Stoa :: Desenvolvimento do Stoa :: Blog :: O Stoa não é uma comunidade

novembro 05, 2008

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Na minha opinião, o Stoa é uma plataforma que oferece à comunidade USP as ferramentas da Web moderna.

As ferramentas de publicação facilitam muito a disseminação de informação. As ferramentas de interação e comunicação facilitam muito a formação de grupos. A tecnologia muda qualitativamente a nossa relação com a informação. Se todo mundo pode publicar, as barreiras de entrada somem e informação vira um recurso abundante, precisamos de novas maneiras de achar conteúdo e avaliar a qualidade dela.

Tudo isto é óbvio, imagino. Numa comunidade online pode implementar mecanismos de reputação, usar moderação para guiar a sua comunidade numa determinada direção, vigiar a qualidade do conteúdo etc. Mas vejo o Stoa não como uma comunidade, mas como um conjunto de comunidades (com os seus moderadores) e um conjunto de espaços pessoais. Neste sentido, vejo a arquitetura do Stoa mais como a Internet (um conjunto distribuído de hosts, estes sim centralizados) ou uma plataforma como blogger.com do que com um fórum.

É por isso que moderação de conteúdo por parte dos administradores do Stoa está fora da questão para mim. Dentro da sua comunidade, o dono decide. Nos espaços pessoais, não há controle, além do controle social via comentários, reputação, links para o conteúdo etc. [Claro que há moderação quanto ao conformidade com os termos de uso.]

Mas de fato, é muito fácil confundir o Stoa como uma única comunidade. Temos uma página principal onde vários posts se juntam (por meio de algoritmos, mas mesmo asssim, parece que há humanos tomando decisões). Não é claro para o visitante casual se está no "Stoa" ou num espaço pessoal ou numa comunidade usando a plataforma Stoa. Precisamos mesmo de sugestões como deixar isto mais claro. Um possível caminho é diminuir o destaque visual do logo do Stoa e deixar mais fácil personalizar visualmente pelo menos o cabeçalho da página. (Veja http://stoa.usp.br/espacoaberto/ para um exemplo)

Uma outra possibilidade é eliminar as páginas principais. Assim, ficaria bem claro que o Stoa é um conjunto de espaços, mas isto aconteceria a custo de  diminuir a visibilidade do conteúdo. Embora que para mim o ideal é todo mundo ter a sua "página principal", feito com algum algortimo de recomendação, também acho válido  ter destaques globais de conteúdo.

Ainda sobre o argumento que o domínio usp.br confere credibilidade a qualquer conteúdo veiculado embaixo dele., concordo com o Antonio que fez este comentário:

Aliás acho que os estudantes devem ser expostos sim a lixo de informação, pois o mundo está cheio disto e uma das abilidades mais importantes na sociedade de informação hoje é saber ler criticamente toda a informação que chega até nós. A internet não é uma fonte confiável de informação em geral. Precisa de muito filtro e desenvolver estes filtros próprios é a melhor saída, se não a única.
O domínio do servidor é somente um de vários indicadores de credibilidade. Temos também os comentários associados (um professor respeitado dizendo que o posts não presta por exemplo), o número de links para o post, a ortografia e gramática do texto (com desconto para estrangeiros, claro...) mas sobretudo as indicações pela sua rede de contatos e pares e sim, até indicações de autoridades.

Palavras-chave: comunidade, stoa, Stoa

Postado por Ewout ter Haar em Desenvolvimento do Stoa | 7 usuários votaram. 7 votos

Comentários

  1. Henrique Fleming escreveu:

    Desculpem-me, Ewout e meu amigo Antonio Candido, mas eu discordo visceralmente da conveniência de "exposição ao lixo" num espaço que carrega a autoridade da USP. Tão visceralmente que, ainda que não tivesse havido o incidente Franklin, a esta altura eu abandonaria o Stoa, face a isso.

    E é o que eu estou fazendo.

    default user iconHenrique Fleming ‒ quarta, 05 novembro 2008, 21:09 -02 # Link |

  2. Alexandre Hannud Abdo escreveu:

    O Prof. Fleming está errado mas está certo.

     

    Errado porque não há como o Stoa crescer com o nível de filtro de qualidade que ele exige.

     

    Certo porque os mecanismos atuais de reputação e filtro do Stoa não são nem vagamente adequados à responsabilidade que traz o nome da universidade.

     

    O Stoa não é uma rede de elementos independentes e sim de membros da comunidade da Universidade de São Paulo.

    Ninguém é obrigado a abrigar seu blog aqui, mas quem opta por fazê-lo responde pela reputação da universidade.

    Pois a reputação da universidade é a reputação dos membros de sua comunidade e aqui no Stoa somos responsáveis por ela.

     

    Há dois problemas gravíssimos com a solução atual para reputação e filtro:

    1) Os comentários críticos deixados em um post podem ser apagados pelo próprio autor.

    2) O mecanismo de reputação não tem espectro negativo nem o destaque visual necessário para alertar o leitor.

     

    Enquanto o Stoa não corrigir esses dois pontos, é adequado o pedido do Prof. Fleming pela filtragem dura do conteúdo e nada do que foi dito justifica o contrário.

     

    Abs,

    abdo

    ~~

     

    Alexandre Hannud AbdoAlexandre Hannud Abdo ‒ quarta, 05 novembro 2008, 22:07 -02 # Link |

  3. Ewout ter Haar escreveu:

    Abdo, se entendo a posição do Fleming, não se trata de melhorar os mecanismos de reputação e implementar filtros melhor, é para tirar o conteúdo mesmo. A questão é se pode ter, nos servidores da USP, um plataforma onde os próprios membros da comunidade USP determinam o que publicam.

    Veja esta espectro de possibilidades de moderação: 

    1. A Web. Moderação feito somente pela polícia, interpol, etc
    2. Wordpress.com, Edublogs.org. São plataformas de blogs. As restrições ao conteúdo são poucos, basicamente é proibido o que já é proibido por Lei. no Edublogs pedem uma declaração que o usuário é da área de educação.
    3. Knol. O conteúdo tem uma determinada forma, determinada pela tecnologia, mas o conteúdo não é moderado pelo Google, com exeção a coisas infringindo a Lei e conteúdo pornográfico, "hate speech', etc.
    4. Wikipedia. Aí, já tem uma política de moderação forte. A metodologia de moderação é moderna e inovadora e bem diferente do que o modelo da  Encyclopedia Britannica mas o objetivo é o mesmo: produzir conteúdo confiável.
    5. Arxiv. Tem moderaçao sobretudo por exigir uma afiliação acadêmica. Mas tem gente olhando o conteúdo e fazendo controle de qualidade, embora de uma maneira mais moderna e barata do que revistas cientificas tradicional.

    Imagino que a "qualidade" (na medida que pode ser quantificada) do conteúdo em todas estas sistemas segue uma distribuição com cauda longa. Certamente a média ou mediana vai aumentando de 1 para 5. Mas exigir que o Stoa tenha um tipo de moderação do conteúdo de 4 para cima nesta escala confunde os objetivos do projeto. Para mim, o principal objetivo não é gerar conteúdo de qualidade, a não ser via efeitos de segundo ordem. A idéia é que se oferecer ferramentas de publicação e interação à comunidade USP o conteúdo de qualidade vai surgir naturalmente, talvez ajudado pelo filtros, sistemas de recomendação, algoritmos, reputação, etc. etc. A primeira frase que escrevi sobre o Stoa era  "Aprendizagem é um processo social, além de cognitivo." e realmente acredito nisso. Aprendizagem tem preferência sobre a reputação da USP. A reputação da USP se dá por causa da sua excelência do seu ensino e sua pesquisa, não vice versa.

