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Autor Em discussão: Comunidade Institucionais
Ewout ter Haar
Ewout ter Haar

Fev 15, 07

Um pouco antes de divulgar para um público maior o Stoa, criei as comunidades baseados nesta lista de unidades de ensino. Assim, criei as comunidades do tipo IF, FEA, ECA. etc. A idéia destas comunidades "institucionais" era na verdade ganhar um pouco de tempo, para ter um tempinho para decidir o que vamos fazer. Temos que decidir

  1. Para que estes comunidades servem? O que queremos com eles?
  2. Quem vai moderar estas comunidades?

Uma comunidade tem que ser moderada, ter alguém responsável por ela, porque nos, os administradores do Stoa não queremos fazer isto. Ainda precisamos formular direito o que a gente pensa que são os deveres e direitos dos moderadores de comunidades. Fiz uma tentativa na primeira versão dos termos de uso:

Assim como os ambientes pessoais, os ambientes comunitários são da responsibilidade dos seus donos (ou moderador). Cabe ao moderador da comunidade formular normas próprias e zelar pelo bom andamento da comunidade. O moderador tem pleno direito de remover qualquer conteúdo que fira estas normas.

Vejo dois extremos para a escolha de moderado. Por um lado, podemos dar ao primeira pessoa que se mostre interessado. Explicamos para ele o que um moderador deste tipo de comunidade deve fazer. A vantagem desta solução é que o moderador provavelmente é uma pessoa motivado e interessado, já que tomou a iniciativa de nos procurar.

Por outro lado, podemos procurar nas próprias instituições moderadores, indicados pelo diretor por exemplo. Isto seria possível via Prof. Gil, na capacidade de chefe do CTI. Isto daria um vies provavelmente mais formal à comunidade, o que não é ruim. Quem quiser um outro tipo de comunidade ainda pode criar a sua.

Nada que a gente decidir agora é irreversível. Moderadores podem ser trocados, políticas ajustadas. Mas precisamos logo decidir o que fazer agora. 

Palavras-chave: comunidades, stoa


Olé!

Fev 25, 07
# Link

Acredito que há algumas coisas no STOA que não o torna dinâmico. Uma delas são as "comunidades institucionais". Já que todos somos ligados à USP, o que nos dá uma identidade são as comunidades que representam os institutos/faculdades/escolas das quais fazemos parte. Lá vamos encontrar as pessoas que conhecemos e daí começamos a entender como interagir e como usar a ferramenta. Por isso, vocês devem deixar que as coisas sejam naturais; que as pessoas façam uso livre do que vocês criaram. Ai, terá uma função prática na vida dos usuários.

Eu enxergo isso como a seguinte situação: o arquiteto projeta uma casa com três quartos, e ele quer escolher quais pessoas da família vão ficar em cada quarto! Ele determina como as pessoas irão usar aquele espaço que é delas. É bem provável que elas não queiram morar nesta casa com tais condições. Novamente: não estou dizendo que no stoa há uma ditadura! Vocês abriram para o debate, querem saber nossas opiniões... enfim, muito democrático! Tanto que estou colocando minha opinião: o STOA tem que ser algo DINÂMICO. Precisa deixar as pessoas criarem funcionalidade. Não se pode estabelecer objetivos assim. As pessoas tem que decidir os objetivos. As comunidades que não têm mais finalidade, basta retirar-se dela, é simples! Por isso, eu acho que elas devem ficar com as pessoas que se mostrarem interessadas.

Olhem que pobreza a comunidade da ECA (stoa.usp.br/eca). Isso cria possibilidade para outras comunidades serem criadas, o que acaba perdendo a unidade, a integração entre as pessoas. Na ECA temos um problema de integração muito grave por conta da disposição dos prédios. As coisas são afastadas. Na matrícula dos bixos, conhecemos pessoas que nunca tínhamos visto antes e que são veteranos também!

Já a comunidade de do curso de Turismo (meu curso) foi criada e arrumada para que as pessoas entrem e façam parte dela, para que participem, dêem “pitacos”. Ou seja, os participantes dela é que vão ditar as regras, vão viver a comunidade.

Bom, estou postando porque adorei a idéia (STOA) e é algo que pode dar uma real unidade para os alunos e acho que isso não pode fracassar.

Espero ter contribuído.

Abraços,


PS: E muitos parabéns a vocês!

E so uma opiniao ...

Com o próprio nome diz "Comunidade Institucional",  seria uma comunidade
estabelecida com alguma finalidade, e como tem relacao com a Instituicao de
ensino ou a coisas que acontecem nela poderia ser estabelecida pelo Diretor,
se eles o assim quiser. Poderia haver nela as pessoas da unidade que lerão os
textos, os que escrevem propostas, os que escrevem comunicados gerais,
e o moderador. O moderador poderia ser o Diretor da unidade, os que escrevem
pessoas autorizadas pelo Diretor. Todos poderiam fazer comentários.

Acho que as comunidades podem ser Livres ou Instituidas.
( Não poderia haver algum tipo de 'requerimento de comunidade livre' com
nome tal, em que eh feito pedido de comunidade XXXX para finalidade YYYY, etc ?
 O Diretor ou alguem hierarquicamente acima dentro da teia de identidade
 organizacional se responsabilizaria ou autorizaria tal comunidade, como
 qualquer coisa do mundo real em que precisa haver algum tipo de organizacao
 entre as pessoas ).
Não acredito que se possa esperar que comunidades livres tenham a 'cara' e
'gostos' pré-definidos ou que atendam certos critérios pré-estabelecidos.

Talvez oque pode ser pré-estabelecido seriam regras de comportamento, como
saiu no jornal de 20/06/2007 na "Folha de Sao Paulo" caderno de informática
a respeito de "Trolls". Alguma coisa como  'Netiqueta' para e-mails e conversação
em chat.

