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Fevereiro 2008

Fevereiro 08, 2008

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Este tópico visa a divulgar os prêmios e destaques obtidos pelos membros do Clube de Simulações em modelos externos.

Nos comentários, colocam-se os nomes dos delegados, suas respectivas representações e comitês, separando-os de acordo com os eventos.

É importante salientar que os prêmios não são nem devem ser vistos como os principais objetivos de um delegado ao participar de uma simulação, mas sim como um reconhecimento de seu empenho, preparação e dedicação ao evento, além de um incentivo para a participação em modelos futuros.

Deve-se lembrar, também, que alguns MUNs (ex.: TEMAS) e comitês (ex.: UNPO do VIII MONU) optam por não conceder prêmios aos delegados, por motivos diversos. Isto, obviamente, não diminui a importância da atuação dos delegados que deles participaram.

Palavras-chave: modelos, MUNs, prêmios, Simulações

Postado por Martino Gabriel Musumeci em Clube de Simulações (CS) | 5 comentários

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Nos comentários a este tópico, colocam-se sites interessantes para aqueles que quiserem buscar informações sobre diplomacia, simulações diplomáticas, política internacional e assuntos correlatos.

Postado por Martino Gabriel Musumeci em Clube de Simulações (CS) | 3 comentários

Fevereiro 12, 2008

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O anão de BH

Por Lívia Spósito 

Era uma noite comum do TEMAS 2006. Os delegados se arrumavam para as baladas da Capital Mineira, afinal a noite era livre. E nós, intrépidos USPianos, não fazíamos diferente.

Prince (vulgo Rafael), Nogueira (vulgo Thiago), Google (vulgo Bruno) e eu saímos do nosso apê alugado e rumamos para o hotel oficial a fim de encontrar a parte fresca da nossa delegação (que resolveu ficar no conforto do hotel) e nossos colegas delegados mineiros, eles saberiam para onde ir.

Atravessávamos a Praça da Liberdade quando nos deparamos com um ser pequenininho, com os pés virados para dentro, cego e muito mal humorado. Este ser no ápice de sua aspereza indagou nosso pequeno grupo onde ficava a rua X (não sou uma expert em ruas de BH, so sorry). 

Tão perdidos quanto a criatura os três paulistanos responderam que não sabiam e continuaram seu rumo. Prince, o mineiro, foi tentar ajudar.  

Terminada a cena um tanto quanto inusitada seguimos para o Hotel nos perguntando qual seria o poder daquele anão, afinal de acordo com a teoria da soma zero(1) aquele anão só podia ser poderoso. A autora que vos fala até arriscou uma teoria "o anão tem o poder de cura do câncer com os olhos" (o anão era cego e estrábico, tinha até a bengalinha de cego), depois disso, Google e Nogueira quase se matam de tanto rir, seguidos por mim e Prince, que demoramos um pouco para entender meu próprio vacilo. Não é preciso nem mencionar que se deu uma continuidade de piadas maldosas sobre a condição humana, típico de adolescentes irresponsáveis que não tem medo de seres sobrenaturais. Pois este com certeza era.     

No hotel a diferenciação de destinos já começou a aparecer. Logo o Prince já havia arrumado algo para fazer, iria a uma festa exclusivíssima na casa de Luis Feldman juntamente com os USPianos frescos, enquanto a ala do apê mendigava uma balada. Decidimos acompanhar um pessoal da PUC-minas que iria para uma balada que era “o esquema” e marcamos de nos encontrar na porta do local uma hora depois.    

Ficamos os três uma meia hora no saguão do hotel esperando o tempo passar, pegamos um táxi e rumamos para o local das bebidas baratas e da música boa. O que não sabíamos, a essa altura do campeonato, é que teríamos de atravessar a cidade, ir quase para fora dela, demorando muito, muito tempo. Juro que foi um dos taxistas mais lerdos da minha vida, eu olhava o taxímetro inconsolada e assim fazia o Google e o Nogueira. 

Chegando lá qual não foi a surpresa ao notar um galpão todo “fantasiado”de faroeste. Sim era uma balada country e a tal da música “boa”era sertanejo. Olha nada contra quem gosta de sertanejo, mas os três personagens principais dessa história detestam.   

“Vamos dar uma chance vai? Já viemos até aqui!” proferiu Google do alto de toda sua sabedoria. E saímos do carro. Ao chegar na porta nova surpresa. Era proibido entrar de shorts e os dois estavam de shorts. Nos entreolhamos sem acreditar no que estávamos vendo e por alguns minutos discutimos se valia a pena voltar para o apê para se trocar. A dúvida foi resolvida quando vimos o preço da entrada...30 reais por música country...nem pensar!!  

Voltamos até o ponto de táxi (haviam muitos lá) e presenciamos uma verdadeira guerra de taxistas por nossa corrida. Um deles, muito rápido, ligou o carro e dirigiu até nossa frente. Não sabíamos que aquilo seria um convite a morte certa.