    Excelência neste caso significa mostrar como na ciência conhecimento racional é construído e negociado por meio de debate, experiências, argumentos racionais, etc. É mostrar o processo da ciência, não somente o resultado (compare com a possibilidade de ver, no Wikipedia, as discussões em vez de somente o resultado final)

    E observe que o processo está funcionado bem, neste caso. O aluno apontou com aprovação para um "crackpot". Cinco minutos depois já tinha 4 comentários corrigindo ele. É revisão por pares extremamente eficiente e é difícil imaginar que mais pudessemos querer. Alias, pessoalmente que o processo de socialização científico está sendo feito até de forma extrema demais, com pessoas implorando o aluno retirar o post e o uso de expressões emotivos com 'desgosto", "lixo", "visceralmente".

    Tenho fé na viabilidade deste tipo de plataforma no contexto acadêmico. É um projeto inovadora e estamos sempre melhorando o serviço. Tenho orgulho da maneira como conseguimos com recursos extremamente pequenos atender a demanda dos nossos usuários para novas funcionalidades de maneira ágil. Fico triste saber que não estamos conseguindo criar o ambiente que o Fleming precisa, apesar dos nossos esforços.

    Finalmente, concordo com Abdo que devemos trabalhar mais nos filtros e mecanismos de dar destaque a conteúdo de qualidade. Não concordo com as duas propostas mencionadas por ele, mas talvez é melhor discutir isto num outro post.

    Ewout ter HaarEwout ter Haar ‒ quinta, 06 novembro 2008, 12:52 -02 # Link |

  4. Henrique Fleming escreveu:

    Ewout, você não me entendeu nos pontos essenciais.

    Eu não estou defendendo a "reputação da USP". Ela existe e é sólida. E, exatamente porque existe e é sólida, ela pode conferir valor ao que não o tem. Estou condenando um mau uso da reputação da USP. O autor do site crackpot pode, agora, dizer: meu site foi recomendado por um aluno de Física da USP, em pleno Stoa, que é um espaço da USP. Isto, para estudantes que não conhecem a teoria da relatividade, pode ter um efeito danoso.

    Em vista disso, defendo que, nesses casos, se o autor do post insistir em publicá-lo, o Stoa, ou alguém que o represente explicitamente, declare que o post está errado.

     

    "Exposição ao lixo" está entre haspas exatamente porque estou citando uma expressão que tirei do post do Antonio Candido. Visceralmente é, no caso, sinônimo de profundamente.

     

    O seu post procura me transformar no vilão da questão. É assim que você costuma responder a críticas?

    Faça-me um favor: desligue-me imediatamente do Stoa (porque não sei como fazê-lo), mesmo que tudo o que escrevi e que me escreveram se perca no processo.

     

    default user iconHenrique Fleming ‒ quinta, 06 novembro 2008, 13:24 -02 # Link |

  5. Alexandre Hannud Abdo escreveu:

    Ni!

     Ewout eu agora concordo com o Prof. Fleming quase que integralmente, e repito, nada, absolutamente nada do que você disse refuta a necessidade de que, como disse o Prof. fleming, conteúdos errados - ou mais gravemente que validem charlatanismo - sejam notóriamente declarados como tal.

     Se essa declaração vai ser feita por um moderador ou se por um sistema de ranking e comentários é irrelevante.

     A ausência de tal declaração, contudo, configura violência utilizando-se de um instrumento simbólico que é de nossa responsabilidade: o nome da USP, e causa prejuízo maior à sociedade que qualquer benefício decorrente da existência do Stoa.

     O ponto em que concordo contigo é que esse filtro deve ser estabelecido socialmente por contribuições de pares integradas pelo sistema. Uma moderação central será sempre um gargalo e no médio prazo prejudicará mais do que ajudará.

     A tecnologia para gerar socialmente a dita declaração, como sugeri na minha mensagem anterior - que reflete sim um entendimento correto do que o prof. fleming deseja - não precisa ser complexa: basta no mínimo que os comentários não possam ser deletados e, no ideal, que o sistema permita dar votos negativos e o resultado desses votos tenham visibilidade adequada.

     Mas enquanto a tecnologia não for adaptada, é de gritante irresponsabilidade não tomar providências mínimas que substituam a declaração socialmente construída.

     Devemos admitir que, no curto prazo, insira-se declarações manuais ou bloqueie-se a conta do usuário quando ficar provado subscrição pública ao charlatanismo utilizando-se desta plataforma da universidade.

     Abs,

    abdo

    ~~

    Alexandre Hannud AbdoAlexandre Hannud Abdo ‒ quinta, 06 novembro 2008, 21:53 -02 # Link |

  6. Ewout ter Haar escreveu:

    Acho que entendi errado mesmo a posição do Fleming (que, acredito e espero, não é necessariamente independente do tempoRindo). Conteúdos "errados" podem ficar, desde que indicados como tal.

    Não sei se acham útil a minha escala de grau de moderação acima. Nesta classificação vocês acham que o Stoa deve ficar no 4 para cima, concorda? Nesta posição o conteúdo tem que ser moderado, seja por moderadores centrais ou socialmente. É um posição completamente possível. Porém, não compartilho, ainda, a convicção que este é a única maneira de atingir o objetivo principal do Stoa, de ser um ambiente educativo.

    Continuo torcendo que é possível criar um ambiente do tipo 2 ou 3 na USP, um plataforma que comporta a criação de grupos e comunidades do tipo 4 para cima (as comunidades do Stoa devem ser moderadas sim, pelos donos/responsáveis). Continuo achando que os donos dos perfis podem e devem ser os responsáveis pelo seu conteúdo. A função do Stoa, nesta posição,  não é de credenciamento formal, para isto serve o diploma.

    Viu a mensagem "Termo de Responsibilidade" que o Renato colocou no ar hoje? O que acha?

    Noto, alias, que Fleming e eu têm menos preocupação com o nome da USP do que você. Concordo com Fleming que a reputação da USP não está em jogo.

    Ewout ter HaarEwout ter Haar ‒ quinta, 06 novembro 2008, 22:42 -02 # Link |

  7. Alexandre Hannud Abdo escreveu:

    Ni!

     Acho que minha redação foi confusa aí,  quando falo em "responsabilidade com relação ao nome da USP" estou me referindo à responsabilidade de evitar seu uso indevido, não preocupado com a continuidade desta, mas com o risco de autorizar o charlatanismo.

     As minhas duas sugestões vão nesse sentido e claro deve-se esclarecer e debater, como sugestões que são.

     E enquanto não sei se entendi essa escala, mas se entendi, não precisamos de uma qualidade "4", precisamos sim ser fortemente intransigentes com qualidade 1.

     Dar crédito a charlatanismo não é apenas publicar um erro factual.

     No meu entender, usar o nome da universidade para creditar charlatanismo é o fato gravíssimo que se está apontando, que evidencia a necessidade de aprimoramento dos sistemas de controle social e, até que os aprimoramentos existam, requer atitude moderadora quando observado.

    Abraços (e gostei do novo logo no dev.stoa, e dos termos de uso hehe),

    ~~

     

    Alexandre Hannud AbdoAlexandre Hannud Abdo ‒ quinta, 06 novembro 2008, 23:27 -02 # Link |

  8. Leonardo de Oliveira Martins escreveu:

    Mas exigir que o Stoa tenha um tipo de moderação do conteúdo de 4 para cima nesta escala confunde os objetivos do projeto.

     

    Então eu devo perguntar se os objetivos do projeto não estão em conflito com as atribuições de uma universidade pública. Note que esta discussão poderia ocorrer mesmo que a USP fosse privada, mas o prof. Ewout teria algum exemplo de moderação para instituições públicas? Que eu saiba, até o arxiv (Univ. de Cornell) está localizado e é mantido por uma fundação privada. As analogias que me vem à mente são cartórios, praças, a TV Lula, nenhuma com um modelo "democrático" de moderação...

    A reputação da USP se dá por causa da sua excelência do seu ensino e sua pesquisa, não vice versa.

