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Janeiro 13, 2012

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Como ter um universo inteiro, do nada
Por Bernardo Staut em 12.01.2012 as 20:00

O físico teórico Lawrence Krauss já tomou parte em muitos tópicos complicados, da evolução até o estado das políticas científicas, passando pela física quântica e até a ciência em Star Trek. Mas em seu último livro, ele talvez fale sobre o assunto limite: como nosso universo surgiu do nada sem uma intervenção divina.

O argumento de que Deus foi o responsável pelo toque inicial, dando vida ao cosmos, vem desde Aristóteles e Tomás de Aquino. Em debates com teólogos, “a questão ‘porque existe algo ao invés de nada’ sempre aparece como ‘inexplicável’ e implica a existência de um criador”, afirma Krauss. “Nós já fomos tão longe, que responder essa pergunta – ou fazer questões similares – virou parte da ciência”.

Ele comentou essa intrigante questão em uma palestra gravada, em uma conferência da Aliança Ateísta Internacional, em 2009. O vídeo já teve mais de um milhão de visualizações, e incitou Krauss a publicar seu mais novo livro, “A Universe From Nothing”.

Porque existe algo ao invés de nada? O cientista afirma que essa questão implica uma pesquisa que não está realmente no propósito científico. “O ‘porque’ nunca é realmente um ‘porque’… de verdade, quando dizemos ‘porque’, estamos dizendo ‘como’”.

Ok, mas então como temos um universo do nada? Krauss traça uma série de descobertas, desde a teoria geral da relatividade de Einstein até os últimos estudos da energia escura, exemplificando como os cientistas determinaram que os espaços vazios estão preenchidos com energia, na forma de partículas virtuais. Da perspectiva da física quântica, as partículas entram e saem da existência a todo o tempo. Pra Krauss e muitos outros teóricos, o nada é tão instável que ele tem que criado algo: em nosso caso, o universo.

E ainda mais. Krauss e seus colegas tem a visão de que pode haver uma sucessão infindável de big bangs, criando muitos universos com diferentes parâmetros e leis físicas. Alguns desses volta ao nada imediatamente, enquanto outros – como o nosso – ficam por aí tempo suficiente para dar origem às galáxias, estrelas, planetas e vida. Os cientistas ainda não têm uma forma de testar essa hipótese, mas isso explicaria como temos sorte de estar vivos: ganhamos na loteria cósmica.

“Alguns dizem ‘Bom, isso é só uma escapatória’”, comenta Krauss. “Mas é uma desculpa menor do que Deus”.

Positivos e negativos

O livro de Krauss não é o primeiro a colocar que Deus é desnecessário para a criação do universo.

Stephen Hawking apresentou um ponto parecido em seu livro mais recente, “The Grand Design”. O argumento chave é que a energia positiva da matéria é balanceada pela energia negativa do campo gravitacional. Da perspectiva quântica, a energia total do universo é praticamente zero. Portanto, a energia do “nada” é conservada, mesmo que “algo” entre na história.

A ideia de um balanço entre a energia positiva e negativa tem gerado críticas por parte do criacionismo, mas Krauss afirma que o conceito bate com as teorias cosmológicas atuais.

“Soa como uma fraude, mas não é. Uma vez com a gravidade, o incrível é que você pode começar com zero energia e acabar com diversas coisas, e essas podem ter energia positiva, contanto que você faça o efeito contrário com energia negativa. A gravidade permite que a energia seja negativa”, afirma o cientista.

Daqui a muito tempo, quando todas as galáxias tiverem expandindo até o fim, e todas as estrelas morrido, os positivos e negativos vão se cancelar, levando nosso universo a voltar à uniformidade do espaço vazio. “O ‘algo’ talvez esteja aqui por um pequeno período de tempo”, afirma Krauss.

Acentuar o positivo

Para muitos isso pode soar um tanto suicida. O famoso evolucionista (e um dos ateus mais famosos do mundo) Richard Dawkins afirma o seguinte: “Se você acha que isso é sombrio e pouco entusiasmante, que pena. Realmente não traz conforto”. Mas Krauss não pretende ser um depressor.

“Meu objetivo não é destruir a religião, apesar de isso ser um efeito colateral interessante. Meu objetivo não é diferente do que o de Charles Darwin com seu livro “A Origem das Espécies”. Meu objetivo é usar essa fascinante questão, que todos fazem, e motivar as pessoas a aprender sobre o universo real”.

Krauss afirma que a perspectiva científica sobre as origens e o destino do universo oferece uma alternativa válida para o tradicional “consolo” que a religião propõe.

“Aqui estão estas marcantes leis da natureza que surgiram e produziram tudo que você conhece, algo muito mais interessante do que qualquer conto de fadas”, comenta Krauss. “Nós somos os beneficiários sortudos disso, e deveríamos aproveitar o fato de termos consciência para apreciar o universo. É um acidente fantástico, como temos sorte de ser parte disso! E você pode criar uma ‘teologia’ ao redor disso, se quiser”.

É claro que Krauss não se refere à teologia no sentido literal, do estudo de Deus, mas em um sentido de atitude com a vida e seus significados (ou falta de). Qual é a sua atitude? Sinta-se livre para expressar sua opinião.

Confira a palestra do físico Lawrence Krauss com legendas, em três partes (Traduzidas) :

Parte 1  : 

Parte 2 :  

Parte 3 :  


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http://hypescience.com/como-ter-um-universo-inteiro-do-nada/?u

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VEJA O NADA JOCAXIANO EM :
http://stoa.usp.br/cienciaexpandida/weblog/53572.html

Palavras-chave: Ciência, Cosmologia, Filosofia, Nada Jocaxiano, O Universo do Nada

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ciência Expandida | 0 comentário

Março 09, 2011

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The Origin of the Universe, by Jocax

João Carlos Holland de Barcellos
Translated by : Debora Policastro

 

 

The problem of the origin of the Universe is old, perhaps the oldest philosophical problem mankind has ever faced.

 

If we define the universe as a set of all existing things and if we assume that the physical elements contained in it follow rules or laws – such as the laws that Physics supposes to exist – we can conclude that the theories proposed so far are not completely satisfactory. In order to compensate this shortfall, I herein propose a new hypothesis that, although not testable and therefore not scientific (to Popper), it is a legitimate philosophic theory, since it satisfies the “Occam’s Razor”; it is self-consistent and does not go against the observed facts.

                                 

Criterion of Evaluation

Before we explore the analysis of these theories, I want to propose some criterion that should be satisfied by the proposed solutions. The best theories should satisfy, as much as possible, the following requirements:

1-      Not be contradictory.

2-      Not be inconsistent with the observable reality.

3-      Be compatible with the “Occam’s Razor” in relation to the concurrent theories.

4-      Be capable of explaining the observable universe.

 

We can also classify the theories about the origin of the universe in two large groups:

Religious and natural theories.

1-      Religious theories

Religious-based solutions about the origin of the universe evoke a metaphysical entity called “God”. God would be something like a “Great Ghost” that created the Universe with his power and endless wisdom.

 

Religious theories, although widely accepted by the majority of people, do not pass the majority of evaluation criterion proposed above:

-          Criterion flaw one: the theory of the “Great Ghost” is not logically consistent since according to the definition of universe, if God existed it should be also a part of the Universe, since it is defined as a set of all existing things. Thus, God would only be useful to explain the generation of the physical elements of the universe, but not the generation of the universe itself. If the theory needs to explain the origin of the universe, then it needs to explain the origin of God.

-          Criterion flaw two: the “Great Ghost” usually comes with other attributes such as consciousness, omniscience, omnipotence and kindness, that generates incompatibility with the observable reality (see “Jocaxian Little Blue Devil”, chapter I.2)

-          Criterion flaw three: the “Great Ghost” is also incompatible with the “Occam’s Razor” because, since it is hypothetically gifted with endless wisdom and power, it does not follow the criterion of simplicity demanded by the “Occam’s Razor” in relation to the physical theories about the origin of the universe. That is, when we talk about explanations on origins, it is nonsense to evoke a more complex entity that explains a simpler one if there is no explanation about the more complex entity itself.

 

2-      Natural theories (or non-religious)

 

Natural theories are preferable to religious ones since they do not assume the pre-existence of a highly complex being. Natural theories can be divided into two groups:

Physics-based natural theories and philosophy-based natural theories.

 

2.1- Physics-based Natural theories

Physics-based natural theories are not satisfactory due to the following flaws:

 

-          Criterion flaw one: if the physical laws exist and are used to explain the universe, then they should also be explained, since they are part of the universe we wish to explain. That is, the majority of them, as we will see, attempt to explain the origin of the universe by adopting some principles of Physics such as the “ Principle of Conservation of Energy” and laws of  “Quantum Mechanics” or even “general Theory of Relativity”, without however explaining the origin of these laws.

The majority of these modern natural theories based on quantum mechanics come from “Almost Absolute Nothingness”, something like a “Quantum Vacuum” with no matter or energy but they can explain the appearance of physical elements that would have originated the Big-Bang, without violating the physical laws of conservation.

The explanation for the appearance of matter without violating the law of conservation of energy is that the gravity produced by particles would have a negative potential energy that would counterbalance the positive energy of the particles created, therefore creating a universe with total energy equal to zero.

Let us see some examples:

-          Quotation [4] extracted from “Creation Ex Nihilo – Without God” by Mark I. Vuletic [1]

“There are something like ten million million million million million million million million million million million million million million (1 with eighty [five] zeroes after it) particles in the region of the universe that we can observe. Where did they all come from? The answer is that, in quantum theory, particles can be created out of energy in the form of particle/antiparticle pairs. But that just raises the question of where the energy came from. The answer is that the total energy of the universe is exactly zero. The matter in the universe is made out of positive energy. However, the matter is all attracting itself by gravity. Two pieces of matter that are close to each other have less energy than the same two pieces a long way apart, because you have to expend energy to separate them against the gravitational force that is pulling them together. Thus, in a sense, the gravitational field has negative energy. In the case of a universe that is approximately uniform in space, one can show that this negative gravitational energy exactly cancels the positive energy represented by the matter. So the total energy of the universe is zero. (Hawking, 1988, 129”

 

-          From “Mark Zero” by Jomar Morais [2], we highlight:

“Where does the universe come from? Guth’s answer is: from nothing, from zero. The first particles would have come from a simple “vacuum fluctuation”, an alteration process of an electric field that classical Physics did not know about, but quantum mechanics, which came up last century, ended up revealing to scholars in subatomic intimacy. According to this conjecture – known as inflationary universe theory -, primordial particles emerged from the emptiness… Guth’s theory claims that… At first sight it seems that the phenomenon conflicts with the principle of conservation of energy, which presupposes a balance of the total energy in all transformations in the physical world, but that did not happened. In the inflationary process, the positive energy of the matter was counterbalanced by the negative energy of the gravitational field, in a way that the total energy has always been zero. When, at last, the negative gravity matter started to decay, diminishing the pace of the expansion, the “primordial soup” was formed (gas at very high temperatures), presented as the initial condition in the Big-bang theory”.

 

- From “The Uncaused Beginning of the Universe (1988)” by Quentin Smith [3]:

 

 A disadvantage of Tryon's theory, and of other theories that postulate a background space from which the universe fluctuates, is that they explain the existence of the universe but only at the price of introducing another unexplained given, namely, the background space. This problem is absent from Vilenkin's theory, which represents the universe as emerging without a cause "from literally nothing" (1982, p. 26). The universe appears in a quantum tunneling from nothing at all to de Sitter space.

 

We can notice that the appearance of the matter from “nothing” is not new; science knows it for a while. Besides that, non-caused phenomena (that happen without a cause) are not privilege of exotic entities: consider an excited atom in a high energy orbit. There is no formula – or physical explanation – that can foresee when this electron will go from its high energy orbit to a low energy one. This event is considered as totally random (without causes). When the electron decays from an orbital, a photon (a light particle that did not exist) is created. That is, even in a simple atom we have an example of the existence of phenomena with no cause and the creation of a physical entity that did not exist before (photon). Formerly, some scientists claimed that the cause existed but was not known. This theory was named as “Hidden Variable Theory”. Later, it was demonstrated that if there was a ‘hidden’ cause for those events it would violate a mathematical theorem known as Bell’s Inequality. Nowadays QM understands that there are events without causes in the universe.

In order to complete our list, we should also include the two main theories about the origin of the universe with no initial creation, the Big Bang Crunch and the Stationary State.

 

Stationary State Theory [5]

 

Fred Hoyle (1915-2001), Geoffrey Burbidge (1925-) and Jayant Vishnu Narlikar (1938-) suggested in 1993 the ‘Almost Stationary State Theory’ in an eternal and infinite universe alternating expansions of approximately 40 billion years with contractions. The mass is eternally created in white holes with Planck mass Ö[ch/G] = 1019 baryons. The mini creation triggers a universe expansion that reduces the average value of the creation field, deposit of negative energy. After the expansion, the field value is reduced, making it hard for a new mini-creation to happen. Gravity then overcomes the expansion and the Universe is contracted, enhancing the field until a new creation occurs.

 I think the “Big-Bang-Big-Crunch Theory” is quite elegant; however, it is not compatible with the last cosmological observations that show that the universe is in process of accelerated expansion, that is, far away from a possible contraction. Another inconveniency of this model is that it seems to violate the second law of thermodynamics that says that the entropy must not be reduced. It seems then that the “Big-Bang-Big-Crunch Theory” is unfortunately defeated.

 

Another problem with the physics-based natural theories is their difficulties to explain the observable universe in relation to some physical parameters – constants that physical laws use – what would turn our physical laws into a set of highly improbable rules. For instance, it is claimed that a little alteration in the electron charge, in the neutrino mass, etc, would make our universe quickly collapse. Let us see some texts about that:

...The so-called "anthropic coincidences," in which the particles and forces of physics seem to be "fine-tuned" for the production of Carbon-based life are explained by the fact that the spacetime foam has an infinite number of universes popping off, each different. We just happen to be in the one where the forces and particles lent themselves to the generation of carbon and other atoms with the complexity necessary to evolve living and thinking organisms.” (Stenger, 1996)  [6]

 

...That suggests a new answer to another intriguing question: how where the laws of physics so perfectly tuned in a way that they permitted the existence of stars, planets and living beings? The classic answer was: fantastic chance or divine miracle. But now there is a third alternative: if each universe has different physical laws, perhaps we live in one of the rarest whose laws allow the emergence of intelligent life.[7]

 

We notice that the answer usually given by those theories about the claim of improbability of physical laws is that there must be infinite or multiple universes parallel to ours and yet somehow, disconnected. Thus, our universe would be only one, amongst infinite existing universes, each one with its own physical laws. But this is not consistent because:

-          If physical laws – as theory M, for instance, or multiple bubbles from Guth – were evoked to explain the appearance of the universe, either ours or the infinite other ones, how can one say that physical laws would be different in those other universes? If all universes came from the same initial physical laws, we should expect those laws to be preserved in all universes generated by them!

-          The models that appeal to infinite rolls of the dice so they can explain the appearing of the number “six” in one of the dice, although can solve the question, they are really strong and seem to contradict the Occam’s Razor, since we do not have evidence of any other Universe besides our own cosmos. A continuous sequence of Universes or a finite number of them would be more reasonable, but not totally satisfactory.

 

-          The explanation that says the bubbles that generate parallel universes have GAPS that disconnect them from each other is also unsatisfactory. For what reason would not matter be continuously created in the same bubble? What would make those gaps disconnected? Why would those universes be unable to communicate?

 

Nevertheless, the main flaw of the theories that try to explain the origin of the universe by means of a physical base is that they do not explain the origin of the physical laws used for their own generation. We could ask: “Why must the principle of conservation of energy be obeyed?” or yet “Why does quantum mechanics need to be real?” Those theories come from something (physical laws) that already existed. Physical explanations, however, are preferable to religious ones, since a set of laws is simpler than the existence of a supposed being of infinite complexity.

 

2.1- Philosophy-based natural Theories

 

 

Philosophy-based natural theories about the origin of the universe are the ones not based on physical laws to explain their appearing, but they can explain the appearing of the laws capable of governing it. From that point, if necessary, the universe could be a consequence of physical laws, as it was proposed by physical theories, or some other way.

 

 

The Origin of the Universe according to Jocax

 

In order to solve the problem of the origin of the universe, I created a theory that uses the “Occam’s razor” to its full potential. Thus, I start from the simplest state possible, the one that does not need an explanation to exist: the “Nothingness”.

 

But the “Nothingness” which people think of is not the same “nothingness” I start from, not even the “nothingness” physicists base on. For that reason, I will call my nothingness the “Jocaxian Nothingness”, or simply JN. The JN is defined as the state of nature in which the following conditions are satisfied:

1-      There are no physical elements of any kind (neither matter, nor energy, nor space).

2-      There are no laws whatsoever.
 
The "Jocaxian Nothingness" is different from the "Nothingness" we usually think of because when we think about "Nothingness" we think of a real "Nothingness” plus the following rule: “Nothing can happen from this Nothingness ".  Thus, the Nothingness people often think about is not the purest possible; it is a Nothingness with a rule!
 
Another way people often think of “Nothingness” is by making it a synonym of inexistence. This "Nothingness" as a synonym of inexistence is far from being the "Jocaxian Nothingness" since the JN is something that exists and has properties; it would be something similar to an empty set which has no elements, but is still a set.
 
The "Jocaxian Nothingness" is a "Nothingness” that exists, it is a pure nothingness, an Absolute Nothingness, and therefore, has no rules to be followed, not even the rule "Nothing can happen”, and much less the laws of conservation of energy or the principles of Quantum Mechanics in Physics.
 
The reader could say that "having no rules" is also a rule to be followed, and therefore the definition of the "Jocaxian Nothingness" would be inconsistent. The answer is - Not having rules is the initial state of the "Nothingness”, not a rule it has to follow, just like having no matter or energy. Let us explain:
 
When a system has no rules (or laws) of any kind, it means there are no restrictions laws, and therefore "anything" could happen ...  As much as nothing could happen as well! That is, the inexistence of laws implies that "something may happen", as its negation, "something may not happen" which includes "nothing can happen" and that represents all the possibilities that a system can have. It is therefore a tautology, an absolute truth. Not a rule. We consider the sentence "anything can happen" in its broad sense, which also comprehends "nothing can happen" so that a system that has no laws is a system in which "anything can happen" (including nothing happening at all).
 
Therefore, we conclude that the simplest system possible - the "Jocaxian Nothingness" - is actually a Toti-Potent system where "Anything can happen."
 
If "anything" can happen, then this nothingness can generate, at random, anything. But if nothingness can randomly generate anything, it can generate the universe or the physical laws that would allow the appearing of the material universe. On the other hand, the "JN" could also generate the law "Nothing can happen" and in this case there would be an everlasting nothingness with no possibilities for anything else to happen. This is the idea we normally have in mind when we think of the "Nothingness". But this is only one of the endless possibilities the "JN" can generate.
 
Thus, I propose that the origin of all was the "Jocaxian Nothingness" that because it does not have laws or rules of any kind, "Everything" - in the broad sense of the word - could happen. As there were no rules for what could happen or not, we conclude that RANDOMNESS must be an intrinsic feature of this system, since it can be defined as the unpredictability of what might happen.
 
If you're reading this and the hypothesis of the JN is true, we conclude that, fortunately, the JN did not "randomize" (generated randomly) the rule "nothing can happen". If the JN had generated this rule we would not be here reading this text. On the other hand, if we suppose as true the claim that it is highly unlikely that a set of physical laws randomly generated can generate life, then we would have a problem: it would be extremely unlikely (yet not impossible) that the JN would have "randomized" our universe, and thus it is convenient that we seek an answer to this improbability.
 
