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Autor A Navalha de Ocam

I.1-A Navalha de Ocam

João Carlos Holland de Barcellos

 

A “Navalha de Ocam” (“Navalha de Occam”, “Navalha de Ockham”, ou ainda “Occam's Razor”, em inglês) é um princípio lógico-filosófico que estabelece que não se deve agregar hipótese(s) desnecessária(s) a uma teoria, ou de uma outra forma: pluralidades não devem ser postas sem necessidade (no seu original em latim: ‘pluralitas non est ponenda sine neccesitate’.) [1]

 

A Navalha de Ocam também é conhecida como “Princípio da Economia” ou “Princípio da Parcimônia”, que afirma que "as entidades não devem ser multiplicadas além do necessário, a natureza é por si econômica e não se multiplica em vão".

 

Acredita-se que Willian de Ockham (ou Guilherme de Occam), frade franciscano do século XIV, tenha sido o criador deste princípio. Willian nasceu na vila deOckham, na Inglaterra, em 1285,  foi um controverso teólogo e um dos mais influentes filósofos do século XIV. Willian de Ockham morreu em Munique em 1349, vítima da peste negra que assolava a Europa naquela época. [2]

 

 

Simplicidade

 

A “Navalha de Ocam” também é conhecida como o “Princípio da Simplicidade” e estabelece que teorias mais “simples” são preferíveis às teorias mais “complexas”. Mas esta forma de conhecer a “Navalha de Ocam” pode ser perigosa, a menos que se defina qual o significado da palavra “simplicidade”. Pode ser um erro grave considerar a teoria mais “simples” como aquela de mais fácil compreensão. Simplicidade, na Navalha de Ocam, não é necessariamente o que é mais fácil compreender. Por exemplo, para alguns, pode parecer mais simples pensar que o “deus da chuva” provoca a chuva do que entender um complicado processo físico de evaporação da água pelo Sol e posterior condensação das águas nas nuvens. Portanto, é sempre arriscado associar a “Navalha de Ocam” ao “Princípio da Simplicidade” se não estiver claro qual o conceito de simplicidade que se deve ter em mente. Uma associação correta seria através do número de hipóteses, quando elas são equiprováveis. Ou então, se todas as hipóteses de uma teoria-1 estão contidas numa teoria-2, então a teoria-1 é a mais simples. Considere, por exemplo, uma teoria-1 que utiliza as hipóteses (A e B) e uma teoria-2 que utiliza as hipóteses (A, B e C). Como todas as hipóteses da teoria-1 estão contidas no conjunto de hipóteses da teoria-2, então a teoria-1 pode ser considerada a mais simples (com menos hipóteses), e, neste conceito de simplicidade, está de acordo com a “Navalha de Ocam”.

 

Hipóteses Desnecessárias

 

A “Navalha” propõe que “não devemos acrescentar hipóteses desnecessárias a uma teoria”, mas qual seria o significado da palavra “desnecessária” neste contexto?

 

“Desnecessárias” seriam as hipóteses que não estão relacionadas aos fatos que a teoria se propõe a explicar. Por exemplo, hipóteses sem evidências de sua necessidade, ou hipóteses sem relação causal com os fatos observados.

 

Exemplo Ilustrativo

 

A “Navalha de Ocam” é, na verdade, um princípio bastante intuitivo, e o utilizamos corriqueiramente em nosso cotidiano mesmo sem perceber. Um exemplo ilustrativo poderá mostrar isso. Suponha que você, por exemplo, está andando numa rua e observa, mais ao longe, uma caixa de sapatos na calçada. Sem nenhuma outra informação a respeito, qual das seguintes teorias abaixo você escolheria em relação à caixa de sapatos observada?

 

1-A caixa esta ‘vazia’.

2-A caixa contém 20 mil reais.

3-A caixa contém 20 mil reais e a coroa da rainha.

4-A caixa contém 20 mil reais a coroa da rainha e o segredo da vida eterna.

5-A caixa contém um duende verde que criou o universo e que poderá te realizar três desejos quaisquer.

 

Qual destas teorias sobre o conteúdo da caixa você escolheria? Principalmente, tente responder qual a razão de sua escolha.

 

A opção natural seria a escolha de número 1-“A Caixa está vazia”, a mesma que a “Navalha de Ocam” apontaria, pois todas as outras são teorias com hipóteses desnecessárias, já que não existem evidências de nenhuma delas. Apesar disso, ela poderia não ser a teoria correta sobre o conteúdo da caixa. Assim, podemos perceber, em primeira aproximação, que a “Navalha de Ocam” é um critério racional de escolha, e não um instrumento de prova sobre a veracidade de teorias ou hipóteses. Veremos que a “navalha” é também um método capaz de funcionar como critério de “prova” quando estamos de posse de evidências.

