ditatorial, se guardasse o cerne de prover alimento para grupos limitados, os programas ganharam mais institucionalidade dentro do governo, até que, a partir dos anos 1990, a estruturação de tais iniciativas sofreu uma significativa reformulação e as Políticas Públicas de combate à pobreza substituíram o caráter foquista por uma visão mais generalista e também trataram de estruturar-se utilizando mais comumente a renda como fonte de recursos a fim garantir a alimentação de seus públicos.

O Programa Bolsa Família surgiu na atmosfera social do início do século XXI, aonde a importância do combate à extrema desigualdade perpetuada no Brasil, ganhou contornos de condição primordial para o desenvolvimento do País. E o sucesso do Plano foi imediato e rapidamente angariou resultados satisfatórios reconhecidos no mundo inteiro. Dessa forma, com o efetivo combate a extrema pobreza em curso, não houve somente o atendimento de um querer geral, mas também o cumprimento de obrigações que foram relegadas a segundo plano por vários governos.
Contudo, na condução dos debates no legislativo uma série de condicionantes foi introduzida no programa. Notadamente, condições voltadas a prover incentivos à educação, saúde e contra o trabalho infantil nas Famílias sujeitas à transferência da renda. E tais condicionantes também surtiram os resultados esperados envidando postura mais produtiva no que diz respeito à construção da própria cidadania dentre os elementos participantes do programa.

Então, em uma analise mais objetiva, o Bolsa Família existe para atender à constituição, em seu Artigo 3º, quanto ao combate a Extrema pobreza, e também aos Objetivos de erradicar a fome e a pobreza até 2015, conforme compromisso do Brasil junto a ONU.

Sendo assim, as metas dessa iniciativa estatal estão calcadas nesses parâmetros e, para gerenciá-las com autoridade e competencia, criou-se um Ministério especifico cuja denominação para o melhor de sua atuação, bem o delimita na esfera do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Portanto, em minha opinião, as condicionantes propostas para o programa, que se esmeram em cuidar da educação, saúde e trabalho infantil, na verdade são desviantes daquilo que é central no Bolsa Família, qual seja; Combater a pobreza extrema.
Devemos reconhecer que para cada condição imposta no Programa, há um Ministério próprio, responsável pelo desenvolvimento de tais atividades, e que poderia e deveria atuar diretamente nesse extrato da população e com a mesma intensidade que dispensa o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para levar a cabo os objetivos do Bolsa família.
Diante dessa realidade, eu defendo que o Bolsa Família deva ser apenas o colchão que eleva a população miserável a um nível superior ao da extrema pobreza e assim permita que outras iniciativas retirem os elementos dessa condição, um tanto mais favorecida, e os incentive buscar mais cidadania.
Nessa idéia, considerando que a inexistência do programa recolocaria aqueles com direito à transferência de renda num nível de miserabilidade absoluto, podemos concluir que a partir dessa iniciativa, os participantes do Bolsa Família estão melhores posicionados para progredir, facilitando sobremaneira o desenvolvimento de Planos de incentivo à educação, saúde e contra o trabalho infantil, promovidos pelos respectivos ministérios responsáveis por tais áreas. Pelo que se reforça a tese de não haver necessidade das condicionantes no âmago do Programa.

Por derradeiro, poder-se-ia até considerar ilegal promover-se a perda do direito à Bolsa, mesmo no caso de não cumprimento de condicionalidades, pois que, stricto sensu, o próprio estado estaria deixando de cumprir obrigação constitucional de combater a extrema pobreza de forma deliberada.
E ainda há que se considerar uma última argumentação no campo da analogia, visto que, mesmo inspirado em Josué de Castro, entendendo a primordialidade do combate à fome, mesmo assim, eu aceito que a hierarquização de Políticas Públicas é uma necessidade imposta pelo orçamento. Mas, não posso aceitar que o Combate à Miséria esteja em segundo plano, quando confrontado com as ações de educação e saúde, posto que as condicionalidades, quando não cumpridas, retiram da família menos zelosa o provimento a que tinham direito, conforme manda a lei.
Imagino se as condicionantes fossem utilizadas do mesmo modo como se usa no bolsa família, mas com outras atividades do estado. Claro, assim como se aceita para o programa de transferência de renda, também para outras políticas publicas tais condicionalidades existiriam com o mesmo intuito de incentivar o cidadão ao movimento de buscar mais cidadania.
Quando confrontados com esse exercício de analogia, tenho certeza de que todos aqueles que apoiam as condicionalidades para o desenvolvimento do Bolsa Família e que podem, nesse instante, estar imaginando o absurdo de minha proposta contraria a elas, ficariam pasmos diante de impensáveis condições.
Suponhamos então, que houvesse algum tipo de comprometimento no sentido de punir a família no caso de não matricula dos filhos e que a pena fosse a proibição de lhes serem ministradas vacinas. Por outro lado, vice versa, no caso de não cumprimento no Calendário de vacinação, seria negado o acesso à escola para os desafortunados.
Não há dúvida da impropriedade da proposta, contudo, é exatamente o que se faz a partir das condicionantes no Bolsa família. Condena-se os elementos à retornar para o limbo como se não fosse obrigação do Estado tirá-lo dali e sua condição de cidadão somente lhe fora garantida na expectativa de cuidar da educação e da saúde, como fossem tais iniciativas mais importantes do que a vida com o mínimo de dignidade, como aquela conquistada pelo ingresso no Programa.

PELA DIGNIDADE SEM CONDICIONANTES.
É o que gostaria de debater sinceramente.

 

Bolsa Família 

O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza.

O Bolsa Família atende mais de 13 milhões de famílias em todo território nacional. A depender da renda familiar por pessoa (limitada a R$ 140,00), do número e da idade dos filhos, o valor do benefício recebido pela família pode variar entre R$ 32,00 a R$ 306,00.

