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Dezembro 02, 2011

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Estava lendo uma matéria do Jornal Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br/

Nela fala sobre esse site:

http://www.armazemmemoria.com.br/default.as

 

Armazém reúne documentos de diversas lutas do povo brasileiro e disponibiliza divulgação.

Um armazém é aquele local onde ficam os produtos à espera que alguém os transforme em outra coisa, seja em outros produtos, seja em artigos de consumo. No Armazém Memória, os produtos não são mercadorias, são inúmeros jornais, livros, filmes e documentos de diversas lutas do povo brasileiro, à disposição para serem lidos, estudados, divulgados e transformados em ação. Com a ideia de facilitar o acesso à memória e assim participar da construção contínua da história, Marcelo Zelic é a pessoa por trás do armazém virtual que articula projetos e parcerias para garantir sua atividade constante.

Para acessar algumas páginas do site ele para você baixar esse plug-in 

http://www.armazemmemoria.com.br/Plugin.aspx

 

Palavras-chave: Espaço Físico e Memória, Memória, Movimentos populares

Postado por Luiz Renato Sassi em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Novembro 28, 2011

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DEOPS – MUSEU DA RESITÊNCIA

Criação

O Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS/SP), foi criado em 30 de dezembro de 1924 e regulamentado em 17 de abril de 1928. Esteve subordinado a diferentes órgãos, assumindo variadas formas de organização interna e diferentes nomenclaturas – foi chamado de Delegacia, Superintendência e por fim Departamento.

Delegacia de Ordem Politica e Social - DOPS

Superintendência da Ordem Politica e Social

Delegacia Especializada de Ordem Politica e Social – DEOPS

Função

À Delegacia de Ordem Política e Social cabia fiscalizar o fabrico, a importação, a exportação, o comércio, o emprego ou o uso de matérias explosivas; fiscalizar a entrada e permanência de estrangeiros; instaurar, avocar, prosseguir e ultimar inquéritos relativos a fatos de sua competência; proceder ao registro de jornais, revistas e empresas de publicidade em geral; inspecionar hotéis, pensões e semelhantes; fiscalizar aeroportos, estações ferroviárias e rodovias; proceder investigações sobre pessoas suspeitas, lugares onde se presuma qualquer alteração ou atentado contra a ordem política e social; organizar, diariamente, boletins de informações de todos os serviços executados nas últimas 24 horas; e finalmente, identificar e prontuariar os indivíduos suspeitos por crimes e contravenções atentatórias à ordem política e social, organizados em fichário apropriado, “de modo a facilitar os trabalhados estatísticos de seu movimento e toda e qualquer investigação”

Extinção

Até ser extinto, em 4 de março de 1983, esteve subordinado a diferentes órgãos, assumindo variadas formas de organização interna e diferentes nomenclaturas.

Arquivos

Após a extinção do DEOPS, seu arquivo ficou sob a guarda da Polícia Federal até o final do ano de 1992. O decreto nº 34.216, de 19 de novembro de 1991, constituiu uma Comissão Especial com a finalidade de coordenar a destinação desses documentos. A comissão deliberou passar o acervo à guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo, o que aconteceu em 1992, durante a gestão do Professor Doutor Carlos Guilherme Motta.

Até 1994, o acesso aos documentos do DEOPS ficou restrito aos familiares de presos e desaparecidos políticos. Em 1994, com base na resolução nº 38, de 27 de dezembro, o arquivo foi aberto à consulta pública, mediante a assinatura de um termo de responsabilidade pelo consulente.

Ao todo, o acervo é composto por quatro grupos documentais, três deles contendo fichário remissivo. São eles: prontuários (170.000 fichas e 150.000 prontuários); dossiês do Arquivo Geral (1.100.000 fichas remissivas e 9.000 pastas); documentos produzidos pelas delegacias especializadas de Ordem Política (1.500 pastas), contendo prontuários e dossiês, e Ordem Social (235.000 fichas e 2.500 pastas), composto por autos de sindicância, inquéritos militares, prontuários e dossiês.

Só pra ter ideia

Em 1954, 23 funcionários arquivaram 24.911 prontuários e mais 32.653 documentos.

Nomenclaturas

- Lei 2.034 de 30/12/1924 – Delegacia de Ordem Politica e Social.