Our JN has a "card up its sleeve":  as it does not have to obey physical laws or other rules of any kind; anything could happen, even the JN having "randomized" our universe in the way we have it today, everything created at this very moment, where our memories would have been created consistently. Of course, although this is theoretically possible, it would yet be very unlikely. One of the ways of solving the problem would be plagiarizing the theorists of the pre-Big-Bang and say that the JN would have randomly created infinity of bubble universes, each one with its own physical laws, also random.
Thus, our universe would be the only one of many "bubble universes" whose physical laws, fortunately, led to life.
 
Another possibility, even simpler and more interesting, is the creation of the universe with expiration date: the JN would randomly generate a universe with physical laws also randomly generated but with a term or condition of validity, also random. At the end of that period or condition of validity, it would die out and we would come back to the original "Jocaxian Nothingness", which again could "randomize" a new different universe, and so on. This mechanism could explain the "physical laws" of our universe without the need to create infinite parallel universes. There would be a problem if, by chance, the JN generated a universe that was the "Trivial Nothingness": the Nothingness with the following law "Nothing else can happen." In this case, the JN would create the end of everything, forever.
 
Some questions may come to the reader’s mind:
 
1-Would not the JN feature of not having rules or laws be a rule itself?
 
No. One rule establishes some form of restriction that must be obeyed. If I say, for example, that "my car is red", this is not a rule but a STATE of the car, a
condition in which the car is today. Eventually, the car could be painted blue (or not). Establishing the state of nature, in the conditions defined by the “JN”, is not a rule to be followed, but an initial state of the system. A rule would be "my car should be red" or yet "my car cannot be red"; in these cases the color of the car would be somehow restricted by a rule.
 
2- Would saying that anything could happen be a rule? An imposition to the JN?
 
No, because this is a logical consequence of its initial state, not an imposition to the system. Moreover, it would be a rule if we forced the JN to generate something and this is not what we are saying. As we saw in the text, I emphasize that from the JN anything MAY OR MAY NOT happen. And this is not a rule, it is a LOGICAL TAUTOLOGY- an absolute truth in any circumstances - This implies that the JN, just like everything else, follows a tautology (an absolute truth) and not a rule.
 
 3- The JN has no physical elements or laws, but does it have any POWER?
 
If we call "power" the possibility of transforming itself, then the answer is yes. But we must remember that possibility is not certainty, and it could never become or generate anything. It is impossible to say that the JN will necessarily generate something. Thus, "power" is nothing more than a possibility, not pre-defined a priori, but derived from the initial conditions that define the JN.
 
4-Would the "Trivial Nothingness", where nothing can happen, be more likely to have always existed than the JN?
 
No, the nothingness that people think of (the Trivial Nothingness) is infinitely more unlikely to happen as the origin of the universe than the "JN". That is because the "trivial nothingness" has actually ENDLESS rules to be followed: it cannot generate a chair, it cannot generate physical laws, it cannot generate god, it cannot generate a Big Bang, it
cannot generate life, it cannot generate particles etc...
 
We should also note that if the JN is an existing physical system, then we conclude that the universe has always existed, although time does not exist in the JN, we can say that the JN was the universe itself in its minimal state.
 
--//--

Portuguese Version:

 http://stoa.usp.br/cienciafilosofia/forum/67134.html

 

 

Palavras-chave: Jocax, Jocaxian Nothingness, Origin of the physical laws, Origin of the Universe

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ciência Expandida | 0 comentário

Setembro 09, 2010

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The New Inductivism
Joao Carlos Holland de Barcellos,
translated by Debora Policastro

 

Abstract: Occam’s Razor (OR) establishes that one must eliminate “unnecessary” hypothesis from theories. This essay intends to establish some rules that conceptualise the “no-necessity” criterion in OR. A new version of the classic Inductivism is also proposed and later used to solve this problem.

Key-words: Epistemology, Occam’s Razor, Philosophy of Science, Science, Inductivism, Logic, "Inductivist Hierarchy”, Inductive Method.

1-Introduction

Occam’s Razor (OR) [1] is a logical-philosophic criterion used virtually in every knowledge acquisition process as well as in our everyday life.

Succinctly, OR establishes that we must eliminate unnecessary hypothesis from our theories. The criterion by itself is almost a tautology, that is, an absolute logical truth, since the hypothesis understood as unnecessary are by definition not necessary to the theory. That way OR must be considered an incontestable truth. Therefore, the whole problem is not really in OR, but in the criteria concerning the “unnecessity” of the hypothesis.

Let us use some examples to exemplify. Consider the following theories:

1a- For a car to move, it must have fuel.

1b- For a car to move, it must have fuel, and its occupants must pray the “Our Father”.

2a- For cough syrup to work the patient must ingest it.

2b- For cough syrup to work the patient must ingest it and, besides that, sing “hula-hula” while turning around for three times.

This way we could include an infinity of other craziest as possible hypothesis in each of our theories.

Similarly, the reader knows he does not have to recite a children’s poem each time he drinks a glass of water in order to avoid pouring water out of the glass. That shows OR is present in our everyday life, even in an imperceptible way.

But how should we know whether a hypothesis is really unnecessary?

How should we know we actually do not have to pray the “Our Father” for the car to move, nor turn around singing the “hula-hula” for some medicine to be effective, or recite a children’s poem so water does not shed from the glass?

Indeed, all these apparently absurd and clearly unnecessary hypothesis given in the examples could be absolutely necessary in some other universe, or even in our own universe since the moment the reader finishes this sentence. That is, we cannot guarantee that the laws of physics have changed and those hypotheses that were before seen as absurd are now totally necessary.

In short, what is the criterion of necessity (or not) of a hypothesis or any theory?

Before we answer to that important question, let us create a new theoretical framework: “The New Inductivism”.

2- The New Inductivism
The main process to connect our minds to the external world and elaborate theories about our universe, that is, the way we acquire knowledge is known as “induction process”.

The induction process, or Inductivism, establishes that experiments, occurrences or events that always have the same results will probably have the same results under the same conditions. And the more times these results repeat, that is, the more favourable observations about the hypothesis or theory are obtained, the more reliable the hypothesis or theory is.

2.1- Hypothesis Formation

Obviously, the simple observation of phenomena repetition does not produce by itself any theory. To exemplify, a monkey can observe some repetitive phenomena for its whole life as “the Sun rises in the East”, and it will not formulate a theory about that.

Therefore, the inductive process does not elaborate finished theories. Instead, it provides us with important clues so that we or some kind of processing can create hypothesis or theories about reality. That way, it is perfectly possible that different people elaborate different theories or hypothesis using the same data obtained from inductive observation.

2.2- First Results

From the inductive process we create the basic hypothesis that our universe is logical, that is, it works logically according to the aristotelic logic. And also, the laws of Physics must be stable. These first results give us the trust that our universe must not have changed its laws so that water would pour out from our glasses if we did not recite some children’s poem!

The Induction process is very criticized by many scientists and science philosophers under the true statement that this process not always produces correct results.

However, that will rarely happen under the “New Inductivism”. There is an inductive hierarchy in the New Inductivism. This hierarchy establishes that new inductive rules must be subordinate to pre-existent inductive rules.

Thus, there is a law hierarchy based on more basic and reliable inductive processes, where some have more power and privilege than others. That way, it is not possible to interrupt an inductive hierarchy without a good reason for that.
So a new inductive rule can only be considered satisfactory if it does not break the hierarchy of stronger inductive rules.

In this manner, the “New Inductivism” can be defined as the classical Inductivism linked to subordination of an inductive hierarchy.

2.3-Inductive Hierarchy

It is possible to create an inductive hierarchy in a decreasing degree of power, in a way that a law with a less elevated level of power must not go against the superior hierarchical levels. Our inductive hierarchy can be defined in a decreasing level of importance in the following way:

  1. The most basic and powerful inductive rule is that our universe is logical. No illogical event has ever been observed. We can suppose then, by induction, that the universe follows logic. Any theory that goes against this first rule must, in principle, be considered false.

 

  1. The laws of Physics form the second class of our inductive hierarchy. Obviously they must not oppose the first level of hierarchy. And, for that reason, the laws of Physics can use mathematics, which is totally based on logic. The laws of Physics are created by observation of the most extense set of observations on regularities of our universe. For that reason, they must be among the most reliable rules built by mankind. The power of these rules resides in the fact that they must be verified, direct or indirectly, in every observable universe and they should not be limited to our planet, nor even to our solar system.
  1. The laws of Chemistry could form the third level of our hierarchy.

 

  1. The laws of Biology, the forth level.
  1. The other norms, rules or laws must not oppose the theories of the classification above, unless they are exhaustingly verified.

 

It is possible to notice that the degree of strength in the inductive hierarchy is based on the extensibility, that is, the quantity of favourable observations in space and time in which the theory approaches in a favourable way. Inductive rules of short range in space and time have fewer favourable cases than large range ones. For that reason, such rules must be subordinate to the most general ones that had been tested and, because of that, present a greater level of reliability.

2.4- Inductivist Response

Now, with that classification, we can rebut the argument against the inductive principle: “The Sun Rising Argument”. It says that if we use the inductive process about the rising of the Sun every morning we will create a law establishing that:

“Today and always, every 24 hours the sun will rise in the East and set in the West”

However, we can “rebut” (*) this argument by showing that it goes against the inductive principles of the second hierarchy (the laws of Physics), since according to these laws, the hydrogen of the Sun will end in four billion years and our star will explode. That way, one day, unfortunately, the Sun will not rise anymore and therefore this principle cannot be considered satisfactory.

2.5- “Inductivist Refutationism”

We must make it clear that the inductive process, as any other process, does not necessarily lead to the truth. Something that has always been stable and reached the same results can have these results changed by some new condition or some new observation. We will never be sure about the ultimate truth of the universe.

That way, it is natural that a law or rule created by an inductive process stops being valid in case a new observation “rebuts” (*) the inductive regularity. In that case, evidently, the induction does not exist anymore, since this refutatory event did not pass through induction. The induction, in that case, was broken and therefore it is not an induction, it is not valid. We can clearly notice the brakeage of the inductivity by an unfavourable event as analogue to “popperian refutationism”, where evidence contrary to a theory is its own rebuttal element.

2.6- The Deductive Hypothetical Method

The Deductive- Hypothetical Method (DHM), in which hypothesis and theories are released to be later tested, does not go against the inductive method. If not, see:

In DHM a theory (or hypothesis) – not necessarily of inductive basis – is proposed. From this theory we can use logic and verify the consequences that it causes. If any observation “refutes” (*) the consequence of this theory or this theory itself, then the theory will be “refuted” (*). But clearly if the consequence of a theory is “refuted”, then the theory that originated it will also be refuted, since the strongest inductivist rule is the logical one, and by logic (more specifically by “modus tollens”) if the consequent is false then necessarily the antecedent will also be.
That way, we can verify that if DHM shows some case which results in a “refutation” of the consequence of a theory, this fact will also break the Inductivism of the theory that originated it. The opposite is also clearly true: a flaw in Inductivism by an observation would also “refute” (*) the theory.

2.7- The Evidence

An evidence is an observation, fact or event that corroborates or not a theory. The inductive method, in general, elaborates its theories from evidence, that is, inductivity has its basis on reality as a starting point. Thus, Inductivism has advantages over other creation processes.
It is important to notice that theories or hypothesis generated by creation processes that do not come from empirical observation will also need to go through some kind of validation process, that is, a sequence of tests and empirical observations will also be necessary for the theories to be reliable.

Obviously in principle a newly created non-inductive theory, and yet with no favourable evidence can be true, while another that has been tested can be false.  However, until the observations or experiments decrease or enhance the reliability of the theories, we must credit the theories that have already been through some observational test. In that case, inductive-based theories would have the initial advantage and therefore must be taken as more reliable than the non-inductive ones.

2.8 – Degree of “Inductive Reliability”

As a particular case, but not less important, we could say that a theory that does not have any favourable evidence, that is, the number of favourable inductions is zero, must have in principle, zero reliability.
As the amount of favourable evidence (quantity of valid inductive events) increases, the inductive reliability degree must also increase.

3- Necessity Criterion in Occam’s Razor

From this new theoretical base we can now answer the question in the beginning of this essay:

What is the necessity (or not) criterion of any hypothesis or theory in OR?”

The answer to this question can be given according to the “inductive reliability” degree (IR) presented by the hypothesis concerning the theory. The lower the inductive reliability (IR), the more unnecessary the hypothesis is.

Take the following theory as an example:
1b- For a car to move, it must have fuel, and its occupants must pray the “Our Father”.

The hypothesis of the necessity for the prayer for the car to move has a very low IR and therefore can be considered unnecessary. But in case our universe changes or the fact happens in another universe, this hypothesis can have a high degree of IR and then be a hypothesis that is not unnecessary. It all depends on associated inductive reliability.

(*) “Refute” is between inverted commas because, according to P.I.F [3], it is never possible to know whether an observation is true or not. Therefore, it is never possible to know whether something was refuted or not.

References:
[1] A Navalha de Ocam – Occam’s Razor
http://www.genismo.com/logicatexto24.htm
[2] Ciência Expandida – Expanded Science
http://www.genismo.com/logicatexto25.htm
[3] O Princípio da Incerteza Filosófico – The Philosophical Uncertainty Principle
http://www.genismo.com//logicatexto31.htm
 [4] O Argumento Indutivista – The Inductivist Argument
http://www.ecientificocultural.com/ECC2/artigos/metcien2.htm

Portuguese version:  http://stoa.usp.br/cienciaexpandida/forum/42550.html

Palavras-chave: Epistemology, Inductivism, Logic, Occam’s Razor, Philosophy of Science, Science

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ciência Expandida | 0 comentário

Junho 13, 2010

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Expanded Science

João Carlos Holland de Barcellos
translated by Debora Policastro

 

“If truth were not the objective of philosophy, the Grimm brothers would have been the biggest philosophers in the world” (Jocax)

Abstract: initially, in this article, we present the foundation on which current science stands. Next, we explain the main stream of modern science, the “Popperian Falsificationism”, and show why the current criticism to the system is flawed. Later, we will prove that the “falsificationism” is logically inconsistent and we will propose a new concept of science, unifying it with philosophy.

1-     The objective of Science

Science has truth as its only objective. This objective is essential to any tentative of classification in science.

2-     Basic Postulates of Science.

2.1- Compatibility with the Facts

The Truth in science can be defined as “all information compatible with reality”. The term “compatible with reality”, in our definition of truth, must be understood as “according to the facts”, never in contradiction to them. This way, “compatibility with the facts” provides the empirical feature of science, as it links the scientific truth to the reality of the facts.

2.2 – The Universe is Logical

Likewise, we must also take the fact that our universe is logical as a scientific postulate. That is, the universe – defined as the set of all that exists – does not present logical contradictions between its element and laws. It must, therefore, follow the classical logic (aristotelic). Such an assumption is important because no illogical events have ever been verified in the universe. Secondly, if contradiction was allowed, science would be “trivialized”, that is, every kind of affirmation would be true, even if it was absurd, since a logical system with incompatible premises necessarily implies that any proposition is true. In the appendix ‘A’, at the end of this text, we prove that the proposition “the universe does not exist” can be logically derived from a logical system that presents contradictory premises. Some usual definitions of science can be found in the appendix ‘B’.

3-     The scientific method

The set of rules with which science seeks knowledge (information considered ‘true’ or highly reliable) is what we usually call “Scientific Method”.

3.1-"The Deductive Method"


The deductive method comes from the assumption that the universe is logical, so the logical inferences can be applied to scientific theories in order to extract other theories which, by logical consequence, should also have the same degree of reliability.
The basis of the deductive method is the logical syllogism known as "modus ponens" [8]:


 H => D (If "H" implies "D")
 
H (and "H" happens, i.e. H is true)
=> D (We can conclude that "D" will also happen)


This rule can be summarized in the following tautological formula:


((H => D) ^ H) => D
(If "H" implies "D" and "H" happens, we can conclude "D").


Example: "If all geese are white" and my aunt has a goose, I can conclude that it is white. Thus, from the general theory H: "all geese are white", we can extract the particular theory D, "my aunt’s goose is white."

3.2-"The Hypothetical Deductive Method"


One of the most important rules of the scientific method, "The Hypothetical-Deductive Method" is based on the logical tautology known as "Modus Tollens" [7]:


H => D                       (If "H" implies "D")
 ~ D                        (and "D" does not happen, i.e. D is false)
=> H ~                     (We can conclude that "H" did not happen)


And it can be summarized in the following formula:


((H => D) ^ (~ D)) => ~ H


(If "H" implies "D" and "D" did not happen, we can conclude that "H" did not happen).


Which can be interpreted as follows: "If 'H' implies 'D', and 'D' is false, we can conclude that 'H' is false."

As an example: If "all geese are white", it implies that my aunt’s goose should be white, but, in fact, my aunt has a red goose, so I can conclude that 'all geese are white' is a false theory.


Thus, in order to investigate a theory "H" under the conditions in which this theory implies the consequence "D" , if this consequence is not verified, that is, if the conditions where H is true the consequence "D" is not true, we can conclude, logically, that the theory "H" is not true (it is refuted). This is an important result since it becomes unnecessary to investigate directly theory "H"; investigating its consequences ("D") to conclude about "H" should be enough. Of course, if "D" is observed we cannot conclude that "H" is correct, but "H" will be “stronger”, that is, with a higher degree of reliability, having passed the test.


It is important to note that the scientific methodology comes directly from the postulate that the universe behaves logically. If it were not so, neither the hypothetical-deductive nor the deductive method could be justified.


The "Inductive Method", or simply induction, is not strictly considered part of the scientific methodology, as it goes from particular events, or samples, to derive general theories. Thus, we can never claim that what came from an induction is true simply because it came from an induction. For example: "All geese I have seen in my life are white, then, can I conclude that all geese are white?" We cannot. "The sun comes out every day since mankind exists. Can I conclude that this will happen forever? "We also cannot.


Nevertheless, we cannot put the "inductive method" in the ostracism because, although not very reliable, it provides us with important clues to connect our mind to reality. No scientific theory would have been discovered without induction.
What are the scientific observation and the empiricism if not an inductive method to get to hypotheses of a general nature?


If we do not understand the "inductive method" as a criterion for evidence of scientific theories, but as a method to provide hypotheses for theories or ideas, it can be considered valid and very precious. Isaac Newton, for example, would not have discovered the law of gravity if he had not seen the attraction of matter. Einstein would not have created General Relativity if there were not experiments showing that the speed of light was constant.


4-The Origin of Scientific Theories


It is important to note that science does not make any restriction on the origin of scientific hypotheses or theories. [We will consider, in this text, hypotheses and theories as synonyms. In general, a theory begins as a hypothesis, and after several tests, if it manages to pass unscathed, it receives the ‘status’ of scientific theory. However, a 'brand new' hypothesis can be true while a very old theory can be false (do you remember the theory about the Earth being the center of the universe?). This way, with all the logical and scientific
rigour, a theory is not necessarily more valid than a hypothesis. New theories can be achieved through induction (which is the most used method), but they can also be achieved through pure imagination, or even dreams [9]. There are no restrictions to create hypothesis. The theories are not refuted by looking at their origins, but at their consequences.


5-Pseudo-Sciences

 
There are no restrictions about the origin of scientific hypotheses. A priori, No hypothesis or theory can be discarded only because it was produced from induction or empirical observations. Although this scientific freedom of creating hypotheses can be enriching, since no one is prohibited from creating new and revolutionary scientific theories, it causes, in a terrible contrast, abundance of illogical and absurd theories and hypotheses that reclaim the status of scientific theory: they are the famous "pseudo-sciences."

