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novembro 04, 2012

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Postado por Equipe Stoa

[Atualizado 14/11: alguns esclarecimentos e mudanças no cronograma]

Após um ano e meio de deliberações, debates e desenvolvimento, estamos prontos para migrar a Rede Social Stoa para um novo plataforma. Sob liderença de Paulo Mereiles e Fabio Kon do CCSL a equipe de desenvolvedores do Colivre implementou dezenas de melhorias e adaptações para a USP no Noosfero, o software livre e brasileiro para redes sociais.

Além de contar com tecnologia da Web moderna, algumas outras novidades incluem:

  • agora é possível convidar pessoas sem número USP a participara da rede;
  • chat entre contatos;
  • um interface de personalização do perfil amigável;
  • mais tipos de conteúdo: vários tipos de documentos, blogs (mais do que um por perfil), fóruns, galerias.
  • melhores ferramentas de gestão para administradores de grupos

O plano de migração é o seguinte:

  1. Na quarta dia 15, às 14:00: impedir novos cadastros, posts ou upload de arquivos no Stoa antigo.
  2. Começar o script da migração de conteúdo. Isto moverá posts, arquivos e alguns elementos do perfil  do stoa.usp.br/nome-do-perfil para social.stoa.usp.br/nome-do-perfil. O script deverá demorar 2 a 3 dias para completar a migração dos 50 mil perfis.
  3. Habilitar cadastros novos no novo sistema.

O login e senha de usuários existentes não mudarão (esperamos implementar o login via número USP a tempo). 

Após o dia 15 o conteúdo no Stoa antigo (stoa.usp.br/*) ainda ficará acessível e editável por um período (sobretudo para fins de fazer cópias manuais), mas a idéia é tirar o serviço do ar no início de 2013 (quando teremos certeza que tudo está tudo copiado corretamente para social.stoa.usp.br).

Para os usuários do Moodle do Stoa não vai mudar nada: continuarão se logando no Moodle do Stoa com o login e senha da Rede Social.

 

Para sugestões (qualquer passo do plano pode ser modificado) ou dúvidas, comente aqui ou entre em contato via suporte@stoa.usp.br

Ewout ter Haar

Palavras-chave: noticia

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Postado por Equipe Stoa | 2 comentários

outubro 28, 2012

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Postado por Equipe Stoa

Neste domingo, dia 28 de outubro, o Stoa (assim como outros serviços da USP) ficou indisponível das 17h até 21h devido a um problema no datacenter da USP


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agosto 19, 2012

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Postado por Ewout ter Haar

A instalação de um ambiente de trabalho mínimo para análise de dados usando ferramentas python, a partir de uma instalação nova de Ubuntu 12.04:

sudo apt-get install matplotlib build-essential python-dev libzmq-dev 
sudo apt-get install python-pip
sudo pip install ipython
sudo pip install pandas
sudo pip install tornado
sudo pip install pyzmq

A instalação com pip ao vez de apt-get é para ter acesso à versões mais novas das pacotes. Inicialmente, tinha feito a instalação de matplotlib usando pip e esta parou várias vezes, com erros do tipo

src/_png.cpp:10:20: fatal error: png.h: No such file or directory

Neste casos, uma busca no Google leva ao Stackoverflow que geralmente indica o pacote Debian/Ubuntu que está faltando, neste caso, libpng-devel. Consegui instalar, mas ao rodar ipython, estava usando o Agg backendo ao vez de TkAgg. Depois disto, resolvi instalar numpy e matplotlib via apt-get. Para pandas e ipython, porém, acho que vale a pena usar as últimas versões.

Para ver se tudo está funcionando, fiz

ipython notebook --pylab inline

e isto levante um FireFox com interface notebook do ipython.

Palavras-chave: dados, dataviz, ipython, matplotlib, pandas, python

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Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

agosto 10, 2012

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Postado por Maurício Kanno

Oi! Estou concorrendo a participar de uma mesa de debates do Sesc na Bienal do Livro para falar sobre meu primeiro romance, que gostaria de publicar! Chama-se "A Menina que Ouvia Demais". 

Você pode me ajudar, votando em meu vídeo de 2 minutos sobre o livro, neste link!

Basta fazer um rápido cadastro com nome, e-mail, CPF e uma senha qualquer. 

Se quiser me avaliar primeiro, lendo um pouco de minha literatura, tem aqui. Para saber mais sobre este concurso promovido pelo Sesc, denominado "Escritores in Progress", consulte esta página.

Agradeço toda ajuda redivulgando este pedido! É muito importante pra mim! :D

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Postado por Maurício Kanno | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

junho 10, 2012

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BeBook 7" Live

Pt-Br - Eu uso e recomendo o BeBook, por ser ágil, leve, posso usar em qualquer lugar. Na escola é prático e rápido para pesquisar e acompanhar as aulas. Carrego todas as minhas anotações de aula permitindo estar sempre atualizado.

US-In - I use and recommend the BeBook, being agile, lightweight, I can use anywhere. At school a practical and fast to search and follow the lessons. I carry all my lecture notes allowing to be always updated.

http://mybebook.com/tablets/c22/p68/bebook-live-android-tab

Palavras-chave: bebook, eletronic reader

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Postado por Asciutti, Cesar Augusto | 0 comentário

junho 05, 2012

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Postado por Equipe Stoa

Hoje, dia 5 de junho poucos minutos após meia-noite, a rede da USP e os seus serviços principais estão passando por dificuldades. Entre outros serviços, o Moodle do Stoa está indisponível. 

Divulgaremos aqui notícias assim que ficarão disponíveis.

Atualizado 9h27 05/05: Veja uma notícia do CCE.

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maio 27, 2012

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Ola' a todas(os). Estou postando este rema pra saber se alguem ja conseguiu o milagre de acertar os tramites para enviar um aluno de graduacao para o exterior nesta nova (e importantissima!) iniciativa da USP visando a internacionalizacao.

Estou ha' tres meses, diariamente, procurando por instituicoes, contatos, grade curricular, e ja' conseGui, junto com a aluna que pretende ir ao exterior, diversos cursos onde ela teria um ganho academico e cultural enorme, mas sempre que chegamos 'a conclusao que " agora vai", que cumprimos todo o requisito, volta tudo ao zero por alguma exigencia extra ou coisa parecida...

Estou comecando a associar isso com o filme " tropa de elite", onde o pessoal diz pro sujeito "PEDE PRA SAIR!!!"... As vezeS me parece que alguem esta' nos dizendo "desiste disso!", tamanha esta' a complicacao... Estamos bem cansados deste processo todo, mas vamos persistir (sabe la' ate' quando...).

 

Abracos

Palavras-chave: burocracia, graduacao, Interacionalizacao, mobilidade internacional, tropa de elite

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Postado por Eder Cassola Molina | 0 comentário

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http://m.youtube.com/watch?v=ZusicyaZ6ms

Video que os alunos do IAG fizeram para incentivar o preenchimento do SIGA. Baseado no classico BOHEMIAN RHAPSODY, do nao menos classico Queen. Eu recomendo!

 

Palavras-chave: BOHEMIAN RHAPSODY, GRADUACAO, IAG, QUEEN, SIGA

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Postado por Eder Cassola Molina | 1 comentário

maio 23, 2012

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Ni!

