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dezembro 15, 2011

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O PERFIL PODE SER FAKE
MAS O RACISMO É VERDADEIRO
A verdade é que por trás da personagem existe alguém que se presta ao papel de propagar ideias racistas na rede e também é verdade que há uma legião de seguidores prontos a ouvir. Não há motivos para o ministério público não investigar e não há motivo para esse perfil continuar ativo na rede. O Twitter deve ser cobrado e se possível penalizado por permitir essa pratica no Brasil.
Abaixo registramos as mensagens racistas e preconceituosas somente para efeito de arquivo e para que possamos refletir sobre o assunto. É um quadro nefasto que mostra bem o quanto de energia se gasta por nada, quando um Ser humano se move apenas por preconceito e intolerância. E não é coincidência que tais sujeitos sempre têm suas opções politicas no campo da direita, um lugar ermo de inteligencia e humanidade.


 

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dezembro 12, 2011

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Postado por BADI

 

O TIJOLAÇO - BRIZOLA NETO

O que faria uma pessoa abrir uma empresa num paraíso fiscal?

Imagine se a filha ou o genro de Dilma Rousseff o fizessem?

Ou se este genro de Dilma Rousseff repassasse, desde uma empresa (sua) nas Ilhas Virgens uma bolada de dinheiro para outra sua empresa no Brasil e, acionado por dívidas previdenciárias, não tivesse nem mesmo um automóvel em seu nome para ser penhorado?

Ou se a filha da Presidenta estivesse respondendo na Justiça pela quebra do sigilo bancário de 60 milhões de pessoas, por acesso indevido aos cadastros do Banco do Brasil?

Ou se um diretor do Banco do Brasil comprasse, por operações cruzadas, praticamente uma prédio inteiro da Previ, caixa de previdência dos funcionários?

Tudo isso aconteceu e está documentado no livro de Amaury Ribeiro Júnior, com uma única diferença.

Os parentes eram de José Serra, não de Dilma Rousseff.

O que basta para não ser notícia nos nossos “moralíssimos” jornais.

Quando se age assim, desparece a autoridade moral para criticar.

E se enganam se acham que vão poder abafar o caso com a falta de notícias.

O livro de Amaury Ribeiro puxou vários fios da meada imunda das privatizações.

E este novelo vai ser exposto.

Ontem, aqui, já mencionamos um deles.

A AES, empresa americana que comprou a Eletropaulo e a Cemig – de uma forma que deixou até Itamar Franco, dócil às privatizações, indignado – também faz negócios com as elétricas brasileiras a partir das Ilhas Virgens.

Lá, em algumas simples caixa postal, ficam a dúzia de empresas-fantasmas que exploram a conta de luz dos paulistas e devem um fortuna ao BNDES.

A imagem é reproduzida de um dos contratos que se fez para encontrar saída para esta escandalosa inadimplência e favoritismo.

Contratos subscritos pelo srs. Britaldo Soares e Eduardo Berini, que são diretores da Eletropaulo e/ou procuradores de duas dúzias de empresas-fantasmas, que só existem no cartório do paraíso fiscal caribenho.

A privatização das empresas estatais é o maior escândalo da história do Brasil.

E, com os jornais ou contra eles, virá à tona.

 

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dezembro 03, 2011

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Blog Terra Brasilis
Por DiAfonso

Hoje [03/12/2011 - às 07h47], a Folha de S. Paulo publicou matéria em que apresenta a "guerra dos vídeos" sobre a Hidrelétrica Belo Monte. De um lado, o vídeo do Movimento Gota D'água [dos globais]; de outro, o Tempestade em Copo D'água? [dos estudantes de Engenharia Civil da Unicamp].

Tudo ía muito bem e a  leitura transcorria sem percalços, quando, de repente - não mais que de repente -, resolvo verificar os referidos videos no You Tube. 

Surpresa: constato que o número de visitas informado pela Folha, relativamente ao vídeo do Movimento Gota D'água, estava inflado em mais de 377 mil acessos. Confira na imagem acima: 507 mil

Reportagem da Folha:

"O Video produzido pelo Movimento Gota D'agua ja recebeu mais de 885 mil visitas...".

 

Assista ao Video: Tempestade em Copo D'água

DECISÃO DA JUSTIÇA SOBRE BELO MONTE

Baseada em fatos e sem paixões, a decisão da Justiça derruba todas as mentiras que vem sendo espalhadas sobre Belo Monte e mostra como a Obra é viavel e seus impactos estão claramente definidos e compensados dentro do possivel.

Nesse contexto, o Decreto Legislativo nº 788/05, que aprovou a construção de Belo Monte, foi ratificado pelos Juízes

AGU comprova que audiências do Ibama e da Funai para ouvir comunidades afetadas pela UHE Belo Monte não ofendem a constituição.
A Advocacia-Geral da União (AGU) demonstrou, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), a legalidade da construção da Usina Hidrelétrica (UHE) de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará.
O Decreto Legislativo nº 788/05, que aprovou a construção de Belo Monte, estava sendo questionado em ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF). Os procuradores da República afirmavam que haveria a exploração de recursos hídricos em terras indígenas e que os índios não foram escutados pelo Congresso Nacional antes da edição do Decreto.
A equipe das Procuradorias Regionais Federal e da União (PRF/PRU) argumentou em memorial entregue aos desembargadores do TRF1 que a UHE Belo Monte não aproveitará potenciais energéticos de terras indígenas, pois não será construída nessas áreas. Não haverá perda territorial, mas pequenos impactos, que foram "amplamente estudados e considerados pelo órgão licenciador e pelo órgão indigenista, para que todas as medidas necessárias às mitigações e compensações sejam adotadas".

Quanto à necessidade de autorização do Congresso Nacional para aproveitamentos hidrelétricos que causem impactos em terras indígenas, a AGU esclareceu que no artigo 231, parágrafo 3°, da Constituição Federal está prevista autorização para aproveitamentos hidrelétricos em terras indígenas. São situações diferentes, portanto.
A AGU lembrou ainda que não é competência exclusiva do Congresso Nacional escutar os indígenas, como alegava o MPF. A Funai e o Ibama já fizeram esse papel e realizaram mais de 75 reuniões durante todas as fases do licenciamento ambiental da UHE Belo Monte. O objetivo foi explicar às comunidades o projeto, de forma que elas pudessem entendê-lo, para sugerir medidas que ajudem na diminuição ou compensação dos impactos.

Compensações

 

No memorial, os procuradores e advogados da União apresentaram as medidas mitigatórias e compensatórias que serão adotadas nas comunidades ribeirinhas e indígenas, que serão afetadas pelo projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Elas estão listadas no Plano Básico Ambiental e compreendem diversos projetos: de Monitoramento do Dispositivo de Transposição de Embarcações; de Recomposição da Infraestrutura Fluvial; de Monitoramento da Largura, Profundidade e Velocidade em Seções do Trecho de Vazão Reduzida; de Monitoramento da Navegabilidade e das Condições de Escoamento da Produção; de Monitoramento das Condições de Vida das Populações da Volta Grande; de Incentivo à Pesca Sustentável, entre outros.