 

O Papel das Evidências

 

Uma evidência pode ser definida como um fato ou evento que pode ir a favor ou contra uma teoria. Dizemos que uma evidência é favorável a uma teoria (corrobora a teoria) quando a teoria prevê que aquela evidência poderia ou deveria ocorrer nas condições previstas pela própria teoria. Caso contrário, isto é, quando a teoria prevê que a evidência não poderia ocorrer, dizemos que a evidência ‘refuta’ a teoria, ou então que a teoria é ‘falseada’ pela evidência. As palavras ‘refutar’ e ‘falsear’ estão entre apóstrofes porque, na verdade, sempre é possível invocar hipóteses adicionais criadas especificamente para contornar o problema criado pela evidência e assim salvar a teoria que não se adequou diretamente às evidências encontradas. Estas hipóteses adicionais são conhecidas como hipóteses ad hoc.

Vamos elucidar o papel das evidências na Navalha de Ocam com um exemplo simples. Consideremos duas teorias rivais, T1 e T2:

 

T1 = “Todos os gansos são brancos”.

T2 = “Todos os gansos são vermelhos”.

 

Consideremos a evidência E1:

 

E1= “Foi avistado um ganso branco”.

 

A evidência E1 corrobora a teoria T1, pois T1 prevê que se um ganso fosse avistado, ele deveria ser branco. Mas E1 ‘refuta’ T2, uma vez que T2 prevê que se um ganso fosse avistado, ele deveria ser vermelho. Aparentemente, a teoria T2 foi refutada pela evidência E1. Mas só aparentemente, pois pode-se invocar uma hipótesead hoc, H1, que salva a teoria T2 da ‘refutação’. Considere, por exemplo, algumas hipóteses H1 que poderiam salvar T2:

 

H1-a= “O ganso visto como branco, é, na verdade, vermelho, mas foi tingido propositalmente de branco para nos enganar”.

H1-b= “Há alguns dias atrás, uma explosão solar atingiu as penas dos gansos vermelhos, tornando-as momentaneamente brancas”.

H1-c= “Uma fonte de raios alienígenas fez com que nossos cérebros enxergassem todos os gansos vermelhos como brancos”.

 

Estas são apenas algumas das hipóteses que poderiam salvar T2, e quem poderia provar que são falsas? Além disso, para cada tentativa de se provar que as hipóteses H são falsas, poderemos igualmente contra argumentar criando novas hipóteses ad hoc contra estas refutações. E assim sucessivamente.

 

Entretanto, podemos utilizar a “Navalha de Ocam” para descartar todas estas hipóteses que vão contra a evidência observada, pois as teorias corroboradas pelas evidências não precisam de hipóteses adicionais, que são, para elas, desnecessárias. No nosso exemplo, a teoria T1 (“Todos os gansos são brancos”) é mais simples que a teoria T2 (“Todos os gansos são vermelhos”) adicionada às hipóteses que refutam as evidências observadas, e deve, portanto, ser a teoria mais correta em termos da “Navalha de Ocam”.

 

Podemos concluir que as evidências observadas têm um papel muito importante na utilização da “Navalha de Ocam” pois fazem com que as teorias que vão contra as evidências, para não serem refutadas, dependam da adição de hipóteses ad hoc extras, que as tornam incompatíveis com a “Navalha de Ocam”.

 

É importante ressaltar que a “Navalha de Ocam” representa um critério racional de escolha entre teorias (ou hipóteses) e deve ser destacado que um critério de escolha racional é sempre melhor que qualquer outro critério não racional ou critério nenhum.

 

A Lógica da Navalha

 

A Navalha de Ocam aponta a hipótese de maior probabilidade, porque a cada hipótese extra e desnecessária acrescentada a uma teoria a torna menos provável. Se não, vejamos:

 

Suponha uma teoria T1 que seja correta e formada com N hipóteses: H1, H2...Hn onde todas elas sejam necessárias para que a teoria funcione corretamente.

Podemos escrever isso, simplificadamente, da seguinte forma:

 

 T1= (H1, H2...Hn).

 

Suponha agora outra teoria T2, rival de T1, que contenha as mesmas N hipóteses de T1 acrescida de uma hipótese extra e desnecessária “D0”. Assim: 

 

T2= (H1, H2.. Hn, D0).

 

Agora, se temos todas as condições nas quais as hipóteses de T1 sejam satisfeitas, então a teoria T1 deverá nos dar as predições corretas. A teoria T2, por sua vez, só dará o resultado correto se a hipótese desnecessária “D0” for verificada. Mas como, por definição, “D0” é uma hipótese desnecessária, a teoria T2 poderá dar um resultado falso quando deveria dar um resultado verdadeiro, pois depende do valor da hipótese desnecessária “D0”.