Há duas décadas atrás, um ainda jovem Movimento Software Livre alertava o mundo de que o grande limitante para o avanço das tecnologias e de seu usufruto pleno e ético pela sociedade era o controle sobre o código fonte executado pela imensa maioria dos computadores, praticamente dominados por uma só empresa.

Através do avanço da Internet, impulsionado por tecnologias desenvolvidas pelo movimento, esse domínio caiu e ainda hoje estamos a assimilar mudanças de paradigma muito além do prometido.

Hoje, e de fato já há alguns anos, parte do Movimento Software Livre começou um novo alerta. O grande limitante para o avanço das tecnologias e de seu usufruto pleno e ético pela sociedade ganhou um outro aspecto, o controle dos dados e da interoperabilidade dos aplicativos que os manipulam. Praticamente dominados por três empresas: Google, Facebook e Apple.

Enquanto a resposta anterior foi criar um sistma operacional livre, hoje conhecido por GNU/Linux, a resposta atual iniciou-se com a conceituação de serviço federado e autônomo, o desenvolvimento da licença AGPL, e uma chamada à produção de plataformas que substituam os atuais monopólios.

Explico:

Federado é o serviço que funciona como o email, onde eu posso escolher meu provedor e interoperar com quem escolheu outro naturalmente, através de protocolos estabelecidos por considerações técnicas e sociais e não pelo interesse unilateral da maior empresa.

Pense num usuário do Facebook adicionando um usuário do Google+, ou alguém usando o Google Apps para colaborar com um usuário do Office 360, alguém usando o Twitter para seguir um Tumblr, ou postando uma vídeo resposta no Vimeo para um vídeo no Youtube. Nada disso é possível hoje, pois na ausência desses protocolos, cada serviço origina um grande monopólio para o qual é vantagem manter os usuários dependentes de si, evitando inovações maiores do que a altura dos seus muros, mesmo que elas sejam de interesse dos usuários.

Autônomo, um conceito mais novo, é o serviço onde o provedor não tem controle sobre os seus dados, nem legalmente, nem tecnicamente, podendo os dados inclusive estar hospedados em um outro provedor, com o qual o primeiro interopera através de protocolos estabelecidos por considerações técnicas e sociais e não pelo interesse unilateral da maior empresa.

O email ainda serve de exemplo, pois você pode fazer o download de todas as suas mensagens e carregá-las em outro provedor, como também pode encriptar suas mensagens ao armazená-las, de forma a dificultar o acesso do provedor ao conteúdo delas. Serviços autônomos, contudo, consideram a separação entre serviço e dados de forma ainda mais implícita. Na sua forma mais avançada, você escolhe dois provedores: um que hospedará seus dados e outro que oferece os aplicativos. Você pode, a qualquer momento, trocar seu provedor de aplicativos mantendo os seus dados no mesmo lugar, ou vice-versa. Além dos ganhos evidentes em privacidade, isso promove a concorrência entre ofertas de dados e aplicativos, como também a interoperabilidade dos dados, libertando o usuário da necessidade, e até mesmo da conveniência, de usar um único provedor para todos os serviços.

Mas, mais do que isso, serviços federados e autônomos desbloqueiam uma mágica que ainda hoje a Internet não nos permite usufruir: a possibilidade de processar esses dados para nossas necessidades específicas, ignoradas pela abordagem "uma interface, um algoritmo" dos mega provedores, e todo um mercado de personalização da informação que permanece subdesenvolvido. A princípio isso terá imenso significado para a capacidade de empresas estudarem e transformarem seus processos e produtividade, hoje sequestrados pelas grandes plataformas para qualquer coisa mais moderna do que email.

Essa personalização estende-se da escolha da interface e organização dos dados até os algoritmos que os processam, e mais além com o uso de inferência estatística e inteligência artificial para enriquecer as informações. E assim, aos poucos, essas práticas entrarão também no cotidiano das pessoas, permitindo que o usuário organize as suas informações pessoais da forma como organiza seu pensamento e sua vida, refletindo a individualidade das suas relações e tornando sua experiência mais natural e prazeirosa, reduzindo o stress informacional.

Uma boa metáfora aqui é a moda. Hoje convivemos com apenas três grifes de informação, mas que estão funcionalmente divididas: uma orientada para o trabalho, outra para a vida pessoal e consumo, e por fim uma para o deleite focado na elite. Ou seja, cada domínio da vida só nos dá uma única opção de vestimenta! Estamos, aqui, presos num espaço de extrema subutilização da criatividade humana.

Bem, por uma provocação do Paulo Meirelles a indicar nomes internacionais para convidados do Fórum Internacional de Software Livre deste ano, acabei compilando num email para a lista de discussão do Centro de Competência em Software Livre da USP uma conjunto de projetos que inovaram substancialmente na direção discutida acima, e então o Luciano Ramalho convenceu-me a transformar a lista neste post.

Há um número crescente de projetos inovadores acontecendo no movimento Software Livre relacionados a web, federação, autonomia e mobile. Cada um deles tem potencial real de revolucionar a Internet ou, mais precisamente, as nossas vidas pessoais, profissionais e as empresas.

Se o movimento conseguir aproveitar a vantagem com que já está partindo para quebrar o velho modelo, essa área pode explodir e projetar o software livre como nunca antes. As iniciativas abaixo já estão gerando novos modelos de desenvolvimento e de negócio, simultâneamente ao que revelam sentidos mais profundos de liberdade para o software.

Parece-me fundamental, neste momento, trazer isso para conhecimento do público e dos desenvolvedores brasileiros, que às vezes sinto estarem comendo bola nessa direção, especialmente por ser uma área que está nessa transição para abrir-se como negócio lucrativo ao mesmo tempo em que tem aspectos técnicos extremamente inovadores e finalmente resolve questões éticas com as quais estamos nos debatendo há alguns anos.

Eis a lista de convidados sugeridos, trocado o destaque do nome para os projetos....

StatusNet

http://status.net/

Evan Prodromou

Desenvolvedor do StatusNet - plataforma microblog federada AGPL - e da empresa homônima que vende redes federadas como serviço autônomo.

http://evan.prodromou.name/

Se não puder vir o Evan, peçam pra ele indicar alguém - o statusnet é talvez a rede federada de maior sucesso e relevância depois de email e XMPP.

XMPP/Jingle

http://xmpp.org/

Peter Saint-Andre

Falando em XMPP, que tal convidar o Pierre da XMPP Strandards Foundation e administrador do Jabber.org?

https://stpeter.im/

Media Goblin

http://mediagoblin.org/

Christopher Allan Webber

Desenvolvedor do MediaGoblin - plataforma multimídia federada AGPL - e engenheiro de software da Creative Commons.

http://dustycloud.org/

Se não puder vir o Chris, peçam pra ele indicar algum outro desenvolvedor, tem uma galera forte no MG.