Exigências

 

A AGU também defendeu no TRF1 que o Ibama fez exigências para a construção do empreendimento em questão, como a destinação de R$ 100 milhões para a implantação de Unidades de Conservação, a título de compensação ambiental; a criação de Planos de Ação Nacional para Espécies da Fauna e Flora Ameaçadas; e a instalação de sistema de transposição de peixes, permitindo a continuidade do ciclo reprodutivo de espécies migradoras.

Também obrigou a empresa responsável a construir saneamento básico nas cidades paraenses de Altamira e Vitória do Xingu; 100% de esgotamento sanitário em toda área urbana desses dois municípios, além da melhoria e ampliação do sistema de abastecimento de água; remediação do lixão hoje existente em Altamira; e implantação de aterro sanitário e do sistema de drenagem urbana.
Por fim, determinou o cadastramento da população atingida; a retirada da população das áreas de risco; a realização de convênio com o Estado do Pará para destinar R$ 100 milhões ao fortalecimento das ações em segurança pública na região do empreendimento e de obras como hospitais e escolas, nos municípios de Senador José Porfírio, Anapu, Brasil Novo, Vitória do Xingu e Altamira.

O Ibama está acompanhando toda a instalação da UHE com vistorias técnicas periódicas e a elaboração de relatórios e pareceres. Caso identifique alguma irregularidade, a autarquia pode adotar as providências necessárias, devido ao seu Poder de Polícia.
No julgamento desta quarta-feira (09/11), o TRF considerou a obra legal e constitucional. Considerou que o Ibama fez estudos criteriosos, demonstrando que a navegabilidade do rio será mantida. Para o tribunal, a oitiva dos indígenas deve ser feita antes do aproveitamento hidrelétrico, e não antes da autorização do Congresso Nacional para criação da hidrelétrica. A decisão destacou ainda que a oitiva realizada no decorrer do licenciamento é mais efetiva do que eventual oitiva política a ser feita pelo Congresso Nacional.
A construção de Belo Monte vai gerar 18 mil empregos diretos indiretos e está prevista para ser concluída em 2015, com capacidade para gerar 11.233 megawatts.
Fonte: Patrícia Gripp/Ascom/AGU

 

Ps. Se a Folha e a Rede Globo estão contra Belo Monte, já tenho suficientes motivos para ser a favor e depois de assistir ao video da moçada da Unicamp... FECHOU!

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dezembro 02, 2011

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Duas candidaturas que poderiam levar à construção de forças alternativas no campo da esquerda fracassaram. Não pela votação que tiveram, mas justamente pela forma como a obtiveram, não puderam acumular forças para poder construir uma força própria. Erros similares levaram a desfechos semelhantes.

Lançaram-se como se fossem representantes de projetos alternativos, diante do que caracterizavam como abandono desse caminho por parte do PT e do governo Lula ou, no caso, especificamente da Marina, de não contemplar as questões ecológicas. Ambas tiveram em comum, seja no primeiro turno, seja no segundo, a definição de uma equidistância entre Lula e Alckmin, no caso de HH, entre Dilma e Serra, no caso da Marina. 

Foi um elemento fundamental para que conquistassem as graças da direita – da velha mídia, em particular – e liquidassem qualquer possibilidade de construir uma alternativa no campo da esquerda. Era uma postura oportunista, no caso de HH, alegando que Lula era uma continuação direta de FHC; no caso da Marina, de que já não valeriam os termos de direita e esquerda.

O fracasso não esteve na votação – expressiva , nos dois casos – mas na incapacidade de dar continuidade à campanha com construção de forças minimamente coerentes. Para isso contribuiu o estilo individualista de ambas, mas o obstáculo politico fundamental foi outro – embora os dois tenham vinculações entre si: foi o oportunismo de não distinguir a direita como inimigo fundamental.

Imaginem o erro que significou acreditar que Lula e Alckmin eram iguais! Que havia que votar em branco, nulo ou abster-se! Imaginem o Brasil, na crise de 2008, dirigido por Alckmin e seu neoliberalismo! 

Imaginem o erro de acreditar que eram iguais Dilma e Serra! E, ao contrário de se diferenciar e denunciar Serra pelas posições obscurantistas sobre o aborto, ficar calada e ainda receber todo o caudal de votos advindos daí, que permitiu a Marina subir de 10 a 20 milhões de votos?

Não decifraram o enigma Lula e foram engolidas por ele. O sucesso efêmero das aparições privilegiadas na Globo as condenaram a inviabilizar-se como líderes de esquerda. Muito rapidamente desapareceram da mídia, conforme deixaram de ser funcionais para chegar ao segundo turno, juntando votos contra os candidatos do PT. E, pior, o caudal de votos que tinham arrecadado, em condições especiais, evaporou. Plinio de Arruda Sampaio, a melhor figura do PSOL, teve 1% de votos. Ninguem ousa imaginar que Marina hoje teria uma mínima fração dos votos que teve.

Ambas desapareceram do cenário politico. Ambas brigaram com os partidos pelos quais tinham sido candidatas. Nenhuma delas se transformou em líder política nacional. Nenhuma força alternativa no campo da esquerda foi construída pelas suas candidaturas. 

Haveria um campo na esquerda para uma força mais radical do que o PT, mas isso suporia definir-se como uma força no campo da esquerda, aliando-se com o governo quando ha coincidência de posições e criticando-o, quando ha divergências.

O projeto politico do PSOL fracassou, assim como o projeto de construção de uma plataforma ecológica transversal – que nem no papel foi construída por Marina -, reduzindo-as a fenômenos eleitorais efêmeros. O campo político está constituído, é uma realidade incontornável, em que a direita e a esquerda ocupam seus eixos fundamentais. Quem quiser intervir nele tem de tomar esses elementos como constitutivos da luta política hoje.

Pode situar-se no campo da esquerda ou, se buscar subterfúgios, pode terminar somando-se ao campo da direita, ou ficar reduzido à intranscendência.

Emir Sader 

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dezembro 01, 2011

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Balanço do programa Minha Casa, Minha Vida, divulgado no dia 30/11, revela a contratação de 1,3 milhão de unidades habitacionais desde 2009, quando foi lançado. Segundo o presidente da Caixa Econômica, Jorge Hereda, este número representa 45% da meta total do programa de construir 3 milhões de casas populares até 2014. E quase metade do total contratado já está concluída.

Após reunião com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, Jorge Hereda informou ainda que o Minha Casa, Minha Vida deve encerrar 2011 com a contratação de 400 mil unidades habitacionais.

“A ordem é acelerar. Fizemos todas as revisões e algumas mudanças no programa, como a construção de casas com acessibilidade. Mas, para o primeiro ano, estamos indo bem”, disse o presidente da Caixa.

Segundo ele, a maior parte das contratações está concentrada na faixa de renda entre R$ 1,6 mil e R$ 3,1 mil. O objetivo é reforçar as contratações das unidades habitacionais voltadas para a faixa até R$ 1,6 mil

 

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novembro 20, 2011

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UM CHUCHU APIMENTADO
UMA DEMOCRACIA ESTRANHA
O governador Geraldo Chuchu Alckimim que mandou a Policia sentar o sarrafo em estudantes justificou a ação dizendo que os estudantes da USP precisavam tomar uma lição de democracia
ENQUANTO ISSO... 
NA MATRIZ DEMOTUCANA...