     

    O prof. Ewout defende então a depreciação da USP, com a excelência de ensino sendo ofuscada pelo mar de bobagens que os usuários do STOA são capazes? (Concordo com o Ewout que o "trademark" é conseqüencia, mas o Fleming já mostrou que isso não é argumento prá "democratização").

    O aluno apontou com aprovação para um "crackpot". Cinco minutos depois já tinha 4 comentários corrigindo ele.

     

    Comentários que poderiam ser apagados, como já dito (já presenciamos essa limpeza em outro post). Outros comentários acéfalos poderiam se acumular. Mais alguns posts desse e os revisores desistem e partem prá outra plataforma ("o STOA virou pseudo-science").

    Eu também aplaudo a plataforma, e é difícil dizer o quanto eu fico impressionado com o potencial que vocês estão desenvolvendo. Talvez baste dizer que eu ainda estou aqui (apesar de quase desistindo, prá ser sincero). Assim, algumas idéias aleatórias e um tanto irresponsáveis (posto que eu talvez seja incapaz de desenvolvê-las ao ponto de se tornarem úteis):

    • Colocar um disclaimer em toda e qualquer página, absurdamente visível, dizendo que a USP não se responsabiliza pelas bobages escritas, e que a USP apenas oferece a plataforma (acabo de ver que já foi feito, mas eu tiraria o "necessariamente" da frase);
    • Fechar de vez o acesso externo. Os argumentos aqui, pelo que vi, giram em torno da "comunidade USP", "contexto acadêmico", "demanda dos usuários", etc. Se é isso então por que pessoas estranhas à comunidade podem ler? Se qualquer um pode ler mas não pode postar/comentar nos mesmos termos que os usuários então não é democracia, é elitismo (eu só quero enfraquecer os argumentos que usam espaços contraditórios de democracia X comunidade...);
    • Permitir acesso externo apenas a alguns posts "aprovados", aprovação essa que pode ser feita por algoritmos geniais ou por decisões humanas arbitrárias, draconianas, autoritárias (ou qualquer termo que usamos para decisões que não gostamos);
    • Termos de uso detalhado, com poder contratual, de forma que posts/usuários que não o sigam possam ser penalizados de forma transparente - através de decisões "anti-democráticas" descritas acima;
    • Mudar o Domain Name para um que não contenha USP, e minimizar as referências à universidade [1]. Por exemplo, existe um grupo/usuário chamado "USP" e quem posta lá assina com o brasão universitário; eu, apesar de não me considerar iletrado em internet, levei um susto e um tempo prá perceber que aquela não era a voz oficial...

     

    Abraços, Leo

    [1] arxiv é nessa linha; tem um site chamado GlobalVoices (ou quase) que me parece ser ligado a alguma universidade mas também não é explícito.Eles não fazem isso apenas por questões mnemônicas.

    Leonardo de Oliveira MartinsLeonardo de Oliveira Martins ‒ sexta, 07 novembro 2008, 00:39 -02 # Link |

  9. Fabiana Rodrigues Arantes escreveu:

    Na verdade eu realmente não entendo o porque de tanta preocupação com a reputação da USP com postagem de eventuais posts com conteúdo duvidoso no STOA. Acho que se tem alguma coisa na internet que realmente mancha o nome da instituição é a comunidade da USP no Orkut, que certamente é muito mais acessada por alunos do ensino médio do que um post por aqui.

    Mas não é sobre o Orkut que eu quero falar. Não acerdito que a idéia do STOA seja se tornar um site de referência inquestionável em assuntos científicos, mas sim um lugar onde a comunidade uspiana (ou ex uspiana) possa ter seu espaço virtual, seja um aluno, funcionário, ou mesmo um prof que crie uma comunidade sobre sua disciplina. Agora se pessoa quer colocar EM SEU ESPAÇO PESSOAL (blog) algum conteúdo sem respaldo científico e não pode, das duas uma: ou o STOA não pode fornecer esse tipo de serviço, se limitando a um site de disciplinas (como algumas unidades já tem por aí), ou então cada um é livre para colocar o que quiser em seu espaço, dentro dos limites da lei e os termos de uso do site. Por exemplo, eu sei que tem muita gente na USP que acredita em horóscopo, aí ela não poderá publicar nada sobre isso em seu blog porque não é aceito na comunidade científica?! Não dá pra controlar esse tipo de coisa, pois podem acontecer casos bem mais sutis que esse, onde só uma pessoa muito qualificada que vai saber avaliar o conteúdo da mensagem.

    Outra coisa que não dá é tampar o sol com a peneira, a USP forma todo ano milhares de alunos que falam bobagem ou não por aí. E eles tem sim o direito de usar o nome da usp, afinal foi aqui que tiveram sua formação. Aliás, acho que a população tá cansada de coisas estúpidas vindas daqui, seja por causa dos políticos (que formamos aos montes) ou então por brigas de físicos num jornal bastante popular.

    Enfim, eu fico muito feliz que a USP tenha um espaço tão democrático e livre do caciquismo dominante aqui nessa universidade. Aliás, acho que essa liberdade toda (que foi tão questionada nesses últimos dias) nada mais é que uma confiança em que os uspianos consigam escrever conteúdo de qualidade e que possam compartilhar entre si e com a comunidade externa.

    Fabiana Rodrigues ArantesFabiana Rodrigues Arantes ‒ sexta, 07 novembro 2008, 12:51 -02 # Link |

  10. Nathalia Sautchuk Patricio escreveu:

    O comentário da Fabiana foi bastante pertinente e concordo totalmente com a opinião dela.

    Nathalia Sautchuk PatricioNathalia Sautchuk Patricio ‒ sexta, 07 novembro 2008, 18:26 -02 # Link |

  11. Tom escreveu:

    Na verdade eu realmente não entendo o porque de tanta preocupação com a reputação da USP com postagem de eventuais posts com conteúdo duvidoso no STOA. Acho que se tem alguma coisa na internet que realmente mancha o nome da instituição é a comunidade da USP no Orkut, que certamente é muito mais acessada por alunos do ensino médio do que um post por aqui.

    O pior de tudo é que colocaram minha foto naquela coisa! Para comprovar o estado degradante daquela comunidade! *lol*

    Ainda quero fazer considerações gerais sobre tudo o que está sendo discutido aqui. Mas só destacando que sou radicalmente contra a idéia de uma rede social da USP fachada, digo, fechada.

    Também não descarto, ainda, a idéia dos comentários permantentes. Entretando, acho que medidas anteriores devem ser tomadas. Coisas que já estão a caminho. ;-)

    Hoje, pela cidade, tive uma idéia de criar um post no meu blog, ou no próprio wiki.stoa.usp.br (no meu espaço lá!), um hall of shame do Stoa. Teria até prêmio para a pior generalização das pessoas, para as piores falácias, os mais lunáticos políticos, essas coisas. :-D

    default user iconTom ‒ sexta, 07 novembro 2008, 18:45 -02 # Link |

  12. Leonardo de Oliveira Martins escreveu:

     Fabiana, de fato até quem nunca foi da USP pode criar um site em seu nome, da mesma forma que até quem nunca foi ungido pode fundar uma religião e se dizer o novo cristo. O STOA deve sim ter a liberdade de idéias boas, ruins, genais, bossais; eu também creio que a discussão é o melhor caminho.

    A discussão sobre a reputação da USP se dá pelo fato de o STOA ser um sub-domínio USP (usp.br), usar o nome da USP, computadores e pessoal da USP. O orkut não tem qualquer filiação com a USP, e a probabilidade de alguém interpretar erroneamente que um post no orkut é "a" USP falando é bem menor. 

    Para quem é semi-alfabetizado em novas tecnologias como eu, é impossível saber o que é o blog pessoal e o que é página de disciplina. Assim como qualquer estudante que caia aqui através do google (o stoa é um departamento da USP, entre o icb e o ime?). Para ser um pouco mais ácido (mas sem ser desrespeitoso, espero): o que, no seu comentário, impede que o STOA seja fechado ao público externo - como o orkut, por exemplo, que nem aparece no google? Esse é o problema que eu queria resolver.