 

 

 


Plínio

Jul 18, 07
# Link
É bem polêmica essa questão das comunidades ditas institucionais. Na verdade, se pararmos para pensar, realmennte é meio ditatorial o que acontece e sim precisamos de um espaço mais dinâmico. No entanto alguém tem que auxiliar na manutenção deste espaço, pois ele vai crescer e não é aos poucos, já vem sendo observado um crescimento acentuado do número de usuários e consequentemente do número de comunidades que não as institucionais. O que ocorre é que esse aumento só não é maior pelo não conhecimento, digo por parte de muitos membros da 'comunidade uspiana' do que é possível realizar neste espaço. Acredito que os diretores de unidades não estariam interessados em manter a gestão de uma comunidade, mas sempre há usuários dispostos a isso e a auxiliar nestes espaços inserindo informações de utilidade e importância pública. Vejo neste impasse a seguinte solução: arriscar. Quando digo arriscar, digo no respeito à fazer como vem sendo feito: aguardar que alguém se candidate à ser responsável pelo espaço. Talvez para algumas unidades isso venha a ser um problema, pela não popularização do stoa. Mas acho que o crescimento está caminhando, a passos um tanto quanto lentos, mas vem caminhando...
Pois é, até agora temos dado o controle destes comunidades simplesmente à primeira pessoa que perguntou. Por enquanto não houve problemas.

Quam faz a história de uma instituição são os que dela participam. Quem faz a comunidade, seja institucional ou não, são os que dela participam. E sempre é bom ter uma moderação, obviamente de quem está por dentro dos assuntos, seja qual for o caso.


Frohmut

Out 07, 07
# Link

Ultimamente eu percebi que as comunidades institucionais, apesar de não terem muita participação daqueles que fazem parte delas - bem, considerando que quem faz parte não vai, necessariamente participar ativamente da movimentação - pelos próprios recursos do Stoa que andei "testando" nesses últimos tempos, e analisando a atividade em geral do Stoa desde fevereiro, algumas coisas ficaram pra mim ficaram claras a respeito disso:

  • no Stoa tem uma "comunidade" de Notícias da USP, alimentada por feeds... ela tem utilidade no sentido de informar, sem precisar de um monte de gente participando/comentando pra que seja realmente útil, e passar informação é uma função utilitária que ao meu ver é relevante aqui;
  • boa parte das discussões - postagens que rendem comentários "a rodo" - acontecem fora de fóruns das comunidades, são mais constantes em postagens de blogs pessoais;
  • tem muitos recursos do Stoa que ainda são pouco usados... ou que quase ninguém percebeu que existem, e por conta disso mesmo acabam não sendo usados
  • nas comunidades, boa parte desses recursos que não são usados pelos usuários são muitos úteis no funcionamento/manutenção delas como por exemplo, o calendário - que passei a usar recentemente - o agregador - que faz menos de um mês que comecei a usar - o wiki - que poucas pessoas realmente sabem como usar, embora ainda não usem - e o espaço pra armazenamento de arquivos - que já vi muita gente que nem se lembra que existe isso no Stoa
A partir dessas análises, já tirei pra mim a conclusão de que a existência das comunidades institucionais é sim necessário, pois é justamente através desses recursos - calendário, arquivos, wiki - que já são integrados nas comunidades que muitas informações teriam um lugar mais apropriado para serem divulgadas e/ou discutidas.

Afinal, como ficou essa história? Desde fevereiro se está discutindo... Me parece que ninguém do IQSC se interessou por moderar, estou enganado? Se eu ainda estivesse em São Carlos me interessaria, mas como estou vivendo fora do país não me sinto apto para isso. Bom, espero que se ative logo essa comunidade, saudações a todos.

Entrei no STOA recentemente, e a primeira vista pareceu-me em essência mais um "orkut" da vida, e sinceramente comecei a refletir sobre a utilidade e importância de mais uma comunidade virtual na minha vida. Devido às provas da faculdade deixei de lado o STOA. Agora que consegui uma pequena folga voltei a acessar o link. Já havia esquecido que existia e que eu havia me cadastrado. Por que motivo eu deveria me interessar por uma comunidade com a qual não me identifico? Que objetivo pode ser capaz de motivar-me a utilizar o STOA? Eu realmente não acredito que um modelo anarquista iria funcionar neste momento, no Brasil infelizmente ainda não estamos preparados para esse modelo, e francamente não sei se um dia estaremos.

Para mostrar o que essas questões significam, vou começar com um breve comentário sobre necessidades humanas e marketing, que creio seja fundamental para o entendimento de minhas respostas.

O que o ser humano busca desde o mais pueril instante de consciência? Reconhecimento.

É em cima disso que o marketing trabalha. Reconhecimento é a chave para entender a motivação das pessoas. Prova disso é que o que vende medicamento não é a qualidade deste, mas sim o trabalho de marketing feito pelas empresas para divulgar e conseguir convencer que o seu produto é melhor que o do concorrente, o foco para o sucesso é sempre o reconhecimento do cliente.

Para obter reconhecimento as pessoas em geral são capazes de fazer muitos sacrifícios. E praticamente tudo o que se torna popular atende alguma necessidade humana que supre a sede de ser reconhecido por um igual.

Após essas considerações, eu afirmo que a questão nº2 levantada pelo professor Ewout (que foi meu professor de física no primeiro ano de faculdade), em relação à moderação só faz sentido depois de conseguirmos definir a primeira questão, relativa ao objetivo do STOA.

Estabelecer um objetivo é o ponto crucial, isso vai defnir se o STOA vai ou não ser um sucesso, se essas comunidades serão ou não utilizadas de forma ativa e eficiente. Gostaria de saber o que motivou o professor Ewout a desenvolver o STOA. Fiquei curioso. 

Eu poderia citar muitos objetivos para a criação dessas comunidades institucionais, porém eu vejo uma deficiência muito grave que poderia ser trabalhada com o STOA, a falta de apoio ao empreendedorismo. Na minha concepção, empreender é necessário, logo fomentar o desenvolvimento do espírito empreendedor nas pessoas é algo importante. O STOA poderia ser utilizado como um meio de conseguir parcerias com instituições privadas para que se possa ajudar alunos a tornarem-se empreendedores de sucesso. Seria então utilizado como um núcleo para o surgimento de empresas nos modelos júniors, ou de outro tipo, no qual os usuários estariam participando ativamente e aprendendo a produzir, vender, estudar o mercado e estar mais preparado para a sua vida profissional. O SEBRAE pode oferecer cursos e treinamento voltado especificamente para o desenvolvimento do empreendedorismo no meio acadêmico.  Alunos poderiam colocar em prática o que estudam e ver a aplicação da teoria, construindo e produzindo valores, bens e evoluindo para uma maior e melhor integração e desenvolvimento de relações interpessoais dentro e fora da USP.  Neste modelo as pessoas envolvidas na comunidade seriam todas colaboradoras de um grande projeto, com um grande objetivo, porém cada um conservaria para si suas motivações.