 

6-Popper and the Falsifiability Criterion


The postulates and scientific methods described herein are adopted, if not explicitly, at least implicitly, by nearly all scientists and philosophers in science. However, they are yet not sufficient to accurately delimit what is scientific and what is not, or to separate science from pseudo-science.
We will take, as an illustrative example, the "Green Imp Theory" (GIT): "There is always a 'green devil' hovering over each person’s shoulder, but whenever someone tries to look at it, or makes any attempt to detect it or record it somehow, it will get invisible and undetectable. " This example proposes a theory that does not go against any scientific postulate and is not inherently inconsistent, what could be enough reason to reject it, but nevertheless, we are unable to test this theory. So what do we do?


The first philosopher who tried to clearly demarcate what is science and what is not was Karl Popper (7/28/1902-9/17/1994) [1]. Popper delimited science by adding the following criteria to it [10]:

 
1-No scientific theory can be proved true.
2-A scientific theory can only be proved false.
3-A theory which cannot be refuted is not a scientific theory.


Thus, with this new set of postulates, Popper introduced the 'falsifiability' (or ‘refutability’) as the main criterion of distinction between scientific and unscientific theories. The ‘refutability’ of a theory means that, in principle, the theory is liable to be distorted and thus be or not refuted (Modus-Tollens would be a way to refute a theory). For example, when analyzing the case of our ‘Green Imp Theory (GIT) above, we now realize it is not a scientific theory, since it is a theory that cannot be distorted neither directly or indirectly; therefore, it is not
refutable and cannot be a scientific theory.


It is important to reinforce the idea that there is no "confirmation" of a scientific theory. If a theory passes the tests, it is said that the theory was corroborated by the tests; never confirmed by them (in the sense that it has been proved true). When a theory is corroborated, it only gains reliability, because by the criterion (1) above, no theory can be considered true:


"The science method consists of daring ingenious conjectures followed by rigorous attempts to falsify them." Only the aptest theories survive. It is impossible to legitimately say that a theory is true; one can say with optimism that it is the best available, better than the ones that already exist "[3]


In spite of the “popperian” ingenuity about delimiting science, the criticism was abundant.


 6.1-Critique and Defenses on the 'Popperian Falcificacionism'


The main criticism to the "Popperian falsificationism" is that the tested theory is always inside an environment which conditions cannot always be fully controlled or evaluated. Thus, there can be a "false negative" in relation to its validation, and the theory can be prematurely discarded. For example, suppose we want to test the theory "All geese are white" and for that, we try to refute it by observing with binoculars, cameras and other observation paraphernalia, several geese spread over the world. Finally, an observer is able to shoot from far away, a brown goose flying along with his flock of white geese. Now that he has this evidence, it is possible for him to refute the theory. But what if the goose was only dirty with earth? Would we be prematurely dismissing a true theory?


This critique to the "Popperian falsificationism” is valid; however, it can be easily refuted with the following argument: if this theory was unfairly distorted by a misled or even fraudulent observation, this observation did not really act as a refutation of the theory. A false refutation is not a refutation. Likewise, we cannot invalidate the justice system simply because someone can present false evidence to condemn or acquit a defendant. If the rebuttal example is not valid, and the theory is unfairly rejected, this, as a single element, does not diminish the merit of the falsificationist criterion; it only states that we must be very careful with the tests and, moreover, it will always be possible to try to refute your own rebuttal. That being done, the theory can be "reborn" and reconsidered valid. If not, it should remain in the limbo of refuted theories waiting for a possible counter-rebuttal that might come in the future, if ever.


A second type of criticism, also widely used, is that "falsificationism" does not follow what the history of science has shown. If we analyze the evolution of science from its historical development, we will not find the rationality that Popper tries to impose to it. But this critique does not make any rational sense, because this would be like saying we should not create remedies in laboratories because if we study human evolution, mankind has always survived and evolved without any medicine. It is not rational to claim that we should keep a certain modus operandi simply because in the past it has always been so. However, despite the criticism to Popper is subject to refutation, there is in fact, as we will see next, a logical inconsistency in the “Popperian” criteria. And that is fatal to science and also to the "popperianism".

6.2 Refuting Popper
 
Although the historical criticism to the popperian “falsificationism" is refutable, since they do not really affect the falsificationist process logic, the postulates introduced by Popper are actually inconsistent. And the internal inconsistency in science is simply fatal. In order to prove that, we will consider the first two criteria proposed by Popper to demarcate a scientific theory:


i) No scientific theory can be proved true (confirmed).
ii) A scientific theory can only be proved false.


Taking the basic postulate that science seeks truth and not necessarily the usefulness in the theories, even because the "usefulness" of a theory is subjective, we should take the postulate (i) not as a condition for a theory to be scientific, but as an impossibility of proving it true.


If we interpreted the postulate (i) as a condition for a theory to be scientific, many theories that could be proved true would be considered anti-scientific in spite of science seeking the truth! That would be a complete nonsense. Therefore, we must interpret the postulate (i) not as a condition to which theories must obey to be considered scientific, but as an impossibility of being sure of what the ultimate essence of reality is. We cannot, for example, even prove that solipsism [14] is false: any information that reaches our consciousness could be only an imagination of a reality that actually does not exist. Could anyone, for example, prove we are not dreaming?


We do not need, however, to reach the limits of epistemology to understand why we cannot be absolutely sure of the veracity of a scientific theory: It is impossible to know whether we have, in fact, knowledge of every possible condition that influences the applicability of a theory. Without making these conditions explicit, the theory may not be valid in certain contexts in which the conditions cannot be verified. As an example, consider the theory "water boils at 100 degrees Celsius." This theory is valid only under conditions of adequate pressure (1 atm), otherwise it is false. Thus, a more correct theory would be: "Water boils at 100 degrees Celsius at 1 atm pressure." Do we have now all the necessary conditions? What if water is composed mostly of heavy hydrogen atoms (deuterium)?


Let us now change focus and show the inconsistency of the criteria (i) and (ii):


Consider the following theory: "This shoe box contains a frog."
This theory is not very useful but, for now, we are not concerned about the usefulness of theories, we are concerned about its veracity. If we open the shoes box and find a frog, what can we say? Can we consider the theory true? Would that refute Popper’s postulate (i)? These matters are not trivial, since it is possible to say that what we see is not a frog but a toad, or that it could be an optical illusion or even a dream and therefore, we cannot claim that the box contains a frog or that the box exists. Indeed, these philosophical claims can keep the criterion (i) unharmed; however it contradicts the rule (ii) "A scientific theory can only be proved false”. If not, see:
If a theory can be proven false, then it is also true that its contradiction can be proven true.


At the very same time a theory is proved false, the theory that denies it is being proved true. Here, the sense of the word "prove" has the same connotation as to prove a theory false or true. As an illustration, consider, for example, theory A: "All geese are white." If we can prove this theory false by presenting, for example, a red goose, we will be at the same time proving that theory B "Not all geese are white" is true!


However, if we philosophically accept the fact (i) to be true, that is, if we admit that we cannot be sure about the ultimate truth of reality, then, strictly speaking, we can never say that a theory can be proved false, because if a theory "T" can be proved false, the opposite theory "Non-T" (denial of "T") can be proved true, that is, we would have the theory "Non-T" as an absolute truth . Anyhow, we conclude that the "Popperian falsificationism" is intrinsically contradictory, and that makes it easier for a new theory about science to be elaborated.


7 - "Expanded Science " or "Ocanian Science "


Science, just like philosophy, seeks the truth. It is then natural that they are unified, and this project aims to redefine science and unify it with philosophy in a knowledge area I called "Expanded Science" or "Ocanian Science”.


As truth is the only goal of the “Expanded Science"(ES), it should not be restricted to the empirical sciences, although these are also part of the EC. However, the truth in the ES means all information compatible with reality, where reality is the set of events that happens or have happened. Propositions built on systems disconnected from reality do not matter to the ES.

 If we take the words 'theory', 'hypothesis' or 'proposition' as synonyms, we can establish the following criteria to define the "Expanded Science, "Ocanian Science " or simply Science:
 
(i)-Only the propositions directly or indirectly linked to reality are objects of analysis for the Expanded Science .
(ii)-The propositions that most fit the "Occam’s Razor" should be considered closer to reality than the others.


These two criteria compose the foundation of this new science. The criterion (i) intends to distinguish what is part of the expanded science and what is not. Criterion (ii) intends to classify the propositions in relation to their degree of veracity, that is, we must believe the best “ranked” theories are closer to reality than those that do not fulfill the Occam’s Razor criteria.
 

We can observe that there is no longer the criterion of distortion, precisely because, strictly speaking, we cannot prove anything in terms of absolute truth (that is implicit in the criterion (ii)), and of course, we cannot even prove that something is false. Nevertheless, we can give a new meaning to the words "Proof" or "Rebuttal" if we understand them as related to the Occam’s Razor.

Take the following illustrative example:
We find a shoe box and we notice there is a brick inside. What can we say about the theory: "Inside this box there is a brick”?
When we look inside, and notice a brick, would that be perfect evidence of its absolute truth? Incredible as it may seem, no! Actually, there are innumerable hypotheses which in principle could be true and would deny the proposition that inside that box there is a brick. We will consider some of them:

 
- The volume was actually of a battery radio imitating a brick.
- The volume was something that resembled a brick, but it was not a brick.
- That was not a brick because you are in a dream, imagining it.
- A momentary short circuit in your brain made you imagine a brick in an empty box.
- A new weapon with alpha waves was tested on you so you would imagine the brick.
- Someone created a holographic image of the brick so that you would think it was real.
- There are no bricks, since this universe is an imagination of a great
consciousness.
- Etc.


Thus, we cannot undoubtedly prove that any statement about reality, as obvious as it may seem, is in fact, reality. However, by the criteria of the "Ocanian Science", we can use the Occam’s Razor and give preference to the more plausible theories in terms of the "razor" and, that way, consider the proposition "the shoe box contains a brick" as the most appropriate of them, the closest to reality.


It is interesting to note that the "theory of the green imp" (TGI) cited at the beginning of this essay, which previously could not be approached by the Popperian science, since it could not be tested or falsified, now can be easily approached by the "expanded science”: the theory of the green imp must be considered less true in relation to the theory that there is no such imp, since the latter is more appropriate in terms of the Occam’s Razor.


7.1- Some considerations on the "Occam’s Razor"


The "Occam’s Razor" establishes that we should not put unnecessary hypotheses in a theory. The term "unnecessary" is the key of the Occam’s Razor: If we can explain a fact with fewer hypotheses, then it must be done. Extra hypothesis must be discarded. If several theories explain the same phenomena, we should give preference to the theory with the smaller subset of hypotheses. It is possible to show that the accretion of unnecessary hypothesis to a theory makes it become less likely to be true [11]. Thus, we can understand the Occam’s Razor as a criterion of classification of the most likely theories. The theories that suit the Occam’s Razor the most are more likely to be true.


Many refer to the Occam’s Razor as the “simplicity” criterion, but this is dangerous. The "simplicity" in Occam’s razor does not refer to what is simplest to understand, but to what is most likely to happen. For example: for some, saying that life on Earth was promoted by aliens may be much easier to understand than an explanation that uses random and unlikely shocks of molecules, but not more likely to happen, since the alien hypothesis would imply that it would be also necessary to explain the origin of these aliens’ life added to explanations on how they would have acquired technology enough to get to our planet..That is, the apparent "simplicity" of the hypotheses of life being planted on Earth by aliens, contains, in fact, the complexity of the origin of extraterrestrial life, added to the complexity of an evolution faster than ours.


7.2-The Role of Evidence and the Classificatory List


We can define evidence as a fact in favor of a theory, as an event that corroborates a theory. Obviously, a piece of evidence may eventually also corroborate rival theories. A white goose, for example, may corroborate the theory "all geese are not black" as well as the theory "all geese are not red." The more restrictive the evidence, in the sense of not corroborating rival theories, the lower the chances of the rival theories being true and the higher the chances of the theory corroborated by the evidence being true. If, for example, we notice a brick inside a shoebox, this brick corroborates the theory "a shoe box is not empty" much more than the theory "the shoe box is empty", since the extra hypothesis needed for the box to be really empty, while we notice a brick inside, are quite unlikely (although they may be true). Note that there is no longer an explicit rebuttal of the theories that were not corroborated by evidence; they are only moved to the end of the "Classificatory List" of the theories more likely to be true. Nevertheless, we can still use the word "rebuttal" or "distortion", if we understand them in a relative meaning, that is, a theory refuted by evidence is just a theory less likely to be true.


7.3-The Role of Logic and Scientific Methodology


All the evidence we have since we understand ourselves as human beings indicates that the universe follows the Aristotelian logic. Thus, if any theory, hypothesis, or proposition violates the logic, it will be going against this enormous and extraordinary “history of evidence” and should therefore be placed in the last positions in the "Classificatory List ". In practice, this is equivalent to a rebuttal. However, we can maintain the word "REFUTE" not in the absolute sense of the word - rejecting a theory forever - but to understand it as highly unlikely to be true. Therefore, we must consider our logical Universe the largest set of evidence we have, and then we can continue to use the Deductive Method (3.1) and Hypothetical Deductive Method (3.2) in the same way we were using before, except that the conclusions we reach cannot be considered absolute truths (simply because the premises used in the methods also cannot be considered absolute truths).

7.4-The Old Popperian Science


The Popperian criterion (i) "No scientific theory can be proved true" was kept, and is embedded in the criterion (ii) of “The Expanded Science "(ES), as this only refers to the degree of proximity to reality. The "Falsifiability" is clearly disposed in item (i) of the ES, since all propositions related to reality are addressed, not only those that can be falsifiable. However, the popperian "rebuttable evidence” still has a high level of relevance in the ES, precisely because it obliges the theories to put unlikely propositions - thus contradicting the Occam’s Razor - in order to be coherent with the observed facts. For example: the theory "the shoe box is empty" needs some unlikely hypothesis to remain valid (as a brain 'short circuit'), if related to the evidence that we observed a brick inside the box. Thus, "rebuttable evidence" is still valid to throw the refuted theory to the last positions in the list of theories that are closer to reality.


7.5-Religions


If we define the universe as the set of all that exists, religions are also objects of the ES, since they refer to aspects of reality. Thus, they are also subject to classification by the Expanded Science, according to the Occam’s Razor.


The 7.6- Solipsism


The solipsistic idea is that everything we observe, feel and believe is nothing more than an illusion of some consciousness (I) and, therefore, this reality we observe is false, it does not exist. As solipsism makes references to reality, it is subject to the Expanded Science analysis:
The hypothesis that the universe developed from a few physical laws and a finite amount of elementary particles that led it to produce intelligent life with consciousness requires much less hypothesis (and simpler ones) than those required for the existence of such a being that would be able to imagine and relate every single detail of our imaginary world. Moreover, we would also have to solve the problem of the origin of a being with such complexity [13]. Therefore, by the Occam’s Razor, solipsism must be pretermitted in relation to a universe that is not imagined or virtual. That is, now and not before, we can scientifically "discard" the solipsistic hypothesis.


7.7-The Jocaxian Nothingness


The hypothesis that the universe, including the laws of physics, was generated from the Jocaxian Nothingness (JN) [12] (a nothingness without physical elements or laws) is now considered a scientific hypothesis, since it refers to our reality: the origin of our universe. As the JN is the simplest hypothesis about the origin of the universe that respects the Kalam’s Argument [13] ("An infinite time in the past could never lead to our present, since it would take an infinite time" = never), it should be one of the theories that are closest to reality according to the Occam’s Razor.


7.8-The Philosophy


As Philosophy seeks the truth dealing with ideas and concepts, ultimately, related to reality, it is also part of the Expanded Science.
Thus, we propose the unification of Science and Philosophy, in this new branch of knowledge: The Expanded Science.
 
Appendix A


Evidence that contradictory premises imply that any conclusion is true, even that "the universe does not exist":


1) Premise 1: "A" ('A' is true)
2) Premise 2: "~ A" ('Not A' is true)
 But: "A ^ (~ A) => FALSE '('A and not A imply False’, Logical Tautology *)
 So, we can conclude from 1 and 2 (by modus ponens):
3) "False" (concluded 'false')
 But: "False => Anything" ("False implies X ', X is any proposition; it is a Logical Tautology )
 Assigning 'X' (or 'Anything') the proposition "he Universe does not exist," We have:
4) "False => The universe does not exist"
 From 3 and 4, we can finally conclude by modus ponens:
5) "The universe does not exist"


That is an absurd.
This example shows that from contradictory premises we can prove any absurdity.


(* Tautology is an absolute logical truth; that is, a truth that does not depend on the value of variables.)
 
Appendix B
Some definitions of science found on the Internet
Science:


 * Rational investigation or study of nature directed to the discovery of the truth.
 Such investigation is generally methodical, or according to the scientific method, a process for evaluating empirical knowledge.
 * The organized collection of knowledge acquired through such investigation.


Science is knowledge or a system of knowledge that covers general truths or the operation of general laws especially obtained and tested through scientific method. Scientific knowledge depends upon logic [2].


The scientific method is a set of basic rules for a scientist to develop an experiment in order to produce knowledge, as well as correcting and integrating pre-existing knowledge. It is based on gathering observable, empirical and measurable evidence, based on the use of reason [6].


--//--

Portuguese version:  http://stoa.usp.br/cienciaexpandida/forum/39474.html

 

 

 

Palavras-chave: Expanded Science, Occan's Razzor, Philosophy, Popper, Science

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Março 09, 2010

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The Philosophical Uncertainty Principle (PUP)
Joao Carlos Holland de Barcellos, November, 2008
translated by Debora Policastro

Summary: We will establish a philosophical scientific principle similar to Heisenberg’s uncertainty principle, but more comprehensive.

Key Words: Philosophy, Uncertainty, PUP, Philosophical Uncertainty Principle.

Quantum mechanics, a branch of Physics that study the micro cosmos, has a fundamental principle known as “Uncertainty Principle”. This principle, discovered by Heisenberg, establishes the physical impossibility of knowing (or measuring), simultaneously, the position and speed of a particle with a precision larger than a given constant [1]. This imprecision is considered to be a fundamental law in quantum mechanics, and such uncertainty does not depend on any technology, it is considered to be an attribute of the universe.

Since the advent of the “Expanded Science” [2], we know it is impossible to refute a theory as Popper thought. Everything indicated a more comprehensive and less uncertain view of the universe. Such uncertainty must comprehend our observations. Based on these conclusions, I shall propose a principle, which I called “Philosophical Uncertainty Principle”, or PUP.

The PUP establishes that:

It is impossible to know if some observation, measure or perception corresponds in fact to reality”.

We can take reality as something that exists regardless of any interpretation, processing or imagination.

Many should probably have already had this idea, but have not formalized it yet because, since the advent of the concept of “Solipsism” [3], we know it is impossible to prove that anything can be in fact reality. And worse than that, even the Solipsism itself can be an illusion, since the “I” that realizes can also be unreal, as shown in “The Existence Theorem (I think, therefore it exists)” [4]. That is, it is possible that the “being” itself that observes thinks and feels, does not exist in another level of interpretation.

Besides that, and more important, even if we assumed our reality as real, that is, it exists regardless of any interpretation of a higher level as it is supposed by science, we would still have problems: even so we could not take any observation as real. In order to understand that, we must steal the “shoe box” example from the essay “Expanded Science” [2]:

Suppose we are walking on the street and we observe a shoe box with a brick inside. Can we infer from our observation that what we saw was a shoe box with a brick inside? Unfortunately the answer is no. In principle, one of the following situations can occur – from infinite possible ones – when we observe a brick that is not a brick: It was the volume of a radio imitating a brick.

  • It was something similar to a brick, but not a brick.
  • A momentary cerebral short-circuit made you imagine a brick inside an empty box.
  • A new alpha-waves gun was tested on you so you could imagine the brick.
  • Someone created a holographic image of the brick so you would think it was real.
  • Etc

Such mistakes, although improbable, can happen in any level of observation, be it scientific or not. And that justifies PUP as a fundamental philosophic-scientific principle about the limit of knowledge.