Artigo 3º da Lei 10.836 que criou o Bolsa Familia
Art. 3o A concessão dos benefícios dependerá do cumprimento, no que couber, de condicionalidades relativas ao exame pré-natal, ao acompanhamento nutricional, ao acompanhamento de saúde, à frequência escolar de 85% (oitenta e cinco por cento) em estabelecimento de ensino regular, sem prejuízo de outras previstas em regulamento.

 

DAS CONDICIONALIDADES

Art. 2º São condicionalidades do PBF, de acordo com o art. 3° da Lei n° 10.836, de 2004, e com os arts. 27 e 28 do Decreto nº 5.209, de 2004:

I - na área de educação:

para as crianças ou adolescentes de 6 (seis) a 15 (quinze) anos de idade, a matrícula e a frequência mínima de 85% (oitenta e cinco por cento) da carga horária escolar mensal; e

para os adolescentes de 16 (dezesseis) e 17 (dezessete) anos de idade, cujas famílias recebam o Benefício Variável Vinculado ao Adolescente - BVJ, a matrícula e a frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária escolar mensal;

II - na área de saúde:

para as gestantes e nutrizes, no que couber, o comparecimento às consultas de pré-natal e a participação nas atividades educativas sobre aleitamento materno e cuidados gerais com a alimentação e saúde da criança; e

para as crianças menores de 7 (sete) anos, o cumprimento do calendário de vacinação e o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil;

III - para as crianças e adolescentes de até 15 (quinze) anos, em risco ou retiradas do trabalho infantil, a frequência mínima de 85% (oitenta e cinco por cento) da carga horária relativa aos serviços sócio-educativos e de convivência, conforme estabelecido no art. 13 da Portaria/MDS nº 666, de 28 de dezembro de 2005


 

 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Março 09, 2012

default user icon
Postado por BADI

 

Muito bem meus amigos, convido-os pensar por um instante:

Se acaso aparecesse entre nós alguem com a seguinte pregação:

1) A humanidade foi destruída 81 vezes,e a Terra está prestes a explodir em breve, e que o único com poderes para impedir a explosão fosse esse tal Mestre.

2) Que a terra fosse a lixeira do universo, sendo os Estados Unidos o maior de todo esse lixo, e que só através da Crença no Poderoso, o homem será capaz de escapar da hecatombe.

 

3) Fosse ele, o grandão, o legitimo governante do mundo e maior do que o universo.

 

4) Que proíbisse qualquer outra crença religiosa entre os crentes de seu rebanho e acusasse outras religiões de enganar as pessoas.

 

5) O Poderoso alegasse ter providenciado tudo no mundo, mas que o holocausto do povo judeu por Hitler foi resultado de mudanças em fenômenos celestes.

 

6) Que afirmasse; "a ciência é forçada sobre a humanidade por interesse de seres extraterrestres", e que, aliás, inventaram o computador para controlar a humanidade na terra

 

7) Que a ciência na verdade é um culto.

 

8) Que os praticantes de sua religião não devem ir ao médico ou a tomar medicamentos para tratar a doença, porque, sendo crentes verdadeiros, nunca adoecerão. E inclusive, um praticante de Fé pode até se jogar embaixo de um carro que não morrerá.

 

9) Mandasse os praticantes de sua religião desistir de tudo e deixar se levar por pensamentos de vida e morte para tornarem-se Deuses. E se gabasse de que fará um Milagre para todos os praticantes voarem de seus corpos quando morrerem.


10) Denominasse aqueles contrarios a pratica de sua Religião de Demônios e que, sendo demônios regicidas devem morrer  e que aqueles de sua seita que matam demonios (diretamente ou atraves de parentes e profissionais) são perdoados.


11) E se mais 1.000 praticantes morreram acreditando por seguir tais ensinamentos; se recusando procurar tratamento médico para suas doenças.

 

12) E se várias centenas causaram auto-mutilação ou suicídio, por acreitarem na imortalidade.

 

13) Profissionais medicos seguindo os preceitos da religião causassem mais de 30 mortes

 

E SE ESSE SUJEITO FICASSE MUITO FAMOSO

ENTRE AS PESSOAS MAIS SIMPLES DE SEU PAÍS?


E SE ELE GANHASSE MUITO DINHEIRO COM ESSA ESTORIA?

 

E se o Governo de seu País proibisse essa pratica de Charlatanismo?

 

E se uma faculdade estrangeira; fizesse uma exposição contra a "perseguição" que o seu Pais promove contra esta crença religiosa?

 

E se o País onde esta estabelecida esta renomada universidade também proibisse muitas praticas?

Por exemplo, se o Pais onde se localiza essa faculdade, tão preocupada com a liberdade de culto, proibisse pessoas de cultivar o nazismo? E mais, se segundo as leis deste país, pessoas que veêm o futuro ou que declarem ter poderes sobrenaturais e que ganhem dinheiro usando destes "dons" fossem presas?

 

E SE ESSA FACULDADE VENDESSE PARA SEUS ALUNOS A ESTORIA DO PRESS REALESE EMITIDO POR ESSA ENTIDADE, SEM SE DAR A CHANCE DE OUVIR O LADO DAS AUTORIDADES DE SEU PAÍS?

 

 

Bem, então, voce consideraria isto uma hipocrisia ou maniqueismo?

 

Voce esta convidado para assitir a exposição  abaixo:

 

EACH apresenta exibição internacional de pinturas que retratam prática perseguida na China

Foto: Reprodução


A obra "Chamado inocente", do artista Xiaoping Chen, faz parte da exibição internacional
A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH | USP Leste) apresenta a partir da próxima segunda-feira a exibição internacional de artes “Verdade, Benevolência e Tolerância”, no saguão do prédio da Administração, das 8h às 22h. A exposição gratuita e aberta ao público reúne obras de 18 artistas praticantes de Falun Dafa, meditação que é perseguida na China. 