pra ser bem pragmático, posso dizer que eu já mantinha um blog pessoal antes de ter um blog no Stoa; agora reproduzo o conteúdo nos dois espaços (nem sempre). às vezes conteúdos mais proprios pra um espaço, às vezes mais proprios pra outro...

o fato é que sempre esteve mais alto no Google meu blog no Stoa, pq tem o selo USP, que conta muito.  

outra coisa: aqui as pessoas comentam muito mais os blogs, pois se trata de um espaço que mistura blog e fórum. orkut nao é blog, é só fórum.  e blog é só blog...

bem, pelo q sei do myspace e facebook, me parece q é ume esquema similar a estes internacionais.

o fato é q assim, montando-se uma comunidade em torno de blogs, há uma chance muito maior de que haja visitação ao que você publica. e de fato, tenho muuuuuito mais comentários em meus posts no Stoa que em meu blog no Blogger. 

pois há uma sensação de comunidade de bairro aqui; no Blogger não, é como se fosse uma comunidade mundial, em que ninguém se conhece direito...  

Caro Douglas,

primeiro, o Stoa não é um "orkut" da vida. Os objetivos do Stoa, de forma sucinta, que escrevi junto com o professor Ewout aqui, são diametralmente opostos para que o Orkut é usado:

Stoa é uma rede social dos estudantes, professores e funcionários da Universidade de São Paulo (USP). Os objetivos do Stoa são promover uma maior interação entre os membros da comunidade USP, criar um espaço onde cada pessoa dentro da Universidade tenha uma identidade digital de fácil acesso, tanto para quem está dentro da USP, quanto para a comunidade externa, e fornecer um sistema de softwares que facilite aos professores a administração de seus cursos para os estudantes.

O fato do Stoa ter ferramentas semeslhantes ao Orkut (essencialmente, o perfil e o fórum), não implica que ambos são a mesma coisa. Recomendo fortemente que leia o tópico do Abdo, Redes Sociais (e esta é mais uma), e referência aó contida.

Para mais detalhes sobre os objetivos do Stoa, veja aqui a proposta inicial

Como você citou o orkut, gostaria que você comparasse a maior comunidade USP de lá. Se não viu, veja. Se já viu, me responda, por favor: para que usam aquilo, em comparação com os objetivos aqui expostos? Uma rápida espiadela pode deixar qualquer um horrorisado com que estão colocando dentro da USP, se é que realmente muitos perfis de lá são realmente alunos da USP. O que me garante? No Stoa estamos preocupados com a identidade de cada perfil, inclusive, futuramente, integrarmos com serviços de outros centros educacionais (mais um motivo para a importância da identidade).

Veja um exemplo (só um) de como um blog pode ser usado para fins excelentes para o meio acadêmico, o blog do professor Luli, da ECA: http://dw3.blogspot.com/ Você consegue convencer alguém que o blog do professor Luli é inútil, que possíveis outros blogs com textos interessantes como o dele, não seriam importantes para a universidade? Pois eu duvido que sim.

E digo mais. Estamos preocupados com uma discussão bastante atual: os direitos atuais. Note que no Stoa damos a possibilidade da pessoa escolher o tipo de licença que ela vai usar no conteúdo gerado por ela mesma. Existe essa flexibilidade em muitas ferramentas de empresas privadas? Além disso, um projeto como o Stoa deve sempre ter seus objetivos em consonância com a missão da universidade. Há alguma exigência dessa natureza, até mesmo no sentido de disponibilizar informação de qualidade, quando usamos uma ferramenta de uma empresa? O que me garante que os termos de uso do Google não vai mudar amanhã e fazer coisas que não me agrade?

Voltando ao Orkut e essa questão de usar ferramentas modernas da Internet para fins educativos e de pesquisa. A única coisa que conheço no orkut, que realmente vale a pena, é a comunidade Física. É uma comunidade moderada por estudantes de pós-graduação e com regras bem estabelecidas. Faça a experiência, compare os tópicos da comunidade Física com a da USP. Ambas possuem praticamente o mesmo número de pessoas. Compare a dinâmica das duas, compare a qualidade das argumentações usadas nos tópicos das duas. Se quiser, aqui está uma lista, não muito atualizada, dos tópicos da comunidade Física http://ataldafisica.wikidot.com. Se acompanhar as discussões lá, notará quantos alunos optaram por fazer física, justamente por terem a oportunidade de discutir com pessoas que estão, de fato, no dia-a-dia das universidades brasileiras (não só alunos, como também professores!). Veja a entrevista com o professor Henrique Fleming, professsor titular do IFUSP, que ocorreu recentemente nessa comunidade, apenas como mais um exemplo.

Isso posto, você acha que ferramenta modernas de informática, se bem admnistradas e empregadas, não podem dar um impulso para os fins da Universidade de São Paulo? Acredito piamente que sim.

Com relação a empreendedorismo, de fato, algo nesse sentido faz-se necessário, urgentemente. Uma das coisas que temos em mente é implantar um sistema de currículos padrão para cada perfil do Stoa. Se a pessoa quiser deixar o currículo dele público, ótimo. Isso pode até mesmo facilitar a vida de empresas que, em busca de material humano de qualidade, pode, futuramente, associar essa idéia a rede social da USP.  Me diga, que é que usa o Currículo Lattes, a não ser as pessoas com um perfil mais acadêmico? Até hoje nunca vi alguém mandar para uma empresa o Currículo Lattes.

Um estudante dos cursos onde o estágio é estapa importante para sua formação e futura inserção no mercado de trabalho, possui alguma outra forma de oferecer seus serviços a não ser da forma tradicional.

Outras ferramentas de informática que podem ser úteis para a comunidade USP certamente surgirão e cabe a universidade implementá-la, para não ficar para trás. Um exemplo é um espaço de venda, troca e anúncios decente, inclusive para pararem de poluir a universidade, que será limpa com dinheiro público. Um exemplo bastante interessante, na minha opinião, é o site http://www.boso.com ou até mesmo o http://craiglist.org.