- Decreto 4.715 de 23/04/1930 – Delegacia Especializada de Ordem Politica e Social

- Decreto 4.780-A de 28/11/1930 – Delegacia de Ordem Politica

– Delegacia de Ordem Social

- Decreto 4.790 de 05/12/1930 – Superintendência da Ordem Politica e Social

- Decreto 5.080 de 26/06/1931 – Delegacia Especializada de Ordem Politica e Social

- Decreto 6.885 de 29/12/1934 – Superintendência de Ordem Politica e Social

- Decreto 9.197 de 31/05/1938 – Delegacia Especializada de Ordem Politica e Social

- Decreto 9.893-B de 12/1938 – Delegacia de Ordem Politica e Social

- Decreto 10.910 de 23/01/1940 – Superintendência de Segurança Politica e Social

- Decreto 11.128 de 04/06/1940 – Superintendência de Segurança Politica e Social

- Decreto 11.782 de 30/12/1940 – Superintendência de Segurança Politica e Social

- Decreto 13.969 de 09/05/1944 – Delegacia de Ordem Politica e Social

- Decreto-lei 14.822 de 02/07/1945 – Delegacia de Ordem Politica e Social

- Decreto-lei 14.854 de 09/07/1945 – Delegacia de Ordem Politica e Social

- Decreto 52.213 de 24/07/1969 – Departamento de Ordem Politica e Social

- Decreto 6.836 de 30/09/1975 – DEOPS – DEPARTAMENTO ESTADUAL DE ORDEM POLITICA E SOCIAL


Pinacoteca

 

O Memorial da Resistência de São Paulo é uma instituição dedicada à preservação das memórias da resistência e da repressão políticas por meio da musealização de parte do edifício que sediou o Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo – Deops/SP, entre os anos de 1940 a 1983.

 

Seu novo projeto museológico, inaugurado em 24 de janeiro de 2009, foi realizado com vistas a ampliar a sua ação preservacionista e seu potencial educativo e cultural por meio da problematização e atualização dos distintos caminhos da memória da resistência e da repressão do Brasil republicano. Seu programa museológico está estruturado em procedimentos de pesquisa, salvaguarda (ações de documentação e conservação) e comunicação (exposições e ação educativa e cultural) patrimoniais por meio de seis linhas de ação. Voltadas à pesquisa e à extroversão dos principais conceitos norteadores do Memorial e atuando articuladamente, essas linhas objetivam fazer da instituição um espaço voltado à reflexão e que promova ações que possam colaborar na formação de cidadãos conscientes e críticos, sensibilizando para a importância do exercício da cidadania, da valorização da democracia e do respeito aos direitos humanos.

 

  • Centro de Referência (conexão em rede com fontes documentais e bibliográficas)

  • Lugares da Memória (inventário dos lugares da memória localizados no Estado de São Paulo)

  • Coleta Regular de Testemunhos (registro de testemunhos de cidadãos envolvidos com as ações do Deops/SP)

  • Exposição (exposição de longa duração e mostras temporárias)

  • Ação Educativa (encontros de formação para educadores, produção de materiais pedagógicos de apoio, visitas educativas e palestras

  • Ação Cultural (seminários, lançamento de filmes e de livros, apresentação de peças de teatro)

Carolina Spillari, do estadao.com.br

As reflexões, com fotografias, textos e até celas (na exposição permanente do Memorial da Resistência) reconstituídas tal como eram no período, relembram a anistia, marcada por um acordo que pôs fim às perseguições políticas e ao cerceamento da liberdade.


A seleção dos materiais foi feita pelo curador da mostra, o jornalista e ex-preso político, Alipio Freire. De acordo com ele, apesar de passados 24 anos que a ditadura acabou, com a eleição do primeiro presidente civil, o Brasil ainda hoje não conta com uma democracia legítima, já que sem a abertura de todos os arquivos da ditadura, a entrega de todos os corpos de desaparecidos e a punição dos responsáveis, a sociedade ainda continua respaldando uma era em que o uso da força foi a prática mais comum.

Durante os cinco anos em que esteve preso em presídios como o Tiradentes e o Carandiru, ambos extintos, o próprio Deops, e DOI-Codi na Rua Tutóia, Freire sofreu todo o tipo de tortura. Além disso, havia aqueles torturadores que sentiam prazer e eram estimulados pelos superiores a usar técnicas de tortura. "As atrocidades continuam sendo praticadas, só nos resta lutar por um mundo mais justo e humano", diz, em referência ao fato de os presos comuns continuarem sendo torturados nas prisões brasileiras.