    Eu tentei descrever essa distinção nesse comentário, e minhas idéias no comentário acima são apenas exemplos. Assim como o Tom, eu não quero que o STOA seja fechado ao público, mas precisamos pensar em como deixar claro e explícito até ao mais "desafiado intelectualmente" dos leitores quando ele está lendo um blog pessoal de um sujeito qualquer que por chance possui um vínculo com a USP e quando ele está lendo uma "informação aprovada"da USP. Concordo também que a USP é responsável por dar diploma a muita estupidez, e é por isso que eu me preocupo em dar um gramofone com o logo da USP a esses estúpidos. Novamente, eu não estou dizendo que o STOA está fadado a ser o gramofone.

    Marcos, acho que o jeito pra corrigir comentários é apagar e escrever de novo. Deve ser prá evitar que os comentários surfem na onda das réplicas... e quanto à política, "a" USP é apartidária. Portanto novamente a necessidade de dsitinção entre "a" USP e alguém da USP, e creio ser simples o STOA ser usado para ambos. E uma das Normas para Utilização de Recursos Computacionais diz:

     "Utilizar os recursos computacionais da Universidade para fins comerciais ou políticos, tais como mala direta ou propaganda política."

    Leonardo de Oliveira MartinsLeonardo de Oliveira Martins ‒ sábado, 08 novembro 2008, 05:40 -02 # Link |

  13. gabriel escreveu:

    só um detalhe: nada é "apolítico". A USP, como agente público, é necessariamente um agente político. O que você quer dizer, Leonardo, é que ela é "apartidária", embora mesmo isto seja questionável.

    De resto, também condordo com a fabiana.

    PS: não custa lembrar o código de ética da usp:

    Artigo 4º - Nas relações entre os membros da Universidade deve ser garantido:
    I. o intercâmbio de idéias e opiniões, sem preconceitos ou discriminações entre as partes envolvidas;
    II. o direito à liberdade de expressão dentro de normas de civilidade e sem quaisquer formas de desrespeito.

    e

    Artigo 29 - A associação, efetiva ou potencial, do nome ou da imagem da Universidade de São Paulo com qualquer ato ou atividade, de índole individual ou institucional, deve ser nitidamente definida pelo seu autor ou agente.

    este último ponto precisa mesmo ser melhor evidenciado...

     

    gabriel fernandesgabriel ‒ sábado, 08 novembro 2008, 09:56 -02 # Link |

  14. Tom escreveu:

    Trackback humano: Autoridade e prestígio: vendo de longe

    default user iconTom ‒ sábado, 08 novembro 2008, 11:54 -02 # Link |

  15. Tom escreveu:

    Valeu a pena sabermos desse caso POLÍCIA APREENDE SERVIDOR DE PESQUISADORES DA UNICAMP

    Fiquei sabendo pelo Rafael Evangelista. Acho que foi esse serviço aqui http://www.ifch.unicamp.br/tribuna_livre/

    default user iconTom ‒ sábado, 08 novembro 2008, 12:00 -02 # Link |

  16. Andre de Freitas Dutra escreveu:

    Acredito que devemos ter o cuidado de não criar uma forma de censura. O Stoa não é uma revista científica. Uma das vantagens da internet é a possibilidade de criar o novo. Caso criemos uma estrutura rígida, esta impedirá que surjam as novidades. Além do mais, quem pode dizer o que é de qualidade ou não? Haja visto que mecanismos de "auto-controle" também são influenciados pelos preconceitos de sua época.

    Teria até prêmio para a pior generalização das pessoas, para as piores falácias, os mais lunáticos políticos, essas coisas. :-D

     

    Tom, isso, não é de forma alguma democrático. Pode se tornar um desrepeito ao direito de pensar diferente. Muitos intelectuais não tiveram seu pensamento aceito pela comunidade científica num primeiro momento e nem estou falando de Giordano Bruno ou qualquer outro queimado na inquisição. Há casos recentes de idéias que chocaram muito antes de se tornarem aceitas, um exemplo disso foi a contribuição de Freud, Nietzsche, entre outros.

    Além disso, a produção científica não é algo linear que anda sempre junto à verdade. Há inúmeros caminhos que posteriormente se apresentam equivocados, mas que foram consagrados antes que fossem persebidas suas falhas. Exemplo, amplamente conhecido e cruel, foi o casa da eugenia durante o fim do século XIX e primeira metade do século XX. Nessa época afirmava-se com "rigor científico" que existiam raças humanas e que algumas eram superiores às outras.

    Pelo critério da aceitação dos usuários, podemos estar apenas fortalecendo o senso comum. Ao ver o texto que está logo abaixo do símbolo "STOA", podemos ler: "Suas idéias em rede". Acho que esse é o melhor controle. Está em rede significa está em contato com vários nós diferentes. Penso que são as possibilidades de conexões que permitem a evolução de um pensamento. Também, são essas conexões que podem permitir desmacarar idéias infundadas. Afinal, ao ler um tópico, também temos acesso aos posts que surgem deste. Ao surgir um debate, as idéias são chamadas a se reelaborarem para serem explicadas.

     

     

    Andre de Freitas DutraAndre de Freitas Dutra ‒ sábado, 08 novembro 2008, 17:20 -02 # Link |

  17. Alexandre Hannud Abdo escreveu:

    À Fabiana e aos que concordaram com ela:

    Será que não estão cometendo equívocos no seu entendimento do que foi criticado?

    E foi suficientemente a fundo sua agumentação?

     

    Sobre o que se está criticando:

    A questão é o emprego da reputação da USP de forma danosa à sociedade e contrariando o propósito da universidade.

    Não há preocupação com a manutenção da reputação da USP.

    Não há pedido de de censura nem, como solução adequada, de moderação central.

    Há somente a observação de que o Stoa como está facilita em muito a apropriação do crédito da USP por charlatões, principalmente por não garantir a memória e visibilidade de contribuições.

     

    Sobre a argumentação:

    A que vem o Stoa? Todos nós poderíamos abrir um blog no wordpress, um perfil no facebook, comunidades no egloos ou outros incontáveis serviços por aí. Tecnicamente e em usabilidade, muitos deles superiores ao Stoa.

    Assim, a única função diferencial que o Stoa garante exercer é a de referência para a comunidade da USP encontrar-se. Um problema que poderia ter sido solucionado de muitas outras maneiras, algumas até mais eficientes.

    E da maneira como está, há o efeito colateral de abrir-se portas para charlatões fazerem mau uso do crédito da USP.

     

    Qual o argumento para manter o Stoa dentro da universidade então?

    Ao meu ver, nenhum. O Stoa, como está hoje, não deveria ser abrigado pela USP. No mínimo deveria estar fora do domínio "usp.br".

    Isso se não houver um comprometimento de alinhar-se aos princípios da universidade.

    Ou, indo direto ao cerne da questão, o Stoa precisa garantir a memória e visibilidade de críticas.

     

    Isso não apenas resolveria o problema do risco de charlatanismo, mas mais importante agregaria ao Stoa um caráter inovador que o distinguiria dos serviços oferecidos pelo mercado e o traria para o âmbito da universidade.

    O mercado não tem incentivos para garantir a crítica, não faz sentido para o facebook ou wordpress oferecer um sistema de comentários que não podem ser apagados, ou um espectro de votação negativo.

    Enfim, dado sua redundãncia com o mercado, sem essas garantia de crítica o papel líquido do Stoa na construção de conhecimento é quase nulo.

    Tudo o que se faz aqui, a menos de servir como referência para encontro de uspianos, poderia estar sendo feito igual ou melhor fora daqui. Ao lado, ainda há o risco de mau uso do crédito da universidade.

     

    Enquanto pudermos deletar comentários contrários à nossa opinião, o controle social no Stoa é completamente ilusório.