Own Cloud

Algum desenvolvedor do Owncloud - plataforma AGPL para dados pessoais e aplicativos autônomos - que já está sendo vendido como serviço autônomo.

http://owncloud.org/

remoteStorage (Unhosted)

Se rolar também tragam alguém do Unhosted, projeto que está criando protocolos e bibliotecas (remoteStorage) para aplicativos web usarem dados remotos, viabilizando autonomia dos dados.

http://unhosted.org/

Diaspora ou Friendica

Também acho que vale a pena chamar alguém desses projetos, especialmente se o Evan, o Peter ou o Christopher não puderem vir.

http://diasporafoundation.org/

http://friendica.com/

Mobile

Como não dá pra falar de computação sem considerar dispositivos móveis, vale notar também o progresso das plataformas móveis que buscam internalizar os princípios do software livre, federado e autônomo, em sua constituição - ainda que a maioria das demais já tenha na web um ponto de compatibilidade.

O mercado mobile nasceu já em forma de cartel e é violentamente controlado pelas operadoras, e as empreitadas do software livre até então não lograram sucesso, porém falharam gloriosamente indo sempre um passo adiante. Com o amadurecimento dessas e o sucesso do Andoid, empurrado pelo gigante que o desenvolve, há sinais de que esse mercado está mais preparado para receber software livre.

Atualmente a Mozilla vem trabalhando no desenvolvimento do Boot2Gecko, e a Intel com a Linux Foundation no Tizen - herdeiro do Meego e, através deste, do Maemo e do Moblin. Também a Canonical vem aprontando algo nessa direção.

https://www.mozilla.org/en-US/b2g/

http://www.ubuntu.com/devices/android

https://www.tizen.org/

Infraestrutura

Antes de encerrar esta lista, há uma última direção importante de mencionar, que é a infraestrutura livre de computação distribuída para garantir que os provedores federados e autônomos possam dar escala a seus serviços de forma eficiente e confiável.

Dois projetos que merecem atenção aí são o OpenStack e o OpenCompute, ambos relacionados a padronizar hardware e software abertos para esse fim.

http://openstack.org/

http://opencompute.org/

Bem, é isso aí! Evidentemente não estou aqui pra dizer que esses projetos são mais importantes que outros similares, ou que eles abordam um problema mais importante do que, por exemplo, edição de vídeo não linear ou desenho para engenharia, mas eles focam uma área pervasiva que se aproxima de um ponto crítico onde a direção tomada terá grande significado social, político e econômico.

Abraços,

ale

.~´

 

Palavras-chave: autônomo, federado, fisl, livre, software livre

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Postado por Alexandre Hannud Abdo | 0 comentário

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Postado por Equipe Stoa

[Atualizado 21h10 23/05] Hoje foi mandado, por engano, um email a uma fração pequena (5%) dos usuários do Stoa. O email disse:

Hi, Fulano do Tal
Welcome to Noosfero! To activate your account, follow the link:
http://test.stoa.usp.br/account/activate?activation_code=ae34136c06474d01c5e
Greetings,
--
Noosfero team.
http://test.stoa.usp.br

Este email foi mandado por engano e pode ser ignorado.

Estamos no processo de desenvolvimento do novo Stoa, que a partir do próximo semestre, usará a plataforma Noosfero (http://noosfero.org) como rede social. Uma série de funcionalidades estão sendo adaptadas no Noosfero para melhor atender as necessidades do ambiente colaborativo que é o Stoa. Várias delas já foram implementadas. Nosso próximo passo é colocar uma versão de homologação do ambiente no ar ainda no mês de maio.

Dessa forma, para fazermos os testes mais próximo da realidade dos nossos usuários, bem como simularmos como ficarão as informações do atual Stoa no novo Stoa, foi definido um plano de migração. No fim da tarde desta quarta-feira, 23/05/2012, infelizmente, cerca de 5% dos usuários cadastrados no Stoa receberam um e-mail (notificação) de boas-vindas do Noosfero indevidamente.

Assim que constatamos o problema tomamos as providências junto com eles. Agora, nosso teste de migração está sendo executado sem ocasionar nenhum tipo de incomodo aos usuários cadastrados no Stoa. Pedimos as sinceras desculpas e garantimos que falhas desse tipo não ocorrerão novamente.

Contamos com a compreensão de todos. Estamos trabalhando para oferecer, em breve, um novo e melhor Stoa.

atenciosamente,
Equipe Stoa

Palavras-chave: noosfero, stoa

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maio 13, 2012

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Postado por Equipe Stoa

(Atualizado 11h, 13/05)

O Moodle do Stoa (novo) estava inacessível de aprox. 7h até 10h30 de 13/05.

Os administradores de sistema do CCE foram avisados e estamos investigando o que  está aconteceu. Graças à rápida ação do MOC / CCE, o serviço já está no ar normalmente.

Ewout - Coordenador do Projeto Stoa

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abril 23, 2012

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Postado por Maurício Kanno

Opa, texto em inglês? Pois é, escrevi originalmente para meu journal, ou blog, de meu perfil na rede social artística deviantArt, e, depois de quase 2 anos sem publicar nada aqui no Stoa, achei que seria legal publicar aqui também no meu blog tradicional. Espero que seja útil para alguém por aí. :)

Trata-se de um balanço bem abrangente de tudo o que tenho feito no mundo do desenho, pintura e literatura. Basicamente, cito os dois cursos que faço atualmente, de ilustração e perspectiva; conto sobre meu aproveitamento de sete maravilhosos livros que ensinam a desenhar; e cito dois romances que li e estou lendo.

Também tem uma parte megalomaníaca: Cito meus 27 projetos de ilustração e/ou pintura, cinco deles com rascunhos já publicados; conto sobre meu primeiro romance concluído e 14 outros projetos de livros (claro, devo me focar em um ou outro desses e outros devem ser abortados ou virar contos, como um até já virou).

Também cito 15 continhos e 30 poemas produzidos; e anuncio as próximas pequenas tarefas literárias planejadas.

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Hello! I thought it could be a good idea to publish here my "art status", related to what I have been doing and learning related to arts, and how.

1) COURSES

I´m taking two courses at Quanta Academia de Artes, here in Sao Paulo, Brazil:

1.1- Illustration, by Rodrigo Yokota "Whip" (1 year, begun last November).

1.2- Perspective, by Octavio Cariello [aka Cucomaluco] (4 months, begun last March).

1.3- I also finished last March the Quanta 1-year basic course on Drawing, in my case taught by the animator Carlos Luzzi.

(- I´m also on the 4th semester of a Japanese course, but nothing to do to arts, hehe.)

2) ART BOOKS STUDYING

2.1- "Anatomy for the Artist", by Sarah Simblet, photos by John Davis.

I´ve finished almost all the reading itself (just a couple of pages left), with many drawing studies based on the book and reflections based on my own body; still many drawings to draw later, based on the photos and anatomy drawings here). I bought this book when I saw it been used by a classmate at Quanta, and I heard the teacher praising it.

2.2- "Perspective Drawing Handbook", by Joseph d´Amelio.

It´s an amazing book about perspective LuaPrata91 (Ariane Soares) proposed me. Really feel that I´m beginning to understand this matter now, with all the reasons of everything!!! Read about one third of its almost 100 pages. But I need to practice much more perspective drawing too, either by observation and/or from imagination.

2.3- "The Figure: The Classic Approach to Drawing & Construction", by Walt Reed.

This one was proposed by Ladyashmire (Viverra), when she critiqued my sketch of a halfling. So, at first I had read a few pages available as preview on Amazon, and I got impressed on how the author can make easy, understandable and possible the figure drawing in all different poses and viewpoints you´d like to! I´ve read 30 of its about 140 pages, since last week, when finally it got delivered from Amazon (after more than 1.5 month of wait!), with the perspective book and also with "Animal Minds".

