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Novembro 12, 2010

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Este é o Cronograma

09/11 O milagre de Anna Sullivan  12:00
11/11 Pro dia nascer feliz  17:00
16/11 Quarta B + Vista minha pele 12:00
18/11 O milagre de Anna Sullivan  17:00
23/11 A onda 12:00
25/11 Quarta B + Vista minha pele 17:00
30/11 Pro dia nascer feliz  12:00
02/12 A onda 17:00

Até lá!!!

 

Palavras-chave: Filmes e ensino, Filmes e escola

Postado por Carlos Eduardo Freitas em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Novembro 11, 2010

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Começou agora em novembro a mostra "Filmes e Ensino", uma série de exibições de curtas e longas-metragens sobre a educação escolar nos dias de hoje.

A proposta é elucidar aspectos da educação formal nos dias de hoje a partir de filmes que têm o ensino como tema central.

Os filmes selecionados serão exibidos ao longo do mês de novembro, seguidos de um debate sobre o filme com as pessoas presentes.

Além de promover um debate sobre o magistério, essa série de exibições visa também agregar a comunidade do IFUSP e da USP em torno de atividades culturais que vão além das curriculares, fundamentais para a construção de um ambiente universitário que valorize de fato a diversidade de pensamento.

 

De 09 de novembro a 02 de dezembro

Sessões às 12h (terças-feiras) e

às 17h (quintas-feiras)

No Auditório Gleb Wataghin

Instituto de Física da USP

 


Palavras-chave: Filmes e Ensino, Filmes e escola

Postado por Carlos Eduardo Freitas em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 usuário votou. 1 voto | 2 comentários

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Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho foi filho de mestre de obras português e mãe escrava. Viveu boa parte da sua vida no século XVIII e foi um dos mais importantes escultores que o Brasil já teve.

Obteve conhecimento artístico pelo pai assistindo ele trabalhar. Também ajudava o tio entalhador.

Naquele tempo, Aleijadinho sofreu um dos maiores males que a nossa sociedade cultiva, o preconceito.

Por ser mulato só conseguia empregos como diarista e recusaram-lhe um contrato como mestre de obras, fato que não é tão difícil de encontrar no Brasil atual.

Outros Brasileiros famosos também sofreram com o preconceito:

*Machado de Assis teve preconceito por sua cor mulata e alguns dizem que também sofreu preconceito por ter epilepsia e gagueira, além de ser de origem pobre.

*Lima Barreto, que teve pai escravo e mãe filha de escravo, escrevia na imprensa contra o preconceito e sofreu com o alcoolismo por isso.

*Cruz e Souza, que foi um poeta brasileiro que também combateu a escravidão e o preconceito, no jornal Tribuna Popular e foi recusado como promotor também por ser negro.

 

Palavras-chave: Aleijadinho, Barroco, Filmes e escola

Postado por Carlos Eduardo Freitas em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

Setembro 09, 2010

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Olá pessoal, continuando indicação de filmes com a temática: ensino-escola, quero falar sobre o filme Elephant, de 2003.

Sempre que emitimos uma opinião, apresentamos um conceito, um posicionamento o fazemos sob uma ótica que é bastante particular e, às vezes, limitada. Fatos, idéias, opiniões são expostos de modo fragmentado segundo a perspectiva de uma pessoa ou grupo. Para ilustraristo apresento a fábula dos cegos e elefante, segundo a qual (há diversas versões e apresentarei uma delas retirada da internet)

Certa vez, numa vila moravam seis cegos. Um dia os moradores os disseram: “Ei, hoje há um elefante na vila.”

Eles não faziam idéia do que era  um elefante e decidiram. “Embora não possamos vê-lo, podemos tatea-lo.” Todos foram para onde o animal se encontrava e cada um o tocou.

http://en.wikipedia.org/wiki/Blind_men_and_an_elephant

“Ei, o elefante é um pilar”, disse o primeiro homem que tocou sua perna.

“Oh, não! Ele se parece com uma corda”, disse o segundo, que tocou sua cauda.

“Nada disso,ele é parecido com um tronco de árvore!” retrucou o terceiro cego que tocou a tromba do elefante.

“Ele se parece com um grande abanador!” falou o quarto cego ao tocar a orelha do animal.

“Ele é semelhante a uma grande parede!” disse o quinto cego, que tocou sua barriga.

“Ele se parece com um cano!”, falou o sexto cego ao tocar a presa do elefante.

Os cegos iniciaram uma discussão sobre o elefante e cada um insistia que sua posição era a correta e começaram a ficar agitados.

Neste momento, um sábio estava passando pelo local e presenciou a confusão. Ele parou e os perguntou: “O que está acontecendo?” Ao que os cegos responderam: “Nós não concordamos a respeito do que o elefante se parece”. Cada um deles contou-lhe o que julgava ser parecido o elefante. O sábio calmamente os explicou, “Todos vocês estão corretos. A razão porque cada um de vocês tem opiniões distintas é que tocaram diferentes partes do elefante. Assim, de fato o elefante possui todas as características de disseram.”

“Oh!”, eles disseram. Não houve mais brigas.

(retirado de http://www.jainworld.com/education/stories25.asp )

O título do filme, provavelmente advém desta fábula, pois se constitui de narrativas fragmentadas (segundo a perspectiva de cada um dos envolvidos) de um massacre ocorrido em uma escola fictícia em Portland, Oregon, mas que faz referência clara ao  triste episódio real em que dois jovens estudantes da escola Columbine High School, no Colorado,  mataram a tiros 12 colegas e um professor em 1999. É possível que vários dos leitores deste post se lembrem deste fato, bastante destacado pela mídia na ocasião. Lembro que eu próprio estava convencido  que os dois autores do ataque eram os únicos culpados que mataram pessoas inocentes.

Hoje, quando teço este comentário preciso incluir ressalvas e um maior detalhamento. Primeiro, obviamente não quero eximir de culpa os autores deste massacre, afinal, nada justifica um atentado contra a vida seja quem for. No entanto, este filme, muito bem elaborado e dirigido leva-nos a refletir os pormenores, as outras perspectivas, exatamente como no caso do elefante. Ao se permitir outras “visões” sobre o caso tem-se a sensação que todos os envolvidos são um pouco vítimas e agressores simultaneamente. Mas como? Você pode estar se perguntando.  A resposta é dada pelo filme e refere-se a um conceito muito sério e bastante presente no ambiente escolar, que é o bullying, que, só para esclarecimento, diz respeito a todo tipo de agressões físicas ou psicológicas a um indivíduo ou a um grupo com o intuito de intimidação.

O filme é um interessante ponto de partida para a discussão no ambiente escolar deste assunto que em vários casos ou não é percebido por professores e diretores ou é confundido com brincadeiras ou atritos sem maiores conseqüências mas que podem resultar em traumas e/ou tragédias como a de Columbine. Vale a pena!

 

Palavras-chave: bullying, Filmes e Escola

Postado por Reinaldo da Silva Caraça em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Agosto 29, 2010

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O filme se passa no início da guerra civil Espanhola onde Moncho, um garotinho que inícia sua vida escolar, tem medo de ir a escola imaginado que haveria lá um professor severo e castigador (o que era bem comum na época).

Nas primeiras aulas, o menino descobre um professor totalmente diferente do que havia imaginado, um homem calmo, que respeita seus alunos e que passa o conhecimento para eles de maneira prática, isto é, ensina para a vida.

Certa hora do filme, um pai de aluno critica a postura do professor por seu filho não saber calcular direito, deixando claro que o tipo de escola que ele queria para seu filho fosse a que desse ao menino as ferramentas sem dar o conhecimento de onde aplicar, que é o caso daquela conhecida educação bancária que é tão difundida no Brasil.

O professor e o menino Moncho tornam-se amigos e com essa proximidade o aluno começa a aprender mais e mais sobre o mundo. Uma cena que mostra bem o lado que o professor, D. Gregório, quer explorar é quando ele diz em latin para um padre " libertas virorum fortium pectara  acuit" que traduzido fica "A liberdade estimula o espírito dos homens fortes).

Este pensamento é muito diferente do que o país tradicionalista queria e ela acaba perdendo a vida por defender essa educação liberadora.

 

É um filme muito inspirador, interessante por sua beleza e pela mensagem que passa. 


Palavras-chave: Filmes e Escola

Postado por Carlos Eduardo Freitas em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Agosto 22, 2010

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O filme "Nenhum a menos" trata de uma realidade que é comum no nosso país, a evasão escolar.

Não se passa no Brasil, mas certamente podemos extrapolar essa história o nosso país. O filme se passa na China com uma Professora substituta que tem a missão de dar aulas numa escola rural e não deixar com que seus alunos desistam.

Inicialmente, as aulas dela são cópias de livros na lousa e uma total indiferença com a indisciplina de seus alunos. Esse comportamente passívo era fruto do interesse da menina no dinheiro que suas aulas renderiam. Ela pouco se importava com a situação enfrentada e não tinha o compromisso de ensinar bem.

Quando um de seus alunos abandona a escola e parte para a cidade para trabalhar, ela fica interessada em resolver a situação dele. 

Para reencontrar esse aluno ela deveria ir para a cidade mas, devido a falta de recursos financeiros, teve que começar a trabalhar com seus alunos para juntar o dinheiro necessário.