 

Provamos assim que hipóteses desnecessárias fazem com que uma teoria que poderia ser correta torne-se falsa. Dessa forma, podemos afirmar que teorias que respeitam a “navalha de Ocam” têm maior probabilidade de serem verdadeiras do que aquelas que não satisfazem a navalha.

 

Outro exemplo: suponha que T1 seja uma teoria que diz que um automóvel, para andar, precisa de combustível e motorista. E a teoria rival, T2, diz que um carro, para andar, precisa de combustível, de um motorista e, além disso, da hipótese D0=O motorista precisa rezar o ‘pai-nosso’ ”. T2 torna-se falsa, pois a última hipótese, D0, é obviamente desnecessária.

 

O Ônus da Prova

 

O “Ônus da Prova” é um termo designado para estabelecer quem, numa contenda ou disputa, deve provar suas alegações. Devemos estabelecer que o “Ônus da prova” deve ser responsabilidade de quem contrariar a “Navalha de Ocam”.

 

A “Navalha de Ocam” e as Religiões

 

A “Navalha de Ocam” costuma ser fortemente combatida pela maioria dos teístas e crentes em geral, pois ela é um critério que bate fortemente contra a idéia de um Deus todo poderoso e criador do universo. Se não, vejamos: suponha que seja necessário um ser que tenha poder de criar o nosso universo. Então, pela “Navalha de Ocam”, é desnecessário que este ser tenha de ter poder infinito! Ele precisa apenas ter o poder de criar o universo, nada mais que isso. É também desnecessário que este ser seja onisciente, pois não se precisa saber tudo para se criar um universo, mas apenas ter o conhecimento suficiente para tal empreitada. E muito menos necessário que este ser tenha de ser bom.

Outro “prato cheio” para a navalha, proveniente do catolicismo, consiste em confrontar a teoria T1: “Um indivíduo ressuscitou da morte e subiu aos céus sem foguetes” com a teoria rival T2: “Alguém escreveu mentiras sobre uma ressurreição e muitas pessoas acreditaram”. T2 é preferível segundo a navalha, pois as hipóteses de ressurreição e a contradição da lei da gravidade são desnecessárias. Ou seja, a “Navalha de Ocam” é uma verdadeira navalha em relação às hipóteses religiosas em geral e não foi à toa que Willian de Ockham, suposto criador da navalha, foi excomungado pela Igreja depois de prestar contas ao Papa em 1324.

--//--

 

Palavras-chave: Navalha de Ocam, Navalha de Occam, Navalha de Ockham, Occam's Razor

Ok, mto interessante. Mas, quæ sunt Cæsaris Cæsari et quæ sunt Dei Deo.

Apenas pense no seguinte: se a religião fosse passível de compreensão e sistematização lógico-dedutiva racional, ela se chamaria ciência. Ao tentar aplicar a navalha de Ocam à religião, incorre-se no erro de confundir ciência e religião -- o que é perigoso dos dois lados (i.e., seja a religião se imiscuindo no campo da ciência, seja a ciência se imiscuindo no campo da religião).

Escrevi um trabalho sobre isso, do qual seleciono o trecho abaixo (por economia, tirei as referências):

As sociedades pré-modernas conviviam com duas maneiras de conhecer e interpretar a realidade – o mythos e o logos. O mito, considerado primário, refere-se à origem da vida, dirige sua atenção para o eterno e universal. As histórias da mitologia não pressupunham interpretação literal, mas eram uma forma de lidar com medos e temores, com o subconsciente. O mito não comporta demonstrações empíricas. Já o logos é a investigação racional, pragmática e científica – precisa, portanto, encontrar correspondência concreta na realidade exterior. O logos não pode, porém, aliviar a dor ou o sofrimento, argumentos racionais não respondem a perguntas sobre o valor da vida humana. Mythos e Logos eram indispensáveis nas sociedades pré-modernas – dependiam um do outro, uma vez que são insuficientes em si. Desempenhavam, no entanto, funções distintas e não deviam ser confundidos.

O projeto moderno, com o sucesso da ciência e tecnologia que se verificou na Europa durante o século XVIII, atrofiou o papel do mythos. O logos seria o único aminho para a verdade, o mythos seria falso e supersticioso - características de povos atrasados. Mesmo nas religiões passa a prevalecer uma abordagem racional – o logos sobrepujando o mythoso que conduz a distorções como a procura de veracidade científica nas narrativas míticas. Os fundamentalistas transformam o mythos de sua religião em logos, identificando verdades científicas em seus dogmas (como os ristãos que lutam pelo ensino do criacionismo nas escolas), e transformando sua complexa mitologia em uma compacta ideologia.

O religioso, enquanto expressão do mythos, supre demandas do homem que o do logos moderno não foi capaz de atender. Diante da supremacia da ciência e da racionalidade, as sociedades modernas se depararam com um vazio existencial. Durkhein, quando discutia a supremacia da ciência sobre a religião, dizia que está última, do ponto de vista explicativo perdia espaço para o pensamento científico. No entanto, como a ciência era, para ele, “uma moral sem ética”, isto é, um universo interpretativo incapaz de dar sentido às ações coletivas, o potencial das religiões, como forma de orientação da conduta, de uma ética de ação no mundo, permanecia inteiramente válido.