2.4- "Fun with a Pencil: How everybody can easily learn to draw", by Andrew Loomis.

Wow!! One can really understand and find out how to draw any figure, any viewpoint, using this precious masterpiece! Carefully studied 26 of its 120 pages until now, drawing each one of the recommended exercises. Books by this legendary author were suggested to me by LuaPrata91 too.

His 6 books really seem excellent to learn!!! You can find them usually in pdf; if you can, buy them, either used or in the new reprinted versions. His other books, on which I gave just an eager sneak peek, are on my reading row: "Figure Drawing for All it´s Worth"; "Drawing the Head and Hands"; "Sucessful Drawing"; "Creative Illustration"; and "The Eye of the Painter".

2.5- "Dynamic Wrinkles and Drapery", by Burne Hogarth.

Amazing and unique to learn how to draw clothes on the figures!! So helpful! The fact is that many drawing methods teach you how to draw the human figure, but only naked ones! Well... Actually in the most of the final drawings and paintings we see, people do wear clothes, don´t they? So don´t understimate this knowledge and get right now this preciousness! Until now, I ´ve read (fast) about 50 of its 140 pages.

Again, books by this legendary author were suggested by Ariane Soares. I have on hand also his "Dynamic Figure Drawing" (but just one third) and "Drawing Dynamic Hands", although my teacher Cariello don´t like his method to teach anatomy. You can find them in pdf around too.

2.6- "The New Drawing on the Right Side of the Brain", by Betty Edwards. This book was suggested to me by my friend Paulo Fradinho. I´ve read/studied about half of it since last year, but Ariane Soares told me she thinks it´s not that good to draw new things, but rather to make good copies...

2.7- "The Nude Figure: A Visual Reference for the Artist", by Mark Edward Smith.

I´ve drawn about 40 of the 200 pages of this B&W photo book, which comprise 318 poses, most of them of women. The interesting fact here is the poses are divided by categories: standing, seated, reclining, kneeling, bending, crouching, in movement and some others. I bought this book after seeing it at the art school, to be used as reference by the students.

But now, when I want to practice something like that, usually I go to one of these two websites: Quickposes or Pixelovely, which force me to draw really fast, from 30 seconds to 2 minutes, because I think I need improve a lot my speed. I was taking about 1 or 2 hours to make a single drawing in that book earlier... Other than that, I think it would be good to go back to the life drawing classes I took last year.

3) NOVELS READING

- "Xogum: A Novel of Japan", by James Clavell - half of its 1,000 pages read this month.

- "Kyoto", by the Nobel prize winner Yasunari Kawabata - read last month; review published in Portuguese on my blog for the Literary Challenge organized by Viviane Lima.

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CREATIONS

4) DRAWINGS AND PAINTINGS

For sure, to learn how to make art, we need at least to try making arts. Along many previous years, I just tried to do that using pencil, without any instruction. Since last November, I started to try that using watercolours, after some tips by my new teacher of illustration Whip.

But nowadays I´m not that confident to finish more arts without more studying, mainly through the books quoted above (and my ongoing courses). Although I know that to learn I need to put all that into real practice and my girlfriend asks me to finish more arts to make a portfolio...

In fact, I think I need to alternate studies and finished arts. Let´s try to ballance all that. You can see what I´ve already could done in my gallery; 5 works in progress, you can check here. But I got so many other projects I´m dying to finish (or begin) since months ago. Well, if I finish 3 or 4 each month, I can do all of them until the end of 2012!

4.1- SINCE APRIL

1- Emilia!

2- Leave us dragons alone!

3- Good Friday

4 - Chinese Dragon and his Friends

5- Audrey Hepburn

6- Madonna

7- Marilyn Monroe

(these 3 pretty girls were suggested by my girlfriend Renata Milan)

8- The Beatles (suggested by my friend Bruno Andreotti)

9- Indiana Jones (suggested by my friend Rafael Roldan)

10- Elvis Presley

11- Dodge-Chrysler car contest

12- Hahnemuhle cuisine watercolour contest

4.2- SINCE FEBRUARY

13- Halfling rogue in action

14- "Save the Last Dance for Me"

15- Against Archer Papers

16- Natural Evil Brushes

17- The Fairy and the Humming Bird

18- Hands Battle!

19- Tiger (suggested by curly0193)

20- Werewolf (suggested by be-a-sin, after my own suggestion to her)

4.3- SINCE DECEMBER

21- Alphonse and Edward play basketball

22- My girlfriend with shorter hair

23- Ares, her little dog

24- Jacob Black

25- Frog playing guitar

26- Flowers

27- Fruits

(the last six were others of my girl´s suggestions)

5) BOOKS AND LITERATURE WRITING

Since my childhood, I got the wish to become a writer someday. So...

5.1- Last January, I finally could finish my first novel: "The Girl who Heard Too Much"!!! I began its first lines on handwrite, during my stay in the hospital, in May 2010. It´s comprised of about 85 pages, if printed in Times 12, 1.5 line spacing. It´s already reviewed by some friends (including an professional reviewer of literary books and an illustrator of books for children) and revised afterwards. I´ve proposed it to almost 20 publishers last month.

5.2- I have other 10 long stories in project to write. One of them with 25 pages written, story itself or for plans; other 5 have a couple of pages and/or planning written too. And 3 of them I had begun in my teenage years. (Of course, I´ll need do choose a couple of them and others may become short stories or be aborted.)

5.3- There are also 4 non-ficcion projects of books of mine in the row. One of them is based on my essay written to got my bachelor´s degree on Journalism; other in my project when I tried a master´s degree; and another in my writings and experiences during my two trips to Japan.

5.4- For the time being, I´ve written 15 very short stories and 30 poems (one of them with 13 chapters and 11 pages, named "Repressed Romanticism"), since my teenage years. Among other really short ideas published for example in the blog Impulses Expelled, which I created with my friend Fernando J. Vieira.

5.5- As next task, I´m going to correct the English grammar in my translated poem "Playing Marbles" (with the precious help given by CJWilde). It´s my first literary attempt in English.

5.6- Afterwards, I plan to translate to English also the poem "Slaves of Nowadays".

5.6- Finally, I want to write my first poem originally in English, named "Ffff...". I have at least a draft for the time being.

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(Wow! I took more than 5 hours today to write this journal! I hope this can be really useful later, for me and for you.)

I published another journal in January about other artistic experiences of mine: "The Challenge of Creation".

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Postado por Maurício Kanno | 0 comentário

abril 11, 2012

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Cada vez que você usa um serviço Google, você alimenta com dados um dossiê sobre você na internet.

Todos nós temos direito à privacidade (conforme as leis do lugar em que vivemos), mas é também nosso direito abrir mão da privacidade (novamente, conforme as leis locais).

Para as pessoas que decidem conservar sua privacidade online, tanto quanto possível, um grande problema é poder utilizar os serviços mais populares, como Gmail e Facebook, sem abrir mão completamente de sua privacidade.

Eu quero dar uma dica específica ao Gmail. O Google oferece vários serviços, em especial a conta de email gratuita Gmail e o buscador Google. Essa empresa obtém lucro através da venda de publicidade nas páginas gratuitas que oferece a você, junto com os serviços.