AULA DE DEMOCRACIA PARA TODO GOSTO
Uma polícia completamente descontrolada atira
Gás de pimenta contra os acampados em Portland
A foto acima foi tirada a partir do Pioneer Courthouse Square, em frente ao cruzamento da Sexta Avenida com a Yamhill, depois de um dia de marcha pelo centro de Portland, Oregon. As pessoas se reuniram do lado leste da ponte de aço pela manhã para apoiar o Movimento Ocupe Portland. Várias pessoas foram presas.

Na Universidade da Califórnia
A mais recente vítimas da brutalidade policial contra o movimento exibido Ocupar Wall Street foram os alunos da Universidade da Califórnia. Apesar de estarem sentados no chão em protesto pacífico, mesmo assim sofreram repressão violenta, chegando a serem pulverizados com gás de pimenta.
"Os estudantes protestavam pacificamente no quintal"
Escreveu o estudante que fez o vídeo da violência policial. O jovem pediu que seu nome não fosse usado por medo de represálias das autoridades do campus.
"Os alunos têm o direito de estar no campus que se reuniram pacificamente eo campus foi aberto naquele momento. "

Em Seattle
Em Seattle o fotógrafo Joshua Trujillo capturou o que pode ser considerada a imagem que melhor descreve a truculencia com qul estão tratando as manifestações do Movimento Ocupe em todo País. Uma senhora com o rosto coberto por spray de pimenta.
 
Uma mulher grávida e um padre também foram atingidos com spray de pimenta durante a marcha nacional, informou o jornal The Wire Atlântico. 
PS. A TV GLOBO DISSE QUE ESSAS SÃO IMAGENS DO QUE PARECE SER ABUSO DE AUTORIDADE... CONFIRA VOCE MESMO!
O incidente ocorreu durante a evacuação doa manifestantes do movimento Ocupe Seattle, que acamparam perto do Seattle Central Community College, em apoio ao acampamento New York, que também foi evacuado violentamente.
Na segunda-feira, Ocupe Oakland foi palco de outra ação repressiva por parte da Policia ao retirar as pessoas acampadas num parque da cidade. Houve relatos de também os movimentos Ocupe de San Francisco e Cal em Berkeley foram invadidos com muita violencia.
A repressão policial semana acontece em meio a relatos de que o governo federal está coordenando uma série de estratégias legais que podem encerrar os protestos.
Na verdade, a mulher na foto não é qualquer mulher mais velha, como é bem conhecido pelos moradores de Seattle. Dorli Rainey é uma ex-professora que tem sido ativa na política local desde 1960. Em 2009 ele concorreu para prefeito, mas acabou por retirar, dizendo : "Estou velha e eu preciso aprender a ser velha, ficar em casa, assistir a TV e sentar-se para descansar" Pelo jeito ela não ainda não aprendeu.
Na verdade, Rainey enviou um email para The Stranger , jornal alternativo de Seattle, para dizer o que ela parou na burullo para ver o que estava acontecendo, quando seu grupo foi pego pela polícia e seus membros quase pisoteado em meio ao caos.

A DEMOCRACIA DEMOTUCANA
Os Professores de São Paulo


Desocupação policial da Reitoria da USP deixa estudantes feridos

Por Gladys de Paula

 Especial para Caros Amigos
As diversas ações, reações e protestos que estão ocorrendo na USP desde o dia 27 de outubro - quando uma ação policial agiu contra um protesto de alunos com bala de borracha, cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo - ganharam um capítulo próprio na madrugada de hoje, dia 08 de novembro.
Os estudantes estavam acampados dentro do prédio da reitoria em protesto contra a presença da PM no campus e sua ação truculenta para coibir protestos estudantis. Na manhã de hoje foram desocupados e presos em uma ação envolvendo 400 policiais da tropa de choque da Polícia Militar.
Após a ocupação do prédio pelos alunos, ocorrida no dia primeiro de novembro, a reitoria entrou com um pedido de reintegração de posse e conseguiu autorização para uso de força para conseguir a desocupação do prédio. A reitoria afirmou largamente na imprensa que estava disposta a negociar e apresentou ontem, dia 07 de novembro, uma proposta que foi levada em assembléia aos estudantes na mesma noite.
GÁS DE PIMENTA NA AVENIDA MORUMBI
 A polícia usou gás pimenta para barrar a passagem dos estudantes da Universidade de São Paulo(USP)pela Avenida Morumbi,que dá acesso ao Palácio dos Bandeirantes,sede do governo paulista,onde protestariam contra decretos do governo que ferem a autonomia das Universidades públicas.
Os estudantes tentaram romper o cordão de isolamento por quatro vezes e foram contidos pelo spray de pimenta.
Eles deitaram na rua,com os rostos cobertos.Vários manifestantes mantiveram as camisetas sobre os rostos,com medo de novas investidas.


Os policiais ainda portavam armas para bala de borracha.Um estudante foi detido depois furar o bloqueio e liberado no início da noite.
Vários manifestante gritavam que suas armas eram livros e cadernos.

 

Palavras-chave: Noticia

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novembro 14, 2011

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Por: Pablo Ortellado

A detenção de três estudantes da Faculdade de Filosofia da USP que fumavam maconha gerou protestos que terminaram num conflito com a polícia militar e a subsequente ocupação da administração da faculdade e do prédio da reitoria. Esse episódio soma-se a outros ocorridos nos últimos anos que envolveram piquetes, a ocupação de prédios administrativos e a atuação repressiva da polícia militar. Em todos os casos, um acalorado debate opôs defensores da atuação (mais ou menos rigorosa) da polícia e defensores da autonomia universitária (que limitaria ou impediria a atuação policial no campus). Acredito, no entanto, que os termos do debate estão mal-colocados e a questão de fundo relevante, completamente ausente.

liberdades individuais

O primeiro mal-entendido a desfazer é que não há objeção, que eu conheça, à atuação limitada e específica da polícia para reprimir crimes comuns, como assaltos a banco. Tanto não há objeção que antes do recente convênio firmado entre a reitoria e a polícia militar, ela já atuava nesses casos, sem que tivesse surgido qualquer tipo de protesto.

Todo problema começa quando ela começa a atuar de maneira abusiva no cotidiano deste espaço que é o lugar por excelência da liberdade de expressão e discussão. Para que essa alegação não pareça abstrata, gostaria de dar dois depoimentos e fazer referência a um terceiro. Os meus dois depoimentos são do ano 2006, quando a administração da minha unidade (a Escola de Artes, Ciências e Humanidades) decidiu instalar um posto da PM dentro do campus. Naqueles meses que se seguiram à decisão, testemunhei dois episódios que ilustram o despreparo da força policial para atuar no ambiente universitário (na verdade, demonstram seu despreparo para atuar numa sociedade democrática).