E é nesse momento que as aulas começam a se tornar mais densas e a passividade se esvai. Todos os alunos juntam-se para calcular o número de horas que teriam que trabalhar para conseguir o dinheiro necessário para a professora viajar ao encontro dele.

A aula fica mais atrativa devido a aplicabilidade prática e o conhecimento torna-se sólido.

A professora consegue o dinheiro, viaja e traz o aluno de volta, que, observando as dificuldades enfrentadas pela sua professora, decide se tornar um aluno mais esforçado.

http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/planejamento-e-financiamento/nenhum-menos-excecao-467158.shtml

O link acima tem uma matéria com dados estatísticos sobre a situação das crianças fora da escola no Brasil. Além dos dados, há uma discussão sobre a evasão escolar e trabalho escolar. Acho interessante conhecer um pouquinho os dados pois enfrentaremos essas dificuldades na nossa carreira.

 

Palavras-chave: Evasão escolar, Filmes e Escola

Postado por Carlos Eduardo Freitas em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Agosto 16, 2010

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Em continuação aos posts sobre filmes e escola, quero deixar a sugestão e uma sinopse do filme A Primavera de uma Solteirona.

A Primavera de uma Solteirona (The Prime of Jane Brodie) é um filme primoroso: apresentando o panorama, ainda que incompleto (focando na questão educacional) do papel feminino na primeira metade do século XX, o filme mostra que, embora as mulheres tenham há algum tempo “adquirido” o direito de educação, esta educação ainda visava uma posição social subserviente ao homem e, o pior é que dentre os responsáveis por este cenário de submissão estão mulheres (como pode ser visto metaforicamente no filme pela diretora da escola).

O filme de 1969 tem como cenário uma escola feminina conservadora de Edimburgo na década de 1930 que, desde a direção, passando pelo corpo docente e funcionários, percebe-se a mentalidade ultra conservadora limitando-se ao ensino tradicional e visando não a formação de mulheres intelectualizadas, atuantes socialmente: fica claro que a educação a elas dada visava simplesmente que fossem boas donas-de-casa  e mães já que além da disciplina quase militar, onde as ordens deviam ser aceitas prontamente e sem questionamentos, dentre as disciplinas as alunas tinham aulas de costura, deixando claro a finalidade da educação que recebem.

Neste contexto é que se insere a personagem principal do filme, a professora Jane Brodie (Maggie Smith) que destoa de todos os demais personagens adultos. Brodie é uma professora que rompe ideologicamente com o tradicionalismo (era defensora do fascismo na Itália, talvez vendo neste regime uma esperança de modernidade), buscando fornecer às suas alunas uma educação não convencional, tencionando despertar nestas um espírito crítico, questionador e não se prendendo aos padrões morais preestabelecidos para as mulheres. Um outro aspecto mostrado no filme que torna Brodie diferente das demais professoras é sua forma de vestir: enquanto todas as professoras vestem-se praticamente da mesma forma (roupas cinzas), Brodie usa roupas em cores fortes.

Brodie é um personagem complexo pois ao mesmo tempo que prega a suas alunas o não-conservadorismo ela mesma se impõe sobre as meninas : “Faça o que eu mando e não o faça o que eu faço” ou ainda, quando questiona a sala sobre quem é o maior pintor italiano e uma das alunas responde Da Vinci e ela responde que “Errado, a resposta correta é Giotto”. Quanto a sua vida pessoal, Brodie é, de certa forma infeliz e solitária já que é apaixonada pelo professor de artes, Ted Lloyd, mas este é casado e só a quer como amante. Ela busca então, completar-se através das diferentes personalidades das meninas.

Dentre suas alunas há um pequeno grupo  que são mais próximas à professora e a acompanham extra escola. Cada uma destas meninas diferenciam-se entre si e, principalmente, das demais alunas da escola por seus ideais libertários, estimulados pela professora Brodie.

Finalmente, o filme é um excelente ponto de partida para a discussão do papel da mulher na sociedade atual: tanto como instigadora por mudanças e direitos (Brodie) como obstáculo (diretora).

Vale a pena conferir.

 

Palavras-chave: Filmes e Escola, Papel social da mulher

Postado por Reinaldo da Silva Caraça em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 3 comentários

Agosto 14, 2010

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Encontrei um site que lista os 10 melhores filmes sobre escola, e neste próprio site outras pessoas postaram comentários sobre filmes, dando mais opções.

Somando todos os filmes citados temos cerca de 22 títulos a disposição para pesquisa.

Página sobre filmes e escola...

 

 

Palavras-chave: filmes e escola

Postado por Sabrina Goncalves de Macedo Carvalho em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 2 comentários