Carregadas de significados e sentimentos, as obras abordam questões atuais como liberdade de consciência, de expressão e de crença, além de valores como verdade, bondade e tolerância. O objetivo não é apenas entreter o público, mas também provocar reflexões sobre a condição humana no mundo contemporâneo. 

Com passagem em mais de 40 países, a exibição é composta por 22 pinturas de artistas da Fei Tian Academy of The Arts, sediada em Nova York. A instituição disponibilizou as obras para a Associação Falun Dafa no Brasil, atual organizadora da exibição que acontece até o dia 30 de março na EACH.

A prática do Falun Dafa surgiu na China em 1992 e ensina a desenvolver fortes valores morais por meio da aplicação dos princípios de verdade, benevolência e tolerância. Em 1999, o Partido Comunista Chinês ordenou a perseguição dos praticantes, aproximadamente 100 milhões de chineses. Atualmente, o Falun Dafaresiste pacificamente à campanha de extermínio e é praticado em mais de 80 países.

A EACH está localizada na Avenida Arlindo Béttio, 1000, no bairro de Ermelino Matarazzo. É possível chegar facilmente à unidade pela estação USP Leste da linha 12-Safira da CPTM.

 

 

LEIA UM POUCO DO LIVRO SAGRADO

 

ZHUAN FALUN

Girando a Roda da Lei

 

 

AGORA PERMITA-SE QUESTIONAR A INTELIGENCIA POR UM BREVE INSTANTE:

SERÁ QUE ESTA EXPOSIÇÃO É O INICIO DE UMA SERIE NA QUAL SE APRESENTARÃO CHARLATANICES PROIBIDAS EM OUTROS PAISES TAMBÉM? DUVIDO!

ENTÃO, POR QUE A CHINA? OU MELHOR; POR QUE SÓ A CHINA? SERÁ QUE OUTROS PAISES TAMBÉM NÃO PROIBEM IGREJAS DE SE MANIFESTAREM? ME ENGANA QUE EU GOSTO! 

 

MAS VAMOS IMAGINAR QUE NÃO HAJA QUALQUER MOVIMENTO ECONOMICO, POLITICO IDEOLOGICO POR DETRAS DESTA EXPOSIÇÃO...

VAMOS INTERPRETAR A CONTENTO O PAPEL AO QUAL ESTÃO NOS CHAMANDO REPRESENTAR....

VAMOS NOS INDIGNAR E BATER PALMAS... 

MAS, VAMOS SAIR SÓ UM POUQUINHO DO SCRIP...

VAMOS COLABORAR COM SUGESTÕES PRODUTIVAS...

 

SENDO ASSIM APRESENTO SUGESTÃO PARA PROXIMA EXPOSIÇÃO

Reparem que a foto também é emocional... Dá pra usar no Press realese

Este ser divino foi perseguido em varias partes do mundo. Ele foi expulso da Inglaterra e da França. Ele, o proprio Filho do Pai, enfrentou anos de luta judicial para poder adotar o nome de Inri Cristo e por conta desta proibição, imposta pelas terriveis autoridades brasileiras, viveu como apatrida durante anos. Não somente tais humilhações ele teve de enfrentar no passado pois que, a  (SOUST)  "Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade"  não é reconhecida no mesmo nivel das igrejas catolicas e pentecostais e a ele não se oferecem isenções de taxas e impostos e nem dinheiro publico para realizar projetos sociais tal como fazem com as outras entidades religiosas. Ele também não pode dar conforto aos doentes e aos presos, nos hospitais e nas cadeias.

Inri Cristo sofreu todas estas perseguições sem nunca recomendar a alguem deixar de ir em medico, ou se matar, imagine se orientasse seus fieis nesse sentido, o que as autoridades deste País fariam com o Filho do Pai. 

Por todo exposto, creio que Inri Cristo merece uma exposição na EACH nos mesmos moldes do Mestre do Dafa. Ele e seus seguidores merecem todo nosso apoio...

Ou não? 

 

Não se deixe manipular; o mundo é mais complexo do que lhe querem apresentar aqueles defensores de interesses ou os ignorantes usados por eles. Nesse jogo promovido pelo Capitalismo, agora utilizando a EACH como correia de transmissão, se busca sempre, através de maniqueismos tolos,  querer que acreditemos estar vivendo  num filme de bang-bang, cheio de bandidos mauzinhos (de olhinho puxado, né?) e mocinhos bonzinhos (Loirinhos de olhos azuis). Ops!


DE UMA CHANCE A SUA INTELIGENCIA E PERGUNTE SE ESTA EXPOSIÇÃO NÃO DEVERIA SER MAIS AMPLA E TRAZER MAIS INFORMAÇÃO DO QUE O PRESS REALESE DA INSTITUIÇÃO QUE SE DIZ PERSEGUIDA PELO GOVERNIO CHINES SEM NENHUMA PALAVRA DO OUTRO LADO.

IMAGINE  SE VOCE OUVISSE APENAS O LADO DE HENRY CRISTO E MAIS... PARTINDO DO PRINCIPIO QUE ELE É REALMENTE O FILHO DO PAI.

 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Fevereiro 16, 2012

default user icon
Postado por BADI

Documentos divulgados esta semana na Internet revelam alegados detalhes da estratégia de uma organização norte-americana que contesta a visão dominante na ciência sobre as alterações climáticas, incluindo um plano para levar as suas teses às escolas.