O primeiro, aconteceu com um estudante do meu curso, negro. No final da aula, ele saiu para o estacionamento e notou que tinha esquecido o celular. Quando voltou para a sala para buscá-lo foi abordado por um policial. Ele se identificou, apresentando a carteira de estudante e explicou que voltava para buscar o celular. O policial considerou-o suspeito porque caminhava no sentido contrário dos outros estudantes (e talvez também porque era negro e estava na USP) e, por isso, foi submetido a uma vexatória revista na frente dos colegas. O segundo fato, foi a ação de uma policial feminina que deteve duas estudantes homossexuais que se beijavam na hora do intervalo por "atentado ao pudor". Note que esses são episódios testemunhados por um só professor, num período de poucos meses, pois, com a repercussão destes e outros casos, o posto da PM foi transferido para fora do campus. O que acontecerá com a presença massiva de policiais com esse tipo formação atuando de maneira permanente? Uma amostra do que está por vir aparece nos relatos de estudantes da Faculdade de Filosofia que reclamam de operações nas quais se abordam e revistam dezenas de estudantes que entram ou saem do prédio para ir às aulas.

É esse tipo de atuação da polícia, abusiva e lesiva de direitos que gera protestos. Não faz qualquer sentido discutir a atuação da PM no campus universitário fora deste tipo de caso. A polícia nunca foi impedida de agir no campus para coibir crimes comuns. O que havia, era um acordo para que a proteção do patrimônio fosse feita predominantemente pela guarda universitária e que a polícia não atuasse ostensivamente, por exemplo, fazendo abordagens individuais não motivadas por fatos concretos. Foi essa acordada limitação da atuação policial que se reviu, a pedido do reitor, após a comoção gerada pelo morte de um estudante durante um roubo de veículo.

liberdades políticas

Mas o elemento importante, ausente no debate, é a ameaça de uso da força policial para reprimir o movimento estudantil e o movimento sindical. Permitam-me uma breve digressão para argumentar como as duas coisas se juntam.

Maquiavel, teórico da política, defendia numa obra famosa (os Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio) que a causa da intensa e fratricida violência política da cidade de Florença era a não institucionalização dos seus conflitos. Em Florença, dizia Maquiavel, cada partido (os guelfos e os gibelinos, os negros e os brancos, os nobres e o povo) consolidava a vitória com a expulsão do partido adversário da vida política da cidade - de maneira que só restava ao grupo derrotado atuar de fora do jogo político estabelecido, preparando um golpe de estado. O resultado era uma vida política violenta e sanguinária, sem estabilidade política e sem paz interna.

Guardadas as grandes diferenças de contexto histórico, essa é uma excelente explicação para a conturbada vida política da Universidade de São Paulo. Ao contrário das outras grandes universidades públicas, como a Unicamp ou as federais do Rio, Minas e Rio Grande do Sul, a gestão da USP é incrivelmente não democrática, o que, com os anos, empurrou todos os setores não alinhados com o grupo no poder para ação extra-institucional - simplesmente por falta de opção. As eleições para reitor na USP são definidas por um colegiado de apenas cem pessoas - dessas, há um representante dos professores doutores (que compõem a maioria dos docentes), quatorze representantes dos estudantes e apenas três dos funcionários. Os demais são representantes dos órgãos de direção que, com poucas exceções, se autoperpetuam no poder. Todas as comissões estatutárias são compostas pelas mesmas vinte ou trinta pessoas que se alternam nas diferentes funções há pelo menos duas décadas. É um jogo marcado, viciado e sem qualquer espaço para que a comunidade de oitenta mil alunos, quinze mil funcionários e cinco mil professores consiga se manifestar ou influir efetivamente nas decisões. Essa forma institucional excludente e arcaica empurrou as forças políticas para atuar por meio de greves, piquetes e ocupações de prédios, já que simplesmente não têm outra maneira efetiva de atuar.

Para complicar ainda mais a situação, nem mesmo esses injustos procedimentos de eleição de reitor foram honrados, já que na última eleição o governador escolheu o segundo colocado na lista tríplice. E esse segundo colocado, o reitor João Grandino Rodas, tem tido uma gestão fortemente confrontativa, impondo decisões injustas e ameaçando a dissidência com o uso de força policial. Quando ainda era apenas diretor da Faculdade de Direito, o atual reitor usou a força policial para expulsar o MST do prédio da faculdade e, noutra ocasião, fechou o prédio e suspendeu as aulas para impedir que uma passeata de estudantes entrasse no edifício. Ele também foi o principal articulador da entrada da polícia no campus para desocupar a reitoria em 2009, o que resultou numa abusiva ação policial que feriu professores e estudantes. Pois é exatamente este reitor que está agora autorizando a atuação ilimitada da polícia no campus o que, dado o seu histórico, não pode deixar de ser visto como uma ameaça do uso deste contingente para reprimir as únicas formas efetivas de atuação política do movimento estudantil e dos sindicatos.

A atuação da polícia no campus da USP não é um problema sobre como adequadamente combater crimes comuns - é um problema sobre liberdades individuais e sobre a organização política da instituição. A única solução para a conturbada vida política da universidade é a democracia. O resto é apenas cortina de fumaça.

Pablo Ortellado

Possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1998) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2003). É professor doutor do curso de Gestão de Políticas Públicas e orientador no programa de pós-graduação em Estudos Culturais da Universidade de São Paulo. É coordenador do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai). Atualmente, desenvolve pesquisa sobre direitos autorais e políticas para o acesso à informação.

Palavras-chave: noticia, opinião

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outubro 25, 2011

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Às terças-feiras, o número 996 da Rua Conselheiro Brotero, no bairro de Higienópolis, se torna um palco a céu aberto com o projeto ”Música na Calçada”. Realizado pela Escola Estúdio Musical há pouco mais de dois anos, os shows tem como objetivo promover o trabalho dos artistas convidados, além de entreter a vizinhança local.

Nesta semana, “Fabrizio Casaletti Trio” se apresenta a partir do meio-dia.Além da chance aos artistas que se apresentam, o projeto prevê a divulgação da escola há 30 anos realiza cursos, workshops, palestras e outras atividades voltadas ao mundo da música.

 

http://catracalivre.folha.uol.com.br/2011/10/musica-na-calcada-recebe-fabrizio-casaletti-trio/

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Realizada entre a manhã de sábado, dia 20/08, e a noite de domingo, 21/08, a Virada da Resistência, que contou com a participação de mais de 300 pessoas, foi um sucesso. Organizada pela Trupe Artemanha como uma grande manifestação contra os abusos da subprefeitura do Campo Limpo – que desejava expropriar o coletivo do barracão, concedido há meses, que ocupava para realizar diversas atividades culturais e educativas abertas à comunidade – o ato teve amplo respaldo da classe artística e dos moradores da região.

A programação do evento foi variada: foram realizados espetáculos de teatro, música e dança, além de um cortejo de boi, organizado pelo grupo Candearte.

Aprendiz e produtora da Escola CITA (Centro de Investigação Teatral Artemanha), Andressa Souza destaca a participação do grupo de teatro Morfeu, que apresentou a peça O Princípio do Espanto. Outro grupo que chamou a atenção de Andressa foi o Pombas Urbanas, que participou de um bate-papo com os presentes. “Achei interessante o relato do grupo sobre a ocupação que realizam há anos no Teatro Tiradentes. Serviu como aprendizado para o nosso coletivo, que também se inicia nesta luta”, comenta.

