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Dezembro 15, 2010

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Entre outros acontecimentos científicos marcantes, a década contou com o sequenciamento do genoma humano, de importância inquestionável para a biologia e a medicina. Mas ocorreram também a descoberta de água em Marte e a de Ardi, o mais antigo ancestral do ser humano, sem falar na do grafeno, o melhor condutor de energia já descoberto. Segue uma relação das descobertas mais importantes, na visão de especialistas brasileiros. Por Érika Finatti, especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

 

Obs: Publicado no site do uol

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/retrospectiva-2010/index.jhtm

14/12/2010

 

 

  • Genoma humano é decodificado

    Genoma humano é decodificado

    No ano 2000 consórcio público internacional Projeto Genoma Humano, dirigido pelo geneticista Francis Collins, divulgou o sequenciamento do genoma humano. O trabalho teve e tem vários desdobramentos de enorme importância. Por exemplo, ajudou cientistas a desenvolverem medicamentos potentes para certos tipos de câncer e testes que ajudam a identificar o Alzheimer. Vale ressaltar que o sequenciamento completo do genoma só foi obtido em 2003.

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  • Sonda encontra água em Marte

    Sonda encontra água em Marte

    Em 31 de julho de 2008, a Nasa anunciou a descoberta de água em Marte pela sonda Phoenix, que se encontrava no planeta desde 25 de maio. Durante exploração do solo marciano, o braço robótico da Phoenix colocou amostras de gelo em um instrumento que detectou a presença de moléculas de H2O. A existência de água em Marte é um indício de que pode haver vida, ainda que simples, nesse planeta. Além disso, a descoberta é um triunfo tecnológico, devido à sofisticação dos aparelhos utilizados.

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  • Fóssil pode ser ancestral mais antigo do ser humano

    Fóssil pode ser ancestral mais antigo do ser humano

    A descoberta de uma criatura que pode ser o mais antigo ancestral direto do homem foi anunciada, em 2009, por uma equipe internacional de cientistas, na revista "Science". Os fósseis, da espécie Ardipithecus ramidus, haviam sido encontrados em 1992, na Etiópia. Porém, foi somente em 2009, após muitas pesquisas, que seu significado foi compreendido e a importância confirmada. O espécime mais importante é uma fêmea de 1,2 metro, com 4,4 milhões de anos, batizado de "Ardi", que não é nem um chimpanzé nem um humano.

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  • Células-troncos podem ser obtidas sem embrião

    Células-troncos podem ser obtidas sem embrião

    Cientistas dos EUA e do Japão, trabalhando independentemente, inseriram quatro novos genes em fibroblastos, células adultas da pele, permitindo que eles se reprogramassem e passassem a se comportar como células-tronco embrionárias, que podem diferenciar-se em vários tipos de tecidos. A descoberta foi anunciada em novembro de 2007, pelos líderes das equipes, respectivamente James Thomson e Shinya Yamanaka. Os estudos podem derrubar o principal obstáculo ético e legal para a obtenção dese tipo de células: o uso de embriões humanos. Essas células podem ser fonte de tratamento para uma grande quantidade de doenças e outros problemas de saúde.

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  • Plutão deixa de ser um planeta

    Plutão deixa de ser um planeta

    Em 2006, a União Astronômica Internacional rebaixou Plutão para uma divisão inferior de objetos do Sistema Solar, dando-lhe o apelido de "planeta-anão". Para a IAU (sigla em inglês), um planeta tem massa suficiente para ficar isolado em sua órbita. Ao longo de sua formação e evolução, o planeta "limpa" a região ao seu redor. Isso não acontece com Plutão, pois há vários objetos a sua volta. Além disso, seu tamanho - 2.300 quilômetros de diâmetro - também contribuiu para o rebaixamento. Destaca-se aqui o fato de os critérios científicos serem alterados e restabelecidos, de acordo com a evolução do conhecimento.