Portuguese Version:  http://www.genismo.com/logicatexto31.htm

Palavras-chave: Philosophy, Principle, Uncertainty

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Janeiro 28, 2010

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Jocaxian Theorems
João Carlos Holland de Barcellos
translated by Debora Policastro


Jocaxian Theorems
João Carlos Holland de Barcellos

Jocaxian Theorem of First Cause (JTFC)

The Jocaxian theorem of First Cause establishes that:
The first cause of all events that took place in a closed system (one that is not influenced by events external to the system) is the randomization.

Proof:

Let’s use the concept of time in which time is defined as a relationship between events. An event is a change of state in the system. Therefore, time is not independent from whatever happens. If, for example, no event takes place, that is, the state of the system remains unaltered, time then disappears. Change is necessary so that time can exist. If there is no change, there is no time.

Randomization is the word we use to say that there is unpredictability or that there are no causes. There are two types of randomization: objective and subjective. In the subjective randomization there are causes for the phenomenon, but they are either unknown or we cannot describe them. In the objective randomization, which we will talk about, the phenomenon occurs with no real causes, that is, its causes are inexistent.

The objective randomization exists in our nature, in our universe. As an example, we can cite the moment of decay of an electron in an atom: the electron can decay from a more energetic orbit to a lower-energy one by liberating a photon. Such phenomenon is not regulated by any physical law: it is considered by the quantum mechanics to be an objectively random phenomenon. There is nothing, no rule that can determine when the electron will decay from its orbit. Another example would be the creation and destruction of virtual particles in the vacuum.

First, in order to demonstrate the theorem, we will prove that there is no infinite time in past, that is, we cannot take the causes of the events to the infinite past and then say that there has always been a cause that preceded a given effect. Thus, we will use the Kalam’s Theorem.

The Kalam’s Theorem establishes that there is no infinite time in past. If, absurdly, there had been any event occurred in an infinite time in past, then our current present would take an infinite time to come, starting from that past. But what does “an infinite time to occur” mean? An infinite time for something to occur means that this thing will never occur. Thus, events occurred in an infinite time in past imply that we cannot have our present, but this is an absurd thinking once we are in the present! Then we can conclude that there has not been any event in an infinite time in past. That means we can deduce another important corollary: time had to have a beginning, necessarily.

As there is no infinite time in past and time had to have a beginning, the first occurring event had no previous cause, that is, it was a random event. And the theorem is proved.

Time Leakage Jocaxian Theorem (TLJT)

The Time Leakage Jocaxian Theorem establishes that:
If two systems are not isolated from each other and time exists in one of them, then time will exist in the other as well.

Proof:
Time is the relationship between events. If time occurs in one of the systems and they are not isolated from each other, then these events can be also correlated from the other system. Therefore, the first system, in which time exists, can be a time counter for the second system. Thus, there will be time in the second system too.

We can use both theorems to argue against the existence of God: God cannot be timeless as this would violate the Time Leakage Jocaxian theorem. If there is time in our universe and it is not isolated from God, then time also exists to God. Besides that, by the JTFC there is no necessity for God to generate the first phenomenon. This refutes Saint Thomas Aquinas’ argument, which says that the movement requires a first engine that would be God. Also, it refutes the idea of a forever existent God, once it would contradict the corollary of the beginning of time.

 

The Existence Theorem

We will prove that there is an ultimate reality, a reality that does not depend on any interpretation of any being to exist.
In this text, we define reality – real existence – as events and/or facts that do not depend on interpretation (=thought, imagination, dream or processing) of any being to exist.

Demonstration

We will begin our proofing with “something 1”, that can be any object being observed e.g. an apple, or even the thinking itself: consciousness.
I observe something 1.
If this something 1 is the reality, the proofing finishes.
If Not:
This something 1 is just an interpretation (or imagination) of a being 1 and, in fact, does not exist in the reality. But this interpretation in itself of something 1, done by the supposed being 1, is also something 2.
If this something 2 is reality, then our proofing finishes.
If Not:
Something 2 is just an interpretation of a being 2 whose interpretation, in itself, is something 3.
If something 3 exists as a reality, the proofing finishes.
If Not:
This something 3 is just an interpretation of a being 3, which we call something 4.
Thus, in a generic way, we have:
If something (i) exists as reality, the proofing finishes.
If not:
Something (i) is only an interpretation (or imagination) of a being (i) whose interpretation in itself we call something (i+1).
If something (i+1) exists in reality the proofing finishes.

And so on. This way, if the interpretation never corresponds to a real existence, we would have an infinite recursion, which would be illogical. It would be something like a dream of a dream of a dream of a dream… infinitely. So, in order not to have this infinite cycle, we must have, at some point, an end to this recursion. That means that some of the “something (i)” have a real existence, that is, it is not an interpretation. And then we prove our theorem: “I think, therefore, something exists!”

Examples:

I see a red crow. The “red crow” can be real, and if it is not, my interpretation of it can. Otherwise, a being can be imagining (or dreaming) that “I” am imagining that I see a “red crow”.

Another example would be a virtual universe: there are beings that do not really exist; they are simulated in a computer. These beings observe something. What they observe is not real either: it is virtual. Also, the beings themselves and their dreams do not exist: they are virtual. Therefore, their interpretations do not exist.
However, the computer which interprets them in this example is real, and its “imagination” (= its processing) is real, once it is what generates the virtual universe, the virtual beings and its imagination. That is:
What the virtual being observes is not real; it is a simulation of the computer.
The virtual being is not real either; it is simulated and depends on the processing of a computer.
The interpretation of the virtual being is not real either, once it depends on the processing of a computer.
The interpretation of the computer (= its processing) which produces the virtual being and what it imagines, in this example, would be real.

Refuting Descartes

That means that “I think, therefore I exist” (“Cogito, ergo sum”) from Descartes can be untrue once the thinking being, as demonstrated in the example above, can be unreal. However, as proved before, there must be some level of interpretation in which at least the interpretation itself is real.

By the “Occam’s razor”, as long there is no contrary evidence, we have consider the lower interpretative level a reality. If I observe something 1, this something 1 may exist.

Corollary: There is a real being.

As a corollary of the system we can also claim that if I observe something, there must be some “being” that has a real existence, i.e. this being itself is not an interpretation.
Proof:
As we proved that there is an interpretation that is real, that is, an interpretation that does not depend on the interpretation of another being to exist, then the being that interprets must exist as well. If this “being” which does the real interpretation did not exist, that is, if it was the interpretation of another being, then its interpretation would not be real, as it would depend on this other being. Therefore, the real existence of a being is necessary so that a real interpretation can exist.

Portuguese version:  http://www.genismo.com/logicatexto35.htm

Palavras-chave: Jocaxian, Logic, Philosophy, Science, Theorems

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Janeiro 12, 2010

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A Inducao como um Metodo de Obtencao de Conhecimento em Ciencia
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Por Jocax , Dezembro/2010

Estava lendo um artigo do Prof Sergio Danilo Pena
( http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/o-peru-de-natal )
que me fez 'desembuchar' este artigo:

Suponhamos, como supoem os fisicos, que existam leis no universo.

Estas leis seriam regularidades intrinsecas do universo, como , podem ser,
por exemplo, a lei da gravidade, a lei da contancia da velocidade da luz, a propria logica etc...

De forma que se existem de fato estas leis, estas regularidades, entao devemos esperar
sempre a mesma ocorrencia de um evento que é atingido pela lei. Uma lei da realidade nao pode falhar.

Para fixar ideias, vamos supor que a lei da gravidade seja uma regularidade do universo, isto é, seja sempre verdadeira.
Entao matéria atrai gravitacionalmente a matéria,  sempre.

É claro que *se* a lei é verdadeira ela tambem é verificada (corroborada) indutivamente:
Sempre iremos verificar que a atracao ocorre entre as massas.

Por outro lado, devemos parar para pensar e refletir um pouco sobre a pergunta:
O conhecimento que temos do universo que nos rodeia viriam de onde?

Nosso conhecimento sobre a natureza das coisas e do proprio universo é empirico, isto eh,
vem de nossa experiencia com o mundo, de nossa observacao do mundo (do universo).

E como, a partir dai, captamos o conhecimento? as supostas leis que regem o mundo?

Antes de responder devemos pensar um pouco sobre o solipsismo, onde tudo eh uma especie de "sonho" uma especie de "imaginacao" de um ser que existe em alguma outra realidade.
Neste caso, tudo que absorvemos da realidade nao seria, de fato, real, seriam abstracoes de um mundo de sonho.
Apesar de nao podermos provar que o solipsismo seja falso, podemos utilizar a "navalha de ocam" e toma-lo como menos provavel e, assim, devemos tomar que nossa percepcao deve estar atrelada de alguma forma a uma realidade verdadeira.

Mesmo que enxerguemos "sombras" de uma realidade nao percebida -como na caverna de platão- devemos contudo assumir que estas "sombras" sao reais e que fazem parte da realidade tambem - ( "As sombras fazem parte da realidade" (jocax) -

De modo que devemos assumir que nossa percepcao das "sombras" (a realidade percebida) fazem parte ou sao, de fato, consequencia de alguma realidade.

E, dessa forma, atraves de nossas percepcoes (ou "sombras") vamos formando nosso conhecimento do universo, do mundo que captamos.

Mas ainda nao respondemos: "como captamos o conhecimento?" Como captamos a realidade?

O conhecimento eh uma informacao da realidade. O conhecimento nao seria conhecimento se nao fosse estavel.
Uma informacao que soh existe num dado estado de tempo eh uma historia da realidade, um fragmento do passado,
mas nao seria um conhecimento.
Conhecimento sao informacoes sobre regularidades, e que sendo estaveis, portanto, podem ser reutilizado em outras ocasiões.

Assim podemos dizer que conhecimento é uma informacao sobre alguma regularidade do universo.

E como obtemos esta informacao?
Como sabemos que uma dada informacao eh regular e que eh um tipo de conhecimento?

O conhecimento deve estar atrelado aa realidade e esta pode ser captada por observacao do mundo (universo).
Bem ou mal, eh nosso unico meio de captar a realidade.
A partir dai formulamos hipoteses.
A maioria das hipoteses provem das regularidades observadas, ou seja a partir da inducao direta ou indireta.

Se observamos uma regularidade, isto eh, se por inducao sempre algo acontece em determinadas condicoes, somos naturalmente guiados a colocar esta regularidade observada como uma possivel regularidade real. Como uma possivel lei do universo.
Mas nem sempre uma regularidade observada corresponde a uma regularidade real, assim como nem sempre uma hipotese aventada corresponde a uma lei da natureza.

O processo indutivo apenas nos guia a colocar regularidades como possiveis leis.

O primeiro, e mais utilizado, processo captado por inducao é a propria logica.

O universo, a principio, nao precisaria ser logico. Entretanto, nossas observacoes nos levam a crer que o universo segue a logica, que o universo eh de fato, logico.
Simplesmente por que nunca se observou, direta ou indiretamente, uma unica falha nesta regularidade observada, isto eh, por inducao somos levados a crer que o universo eh logico, e apartir dai tomamos esta hipotese como verdadeira.
Mas sabemos que , em principio, um dia ela podera falhar.

Portanto a logica eh nossa primeira regularidade observada por inducao.

A partir dela sabemos que se uma consequencia logica de uma hipotese falha, entao devemos tomar que a hipotese tambem eh falha (modus tollens).
Assim, se uma regularidade observada X implica logicamente em uma consequencia Y, podemos apenas observar Y e se caso Y falhar saberemos, pela logica, que X falhou, e, portanto, X nao pode ser uma regularidade, nao pode ser uma lei da natureza.
Seria como se oobservassemos uma falha no processo de inducao: Se ha falha na inducao entao a regularidade nao pode ser tomada como verdadeira.

Ou seja, o processo hipotetico-dedutivo nada mais eh do que um teste indutivo de uma hipotese atraves da indutividade de suas consequencias logicas.

Claro que nao é proibido formular hipoteses malucas sobre a realidade sem termos que observar regularidades indutivamente.
Podemos , em principio, "chutar" leis gerais (hipoteses) sobre o universo e nem por isso tais leis "chutadas" deverao ser falsas.
Contudo eh necessario que sejam "verificadas" ou seja, se o "chute" ou outro processo NAO garante que sejam falsas tambem nao garantem que sejam verdadeiras !

Por esta razao, qqr que seja a hipotese ou lei, ela deve passar pelo "CRIVO INDUTIVO", ou seja por testes sucessivos e assim, quanto mais testes estas teorias passarem INCOLUMES maior nossa confianca nelas.

ESTE EH O CERNE DO INDUTIVISMO: A CONFIANCA NA HIPOTESE PELA QUANTIDADE DE TESTES FAVORAVEIS QUE ELA ATRAVESSA.

Por esta razao o indutivismo é valido e importante embora a maioria do "ESTABILISHMENT" cientifico, influenciado por Karl Popper, o neguem.

Vamos testar agora a forca da indutividade (grau de crenca) da teoria "Sol nasce toda amanha" em relacao ao grau de crenca da hipotese da "gravitacao de Newton".

Desde que a humanidade se conhece como humanidade o sol nasce todo dia sem falhar. Entao esta deveria ser a teoria mais bem testada de toda a humanidade?
E assim deveriamos  pensar que o sol sempre vai nascer para todo o sempre?
Nao !
Porque a "hipotese do Sol" eh "infinitamente" menos testada do que a hipotese gravitacional newtoniana ja que a hipotese gravitacional pode ser "testada" em bilhoes de bilhoes de outras estrelas e planetas em todo o universo observavel, um numero muitissimo  maior do que a quantidade de vezes que o sol apareceu no horizonte da Terraa.



Em resumo:

Eh um erro pensar que uma hipotese eh necessariamente verdadeira apenas porque nao falhou em varios ou alguns testes.
O indutivismo nao diz isso. Apenas diz que quanto mais testes a hipotese se verificar verdadeira maior o grau de confianca que devemos ter nela.

Vimos tambem que a "falsificacao" de uma hipotese (ou teoria) eh valido em ambas os processos de aquisicao do conhecimento.
E que o metodo "hipotetico-dedutivo" nao eh uma antitese do indutivismo onde tal ferramenta tambem pode ser utilizado pelo processo indutivo.

Por outro lado, a confiabilidade de uma teoria eh alardeada pelo indutivismo como decorrente da quantidade de testes que a teoria ou hipotese se mantem "verdadeira", mas tal confiabilidade nao eh referenciado no processo hipotetico-dedutivo embora seja precisamente dessa forma que uma teoria ganha confiabilidade.

Palavras-chave: Ciência, Filosofia, Filosofia da Ciência, Indução, Indutivismo, Método Hipotetico-Dedutivo, Popper, solipsismo

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Janeiro 05, 2010

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[blue][i]"Tudo tem que ter necessariamente uma CAUSA?..."[/i][/blue]

No sentido de "Causa-e-Efeito" *fisico* a resposta eh nao.

Mesmo em nosso cosmos existem fenonemos fisicos que acontecem sem uma causa física a deflagra-los como,
por exemplo, o momento do decaimento do orbital do eletron, ou o momento da criacao espontanea de particulas virtuais no vacuo.
Sao fenomenos sem uma causa-fisica no sentido de causa fisica- produzindo -efeito.

Contudo,
Podemos, creio, sempre responder com uma 'Causa-Logica'.
Por exemplo, suponha o Nada-Jocaxiano gerando alguma coisa especifica X.
Nao existe uma causa fisica que gere X.
Mas ha uma causa logica que explica a geracao de qqr coisa, nao necessariamente de X, mas tambem de X.

Isto eh, a pergunta o que causou X? 
A resposta logica eh a ausencia de leis.

O que causou especificamente X e nao Y?
A resposta logica eh a aleatoriedade. Podia ser qqr coisa e assim X foi aleatorizado por chance, ao acaso.

Palavras-chave: causa, causa-e-efeito, filosofia, física, nada-jocaxiano

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Novembro 30, 2009

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II.3 – The Jocaxian Nothingness [Nada Jocaxiano]

 Joao Carlos Holland de Barcellos
translated by Debora Policastro

The “Jocaxian Nothingness” (JN) is the “Nothingness” that exists. It is a physical system devoid not only of physical elements and physical laws, but also of rules of any kind. [1]

In order to understand and intuit JN as an “existent nothingness”, we can mentally build it as follows: we withdraw all the matter, energy and the field they generate from the universe. Then we can withdraw dark energy and dark matter. What is left is something that is not the nonexistent. Let us continue our mental experiment and suppress elements of the universe: now, we withdraw physical laws and spatial dimensions. If we do not forget to withdraw anything, what is left is a JN: an existent nothingness.

JN is different from the Nothingness we generally think of. The commonly believed nothingness, which we might call “Trivial Nothingness” to distinguish it from the JN, is something from which nothing can arise, that is, the “Trivial Nothing” follows a rule: “Nothing can happen”. Thus, the “Trivial Nothingness”, the nothingness people generally think of when talking about “nothingness”, is not the simplest possible nothingness, it has at least one restriction rule.

Jocax did not define the JN as something in which nothing exists. Such definition is dubious and contains some contradictions as: “If in the nothingness nothing exists, then, nothingness itself does not exist”. No. First, Jocax defined what it means to exist: “Something exists when its properties are fulfilled within reality”. Therefore, JN has been defined as something that:

1-     Has no physical elements of any kind (particles, energy, space, etc.)

 

2-     Has no laws (mainly the law embedded in “Trivial Nothingness”).

Being so, JN could have physically existed. JN is a construction that differs from the “trivial nothingness” since it does not contain the rule “Nothing can happen”. That way, Jocax liberates his JN from semantic paradoxes like: “If it exists, then it does not exist” and claims that this nothingness is SOMETHING that could have existed. That is, JN is the simplest possible physical structure, something like the minimal state of nature. And also the natural candidate for the origin of the universe.

We must not confuse the definition of the NJ with rules to be followed. It is only the declaration of a state. If nature is in the state defined by conditions 1 and 2 above, we say it is a “Jocaxian-Nothingness”. The state of a system is something that can change, differently from the rule that must be followed by the system (otherwise it would not be a rule). For example, the state “has no physical elements”; it is a state, not a rule because, occasionally this state may change. If it was a rule it could not change (unless another rule eliminated the first one).

Being free of any elements, JN does not presume the existence of any existing thing but its own and, by the “Occam’s Razor” [2], it must be the simplest state possible of nature, therefore with no need for explanations about its origin. JN, of course, does not currently exist, but may have existed in a distant past. That is, JN would be the universe itself – defined as a set of all existing things – in its minimal state. Thus we can also say the Universe (being a JN) has always existed.

JN, as well as everything that can be understood by means of logic, must follow the tautology: “it may or may NOT happen”. This tautology – absolute logical truth – as we shall see, has also a semantic value in JN: it allows things to happen (or not).

We cannot say that events in the JN must necessarily occur. Eventually, it is possible that nothing really happens, that is, JN may continue “indefinitely” (time does not exist in a JN) without changing its initial state and with no occurrences. But there is a possibility that random phenomena can derive from this absolute nothingness. This conclusion comes logically from the analysis of a system without premises: as JN, by definition, does not have laws, it can be shaped as a logical system WITHOUT PREMISES.

We shall interrupt a little in order to open up an explanatory digression. We are dealing with two types of “Jocaxian-Nothingness”: the physical object named “JN”, which was the universe in its minimal state with the properties described above; and the theory which analyses this object, the JN-Theory. The JN-Theory, the theory about the JN-object (this text), uses logical rules to help us understand the JN-Object. But JN-object itself does not follow logical rules, once there are no laws it must obey. Nevertheless, I do not believe we will let possibilities to JN-object escape if we analyze it according to classic logic. However, we must be aware that this logical analysis (JN-Theory) could maybe limit some potentiality of JN-Object.