Os documentos – na maior parte relacionados com uma reunião realizada em Janeiro – supostamente pertencem ao Instituto Heartland, uma das organizações mais activas nos EUA na contestação às evidências da influência humana sobre o aquecimento global verificado no século XX.

O instituto confirmou num comunicado, ontem, que alguns dos documentos “foram roubados” e “pelo menos um é falso e alguns podem ter sido alterados”. 

“Os documentos roubados foram obtidos por uma pessoa desconhecida que fraudulentamente assumiu a identidade de um membro da direcção do [Instituto] Heartland e convenceu um funcionário a ‘reenviar’ materiais da direcção para uma nova morada de email”, refere o comunicado, divulgado ontem à noite. “Nós queremos identificar esta pessoa e vê-la na prisão por esses crimes”, acrescenta o comunicado.

Um caso semelhante – conhecido como Climategate – ocorreu no final de 2009, quando emails de vários climatologistas obtidos ilegalmente dos servidores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, foram publicados na Internet. O conteúdo de alguns emails foi interpretado como revelador de que alguns cientistas manipularam ou ocultaram dados que poderiam enfraquecer a conclusão de que a Terra está a aquecer e que a culpa principal é humana. Três inquéritos posteriores refutaram que tenha havido qualquer fraude ou má-conduta científica, embora tenham apontado falhas na disponibilização pública de dados. 

Materiais escolares alternativos

Agora, a situação é a inversa. Os documentos alegadamente revelam a estratégia interna de uma organização cuja posição contra a ciência climática vigente é publicamente conhecida. “Não tivemos até agora nenhuma prova a indicar que os documentos não são reais”, disse ao PÚBLICO Branden DeMelle, editor do blogue DeSmogBlog, que divulgou os documentos do Instituto Heartland. 

Pelo menos um dos documentos – um memorando “confidencial” sobre a estratégia climática do Instituto Heartland – é refutado pela organização como “totalmente falso, aparentemente com a intenção de difamar e desacreditar” o instituto, segundo o comunicado. Parte do seu conteúdo, no entanto, está reproduzida noutro documento, cuja autenticidade o instituto não desmentiu no comunicado – embora tenha dito que ainda está a verificar a autenticidade de todo o material.

Neste documento – um plano para obtenção de fundos em 2012 – há uma menção a uma proposta para a produção de materiais escolares que apresentem a questão das alterações climáticas como controversa em vários aspectos, desde os modelos climáticos até à influência humana – o que coincide com as posições que o Instituto Heartland assume publicamente. O argumento invocado no documento é o de que não há livros escolares que não sejam "alarmistas ou abertamente políticos".

O PÚBLICO tentou, sem sucesso, contactar por email o autor desta proposta, David Wojick, descrito no site do instituto como consultor do Departamento de Energia do Governo norte-americano.

Informações sobre doadores 

O documento detalha o financiamento deste e de outros projectos – incluindo o apoio ao Nongovernamental International Panel on Climate Change (NIPCC), uma rede de especialistas com visões alternativas às do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Também figura no documento o apoio à criação de um site com interpretações gráficas dos dados de uma nova rede de estações meteorológicas da NOAA, a agência norte-americana para a atmosfera e os oceanos – uma ideia do meteorologista e blogger norte-americano Anthony Watts, que defende que a tese humana do aquecimento global baseia-se em dados imprecisos.

Há menções a apoios a outros nomes conhecidos entre os chamados “cépticos” das alterações climáticas, e que já figuravam como colaboradores do Heartland Institute.

Embora muita da informação apenas detalhe ligações que já se conheciam, os documentos revelam dados que o instituto não divulga publicamente, em especial sobre os seus financiadores. O seu último relatório anual, divulgado no site do instituto, refere apenas que, em 2010, foram recebidos 6,1 milhões de dólares (4,7 milhões de euros), dos quais 48% vieram de fundações, 34% de empresas, 14% de pessoas individuais e 4% de outras fontes. 

Nos documentos agora divulgados surge a menção a um doador em particular – descrito como “o doador anónimo” –, que terá sido responsável, individualmente, por uma expressiva fatia das receitas do instituto. Em 2010, terá contribuído com o equivalente a 1,3 milhões de euros (27% do total) e em 2011 este valor terá caído para cerca de 770 mil euros (21%). Em 2007, 63% das receitas terão vindo deste doador, com uma contribuição de 2,5 milhões de euros. A maior parte destes valores foi aplicada nas actividades relacionadas com as alterações climáticas – uma das principais, mas não a única, do Instituto Heartland.

Os documentos revelam uma extensa lista com dezenas de apoiantes do instituto. Na lista não aparecem referências directas a empresas petrolíferas – sendo que, pelo menos, a ExxonMobil terá, no passado, financiado organizações e pessoas contra a visão consensual da ciência sobre as alterações climáticas. Consta da lista a fundação Charles G.Koch, ligada à indústria do petróleo, com uma contribuição marginal em 2011 (0,5% das receitas do instituto) e que no orçamento para 2012 se espera ampliar para 2,5%.

Indirectamente, o Instituto Heartland reconheceu a veracidade da lista de doadores, a quem pediu desculpas, no seu comunicado, pelas suas identidades “terem sido reveladas por este roubo”.

 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

default user icon
Postado por BADI

Senado debate sobre papel das agências reguladoras

O que se projetava apenas como uma sabatina para recondução ao cargo do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, ao final, derivou no questionamento, pelo líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo, Walter Pinheiro (PT-BA), do real papel que as agências regulado

O debate surgiu na sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado (CI), durante a sabatina de Bernardo Figueiredo, que teve seu nome aprovado por 16 votos favoráveis e uma abstenção para um novo mandato à frente da instituição. O senador Roberto Requião (PMDB-PR) acusava Bernardo Figueiredo de ligações com interesses privados no ramo das ferrovias.ras devem desempenhar no mercado.