Enfim, em suma, acho que é isso. Dá até para levar uma graninha usando o Stoa, caso a pessoa consiga gerar conteúdo que passe pela aprovação dos stoanos.

Se tiver mais dúvidas, elas são bem-vindas.

Abraço.

O link correto para o catálogo de tópico da comunidade Física do orkut: http://ataldafisica.wikidot.com/orkut

Entrei no STOA recentemente, e a primeira vista pareceu-me em essência mais um "orkut" da vida, e sinceramente comecei a refletir sobre a utilidade e importância de mais uma comunidade virtual na minha vida.

Por que motivo eu deveria me interessar por uma comunidade com a qual não me identifico?

A não ser que tenha objetivos em estudos de comportamento humano, sociais, etc. minha resposta é: nenhum motivo. Agora veja bem, o Stoa é aberto à todos os funcionários, alunos e professores da USP, atuais ou que já foram algum dia. De certa forma a comunidade nele é a comunidade da USP e se você for aluno da USP querendo ou não já tem algum tipo de identificação com essa comunidade. Pode ser que não tenha afinidade com o pessoal ativo do Stoa no momento, mas veja bem, nada inpede de utilizar o Stoa apenas como uma ferramenta pessoal de blog, repositório de arquivos, etc. Agora o porquê utilizá-lo ao invés de outras ferramentas já existentes? As razões em parte foram citas acima em outros posts e outras no que vou falar mais adiante.

Que objetivo pode ser capaz de motivar-me a utilizar o STOA?

Se as ferramentas que estão sendo desenvolvidas de integração com Júpiter como calendário, disciplinas e com sistemas educacionais como o Moodle for interessante para você, essas podem ser algumas razões. Outra coisa, se você for programador e quiser participar, contribuindo com código, idéias, sugestões de ferramentas, o Stoa está aberto à isso. Em nenhum outro site que eu conheça, a não ser que você faça o seu próprio, você tem esse tipo de liberdade. Estamos trabalhando em um modelo análogo ao desenvolvimento de outros projetos OpenSource, ou seja, quem quiser participar é bem-vindo. Isso é algo que me parece não estar claro ainda para comunidade USP que já ouviu falar algo sobre o Stoa. Pense em quantas vezes se deparou com alguma coisa na USP e pensou: isso poderia ser diferente! Pois é, aqui no Stoa você pode falar sobre o assunto em seu blog, pode participar da lista dos desenvolvedores, enviar uma sugestão ou até mesmo implementar você mesmo. Iremos tentar, claro que dentro dos nossos limites de tempo e equipe, implementar as sugestões dos usuários. Por exemplo, uma vez o professor Ewout adicionou um botão de bloqueio de posts de um usuário que você escolhe-se. Várias pessoas criticaram a idéia, não gostaram da posição, da idéia, etc. Não deu outra, em poucos dias a funcionalidade foi removida. 

Eu realmente não acredito que um modelo anarquista iria funcionar neste momento, no Brasil infelizmente ainda não estamos preparados para esse modelo, e francamente não sei se um dia estaremos.

Não entendi onde o anarquismo entra nisso tudo.

O que o ser humano busca desde o mais pueril instante de consciência? 

Eu diria comida, mais tarde sexo, mas tudo bem ;)

Estabelecer um objetivo é o ponto crucial, isso vai defnir se o STOA vai ou não ser um sucesso, se essas comunidades serão ou não utilizadas de forma ativa e eficiente. Gostaria de saber o que motivou o professor Ewout a desenvolver o STOA. Fiquei curioso.

A idéia do Stoa (na verdade nem tinha esse nome, isso foi coisa do Ewout) surgiu após um tempo em que eu me perguntava se era possível criar um projeto análogo ao OpenCourseware do MIT na USP. Pensei nos problemas que impediam isso e no que já tinha na Universidade que ia nessa direção. A idéia era fornecer de uma forma fácil e eficiente o conteúdo gerado nas aulas, palestras e em pesquisas na USP para o maior número possível de pessoas, não só pra comunidade USP mas para o pessoal de fora também. Como catalogar os materiais, listas de exercícios, textos de pesquisadores utilizados em aula, bibliografias, etc. e também fornecer ferramentas como podcast, repositórios de arquivos, blogs para toda comunidade? Por quê existem diversas soluções hoje em dia na USP (Paca, Panda, Plato, Col, entre outros, fora as diversas páginas pessoais de professores utilizadas nos cursos) para colocar material didático na Web mas cada professor, unidade, curso usa o seu próprio ou quase ninguém ouviu falar? Como centralizar esse tipo de informação? Como mostrar que tais ferramentas podem ser úteis para o pessoal da USP, em grande parte não acostumados a utilizá-los? (Aqui me refiro a ferramentas como o Moodle, mesmo já existindo os exemplo que citei antes)

A idéia de fazer um projeto como o OpenCourseware me pareceu irreal, principalmente pela dificuldade que seria em convencer a USP da utilidade que um projeto como esse teria não só pra Universidade mas também para toda sociedade (ok, infelizmente para um número pequeno, proporcionalmente falando, de pessoas que possuem acesso à Internet em casa). Sem contar que um projeto do porte do OpenCourseware é caro, bem caro. O MIT gasta 4 milhões de dólares por ano para ter uma idéia. Fora isso possuem uma equipe inteira só para ficar catalogando, digitalizando e administrando o conteúdo das aulas no sistema deles.

Tendo essas idéias em mente, mas ainda sem uma solução viável, um dia me deparei com esse post em algum blog randômico (pelo menos na época eu não conhecia). Ele falava sobre a integração de ferramentas que eu já conhecia bem na época (Drupal e o Moodle) para diversos fins em uma Universidade. Além do Drupal e do Moodle, ele citava uma ferramenta de rede social que na época só tinha ouvido falar mas nunca usado. Pensei: Interessante, aparentemente rede social faz sucesso no Brasil, pelo menos o Orkut faz, e a idéia de oferecer, fora os cursos e materiais online, também um espaço para debate, blog, repositório de arquivos pode atrair um conjunto grande de usuários já habituados à tais ferramentas. De tabela se conseguir realizar uma integração boa do sistema com softwares como o Moodle dá para matar dois coelhos em uma tacada só: um, criar uma rede social com objetivos bem diferentes da do orkut (basicamente, acho que eu definiria como procriação), ou seja, uma rede que possibilita-se diversas discussões dentro da Universidade, não só sobre o que estudamos mas também sobre os problemas nela, o que pode ser mudado, o que está errado, etc; dois, possibilitar a utilização de ferramentas para as aulas como o Moodle e tornar o usa das mesmas algo comum na Universidade e entre os professores (essa é a parte mais difícil).