Within a system without premises, we cannot conclude that something cannot happen. There are no laws from which we can draw this conclusion. That is, there is no prohibition for anything to happen. If there is no prohibition for anything to happen, then, eventually, something may happen. That is, the tautological logics remain true in a system without premises: “something happens or not”. If something occasionally happens, this something must not obey rules and, therefore, would be totally random and unpredictable.

[All of this may sound really weird, and it actually is. But I can put clear evidence that JN is not an absurd: first, go search the following on a search engine on the Internet: “virtual particles” or singular “virtual particle”. Virtual particles occur in our universe as spontaneous creation from the quantum vacuum, from one particle and its anti-particle. Science considers the generation of this pair of particles an event without physical causes, something genuinely random. This is a scientific fact and can be explained by quantum mechanics. Now, let us move a bit from the facts and imagine each one of these particles contains a tiny miniature universe. That way, in this mental experience, we have a clue, a little evidence that the emergence of a universe out of nothing is so out of purpose as we could once believe…]

We call the first JN randomizations Schizo-Creations. This schizo-creations, once they come from something without laws, are totally random and, if we could watch them, they would seem completely “schizophrenic”.  Of course with the first randomizations, JN is no longer the original JN as now it owns something, that is, the JN transforms. Because JN is not limited by any laws, it may eventually also generate laws, to which its elements - now itself – would have to obey.

Let us show how the random generation of laws can produce a logical universe: suppose laws are generated randomly in a sequence. If a new law is generated and does not conflict with the others, all of them remain undamaged in the set of generated laws. However, if a law that conflicts with other laws previously generated appears, it replaces (kills) the previous laws that are inconsistent with it, since it must be obeyed (until a newer law opposes to it). Thus, in a true “natural selection” of laws, only a little set of laws compatible to each other would last. That answers a fundamental philosophical question about our universe: “Why does the universe follow logical rules?”

Thereby, the Jocaxian Nothingness is the natural candidate for the origin of the universe, since it is the simplest possible state nature could present: a state of such simplicity there would not be the need to explain its existence. And, by logical consequence of this state, anything could be (or not) randomized, even our physical laws and elementary particles.

 

 

 

 

Palavras-chave: Nothingness, O Nada-Jocaxiano, The Jocaxian Nothingness, Universe, Universe Origin

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Novembro 16, 2009

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III.1-A Consciência e o Sentir

 Do livro "Genismo", por Jocax

Se formos pesquisar os motivos por trás de todos os anseios, de todos os desejos, de todas as vontades, das ideologias e mesmo das religiões, chegaremos a uma conclusão: tudo, absolutamente tudo, está relacionado ao ‘sentir’. Não existem atitudes, éticas ou regras morais que não se correlacionem, de um modo ou de outro, ao ‘sentir’. Seja o sentir presente, seja o sentir futuro, para nós mesmos ou não, aqui na Terra ou no “além”. Buscam-se o prazer e a fuga do sofrimento, nosso ou de outros,  neste planeta ou não, nesta “dimensão” ou não. Até mesmo a felicidade, a “deusa adorada”, nada mais é, como veremos posteriormente, do que o ‘sentir’ ponderado pela sua duração no tempo. A busca pelo conhecimento, a aprendizagem: são também formas de diminuir o sofrimento e tentar garantir a felicidade. Assim, podemos constatar que tudo que provem da consciência, do arbítrio, gira em torno do sentir. Por esta razão eu o elegi “A questão mais importante do universo”:

 

“O que é o Sentir?”

 

Primeiramente, deveremos constatar que o “sentir” não se restringe aos seres humanos, e nem mesmo a organismos “vivos”. A questão do sentir vai mesmo além do conceito do que seja “vida”. Para entendermos isso, façamos um experimento mental: suponhamos que se coloquem, num hipotético computador hiper-poderoso, as leis físicas de um universo -como o nosso, por exemplo- com suas entidades básicas, as suas partículas elementares, e também um dado estado inicial para cada uma das partículas. Com este modelo, este hiper-computador poderia, a partir deste estado inicial, simular o desenvolvimento futuro do universo, como o “Big-Bang”, a formação de estrelas, de planetas, e eventualmente, o surgimento da vida que, eventualmente, poderia evoluir para a vida inteligente. Note que este universo é virtual, um modelo matemático submetido a uma simulação computacional. Neste nosso modelo não existe, na realidade, um único neurônio real, nem mesmo uma única molécula orgânica ou mesmo de água. Tudo, neste universo, acontece na memória e no(s) processador(es) deste computador hipotético de silício e metal. Entretanto, os sentimentos que surgirem dentro deste universo virtual, com seus seres virtuais, serão, de fato, reais. E, na verdade, nem mesmo podemos provar que nosso próprio universo não seja também um universo virtual que esteja sendo simulado em algum “meta-universo”! [3] Mas, mesmo assim, as sensações e sentimentos existem (“Sinto, logo existo.”).

 

O conceito do sentir também é extremamente importante, como veremos posteriormente, para a definição de uma ética universal, baseada na fórmula jocaxiana de felicidade [1], bem como no desenvolvimento do projeto Felicitax [2].

 

 Primeira abordagem

 

Muitos tentam abordar a questão do sentir apelando para o dualismo. Descartes foi o filósofo mais importante que defendeu esta abordagem, por isso o dualismo é também conhecido como “dualismo descartiano”. O dualismo é um conceito que afirma existirem entidades em nosso universo que não são regidas por leis físicas. Nossa mente e nossa consciência, segundo o dualismo, não seriam regidas por entidades materiais, e sim por entidades ditas 'imateriais', que seriam “definidas” por alguns conceitos religiosos obscuros como almas e/ou espíritos.

 

Além disso, assevera-se que tais entidades poderiam sobreviver à morte do corpo físico. Estas entidades, segundo estas crenças, seriam as verdadeiras portadoras de nossa consciência. Tais ‘explicações’ dualistas, além de serem desprovidas de quaisquer evidências científicas, introduzem mais problemas a serem decifrados do que soluções, já que todo um universo de questões sobre estas entidades também precisaria ser respondido, como, por exemplo: “De onde ou como surgiram estas entidades imateriais?”; “Como elas interagem com o mundo físico?“

 

Entretanto, como nunca se mostrou nenhuma evidência da real existência de tais entidades, e por se mostrarem desnecessárias, elas contrariam a “Navalha de Ocam”. Devemos, portanto, descartá-las em favor de hipóteses mais simples e não dualistas.  É aqui que entra o monismo: até que se prove o contrário, tudo deve ser explicado por entidades físicas como partículas, energia, espaço etc. Você leitor, se quiser tentar sentir a dificuldade do problema, poderá tentar por si mesmo, antes de continuar a leitura, definir o que seria o “sentir” para você, e verificar se sua definição é compatível com o que normalmente temos em mente, e também com o exposto acima. Lembre-se que a definição do sentir, como vimos, não pode se restringir a seres vivos, e, por isso, o problema torna-se ainda mais difícil.

 

Minha primeira e fracassada investida para tentar atacar o “problema do sentir” foi através de uma abordagem funcional: se algo age, ou reage, como se sentisse, poderíamos dizer que este algo sentiria. Entretanto, dentro desta abordagem, deveríamos concluir que uma simples mola de aço também sentiria, já que uma mola reage como se “quisesse” voltar à sua posição original, como se não “gostasse” de ser comprimida. A importância de se achar uma boa definição para o sentir é possibilitar uma quantificação matemática dos sentimentos – a base para uma ética universal. Nesta primeira abordagem funcional,  se uma simples mola pudesse sentir, então a soma de um número enorme de outras molas poderiam sentir muito mais do que uma única, e poderiam até mesmo suplantar o sentir de um ser humano! E isso poderia levar a uma ética, ou justiça, na qual a somatória do sentir de um conjunto de molas fosse mais importante que a vida de um ser humano! Isso não me parecia algo muito natural e abandonei definitivamente esta abordagem quando, ao longo de uma discussão sobre o assunto, num fórum de filosofia [3], foi ficando claro para mim que a consciência deveria estar intimamente relacionada ao sentir. Sem a consciência, não poderia haver o sentir. O sentir deveria ser produto da percepção consciente.

 

A Consciência

 

Uma das razões mais importantes para que o sentir estivesse definitivamente atrelado à consciência é que se houvesse várias sensações diferentes, em processos mentais distintos, haveria necessidade de algo que, de algum modo, percebesse-as como sentimentos distintos. Este algo seria a consciência.

 

E agora nós estamos em frente de um dos mais antigos e grandes problemas filosóficos existentes: a natureza da consciência. E percebemos que “o problema mais importante do universo” – O Sentir - também depende da solução do que seja a consciência. Entretanto, a constatação de que o sentir e a consciência estejam, de alguma forma, correlacionados, não deixa de ser também um grande avanço. Mas, que forma de relacionamento deveria ser este?

 

A consciência é, em sua forma mais conhecida -a “auto consciência”- uma entidade, ou processo, que percebe a própria existência; que se relaciona ao livre-arbítrio ou à capacidade de escolha. No nosso caso, isso não é necessário, a percepção da própria existência, ou a capacidade de escolha, não são características necessárias para que exista o sentir. Um ser poderia sentir mesmo sem possuir a “auto consciência”. Entretanto, a própria percepção da existência, a percepção em si, é também uma forma de sentir. Podemos assim constatar que a consciência, em sua forma mínima, a mais simples, deve ser apenas um processo de captação de sinais que geram sentimentos ou sensações.

 

Uma solução

 

Refletindo sobre o problema do sentir, e sua relação com a consciência, percebi que já tinha tocado, sem perceber, na solução do problema quando desenvolvi uma maneira de quantificar a felicidade num sistema bem particular: O Cérebro[1]. Naquele texto, chegamos ao âmago da consciência quando notamos que o cérebro precisava relacionar várias percepções de diversos órgãos dos sentidos, ou de diversos subsistemas neurais (geradores de sinais), para arbitrar uma escolha ou desenvolver uma ação. A solução já estava lá, mas ainda não de forma generalizada. Cheguei então a uma primeira definição (ou descoberta?) do que seria o sentir e sua relação com a consciência:

 

“A Consciência é um (sub)sistema que recebe dois ou mais INPUTS (entradas) de estímulos ou sinais (externos e/ou internos) e os AVALIA, segundo uma META (objetivo),  antes de responder a eles (executar uma reação, caso necessário)”.

 

“O Sentir é o resultado da avaliação, pela consciência, de um dado estímulo ou sinal“.

 

Destas definições, podemos concluir:

 

 1- O Sentir não existe sem a consciência. Nem a consciência sem o sentir: um depende do outro, uma vez que a ‘avaliação’ dos sinais de entrada é o que significa sentir, e a consciência, segundo este modelo, não existe sem esta avaliação.

 

 2-A consciência precisa receber entradas (sinais) para avaliá-los e provocar o sentir. É, portanto, um processo dinâmico.

 

 3-A consciência precisa postergar (atrasar) a reação aos estímulos/sinais (para poder avaliá-lo) antes de, caso necessário, tomá-la.

 

 4-A consciência, para existir, precisa, em nosso modelo, ter um objetivo intrínseco, como a felicidade, a sobrevivência ou a gene-perpetuação etc.

 

 5-O resultado da avaliação pode gerar uma ação/resposta (que, por sua vez, pode gerar um novo estímulo interno) visando à meta interna.

 

 6-A meta intrínseca da consciência, no caso de seres biológicos, evoluídos darwinianamente por seleção natural, é a meta biológica (gene-perpetuação). Entretanto, no caso humano, a meta cultural pode sobrepujar, em alguns casos, a meta biológica e gerar conflitos, caso essas apontem em direções diferentes.

 

 7-A avaliação pode ser feita pela própria consciência, através da quantificação do estímulo/sinal para um "denominador" comum, de modo a possibilitar a comparação de estímulos diferentes em relação à meta.

 

8-Uma possível quantificação do grau/complexidade da consciência seria através da quantidade de sinais/entradas que podem ser por ela processados por unidade de tempo, e também da complexidade de avaliá-los em relação à meta.

 

9-O Sofrimento acontece quando um estímulo ou sinal é avaliado como contrário à META do organismo.

 

10-O Prazer acontece quando o estímulo ou sinal é avaliado como favorável à META.

 

11- Uma possível quantificação do Sentir seria através da medida do "denominador", avaliado pela consciência, do sinal de entrada (input) em relação à META e à complexidade da própria consciência.

 

12-A quantificação do sinal de entrada, via algum "denominador" comum, é, portanto, função de quão importante é o estímulo (de quanto o sinal de entrada 'pesa') para a obtenção da META/Objetivo.

 

--//--

 

É importante observarmos, em nosso modelo de consciência acima exposto, que este não depende de aspectos físicos da maneira como o sistema que avalia os sinais está montado. Tanto pode ser um sistema biológico, baseado em água e carbono, como conhecemos na Terra,  como também pode ser um sistema totalmente artificial, como, por exemplo, um computador, ou então uma forma de vida desconhecida, baseada em compostos químicos para nós totalmente estranhos. A vantagem de darmos uma definição sistêmica, envolvendo apenas processos e sinais, é que ele é muito mais geral e pode ser aplicado também em sistemas virtuais com que a realidade física não existe e é, por exemplo, apenas uma simulação. Note que mesmo neste último caso, embora os seres possam ser virtuais, sem uma existência ‘física’, a consciência e os sentimentos, entretanto, seriam tão reais quanto os existentes em nossa realidade.

 

É interessante também notar, em nossa definição, que um único neurônio satisfaz as condições de consciência/sentir (não auto-consciência), já que ele recebe sinais (por seus dentritos) e analisa-os internamente antes de disparar (ou não) um sinal de resposta (por seu axônio). Assim, podemos dizer que um único neurônio é dotado de uma “micro-consciência”. Contudo, não podemos nos apressar e afirmar que nosso sentir, produzido por um conjunto de cerca de 100 bilhões de neurônios que formam o cérebro, seja a soma aritmética do sentir de cada neurônio unitário. Isso porque um subsistema neural pode possuir ele próprio uma capacidade de sentir além daquela produzida pela soma de seus componentes. Considere, por exemplo, uma ‘caixa preta‘ que recebe 20 sinais de entrada por segundo, analisa-os, e responde a eles, na mesma freqüência, através de 10 sinais de saída. Esta ‘caixa preta’ teria por si mesma uma determinada capacidade de sentir de, digamos, ‘X’ unidades (Jx/s). Entretanto, ela poderia ser formada, internamente, por outras minúsculas ‘caixinhas pretas’ (que fariam o papel dos neurônios) que também teriam sua própria micro-consciência. Neste caso, a capacidade de sentir total desta ‘Caixa preta’ seria maior que ‘X’, pois teríamos de considerar (somar) também o sentir de cada um de seus componentes internos que satisfizessem a definição de sentir.

 

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Outubro 11, 2009

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I.1-A Navalha de Ocam

Por Jocax

Extraido do Livro ("Genismo")

A “Navalha de Ocam” (“Navalha de Occam”, “Navalha de Ockham”, ou ainda “Occam's Razor”, em inglês) é um princípio lógico-filosófico que estabelece que não se deve agregar hipótese(s) desnecessária(s) a uma teoria, ou de uma outra forma: pluralidades não devem ser postas sem necessidade (no seu original em latim: ‘pluralitas non est ponenda sine neccesitate’.) [1]

 

A Navalha de Ocam também é conhecida como “Princípio da Economia” ou “Princípio da Parcimônia”, que afirma que "as entidades não devem ser multiplicadas além do necessário, a natureza é por si econômica e não se multiplica em vão".

 

Acredita-se que Willian de Ockham (ou Guilherme de Occam), frade franciscano do século XIV, tenha sido o criador deste princípio. Willian nasceu na vila de Ockham, na Inglaterra, em 1285,  foi um controverso teólogo e um dos mais influentes filósofos do século XIV. Willian de Ockham morreu em Munique em 1349, vítima da peste negra que assolava a Europa naquela época. [2]

 

 

Simplicidade

 

A “Navalha de Ocam” também é conhecida como o “Princípio da Simplicidade” e estabelece que teorias mais “simples” são preferíveis às teorias mais “complexas”. Mas esta forma de conhecer a “Navalha de Ocam” pode ser enganadora, a menos que se defina qual o significado da palavra “simplicidade”. Pode ser um erro considerar a teoria mais “simples” como aquela de mais fácil compreensão. Simplicidade, na Navalha de Ocam, não é necessariamente o que é mais fácil compreender. Por exemplo, para alguns, pode parecer mais simples pensar que o “deus da chuva” provoca a chuva do que entender um complicado processo físico de evaporação da água pelo Sol e posterior condensação das águas nas nuvens. Portanto, é sempre arriscado associar a “Navalha de Ocam” ao “Princípio da Simplicidade” se não estiver claro qual o conceito de simplicidade que se deve ter em mente. Uma associação correta seria através do número de hipóteses, quando elas são equiprováveis. Ou então pela relação de pertinência: se todas as hipóteses de uma teoria-1 estão contidas numa teoria-2, então a teoria-1 é a mais simples. Considere, por exemplo, uma teoria-1 que utiliza as hipóteses (A e B) e uma teoria-2 que utiliza as hipóteses (A, B e C). Como todas as hipóteses da teoria-1 estão contidas no conjunto de hipóteses da teoria-2, então a teoria-1 pode ser considerada a mais simples (com menos hipóteses), e, este conceito de simplicidade, está de acordo com a “Navalha de Ocam”.

 

Hipóteses Desnecessárias

 

A “Navalha” propõe que “não devemos acrescentar hipóteses desnecessárias a uma teoria”, mas qual seria o significado da palavra “desnecessária” neste contexto?

 

“Desnecessárias” seriam as hipóteses que não estão relacionadas aos fatos que a teoria se propõe a explicar. Por exemplo, hipóteses sem evidências de sua necessidade, ou hipóteses sem relação causal com os fatos observados.

 

Exemplo Ilustrativo

 

A “Navalha de Ocam” é, na verdade, um princípio bastante intuitivo, e o utilizamos corriqueiramente em nosso cotidiano mesmo sem perceber. Um exemplo ilustrativo poderá mostrar isso. Suponha que você, por exemplo, está andando numa rua e observa, mais ao longe, uma caixa de sapatos na calçada. Sem nenhuma outra informação a respeito, qual das seguintes teorias abaixo você escolheria em relação à caixa de sapatos observada?

 

1-A caixa esta ‘vazia’.

2-A caixa contém 20 mil reais.

3-A caixa contém 20 mil reais e a coroa da rainha.

4-A caixa contém 20 mil reais a coroa da rainha e o segredo da vida eterna.

5-A caixa contém um duende verde que criou o universo e que poderá te realizar três desejos quaisquer.

 

Qual destas teorias sobre o conteúdo da caixa você escolheria? Principalmente, tente responder qual a razão de sua escolha.

 

A opção natural seria a escolha de número 1-“A Caixa está vazia”, a mesma que a “Navalha de Ocam” apontaria, pois todas as outras são teorias com hipóteses desnecessárias, já que não existem evidências de nenhuma delas. Apesar disso, ela poderia não ser a teoria correta sobre o conteúdo da caixa. Assim, podemos perceber, em primeira aproximação, que a “Navalha de Ocam” é um critério racional de escolha, e não um instrumento de prova sobre a veracidade de teorias ou hipóteses. Veremos a seguir que a “navalha” é também um método capaz de funcionar como critério de “prova” quando utilizada para eliminar hipóteses ad-hoc que, por sua vez, são utilizadas  contra as evidências encontradas.