Coube a Walter Pinheiro, em seu primeiro embate concreto como novo líder, requalificar o debate, propondo uma discussão de fundo que permita redefinir o papel das agências reguladoras e os “vícios e distorções” que elas trazem desde a origem.

Atributo técnico
“Em primeiro lugar”, pontuou Pinheiro, “as agências não deveriam formular políticas. O papel delas é regular e fiscalizar determinados setores. Sem estrutura para isso, muitas vezes elas parecem ter sido capturadas por interesses privados, já que são incapazes de enfrentar grandes conglomerados, muito mais aparelhados e organizados”, afirmou Pinheiro.

O líder petista lembrou que o que hoje é tratado como “relação com os interesses privados” — ter uma trajetória profissional no segmento regulado pela agência — já foi cotado como “atributo técnico” indispensável aos candidatos ouvidos em sabatinas anteriores. “Em seus dez anos de existência, a ANTT poderia ter dado uma contribuição muito maior para a reestruturação da malha ferroviária do País. Mas esse é um problema que não se resolve personalizando as críticas nesse ou naquele gestor, mas repensando as tarefas das agências reguladoras”.

A reflexão de Pinheiro sobre os vícios de origem das agências reguladoras mudou o curso do debate e pareceu esfriar a lista de oradores inscritos para apoiar ou rebater as críticas à gestão da ANTT. “Estamos reeditando a Batalha de Itararé, a que não chegou a ser lutada”, resumiu o relator da proposta de recondução de Figueiredo, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), referindo-se a um célebre episódio da Revolução de 1930, no qual um confronto entre as tropas de Getúlio Vargas e Washington Luiz—antecipado como “o mais sangrento da América do Sul”- acabou resolvido com a substituição dos tiros pela interlocução política.

Sabatina


Desde a última segunda-feira (13/02), a reunião da CI prometia se converter num franco tiroteio

Após ouvir as explicações do dirigente da agência reguladora, que negou todas as acusações, Jorge Viana (PT-AC) resumiu: “Infelizmente, no Brasil, não é raro que o jogo político transforme questionamentos do Ministério Público em acusações e, pior, em sentenças condenatórias”. — a “munição” já havia sido antecipada por Requião em discursos no plenário da Casa. A principal peça de acusação era uma série de questionamentos do Ministério Público Federal ao dirigente da ANTT. Iniciada a sabatina, os senadores peemedebistas Ricardo Ferraço (ES) e Requião reafirmaram essas críticas e questionamentos, rebatidos por Bernardo Figueiredo.

Foram apontados problemas em rodovias e ferrovias concedidas, inclusive quanto ao descumprimento dos investimentos previstos e questionada a validade do projeto do "Trem Bala", entre São Paulo e Rio de Janeiro. Requião apontou o diretor da ANTT como defensor de interesses das concessionárias do setor férreo e chegou a mencionar a outorga de novas concessões de linhas à ALL, a maior operadora do setor, logo após o indicado assumir o primeiro mandato à frente da ANTT.

Figueiredo negou que tenha sido o responsável pelas outorgas, salientando que as linhas foram adquiridas pela ALL antes de sua nomeação. Também negou que tenha atuado na modelagem da privatização do setor férreo no governo FHC e, em seguida, já no setor privado, na estruturação dessa empresa, embora tenha sido integrante de seu Conselho de Administração. Ele disse que se orgulhava do seu currículo.

O indicado, que recebeu elogios de integrantes da base, colocou-se à disposição para um debate qualificado sobre os transportes no País. Bernardo Figueiredo terá seu nome ainda submetido ao plenário do Senado, a quem cabe a decisão final.

 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Fevereiro 04, 2012

default user icon
Postado por BADI

 

A mídia autóctone anda muito interessada em dois assuntos para os quais não costuma dar bola: blogueiros e direitos humanos. Só que não é aqui, mas em Cuba. Enquanto isso, no Brasil, detrata blogueiros e relativiza direitos humanos.

A blogueira cubana Yoany Sanchez é a contemplada por esse apreço inédito da mídia brasileira por ser a maior detratora individual do regime cubano em todo o mundo. Ninguém fala tão mal de Cuba quanto ela, que produz música para os ouvidos dos barões midiáticos.

Yoany, porém, é uma farsa, uma construção anticastrista que se dedica a inventar histórias sobre “violações de direitos humanos” em Cuba, como fez recentemente no caso do dissidente Wilman Villar Mendoza, que faleceu em Santiago de Cuba no mês passado.

A história da blogueira foi a de que Mendoza faleceu devido a uma greve de fome de 56 dias. Ela acusou o governo de seu país por sua morte dizendo-o “negligente”, provavelmente por não ter renunciado para atender às exigências do dissidente.

A verdadeira história, porém, é outra. Mendoza foi preso no fim de 2011 por ter agredido a esposa e quem o denunciou à polícia foi a própria sogra. Preso, teve complicações de saúde e faleceu.

Todavia, a mídia brasileira comprou integralmente a invenção de Yoany. E após o desmentido da família do sujeito de que ele fizera greve de fome, escondeu o fato do público.

As farsas da blogueira cubana são reiteradamente compradas pelos interessados estrangeiros. Como essa, agora, de que quer vir ao Brasil.

A mídia brasileira vende a história de uma revolucionária que luta contra uma ditadura cruel sob condições adversas, mas os fatos mostram que o regime cubano tem sido um pai para sua detratora. A história de Yoany não se encaixa no perfil que inventou.

Yoani María Sánchez Cordero é cubana de Havana, graduada em Filologia em universidade cubana desde 2000, segundo consta em seu blog. Dois anos depois de se formar às custas do erário cubano, casou-se com um alemão e foi viver na Suíça, não tendo tido qualquer dificuldade para emigrar.