Para os publicitários, um anúncio "dirigido" - ou seja, que é apresentado somente para espectadores que têm certas características pré-definidas - é muito mais valioso que um anúncio para ser visto por todos. Por isso, o Google (e as empresas de internet em geral, que possuem esse modelo de negócios) procuram agregar informações sobre seus usuários, traçando seu perfil, e oferecem aos publicitários o serviço de publicar seus anúncios de forma dirigida.

Novamente, para quem aceita perder esse aspecto de sua privacidade - ou seja, para quem concorda em que exista um dossiê de suas atividades na internet - isso não é problema. Eu, pessoalmente, não gosto dessa perda, e estou procurando minimizar o prejuízo.

Para entender como o Google cria esses dossiês, é preciso entender que, do ponto de vista do buscador Google, há uma grande diferença entre um usuário logado e um não logado: para o usuário logado, o Google pode oferecer anúncios dirigidos, e pode adicionar as frases de busca usadas no dossiê da pessoa, permitindo dirigir anúnicos de forma mais focada, no futuro. Isso porque o login da pessoa permite ao Google consultar o dossiê correto para "dirigir" os anúncios. Já para o usuário não-logado, o Google só pode dirigir anúncios de acordo com as frases de busca da sessão atual, pois sem o login, ele não sabe associar o uso do buscador com um dossiê específico.

(Tecnicamente, o Google poderia correlacionar as frases de busca de um usuário não-logado com um perfil, a partir, por exemplo, do endereço IP do computador. Mas isso não é feito, atualmente. De modo que é possível explorar essa brecha e evitar que o Google adicione suas frases de busca ao seu dossiê pessoal, caso você use o Gmail, evitando logar no serviço através do navegador.)

Eu, por exemplo, utilizo o cliente de email Thunderbird. É gratuito e de código-fonte aberto. Eu tenho configuradas diversas contas de email nele, incluindo contas no Gmail. Ao mesmo tempo, uso o buscador Google cotidianamente. Apesar de o Google ter a possibilidade técnica de correlacionar meu uso do buscador com meu uso do Gmail, ele não faz isso: minhas buscas só mostram anúncios "dirigidos" de acordo com minha sessão atual, e de acordo com um serviço novo do Google chamado Account Acitivity (https://www.google.com/settings/activity/), que produz relatórios sobre o uso dos serviços do Google, eles acham que eu nunca uso o buscador deles.

Dessa forma, eu uso Gmail, e uso o buscador Google ao mesmo tempo, e no entanto o meu uso do buscador nunca alimenta o dossiê que o Google tem sobre mim.

Como eu disse antes, esta é apenas uma dica específica sobre como diminuir sua perda de privacidade ao usar o Gmail. Não creio que seja possível ter privacidade completa usando o Gmail, mas muitas outras medidas podem ser tomadas, como sempre apagar emails já lidos (ou seja, evite arquivar no próprio Gmail - grave uma cópia no seu disco rígido, se precisa guardar uma informação), ou encriptar suas mensagens sempre que possível. Assim que puder, eu detalho essas e outras maneiras de diminuir a perda de privacidade usando serviços online.

Palavras-chave: Gmail, Google, Google Account Activity, privacidade, Thunderbird

Postado por Renato Callado Borges | 2 comentários

abril 02, 2012

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Postado por Equipe Stoa

Por volta de 8h28 de hoje, dia 2 de abril, apareceram problemas com o base de dados por trás do Moodle do Stoa novo. 

Chamamos os administradores de sistema e analistas do CCE e IME, que nesta instante estão trabalhando para diagnostizar e consertar o problema.

Em breve deixaremos mais notícias sobre o ocorrido aqui.

Atualizado 15h dia 2 de abril: recuperamos o sistema.

Importante:  dados, posts, envios de arquivos etc. inseridos entre 8h28 e 15h de hoje, segunda-feira dia 2 e abril, devem ser re-enviados!

Apuramos que a causa do problema era a falha na rede "SAN" que provê os storage dos nossos (e outros) servidores. Este problema afetou vários serviços da USP e o CCE está neste momento investigando o que aconteceu e tomando providências para evitar a re-occorência. 

Lamentamos o occorido e vamos analisar como melhorar

  1. o sistema de monitoramento (mais pessoas podiam ter sido avisados, o que poderia ter diminuido o tempo de recupearação um pouco)
  2. a robustez do sistema: nada vai manter um base de dados no ar quando o sistema de arquivos debaixo dele some, mas é possível configurar uma arquitetura com mais redundância, o que neste caso poderia ter feita a diferença entre um interrupção de algumas horas e uma de alguns minutos. 

 

Agradecemos o apoio ágil dos equipes do CCSL / IME e o CCE que ajudaram na recuperação da base.

Ewout ter Haar - Equipe Stoa

Palavras-chave: moodle do stoa, mysql, stoa

Este post é Domínio Público.

Postado por Equipe Stoa | 0 comentário

março 09, 2012

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Vejam em vermelho as minha observações.


PROJETO DE LEI Nº , DE 2012

(Do Sr. Walter Feldman)

 

Só de curiosidade vejam outra proposta deste nobre representante brasileiro :

http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2011/02/20/walter-feldman-secretario-municipal-de-esportes-e-lazer-de-sao-paulo-propoe-que-alunos-aprendam-poquer-nas-escolas/#comments

 

 

Dispõe sobre a proteção dos direitos de propriedade intelectual e dos direitos autorais na Internet.

 

O Congresso Nacional decreta:

 

Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção dos direitos de propriedade intelectual e dos direitos autorais na Internet.

Art. 2º Para os efeitos desta Lei entende-se por:

I – Autoridade de Registro: entidade responsável pelo registro de nomes de domínio e pela alocação de endereços IP no Brasil;

II – Endereço IP: rótulo numérico associado a todo dispositivo que participa de uma rede de computadores que usa o Protocolo de Internet para sua comunicação;

III – Endereço IP doméstico: endereço IP pertencente à alocação de endereços sob a responsabilidade da Autoridade de Registro;

IV – Endereço IP estrangeiro: Endereço IP que não é um endereço IP doméstico;

V – Mecanismo de busca da Internet: serviço disponível através da Internet que pesquisa, rastreia, classifica e indexa informações ou sítios de Internet em um conjunto de termos, conceitos, categorias ou outros dados, os quais são retornados ao usuário do serviço na forma de uma lista organizada e hierarquizada de referências, relacionada com os termos de pesquisa por ele selecionados;

VI – Nome de domínio: qualquer designação alfabética que é registrada em uma entidade de registro de nomes da Internet, sendo parte de um endereço de sítio de Internet;

VII – Nome de domínio doméstico: nome de domínio registrado pela autoridade brasileira de domínios de Internet;

VIII – Nome de domínio estrangeiro: um domínio de Internet que não é um nome de domínio doméstico;

IX – Proprietário ou operador: pessoa física ou jurídica que detenha a titularidade do nome de domínio de um sítio de Internet ou autoridade para operar tal sítio;

X – Protocolo de Internet (IP): protocolo de comunicação eletrônica usado para enviar e receber dados através de uma rede de computadores, organizados como pacotes de informações, que incorpore regras de montagem, transmissão, endereçamento e roteamento destes, incluindo qualquer predecessor ou sucessor de tal protocolo;