Nesse sentido, Karen Armstrong atenta que se a cultura da modernidade proclamou “o homem como medida de todas as coisas” e o liberou da dependência de uma divindade transcendente – em contrapartida revelou a fragilidade e abalou a auto-estima da humanidade. “Copérnico nos tirou do centro do Universo, Kant declarou que nunca poderíamos ter certeza da correspondência entre nossas idéias e a realidade concreta; Darwin sugeriu que não passávamos de animais e Freud mostrou que, longe de sermos criaturas plenamente racionais, estamos à mercê de poderosas forças irracionais do inconsciente.” Apesar do culto à racionalidade, caças às bruxas e guerras mundiais marcaram a história moderna e contemporânea. Nas palavras de Robert McNamara, “a racionalidade não nos salvará”.

(modifiquei um pouco esse comentário e o publiquei no meu blog).

Veja bem, Helder,
nao eh por que a ciencia nao abarcou ainda alguns aspectos do conhecimento
que estes aspectos devam prescindir de logica e de consistencia.
Por exemplo:  nao ha motivo para crer em coisas ou seres que vao contra a razao.
.
Pq razao deveriamos crer em coisas que sao ilogicas ou vao contra a razao?
.
Dessa forma, se a a religiao vai contra a ciencia e a razao entao este
eh um excelente motivo para descarta-la. Vc nao concorda?
.
E , de fato, ha boas razoes para nao darmos muito credito aas religioes, veja
o Diabinho Azul Jocaxiano: 
http://stoa.usp.br/ateismo/forum/39228.html

Alem disso, o problema da MORAL e dos VALORES e da vida podem ser tranquilamente
abarcados pela ciencia, quando esta,
finalmente,  encampar a "Meta-Etica-Cientifica":
http://stoa.usp.br/mec/files/-1/8604/mec.htm

Abs

Não, não concordo.

Claramente você não entendeu o meu argumento e, pelo jeito, não se dará o trabalho de tentar entender.

Ao utilizar a lógica, a racionalidade, para construir um emaranhado de teses que refutariam a religião, vc se aproxima dos fundamentalistas que pregam interpretações literais dos textos sagrados. 

Não é preciso ser nenhum gênio para perceber que a história de Adão e Eva (por ex) não é um relato fidedigno do aparecimento da espécie humana. Da mesma forma a criação do mundo, o dilúvio... e assim por diante. Não é preciso se dar o trabalho de provar ponto por ponto as inconsistências desses mitos, é claro que eles não resistirão. Quem se ocupa de combater essas coisas "ilógicas" aproxima-se dos que tentam defendê-las como "verdades absolutas" (sendo verdade, aqui, encarada como sinônimo de verdade científica). Porque apenas esses dois grupos procuram a verdade objetiva e racional em uma narrativa de outra natureza.

Por exemplo, ninguém acha plausível que se descarte clássicos da literatura mundial como 'Viagens de Gulliver' e 'Viagem ao Centro da Terra' só porque eles não são fidedignos aos fatos. Imagine o absurdo de escrever um texto para provar como é inverossímel que haja uma terra onde os homens não morrem ou haja cavalos que digam yahoooo. Percebe?

Imagine dizer que Garcia Marquez é um mentiroso por que não pode haver uma cidade mágica como Macondo, ou porque é improvável que um ataque de formigas destrua rapidamente uma casa....

Esses textos são magníficos, ricos e trazem muitas lições e reflexões, embora não sejam científicos (i.e., são ilógicos e irracionais, se vc quiser definir assim). 

A literatura, assim como a arte em geral, a mitologia e a religião são metáforas. Não devem ser tomadas literalmente (e aqui concordamos que é preciso advertir os incautos para não tomarem as religiões, ou qualquer ideologia, como verdades absolutas e concretas). Mas são manifestações tipicamente humanas.

Até hoje os mitos gregos (que eram a religião da época) são estudados. E nessa mitologia os deuses são mais humanos, não são infalíveis, oniscientes e todas essas coisas do Deus judaico-cristão pelo qual vc parece obcecado.

O diabinho Jocaxiano não prova nada, apenas prova q vc não entendeu o caráter mítico, matafórico, meta-físico, transcendental, extraordinário da versão criacionista do Universo.

A ciência não pode ser um substituto moderno da religião, porque ela se transformaria, assim, em mais uma religião. Ainda não li o seu (presumo que seja seu) projeto de meta-ética-científica, (tentarei lê-lo quando tiver tempo), mas ele me soa como mais uma ideologia, uma tentativa de, a partir dos dogmas da modernidade, construir um marco ético-moral para substituir a religião. O que apenas prova a importância da religião. 