    Com que fim a universidade deve emprestar crédito a um espaço sem garantia de crítica?

     

    É muito gostoso bater papo, até construtivo e importante para a universidade, mas para isso já dispomos de wordpress, facebook, egloos, etc... bastaria criar um ponto de referência comum para agregar informações e pronto, temos algo tão bom quanto o Stoa já que cada um poderia optar por usar o serviço que quiser.

    E talvez seja isso que alguns desejam para o Stoa, ser este ponto de referência, eventualmente propondo plataformas tecnologicamente mais abertas e oferecendo algumas ferramentas.

    Se assim for, é preciso interceder para que ele saia do domínio "usp.br" e assuma seu caráter de "OpenFacebook", pois uma coisa é uma coisa e outra coisa, meus caros, é outra coisa.

    Se este é o futuro do Stoa, ele só se prejudica em manter-se na universidade, por não permitir o uso deste espaço por outras instituições e pelo público geral.

    Não ficaria mal também... http://stoa.org.br/

     

    Bom, espero ter elucidado meu ponto de vista.

    Abraços,

    abdo

    ~~

    Alexandre Hannud AbdoAlexandre Hannud Abdo ‒ sábado, 08 novembro 2008, 19:47 -02 # Link |

  18. gabriel escreveu:

    dúvida leiga: o stoa utiliza nofollow? caso não utilize, não seria interessante utilizar (ou implantá-lo em postagens com muitas avaliações negativas...?).

    gabriel fernandesgabriel ‒ sábado, 08 novembro 2008, 21:56 -02 # Link |

  19. Andre de Freitas Dutra escreveu:

    O que é o Stoa?
    logo_stoa.gif"
    O Stoa aspira a ser o ponto de encontro virtual da USP.
    Portanto há um aspecto social e um aspecto acadêmico no Stoa.
    Grosso modo, o site Stoa é administrado e desenvolvido com o objetivo de facilitar a comunicação disponibilizando ferramentas 'pró-acadêmicas', ie, ferramentas que permitam a divulgação de conteúdos gerados/coletados pelos usuários. O caráter 'pró-acadêmico' é dado pela característica de que cada página criada no Stoa pode ser editável por muitos usuários, possibilitando que um mecanismo de peer-review surja espontaneamente.
    De modo que aquilo que define o Stoa é o conteúdo produzido pelos visitantes do site.
    Poderia se pensar que, portanto, o objetivo do Stoa é ser uma biblioteca virtual. Não é esse o caso, ainda que disponibilizar textos seja uma parte do Stoa.
    Um encontro só pode se dar quando há mais de uma pessoa; e portanto o Stoa tem como principal função conectar pessoas através das ferramentas mencionadas. Portanto as ferramentas permitem acumular conteúdo socialmente.
    Este texto de ajuda, por exemplo, você pode editar se quizer.
    E assim é no Stoa: você encontrará conteúdo feito pela comunidade, e poderá dar sua contribuição.
    Em especial, a facilidade de procurar pessoas e comunidades através de palavras-chave relacionadas a pesquisas, interesses e preferências permite contatos que possivelmnete não ocorreriam sem esse recurso.

    Enfim, o Stoa é aquilo que nós fizermos dele.

    Retirado de: http://wiki.stoa.usp.br/wiki/Ajuda:FAQ#O_que_.C3.A9_o_Stoa.3F

     Não sei de onde vem tanto medo da liberdade. Todos os erros são possibilidades. Além do mais, a USP, por sua própria constituição física, não permite um encontro entre os alunos dos mais distintos cursos. A inércia é aquela que leva cada unidade, ou mesmo departamento, viver voltado para si mesmo. Aqui há um encontro, visões diferentes que se encontram. O problema é, justamente, conviver com a diferença, aceitá-la como positiva. Isso não significa concordar com tudo, mas entender que a diversidade de consciências é muito mais uma qualidade do que algo negativo.

     

    Andre de Freitas DutraAndre de Freitas Dutra ‒ sábado, 08 novembro 2008, 22:26 -02 # Link |

  20. Ewout ter Haar escreveu:

    @Fabi, concordo. @gabriel, foi discutido sexta-feira, é uma idéia. @André, concordo com tudo que falou, mas tem que entender também que não pode se chamar Físico e ao mesmo tempo não aceitar relatividade restrita, a segunda lei, a lei de Newton (com todas as ressalvas epistemológicas, limites de aplicacão, etc.). Portanto, a preocupacão com não promulgar inverdades é válido e continuamos buscar mecanismos para não fazer isto.

    Abdo, repetiu três ou mais vez a sua sugestão de tirar do dono do perfil a possibilidade de tirar os comentários. Isto seria incompatível com um princípio básico do Stoa que é que todos os usuários e donos de comunidades são responsáveis pelos seus espacos. Como a administravão do Stoa vai poder responsibilizar alguém pelo conteúdo do espaco se eles não controlam isto? Seria necessário uma moderacão centralizado. Por exemplo, neste instante tem um comentário duvidoso no blog de alguém. Quero poder censurar o dono do blog para não tirar o comentário. Alguém vai ter que poder tirar certos comentários. Sim, poderia fazer estilo reddit/digg, mas nao quero fazer um reddit. Quero que os usuários controlam os seus espacos, porque acho isto (plataforma, não comunidade) proporciona mais chances criar aplicacões interessantes.

    Cito os termos de uso: "O ambiente (os ítens do blog, os arquivos, os ítens do perfil etc.) é de propriedade do participante, que é responsável por ele. É a responsabilidade do participante que o seu ambiente não fira as normas do país e da USP, em particular o Código de Ética da USP. "

    As outras sugestões, de deixar mais claro que trata-se de um espaco pessoal e uma indicacão maior da avaliacao da comunidade do conteudo, estão sendo implementadas.

    Me senti ofendido pela sua sugestão de expulsar a gente da USP. Renato, Everton, Luiz e eu estão fazendo de tudo para escutar, entender e atender todas as sugestões que surgem. Duvido que acha na USP um servico a comunidade USP que consegue atender a demandas de maneira tao ágil, que escuta tanto os seus usuários, que realmente mude em resposta a criticas quanto o Stoa. Foi duro escolher entre um aluno com senso de ironia defeituoso (e que nem consegue se expressar direito) e o Prof. mais respeitado do IF. Mas na verdade a escolha era para uma determinada visão do Stoa. A visão pode estar errada mas não acho que merece acusacões de irresposibilidade, não comprometimento com os valores da USP, etc.

    Menos emotivo (desculpa-ai), fora da USP não teriamos acesso aos dados corporativos da USP. Não poderiamos se acertar que alguém é da USP, não teria integracão com cursos, etc. etc. Não é que fazemos grandes coisas de integracão, mas está aos pouco ficando melhor. Um Stoa fora do USP não faz sentido. Se quiser fazer isto, pegue o nosso codigo ou melhor, faca alguma coisa em RoR ou Django e boa sorte.

    Para terminar positivamente, concordo que precisamos controle social do conteúdo, afinal, educacão é exatamente isto. Temos que "garantir a memória e visibilidade de críticas." Mas, ao meu ver, sem mexer na responsibilidade e controle do responsável do espaco. Como já falei, tem que ser feito por uma camada acima, usando a plataforma. Se o Google conseguiu ranquear a Web (conferindo um espécie de credibilidade), a gente que tem dados muito melhores (os opiniões dos uspianos) deve poder fazer uma coisa muito melhor. Espero que continua participando, com críticas construtivas.

    Ewout ter HaarEwout ter Haar ‒ sábado, 08 novembro 2008, 23:14 -02 # Link |

  21. Tom escreveu:

    stoa.org.br foi dose. Ainda não comentei aqui decentemente pois passei o dia com dor de cabeça.