Virada de mesa. O grupo obteve da subprefeitura de Campo Limpo um documento assegurando a concessão do espaço por mais três meses, com possibilidade de renovação. Segundo Andressa, a medida não é satisfatória: “A possibilidade da desapropriação ainda nos preocupa”, declara.

Segundo a aprendiz, o coletivo agora busca meios de legalizar a ocupação e garantir a continuidade de seus projetos sócio-culturais.

Mais informações em:

http://www.cooperativadeteatro.com.br/2010/?p=5126

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           Uma série de 12 programas que enfoca a trajetória da Lei Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, abordando desde sua implantação até o resultado cênico dos projetos selecionados. Trata-se de um documento que ilustra a luta pela criação da lei (de 2002) e os desdobramentos deste benefício.

 

http://www.cooperativadeteatro.com.br/2010/?page_id=4370

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                    Segundo declaração do secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do ministério, Henilton Parente de Menezes, publicada em reportagem pela Agência Brasil, o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (ProCultura) só deve entrar em vigor, na melhor das hipóteses, em 2013. “Supondo que o projeto seja votado ainda no primeiro semestre de 2012, algo que eu acho factível, nós só conseguiremos implantar a lei em 2013. Uma lei como essa, que se refere à renúncia fiscal, só pode entrar em vigor no exercício fiscal subsequente”, preconizou.O ProCultura, entre outras inovações, estabelece a criação do Prêmio Teatro Brasileiro, e  prevê várias mudanças na atual Lei Rouanet, apesar de manter os mecanismos de renúncia fiscal. No caso, o governo federal continuará estimulando empresas públicas e privadas a investirem parte dos valores, que deveriam pagar sob a forma de impostos, em projetos artísticos previamente autorizados a captar recursos no mercado.

                     A lei (Rouanet) atual tem sido bastante criticada por dar poderes à iniciativa privada para escolher em quais projetos irá investir, baseando-se apenas em critérios comerciais, sem levar em consideração a relevância cultural de cada projeto. O ministério, aliás, reconhece que o modelo não é capaz de dar conta da diversidade cultural brasileira e acaba sempre favorecendo as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.Demandado pelos próprios grupos teatrais, o Prêmio deverá obrigar o Estado a destinar parte dos recursos para uma iniciativa com critérios públicos e transparentes e modificará o cenário teatral brasileiro, fomentando a produção, a circulação artística e a manutenção de grupos e companhias. “O prêmio nacional será uma alternativa às leis de incentivo fiscal, que têm proporcionado que a iniciativa privada gerencie o dinheiro que, no fundo, é público”, disse o diretor da Cooperativa Paulista de Teatro e ator do Grupo XIX, de São Paulo, Paulo Celestino.

                     O deputado Pedro Eugênio, relator do projeto de lei na Comissão de Tributação e Finanças da Câmara dos Deputados, informou à reportagem da Agência Brasil que apresentará uma primeira versão de seu relatório durante um seminário agendado para o próximo dia 8 de novembro. “Estamos conversando com os setores de vários segmentos artísticos, e não só do teatro, dialogando com os ministérios da Fazenda e da Cultura e, em breve, apresentaremos uma primeira versão do relatório. O prêmio para o teatro já está incluído no projeto de lei e eu mesmo sou favorável a sua manutenção. Qualquer artigo [do projeto de lei], no entanto, pode ser aprovado ou suprimido nas comissões”, declarou.

 

 

http://www.cooperativadeteatro.com.br/2010/?p=5349

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outubro 23, 2011

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Saiba onde ouvir jazz em São Paulo

 

 

          O jazz pode não ser tão popular em São Paulo como é em Nova Orleans, mas a cidade tem bons lugares e uma regular programação de shows para os fãs do estilo. Confira alguns bares e casas de show que promovem apresentações semanais.

 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u38810.shtml

Palavras-chave: jazz, São Paulo, shows

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outubro 19, 2011

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            O matemático britânico John C. Lennox, da Universidade de Oxford, defende com argumentos sólidos a possibilidade de coexistência entre o conhecimento científico e a religião em "Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus". O objetivo do livro é fornecer um amparo fortemente embasado para os cientistas, ou qualquer leitor, que sintam necessidade de debater em favor de sua crença. Para o autor, alguns ateístas têm um "fervor religioso" tão grande, que chegam a perseguir homens da ciência que possuem algum tipo de fé. Em casos extremos, diz, eles não conseguem nem aceitar que pessoas com uma crença possam ser inteligentes e construir conhecimentos com base na realidade.

            Ao longo dos capítulos, o autor usa linguagem simples e citações de outros autores para mostrar que as descobertas feitas pelo homem não excluem a existência de um Deus. Lennox também expõe o que considera as fraquezas da ciência e revela que a maior parte das respostas que ela oferece são especulações teóricas que precisam da fé da comunidade científica para existir. Ele ainda ressalta momentos em que os acadêmicos precisaram se desmentir e até voltar atrás com suas afirmações. Entre os temas discutidos estão o embate entre as cosmovisões, a organização da natureza e do universo, a complexidade da biosfera, a origem da vida e do código genético e a proximidade com a religião mantida por grandes cientistas como Francis Bacon, Galileu Galilei, Isaac Newton e Clerk Maxwell.

 

"Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus"
Autor: John C. Lennox
Editora: Mundo Cristão
Páginas: 320
Quanto: R$ 29,90

Palavras-chave: matemático, Oxford

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MASP - Museu de Arte de São Paulo  
http://www.masp.art.br
Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista
(11) 3251-5644

 

As informações acima são de responsabilidade do estabelecimento e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

http://catracalivre.folha.uol.com.br/2011/01/dia-do-masp-gratis/

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                Segue uma dica sensacional!

 

Chega em outubro, no Sesc Pinheiros, a exposição “Queremos Miles – Miles Davis, lenda do jazz”, uma homenagem a um dos gigantes da música do século XX .

A mostra ficará em cartaz do dia 19 de outubro a 25 de janeiro de 2012. Concebida pela Cité de la Musique de Paris, organizada com o apoio da família e dos gestores da obra do artista, traça o percurso do músico, desde a cidade de sua infância, East St. Louis (Illinois), até os últimos anos, com fama planetária.

Dividida em oito sequências temáticas, a exposição traz numerosos documentos e objetos, muitos expostos pela primeira vez. Entre as fotos expostas estão flagrantes em estúdio – com Herbie Hancock, Charlie Parker, John Coltrane e Wayne Shorter, entre outros; instrumentos do próprio Miles (os trompetes de diversas cores, usados em gravações e concertos históricos) e de outros músicos que conviveram com ele – incluindo percussão de Airto Moreira e um sax de John Coltrane; partituras e capas de disco.

                      

http://catracalivre.folha.uol.com.br/2011/10/sao-paulo-recebera-exposicao-sobre-miles-davis/

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Debate será em 20 de outubro, às 19h30, com a participação da professora Anamélia Bueno Buoro

Arte & Biblioteca – Arte para criança: o ensino e aprendizagem da arte
quinta 20 de outubro
às 19h30

 

 

O ensino da arte para crianças nas escolas e nas instituições é o tema do sexto debate da série Arte & Biblioteca, que acontece no dia 20 de outubro, às 19h30, no Itaú Cultural, em São Paulo. O evento – organizado pelo Centro de Documentação e Referência do Itaú Cultural − terá a participação da professora Anamélia Bueno Buoro.

 

Além do ensino da arte para crianças, serão abordados os recursos audiovisuais como instrumentos importantes no processo de aprendizagem de conteúdos. Após a apresentação, será aberto debate com a participação do público.

Com a finalidade de discutir temas artísticos e informações sobre arte, a série Arte & Biblioteca já promoveu encontros sobre música, arte e tecnologia, fotografia, cinema e gestão cultural. Entre os assuntos que serão debatidos até dezembro estão propostas para o incentivo da leitura no Brasil e o consumo cultural.

Arte & Biblioteca – Arte para criança: o ensino e aprendizagem da arte
quinta 20 de outubro
às 19h30
Sala Vermelha (70 lugares) 

entrada franca – [ingressos distribuídos com meia hora de antecedência]
[indicado para todas as idades]

 

http://itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2841&cd_materia=1738

 

Palavras-chave: Arte, ensino

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outubro 18, 2011

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Bom dia Galera!

                        Segue mais uma boa dica de programação musical pro povo que curti Jazz! Segue a programção da Jazz Sinfônica de SP!

 

http://www.apaacultural.org.br/jazzsinfonica/programacao.php

 

 

Palavras-chave: Jazz, Musica, Regencia, SESC

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Postado por BADI

QUEM PAGOU AS VASSOURAS?

A verdade é que pode o elemento dessa leitura sê-lo ou não (Idiota), e tal condição dependerá de fatores outros, em nada relacionados com os sinônimos menos louváveis do dicionário. O professor Cortela, ilustre filósofo moderno, constata que, quando se diz: Política é coisa de Idiota, se inverte o conceito original desta, cuja expressão advém do grego "Idiotes" e que significaria simplesmente: Aquele que só vive a vida privada. Sendo assim, ao contrário do que, achando-se "muitos espertos", preconizam os verdadeiros Idiotas, que são os individualistas, quando querem rebaixar a gente mais engajada na sociedade, em sua origem o termo acusa de Idiota tão somente o sujeito que se recusa participar da Política. Mas, também é importante ressaltar que, na outra face da moeda, em seu sentido primário, a palavra não faz qualquer referência direta a um Tolo, abestado. Apesar de podermos discutir se tal postura (sócio-egocêntrica) guardaria relação com atitudes Tolas e abestadas. Portanto, nenhuma má educação promoveu este articulista ao dirigir-se aos Idiotas e, se assim lhes pareceu, foi por mais nada além da ignorância sobre a alteração do comum significado da palavra ao longo da historia.

Nesse ponto, uma pergunta curiosa se prestaria muito bem a realizar o papel de instigar-nos em investir energia no avanço da discussão:

Afinal, o que fazem o Bem, o Mal e a Justiça dentro de um mesmo parágrafo?

Para muitos; nada mais óbvio, já que tais elementos guardam relação intima entre si.

Não... A não ser na fantasia dos Benditos, nenhuma conjunção de tal monta guarda a Justiça com o Bem e nem, na outra ponta, a Injustiça com o Mal.

O Bem e o Mal são Juízos de valor, em geral, entendidos como elementos que estão um em contraposição ao outro e, sob a ótica Divina, se efetivam no âmbito da Fé e, mais concretamente, no âmbito da Caridade. Já a Justiça, por outro lado, nunca se efetiva na contraposição de uma injustiça, porque se coloca sempre como uma reação humana à desigualdade no sentido de promover a igualdade, visando ao progresso do Ser Humano.

Então, o Bem e o Mal em essência têm um caráter relativo, particular, subjetivo e abstrato e a Justiça, muito distante desse ponto, fundamentalmente se define: Absoluta, Social, Objetiva e Concreta.

Sendo assim, não dirijo o texto aos individualistas, pelo motivo de cuidarem apenas de seus interesses ou pelo fato de viverem na condição de pessoas a quem nada toca o coração a ponto de preocuparem-se para fora de si mesmos como entes sociais, não tenho qualquer preocupação com eles nesse ponto porque sei; não fazem diferença para o mundo. Contudo, há atualmente certa porção de Idiotas que têm encontrado bom espaço para enfim, sair - sem levantar a bunda da cadeira - à luta. E para tanto basta um bom teclado, um processador de certa qualidade e uma tela colorida de resolução suficiente para que Idiotas, na solidão privativa de seus assépticos ambientes, se arvorarem vozes do Povo, e apresentarem idéias sobre tudo como estivessem postados no alto de um banco na praça central participando de um grande comício.

É nesse ponto que vejo se criar certa militância que vai disseminando a idéia de que é possível construir o mundo a partir das facilidades do virtual, espaço único cuja tecnologia permite haver pretensa ação na vida social sem abandonar a condição Idiota. Tanto que toda elaboração política dos agentes desse movimento obedece exatamente o arquétipo de concepção de valores constituídos na visão do Bem e do Mal, em função de que esse modelo favorecer amplamente tal postura existencial. Convém ao Idiota a Política gerida dessa maneira abstrata, afinal nessa condição, a sociedade pode ser construída pelo caminho da simplicidade, no sentido de simplório e fácil, sem exigir qualquer esforço intelectual do individuo atrás do Avatar e também ser efetivada com o mínimo de ação social. Então, o sujeito, dentro dessa lógica virtual, pode desenhar o mundo concreto a partir de seu achismo e, com um click poderoso, guardando sua individualidade, como bem cabe ao Idiota, direcionar a massa de seres sociais na instalação de uma nova ordem mundial - A Boa.

Contudo, para desenvolver sua elaboração Política, o Idiota prescinde do ambiente pautado em parâmetros regrados pela lógica do Bem e do Mal, no qual ele pode manipular a realidade ao seu bel prazer. E para atender a essa condição, ele se vê obrigado afastar de seu mundo, pretensamente Político, toda postura que reflita um olhar mais critico das situações. E não obstante, a dispensa desse posicionamento ideológico ocorrer apenas pela vontade de facilitar a operação de suas atividades, essa reação do Idiota, até pela distorção do termo, conforme aprendemos com o Professor Cortela, não raramente, vem sendo confundida com qualidade preceptora para ações de natureza social. Então, a disposição de desenhar uma verdade a partir do concreto se retira para dar lugar a uma bela imagem ou charge. A conclusão pela via do debate dos fatos deixa lugar para palavra de ordem ou para uma hashtag bem definida. O confronto de idéias se vai completamente. A vontade de estabelecer consensos para avançar no processo civilizatório da humanidade não pode acontecer no tempo escasso do acesso multifacetado e no vai e vem das janelas abertas e fechadas na tela plana. A discussão a respeito dos caminhos possíveis de enfrentar e mudar realidades sucumbe na superfície da convocação de mais uma Marcha... A Marcha vira Moda.

A Marcha dos soldados de Cabeça de Papel...

Por isso, a palavra mais usada para dar ares de coisa séria às manifestações desse grupo e para definir a importância das ações nesse ambiente, como condição sine qua non para garantir qualidade à Política dos Idiotas é: Apartidarismo.

Assim que se apresenta uma proposta de promover-se qualquer ação social de caráter político nas redes sociais, quase que naturalmente, no preâmbulo se institui o fabuloso: Apartidário. Como se tal manifestação não fosse completamente incongruente com qualquer posicionamento Político, em face da submissão inerente da Política às concepções ideológicas.