A ciência é, por definição, neutra. Ela não pode dizer o que "é melhor", apenas pode dizer qual o meio mais eficiente para se atingir um fim. O juízo de valor é sempre subjetivo, extra-científico.

Não estou defendendo aqui a interpretação literal de textos ditos sagrados, pelo contrário, estou defendendo uma postura de respeito para com essas manifestações. Elas não devem ser descartadas porquanto ilógicas, mas sim entendidas sob outra chave interpretativa. 

Helder,
Eu entendi seu argumento , que pode ser resumido nas seguintes premissas:

1- A ciencia oficial ainda nao explica e nao abarca muitas facetas que sao importantes para o ser humano.

2- Esta lacuna deixada aberta pela ciencia permite  brechas para uma explicacao nao cientifica.

3-Vc propoe que estas lacunas devem ser preenchidas pelo conhecimento religioso.

4-Se o conhecimento religioso for contra a ciencia em algum aspecto, azar da ciencia!

--//---

Mas eu NAO concordo com seu argumento.
Primeiro, que mesmo que a ciencia atual deixe LACUNAS em areas do conhecimento
estas lacunas NAO deveriam ser preenchidas pela Fé religiosa. Visto que ja se provou
que Deus nao existe e as religioes sao repletas de contradicoes.

Segundo, que se ha contradicao e conflitos entre a ciencia racional e a feh religiosa
obviamente deveriamos ficar com a ciencia que NAO eh baseada em dogmas e portanto pode evoluir e
e se corrigir. O que nao acontece com os textos "sagrados".
Portanto eh um absurdo trocar a razao pela feh.

continua....

Vc diz que se deve interpretar os "textos sagrados" de alguma outra forma que
nao a que esta escrito por la.
POR FAVOR , INTERPRETE PARA MIM ESTES TRECHOS DO LIVRO QUE VC AMA:

[i]"

"Quando teu irmão, filho da tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou a mulher do teu seio, ou teu amigo que te é
como a tua alma, te incitar em segredo, dizendo: Vamos e sirvamos a outros deuses! - deuses que nunca
conheceste, nem tu nem teus pais, dentre os deuses dos povos que estão em redor de ti, perto ou longe de ti,
desde uma extremidade da terra até a outra - não consentirás com ele, nem o ouvirás, nem o teu olho terá
piedade dele, nem o pouparás, nem o esconderás, mas certamente o matarás; a tua mão será a primeira contra ele
para o matar, e depois a mão de todo o povo; e o apedrejarás, até que morra, pois procurou apartar-te do Senhor
teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão." Dt 13.6-10

"Se uma mulher for estuprada na cidade, e não gritar alto suficiente, ela deve ser apedrejada até à morte (Dt
22:23-24). Caso seja no campo, então ela vive (Dt 22:25). Enfim, se o estuprador for apanhado, ele deverá pagar
uma quantia ao pai e casar com a estuprada (Dt 22:28-29)."

"Se uma jovem é dada por esposa a um homem e este descobre que ela não é virgem, então será levada para a
entrada da casa de seu pai e a apedrejarão até a morte.
- Deuteronômio 22:20-21"


"Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.
Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só
til,
até que tudo seja cumprido.
Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens,
será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino
dos céus." Mt 5.17-19


"O irmão entregará o irmão a morte. O pai, seu filho. Os filhos levantar-se-ão contra seus pais e os matarão".
Mateus 10:21

"E quanto àqueles meus inimigos que não me quiserem como rei, trazei-os aqui e MATAI-OS diante de mim".
Lucas 19:27

"Feliz aquele que se apoderar de teus filhinhos para os ESMAGAR contra os rochedos"
Salmo 137:9

“Agora pois MATAI todo o varão entre as crianças;
e MATAI toda a mulher que conheceu algum homem, deitando-se com ele. Porém, todas as meninas e as jovens
virgens, que não conheceram algum homem deitando-se com ele, deixai-as VIVER para vós.”
Números 31:17-18


Voltando-se, disse-lhes Jesus:
"Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua
própria vida,
não pode ser meu discípulo".
Lucas 14:25-27


"Não se enganem, não herdarão o reino de deus: os imorais, os idólatras, os adúlteros, os homossexuais, os
devassos, os ladrões, os avarentos, os bêbados, os difamadores e nem os marginais".
I Coríntios 6:9-10

"Ponde cada um de vós a sua espada ao seu lado, percorrei o acampamento e voltai, de portão a portão,
e MATAI cada um o seu irmão, cada um o seu próximo e cada um o seu conhecido íntimo".
Êxodo 32:27

"Com aprovação divina, Josué DESTRÓI com o fio da espada os homens, mulheres e crianças da cidade de Jericó".
Josué 6:21-27


"Com aprovação divina, Josúe DESTRÓI todo o povo de Ai, matando 12 mil homens e mulheres, sem que nenhum
escapasse".
Josué 8:22-28


"Com aprovação divina, Josué DESTRÓI todos os Gibeonitas, Maqueda, Libna, Laquis, Eglom, Hebrom e Debir"
Josué 10:27-39

"Josué FERIU toda aquela terra e a todos os seus reis. Nada deixou de resto; mas tudo o que tinha fôlego
DESTRUIU, como ordenara o senhor deus de Israel".
Josué 10:40-43

O senhor ordena o MUTILAMENTO (corte dos tendões das pernas) dos cavalos".
Josué 11:6-17

ÊXODO : 20-21 Se alguém ferir a seu servo ou a sua serva com pau, e este morrer debaixo da sua mão, certamente
será castigado; mas se sobreviver um ou dois dias, não será castigado; porque é dinheiro seu.

O bom cristão deve vender tudo e dar aos pobres, deve dar sempre a outra face e amar os seus inimigos (pelo
interesse de alcançar a salvação e não por amor, é claro...),
não devem se preocupar com o dia de amanhã (Mateus 6:34), mostrando que o bom cristão deve ser na verdade um vagabundo à espera do "maná divino, caindo do céu, quando
sentir um mínimo de vontade sexual, libido, por alguém que
 não "lhe pertença, deve imediatamente arrancar os olhos ou (ou outra coisa...) (Marcos 9:
43-47),
e deve além de tudo deixar seus familiares, terras e bens por amor a Cristo (Mateus 19:29).


só apoia a escravidão;

''Servos, sedes submissos, com todo o temor aos senhores, não só aos bons e humanitários, mas também aos maus''.
- I Pedro 2:18

a intolerancia religiosa;

Salmos 139:19
Ó Deus, tu matarás decerto o ímpio; apartai-vos portanto de mim, homens de sangue.
20 Pois falam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão.
21 Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti?
22 Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos.

Levítico 20:27
Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação,
certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles.

O machismo

1 Timóteo 2:11
A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.
1 Timóteo 2:12
Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.

A discriminação sexual

Levítico 20:13
Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente
morrerão; o seu sangue será sobre eles.



"[/i]


Vc disse:
"Por exemplo, ninguém acha plausível que se descarte clássicos da literatura mundial como 'Viagens de Gulliver' e 'Viagem ao Centro da Terra' só porque eles não são fidedignos aos fatos."

Helder , isso eh lamentavel.
Os livros de FICCAO NAO SE PROPOE A SEREM GUIAS DA MORALIDADE HUMANA
NEM MUITO MENOS SEREM FIDEDIGNOS A REALIDADE !!!
.
Serio mesmo que vc quer COMPARAR um livro de contos ou de ficcao com a biblia???
Ou outro texto sagrado???
Vc deve tar de brincadeira, neh? rsrsrrs
Isso sem contar que a biblia ta repleta de contradicoes
o que nao acontece com os textos de ficcao cientifica:

[i]"

.
"As Contradições da Bíblia - Parte 01
Estudiosos da bíblia contam que existem mais de duas mil contradições nos livros sagrados, sejam explícitas ou implícitas.
A minha intenção, nesta matéria, não é questionar o valor moral das escrituras, mas sim apontar algumas citações que divergem entre"
http://www.sobrenatural.org/materia/detalhar/4384/as_contradicoes_d
.
Segundo estudiosos, a bíblia conta com mais de duas mil contradições, explícitas ou implícitas.
http://www.sobrenatural.org/materia/detalhar/4387/as_contradicoes_d

Mais absurdos e contradições da Bíblia
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/10/332447.shtml
.
As Contradições da Bíblia
http://www.umtudo.com/as-contradicoes-da-biblia/



BIBLIA DO CETICO
http://bibliadocetico.sites.uol.com.br/home.htm

"[/i]

Vc disse:
[blue][i]"O diabinho Jocaxiano não prova nada, apenas prova q vc não entendeu o caráter mítico, matafórico, meta-físico, transcendental, extraordinário da versão criacionista do Universo."[/i][/blue]
.
Por que vc nao substitue estas palavras por pelo seu sentido REAL:
"O diabinho Jocaxiano não prova nada, apenas prova q vc não entendeu o caráter MENTIROSO da versão criacionista do Universo."

Ok, Jocax, não há diálogo quando não há abertura para outras ideias.

Sua crença na ciência é tão dogmática quanto a fé de alguns, mas vc, obviamente, não o admitirá.

Boa sorte com a religião que vc inventou, a meta-seiláoquê-jocaxiana, que é uma das coisas mais absurdas e rasas que eu já li.

 

Que novas ideias?

essas ideias q vc defende sao mais ultrapassadas que o "arco da véia" rsrsrs

Abs !

jocax

eu disse OUTRAS idéias...