    Mas como comentário rápido, gostaria que algumas pessas parassem (ao menos um pouco) para pensar que mudanças estão sendo feitas para melhorar tudo o que está sendo discutido aqui e para atenuar as situações que geraram essa discussão aqui. Isto posto, não é possível mudar essas coisas do dia para noite. Tenham um pouco de paciência, por favor.

    Da mesma maneira que o software do Stoa evoluiu quando ocorreram outros problemas no passado, ele vai evoluir com problemas que percebos agora. Um comentário que causará calafrios para os platonistas de plantão: novos problemas surgirão! Calma, calma, até mesmo a vida longe do mundo virtual é assim! Se não perceberam ainda, sooooo sorry.

    E digo mais, o Stoa pode contribuir para discussões sobre coisas fundamentais que devem melhorar e modificar nessa universidade. Agora, vocês vão esperar quem discutir esses assuntos? Os deuses do olimpo, muitos deles mais preocupados com as guerras de egos que estamos habituados?

    Por exemplo, muitas dessas mudanças técnicas poderiam ocorrer se o pessoal engajado (cof cof cof) em software livre ajudassem com contribuições nesse sentido (futuro instituto de software livre da USP, olá, olá?. Não há programas voltados ao desenvolvimento de software dessa natureza (para fins educionais), onde milhões de reais são empregados? E quanto foi empregado no Stoa até o momento? Uma ninharia, comparando-se com outros projetos!

    Enfim, repetindo: tenham um pouco de paciência.

    default user iconTom ‒ sábado, 08 novembro 2008, 23:36 -02 # Link |

  22. Luiz Armesto escreveu:

    O grande problema é a visão errada que estão tendo desta parte do Stoa, que é o sistema de relacionamentos.

    Estão vendo como se cada publicação em um blog no espaço do usuário ou em um fórum de uma comunidade fosse um novo tópico no grande fórum da comunidade Stoa. Como o Ewout disse, "o Stoa não é uma comunidade".

    O meu palpite é de que são dois os principais pontos que influenciam para esta visão:

    Um é a presença do logo/nome "Stoa" em destaque principal em todas as páginas, dando a entender que é tudo uma coisa só, o que não é verdade. Já estamos providenciando formas de distinguir os vários espaços. Arrisco até achar que se ele usasse um tema personalizado talvez não tivéssemos reações tão passionais.

    Outra é que todas as publicações aparecem listadas na página inicial, dando realmente a impressão de tópicos de um mesmo lugar. A melhor solução, que já é uma idéia antiga e já foi dita e sugerida várias vezes, é a de cada um ter uma página inicial com o conteúdo personalizado, podendo escolher o que e como mostrar, mas infelizmente não é algo trivial e demanda bastante tempo para ser feito.

     

    Qual é a diferença entre alguém escrever bobagem aqui no Stoa ou em algum outro espaço pessoal em outro servidor da USP, como numa conta do Socrates (http://soc.if.usp.br/~usuario) ou do CECM (http://www.cecm.usp.br/~usuario)? Bem, aqui no Stoa qualquer coisa escrita está sujeita a comentários e discussões, podendo em poucos minutos outros membros da USP se manifestarem visivelmente para todos suas opiniões. No outro espaço também fornecido pela USP não há como manifestar logo abaixo seu descontentamento ou apoio. Neste quesito ponto para o Stoa.

    Então qual é o grande problema, por que deveríamos ter uma moderação ativa no Stoa, que já tem seu conteúdo passando pelo escrutínio de outros usuários, sendo que outros espaços nem isso tem?

    Poderiam argumentar que conteúdos publicados no Stoa são mais visíveis do que aqueles em outros espaços da USP que alunos, professores e funcionários possam ter, por isso deveríamos controlar o que é publicado. Mas espera aí. Uma das idéias do Stoa é justamente ser um local onde os membros da USP possam ser encontrados, portanto visibilidade é fundamental. Stoa é um tipo de construção arquitetônica da Grécia antiga que era aberto para o público, um ponto de encontro, onde as pessoas eram livres para falar sobre o que quisessem, inclusive besteira. Pois é, o objetivo é criar um stoa virtual, impedir a livre manifestação ou o acesso externo vai contra esse objetivo. Não estamos aqui para criar um local de excelência em divulgação científica nem para ser a voz oficial da instituição

    Se estes objetivos não estão de acordo com uma universidade publica então as praças e centros de vivência espalhados pelos campi também não estão. Deveríamos ter gente vigiando os alunos nos campi para evitar que falem besteira perto dos ouvidos de gente de fora, Também tinham que proibir alunos de usarem camisetas, bonés ou mochilas com o simbolo da universidade quando forem falar bobagem.

    Se tem membros da USP que falam bobagem, não vai ser impedindo que eles se manifestem que vamos resolver este problema. Eles fazem parte da Universidade e continuarão fazendo mesmo que tentem escondê-los.

    Luiz ArmestoLuiz Armesto ‒ sábado, 08 novembro 2008, 23:51 -02 # Link |

  23. Eggman escreveu:

    À todos os preocupados com a utilizacão do domínio usp.br para propagandear idéias absurdas, feias, erradas, idiotas, whateverbad, juntem-se a mim na tentativa de proibir a utilizacão de quaisquer computador da rede usp.br para colocar arquivos de acesso público na internet, sem uma devida moderacão ou conjunto de regras com as sugeridas acima para impedir o mau uso dos mesmos. Alguns exemplos de computadores que seguem isso:

      http://proaluno.if.usp.br/usuarios/

      Não só utiliza o domínio usp.br como também é possível acessar a página dos usuários via endereco socrates.if.usp.br/~nome, ou seja, utiliza não apenas o prestígio da usp, como do Instituto de Física e pior ainda, do grande pensador grego Sócrates.

      http://cecm.usp.br/alunos.shtml

      Qualquer aluno deste curso pode ter uma homepage.

     bighead.poli.usp.br

     www.lcs.poli.usp.br

    E várias outras máquina no subdomínio poli.usp.br.

     www.ime.usp.br

    E mais várias outras máquinas no subdomínio ime.usp.br.

     ifsc.usp.br e diversas máquinas nesse domínio.

     Aliás, tem mais outras centenas de máquinas sob os riscos que citei acima, por isso vou parar de citar casos específicos aqui. Temos que encontrar uma solucão que impeca o surgimento de novas máquinas sob o risco de não moderacão no domínio usp.br além de procurar todas que já estão sendo utilizados dessa forma. 

    PS: Alguém ai apostaria comigo que existe no atual momento mais de um caso de conteúdo indevido  muito pior que todos os posts que já surgiram no stoa até o momento, com acesso público em uma máquina sob o domínio usp.br?

    PPS: Sim, sim, vários pontos deixei escapar das diversas argumentacões acima, várias réplicas são possíveis ao meu post, tem razão, os casos que citei são diferentes do caso stoa por causa de A, B e C, aliás, não prestei atencão no(s) aspecto(s) mais importante(s) do problema... mas enfim. Na verdade, tudo isso para mim não passa de tempestade em um copo d'água.

     

    default user iconEggman ‒ domingo, 09 novembro 2008, 04:13 -02 # Link |

  24. Maurício Kanno escreveu:

    gostaria de:

    - dar meu apoio à equipe que desenvolve arduamente o Stoa, propiciando um espaço bacana para fazer brotar e discutir as diferentes idéias dos uspianos. eu já disse isso mais de uma vez: por exemplo, no meu blog no blogspot, nunca acontece a discussão tão bacana e frutificadora que sempre ocorre aqui nos meus posts do Stoa.

    - tb para mim é uma referência esta rede do Stoa para ler opiniões e idéias, informes de diferentes uspianos, bastante inovadores e interessantes. oras, o q não me for interessante eu ignoro, oras. é só não ler. 

    - dizer que acho um exagero esta história de tirar o Stoa do domínio da USP, afinal esta rede é um projeto da USP, e quem passar por aqui e ler lá no alto "suas idéias em rede" vai saber que este é exatamente um projeto para permitir discussão de idéias pela turma da usp. em nenhum momento vai entender que isto é a "voz oficial da universidade". é só ter um mínimo de noção.