XI – Serviço de propaganda de Internet: serviço que vende, compra, negocia, insere, verifica ou facilita a colocação de propaganda, que inclui links patrocinados em resultados de busca, e que é visto ou acessível em qualquer período em um sítio de Internet;

XII – Servidor de nomes de domínio: serviço da Internet dedicado a fornecer o endereço IP associado com um nome de domínio;

XIII – Sistema de pagamento da Internet: entidade que direta ou indiretamente forneça infraestrutura e software para efetuar ou facilitar um crédito, um débito ou outra transação de pagamento por meio da Internet;

XIV – Sítio de Internet: coleção de ativos digitais, incluindo links indexados através da Internet que direcionam a um nome de domínio comum, ou, se não existir um nome de domínio, a um endereço IP comum:

XV – Sítio de Internet doméstico: sítio de Internet cujo nome de domínio é um nome de domínio doméstico, ou, caso ele não exista, que seu endereço IP seja um endereço IP doméstico;

XVI – Sítio de Internet direcionado ao Brasil: sítio de Internet doméstico ou estrangeiro, ou parte de tal sítio de Internet, que seja usado para realizar negócios com residentes no Brasil, ou que especifique um nome de contato no Brasil que permita sua responsabilização;

XVII – Sítio de Internet estrangeiro: um sítio de Internet que não é um sítio de Internet doméstico;

XVIII – Sítio de Internet infrator: sítio de Internet direcionado ao Brasil cujo operador ou proprietário esteja cometendo ou facilitando o cometimento de infrações previstas no artigo 184 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1948, e nas disposições da Lei nº 9.610, de 1998, ou que, por outra razão ou ato, esteja em desacordo com a legislação brasileira.

 

Art. 3º A Autoridade de Registro estabelecerá em seu sítio da Internet sistema que permitirá a notificação de outros sítios de Internet que cometam ou facilitem o cometimento de infrações previstas no artigo 184 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1948, e nas disposições da Lei nº 9.610, de 1998.

§1º A notificação de que trata o caput somente será analisada pela Autoridade de Registro se incluir os seguintes requisitos:

I – assinatura física ou eletrônica de pessoa autorizada para agir em nome do detentor de direito de propriedade intelectual violado;

II – identificação do sítio de Internet doméstico ou estrangeiro que esteja violando direito de propriedade intelectual;

III – nome de domínio ou endereço IP, ou ambos, do sítio de Internet que esteja violando direito de propriedade intelectual;

IV – afirmação de que o detentor de propriedade intelectual está agindo de boa fé e de que a declaração é precisa e acurada.

 

Art. 4º A Autoridade de Registro de Internet poderá, de ofício, com fundamento na notificação de que trata o artigo anterior, ou mediante determinação judicial, declarar um sítio de Internet doméstico ou estrangeiro como “Sítio de Internet Infrator”.

 

Analisando estes dois artigos propostos.

Art.3º

Analise 1ª – Basta uma notificação com algum critério.

Analise 2ª – Declaração precisa e acurada ?? O que ele pretende com isso ???

Art.4º

Analise 1ª – Não requer investigação, não requer um processo acusatório com direito à ampla defesa como defende nossa constituição federal. Finalmente pode punir, bloqueando o site.

Analise 2ª – Transformou o RegistroBr em um órgão mais competente que todo o Poder Judiciário Brasileiro. Ou teremos um Supremo Tribunal Registral de Internet ????

Analise 3ª – Se a polícia receber uma denuncia de que em um cofre particular de banco existe uma arma. A polícia simplesmente fecha o banco ???? (por analogia)

Analise 4ª - “de ofício” em juridiquês quer dizer em uma canetada. Traduzindo, Poder Total.

 

Art. 5º Os provedores de acesso à Internet e servidores de nome de domínio em operação no Brasil adotarão todas as medidas técnicas necessárias para:

I – bloquear o acesso dos usuários de seus serviços ao Sítio de Internet Infrator;

II – bloquear a resolução do Nome de Domínio em Endereço IP do Sítio de Internet Infrator;

III – suspender o funcionamento dos sítios de Internet domésticos que forem classificados como Sítio de Internet Infrator;

IV – bloquear o acesso aos nomes de domínio e endereços IP dos sítios de Internet domésticos ou estrangeiros classificados como Sítio de Internet Infrator;

 

Analisando este artigo propostos.

Art.5º

Analise 1ª – O poder é tão forte que poderá bloquear só por uma mera denuncia um sitio no exterior. Alguém perguntou se o exterior aceitará ???

 

 

Art. 6º Os provedores de mecanismo de busca da Internet tomarão as medidas técnicas adequadas para excluir de seus resultados de pesquisa quaisquer referências ou qualquer outro meio de direcionamento ou conexão com o sítio de Internet, ou parte do sítio de Internet, doméstico ou estrangeiro, classificado como Sítio de Internet Infrator pela Autoridade de Registro.

 

Art. 7º Os provedores de sistema de pagamento da Internet adotarão as medidas adequadas e suficientes para proibir ou suspender a realização de transações de pagamento envolvendo consumidores localizados no Brasil ou sujeitos à legislação brasileira e a conta que for usada por sítios de Internet, ou parte de sítios de Internet, classificados como Sítio de Internet Infrator pela Autoridade de Registro.

 

Analisando estes dois artigos propostos.

Art.7º

Analise 1ª – Novamente não é necessário investigação, julgamento, condenação e direito de defesa. Sorry o Nobre Deputado acabou de destruir a base da Constituição Federal “de ofício”.

 

Art. 8º Os provedores de serviço de propaganda de Internet que estejam fornecendo serviços de publicidade para sítios de Internet, ou parte de sítios de Internet, classificados como Sítio de Internet Infrator adotarão as medidas necessárias para bloquear a exibição de publicidade ou de anúncios relacionados, bem como resultados de pesquisa patrocinados, links ou qualquer outro recurso técnico que forneça acesso ou seja exibido no sítio de Internet, ou parte de sítio de Internet, classificado como Sítio de Internet Infrator pela Autoridade de Registro.

 

Art. 9º A Autoridade de Registro da Internet brasileira adotará todas as ações técnicas para:

I – bloquear e impedir o funcionamento de sítios de Internet domésticos ou direcionados ao Brasil cujas atividades ou condutas constituam infração ao art.184 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1948, e às disposições da Lei nº 9.610, de 1998.

II – bloquear e impedir o acesso em território nacional de sítios de Internet estrangeiros que tenham sido notificados por autoridades de outros países por violação de propriedade intelectual, sempre que tal decisão seja formalmente comunicada à Autoridade de Registro brasileira e exista acordo de reciprocidade entre as entidades envolvidas;

III – dar publicidade da declaração de que trata o art. 4º aos provedores de serviços de que tratam os artigos 5º a 8º e às autoridades de registro de outros países com as quais mantenha acordo de reciprocidade.

 

Art. 10 As ações necessárias para os bloqueios de que tratam os artigos 5º a 8º deverão ser executadas em prazo não superior a cinco dias, transcorridos da publicação da declaração de que trata o art. 4º pela Autoridade de Registro.