Ideia NOVA MESMO é a idéia de DEUX

http://stoa.usp.br/deux/files/-1/8794/deux.htm

vc esta preparado para aceitar DEUX? 

 

 

Só pode ser piada, né?
Vc já pensou em ser stand up comedist?

Depois vc diz que eu que nao aceito ideias novas !

Fala sério ! rsrsrrs 

 

Meu último comentário.

 1) Vc não aceita ideias diferentes das suas. A novidade de uma ideia não é parâmetro para sua validade. Arrisco dizer que historicamente é justamente o contrário, as ideias irrelevantes são esquecidas e as relevantes sobrevivem. É um processo de seleção natural, substitua genes por memes e faça a analogia entre a biologia e a cultura.

 2)A ciência é, e deve ser, neutra. Todo juízo de valor é arbitrário e, portanto, questionável. A sua meta-ética-blabla parte de uma premissa que você definiu. A busca da maximização da função felicidade agregada. Sendo felicidade um fenômeno sensorial e neural mensurável e verificado nos seres vivos dotados de sistema nervoso. Isso é uma possível maneira de ver as coisas. Eu poderia propor um sistema análogo, no qual o valor fundamental fosse, por exemplo, a maximização do tempo de vida dos seres (afinal todo quer se geneperpetuar (sic), a autopreservação poderia ser, muito bem, o valor central. Não há consenso na filosofia sobre o utilitarismo. Há, por exemplo, o niilismo. Qualquer conjunto de valores é externo à ciência. Você pode escolher as premissas e construir um sistema consistente, mas a escolha da premissa é sempre extra científica. E assim tem que ser. Pela definição de lógica, a premissa é assumida e indemonstrável. Sempre poderão discordar da sua premissa.

3) Para maximizar a felicidax (ou qualquer que seja o nome bobo que vc inventou para a felcididade, ou para o bem-estar), basta tomar o SOMA

4) Que tal ler só um pouquinho de pós-modernismo apenas para ter consciência dos limites da razão e da ciência?

5) Vc ignora que os valores são socialmente determinados... Sua tentativa de reduzir o homem a fenômenos físico-químicos-biológicos é tão determinista quanto a noção de um Deus onsiciente. No seu projeto, os autômatos somos nós.

6) Olha, são tantas coisas que até desanimo... Se eu sentisse que vc está aberto ao debate, discutiria com prazer. Mas vc não parece estar. Então paremos com esses ataques infantis. Concedamos que um não será capaz de alterar a opinião do outro. Os argumentos estão dados e não são consensuais. Boa sorte na sua filosofação... 

Respondendo:
 
1- ONDE eu disse que a NOVIDADE eh parametro pra validade ????????????///

Sim de fato a maioria das novidades sao falsas, concordo com vc.

Entretanto minhas "crencas" nao sao baseadas na "novidade" e sim
na logica, na ciencia e nos fatos. O que nao parece ser seu caso
ja que vc idolatra deus, QUE EU JA PROVEI INEXISTENTE, e acredita
na Biblia com dezenas de sentencas anti-eticas e MILHARES de mentiras.

2- A ciencia se preocupa com a VERDADE.
Se as religioes vao CONTRA A CIENCIA , o que de fato ocorre,
azar o das religioes. Vc quer tentar separar religiao da ciencia
mas elas nao se separam visto que os FATOS sao a interface para ambas
e ambas explicam de forma diferente OS MESMOS FATOS.
Assim se elas divergem, uma das duas esta ERRADA.

continua...

2b- Logico que eu DEFINI a funcao de FELICIDADE, assim
como Newton definiu forca, como Einstein definiu gravidade, como Boltzman definiu entropia
etc etc ..
O que vai dizer se minha definicao de felicidade eh boa ou nao eh o TEMPO e a CIENCIA.
Obviamente a definicao eh muito boa e dificilmente vai ser contestada, o tempo dira.

Uma vez que a formula jocaxiana de felicidade for ganhando espaco  e sendo aceita
pela comunidade cientifica , obviamente os VALORES poderao ser quantificados
e tudo o mais aferido com precisao cientifica.
Eh apenas QUESTAO DE TEMPO, e um metodo muito melhor que a moralizacao DOGMATICA
sem nenhuma base cientifica a nao ser a religiosidade e os arbitrarios valores
que querem nos fazer engolir:

[i]"
2- A era “Pré-MEC”
 