    - dizer que achei um exagero os escritos e atitude de querer largar o Stoa, pelo reputadíssimo professor da Física.

    Maurício KannoMaurício Kanno ‒ domingo, 09 novembro 2008, 16:04 -02 # Link |

  25. Alexandre Hannud Abdo escreveu:

    Ni!

    @todos

    A leitura de alguns comentários me sugere a seguinte pergunta:

    Por que alguns me parecem assumir que estão sendo criticados pelo que não estão?

    Vou tentar elucidar meus pontos mais uma vez, já que não acho que os tentam evitar.

     

    @ ewout

    Por favor não sinta-se ofendido. Para mim é apenas natural pela minha análise que, caso o Stoa decida-se por não garantir a memória e visibilidade de críticas, no caso representadas pelos comentários, que ele afaste-se icônicamente da universidade, podendo manter-se tecnicamente e até institucionalmente vinculado.

    Há uma escolha clara aqui entre controle social e controle do usuário. Ao optar por um abre-se mão do outro.

    Ao dizer que quer responsabilizar um usuário por não remover um comentário inadequado você trai seu próprio pensamento de controle social. Se um usuário deixou um comentário inadequado, são os demais usuários que devem responder àquele comentário para esclarecer o equívoco, e não o autor do post que deve remover o comentário.

    Isso é bem refletido em sistemas como slashdot onde, para que o controle social não afete o fluir das discussões, comentários também tem notas e aqueles com nota muito baixa tornam-se menos visíveis. Claro que isso é tecnicamente mais complicado, porém na falta disso é melhor arriscar perder um pouco da fluidez de uma discussão do que autorizar o proponente de uma discussão a censurar vozes contrárias.

    Particularmente, eu me sinto muito incomodado de saber que contribuições minhas, algumas nas quais eu investi um tempo considerável, podem ser eliminadas ou desvinculadas de um tema pela opinião de uma única pessoa. Isso sim é centralização.

     

    @ eggman

    Sobre o uso de ironia no debate paritário: acredito que as pessoas estão investindo seu tempo aqui para buscarmos o que é melhor para todos, e não para pagar de malandro ao custo do tempo alheio. Seu post poderia ter uma linha, já que apenas apresenta um fato, sem organizar conceitualmente ou tentar estabelecer de forma racional a tese da ausência de diferença entre o stoa e páginas de usuários de servidores da usp.

    Mas indo ao ponto, sobre os tais outros servidores onde qualquer um pode colocar conteúdo: eles não tem visibilidade e neles não há a falsa promessa de controle social, portanto a universidade não empresta crédito quase nenhum.

    E note que, mesmo com esse pouco crédto, se uma página de usuário de um servidor desses tornar-se notória propagandeando qualquer forma de charlatanismo, ela será removida imediatamente e o responsável será punido, até pelas normas da universidade.

     

    @ andré

    Vamos ver, quem tem mesmo medo de liberdade?

    a) aquela pessoa que acha que cada um deve ter controle sobre o fluxo das informações por seu espaço.

    ou

    b) aquela pessoa que acha que as opiniões contribuídas em um espaço devem ser garantidas, a despeito da vontade do seu mantenedor, pois liberdade de expressão não signifca poder falar e sim poder ser ouvido onde sua voz é relevante.

    Ou, resgatando um velho slogan americano: Freedom is not free

     

    @ todos

    A universidade é o lugar por excelência para vencermos nossos medos intelectuais.

    O lugar para abrirmos mão de controle, submetendo-nos à natureza e confrontando nossos pares em genuína liberdade.

    O Stoa pode ser o lugar que potencializará o espírito da universidade e o abrirá à sociedade.

    Ou pode ser um serviço de comunicação redundante a tantos outros, apenas carregando o logotipo da universidade para facilitar a agremiação dos seus membros.

    Sendo este segundo caso, eu não vejo porque mantê-lo no domínio USP, que serve apenas para confundir e facilitar o uso nocivo da reputação desta, sem nenhum ganho substancial.

     

    Esta é a minha análise.

    Abraços,

    abdo

    ~~

    Alexandre Hannud AbdoAlexandre Hannud Abdo ‒ segunda, 10 novembro 2008, 16:26 -02 # Link |

  26. Andre de Freitas Dutra escreveu:

    Vamos ver, quem tem mesmo medo de liberdade?

    @ Alexandre. Até parece que você está me chamando para porrada...

    Mas em que medida suas considerações tem algo em relação ao meu post?Já que estou aqui, gostaria de aproveitar e escrever mais um pouquinho.Minhas preocupações estão relacionadas a um medo. Não da liberdade, mas de alguns, que não são capazes de compreender opiniões distintas das suas.Em alguns tópicos do Stoa há um antagonismo de opiniões muito grande. Temo que isso leve a possibilidade se pontuar um artigo em função de aspectos ideológicos.Quando se diz em "avaliação pelos pares", devemos lembrar que somos "pares" só no primeiro parágrafo, pois há estudantes de inúmeros departamentos diferentes aqui no Stoa. Aliás, acho, justamente essa, umas das riquezas desse ambiente. Até que ponto seria legítimo eu votar em um assunto discutidos entre físicos? Falo isso em função de não saber nada sobre a lei da relatividade, fora o E=m.c2, e ter esquecido as leis de Newton. Ao mesmo tempo, vejo os colegas da Física discutirem o uso de tecnologias na educação, justamente o tema de minha dissertação. Em um caso não caberia eu me meter em um assunto entre entendidos, no outro assunto, poderia participar sem fazer parte da mesma formação teórica. Em muitos casos, não há uma fronteira clara do que possa ser um assuntos apenas para determinados experts ou não.Pensando assim, posso deduzir, apenas, que cada um que se interessar pelo tópico possa votar, independentemente de qualquer outro filtro. Mas até que ponto isso reflitirá a realidade? Falo isso pensando em algumas enquetes (estúpidas, diga-se por passagem) que vi no Orkut: Na comunidade sobre Nietzsche, este filósofo ganha em disparado como o melhor que já existiu, o mandriva linux é o mais utilizado entre os participantes da comunidade "mandriva linux". Em nosso caso, estou pensando na possibilidade de alguns tópicos serem votados apenas por aqueles que se incomodaram com ele, não sendo, necessariamente, um mau artigo por isso.

    Imagine os textos em relação a alguma futura ocupação da reitoria que possa ocorrer. Duvido que alguém seja capaz de votar em algum artigo sobre isso e dizer que foi imparcial.

    Concordo que postar "inverdades" é extremamente nocivo e considero justas todas as argumentações que ocorreram em função disso. Mas o que me preocupou é que todos os mecanismos apontados pelos colegas, podem ser utilizados para avaliar erroneamente aquilo que não se conhece e avaliar negativamente aquilo que se discorda.

    Não sou contra a possibilidade de um controle, mas preocupo-me com a possibilidade de que haja injustiças e cerceamento do direito de expressão.

    Acabou meu intervalo, devo voltar a labuta, mais tarde desenvolvo melhor essas idéias.

    Saudações fraternas a todos.

    Andre de Freitas DutraAndre de Freitas Dutra ‒ segunda, 10 novembro 2008, 18:46 -02 # Link |

  27. gabriel escreveu:

    concordo com o andré... "compromisso com a verdade" pode facilmente ser transformado em "censura prévia"

    gabriel fernandesgabriel ‒ segunda, 10 novembro 2008, 22:13 -02 # Link |

  28. Leonardo de Oliveira Martins escreveu:

    Percebi que vários comentadores interpretaram essa discussão como uma crítica à liberdade de expressão no STOA. Essa interpretação não se sustenta pelos fatos, e representa uma digressão (ou ignoratio elenchi) [1]. Coloco aqui o comentário do Abdo que foi sumariamente negligenciado:

    Sobre o que se está criticando:

    A questão é o emprego da reputação da USP de forma danosa à sociedade e contrariando o propósito da universidade. [ imaginem essa frase em letras garrafais vermelhas, piscando, com um fundo amarelo ] 

    (...)