O fato é que mesmo tendo consolidado um pouco mais as idéias precisou entrar um físico experimental no projeto pra botar as coisas para andar, e é ai que entra o Prof. Ewout. Além do chute inicial foi também o responsável pela organização do projeto, pesquisa de outras tecnologias (o trac por exemplo), os primeiros testes com o sistema que estamos utilizando, o Elgg, além de consolidar melhor outras idéias e ser o primeiro professor a utilizar a ferramenta Stoa em uma disciplina da USP, e claro, não podemos esquecer sugerir esse nome estranho para o projeto. As razões que o levaram a se empenhar tanto no projeto ele pode explicar melhor por conta própria. 

falta de apoio ao empreendedorismo. Na minha concepção, empreender é necessário, logo fomentar o desenvolvimento do espírito empreendedor nas pessoas é algo importante. O STOA poderia ser utilizado como um meio de conseguir parcerias com instituições privadas para que se possa ajudar alunos a tornarem-se empreendedores de sucesso. Seria então utilizado como um núcleo para o surgimento de empresas nos modelos júniors, ou de outro tipo, no qual os usuários estariam participando ativamente e aprendendo a produzir, vender, estudar o mercado e estar mais preparado para a sua vida profissional

Ok, a teoria é simples, mas na prática como consolidar a idéia? Acho a proposta interessante, mas que tipo de tecnologia poderíamos utilizar? Eu vejo algumas possíveis ferramentas para isso, mas e você, algo em mente?

 Alunos poderiam colocar em prática o que estudam e ver a aplicação da teoria, construindo e produzindo valores, bens e evoluindo para uma maior e melhor integração e desenvolvimento de relações interpessoais dentro e fora da USP.  Neste modelo as pessoas envolvidas na comunidade seriam todas colaboradoras de um grande projeto, com um grande objetivo, porém cada um conservaria para si suas motivações.

De certa forma a parte de colocar isso em prática já é possível no sistema Stoa. Quer discutir ou simplesmente escrever sobre um assunto que está pesquisando ou estudando, poste no seu blog ou em alguma comunidade. Quer divulgar algum projeto pessoal seu, ídem. Se possuir conhecimento em programação o Stoa é um grande sandbox para você. Se for um webdesigner, ou designer, contribua com algum tema. Se for artista gráfico, divulgue seu trabalho, e por ai vai. Claro que esse últimos exemplos mais práticos englobam apenas uma pequena parcela de pessoas formadas na Universidade, mas uma idéia mais geral, que englobasse os mais diversos cursos no modelo que sugeriu, não vejo ainda uma solução tecnólogica bem definida. Se tiver alguma sugestão iremos ouvir. Idéias como a do SEBRAE, como integrar isso no sistema atual? Isso não foge de certa forma do escopo do projeto Stoa? Do meu ponto de vista sim, no sentido que me parece não ser uma idéia ligada diretamente com um sistema de informação como o Stoa. Mas aqui você pode sugeri-la, debatê-la, ampliá-la e quem sabe um dia não causar alguma influência na própria USP para abraçar tal idéia. Não necessariamente essa, mas qualquer outra sugestão que tiver... mas paro por aqui, já falei demais e  além disso percebi que estava quase escrevendo o slogan do Stoa "suas idéias em rede/compartilhe suas idéias" ao final da útlima frase, e ia ficar ridículo ;) 

Boa resposta, Walrus!

Errei vários links no meu comentário acima. Todos eles corrigidos podem ser encontrados aqui:

Sobre a importância do conteúdo público / Alguém já viu conteúdo de qualidade no orkut?

 

Walrus e colegas, O Moodle não está integrado ao Stoa, está?! Caso pretenda estabelecer um curso aula a aula, com arquivos etc. não queria montar um novo espaço por alguns motivos. Não tenho tanto tempo. Fico perdido. Não sei qual o modelo ideal para o meu curso, ainda. O Stoa pareceu-me ideal (mas é restrito aos alunos da USP, o que complica as trocas com meus alunos de escolas particulares). Pretendo usar as "Apresentações" e o blog como forma de troca interativa (ensino)e as comunidades como trocas entre os colegas, os pares e alunos mais interessados, para aperfeiçoamento de conteúdo, bibliografia e programa. Bem, a questão: temos o Moodle no Stoa? O que isso acrescentaria às ferramentas já existentes? Grande abraço.

Liráucio, ainda não está integrado, mas o professor que quiser usar o Moodle no ano que vem para suas aulas, por favor, nos informe (no seu próprio blog ou através do email suporte[arroba]stoa.usp.br) que prepararemos um espaço para ele no Moodle do Stoa.

Sugiro que leia os tópicos:

Cogitando aqui: será que no Moodle não fica mais fácil a interação com membros de outra universidade? Poderíamos deixar a possibilidade dos alunos do professor criar contas temporárias. Como no Moodle existe a possibilidade de acesso apenas para quem tem o código que o professor fornece, isso poderia ser feito durante o curso e depois, no final do semestre, as contas dos alunos seriam apagadas e o material do curso deixado público, se o professor permitir.

Liráucio, estamos trabalhando no processo de integração com o Moodle se quiser maiores informações veja aqui. No entanto se o professor quiser utilizar um site externo ou somente o Stoa para um curso também será possível. Em relação ao Stoa ser fechado para a comunidade externa, pelo menos na questão de criação de contas, a razão é simples: falta pessoal para administrar o Stoa e controlar possíveis problemas que isso poderia ocasionar. Pense no Orkut e nos diversos problema legais que o Google, uma empresa com uma infraestrutura técnica incomparável com a nossa, tiveram com a justiça no Brasil devido a materiais ilegais.

Mas no entanto, em relação ao Moodle, será possível o cadastro bos cursos dele de alunos externos ao sistema Stoa, inscritos pelo professor que dará o curso.

Gente,

Fiz um post sobre o uso do Googlemaps acho que foi para o Tom , mas não consigo encontrá-lo . Era sobre um projeto integrado. Era importante, mas como faço para achá-lo. Não vejo em minhas mensagens? 

Aos caros Tom e walrus.

 Estava explorando as comunidades do Stoa, e acabei encontrando a da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, li o texto e fui verificar o link correspondente a esta discussão. Agradeço as explicações, porque para mim realmente pareceu estranho que um projeto como esse existisse sem um motivo mais apropriado, quando li o post do Prof. Ewout em que ele levantou as questões sobre para que serviriam as comunidades e quem iria moderá-las fiquei curioso e confuso.  Observei a existência de comunidades como http://stoa.usp.br/animeemanga ,  http://stoa.usp.br/animacao e http://stoa.usp.br/aikidorp .   Comunidades que pelo que entendi não possuem exatamente o  propósito que foi citado no link http://stoa.usp.br/sobre , talvez sim quanto a integração de pessoas, mas certamente nada relacionado a algo mais proveitoso como os links citados de blog de professor ou materiais didáticos. A idéia de poder explorar o empreendedorismo aqui neste espaço virtual deve ter uma denotação mais educacional, de orientação e integração, contribuindo para a formação dos alunos. Quando me refiro ao SEBRAE é exatamente neste sentido, a idéia de um currículo é boa, mas seria melhor se além disso existisse espaço aqui para inscrições em cursos e ou palestras de conteúdos que normalmente já são abordados pelo SEBRAE. Há também a possibilidade de formar sim núcleos nos quais um empresa júnior criada em um dos campus da USP possa ser administrada por membros que estudem em campus distintos sem a necessidade de presença física em reuniões para discussões que poderiam ser feitas em uma destas comunidades. Eu vou dar um exemplo, na Faculdade de Farmácia temos a Farma Júnior, uma empresa júnior criada e administrada por alunos da instituição e que presta serviços de consultoria. Como é uma empresa no modelo júnior ela não tem fins lucrativos. Pode-se dessa forma permitir aos alunos do campus de Ribeirão Preto também fazer parte da Farma Júnior de São Paulo. E porque não ajudar essa empresa júnior a formar uma equipe mais preparada para lidar com as questões que envolvem uma empresa? Os alunos da faculdade de farmácia de Ribeirão Preto costumam ter um pouco mais dificuldades de conseguir estágio na indústria do que os de São Paulo. Talvez isso consiga aproximar esses alunos um pouco mais do mercado de trabalho. A tecnologia a ser utilizada já está em desenvolvimento, o STOA já possui o básico necessário, na verdade um pouco mais que o básico. Dentro do IPEN temos o CIETEC, uma incubadora de empresas tecnológicas do SEBRAE, um modelo que poderia ser adotado. Claro que no caso de uma comunidade do STOA o espaço físico reservado para a abertura de uma empresa júnior ficaria a critério dos alunos envolvidos no projeto, o ideal seria negociar com o instituto de origem dos alunos um espaço físico para que a empresa opere, poderiam existir tutores responsáveis por orientar os alunos utilizando as ferramentas do STOA. Esses tutores podem ser professores, alunos de pós-graduação, ex-alunos, colaboradores do SEBRAE que normalmente já são tutores em cursos a distância poderiam ajudar e ou moderar essas comunidades também. Diálogos com outras empresas privadas poderiam ocorrer de modo semelhante. Hoje existem muitas empresas para cadastro de currículos utilizadas por empresas que buscam estagiários e funcionários, essas empresas poderiam cadastrar-se e oferecer suas vagas aqui diretamente, atualmente esses anúncios são feitos em murais dos institutos. O CIEE tem destacado-se das demais empresas de currículos por oferecer ao estudante a oportunidade de cursos gratuitos além do cadastro de currículos. Esses cursos poderiam ter suas inscrições anunciadas aqui com informações passadas pelo próprio CIEE. Talvez em um futuro bem distante empresas como o CIEE possam aceitar um formato único de currículo para cadastro em seu banco de dados criado no STOA, e que atenda a todas as necessidades de informações das empresas e que possa sempre estar sendo atualizado conforme as necessidades de mercado de trabalho, dessa forma um aluno não precisaria cadastrar seu currículo em cada uma das empresas que hoje existem para essa finalidade. Peço desculpas, porque parece que não consegui ser muito claro no post anterior, as vezes me empolgo e esqueço que nem todos sabem exatamente do que estou falando. 

Agora quanto a tornar ferramentas como Moodle e Stoa algo comum no meio acadêmico entre estudantes e professores, creio que talvez ajude apontando alguns pontos que observei durante o meu curso, que são:

- Conveniência: Uma das principais barreiras que observei entre os  alunos de minha turma quanto à utilização do Col foi que no início tivemos problemas com cadastros de alunos. Com a utilização de e-mails institucionais creio que isso está resolvido. O fato de que como os alunos da minha turma são do período noturno e a maioria trabalha durante o dia, e que em muitas empresas o acesso ao site do Col é bloqueado, no começo boa parte dos alunos encontrou dificuldades de conseguir imprimir os conteúdos das aulas com antecedência, até porque nem todos possuem acesso a internet em casa. E na nossa sala pró-aluno certamente não há computadores suficientes para todos utilizarem. Alguns professores costumam disponibilizar o material aos poucos conforme evolução das aulas. Por essa razão muitos ainda hoje preferem que os professores deixem o material para que sejam feitas cópias, pedindo aos professores que se possível mantenham uma pasta contendo o material disponível aos alunos para que tirem cópias. Cerca de 70% dos materiais de aula das disciplinas de nosso curso são impressos para que se tire cópias. Além disso alguns professores não se sentem confortáveis utilizando um computador. Isso poderia ser contornado se um assitente, técnico do laboratório ou estagiário do professor pudesse tomar essa função, deixando o professor livre de complicações. Há ainda alguns professores com sites próprios nos quais deixam disponibilizados os conteúdos de aulas e quaisquer outros materiais e que dificilmente utilizarão esse sistema se não tiver vantagens em relação a tempo e praticidade.  

- Confiança/Segurança: Os alunos da minha turma criaram um e-mail comunitário no yahoo, e pediram aos professores que enviassem cópias dos materiais utilizados em aula para esse e-mail, dessa forma todos da turma poderiam ter acesso ao material. Alguns professores não concordaram, alegando que em anos anteriores outros alunos teriam requisitado o material de aula e depois feito cópias em CDs para serem comercializados. Creio que restringindo a utilização do material apenas para visualização e restrito apenas aos alunos daquela disciplina isso resolveria o assunto.

Eu espero me formar dentro de um ano e meio, então pode ser que não veja muitas mudanças ocorrerem, mas enquanto estiver aqui se precisarem de mim basta entrar em contato.

Discussão fantástica, pouco tenho a adicionar, apenas gostaria de compilar o que foi dito pelos colegas e ressaltar vetores pra implementação das nossas soluções, tecnologicas e políticas.

1) Prof Ewout abre com a questao.

a) Para que servem: Os posts de Brianna sobre de sua experiencia no sistema e com as funcionalidades pouco exploradas em adição aos posts do Tom, cercam a questão, disto já se gera lista de usecases inicial e suficiente que justifique implementaçao, do ponto de vista de gestão de instituições e autogestão, sou engenheiro, mas apreciaria que os colegas da produção e fea e demais com foco no estudo de gestão, tambem os da each sobre gestao de politicas publicas e demais cursos correlatos, a participaçao de voces será mais forte ainda nesse quesito.

 

b) Quem vai moderar: Essa parece ser a questao mais polemica, visto que há menos duvidas sobre a necessidade/utilidade dessa iniciativa.

Gostaria que os amigos mais exaltados acalmassem os animos e procurassemos separar as coisas, antes de trazer à mesa um trauma sobre ditadura x anarquismo, é bom que seja dito que a visão crítica atenta sobre a governança do sistema é vital. Precisamos ser cobrados disso o tempo todo, mas no caso a questão parece ser outra, eu estou chegando agora, como se diz o ditado, eu sou o ultimo a abrir a boca e o primeiro a estar errado, hehe, entao talvez os colegas ou o Professor possam dizer caso eu esteja equivocado ou se já não houver uma implementação ou tentativa de separar o caso das comunidades em dois (no minimo, ao que vejo) objetos distintos: a instituiçao e a comunidade.

Sao objetos distintos e tal qual uma orientação a objeto e um diagrama de classes, embora instituição e comunidade pertençam ao mesmo pai e compartilhem diversas propriedades de similaridade e tipagem, a comunidade 'instituida' possui atributos especiais, outros, e amarrações, outras, que uma comunidade do tipo 'simples', nao possui.

Só isso já justifica não só o tratamento diferenciado entre as comunidades que podem ser criadas e as que nao podem ser criadas, ou entre as que devem ser criadas e a quem devem ser transmitidas, como justifica tambem um caminho de navegação/interface distinto para que essa confusão entre esses dois objetos de classes distintas, nao se confundam e criem-se desconfortos.

Ocorre que com a necessidade de inaugurar o Stoa, eu imagino que nao houve tempo de se criar uma métrica ou proceder ao registro de todas as instituições ligadas a universidade, bem como passar o bastao a quem deva cuidar dela, percebi que o Professor Ewout fez isso 'na mao' com algumas já antecipando essa necessidade de discutir isso.

Novamente, nao sei se já há algo nesse sentido, mas vejo que a questao pode ser cercada da seguinte forma:

b1) Separação logica no sistema das classes de 'comunidade' em 'comunidade' e 'instituiçao', separação similar na navegaçao do sistema e na interface para destacar diferenças.

b2) As 'comunidades' simples, seguem o desenvolvimento a parte no melhor estilo quem chegar primeiro chegou.

b3) As 'instituiçoes' precisam ter um 'usp_id' que convergirá as databases do stoa com alguma outra, reconhecida pela usp, e que dê autoridade de 'instituiçao' à comunidade, com essa convergencia fisica/logica, uma comunidade pode futuramente se tornar ou deixar de ser 'instituiçao' por decreto da universidade quando da inauguração de novos braços ou reformulaçao de orgonogramas, fusão de laboratorios, reconhecimento de instituições paralelas, enfim, fica claro que a 'instituição' é uma classe que herda os atributos da classe 'comunidade' mas torna-se especial enquanto houver esse vinculo.

b4) Uma vez respeitado o vinculo, passa a entrar em questao o mérito do nome das comunidades/instituiçoes. Quanto ás instituiçoes nao haverá problemas desde que carreguem no sistema o nome similar. Quanto as comunidades, acredito que devemos tratar o problema como se tratam o registro de dominios, cercando pela analogia com a Lei de Propriedade Industrial que diz :

 

Art.195 - "Comete crime de concorrência desleal quem:

(...)

IV - usa expressão ou sinal de propaganda alheios, ou os imita, de modo a criar confusão entre os produtos ou estabelecimentos;

Referencia:  http://imasters.uol.com.br/artigo/5640/direito/visao_juridica_sobr

 

E cercando tambem com a analogia do Projeto de Lei de registro de Dominios, onde o congresso nacional versa que :

Art. 5º Constituem requisitos para o registro de nome de domínio, entre outros que vierem a ser estabelecidos em regulamentação:

I – a inexistência de registro prévio do mesmo nome no mesmo domínio de primeiro nível;
II – a não configuração como nome não-registrável, nos termos do art. 6º desta Lei;
III – a comprovação da titularidade ou do legítimo interesse, nos casos elencados no art. 7º desta Lei.
Art. 6º São nomes não-registráveis:
I – palavras ou expressões de baixo calão ou ofensivas à moral e aos bons costumes, à dignidade das pessoas, bem como as que incentivem o crime ou a discriminação em função de origem, raça, sexo, cor ou credo;
II – palavras ou expressões decorrentes de reprodução ou imitação, no todo ou em parte, ainda que com acréscimos, de nome de domínio já registrado, ou das hipóteses previstas no art. 7º, capazes de induzir terceiros em erro;

 Referencia: http://forum.ievolutionweb.com/index.php?showtopic=13966

 

Em  Resumo, acredito que tomando este norte, resolve-se a questão de 4) tanto pela coesão como pela coerção.

 

2) Douglas Massao em seu post traz muito pessimismo mas precisamos iniciar a proação em algum momento e a partir disto colher feedback.

3) Mauricio de Paula levanta excelente questao sobre:

(marca usp + hits ) versus (funcionalidades google : convergencia total de formatos, gadgets, ajax, base de dados e usuarios enorme)

O que nos leva a conclusão que precisamos correr, integrar, interoperar, convergir e migrar, informaçoes e conhecimento das bases 'google' para as nossas, conforme nosso sistema possa ser excelente frente a eles em funcionalidade também.

4) O primeiro Post do Tom levanta o centro da questao da piramide de necessidades:

Identificação -> Autenticação -> Rede Confiável = Serviços Seguros.

Unindo ao post do Mauricio, em reunião com o de Tom, reforço que é fazendo frente à google e demais soluções privadas quanto mais estrangeiras é que temos condição de preservar o capital intelectual  do cidadão individual, instituido ou coletivizado, e é função da academia puxar o carro-chefe da salvaguarda desse capital pois ela é laica e acumuladora de saber por ideal e vocação.

 

5) O segundo post do Tom em 27/11/07 traz a historia interessante de como surgiu a necessidade em sua mente, creio que é uma historia na qual muitos colegas eu inclusive, nos vimos angustiados a respeito. 

O exemplo do Opencourseware do MIT é realmente fantastico, e eu acredito que nós temos ambientee demanda propicia para fazer o sonho acontecer de termos algo similar, e vou alem, alem da parte de educação a distancia por meio de simulações, audio, video e texto mas interagindo de forma passiva, eu acredito que com as redes, a imersão, a inferencia, a websemantica e as inteligencias artificiais, conseguiremos gerar material didatico nao apenas passivo, mas na verdade conseguiremos fazer a grande 'aquisição' de dados de uma aula, nao apenas seu conteudo mas como suas atividades, o que abrange experimentos laboratoriais e prototipagens feitas em tempo real, linkadas por instrumentação virtual com uma midia de uma aula executada a qualquer tempo.

(Que é onde entra o meu sonho tambem, no lado engenharistico e eletraca da coisa)

 

 6) No seu ultimo Post o Tom levantou a excelente questao da convergencia de sistema.

Temos os ja citados stoa x moodle , stoa x col , col x moodle , e agora tambem o sloodle (second life mais moodle), exportando material 3d para 2d, o que auxilia no que disse acima sobre meios de 'capturar' uma aula ocorrida em tempo real.

Esses caminhos da convergencia sao referencias de pesquisa, nao apenas a convergencia entre sistemas mas entre formatos e protocolos, é disso que nascerá a viabilidade de criar um sistema nosso que interopere e convirja a universidade e seu capital intelectual, oficial ou oficioso, instituido ou livre, de tal modo que todos os frankesteins que temos instalado e utilizados ate aqui sirvam apenas para que a nossa base de dados possa crescer dentro de um corpo provisorio enquanto nao encontramos receptaculo melhor para sua alma.

Abraços. 

Participarei sempre, é um prazer estar no time.

Fernando, valeu a participação.

Primeiro, sem Professor com P maiusculo por favor, sempre gostei da palavra "Ewout" para se referir a mim (O Fleming disse isto aqui uma vez de uma maneira bem elegante, não estou achando agora.)

Acerca das muitas questões que levantou agora somente tenho algumas reflexões. Gostei da sua colocação que "comunidades institucionais" é um oximoro. Tem uma demanda grande para software do tipo intranet, mas o fato é que o Stoa não é o ambiente apropriado para isto. Se houver contradição entre sistemas centralizadas e distribuidas (e acredito que sim, é uma luta eterna) o Stoa se enquadra mais no modelo distribuído. A idéia é facilitar a formação de comunidades ad-hoc, não fornecer ferramentas para instituições existentes.

Interessante também a comparação com as leis de registros de domínios. Iniciei a discussão justamente por este tipo de preocupação, nomes inevitavelmente são associados a uma instituição.

Tenho uma página no orkut que não acesso freqüentemente porque não gosto de ficar discutindo questões superficiais, tendo que responder scraps, ou ainda ficar preocupada em saber o que outro disse de um outro, mesmo que não queira compartilhar da vida alheia. Percebi que o orkut é um grande "mercado de bisbilhotices a curto prazo". Cheguei à conclusão que no orkut tudo é muito superficial e até perigoso, pois ficamos vulneráveis à rede da internet.

No Stoa, que tem a finalidade de ser uma rede social dos estudantes, professores e funcionários da Universidade de São Paulo, os objetivos são promover uma maior interação entre os membros dessa comunidade, criar um espaço onde cada pessoa dentro da Universidade tenha uma identidade digital de fácil acesso, tanto para quem está dentro da USP, quanto para a comunidade externa, e fornecer um sistema de softwares que facilite aos professores a administração de seus cursos para os estudantes (definição do Stoa). Então, procuremos fazer dele um ambiente agradável, de discussões fomentadas em argumentações sustentáveis, um fórum democrático e de respeitabilidade.  Não acessava o Stoa, porque cheguei a pensar que seria mais um orkut da vida. Ainda bem que não é!

 


BADI

Abr 12, 11
# Link

A rede institucional.

Alguem comparou a criação das comunidades institucionais a uma casa onde o engenheiro ditaria qual quarto cada morador deveria usar. Eu a comparo a uma escola, onde certos espaços são construidos de acordo com sua utilização. E, nesse caso, se alguem quiser colocar uma sala de aula no espaço reservado à bliblioteca vai simplesmente perder todo pontencial para o que foi aquela estrutura projetada.

Creio que as vezes se analisa o sucesso das comunidades de maneira errada. Costuma-se observar como ativas aqueles comunidades com maior numero de comentarios. Contudo, deixando de lado a qualidade dos comentarios, que seria tambem um modo de analisar uma comunidade, há muita gente em busca de informação apenas. Pessoas que apenas leem os debates e refletem sobre os assuntos na solidão de seu intimo. O fazem por timidez, ou qualuqer outro motivo, mas não deixam de estar ativas e a comunidade portanto, não deixa de estar servindo para alguma coisa.

Nesse contexto, eu creio que nas comunidades institucionais, seria interessante, provê-las de alguma ferramenta de informação especifica. Não digo informação gerada pelos elementos comunitarios, mas que ela mesma, através de feeds, (sei lá) abastecesse seus integrantes de informações atualizadas e partindo dessas notas, os incitasse ao debate sobre as questões mais preementes (segundo a coordenação da comunidade).


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