 

O Papel das Evidências

 

Uma evidência pode ser definida como um fato ou evento que pode ir a favor ou contra uma teoria. Dizemos que uma evidência é favorável a uma teoria (corrobora a teoria) quando a teoria prevê que aquela evidência poderia ou deveria ocorrer nas condições previstas pela própria teoria. Caso contrário, isto é, quando a teoria prevê que a evidência não poderia ocorrer, dizemos que a evidência ‘refuta’ a teoria, ou então que a teoria é ‘falseada’ pela evidência. As palavras ‘refutar’ e ‘falsear’ estão entre apóstrofes porque, na verdade, sempre é possível invocar hipóteses adicionais criadas especificamente para contornar o problema criado pela evidência e assim salvar a teoria que não se adequou diretamente às evidências encontradas. Estas hipóteses adicionais são conhecidas como hipóteses ad hoc.

Vamos elucidar o papel das evidências na Navalha de Ocam com um exemplo simples. Consideremos duas teorias rivais, T1 e T2:

 

T1 = “Todos os gansos são brancos”.

T2 = “Todos os gansos são vermelhos”.

 

Consideremos a evidência E1:

 

E1= “Foi avistado um ganso branco”.

 

A evidência E1 corrobora a teoria T1, pois T1 prevê que se um ganso fosse avistado, ele deveria ser branco. Mas E1 ‘refuta’ T2, uma vez que T2 prevê que se um ganso fosse avistado, ele deveria ser vermelho. Aparentemente, a teoria T2 foi refutada pela evidência E1. Mas só aparentemente, pois pode-se invocar uma hipótese ad hoc, H1, que salva a teoria T2 da ‘refutação’. Considere, por exemplo, algumas hipóteses H1 que poderiam salvar T2:

 

H1-a= “O ganso visto como branco, é, na verdade, vermelho, mas foi tingido propositalmente de branco para nos enganar”.

H1-b= “Há alguns dias atrás, uma explosão solar atingiu as penas dos gansos vermelhos, tornando-as momentaneamente brancas”.

H1-c= “Uma fonte de raios alienígenas fez com que nossos cérebros enxergassem todos os gansos vermelhos como brancos”.

 

Estas são apenas algumas das hipóteses que poderiam salvar T2, e quem poderia provar que são falsas? Além disso, para cada tentativa de se provar que as hipóteses H são falsas, poderemos igualmente contra argumentar criando novas hipóteses ad hoc contra estas refutações. E assim sucessivamente.

 

Entretanto, podemos utilizar a “Navalha de Ocam” para descartar todas estas hipóteses que vão contra a evidência observada, pois as teorias corroboradas pelas evidências não precisam de hipóteses adicionais, que são, para elas, desnecessárias. No nosso exemplo, a teoria T1 (“Todos os gansos são brancos”) é mais simples que a teoria T2 (“Todos os gansos são vermelhos”) adicionada às hipóteses ad hoc (H1-a, H1-b etc.) que refutam as evidências observadas, e deve, portanto, ser a teoria mais correta em termos da “Navalha de Ocam”.

 

Podemos concluir que as evidências observadas têm um papel muito importante na utilização da “Navalha de Ocam”, pois fazem com que as teorias que vão contra as evidências, para não serem refutadas, dependem da adição de hipóteses ad hoc extras, que as tornam incompatíveis com a “Navalha de Ocam”.

 

É importante ressaltar que a “Navalha de Ocam” representa um critério racional de escolha entre teorias (ou hipóteses) e deve ser destacado que um critério de escolha racional é sempre melhor que qualquer outro critério não racional ou critério nenhum.

 

A Lógica da Navalha

 

A Navalha de Ocam aponta a hipótese de maior probabilidade, porque a cada hipótese extra e desnecessária acrescentada a uma teoria a torna menos provável. Se não, vejamos:

 

Suponha uma teoria T1 que seja correta e formada com N hipóteses: H1, H2...Hn onde todas elas sejam necessárias para que a teoria funcione corretamente.

Podemos escrever isso, simplificadamente, da seguinte forma:

 

 T1= (H1, H2...Hn).

 

Suponha agora outra teoria T2, rival de T1, que contenha as mesmas N hipóteses de T1 acrescida de uma hipótese extra e desnecessária “D0”. Assim: 

 

T2= (H1, H2.. Hn, D0).

 

Agora, se temos todas as condições nas quais as hipóteses de T1 sejam satisfeitas, então a teoria T1 deverá nos dar as predições corretas. A teoria T2, por sua vez, só dará o resultado correto se a hipótese desnecessária “D0” for verificada. Mas como, por definição, “D0” é uma hipótese desnecessária, a teoria T2 poderá dar um resultado falso quando deveria dar um resultado verdadeiro, pois depende do valor da hipótese desnecessária “D0”.

 

Provamos assim que hipóteses desnecessárias fazem com que uma teoria que poderia ser correta torne-se falsa. Dessa forma, podemos afirmar que teorias que respeitam a “navalha de Ocam” têm maior probabilidade de serem verdadeiras do que aquelas que não satisfazem à navalha.

 

Outro exemplo: suponha que T1 seja uma teoria que diz que um automóvel, para andar, precisa de combustível e motorista. E a teoria rival, T2, diz que um carro, para andar, precisa de combustível, de um motorista e, além disso, da hipótese D0=”O motorista precisa rezar o ‘pai-nosso’ ”. T2 torna-se falsa, pois a última hipótese, D0, é obviamente desnecessária.

 

O Ônus da Prova

 

O “Ônus da Prova” é um termo designado para estabelecer quem, numa contenda ou disputa, deve provar suas alegações. Devemos estabelecer que o “Ônus da prova” deve ser responsabilidade de quem contrariar a “Navalha de Ocam”.

 

A “Navalha de Ocam” e as Religiões

 

A “Navalha de Ocam” costuma ser fortemente combatida pela maioria dos teístas e crentes em geral, pois ela é um critério que bate fortemente contra a idéia de um Deus todo poderoso e criador do universo. Se não, vejamos: suponha que seja necessário um ser que tenha poder de criar o nosso universo. Então, pela “Navalha de Ocam”, é desnecessário que este ser tenha de ter poder infinito! Ele precisa apenas ter o poder de criar o universo, nada mais que isso. É também desnecessário que este ser seja onisciente, pois não se precisa saber tudo para se criar um universo, mas apenas ter o conhecimento suficiente para tal empreitada. E muito menos necessário que este ser tenha de ser bom.

Outro “prato cheio” para a navalha, proveniente do catolicismo, consiste em confrontar a teoria T1: “Um indivíduo ressuscitou da morte e subiu aos céus sem foguetes” com a teoria rival T2: “Alguém escreveu mentiras sobre uma ressurreição e muitas pessoas acreditaram”. T2 é preferível segundo a navalha, pois as hipóteses de ressurreição e a contradição da lei da gravidade são desnecessárias. Ou seja, a “Navalha de Ocam” é uma verdadeira navalha em relação às hipóteses religiosas em geral e não foi à toa que Willian de Ockham, suposto criador da navalha, foi excomungado pela Igreja depois de prestar contas ao Papa em 1324.

 

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Julho 04, 2009

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O "Nada Jocaxiano"
Por Jocax, Outubro de 2006
(Revisão: Junho/2007)

O "Nada Jocaxiano" (NJ) é o Nada absoluto desprovido não apenas de elementos físicos e de leis físicas mas também de regras de quaisquer tipos.[1]

O "Nada Jocaxiano" é diferente do Nada que normalmente se pensa. O nada que normalmente se pensa, e que podemos chamar de "Nada Trivial", para distingui-lo do NJ, é algo no qual dele nada pode acontecer, ou seja, “o Nada Trivial” segue uma regra :”Nada pode acontecer”. Dessa forma o “Nada Trivial”, o nada no qual as pessoas pensam ao falar num “nada”, não é o nada mais simples possível, ele possui uma regra.

Jocax não definiu o NJ como algo em que não existe nada. Tal definição é dúbia e encerra algumas contradições como:”Se no nada não existe nada então ele mesmo não existe.”. Não, primeiro jocax definiu o que seja existir: “Algo existe quando tem as propriedades que o definem satisfeitas dentro da realidade”. Assim, jocax definiu o NJ como algo que:

1-Não possui elementos físicos de nenhuma espécie. (Partículas , energia, espaço etc.)
2-Não possui nenhuma lei.(Principalmente a lei embutida no “Nada Trivial”).

O "Nada Jocaxiano" é uma construção filosófica que se diferencia do "nada trivial" por não conter a regra "Nada pode acontecer". Desta forma jocax livra seu NJ de paradoxos semânticos do tipo: “Se ele existe, então ele não existe”. E afirma que este nada é ALGO que pode ter existido. Ou seja o “Nada Jocaxiano” é a estrutura física e lógica mais simples possível. E, como veremos, também a candidata natural possível para a Origem do Universo.

Não devemos confundir a definição do NJ com regras a serem seguidas. A definição do NJ é seu estado inicial. Se a natureza se encontrar no estado definido pelas condições 1 e 2 acima, dizemos que ela é um “Nada-Jocaxiano”. O estado de um sistema, diferentemente de uma regra, é algo que pode mudar. Uma regra é algo que o sistema deve obedecer sempre, caso contrário não seria uma regra. Assim, por exemplo, o estado de “não possui elementos físicos” é um estado e não uma regra pois, eventualmente, este estado poderá mudar. Se fosse uma regra, jamais poderia mudar.

Por ser livre de quaisquer elementos o "Nada jocaxiano" não pressupõe a existência de nada e assim, pela "Navalha de Ocam” [2], deve ser o estado mais simples possível da natureza e, portanto, sem necessidade alguma de explicações de sua origem. O “Nada Jocaxiano”, claro, não existe mais, mas pode ter existido num passado longínquo. Ou seja, o NJ seria o próprio universo –definido como o conjunto de tudo o que existe- dessa forma o Universo (como sendo um NJ) sempre existiu.

O "Nada jocaxiano", como tudo, deve seguir a tautologia: "Pode ou Não Acontecer". Essa tautologia -verdade lógica absoluta-, como veremos, tem um valor semântico no “Nada-jocaxiano”: Permite (ou não) que coisas possam acontecer.

Não podemos afirmar que num nada-jocaxiano coisas necessariamente devam ocorrer. Eventualmente pode não ocontecer nada mesmo, isto é, o NJ poderia continuar indefinidamente sem mudar de seu estado inicial sem que nada acontecesse. Mas existe a possibilidade de que fenômenos possam ocorrer desse nada absoluto. Essa conclusão segue logicamente da análise de um sistema sem premissas: Como o NJ, por definição, não possui leis, isso significa que ele é um sistema SEM PREMISSAS.

Em um sistema sem premissas, não podemos concluir que algo não possa acontecer. Não existem leis para que possamos tirar esta conclusão. Ou seja: não existe a proibição de que qualquer coisa possa acontecer. Se não existe a proibição de que algo possa acontecer, então, eventualmente algo pode acontecer. Ou seja, as tautologias continuam verdadeiras num sistema sem premissas: “Algo acontece ou não acontece”. Se, eventualmente, algo acontecer, este algo não deve obedecer a leis, e portanto, seria algo totalmente aleatório e imprevisível.

[Isso tudo pode parecer muito estranho, e na verdade é mesmo, mas posso colocar uma evidência clara de que o NJ não é um absurdo: Procure, primeiramente, num sistema de busca da Internet pelo texto: “Partículas Virtuais” ou no singular: “Partícula Virtual”. As partículas virtuais ocorrem em nosso universo como criação espontânea, a partir do vácuo quântico, de uma partícula e sua anti-partícula. A geração deste par de partículas é considerada, pela ciência, como um evento sem causas físicas, algo genuinamente aleatório. Isso é fato científico e pode ser explicado pela mecânica quântica. Agora vamos sair um pouco dos fatos e imaginar que cada uma dessas partículas encerra um ultra-micro-pico-universo em miniatura. Assim, nesta experiência mental, temos um indício, uma pequena evidência, de que o surgimento de um universo do nada, não esta tão fora de propósito como se poderia acreditar...]

Jocax chamou as primeiras aleatorizações do NJ de “Esquizo-Criações”. As esquizo-criações, por provirem de algo sem leis, seriam totalmente aleatórias e “malucas”. Claro que com as primeiras aleatorizações o NJ deixa de ser o NJ por possuir algo, ou seja, o NJ se transforma. Como o NJ não é limitado por nenhuma lei, eventualmente o NJ pode gerar também leis, nas quais seus elementos devam obedecer.

Jocax acredita que a geração aleatória de leis produziu um universo lógico: Suponha que leis sejam geradas aleatoriamente. Se uma lei não entra em conflito com outra lei, ambas podem permanecer incólumes. Entretanto, se surge uma nova lei que entra em conflito com outras leis, a nova lei substitui (mata) as leis anteriores já que por ser uma lei ela deve ser obedecida (até que outra, mais nova, lhe contrarie). Assim, numa verdadeira “seleção natural” de leis, foram sobrando apenas as leis que não fossem incompatíveis umas com as outras e isso responde a uma questão filosófica fundamental de nosso universo: “Por que o Universo segue regras lógicas?”.

 

Dessa forma o "Nada-Jocaxiano" é o candidato natural para a Origem do Universo, já que é o estado mais simples possível que a natureza poderia ter. E dele qualquer coisa poderia (ou não) ser aleatorizada. Até mesmo nossas leis físicas e nossas partículas elementares.

Referência(s):

[1] “A Origem do Universo, segundo Jocax”
(http://www.genismo.com/logicatexto20.htm)

[2] “A Navalha de Ocam e a Navalha de Jocax”
(http://www.genismo.com/logicatexto24.htm)

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Fevereiro 14, 2009

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O Novo Indutivismo e a Navalha de Ocam
João Carlos Holland de Barcellos (jan/2009)

Resumo: A Navalha de Ocam (NO) estabelece que se deva eliminar hipóteses “desnecessárias” das teorias. Este ensaio pretende estabelecer algumas normas para conceituar o critério de “não-necessidade” na NO. Uma nova versão Indutivista, baseada no Indutivismo clássico também é proposta, e posteriormente utilizado, para resolver este problema.

 

Palavras chaves: Epistemologia, Navalha de Ocam, Filosofia da Ciência, Ciência, Indutivismo, Lógica, “Hierarquia indutivista”, Método Indutivo.

1-Introdução

A Navalha de Ocam (NO) [1] é um critério lógico-filosófico utilizado em praticamente todo processo de aquisição de conhecimento e também em nossa vida cotidiana.

A NO, resumidamente, estabelece, em sua forma mais sucinta, que devemos eliminar hipóteses desnecessárias de nossas teorias. Este critério, por si só, é quase uma tautologia, isto é, uma verdade lógica absoluta, pois, sendo as hipóteses estabelecidas como desnecessárias, pela própria definição de “desnecessidade” elas não são mesmo necessárias na teoria. Dessa forma a NO deve ser considerada, por si mesma, uma verdade incontestável.  Portanto, o problema não reside propriamente na NO, e sim nos “critérios de necessidade” sobre as hipóteses.

Para exemplificar, vamos tomar alguns exemplos. Considere as seguintes teorias:

1a- Para um carro andar é preciso que tenha combustível.

1b- Para um carro andar é preciso que tenha combustível, e que seus ocupantes tenham que se rezar o “pai nosso”.

2a- Para que um xarope faça efeito é necessário o paciente ingeri-lo.

2b- Para um xarope fazer efeito é necessário o paciente ingeri-lo, e, além disso, o paciente precisa cantar o “ula-ula” enquanto dá três voltinhas em torno de si mesmo.

Poderíamos, dessa forma, incluir uma infinidade de outras hipóteses, as mais malucas possíveis, em cada uma de nossas teorias.

Da mesma forma o leitor sabe que não precisa recitar a poesia “batatinha-quando-nasce” para tomar um copo de água para evitar que a água pule fora de seu copo antes de bebe-la. Isto mostra que a NO está presente e é aplicada, mesmo de forma imperceptível, até mesmo no cotidiano de nossas vidas.

Mas a pergunta importante é:
Como sabemos se uma hipótese é realmente desnecessária?

Como sabemos que de fato não precisamos rezar o “pai nosso” para um carro andar, nem girar em torno de nossos corpos cantando “ula-ula” para um remédio fazer efeito, ou então recitar “batatinha-quando-nasce” para não deixar a água fugir de nossos copos?  

A rigor, todas estas hipóteses aparentemente absurdas, e, para nós, claramente desnecessárias, destes exemplos, poderiam ser absolutamente necessárias em algum outro universo, ou até mesmo em nosso próprio universo, a partir do momento que o leitor terminar esta frase. Ou seja, não podemos garantir que as leis do universo mudaram, e que, a partir de agora, aquelas hipóteses, antes tidas como absurdase bizaras, tornaram-se agora absolutamente necessárias.

Em suma, qual o critério de necessidade (ou não) de uma hipótese ou teoria qualquer?
Antes de respondermos a esta importante questão, vamos desenvolver um novo arcabouço teórico: “O Novo Indutivismo”.

2-O Novo Indutivismo

O principal processo para conectarmos nossas mentes ao mundo externo e elaborarmos teorias a cerca do nosso universo, isto é, a forma de adquirirmos conhecimento, é conhecido como “processo de indução”. 

O processo de indução, conhecido também como Indutivismo ou Indutividade, estabelece que experimentos ou acontecimentos ou eventos que sempre dão os mesmos resultados, nas mesmas condições, provavelmente, deverão continuar dando os mesmos resultados nestas mesmas condições. E, quanto mais vezes estes resultados se repetirem, isto é, quanto mais observações favoráveis forem obtidos, mais confiabilidade deveremos ter em que hipóteses ou teorias que reflitam esta estabilidade, sejam verdadeiras.

2.1-Formação de Hipóteses

É claro que a simples observações de repetições de fenômenos naturais não produz, por si mesmo, nenhuma teoria. Um macaco, para exemplificar, pode observar durante toda a sua vida um fenômeno repetitivo, como o que ‘o Sol nasce no leste’, e nem por isso uma teoria sobre isso deverá surgir em sua mente.

Portanto, o processo indutivo não elabora teorias prontas, mas, antes de tudo, fornece pistas importantes para que nós, ou alguma forma de processamento, faça a criação de hipóteses ou de teorias sobre o fenômeno observado. Dessa forma, é perfeitamente possível que pessoas distintas elaborem teorias ou hipóteses também distintas utilizando os mesmos dados fornecidos pela observação indutiva.
 
2.2-Primeiros Resultados

Pelo processo indutivo criamos a hipótese básica de que nosso universo é lógico, isto é, funciona logicamente de acordo com a lógica clássica aristotélica. E também que as leis da física devem ser estáveis. Estes primeiros resultados nos dão a confiança de que o nosso universo não deve ter mudado as suas leis, em nosso exemplo anterior, para fazer com que a água escape de nossos copos se antes não recitarmos “batatinha-quando-nasce”!

O processo de Indução ainda é muito criticado por muitos cientistas e filósofos da ciência, sob a alegação (verdadeira!), de que este processo nem sempre produz resultados corretos.

Mas, sob o “Novo Indutivismo” isso dificilmente acontece. No novo Indutivismo, como veremos, existe uma hierarquia indutiva. Esta hierarquia estabelece que novas regras indutivas devem estar subordinadas às regras indutivas mais básicas e mais extensamente testadas já existentes.

Ou seja, existe uma hierarquia de leis, baseados em processos indutivos mais básicos e mais confiáveis, onde alguns têm uma força, ou privilégio, maior que outros, e, dessa forma, não se pode romper a hierarquia indutiva sem uma boa razão para isso.

Assim, uma nova regra indutiva só pode ser considerada satisfatória se não quebrar a hierarquia de regras indutivas mais fortes.