Em 2004 decide voltar ao país, tornando-se o primeiro caso de alguém que fugiu de uma ditadura para dentro em vez de fugir para fora.

Se fôssemos tomar por base as condições de vida de Yoany na ditadura cubana, no entanto, concluiríamos que se trata de uma ditabranda.

Para comprovar isso, basta ver o escritório da blogueira na foto acima ou dar uma olhada na cena abaixo, em que ela aparece usando a internet sem fio de um dos hotéis mais luxuosos de Havana para falar mal de seu país em seu blog.

Ora, mas por que Yoany voltou à terrível ditadura Cubana? Porque gosta de sofrer?

CONTINUA NO BLOG DA CIDADANIA

 

 

 

Nas vésperas da visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, a mídia colonizada fez grande alarde em torno do nome da blogueira cubana Yoani Sánchez. Ela é apresentada como uma “jornalista independente”, que mantém um blog com milhões de acesso e que enfrenta, com muitas dificuldades materiais, a “tirania comunista”, que a persegue e censura.

Na busca pelo holofote midiático, líderes demotucanos e, lamentavelmente, o senador petista Eduardo Suplicy têm posado de defensores da blogueira. Eles se juntaram para pressionar o governo a conceder visto para que Yoani venha ao Brasil assistir à pré-estréia do filme “Conexões Cuba-Honduras”, do documentarista Dado Galvão – que, por mera coincidência, é membro-convidado e articulista do Instituto Millenium, o antro da direita que reúne os barões da mídia nativa.

A falsa “jornalista independente”

Mas, afinal, quem é Yoani Sánchez? Em primeiro lugar, ela não tem nada de “jornalista independente”. Seus vínculos com o governo dos EUA, que mantém um “escritório de interesse” em Havana (Sina), são amplamente conhecidos. O Wikileaks já vazou 11 documentos da diplomacia ianque que registram as reuniões da “dissidente” com os “agentes” da Sina desde 2008.

Num deles, datado de 9 de abril de 2009, o chefe da Sina, Jonathan Farrar, escreveu ao Departamento de Estado: “Pensamos que a jovem geração de dissidentes não tradicionais, como Yoani Sánchez, pode desempenhar papel a longo prazo em Cuba pós-Castro”. Ele ainda aconselha o governo dos EUA a aumentar os subsídios financeiros à blogueira “independente”.

CONTINUA NO BLOG DO MIRO

 

4.-Mentirosa compulsiva
-Mintió cuando denunció ante la prensa internacional que había sido golpeada por la policía en La Habana.
Medios de todo el mundo reseñaron que el 6 de noviembre de 2009 había sido arrestada en compañía de tres amigos por “tres fornidos desconocidos” durante una “tarde cargada de golpes, gritos e insultos”. El 8 de noviembre recibió a periodistas en su casa para mostrar las huellas de una supuesta golpiza, de la cual no había hablado hasta 48 horas después.

 

 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Fevereiro 02, 2012

default user icon
Postado por BADI

 

O Departamento de Informações Públicas das Nações Unidas recebe, até 12 de fevereiro, inscrições de jornalistas voluntários para trabalhar na Rádio ONU Português em Nova York.

A oportunidade é para participar de uma redação de jornalismo internacional e das atividades de novas mídias. A Rádio ONU transmite diariamente noticiários, entrevistas e programas especiais sobre o trabalho das Nações Unidas no mundo.

Não é necessário experiência. Obrigatório fluência verbal e escrita em português. Inglês desejável.

O voluntariado é de um mês, com possibilidade de renovação por igual período. O profissional deve arcar com todas as despesas de viagem e estada em Nova York.

CLIQUE NA FIGURA ABAIXO PARA MAIS INFORMAÇÕES

E PARA FAZER A INSCRIÇÃO

Clique Aqui para mais Informações

 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Janeiro 20, 2012

default user icon
Postado por BADI

Giovani Cherini
Giovani Cherini: medida vai proteger direitos e tirar do mercado pessoas não habilitadas.

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2533/11, do deputado Giovani Cherini (PDT-RS), que regulamenta o exercício da profissão de filósofo em todo o País. De acordo com a proposta, órgãos públicos da administração direta e indireta ou entidades privadas, quando encarregados de projetos socioeconômicos em nível global, regional ou setorial, deverão manter filósofos legalmente habilitados em seu quadro de pessoal ou em regime de contrato para prestação de serviços. A atuação do profissional ficará condicionada a registro prévio no órgão competente do Ministério do Trabalho.

O texto estabelece que só poderão exercer a profissão:
- os bacharéis em Filosofia;
- os profissionais que já estejam plenamente licenciados até a data da publicação da nova lei;
- os diplomados em curso similar no exterior, após a revalidação do diploma; e
- mestres, doutores e não diplomados que exerçam a atividade há mais de cinco anos.

Também será assegurado o exercício da profissão aos membros titulares da Academia Brasileira de Filosofia e aos por ela diplomados.

Contrato de trabalho
As atividades de filósofo serão exercidas na forma de contrato de trabalho regido pela Consolidação das Leis do Trabalho ou pelo Estatuto dos Servidores Públicos ou de forma autônoma.

“O Estado pode e deve agir para estipular as condições de habilitação e as exigências legais para o regular exercício da profissão de filósofo”, defende Cherini. “Essa medida é de suma importância, pois se de um lado retira do mercado de trabalho as pessoas não habilitadas, de outro, presta justo reconhecimento a esta milenar profissão, que é responsável pela preservação e expansão do pensamento e das ideias”, defende.