Imagine uma avenida grande de uma capital movimentada a noite. Imagina que esta avenida tem uma ilha de jardim que divisa uma mão da outra. Imagine que esta ilha tem uma abertura que permite que carros do lado esquerdo passem para a mão da direita. Imagine que você está na mão direita. Imagine um taxista dando ré a mais de 60 por hora, virando o carro na contramão do retorno e girando 180 graus para colocar o carro na nova mão certa, tudo isso no meio do trânsito. Sim isso era o inicio de nossa viagem de retorno.

O que o outro taxista havia feito em 40 minutos este fez em 15. O Nogueira e eu, no banco de trás e inadvertidamente sem cinto, escorregávamos a cada curva e íamos de encontro a porta. O Google, na frente, se segurava na porta como alguém segura na barra da montanha russa que não confia. E no rádio tocava “What’s Up” do 4 non Blondes, com seu clássico refrão “what’s going on??”.

Completamente malucos e semi-salvos chegamos. Ainda com as pernas meio tremulas saímos do carro já pensando em nossos pijamas. Foi quando eu avistei uma rua iluminada cheia de barzinhos muito simpáticos um do lado do outro, a rua do apê. Escolhemos o mais simpático e entramos. Sim, sim salabim, atravessamos a cidade, demoramos quase uma hora, gastamos uma fortuna de táxi para beber um chopp do outro lado da rua. Mas não, a cessão de desgraças não pararia por ai.  

 No barzinho simpático, que descobrimos ser um dos mais antigos de BH, não tinha: uma mesa do lado de fora (tava um calor dos infernos), a porção que queríamos, o chopp mais em conta e nem o sistema do cartão de crédito, que caiu bem na nossa vez de pagar. Lembrem-se que havíamos gastado com o táxi portanto só juntando todas as moedas e moscas na carteira dos três acabaríamos não lavando os pratos.

“Acabou né?” você deve estar se perguntando. Não. No ato de descer um quarteirão e atravessar a rua ainda houve uma tentativa de roubo. O assaltante escolheu o Google de vítima, mas ele (assim como eu e o Nogueira) não tinha um puto no bolso. E o ladrão, meio frustrado, o deixou ir embora.  

Chegando no apê a única coisa que conseguíamos fazer era rir da nossa própria desgraça. Ataque de riso generalizado nos três. Foi essa cena que o Prince pegou na volta da sua festa super chic, com muitas comidas maravilhosas e o melhor, sem gastar nada. “Vocês se drogaram?”foi a única coisa que o mineiro consegui soltar depois de ver os três amigos chorando de tanto rir.

Moral da história: nunca ignore a teoria da soma zero. Um anão, manco, cego e ranzinza tem o poder de mudar o destino. Seja bonzinho com ele.



(1)  A teoria da soma zero foi inventada por Ana Carolina Cavalcanti, também membro fundador do CS. Ela diz que as qualidades e defeitos de todas as pessoas no mundo devem anular-se mutuamente. Ou seja, uma pessoa bonita não pode ser inteligente, uma pessoa inteligente não será bonita e uma pessoa bonita e inteligente será uma viciada em pó de borracha.A soma zero é apenas com relação ao Todo. As pessoas somam zero para o Universo. Para os amigos elas somarão positivo e, para os inimigos, negativo. 
1.1 Aqui se aplica também a teoria dos efeitos, utilizada para os relacionamentos. Determinadas características das pessoas podem causar efeitos positivos ou negativos em outras, o que irá alavancar ou prejudicar o relacionamento. Assim, muitas mulheres sentem efeitos positivos dos homens como "efeito carro", "efeito terno", "efeito tablado", "efeito estrangeiro", "efeito fama", etc. Há efeitos negativos do tipo "efeito sujeira", "efeito bomba", etc. 
1.2. Algumas pessoas aparentam somar negativo por acumularem muitos defeitos. Isto é apenas uma limitação dos olhos mortais. Na verdade essas pessoas são dotadas de poderes especiais como cura com as mãos ou olhos de raio laser. 

Palavras-chave: anão de BH, histórias CS

Postado por Livia Sposito Biancalana em Clube de Simulações (CS) | 0 comentário

Fevereiro 28, 2008

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Neste tópico, colocaremos as colaborações dos membros do CS na organização de simulações externas.

Assim como o Hall da Fama, são informações que ainda estamos reunindo e procurando obter de todos os membros mas, à medida que conseguirmos consolidá-las, elas serão disponibilizadas nos comentários ao post.

 

Martino Gabriel Musumeci

Coordenador para Simulações Externas - CS-USP

Palavras-chave: Diretores., Modelos, Organização de eventos, Simulações

Postado por Martino Gabriel Musumeci em Clube de Simulações (CS) | 5 comentários