Dessa maneira o “Novo Indutivismo” pode ser definido como o Indutivismo clássico atrelado à subordinação de uma hierarquia indutiva.

2.3-A Hierarquia Indutiva

Podemos criar uma hierarquia indutiva, em grau decrescente de força, de modo que uma lei, num grau menos elevado de força, não deva ir contra os níveis hierárquicos superiores. A nossa hierarquia indutiva pode ser definida em um grau decrescente de importância da seguinte forma:
 

1-      A mais poderosa e básica regra indutiva é a de que nosso universo é lógico. A indução que leva a ela é a de que nunca foi observado nenhum evento ilógico. Então devemos supor, por indução, que o universo segue a lógica. Qualquer teoria que contrarie esta primeira regra deverá, em princípio, ser considerada falsa.

2-      As leis da Física formam a segunda classe da nossa hierarquia indutiva. Obviamente elas não devem contrapor o primeiro nível da hierarquia. E por esta razão as leis da física podem utilizar a matemática, que é baseada totalmente na lógica. As leis da física são criadas pela observação do mais extenso conjunto de observações sobre as regularidades observadas em nosso universo, e por essa razão, devem estar entre as mais confiáveis regras construídas pelo homem. A força destas regras reside no fato de que elas devem ser verificadas, direta ou indiretamente, em todo o universo observável, e não estarem restritas à nossa casa, ao nosso planeta ou mesmo ao nosso sistema solar.

3-      As leis da química poderiam formar o terceiro nível de nossa hierarquia.

4-      As leis da biologia nosso quarto nível.

5-      As outras normas, regras ou leis não devem contradizer as teorias da classificação acima, a menos que sejam exaustivamente verificadas.

 

Podemos notar que o grau da força na hierarquia indutiva, está baseado na “extenseabilidade”, isto é, na quantidade de observações favoráveis no espaço e no tempo, em que a teoria aborda de modo favorável. Regras indutivas de curta abrangência no espaço e no tempo possuem menos casos favoráveis do que as de grande abrangência. Por esta razão tais regras devem estar subordinadas às mais gerais, que foram mais testadas, e por isso apresentam um grau de confiabilidade maior.

2.4-Réplica Indutivista

Agora, com esta classificação, podemos rebater o argumento contra o processo indutivo: "O argumento do nascer do Sol".  O "Argumento do Nascer do Sol" diz que se utilizarmos o processo indutivo sobre o nascimento do Sol todas as manhãs deveríamos criar uma lei que estabelecesse:
 "Hoje e sempre, a cada 24 horas, o sol nascerá no nascente e morrerá no poente"

Entretanto, podemos “refutar” (*) este argumento mostrando que ele vai contra os princípios indutivos da segunda hierarquia (as leis da física) já que, por estas leis, o hidrogênio do Sol irá acabar em cerca de quatro bilhões de anos, e a nossa estrela irá explodir, de forma que um dia, infelizmente, o Sol não mais nascerá, e, portanto, por contrariar o segundo nível da hierarquia, esta regra não pode ser considerada satisfatória.

2.5-“Refutacionismo Indutivista”

Devemos deixar claro que o processo indutivo, como qualquer outro processo, não leva necessariamente à verdade. Algo que sempre se mostrou estável, e forneceu os mesmos resultados, pode mudar estes resultados por alguma nova condição, ou alguma nova observação. Nunca teremos certeza sobre a verdade última do universo [3].

Dessa forma, é natural que uma lei, ou regra, criada por um processo indutivo, deixe de ser válido se uma nova observação “refutar” (*) a regularidade indutiva. Nesse caso, claro, a indução deixa de existir, pois este evento refutatório não passou pela indução. A indução, neste caso, foi quebrada e, portanto, deixa de ser uma indução. A indução, neste caso, não é mais válida. Podemos perceber claramente a quebra da indutividade por um evento desfavorável como análogo ao “Refutacionismo popperiano”, onde uma evidência contraria a teoria serve como um elemento “refutatório” da mesma.

 

2.6-O Método Hipotético Dedutivo

O Método Hipotético-Dedutivo (MHD), no qual são lançadas hipóteses ou teorias, para serem testadas posteriormente, não vai contra o novo método indutivo. Se não, vejamos:   

No MHD uma teoria (ou hipótese) - não necessariamente de base indutiva – é proposta. A partir desta teoria pode-se utilizar a lógica e verificar as conseqüências que ela acarreta. Se alguma observação “refutar” (*) a conseqüência desta teoria, ou diretamente a própria teoria, então esta teoria estará “refutada” (*).  Mas é claro que se a conseqüência de uma teoria for “refutada” então a teoria que lhe deu origem também estará, pois a regra indutivista mais forte é a lógica, e pela lógica (mais especificamente por “modus tollens”) se o conseqüente é falso então, necessariamente, o antecedente também o será.

Dessa forma, podemos verificar que se o MHD mostra um fato que resulta numa “refutação” da conseqüência de uma teoria, segue também que este fato quebrará o Indutivismo da teoria que lhe deu origem. E o oposto também é claramente verdadeiro: uma falha no Indutivismo por uma observação também “refutaria” (*) a teoria.

 

2.7- As Evidências

Uma evidência é uma observação, fato, ou evento que corrobora, ou não, uma teoria. O método indutivo parte das evidências para a elaboração das teorias, isto é, a indutividade já tem como ponto de partida, a sua base, alicerçada na realidade, no empirismo evidencial. Dessa forma, o Indutivismo já começa com alguma vantagem sobre outros processos de criação de hipóteses.

É importante notar que teorias ou hipóteses geradas por processos de criação que não partam de observações empíricas, também precisarão passar por algum processo de validação, isto é, uma sucessão de testes e observações empíricas também será necessária para que haja algum tipo de confiabilidade nestas teorias.

Obviamente que, em princípio, uma teoria não indutiva, recém-criada, e ainda sem nenhuma evidência favorável pode ser verdadeira, enquanto outra, que foi bastante testada, ser falsa. Entretanto, até que as observações ou experimentos diminuam ou aumentem a confiabilidade das teorias, devemos dar mais créditos às teorias que já passaram por algum teste empírico, e, nestes casos, teorias de base indutiva já teriam esta vantagem inicial, e devem, portanto ser tomadas como mais confiáveis que as não indutivas.

2.8-Grau de “Confiabilidade Indutiva”

Como um caso particular, mas não pouco importante, podemos dizer que uma teoria que apresenta nenhuma evidência favorável, isto é, o número de induções favoráveis é zero, deve ter, em princípio, confiabilidade também zero.

À medida que a quantidade de evidências favoráveis aumenta (quantidade de eventos indutivos válidos), o grau de confiabilidade indutiva deve também aumentar.

3-Critério de Necessidade na Navalha de Ocam

Com esta nova base teórica podemos agora responder à pergunta do inicio deste ensaio:

Qual o critério de necessidade (ou não) de uma hipótese ou teoria na NO?

A resposta a esta pergunta pode ser dada pelo grau de “confiabilidade indutiva” (CI) apresentado pela hipótese em relação à teoria. Quanto menor a confiabilidade indutiva (CI), mais desnecessária é a hipótese.

Por exemplo, a teoria:
1b- Para um carro andar é preciso que tenha combustível, e que seus ocupantes tenham que se rezar o “pai nosso”.

A hipótese da necessidade da reza para o carro andar apresenta baixíssimo CI, e, portanto, pode ser considerada desnecessária.  Claro que se nosso universo mudar, ou então o fato se passar em outro universo, esta hipótese poderá ter um alto grau de CI, e, portanto, ser uma hipótese não desnecessária. Tudo vai depender de sua confiabilidade indutiva associada.

 

 (*) “Refutar” está entre aspas, pois segundo o P.I.F. [3] nunca é possível saber se uma observação é realmente verdadeira, e, portanto nunca é possível saber se algo foi realmente refutado.

 Referências:

[1] A Navalha de Ocam
http://www.genismo.com/logicatexto24.htm

[2] Ciência Expandida
http://www.genismo.com/logicatexto25.htm

[3] O Princípio da Incerteza Filosófico
http://www.genismo.com//logicatexto31.htm

[4] O Argumento Indutivista
http://www.ecientificocultural.com/ECC2/artigos/metcien2.htm

 [5]  ANTI-INDUTIVISMO E FALSEACIONISMO POPPERIANOS
http://www.filosofia.cchla.ufrn.br/claudio/epistemologia/anti-indutivismo_falseacionismo_popperianos.pdf

 

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ciência Expandida | 0 comentário

Dezembro 18, 2008

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II.10- Ciência Expandida

João Carlos Holland de Barcellos

“Se a verdade não fosse o objetivo da filosofia, os irmãos Grimm teriam sido os maiores filósofos do mundo” (Jocax)

Resumo: inicialmente, neste artigo, apresentamos as bases sobre quais se assentam a ciência atual, em seguida explicamos a principal vertente da ciência moderna: o “Falsificacionismo popperiano” e mostramos porque as atuais críticas a este sistema são falhas. Posteriormente, provaremos que o “falsificacionismo” é logicamente inconsistente e proporemos um novo conceito de ciência, unificando-o com a filosofia.

1-Objetivo da Ciência

A Ciência tem como meta única a verdade. Este objetivo é essencial para qualquer tentativa de conceituação em ciência.

2-Postulados básicos da Ciência

2.1-A Compatibilidade com os Fatos

A verdade, em ciência, pode ser definida como: “toda informação compatível com a realidade”. O termo “compatibilidade com a realidade”, nessa nossa definição de verdade, deve ser entendido como “estar de acordo com os fatos”, e nunca em contradição a eles. Dessa forma, “a compatibilidade com os fatos” fornece o caráter empírico da ciência, pois atrela a verdade científica à realidade dos fatos.

2.2-O Universo é Lógico

Igualmente, devemos também tomar como postulado científico o fato de que o nosso universo seja lógico, isto é, o universo - definido como o conjunto de tudo o que existe – não apresenta contradições lógicas entre seus elementos e/ou suas leis e deve, portanto, obedecer à lógica clássica (aristotélica). Tal assunção é importante porque, primeiro, nunca se constatou um único caso de evento ilógico no universo. Segundo, se permitíssemos a contradição, a ciência seria “trivializada”, isto é, todo e qualquer tipo de afirmação, por mais absurda que fosse, seria verdadeira, já que um sistema lógico com premissas incompatíveis implica, necessariamente, que toda proposição seja verdadeira. No apêndice ‘A’ no fim deste texto, provamos que a proposição “O universo não existe” pode ser derivada logicamente de um sistema lógico que apresenta premissas contraditórias. Algumas definições usuais de ciência podem ser encontradas no apêndice ‘B’.

3-O Método Científico

O conjunto de regras com que a ciência busca o conhecimento (informações consideradas ‘verdadeiras’ ou altamente confiáveis) é reunido no que se costuma chamar de “Método Científico”.

3.1-“O Método Dedutivo”

O Método dedutivo segue do postulado que o universo é lógico, assim as inferências lógicas podem ser aplicadas às teorias científicas para se extrair outras teorias que, por conseqüência lógica, também deverão ter o mesmo grau de confiabilidade. A base do método dedutivo é o silogismo lógico conhecido como “Modus Ponens” [8]:

 H=>D (Se “H” implica “D”)
 H (e ocorre “H”, i.e. H é verdadeiro)
=> D (Podemos Concluir que “D” também ocorrerá)

Esta regra pode ser resumida na seguinte fórmula tautológica:

((H => D) ^ H) => D
(Se “H” implica “D” e ocorre “H”, podemos concluir “D”).

Como exemplo: “Se todos os gansos são brancos” e minha tia tem um ganso, posso concluir que ele é branco. Assim, a partir da teoria geral H: “todos os gansos são brancos” podemos extrair a teoria particular D: “o ganso da minha tia é branco”.


3.2-“O Método Hipotético Dedutivo”

Uma das mais importantes regras do método científico, “O Método Hipotético-Dedutivo” é baseada na tautologia lógica conhecida como “Modus Tollens” [7]:

H=>D                        (Se “H” implica “D”)
 ~D                  (e não ocorre “D” , i.e. D é Falso)
=> ~H                        (Podemos Concluir que “H” não ocorreu)

E pode ser resumida na seguinte fórmula:

((H => D) ^(~D)) => ~H

(Se “H” implica “D” e não ocorreu “D”, podemos concluir que não ocorreu “H”).

Que pode ser interpretada da seguinte forma: “Se ‘H’ implica em ‘D’, e ‘D’ é falso, podemos concluir que ‘H’ é falso”.
Como exemplo: Se “todos os gansos são brancos”, isso implica que o ganso da minha tia deve ser branco, mas, minha tia tem um ganso vermelho, então posso concluir que ‘todos os gansos são brancos’ é uma teoria falsa.

Assim, para investigarmos uma teoria “H” nas condições que esta teoria implique a conseqüência “D”, se esta conseqüência não for verificada, isto é, se nas condições que H é verdadeiro a conseqüência “D” não é verdadeira, podemos concluir, logicamente, que a teoria “H” não é verdadeira (está refutada). Isto é um resultado importante porque permite que não precisemos investigar diretamente a teoria “H”, basta investigarmos suas conseqüências (“D”) para concluirmos sobre “H”. Claro que se “D” for observado não podemos concluir que “H” é correta, mas “H” sairá ‘fortalecida’ isto é, com um grau maior de confiabilidade, por ter passado no teste.

É importante observar que a metodologia científica provém diretamente do postulado de que o universo comporta-se logicamente. Se não fosse assim, nem o método hipotético-dedutivo nem o método-dedutivo poderiam ser justificados.

O “Método Indutivo”, ou simplesmente indução, já não é considerado rigorosamente parte da metodologia científica, pois parte de eventos particulares, ou amostras, para derivar teorias gerais. Assim, não podemos nunca afirmar que o que veio de uma indução seja verdadeiro simplesmente por ter vindo de uma indução. Por exemplo: “Todos os gansos que observei na minha vida são brancos, então posso concluir que todos os gansos são brancos?” Não pode; “O Sol aparece todos os dias desde que a humanidade existe. Posso concluir que isso sempre vai ocorrer?” Também não pode.

Apesar disso, não podemos jogar o “método indutivo” no ostracismo, pois, mesmo não sendo muito confiável, ele nos fornece pistas importantes para conectarmos nossa mente com a realidade. Nenhuma teoria científica teria sido descoberta sem a indução. O que é a observação científica, o empirismo em si, se não um método indutivo para se chegar a hipóteses de caráter geral?

Se considerarmos o “Método Indutivo” não um critério de prova de teorias científicas, mas sim um método de fornecer hipóteses ou idéias para teorias, ele pode ser considerado válido e muito precioso. Isaac Newton, por exemplo, não teria descoberto a lei da gravitação se não tivesse observado a atração da matéria. Einstein não teria criado a Relatividade Geral se não houvesse experimentos mostrando que a velocidade da luz era constante.

4-A Origem das Teorias Científicas

É importante observar que a ciência não faz qualquer restrição sobre a origem das hipóteses ou teorias científicas. [Vamos considerar, neste texto, hipóteses e teorias como sinônimos. Em geral, uma teoria inicia como sendo uma hipótese, e depois de vários testes, se conseguir passar incólume, recebe o ‘status’ de teoria científica. Entretanto, uma hipótese ‘novinha em folha’ pode ser verdadeira enquanto uma antiqüíssima teoria pode ser falsa (lembra da teoria que a Terra era o centro do Universo?), de modo que, com todo o rigor lógico e científico, uma teoria não é necessariamente mais válida que uma hipótese.] Novas teorias podem ser conseguidas através da indução (que é o modo mais utilizado), mas também podem ser conseguidas através da pura imaginação, ou até mesmo de sonhos [9]. Não há restrições para a criação de hipóteses. As teorias não são refutadas olhando-se suas origens, mas sim suas conseqüências.

5-As Pseudo-Ciências

Não há restrições sobre a origem das hipóteses científicas. Nenhuma hipótese ou teoria pode, a priori, ser descartada apenas porque não foi produzida por indução ou por meio de observações empíricas. E, embora essa liberdade científica de criação de hipóteses possa ser enriquecedora, pois ninguém está proibido de criar novas e revolucionárias teorias científicas, por outro lado, numa terrível contrapartida, isso causa uma enxurrada de teorias e hipóteses as mais ilógicas e estapafúrdias possíveis que reivindicam para si mesmas o status de teoria científica: são as famigeradas “pseudociências”.

6-Popper e o Critério do Falseamento

Os postulados e os métodos científicos aqui descritos são adotados, se não explicitamente, ao menos implicitamente por quase todos os cientistas e filósofos da ciência. Contudo, eles ainda não são suficientes para delimitar com exatidão o que é ou não é científico, para separar ciência de pseudociência.
Tomemos, como um exemplo ilustrativo, a “Teoria do Diabinho Verde” (TDV): “Existe sempre um ‘diabinho verde’ pairando sobre o ombro de cada pessoa, mas sempre que alguém tentar olhar para ele, ou fizer qualquer tentativa de detectá-lo ou de registrá-lo de alguma maneira, ele ficará invisível e indetectável”. Este exemplo propõe uma teoria que não contraria nenhum postulado científico nem é intrinsecamente inconsistente, o que seria motivo suficiente para descartá-la, mas, apesar disso, estamos impossibilitados de testar esta teoria. Então, o que fazer?

O primeiro filósofo a tentar demarcar claramente o que é ou não é ciência foi Karl Popper (28/7/1902–17/9/1994) [1]. Popper delimitou a ciência adicionando-lhe os seguintes critérios [10]:

1-Nenhuma teoria científica pode ser provada verdadeira.
2-Uma teoria científica apenas pode ser provada falsa.
3-Uma teoria que não pode ser refutada não é uma teoria científica.

Assim, com esse novo conjunto de postulados, Popper instituiu a ‘falseabilidade’ (ou ‘refutabilidade’) como o principal critério de distinção entre teorias científicas e não científicas. A ‘refutabilidade’ de uma teoria quer dizer que, em princípio, a teoria é passível de ser falseada e assim ser, ou não, refutada (Modus-Tollens seria uma forma de refutar uma teoria). Por exemplo, ao analisarmos o caso da nossa ‘teoria do diabinho verde’ (TDV) acima, podemos agora perceber que não se trata de uma teoria científica, já que é uma teoria que não pode ser falseada nem diretamente nem indiretamente, portanto não é refutável e não pode ser uma teoria científica.

É importante reforçar a idéia de que não existe “comprovação” de uma teoria científica. Se uma teoria passa nos testes, diz-se que a teoria foi corroborada pelos testes e nunca que ela foi confirmada por eles (no sentido de ter sido provada verdadeira). Quando uma teoria é corroborada, ela ganha confiabilidade, apenas isso, pois pelo critério (1) acima, nenhuma teoria pode ser considerada verdadeira:

“O método da ciência é o método de conjecturas audazes e engenhosas seguidas de tentativas rigorosas de falseá-las". Só sobrevivem as teorias mais aptas. Nunca se pode dizer licitamente que uma teoria é verdadeira, pode-se dizer com otimismo que é a melhor disponível, que é melhor que qualquer das que existiam antes. ”[3]

A despeito da engenhosidade “popperiana” em demarcar a ciência, não lhe faltaram críticas.

 6.1- Críticas e Defesas ao ‘Falcificacionismo Popperiano’

A principal crítica ao “falsificacionismo popperiano” é que a teoria que é testada está sempre embutida num meio ambiente cujas condições nem sempre podem ser totalmente controladas ou avaliadas. Desta forma, pode-se ter um “falso negativo” em relação à sua validação, e a teoria vir a ser descartada prematuramente. Por exemplo, suponha que queiramos testar a teoria “Todos os gansos são brancos” e, para isso, tentamos refutá-la observando com binóculos, câmeras e outros apetrechos de observação, diversos gansos espalhados pelo mundo,. Finalmente, um observador consegue filmar, ao longe, um ganso marrom voando junto ao seu bando de gansos brancos. Com esta “prova” em mãos ele consegue refutar a teoria. Mas, e se o ganso marrom estivesse apenas sujo de terra? Não estaríamos descartando prematuramente uma teoria verdadeira?