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  • Exoplaneta semelhante à Terra é descoberto

    Exoplaneta semelhante à Terra é descoberto

    Astrônomos europeus anunciaram, em abril de 2009, a descoberta do menor planeta já encontrado fora do Sistema Solar. O exoplaneta (ou planeta extrassolar) tem aproximadamente duas vezes a massa da Terra e recebeu o nome de Gliese 581e. Ele integra um sistema de quatro planetas que giram ao redor de uma pequena estrela na constelação de Libra, a 20 anos-luz de distância do nosso sistema solar. A descoberta é muito importante, uma vez que dos 340 exoplanetas já descobertos, quase todos são gigantes gasosos.

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  • Células da medula óssea podem provocar metástases

    Células da medula óssea podem provocar metástases

    Em 2005, pesquisadores da Universidade de Cornell (EUA), sob a liderança de David Lyden, mostraram que o grupo de células não transformadas da medula óssea está envolvido na ocorrência de futuras metástases. Estimulado pelo tumor, essas células dirigem-se aos vasos sanguíneos, onde se associam a outras células, criando um nicho que proporciona às células tumorais um local de fixação e nutrientes para sua multiplicação. A identificação dessas células permitirá o desenvolvimento de tratamentos que evitem a recorrência do câncer.

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  • Braço mecânico é controlado por mente de macaco

    Braço mecânico é controlado por mente de macaco

    Pesquisadores da Universidade Duke (EUA), entre os quais o brasileiro Miguel Nicolelis, anunciaram em outubro de 2003 a implantação de eletrodos no cérebro de macacos, que lhes permitiu mover um braço mecânico apenas com sinais nervosos. A criação é o primeiro passo para a incorporação de equipamentos eletrônicos ao tratamento de doenças, o que poderá ajudar na recuperação de pessoas paralíticas ou que sofreram derrame cerebral.

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  • Cientistas descobrem o grafeno

    Cientistas descobrem o grafeno

    O Prêmio Nobel de Física 2010 foi atribuído a dois cientistas de origem russa, André Geim e Konstantin Novoselov, da Universidade de Manchester, no Reino Unido Usando um pedaço de fita adesiva, um lápis e uma corrente elétrica, eles descobriram em 2004 o grafeno, uma forma revolucionária do grafite. O novo material supera consideravelmente em rapidez os transistores clássicos de silício, podendo ser usado na fabricação de computadores mais eficazes. O grafeno é o melhor condutor de calor conhecido até hoje.

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  • 10º Criada bactéria controlada por um genoma sintético

    Criada bactéria controlada por um genoma sintético

    Em maio de 2010, o grupo de pesquisadores do geneticista norte-americano Craig Venter anunciou a criação de uma bactéria, a Mycoplasma mycoides, a primeira célula controlada por um genoma sintético, composto por 1,08 milhão de pares de bases dispostas em um único cromossomo. A partir da invenção, podem ser realizados estudos para a produção de micro-organismos artificiais para serem usados na produção de vacinas e biocombustíveis, para descontaminar águas poluídas, entre outras aplicações.

  • Palavras-chave: cientifico, descobertas cientificas, jornalismo

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    Postado por Lidia E. Santana em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 5 comentários

    Novembro 15, 2010

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    Assunto sobre astronomia/cosmologia esta sempre presente no noticiário cientifico. Qualquer nova descoberta ou especulação sobre o universo já estampa as páginas da mídia direcionada a ciência. Este artigo foi veiculado no jornal “A Folha de São Paulo” e fala sobre uma pesquisa realizada no instituto de Física da Universidade de São Paulo no campus de São Carlos.

     

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1511201002.htm

     

    São Paulo, segunda-feira, 15 de novembro de 2010

     

     

     

     



    Energia "do nada" pode destruir estrelas

    Físicos da USP descobriram que partículas contidas no vácuo podem provocar "explosão" de astros inteiros

    Por sumir em frações de segundos, influência dessas partículas era desconsiderada por outros pesquisadores

    SALVADOR NOGUEIRA
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

    Físicos brasileiros descobriram que, em certas circunstâncias, a energia do vácuo pode crescer de forma descontrolada, levando até à destruição quase instantânea de estrelas inteiras.
    À primeira vista, parece uma contradição em termos. Pela física clássica, o vácuo- que é definido como a ausência de qualquer coisa- deveria ter conteúdo zero.
    Ocorre que, no misterioso reino da mecânica quântica, que rege o comportamento das menores coisas do Universo, o espaço vazio está sempre sendo preenchido pela existência das chamadas partículas virtuais.
    Elas podem ser prótons, elétrons, fótons ou quaisquer outras. Seu diferencial com relação à matéria e energia tradicionais é que elas surgem e desaparecem em uma fração de segundo.
    A energia para essa efêmera vida sai do vácuo.
    Como essas partículas não duram muito, sempre se imaginou que esses efeitos de flutuação seriam irrelevantes num contexto macroscópico.
    Daí veio a surpresa do estudo conduzido por Daniel Vanzella, físico da USP em São Carlos, e William Lima, seu estudante de doutorado.
    Ao efetuar uma combinação desses efeitos quânticos com a ação da gravidade (como descrita pela teoria da relatividade), eles descobriram que, em certas circunstâncias, o crescimento da energia do vácuo poderia, em tese, acontecer de maneira exponencial e descontrolada.

    MISTÉRIO ANTIGO
    "Na época do meu doutorado, apareceu um resultado que a gente não entendeu. Não era essencial para nós, então deixamos na gaveta", afirma Vanzella.
    Quando foi fazer seu pós-doutorado nos EUA, Vanzella teve a ideia para o trabalho atual: o resultado estranho poderia ser a energia do vácuo atuando no sistema.
    Foi o que ele e Lima concluíram, em estudo publicado em abril no periódico "Physical Review Letters", descrevendo o que chamaram de "despertar do vácuo".
    Em outro trabalho, agora com seu antigo orientador do doutorado, George Matsas, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Vanzella investigou especificamente o efeito do "despertar do vácuo" em sistemas conhecidos, como estrelas de nêutrons -os objetos mais densos do Universo que podem ser observados diretamente.
    Ao calcular o efeito que a gravidade nas imediações de uma estrela de nêutrons teria sobre o vácuo, eles descobriram que certas configurações (dependendo da massa e do raio do astro) poderiam, em tese, "despertar o vácuo".
    "Em um milésimo de segundo, a energia do vácuo dispara e passa a ser maior que a energia da própria estrela", conta Matsas.
    Os físicos não sabem o que aconteceria a seguir. De toda forma, seria um catastrófico e violento para o astro.

     

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    Postado por Lidia E. Santana em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 usuário votou. 1 voto | 4 comentários

    Novembro 08, 2010

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    Sobre física, um assunto que está sempre presente no jornalismo cientifico são as novidades relacionadas ao novo acelerador de partículas do laboratório CERN. Esta notícia esta no site do jornal “Folha de São Paulo”, no caderno de ciências.

     

    http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/827255-acelerador-de-particulas-da-inicio-a-colisoes-de-ions-de-chumbo-para-entender-universo.shtml

     

    08/11/2010 - 15h22

    Acelerador de partículas dá início a colisões de íons de chumbo para entender Universo

    DA EFE

    O grande acelerador de partículas do Cern (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), o mais potente do mundo, provocou as primeiras colisões de íons de chumbo, despertando mais incógnitas sobre a origem do Universo.

    Segundo o organismo, os experimentos com as partículas pesadas começaram nesta segunda-feira, pois conseguiram condições estáveis no funcionamento do acelerador e nas colisões.

    Estes experimentos com íons de chumbo abrem uma nova fase na pesquisa do programa do acelerador para sondar a matéria, como acontecia nos primeiros instantes do Universo, logo depois do Big Bang, segundo o Cern.

    "Um dos principais objetivos desta nova fase é produzir quantidades ínfimas desta matéria e estudar sua evolução para aquela que constitui o Universo atualmente", divulgou o centro.

    "A rapidez na transição para as colisões de íons de chumbo representa um sintoma de maturidade do maior acelerador de partículas do mundo", segundo o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer.

    O acelerador chocará íons de chumbo até 6 de dezembro, momento em que a máquina fará uma parada técnica para sua manutenção, antes de retomar as atividades em fevereiro de 2011 para experimentação.

     

    Palavras-chave: CERN, científico, jornalismo

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    Postado por Lidia E. Santana em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

    Setembro 25, 2010

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    O jornal “A Folha de São Paulo” possui  um caderno direcionado ao jornalismo cientifico, o caderno de CIÊNCIA.

    Este caderno é destinado a notícias do  universo cientifico e a divulgação cientifica.  No dia  24/09 um artigo fala sobre a possibilidade do Brasil ter um megarreator nuclear, para quem esteve na palestra do professor Salinas no último sábado, dia 18/09 ira lembrar-se dele ter comentado sobre este assunto:

     

    http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/804057-brasil-pode-ter-megarreator-nuclear-para-fins-medicos-e-cientificos-em-2016.shtml

     

    Brasil pode ter megarreator nuclear para fins médicos e científicos em 2016

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    SABINE RIGHETTI
    DE SÃO PAULO

    Todo mundo agradece aos médicos ao receber um diagnóstico, mas ninguém agradece ao Ipen [Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares]", diz José Augusto Perrota, diretor de projetos especiais do instituto.

    Há 50 anos, Brasil inaugurava primeiro reator nuclear da América Latina

    A "reclamação" se refere a tratamentos e exames que dependem de elementos radioativos --os radioisótopos-- usados na produção de vários tipos de fármacos. Tais elementos são importados e, com frequência, processados pelo Ipen. Agora, o instituto quer produzir nacionalmente os radioisótopos, de forma a atender toda a demanda do país.

    O Ipen planeja, para isso, construir um novo reator nuclear, que deve custar cerca de R$ 850 milhões. Os recursos para elaboração do projeto --R$ 30 milhões-- já foram aprovados pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Se o projeto for aprovado, o novo reator deve estar pronto em 2016.

    BASE NO INTERIOR

    O megainvestimento será feito em Iperó, no interior de São Paulo, numa área de 200 hectares cedida pela Marinha e pelo governo do Estado de São Paulo. O objetivo é criar lá um novo polo de tecnologia nuclear, que deve se desenvolver ao redor do reator.

    A ideia é que o polo atue na formação de pessoas e auxilie pesquisas, inclusive de usuários não ligados aos institutos da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear, ao qual o Ipen é vinculado).

    Apesar de ter a sexta maior reserva de urânio (necessário para a produção dos radioisótopos), o país praticamente não produz radioisótopos.

    Com exceção do iodo-131, que tem 50% da produção feita no Brasil, os demais são importados de países como Argentina e Israel. Além disso, parte do processamento dos radioisótopos para produção de radiofármacos (moléculas para uso médico ligadas aos elementos) também é feito no exterior.

    "Detemos o conhecimento, mas não temos a tecnologia", lamenta Perrota. O maior e mais utilizado dos reatores nacionais, que fica no próprio Ipen, em São Paulo, foi inaugurado em 1958.

    O novo reator poderá produzir e processar os radioisótopos para atender toda a demanda nacional. "Se usado pela comunidade brasileira como previsto, o reator de Iperó se pagará em menos de 20 anos", diz Perrota.

    Para ele, o país não deve se intimidar com os custos. "Não podemos deixar de fazer "big science" [projetos científicos de grande porte, com tecnologia cara]."

     

     

    Palavras-chave: cientifico, jornalismo

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    Postado por Lidia E. Santana em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 usuário votou. 1 voto | 1 comentário