    Não há pedido de de censura nem, como solução adequada, de moderação central.

     Sobre a argumentação:

    (...)

     Assim, a única função diferencial que o Stoa garante exercer é a de referência para a comunidade da USP encontrar-se.

    Qual o argumento para manter o Stoa dentro da universidade então?

    Ao meu ver, nenhum. O Stoa, como está hoje, não deveria ser abrigado pela USP. No mínimo deveria estar fora do domínio "usp.br".

    Num outro comentário meu [2] eu tentei explicar que o STOA, além de ser a plataforma que o Ewout e todos defendem, também é um subdomínio que se apropria da autoridade e prestígio da Universidade. Ou seja, o que se critica não é a ferramenta STOA, e sim a sua atual instanciação indissociada da marca USP. Eu peço que vocês dêem um argumento para que: 1) o STOA seja mantido dentro da universidade; 2) o STOA não deva ter acesso restrito apenas a usuários logados. Um argumento apenas já serve prá continuarmos a discussão, caso contrário teremos dois discursos ortogonais, provando a incapacidade de entender o ponto de vista alheio.

    @gaf#cmt10202: eu não usei a palavra "apolítica", mas obrigado pelo comentário - eu cometo esses erros com freqüência, e no caso eu disse "gramofone" quando queria dizer "megafone".

    @andredutra#cmt10208 e @andredutra#cmt10217:  em meu post (e o Abdo) disse explicitamente não se tratar de censura.

    @ewout#cmt10220: dizer que algo é "incompatível com um princípio básico do Stoa" não é argumento. E se, teoricamente, um princípio básico do Stoa não estiver em conformidade com os objetivos da Universidade? Por que o Stoa fora da USP não faz sentido (note que há vários níveis para esse "fora da USP")? Ninguém falou em expulsão, eu ao menos defendo a independência. 

    Luiz Armesto disse: 

     O grande problema é a visão errada que estão tendo desta parte do Stoa, que é o sistema de relacionamentos.

    Eu diria que o problema é considerar que esse é o único aspecto do STOA. Todos os comentários "apoiando a liberdade de expressão" (como se isso estivesse em pauta) concentram-se apenas nesse aspecto, com exceção ao gabriel (gaf) que corretamente apontou o ponto que precisa de aprimoramento, e os administradores, que demonstraram entender o problema.

     Qual é a diferença entre alguém escrever bobagem aqui no Stoa ou em algum outro espaço pessoal em outro servidor da USP?

    Em outros servidores da USP, em tese, há regras claras e um sistema hierárquico (draconiano, tirânico, o que seja) que permite corrigir as páginas em desacordo. Os termos de uso, que temos que ler antes de nos inscrever, possuem poder contratual. O que vemos é o resultado desse crivo, mas não o processo. O Abdo comentou outros aspectos. Concordo que o STOA tem potencial muito superior nesse aspecto, mas se todos - inclusive os administradores - se eximem da responsabilidade ao lhes ser apontada uma falha, a diferença então se torna a sensação de irresponsabilidade.

    @walrus#cmt10224: fazendo coro ao Luiz Armesto, você se utiliza de uma variante do argumento ad populum. Então quer dizer que por haver outros casos de conteúdo indevido na USP os do STOA não precisam ser resolvidos (você tacitamente concorda que os há no STOA)? Note que esse argumento é falacioso pois então qualquer falha pode ser não apenas justificada como abonada bastando apontar outra falha semelhante... Nesse cenário, o STOA se tornaria apenas mais um caso de uso indevido da coisa pública, com a triste diferença que nossa impotência seria evidenciada. A sua "tempestade em copo d'agua" já nos custou o Fleming... e sim, no longo prazo todos estaremos mortos.

    @mauriciokanno#cmt10231: o problema não são os que tem "um mínimo de noção", são aqueles que tem "noção" deturpada, maliciosa ou insipiente. O jornalista Marcelo Soares [3] traduziu um neologismo chamado "churnalismo" para designar o jornalismo feito às pressas, por gente inexperiente (ou nem tanto) e muitas vezes na base do corta-e-cola e sem apuração, para atender à demanda irreal de notícias tradicionais e especialmente online. Maurício, quanta certeza você tem que nenhum "churnalista" vai cair aqui e usar inadequadamente alguma informação que lhe renda alguns minutos de sossego? E devemos adotar essa sua certeza como garantia?

    @abdo#cmt10248: correndo o risco de interpretar erroneamente sua solução, e quanto aos comentários inadequados? Um sistema de votação de comentários demanda muitos usuários. Mas continuo acreditando que outras soluções que desvinculem o Stoa do nome da USP, ao menos em algumas situações, já ajuda.

    Andre disse:

     Mas o que me preocupou é que todos os mecanismos apontados pelos colegas, podem ser utilizados para avaliar erroneamente aquilo que não se conhece e avaliar negativamente aquilo que se discorda.

    Inclusive a solução (extrema) de desvincular o STOA fisica e logisticamente da USP? Ou ainda fechar o STOA a acessos externos? Você sugere então um "anything goes", dado que qualquer sistema é imperfeito? Se estivéssemos em um blogspot da vida eu estaria cantando e andando. Acho que, como comentei, você está pensando em um problema que não estamos discutindo (a liberdade de expressão em uma rede social). 

    Abraços, Leo

    [1] Houveram outras discussões no passado com relação ao uso inapropriado de equipamento público que também foram confundidos com restrição à liberdade de expressão.  Meu comentário à época está em  [ http://stoa.usp.br/horliana/weblog/29829.html#cmt8625 ]  mas podemos assumir essa como uma discussão independente.

    [2] http://stoa.usp.br/leomrtns/weblog/36241.html#cmt10199

    [3] http://evocecomisso.blogspot.com/2008/10/o-churnalismo-e-o-submercado.ht

    Leonardo de Oliveira MartinsLeonardo de Oliveira Martins ‒ terça, 11 novembro 2008, 01:43 -02 # Link |

  29. Ewout ter Haar escreveu:

    Acho que a discussão foi muito bom, mas que já não está convergindo mais. Para mim, foi extremamente útil para deixar explícito a posição do Stoa primeiro, no eixo "grau e tipo de moderação" e segundo no eixo plataforma  - aplicativo. A posição do Stoa neste plano pode mudar no futuro. Obviamente não queremos ajudar dar credibilidade a inverdades. Por outro lado, a Web como plataforma neutra é tão bem sucedida que não queremos descartar o uso da sua arquitetura, mesmo dentro da Instituição. De qualquer maneira é útil deixar explícito onde estamos agora.

    Em retrospecto,  acho que poderíamos (os administradores do Stoa) deixado o post do Franklin visível somente para logados, a pedido do Fleming, talvez teria convencido ele a continuar usando a plataforma Stoa. Por mais que está convencido da sua posição, vale muito a pena avaliar cada caso e talvez ceder um pouco. Bom, já era. Vamos ver os efeitos das medidas que vamos tomar baseado neste caso.

    Ewout ter HaarEwout ter Haar ‒ quarta, 12 novembro 2008, 13:40 -02 # Link |

  30. Tom escreveu:

    Relacionado: O dia em que o Jornal da USP publicou que a relatividade restrita estava errada

    default user iconTom ‒ sábado, 15 novembro 2008, 14:04 -02 # Link |

  31. Tom escreveu:

    Ah, antes que me esqueça, o que acham do URL jorusp.org.br para o jornal da USP, ao invés de www.usp.br/jorusp?

    default user iconTom ‒ sábado, 15 novembro 2008, 15:13 -02 # Link |

Você deve entrar no sistema para escrever um comentário.

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