Ora. Se a Ideologia é justamente a formulação do mundo a partir do pensamento e esse desenho é responsável por mover os homens em todas as direções durante suas vidas, então existem apenas duas instituições que os separa nesse contexto; as Igrejas e os Partidos.

Não existem outras instituições criadas a partir das diferentes visões ideológicas e nem das disposições praticas de levar tais concepções a cabo. Somente esses dois instrumentos dividem os homens pelo entendimento do que é, do que deve ser e de como se deve mudar o mundo. E nessa seara já podemos perceber que, enquanto as Igrejas trabalham com a fórmula estabelecida pelos juízos de Valor de Bem e de Mal, os Partidos reúnem as pessoas pela elaboração orientada para a Justiça. E ainda é interessante testemunhar o fato de que a maioria daqueles que se propõem arrastar multidões em Marchas contra a corrupção, geralmente, concebem um estado apartidário, sem cargos de confiança, e técnico, com servidores concursados e profissionais iguais aqueles que se encontra em competentes empresas privadas, bem longe dos Políticos. Mas, a ironia do destino é que esses Santos, quando fazem suas manifestações e esmiúçam os casos de corrupção no Estado, estão substituindo exatamente o poder Judiciário que a único ente estatal apartidário e técnico.

Muito bem, por todo exposto eu considero importante trazer a baila o Artigo 14 da Constituição.

CAPÍTULO IV

DOS DIREITOS POLÍTICOS

Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

§ 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:

V - a filiação partidária;

Não me fio nessa propositura somente porque tenho a percepção da imprescindibilidade do tema, em face de tudo o que assinalo a respeito da forma disposta na carta Magna (Anexo I) para a ação popular direta, mas pelo fato de que a construção do mundo exige que o façamos com referencias bem definidas, discutidas democraticamente, com base na realidade e com processos claros de implantação. Tenho certeza de que fosse possível durante uma dessas marchas contra a corrupção cada qual estampar no peito o voto da ultima eleição, a dispersão seria instantânea. A ideologia tem esse poder, ela concretiza o campo das idéias, sai do abstrato e o traz para o real. Ela não permite que nessa Marcha onde todos reconhecem o mal (A Corrupção), alguns o queiram fora do governo por meio de diminuir o estado, ao lado de outros que acreditam exatamente o contrário; dar cabo dela corrupção aumentando os poderes das instituições públicas. A verdade é que tal discussão, com o grau de profundidade exigido pela sociedade e com real conseqüência das conclusões consensuadas, só pode ser feita dentro dos Partidos. A única possibilidade de consolidar no concreto as vontades sociais está submetida ao agir institucional que é o caminho legal para transformar as concepções de mundo em avenidas por onde deve trafegar a sociedade. Posso até desiludir aqueles de bom coração com vontade apartidária de construir uma nova ordem mundial, todavia, não invento realidades e defendo submeter toda ação Política ao que bem define nossa Carta Maior.

Então, acredito que encerro esta discussão demonstrando cabalmente a inutilidade dessas ações Apartidárias, engendradas com base em conceitos de bem e de mal. E de como, na verdade, elas só fazem sucesso porque propiciaram aos Idiotas, aparecer sem submeter seus interesses e sem deixar o espaço de suas vidas privadas para apresentar ao mundo suas vontades particulares. E espero também que voltemos a valorizar a política e colocar a esses sujeitos na verdadeira dimensão do que representam; a Tolice. Porque o mundo deve ser construído por aqueles que se comprometem e que expõe suas idéias para debate sem medo de mudar de opinião.

Por fim, é necessário esclarecer que não sou contra a ação no terceiro setor ou a atuação política via internet, contudo, em minha opinião, devemos retirar dos vocabulários dos ativistas virtuais e dos terceiros setoristas a palavra - Apartidário - e substituí-la por - Multipartidário. Primeiro porque define o campo ideológico sobre o qual se propõe a ação e em segundo lugar porque é possível, através dessa ação indireta, construir consensos e levá-los para dentro dos programas dos partidos, visto que os ativistas, além da atuação específica no movimento social ou virtual, também atuarão dentro da instituição partidária.

ANEXO I

Princípios Fundamentais:

Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Sim. É possível haver uma ação direta dos Bons homens no que tange ao exercício do poder em nossa Sociedade e tal procedimento está cristalinamente estabelecido na Subseção III - Das Leis -onde podemos conhecer a essência do contexto dessa prerrogativa no escrito do segundo parágrafo:

A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

Ora. Então, o exercício do poder "diretamente" pelos cidadãos, só acontece por intermediação dos políticos? Sim. Não há como negar que, no final, é deles a palavra. E tal configuração esta bem descrita no Art. 69 dessa mesma subseção donde retiramos o parágrafo sobre a iniciativa popular:

Subseção III

Das Leis

Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

Claro, por maioria absoluta dos votos na câmara dos deputados e por maioria no Senado, ou seja, por anuência dos Políticos. Portanto, sem essa aquiescência a iniciativa popular fica somente no inicio mesmo, ou como diria alguém de humor mais vulgar que o meu: Só na vontade!

E essa vontade nem é sopesada quando se trata de emendar a lei máxima deste País. Nesse caso, o envolvimento direto do Povo nem foi cogitado para tal tarefa. O Artigo Sessenta, que dispõe sobre a propositura de emendas à Constituição, é muito expressivo no assunto e diz claramente quem pode reelaborar a inscrição dos artigos de nossa Carta.

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

II - do Presidente da República;

III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

Ora... Estando, portanto, a força para fazer leis ordinárias sob intermediação e inexistindo a possibilidade de alterar a constituição pelo exercício direto de seu poder resta a via Plebiscito ou Referendum, que são outras duas formas de exercer diretamente a ação Popular.

 


Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:

XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;

EU: Empresário, Estudante, Cooperativista, Ong Mundo Novo, Amigo da Escola, Blogueiro, Jogador de Futebol e Filiado a Partido Politico.

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outubro 10, 2011

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Postado por BADI

MINHA @PINIÃ@

Vou lhes dizer o que penso;
Um cara que passou a vida inteira tentando ganhar mais dinheiro, não tem muito o que me dizer sobre outras perspectivas dela. Afinal sua especialidade não pode ser outra que não essa a qual se entregou de corpo e Alma. E como eu não tenho interesse algum de viver por esse modelo o Steve pode ser o Papa de outros e naquilo que lhes afeta mais diretamente que envolve fazer grana. Para mim não serve...
Com relação a contribuição dele para humanidade; pela primeira vez, sob outro olhar, farei minhas as palavras do apresentador na Globo News que, num desses Jornais Comerciais, ao exaltar o morto, disse:

"O Grande legado de Steve Jobs foi multiplicar em muitas vezes o faturamento da Apple que atualmente é uma das Gigantes do Setor".

Grandes e Sabias palavras...

Como a humanidade não recebe um centavo da Apple, pelo contrário, paga caro... Eu diria que nada temos a agradecer e nem devemos nos entregar a exaltar o defunto, visto que, conforme a vontade dele  vivo, foi muito bem pago.