Esta crítica ao “falsificacionismo popperiano” é válida, mas pode ser facilmente refutada com o argumento de que se a teoria foi injustamente falseada, por uma observação mal conduzida, ou até mesmo fraudulenta, esta observação na verdade não serviu como refutação da teoria: uma falsa refutação não é uma refutação. Da mesma forma, não podemos invalidar o sistema judiciário simplesmente porque alguém pode apresentar falsas provas para condenar ou absolver um réu. Se o exemplo refutatório for inválido, e a teoria for injustamente refutada, isso, por si só, não tira o mérito do critério falsificacionista, apenas assinala que devemos ser muito cuidadosos com os testes e, além disso, sempre será possível tentar refutar a própria refutação. Se isso for feito, a teoria pode “renascer“ e ser reconsiderada como uma teoria válida. Se não, deverá permanecer no limbo das teorias refutadas esperando, quem sabe num futuro, talvez nunca, uma possível contra-refutação.

Um segundo tipo de crítica, também bastante utilizado, é que o “falsificacionismo” não segue o que a história da ciência tem mostrado, isto é, se analisarmos a evolução da ciência a partir de seu desenvolvimento histórico, não iremos encontrar a racionalidade que Popper procura impor a ela. Mas esta crítica também não faz nenhum sentido racional, pois seria o mesmo que dizer que não devemos criar remédios em laboratório porque, se estudarmos a evolução humana, o homem sempre sobreviveu e evoluiu sem que existissem remédios. Não é justificava racional alegar que devemos manter um determinado modus operandi simplesmente porque, no passado, isso sempre foi assim. Entretanto, apesar destas críticas a Popper poderem ser refutadas, há na verdade, como veremos a seguir, uma inconsistência lógica nos critérios “popperianos”. E isso é fatal à ciência e também ao “popperianismo”.


6.2- Refutando Popper
 
Embora as críticas históricas ao “falsificacionismo” popperiano sejam elas próprias refutáveis, pois não atingem de fato a lógica do processo falsificacionista, os postulados introduzidos por Popper são, na verdade, inconsistentes. E a inconsistência interna é simplesmente fatal em ciência. Para provar isso, consideremos os dois primeiros critérios propostos por Popper para demarcar uma teoria científica:

i) Nenhuma teoria científica pode ser provada verdadeira (confirmada).
ii) Uma teoria científica só pode ser provada falsa.


Tomando o postulado básico de que a ciência busca a verdade e não necessariamente a utilidade das teorias, mesmo porque a “utilidade” de uma teoria é uma característica subjetiva, devemos tomar o postulado (i) não como uma condição para que uma teoria seja científica, mas como uma impossibilidade de se prová-la verdadeira.

Se interpretássemos o postulado (i) como uma condição para uma teoria ser científica, muitas teorias que pudessem ser provadas verdadeiras seriam consideradas anti-científicas apesar da ciência buscar a verdade! Isso seria um completo contra-senso. Portanto, deveremos interpretar o postulado (i) não como uma condição à qual as teorias devam obedecer para serem consideradas científicas, mas sim como uma impossibilidade de termos certeza de qual é a essência última da realidade. Não podemos, por exemplo, nem mesmo provar que o solipsismo [14] seja falso: qualquer informação que chega à nossa consciência poderia ser apenas imaginação de uma realidade que, na verdade, não existe. Alguém, por exemplo, poderia provar que não está sonhando?

Não precisamos, contudo, chegarmos aos limites da epistemologia para entendermos por que não podemos ter absoluta certeza da veracidade de uma teoria científica: É impossível sabermos se temos, de fato, o conhecimento de todas as possíveis condições que influenciam a aplicabilidade de uma teoria. Sem explicitarmos estas condições, a teoria pode não ser válida em determinados contextos em que as condições não se verificam. Por exemplo, considere a teoria “A água ferve a 100 graus Celsius”. Esta teoria é válida apenas nas condições de pressão adequada (1 atm), caso contrário ela é falsa. Assim a teoria mais correta seria: “A água ferve a 100 graus Celsius a 1 atm de pressão”. Mas será que agora temos todas as condições necessárias? E se a água for composta, na sua maioria, de átomos de hidrogênio pesado (deutério)?

Vamos agora mudar o enfoque e mostrar a inconsistência dos critérios (i) e (ii):

Consideremos a seguinte teoria: “Esta caixa de sapatos contém um sapo”.
Esta teoria pode não ser muito útil mas, por hora, não estamos preocupados com a utilidade das teorias e sim com sua veracidade. Se abrirmos a caixa de sapatos e constatarmos que ela contém um sapo, o que poderemos dizer? Poderemos considerá-la verdadeira? Isso refutaria o postulado (i) de Popper? Estas questões não são triviais, uma vez que se pode alegar que o que vemos não é um sapo mas uma rã, ou então que o que estamos vendo pode ser uma ilusão de ótica ou até mesmo um sonho e, portanto, não podemos afirmar que a caixa contém um sapo e nem mesmo que a caixa existe. De fato, estas alegações filosóficas podem manter o critério (i) incólume, contudo ele entra em contradição com a regra (ii) “Uma teoria científica só pode ser provada falsa”, se não vejamos:
Se uma teoria pode ser provada falsa, então também é verdade que sua negação pode ser provada verdadeira.

No mesmo momento em que uma teoria é provada falsa, a teoria que a nega está sendo provada verdadeira. Aqui, o sentido da palavra “provar” tem a mesma conotação tanto para prová-la falsa como para prová-la verdadeira. Como ilustração, consideremos, por exemplo, a teoria A: “Todos os gansos são brancos”. Se pudermos provar que esta teoria é falsa apresentando, por exemplo, um ganso vermelho, estaremos ao mesmo tempo provando que a teoria B: “Nem todos os gansos são brancos”, é verdadeira!

Contudo, se filosoficamente aceitamos o fato de (i) ser verdadeiro, isto é, se admitimos que não podemos ter certeza sobre a verdade última da realidade, então, a rigor, também nunca poderemos dizer que uma teoria pode ser provada falsa, pois se uma teoria “T” pode ser provada falsa, a teoria oposta “Não-T” (negação de “T”) pode ser provada verdadeira, isto é, teríamos como uma verdade absoluta a teoria “Não-T”. De qualquer modo, podemos concluir que o “falsificacionismo popperiano” é intrinsecamente contraditório, e isso abre espaço para que uma nova teoria sobre ciência entre em campo.

7- A “Ciência Expandida” ou “Ciência Ocaniana”

A ciência, assim como a filosofia, busca a verdade. É natural então que sejam unificadas, e este projeto visa redefinir a ciência e unificá-la com a filosofia numa área do conhecimento que chamei de “Ciência Expandida” ou “Ciência Ocaniana”.

Sendo a meta única da “Ciência Expandida” (CE) a verdade, ela não deve se restringir às ciências empíricas, embora estas também façam parte da CE. Entretanto, a verdade em CE deve ser toda informação compatível com a realidade, onde a realidade é o conjunto de fatos que aconteceram ou acontecem. Não interessa à CE proposições construídas sobre sistemas desconectados da realidade.

Se tomarmos as palavras ‘teoria’, ‘hipótese’ ou ‘proposição’ como sinônimas, poderemos estabelecer os seguintes critérios que definem a “Ciência Expandida”, “Ciência Ocaniana”, ou simplesmente Ciência:
 

(i)-Apenas as proposições vinculadas direta ou indiretamente com a realidade são objetos de análise da Ciência Expandida.

(ii)-As proposições que mais se adequarem à “Navalha de Ocam” deverão ser consideradas mais próximas da realidade que as demais.

Estes dois critérios formam os pilares mestres desta nova ciência. O critério (i) destina-se a separar o que faz ou não parte da ciência expandida. O critério (ii) destina-se a classificar as proposições em relação ao seu grau de veracidade, isto é, deveremos crer que as teorias melhor “ranqueadas” são mais próximas da realidade do que aquelas que não satisfazem à Navalha de Ocam.
 
Podemos observar que não mais existe o critério do falseamento, justamente porque, a rigor, não podemos provar nada em termos de verdade absoluta (isto está implícito no critério (ii)), e, claro, nem mesmo provar que algo seja falso. Entretanto, podemos dar uma nova conotação às palavras “Prova” ou “Refutação” se as entendermos como relativas à Navalha de Ocam [11].

Consideremos o seguinte exemplo ilustrativo:
Encontramos uma caixa de sapatos e dentro dela observamos que há um tijolo. O que podemos dizer da teoria: “Dentro desta caixa há um tijolo”?
Quando olhamos lá dentro, e observamos um tijolo, isso não seria uma prova cabal de sua verdade absoluta? Por mais incrível que possa parecer: não! Existem, na verdade, infinitas hipóteses que, em princípio, poderiam ser até verdadeiras e negariam a proposição de que dentro daquela caixa há um tijolo. Vejamos algumas delas:

- O volume era, na verdade, de um rádio de pilha imitando um tijolo.
- O volume era algo que se assemelhava a um tijolo, mas não era um tijolo.
- Não era um tijolo porque você esta num sonho imaginando isso.
- Um curto-circuito cerebral momentâneo fez você imaginar um tijolo numa caixa vazia.
- Uma nova arma de ondas alfa foi testada em você para que você imaginasse o tijolo.
- Alguém criou uma imagem holográfica do tijolo para que você pensasse que era real.
- Não existem tijolos, pois este universo é uma imaginação de uma grande consciência.
- Etc.

Assim, não poderemos provar, sem sombra de dúvidas, que qualquer afirmação sobre a realidade, por mais óbvia que possa parecer, seja, de fato, realidade. Entretanto, pelos critérios da “Ciência Ocaniana” podemos utilizar a Navalha de Ocam e dar preferência para as teorias mais plausíveis em termos da “navalha”, e dessa forma considerarmos a proposição “a caixa de sapatos possui um tijolo” como a mais adequada delas, a mais próxima da realidade.

É interessante observar que a “teoria do diabinho verde” (TDV) do início deste ensaio, que antes não podia ser abordada pela ciência popperiana, pois não podia ser testada nem falseada, é agora facilmente tratável pela “ciência expandida”: a teoria do diabinho verde deve ser considerada menos verdadeira em relação à teoria de que não existe tal diabinho, já que esta última é mais adequada em termos da Navalha de Ocam.

7.1- Algumas considerações sobre a “Navalha de Ocam”

A “Navalha de Ocam” estabelece que não devemos colocar hipóteses desnecessárias em uma teoria. O termo “desnecessário” é a chave da Navalha de Ocam: se podemos explicar um fato com menos hipóteses, então isto deve ser feito. Hipóteses extras devem ser descartadas. Se várias teorias explicam os mesmos fenômenos, devemos dar preferência para a teoria com o subconjunto menor de hipóteses. Pode-se mostrar que o acréscimo de hipóteses desnecessárias a uma teoria faz com que ela se torne menos provável de ser verdadeira [11]. Assim, podemos entender a Navalha de Ocam como um critério de classificação de teorias mais prováveis. As teorias que mais se adequarem à Navalha de Ocam são as teorias mais prováveis de serem verdadeiras.

Muitos se referem à Navalha de Ocam como o critério da “simplicidade” e isto é perigoso. A “simplicidade” na navalha de ocam não se refere ao que é mais simples de entender, e sim ao que é mais provável de acontecer. Por exemplo: para alguns, dizer que a vida na Terra foi promovida por alienígenas pode ser muito mais fácil de entender do que uma explicação que utilize choques aleatórios e improváveis de moléculas, mas não mais provável de acontecer, já que a hipótese alienígena implicaria que se deveria também explicar a origem da vida destes alienígenas adicionada às explicações de como teriam conseguido tecnologia suficiente para chegarem ao nosso planeta. Ou seja, a “simplicidade” aparente da hipótese da vida plantada na Terra por extraterrestres, embute, na verdade, a complexidade da origem da vida dos extraterrestres adicionada à complexidade de uma evolução mais rápida que a nossa.

7.2- O Papel das Evidências e a Lista Classificatória

Podemos definir uma evidência como um fato a favor de uma teoria, como um evento que corrobora uma teoria. Claro que uma mesma evidência pode, eventualmente, corroborar também teorias rivais. Um ganso branco, por exemplo, pode corroborar a teoria “todos os gansos não são pretos”, como também a teoria “todos os gansos não são vermelhos”. Quanto mais restritiva for a evidência, no sentido de não corroborar teorias rivais, menores as chances das teorias rivais serem verdadeiras e maiores as chances da teoria corroborada pela evidência ser verdadeira. Se, por exemplo, observamos um tijolo numa caixa de sapatos, este tijolo corrobora muito mais a teoria “a caixa de sapatos não está vazia” do que a teoria “a caixa de sapatos está vazia”, já que as hipóteses extras necessárias para a caixa estar, de fato, vazia, enquanto observamos um tijolo dentro dela, são bastante improváveis (apesar de poderem ser verdadeiras). Note que já não existe mais uma refutação explícita das teorias que não foram corroboradas pela evidência, apenas são deslocadas para o fim da “Lista Classificatória” das teorias mais prováveis de serem verdadeiras. Entretanto, poderemos ainda utilizar a palavra “refutação” ou “falseamento” se a entendermos no sentido relativo do termo, isto é, que uma teoria refutada por evidências é apenas uma teoria menos provável de ser verdadeira.

7.3- O Papel da Lógica e da Metodologia Científica

Todas as evidências que temos desde que nos conhecemos como espécie humana, indicam que o universo segue a lógica aristotélica. Assim, se alguma teoria, hipótese, ou proposição, violar a lógica, ela estará indo contra esse imenso e extraordinário “histórico de evidências”, e deve, portanto, ser colocada nos últimos lugares da “Lista Classificatória”. Isso equivale, na prática, a uma refutação. Entretanto, poderemos manter o termo “REFUTAR” não no sentido absoluto da palavra - o de descartar uma teoria para sempre - mas sim para entendê-la como altamente improvável de ser verdadeira. Devemos portanto considerar o nosso Universo lógico como o  maior conjunto de evidências de que dispomos, e, assim, poderemos continuar utilizando o Método Dedutivo (3.1) e o Método Hipotético Dedutivo (3.2), da mesma forma que o utilizávamos antes, com a diferença que as conclusões a que chegarmos não podem ser consideradas verdades absolutas (simplesmente porque as premissas utilizadas nos métodos também não poderem ser consideradas verdades absolutas).


7.4- A Antiga Ciência Popperiana

O Critério popperiano (i) “Nenhuma teoria científica pode ser provada verdadeira” foi mantida, e está embutida no critério (ii) da “Ciência Expandida” (CE), já que esta apenas se refere ao grau de proximidade em relação à realidade. O “Falsificacionismo” é claramente descartado no quesito (i) da CE, uma vez que todas as proposições relativas à realidade são abordadas, e não somente aquelas que podem ser falseáveis. Entretanto, as “evidências refutatórias“ popperianas ainda possuem alto grau de relevância na CE, justamente por obrigarem as teorias a colocarem hipóteses improváveis - contrariando assim a navalha de ocam - para poderem permanecer coerentes com os fatos observados. Por exemplo: a teoria “a caixa de sapatos está vazia” precisa de alguma hipótese improvável para permanecer válida (como um ‘curto-circuito’ cerebral) frente à evidência de que observamos um tijolo dentro dela. Desta forma, “evidências refutatórias” ainda são válidas para jogar a teoria refutada nos últimos lugares da lista de teorias mais próximas da realidade.

7.5- As Religiões

Se definirmos o universo como o conjunto de tudo o que existe, as religiões também são objetos da CE, uma vez que fazem referências a aspectos da realidade. Assim, também são passíveis de classificação pela Ciência Expandida, segundo a Navalha de Ocam.

7.6- O Solipsismo

A idéia solipsista é que tudo que observamos, sentimos e acreditamos não passa de uma ilusão de alguma consciência (eu) e que, portanto, esta realidade que observamos é falsa, não existe. Como o solipsismo faz referências à realidade, ele é passível de análise pela Ciência Expandida:
A hipótese de que o universo se desenvolveu a partir de umas poucas leis físicas e uma quantidade finita de partículas elementares levando-o, como conseqüência, a produzir vida inteligente com consciência, requer muito menos hipóteses (e hipóteses simples) do que as necessárias para se ter um ser de tal complexidade que fosse capaz de imaginar e relacionar cada mínimo detalhe de nosso mundo imaginário. Além disso, teríamos também de resolver o problema da origem de um ser desta complexidade [13]. Portanto, pela Navalha de Ocam, o solipsismo deve ser preterido em relação a um universo não imaginado ou não virtual. Ou seja, agora, e não antes, podemos cientificamente “descartar” a hipótese solipsista.

7.7- O Nada Jocaxiano

A hipótese de que o universo, incluindo as leis da Física, tenham sido gerados a partir do Nada-Jocaxiano (NJ) [12] (um nada sem elementos físicos e nem leis) passa a ser considerada uma hipótese científica, já que se refere à nossa realidade: a origem do nosso universo. Como o NJ é a hipótese mais simples sobre a origem do universo que respeita o Argumento de Kalam [13] (“Um tempo infinito no passado jamais poderia levar ao nosso presente, já que demoraria um tempo infinito” = nunca), ela deve ser uma das teorias mais próximas da realidade segundo a Navalha de Ocam.

7.8- A Filosofia

Como a Filosofia busca a verdade tratando de idéias e conceitos, em última instância, relacionados à realidade, ela também é parte da Ciência Expandida.

Dessa forma, propomos a unificação da Ciência e da Filosofia, nesse novo ramo do saber: A Ciência Expandida.

 

Apêndice A

Prova de que premissas contraditórias implicam que qualquer conclusão seja verdadeira, até mesmo que “o universo não existe” :

1) Premissa 1 : “A” ( ‘A’ é verdade )
2) Premissa 2 : “~A” ( ‘Não A’ é verdade )
 Mas: “A^(~A) => FALSO“ ( ‘A e não A implica Falso’, Tautologia Lógica *)
 Então, podemos concluir de 1 e 2 (por modus ponens) :
3) “Falso” ( Concluímos ‘falso’ )
 Mas: “Falso => Qualquer Coisa” (‘Falso implica X’, X é qualquer proposição, é uma Tautologia Lógica)
 Atribuindo a ‘X’ (ou a ‘Qualquer coisa’ ) a proposição ”O Universo não existe”, Teremos:
4) “Falso => O Universo não existe”
 De 3 e 4 podemos por modus ponens concluir finalmente:
5) “O Universo não existe”

O que é um absurdo.
Esse exemplo mostra que de premissas contraditórias podemos provar qualquer absurdo.

(*Tautologia é uma verdade lógica absoluta isto é, uma verdade que independe do valor das variáveis.)

 

Apêndice B
Algumas definições de Ciência encontradas na Internet
Ciência:

 * Investigação racional ou estudo da natureza direcionado à descoberta da verdade.
 Tal investigação é normalmente metódica, ou de acordo com o método científico, um processo de avaliar o conhecimento empírico.
 * O corpo organizado de conhecimento adquirido por tal pesquisa.

A Ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico. O conhecimento científico depende muito da lógica.[2]

O método científico é um conjunto de regras básicas para um cientista desenvolver uma experiência a fim de produzir conhecimento, bem como corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes. É baseado em juntar evidências observáveis, empíricas, e mensuráveis, baseadas no uso da razão.[6]

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Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ciência Expandida | 2 comentários