 

Art. 11 Os provedores de serviços de que tratam os artigos 5º a 8º poderão ser obrigados a exibir, a critério da Autoridade de Registro, mensagem informativa aos usuários, comunicando que o sítio em questão teve seu acesso bloqueado ou está com funcionamento suspenso por violação das disposições do artigo 184 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1948, ou das disposições da Lei nº 9.610, de 1998, conforme o caso.

 

Art. 12 Constituem infrações a esta lei:

I – Deixar o provedor de adotar as medidas necessárias aos bloqueios de que tratam os artigos 5º a 8º desta lei.

Pena – advertência, multa e, na reincidência, enquadramento do provedor como Sítio de Internet Infrator.

II – Deixar o provedor de atender ao prazo previsto no artigo 10 desta lei.

Pena – advertência e multa.

III – Deixar o provedor de exibir mensagem informativa de que trata o art. 12 desta lei.

Pena – advertência e multa.

 

Art. 13 Aquele que notificar falsamente sítio de Internet pelo cometimento de infração incorre em crime contra a honra, previsto no artigo 138 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940.

 

Art. 14. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

 

JUSTIFICAÇÃO

O crescimento econômico sustentável em todos os segmentos industriais e de serviços da economia brasileira depende da aplicação efetiva dos direitos de propriedade intelectual.

 

Em um contexto econômico onde o principal bem é a informação, as empresas, indivíduos, governos e sociedades contemporâneas dependem da proteção dos direitos de propriedade intelectual e imaterial para a geração de riquezas, renda e emprego a fim de produzir o desenvolvimento econômico, social e tecnológico da nação.

 

Esses princípios já estão há muito tempo consubstanciados não só na Constituição Federal como em diversos diplomas legais e tratados internacionais subscritos pelo Brasil que se propõem a proteger e garantir os direitos de propriedade intelectual.

 

Apesar disso, o que se observa na Internet brasileira são violações sistemáticas e evidentes desses direitos, perpetradas por intermédio de sítios domésticos e estrangeiros dedicados a distribuir em território brasileiro bens e serviços que violam as normas mais básicas de propriedade intelectual.

 

Esse tipo de prática contribuiu para ceifar riquezas, empregos e desenvolvimento econômico e social da sociedade brasileira, pois um ambiente onde o que a proliferação de mercadorias de provenientes de processos de contrafação e de violação de propriedade intelectual prejudica o comércio legítimo e, portanto, o investimento, condenado o desenvolvimento futuro, a geração de riquezas e de empregos.

 

Além disso, essa prática provoca perdas financeiras significativas aos titulares de direitos e às empresas legítimas, constituindo em muitos casos fonte de rendimento do crime organizado, representando um perigo para os cidadãos.

 

Sendo assim, consideramos urgente a adoção de medidas legislativas efetivas que tenham o objetivo de impedir a operação desse tipo de sítio de Internet no Brasil.

 

Este Projeto de Lei que apresento, portanto, tem o objetivo de estabelecer a obrigatoriedade de a autoridade de Internet no Brasil adotar medidas para impedir o funcionamento e bloquear o acesso a sítios cuja atividade incorra na violação dos direitos de propriedade intelectual e autoral.

 

Diante do exposto, peço o apoio dos nobres Parlamentares desta Casa para a aprovação deste Projeto de Lei.

 

Sala das Sessões, em de de 2012.

 

Deputado Walter Feldman

 

 

Palavras-chave: lei internet, registro br, segurança internete, sopa-br, Wlater Feldman

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Postado por Asciutti, Cesar Augusto | 0 comentário

março 04, 2012

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Postado por Ana A. S. Cesar

"Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz."  (Madre Teresa de Calcutá )

Palavras-chave: Citações

Postado por Ana A. S. Cesar | 0 comentário

março 01, 2012

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Postado por Ewout ter Haar

Palavras-chave: pró-aluno, stoa, uspnet

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

fevereiro 27, 2012

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Ni!

Florian Cramer (DE/NL) The German WikiWars and the limits of objectivism from network cultures on Vimeo.

Acabei trombando com este vídeo por uma mensagem do Roberto Winter na lista do curso Futuro da Informação. Nele o palestrante argumenta que a Wikipédia é uma construção de inspiração neoliberal baseada no objetivismo filosófico de Ayn Rand, justificando-se num raciocínio sobre a forma de funcionamento da Wikipédia - e do Software Livre - e nas inclinações filosóficas de seus dois fundadores, em particular de Jimmy Wales.

Há alguns problemas sérios na argumentação do sujeito, que destaco abaixo, numa revisão ponto a ponto dos argumentos levantados no vídeo...

O vídeo começa com o palestrante contrastando um suposto potencial transformador da Internet com o que seria a realidade. Há já aí alguns enganos.

Confundir autores de filosofia inspiracional, como pierre levi, com análises rigorosas e realistas da questão da colaboração. -- Sem nenhum demérito para o que esses autores fazem, as obras deles não tem como objetivo entender o presente a partir dos fatos da realidade, mas apontar destinos potenciais, para serem perseguidos ao avançarmos e que, sem prejuízo, acabarão em outra forma que não a imaginada.

A partir disso, dizer que a wikipédia e software livre são as únicas formas de coautoria em larga escala efetivas na Internet, desconsiderando os vastos repositórios de cultura e tecnologia gerados por redes par-a-par, apenas porque estes não se enquadram em uma definição extremada e inspiracional que nunca teve como objetivo descrever a realidade - ou por desconhecimento mesmo.

Em particular, parece que ele nunca escutou hiphop, nem visitou um hackerspace, ou acessou uma imageboard, e abre o youtube só para canais de grandes produtoras. Não entendeu que a produção par-a-par na troca de arquivos é precisamente o mesmo processo operando numa outra categoria, nem nunca recebeu um demotivator, nem percebeu que expressões concretas não são o único objeto passível de remix, internet memes e tais.

Por fim, chegando ao assunto, ele trata a Wikipédia como uma criação intencional e exclusiva de um ou dois indivíduos, e salta a sugerir que a ideologia desses membros fundadores contamina de tal maneira sua natureza que todo resultado do processo é uma manifestação dessa ideologia.

Bem, basta investigar para ver que a primeira afirmação é falsa e que a segunda é ilógica. A Wikipédia não foi a criação programada e intencional de dois indivíduos obcecados por uma ideologia única e, mesmo que fôsse, isso não implicaria que seu resultado será uma manifestação inescapável e exclusiva dessa ideologia.

Ele então afirma que o conceito de Ponto de Vista Neutro da Wikipédia é um produto do consenso atingível pelo diálogo entre visões supostas objetivas da realidade, em busca de uma objetividade extremada; quando, muito pelo contrário, ele é um consenso a respeito da soma das visões dessa realidade consideradas relevantes pelos mecanismos que a própria sociedade já desenvolveu e mantém com o fim de atribuir relevância e confiança às informações, como a academia e a imprensa.

Acho difícil alguém argumentar que a academia e a imprensa são construções neoliberais do objetivismo randiano ;-)

Depois ele vai dizer que o Software Livre tem por natureza ser genérico. Mas isso não é uma particularidade do Software Livre, e sim uma ideia básica da engenharia de software ou, mais geralmente, da engenharia. Os sistemas UNIX tem tanto sucesso justamente por serem feitos de componentes reutilizáveis, minimizando o esforço repetitivo de produção e depuração, independente de serem UNIXes livres ou proprietários. Um tijolo é algo genérico, assim como as pedras das pirâmides.