Steve certamente atrasou o desenvolvimento da tecnologia da informação, quando preferiu, para ganhar dinheiro,  administrar sistema fechado em si mesmo. Ele certamente usou de todo o conhecimento de abnegados, verdadeiros heróis, que desenvolvem a rede compartilhando suas descobertas e nada devolveu para esta sociedade, a não ser uma conta para pagar e um no acess.

Nesse contexto, podemos dizer que ele sempre tratou a humanidade como freguesa, portanto, só deveria memso agradecê-lo quem tinha alguma pendura em seu estabelecimento comercial, tal qual quando morre o dono da unica padaria do bairro.
O mais engraçado é que ele não cursou faculdade, mas a maioria que o quer venerar como "Jênio" é da mesma laia que ainda hoje, rebaixa o Doutor Honoris Causa Inacio Lula da Silva, agora também em espanhol, alem de Portugues e Frances, porque ele não tem diploma universitario.

Por mais que se esforce a hipocrisia do Mercado não tem competência para criar Mitos. O marketing só produz Moda. Não tenho dúvida: Steve será esquecido como outros grandes modelos criados pelo mercado, que sempre tenta dar-lhes uma aura Genial de grandes colaboradores para o progresso da Humanidade, mas que em essencia sempre foram apenas meros comerciantes competentes, sem outras capacidades mais interessantes.

Santos Dumont entregou todas as suas patentes para Humanida. Segundo ele; sua pequena contribuição.
Salve Santos Dumont!
EM TEMPO:
Presto justa Homenagem ao engenheiro químico cearense Expedito Parente, reconhecido como ''Pai do biodiesel''. Ele faleceu no mesmo dia em que Steve passou desta para melhor e não recebeu nem a ponta do beicinho que Wilham Bonner fez ao anunciar a tão declamada Morte do Pai da Apple.
Parente era professor na Universidade Federal do Ceará (UFC), tinha 70 anos e descobriu o biodiesel a partir do óleo de algodão. Em 1980, registrou a primeira patente mundial do biodiesel. Hoje esta patente é de domínio público.

Palavras-chave: Opinião, Steve Jobs

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setembro 21, 2011

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Buscando aplicar a um contexto intrinsecamente atual e regional, procurarei apresentar nesse breve ensaio, um assunto levantado em uma das séries de conferências realizadas por Aldous Huxley, intituladas “A Situação Humana”, apresentada na Universidade da Califórnia, EUA, em 1959, mais especificamente no tópico que tratou sobre a história das visões. A primeira questão, levantada por Huxley, no inicio dessa conferência, cabe para iniciarmos o ponto principal dessa análise: Por que as pedras preciosas são preciosas?

As pedras preciosas, em geral, minérios vezes transparentes e coloridos, nas mais diferentes formas de entalhamento, são cobiçadas pelos homens desde os tempos primórdios da civilização humana, ou até mesmo antes da civilização. Em suma, o valor atribuído às pedras preciosas, a princípio, não vai além de um valor meramente estético, uma vez que elas não são capazes de atender a nenhuma de nossas necessidades humanas, biológicas ou sócio-estruturais. Logo, não podemos nos alimentar de pedras preciosas, não podemos arar a terra com pedras preciosas, mas mesmo assim, o valor atribuído a elas é extremamente alto, dado sua aparente utilidade potencial.

Muito tem se avançado nos estudos da psicanálise, desde o início do século passado, o subconsciente humano, cada vez mais é dissecado pelos estudos que se iniciaram com Freud e Breuer, e, quando investigamos algumas experiências inerentes a nossa mente humana, sem dúvida não podemos ignorar as chamadas experiências visionárias.

Em ordem, a religião pode ser apontada como uma das principais responsáveis pela indução de visões. Entidades religiosas como santos católicos, budas do Dharma, entidades hindus, o paganismo nórdico ou africano, todos esses, e mais muitos outros, são comumente relatados por pessoas, como visionados em rituais religiosos, a grande maioria, em situações de isolamento parcial ou total. Grande parte dos casos, são relatados como luzes semi-formes, auras luminosas, ou mesmo sem personificação de nenhum tipo de divindade externa, como uma simples luz, ou focos de luzes que se apresentam diante de seres humanos.

Por outro lado, partindo para a perspectiva das visões quimicamente produzidas, teremos experiências visionárias comumente relatadas com substâncias como a mescalina, extraída do peyote mexicano, ou o LSD. Todos os relatos de experiências visionárias induzidas por substâncias químicas, a exemplo das visões religiosas, também exprimem, paralelamente assim como nos ritos religiosos, relatos referentes a visões de luzes, ou focos de luzes, e avatares iluminados ou relativamente sagrados.

O subconsciente humano classifica a luz como algo sobre-humano, o iluminado tende a conjurar-se no místico, e assim tornar-se o além da existência limitada pelas condições evolutivas do homem. As experiências místicas, tanto químicas quanto religiosas, refletem símbolos que são considerados relativamente santos pelos homens. A etimologia da palavra “santo”, se refere ao que é separado das questões humanas comuns, do mundo consciente e ordenado.

Nesse ponto, cabe a nós talvez entendermos a vinculação entre o valor atribuído às pedras preciosas e as experiências místicas. Não podemos dizer que as pedras preciosas são simplesmente belas, como qualquer obra de arte, pois a obra de arte é considerada bela devido à harmonização existente entre seus elementos constituintes, enquanto a pedra preciosa é como se fosse uma simples nota tirada de uma peça musical.

Platão, em seu diálogo Fédon, apresenta-nos o mundo ideal sob a ideia básica da metafísica onde nosso mundo apresenta-se como uma cópia bastante ruim do mundo idealizado, de modo que, o próprio Platão, através dos diálogos socráticos, relaciona o fato de que as pedras preciosas de nosso mundo inferior são apenas minúsculos fragmentos das pedras preciosas do mundo idealizado.

Podemos então começar a chegar à conclusão do porque de fato as pedras preciosas são preciosas. O são, pois são os objetos do mundo exterior que mais se assemelham com as coisas que as pessoas veem no mundo visionário. A exemplo, citemos os vitrais coloridos de igrejas, em palácios da idade média, todos eles buscam de alguma forma aproximar a percepção do homem do divino.

A maior parte de nós raramente tem experiências visionárias, dado o mundo materialista, mais do que nunca voltado para o viés do consumo altamente fatigante e circular, não mais somos capazes de nos aproximarmos tão facilmente das experiências místicas, ou os ritos religiosos propiciantes de visões. E estes objetos, cristais, vitrais, joias, ouro e prata, de alguma maneira nos lembram o que se passa no mundo visionário e nos impelem a apreciarmos sua beleza mística.

Concluindo, o homem, por questões subjetivas, de seu próprio subconsciente, sempre possuiu a inclinação latente de buscar o místico, tanto por experiências religiosas ou através de inclinações químicas. E mesmo que a constituição social atual macule o homem de tal modo a torna-lo um ser insensível e puramente materialista, complexamente, em sua própria mente, ele sempre carregará aquilo que chamamos de inclinação natural do mundo das visões.

Palavras-chave: pedras preciosas, química, religião, vísões

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Postado por Fernando Henrique Ramos Souza | 1 comentário

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