Competências
O projeto define como competências do filósofo: 
- elaborar, supervisionar, orientar, coordenar, planejar, executar, analisar ou avaliar estudos, pesquisas e projetos atinentes à Filosofia, história do pensamento e ideias em geral; 
- ensinar Filosofia, história do pensamento e das ideias em estabelecimentos de ensino, desde que cumpridas as exigências legais; 
- assessorar e prestar consultoria a empresas, órgãos da administração pública direta ou indireta, entidades e associações, assim como a pessoas físicas; e
- participar da elaboração, supervisão, orientação, coordenação, planejamento, análise ou avaliação de qualquer projeto global, regional ou setorial relativo à Filosofia.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 1 usuário votou. 1 voto | 2 comentários

Janeiro 13, 2012

default user icon
Postado por BADI

Rubens Bueno
Rubens Bueno diz que serviço obrigatório vai compensar ensino público gratuito.

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 326/11, do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), que obriga o recém-graduado das instituições públicas de educação superior mantidas pela União a prestar serviço social profissional pelo prazo de pelo menos seis meses, sem remuneração salarial.

Pelo projeto, o serviço social será prestado de acordo com a natureza da formação acadêmica, com o objetivo de colocar à disposição da sociedade a preparação profissional do recém-graduado. Ele será requisito prévio para obter o título ou grau acadêmico, sem substituir o estágio profissional obrigatório.

Contrapartida
Para Rubens Bueno, o projeto representa uma alternativa à ideia de cobrar mensalidades dos alunos de graduação do ensino público. “É justo que os estudantes beneficiários da privilegiada experiência de estudar gratuitamente nas melhores instituições de educação superior ofereçam à sociedade, também de forma gratuita, os seus serviços profissionais, pelo menos durante o curto período de seis meses”, argumenta.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), em 2007 o custo anual de cada aluno de universidade federal foi R$ 15.118,04. A meta do ministério é reduzir o valor para R$ 9.403,39 até 2012, com os esforços do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que está ampliando o número de matrículas ofertadas.

Desigualdade
A educação, diz o deputado, é uma estratégia privilegiada de redução das diferenças sociais. “O projeto objetiva determinar que, na formação em nível superior dos cidadãos brasileiros, seja assegurada a experiência indispensável de lidar com as questões mais importantes relativas à desigualdade social e à promoção de sua erradicação, mediante ações efetivas de desenvolvimento das comunidades carentes”, explica.

Além do caráter de justiça social e incentivo ao espírito de solidariedade, prossegue Rubens Bueno, não haverá qualquer prejuízo para o profissional recém-formado, que receberá ajuda financeira e terá sua atividade validada e incorporada ao tempo de serviço, para fins de aposentadoria.

O serviço social profissional obrigatório, sustenta o deputado, é uma compensação pelo privilégio do ensino gratuito, ao mesmo tempo em que abre aos brasileiros carentes o acesso efetivo aos diversos serviços de competência do poder público.

Tramitação
O projeto foi apensado ao PL 2598/07, do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que trata da prestação de serviço de saúde por estudantes. As propostas serão analisadas em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; Educação e Cultura; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Trabalho obrigatório de estudante 
Resultado Final
Você concorda com o projeto (PL 326/11)que obriga os alunos formados em universidades públicas a prestar serviço por pelo menos seis meses, sem remuneração salarial?  
Sim, porque o serviço obrigatório vai compensar o uso do ensino público gratuito.
34% (396 Votos)
Não, porque a sociedade já paga impostos para o governo oferecer a universidade gratuita.
66% (784 Votos)

1180 pesquisados registrados. 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 2 usuários votaram. 2 votos | 8 comentários

Janeiro 11, 2012

default user icon
Postado por BADI

Em uma iniciativa pioneira, o Brasil vai iluminar a Estação Antártica Comandante Ferraz com um motogerador a etanol. A ação faz parte da comemoração dos 30 anos da Estação, operada pela Marinha do Brasil, e conta com a parceria da Vale Soluções em Energia (VSE) e da Petrobras. O ministro da Defesa, Celso Amorim, chega hoje (10) à Antártica para visitar a estação, onde dará partida na operação do motogerador a etanol.

A partir de hoje, o motogerador - que fornecerá toda a energia necessária às operações e aos programas científicos da estação - passará a operar continuamente na Antártica, dando início ao programa científico. Com a iniciativa, o Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a utilizar biocombustível para produção de energia no continente.

O ministro Celso Amorim destacou que a iniciativa brasileira coloca o país em destaque no cenário tecnológico mundial. Lembrou, ainda, que a estratégia está alinhada à meta das Organização das Nações Unidades, que declarou 2012 como o Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos.

O projeto

O motogerador a etanol brasileiro foi desenvolvido com tecnologia totalmente nacional e gera energia limpa, sem qualquer tipo de aditivo, a partir de um sofisticado equipamento de controle e comando via internet. A Petrobras fornece 350 mil litros de etanol, idêntico ao utilizado nos veículos nacionais, e fará o acompanhamento tecnológico para validar a utilização do biocombustível em condições climáticas severas.

O equipamento e o biocombustível partiram em outubro do Brasil para a Antártica no navio de Pesquisas Oceânicas Ary Rongel. Em seguida, uma equipe de engenheiros brasileiros partiu para o continente para realizar as instalações e os testes necessários ao funcionamento do equipamento.

Durante um ano, o motogerador vai operar em total sincronismo com os motogeradores já existentes a diesel, preservando o parque energético atual como uma medida adicional de segurança.

Estação Antártica Comandante Ferraz

A estação brasileira é operada pela Marinha do Brasil e foi instalada na Baía do Almirantado, localizada na Ilha Rei George, no verão de 1984. A partir de 1986, passou a ser ocupada anualmente por militares da Marinha do Brasil e pesquisadores, podendo acomodar até 58 pessoas. A estação possui laboratórios destinados às ciências biológicas, atmosféricas e químicas.

 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Janeiro 09, 2012

default user icon
Postado por BADI

Palavras-chave: AGRESSÃO, ALUNO, estudante, NEGRO, POLICIA, USP

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 1 comentário

default user icon
Postado por BADI

Tenho certeza de que você nem percebeu como mudou minha vida hoje.
Quando você chegou despreocupado e perguntou: Como vai?
E eu acordei e pensei: Estou vivo!
Eu fiquei desperto depois daquilo. Permaneci vivo o tempo todo
Ouvindo meu coração, minha respiração...
Vendo as coisas que meus olhos olhavam...

Enxergando o mundo... 
E as pessoas mortas passando por mim...

Nem mesmo quando os objetos me envolveram, eu morri
Quando liguei o carro e ele rangeu querendo cuidados
Quando vieram os papéis me pedindo assinatura e responsabilidade
Nem mesmo nesse momento, eu morri
Não! Pelo contrário... Até nessa hora, eu me mantive atento

Passei o dia sobrevivendo
Capturei um pouco de ar puro na praçinha perto do escritorio
Cheguei muito perto da arvore...
Ela estava lá... Como sempre. Mas agora estava viva
Então, troquei carinhos com ela...

Agora lhe escrevo daqui, de meu cativeiro
Cercado por objetos.
Um quarto com uma cama e uma escrivaninha
Um aparelho de Tv. em cores. 21 Polegadas...
Um rádio relógio.
Visitas monitoradas.

Tento ouvir minha voz e escrever meus pensamentos
Talvez minhas últimas palavras sãs
Estou perto da morte
Tenho resistido, mas as forças estão esvaindo... Indo embora.
Milhares de tranqüilizantes correm em minhas veias sujando o meu sangue.
Tomei leite. Disseram que melhora.
Nada...
Combinemos então uma senha.
Se por acaso nos encontrarmos novamente
Pergunte-me: Como estou indo...
Se eu lhe devolver um sorriso, uma piscadela e agradecer...
É porque sobrevivi...
Se responder: Muito Bem, obrigado!
É porque estou morto.

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Dezembro 19, 2011

default user icon
Postado por BADI


por Conceição Lemes

A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República lançou em agosto de 2007 o livro-relatório Direito à Memória e à Verdade: Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Assinam a apresentação Paulo Vannuchi e Marco Antônio Rodrigues Barbosa, na época, ministro da Secretaria de Direitos Humanos e presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), respectivamente. Lá, afirmam:

“A violência, que ainda hoje assusta o País como ameaça ao impulso de crescimento e de inclusão social em curso deita raízes em nosso passado escravista e paga tributo às duas ditaduras do século 20. Jogar luz no período de sombras e abrir todas as informações sobre violações de Direitos Humanos ocorridas no último ciclo ditatorial são imperativos urgentes de uma nação que reivindica, com legitimidade, novo status no cenário internacional e nos mecanismos dirigentes da ONU”.

O livro é o resultado do trabalho desenvolvido ao longo de 11 anos (janeiro de 1996 a dezembro de 2006) pela CEMDP, que foi criada para três tarefas: reconhecer formalmente caso por caso, aprovar a reparação indenizatória e buscar a localização dos restos mortais que nunca foram entregues para sepultamento.

Instituída por lei, era composta de sete integrantes: um deputado da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, uma pessoa ligada às vítimas da ditadura, um representante das Forças Armadas, um membro do Ministério Público Federal e três pessoas livremente escolhidas pelo presidente da República.

Entre as pessoas escolhidas pelo então presidente Fernando Henrique, o jurista João Grandino Rodas, atual reitor da Universidade de São Paulo (USP). Ele integrou a CEMDP desde a sua criação, em dezembro de 1995, a dezembro de 2002, representando o Ministério das Relações Exteriores.

“O mesmo Rodas que permitiu a ação truculenta da PM no campus da USP há uma semana [8 de novembro] deu uma mãozinha para os carrascos das vítimas da ditadura de 1964 a 1985”, observa Carlos Lungarzo, membro da Anistia Internacional. “Na CEMDP, ele votou contra a culpabilidade do Estado pela morte e desaparecimento de vários presos políticos.”

Essa informação levou esta repórter a pesquisar os votos de João Grandino Rodas no livro-relatório Direito à Memória e à Verdade. E, de fato, dos pedidos em que ele foi desfavorável, pelo menos 11 acabaram sendo deferidos pela CEMDP. Nesses casos, curiosamente, Rodas votou como o general Oswaldo Pereira Gomesrepresentante das Forças Armadas, e/ou promotor Paulo Gustavo Gonet Branco, representante do Ministério Público Federal.

Continua no Blog Vi o Mundo

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

Dezembro 14, 2011

default user icon
Postado por BADI

 

O PERFIL PODE SER FAKE
MAS O RACISMO É VERDADEIRO
A verdade é que por trás da personagem existe alguém que se presta ao papel de propagar ideias racistas na rede e também é verdade que há uma legião de seguidores prontos a ouvir. Não há motivos para o ministério público não investigar e não há motivo para esse perfil continuar ativo na rede. O Twitter deve ser cobrado e se possível penalizado por permitir essa pratica no Brasil.
Abaixo registramos as mensagens racistas e preconceituosas somente para efeito de arquivo e para que possamos refletir sobre o assunto. É um quadro nefasto que mostra bem o quanto de energia se gasta por nada, quando um Ser humano se move apenas por preconceito e intolerância. E não é coincidência que tais sujeitos sempre têm suas opções politicas no campo da direita, um lugar ermo de inteligencia e humanidade.


 

Este post é Domínio Público.

Postado por BADI | 0 comentário

<< Anterior