Após isso, faz alguma alusão sobre a wikipédia ser genérica e sugere que a Wikipédia é crucial para o Pagerank do Google. Bem, ou ele não sabe como funciona o Pagerank, ou ele não se expressou claramente. O Google usa dados da Wikipédia, mas não é algo crucial.

Depois ele identifica, sem nenhuma explicação, a opção por modularidade e interfaces genéricas no software - e portanto nas pirâmides - com o objetivismo filosófico, ao invés de reconhecer que trata-se de uma mera questão de bom senso no emprego do trabalho, perdendo-se na sopa de palavras.

Só resta concluirmos que Ayn Rand era uma viajante do tempo! :D

Por fim, ele passa o resto do vídeo viajando nessa sopa que ele preparou, onde objetivismo randiano neoliberal está equacionado com escolhas de bom senso em engenharia e onde ponto de vista neutro é entendido como consenso objetivista e não como a coleção dos pontos de vista considerados válidos pela sociedade através de instituições que predatam o objetivismo séculos, se não milênios.

E para justificar esse raciocínio, ele aponta muito brevemente a existência de alguns casos na Wikipédia alemã onde, segundo ele, há problemas profundos de escala no processo, mas não oferece nenhum exemplo concreto de como ele descreveria esse objetivismo afetando a tomada de decisões. À parte, ignora que a Wikipédia em língua inglesa mesmo sendo muito maior não sofreu da mesma forma, ignora que há diferenças profundas em como a wikipédia em diferentes línguas organiza-se e que, dentre todas, a alemã é muito particular - e não numa direção objetivista randiana, até porque qual alemão vai dar bola pra uma pop-filósofa norte-americana? - e ignora, por fim, que a tal "guerra" na wikipédia alemã teve fim.

Pra encerrar a palestra, ele ainda categoriza como "bizarro" o conhecimento que não cabe numa enciclopédia britânica e o software que uma microsoft não desenolve. Bem, com isso, se não demonstra que a wikipédia é randiana, ao menos revela-se um novo tipo de fundamentalista estético ;)

E aí entra a aluna dele, faz uma alusão sem grandes méritos a Brecht, e aponta que as pessoas devem ter uma olhar crítico para a informação da wikipédia, como se isso fôsse uma novidade! Era um bom momento para sugerirem também um olhar crítico sobre eles mesmos, pelo menos salvaria o Brecht.

Ela passa daí a mostrar um trabalho focado no "quem escreveu", onde ignora-se todo o contexto do processo de revisão par-a-par a posteriori em ação na enciclopédia, que constringe a atuação individual e frequentemente tem mais protagonismo que o autor em si.

A ideia da teatro é muito chamativa, mas uma sequência de edições não é uma expressão dialética, os atores não são apenas quem editou, e o produto final não é um diálogo, mas uma enciclopédia. Que é escrita nessa voz, mais uma vez, desde séculos antes do neoliberalismo ou randianismo serem concebidos.

.~´

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 0 comentário

fevereiro 15, 2012

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Postado por Equipe Stoa

 

Bem-vindos ingressantes da USP!

Vejam o "Mini" manual com dicas para recém ingressantes  dicas de sobrevivência imprescindível.

O manual foi iniciado pela Andréa e agora é um documento colaborativo que todos podem editar.

O texto pode ser re-distribuído e re-usado sob as condições da licença CreativeCommons Atribuição, Não-Comercial

 

Palavras-chave: 2012, ingressantes, notícia, usp

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Postado por Equipe Stoa | 0 comentário

janeiro 21, 2012

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A capacidade de testar ideias sobre o mundo e recombiná-las inteligentemente forma a base da ciência, observou Thomas Kuhn em meio ao século passado. Muito antes, Darwin descreveu a capacidade de organismos competirem no ambiente e recombinarem-se adaptativamente como a base generativa da vida. Ambos os processos, eles próprios resultantes de longa evolução, dependem fundamentalmente da recombinação de padrões, expressos em linguagem científica ou genética.

Quando Turing concebeu o computador moderno, originou-se ali um outro sistema onde novos padrões, os softwares, comportavam-se com características similares. Dessa vida primitiva nos mainframes acadêmicos e militares à sua presença abundante permeando as interações entre quase todos os seres humanos, o software sofreu diversas transformações na sua forma de produção, derivadas de dois conflitos particulares à sua natureza:

Primeiro, porque o software tem a peculiaridade de ser tecnologia e informação ao mesmo tempo, o que transfere à informação a característica alienante da tecnologia: aquilo que você pode utilizar sem compreender.

Segundo, porque por ser uma manifestação codificada, acabou circunscrito por uma legislação concebida para outros fins, aplicada levianamente para restringir ainda mais seu ciclo de vida informacional.

Nesse contexto, a propriedade de livre recombinação, fundamental para a evolução dos ecossistemas, foi gravemente ameaçada.

Mais grave do que isso, aos poucos ficou evidente que a primeira forma de restrição à recombinação tinha um efeito secundário, de inibir a própria competição em si, eliminando de uma vez os dois pés do processo evolutivo.

Na década de 80, quando essas contradições começavam a atingir amplamente a sociedade, Richard Stallman concebeu o que chamou de Software Livre, referindo-se a um método para preservar o ecossistema de código recombinante que existia.

Formaram-se assim dois ecossitemas contraditórios regulando cada vez mais o fluxo e processamento da informação mundial, informação que, nesse mesmo período tornou-se o bem mais valioso da economia global.

Nessas condições, esses ecossistemas, o do Software Livre em oposição ao do software proprietário, impõem crescentemente à sociedade desenvolvida em seu meio as próprias características que os organizam.

Assim, mais do que uma estratégia evolucionária de sobrevivência, essa questão ética foi uma das principais motivações dos pioneiros do Software Livre.

Em 2002, cerca de vinte anos após dar início ao movimento, o próprio Stallman publica uma coletânea de ensaios seus entitulada, assertivamente, "Software Livre, Sociedade Livre".

Nessa mesma época, um advogado chamado Lawrence Lessig publica um livro chamado "Código" explicando, se não pela primeira vez, ao menos com uma clareza sem precedentes, como o software gradativamente substituirá o papel do direito em muitos aspectos da sociedade.

A questão do ecossistema do software torna-se, então, uma questão ética e política, que interessa não apenas a programadores - ou /hackers/ - mas a todos os seres humanos.

A computação partiu o mundo em dois e criou um novo espaço, onde convivemos entre nós e com as máquinas. Como nas grandes navegações, esse novo mundo acabará por fundir-se com seu genitor e, quem sabe, até suplantá-lo.

Se falharmos em garantir ali os mesmos mecanismos contra a elitização do conhecimento e do controle dos recursos e das leis, promovendo sua recombinação e experimentação aberta e participativa, estaremos condenando junto todas as lutas por justiça e solidariedade neste mundo.

Ni!

Texto usado como guia para uma aula no Curso de administração de redes GNU/Linux do LabMap, no IME-USP, em 20 de janeiro de 2012.

Palavras-chave: aula, ciencia, darwin, ecossistema, ime, kuhn, labmap, lessig, livre, software, software livre, stallman, usp

Postado por Alexandre Hannud Abdo | 2 comentários

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