Antes da MEC ser entendida, divulgada e utilizada, ou seja, hoje, em nossa época atual (início do século XXI), a Ética, a Moral e seus subprodutos derivados, como a Justiça, a Política e o Direito eram, na melhor das hipóteses, entendidos e formalizados a partir de um critério nebuloso e não muito bem definido, conhecido como o “Bem-Estar Geral”. Isso na melhor das hipóteses, quando não estavam baseados em dogmas religiosos totalmente arbitrários e inadequados, na maioria das vezes sem nenhum vínculo com os novos valores de uma sociedade em contínua transformação. Como exemplo, e a título de ilustração, podemos citar um trecho da moral bíblica:
"Se uma jovem é dada por esposa a um homem e este descobre que ela não é virgem, então será levada para a entrada da casa de seu pai e a apedrejarão até a morte.- Deuteronômio 22:20-21".
Estão enganados os que pensam que poucos seguem ao ‘pé da letra’ normas de conduta baseadas em textos ditos “sagrados” como este. Recentemente, em 2007, por exemplo, uma jovem foi apedrejada até a morte no Oriente Médio (Iraque), simplesmente porque namorava um rapaz de uma religião diferente da de sua família![12]
 
Mesmo que as éticas “pré-MEC” não sejam baseadas em “textos sagrados”, devemos perceber que, ainda assim, não deixam de ser subjetivas. E o subjetivismo é grave e perigoso, pois depende das experiências e valores de quem os formulou, cuja experiência de vida pode não ser a mais adequada. É, portanto, muitas vezes, um produto de cunho pessoal e particular, e não se pode garantir que tais valores irão, necessariamente, beneficiar a maior parte da sociedade, nem mesmo que sejam realmente “justos” segundo nosso senso intuitivo e instintivo de justiça e moral.

"[/i]
http://stoa.usp.br/mec/files/-1/8604/mec.htm

 

Continua...

E  uma vez que a premissa eh escolhida , como eu disse, a da maximizacao da felicidade, da MEC,
o que deveria ser natural, obviamente todos os valores podem ser *cientificamente avaliados*.
MUITO MELHOR QUE VALORES BASEADOS EM TEXTOS CHUCROS ditos "sagrados" AFFF !!!
.
.
3- SOMA nao trata de felicitax , pois nao pretende maximizar a felicidade
e sim a manutencao do PODER.

4- Vc ainda vem falar de pos-modernismo depois do caso sokal ??????????

[i]"O caso Sokal (ou escândalo Sokal) foi um escândalo ocorrido no meio acadêmico durante a segunda metade da década de 1990. O caso eclodiu em 1996, quando o físico Alan Sokal publicou um artigo-embuste na revista Social Text (publicada pela Duke University Press), publicação de estudos culturais até então conhecida por seu caráter “pós-moderno”.
Professor de Física na Universidade de Nova Iorque, Sokal submeteu o artigo à publicação como um experimento para ver se um jornal desse tipo iria “publicar um artigo generosamente temperado com nonsense se (a) o artigo soasse bem e (b) o artigo exaltasse as concepções ideológicas dos editores
”[1]."[/i]

http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Sokal

.
Convem tambem dar uma olhada no Artigo :

[i]"
Esoterismo quântico

Novo livro do cientista Victor Stenger ataca os gurus que mistificam conceitos
da física para dar verniz de ciência a suas crenças

"[/i]

http://groups.yahoo.com/group/Genismo/message/6784

5- Os valores "socialmente determinados" nao foram impostos por deus !!!!!!
AFFFFFFFFFFFFFFf
Mas sim uma CO-EVOLUCAO da cultura com os GENES.
Da uma lida no livro CONSCILIENCIA:

[i]"
Consiliência - A Unidade do Conhecimento
Gustavo Fernando Julião de Souza

Resenha sobre a obra: "Consiliência - A Unidade do Conhecimento"

"Consiliência - A Unidade do Conhecimento" ("Consilience - The Unity of Knowledge") ; Edward O. Wilson ; Ed. Alfred A. Knop, 332 págs., US$24 )
"A cultura é criada pela coletividade de mentes e cada mente, por sua vez, é o produto do cérebro humano geneticamente estruturado. Genes e cultura são, como conseqüência, indissociavelmente ligados. Porém, essa ligação é flexível em um grau ainda desconhecido......Os genes determinam leis epigenéticas que correspon dem a vias neurais e padrões regulares de desenvolvimento cognitivo para a integração própria de cada mente . A mente cresce, do nascimento à morte, absorvendo partes da cultura existente e disponível, com seleções dirigidas através das regras epigenéticas herdadas pelo cérebro individual."
"[/i]
http://www.genismo.com/genismotexto37.htm

---
Nos nao somos automatos pois nao somos oniscientes.
E , pelo principio da incerteza de heisemberg, NUNCA SEREMOS.
Emquanto o principio da incerteza for aceito nao poderemos, tao pouco, 
aceitar um universo determinista.

6- Eu sei que para uma mente TOTALMENTE TOMADA por memes contraditorios
e baseados em valores DOGMATICOS eh extremamente dificil sair
desse condicionamento.
Mas  ha exemplos que ainda me fazem ter esperancas:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=29431919&tid


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