Celas reconstituídas

O período militar também pode ser conhecido ou relembrado na mostra permanente do Memorial da Resistência. O prédio, hoje reformado, que foi construído por Ramos de Azevedo, inaugurado em 1914, abrigou o antigo Deops, reformado na década de 90. Com as modificações na construção, as condições em que os presos eram mantidos não podem ser conhecidas em sua totalidade.

Para aproximar o visitante à realidade do período militar, uma das celas reproduz o espaço físico tal como foi na época. O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe) e ex-preso político, Ivan Seixas, conta que a peça foi reformada para retratar ao máximo o cárcere original, já que as condições originais do edifício não foram preservadas, a fim de manter a história do local. Uma maquete do antigo prédio no Memorial mostra como os espaços foram modificados.

Ivan foi preso aos 16 anos e permaneceu 6 anos detido, sem existir legalmente na relação dos presos. O pai, Joaquim Seixas, operário e membro do Movimento Revolucionário Tiradentes, foi morto ao ser torturado. "Vivíamos um período que vigoravam três leis em que qualquer cidadão podia ser enquadrado: a de greve, de imprensa e a eleitoral", relembra.

Na linha do tempo - um espaço do Memorial que já abrigou celas - constam os principais acontecimentos do século XX e começo do XXI. Lá é possível observar as datas e as propostas dos Atos Institucionais que começaram a ditar o tom militar, a começar pelo primeiro - que previa eleições indiretas, suspensão de funcionamento de estabelecimentos públicos e imunidade parlamentar - e culminou com o número cinco - o AI-5, de 1968, que suspendeu as garantias constitucionais e foi considerado o maior ato repressivo do governo da época, dirigido pelo general Garrastazu Médici.

Recursos audiovisuais também são utilizados para reavivar a memória dos que viveram à época, e mostrar aos que não viveram um pouco da coerção pela força praticada pelo regime.


Bibliografia

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/permanente/deops.php

http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao33/materia04/

Memorial da Resistência de São Paulo

Largo General Osório, 66 – Luz
Entrada franca

CEP 01213-010 – São Paulo – SP

Telefone: 55 11 3335 4990

Email memorialdaresistencia@pinacoteca.org.br

Agendamento de visitas educativas: 3324.0943 ou 0944

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,exposicao-no-antigo-d

Palavras-chave: Ciência e Cultura, Espaço Físico e Memória, Museu da Resistência

Este post é Domínio Público.

Postado por Silas Ferreira Macedo em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 2 comentários

Outubro 12, 2011

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            Conhecido pelos colegas de faculdade simplesmente como Paulo Freire, foi um profissional da educação importante na história do país, seu nome é dado ao centro acadêmico da FEUSP, por onde todo aluno da USP que deseja dedicar sua vida a carreira docente deve cursar as matérias de pedagogia.

Paulo Freire sendo entrevistado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) -SP-Brasil

Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco, uma das regiões mais pobres do país, onde logo cedo pôde experimentar as dificuldades de sobrevivência das classes populares. Trabalhou inicialmente no SESI (Serviço Social da Indústria) e no Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife.
            Ele foi quase tudo o que deve ser como educador, de professor de escola a criador de ideias e "métodos". Sua filosofia educacional expressou-se primeiramente em 1958 na sua tese de concurso para a universidade do Recife, e, mais tarde, como professor de História e Filosofia da Educação daquela Universidade, bem como em suas primeiras experiências de alfabetização como a de Angicos - RN, em 1963.
             A coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização, capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação fez dele um dos primeiros brasileiros a serem exilados.

Segue vídeo da última entrevista a Paulo Freire dada a PUC.

Parte 1

Parte 2

Leia mais sobre Paulo Freire em:

http://www.paulofreire.ce.ufpb.br/paulofreire/principal.jsp

http://www.projetomemoria.art.br/PauloFreire/index.jsp

Nesses sites se encontram entrevistas, artigos, livros.

 Me impressionou Paulo Freire ser uma figura tão recente relativamente falando, sempre que ouvia algo a seu respeito na universidade imaginava que como tantos outros autores aos quais temos contato que este fosse no mais recente possível do fim do século XIX início do século XX.

Assistir a sua entrevista é interessante pois nela deixa claro seu ponto de vista político e faz menção ao MST defendendo esse movimento e dando ideas da criação de outros movimentos.

Palavras-chave: Espaço Físico e Memória, Paulo Freire.

Postado por Luiz Renato Sassi em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário