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Setembro 04, 2011

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Como comentado em nosso último encontro, segue o texto "O ato criativo" de Marcel Duchamp.

 

“O ato criativo”1, por Marcel Duchamp

 

Consideremos dois fatores importantes, os dois polos da criação da arte: de uma parte, o artista e, de outra, o espectador, que mais tarde se torna posteridade.

Segundo tudo indica, o artista age como um ser mediúnico que, num labirinto fora do tempo e espaço, procura o caminho que o conduzirá a uma clareira.

Se emprestarmos os atributos de um médium ao artista, temos de negar-lhe o estado de consciência do plano estético e, nesse caso, ele não saberá o que está fazendo ou por que está fazendo. Todas as suas decisões durante a execução da obra de arte repousam somente na intuição e não podem ser traduzidas numa auto-análise, falada ou escrita, ou mesmo pensada.

T.S. Eliot, em seu ensaio Tradição e talento individual, escreve: “Quanto mais perfeito o artista, mais separado, nele, estará o homem que sofre da mente que cria; e melhor ainda sua mente sintetizará e transmudará as paixões que constituem seu material”.

Milhares de artistas criam, apenas alguns são discutidos ou aceitos pelo espectador e uma quantidade muito menor é consagrada pela posteridade. Depois de tudo considerado, o artista pode anunciar que é um gênio; ele tem de esperar pelo veredicto do espectador para que suas declarações passem a ter um valor social e para que, por fim, a posteridade o inclua nos livros de história da arte.

Sei que o que aqui digo não é aprovado por muitos artistas, que recusam o papel mediúnico e insistem na participação da consciência no ato criativo; contudo, a história da arte tem identificado com coerência as virtudes de uma obra artística por meio de considerações completamente divorciadas das explicações racionalizadas do artista.

Se o artista, como ser humano, que tem as melhores intenções sobre si sobre o mundo, não representa papel nenhum no julgamento de sua obra, como alguém poderá descrever o fenômeno que induz o espectador a reagir criticamente à obra de arte? Em outras palavras, como essa reação viria à tona?

Esse fenômeno é comparável à transferência do artista para o espectador na forma de uma osmose estética, que acontece através de certas matérias inertes, como pigmento, piano ou mármore.

Mas, antes de passarmos adiante, gostaria de precisar melhor o que entendemos pela palavra “arte”- mas de forma alguma pretendo uma definição.

A ideia que faço de arte é a de que tanto ela pode ser ruim, como boa, como indiferente, mas de qualquer modo continua sendo arte, da mesma maneira que uma emoção, por ser ruim, não deixa de ser uma emoção.

Portanto, quando me referir ao “coeficiente artístico”, fica entendido que não estou me referindo somente à arte maior, mas também tentando descrever o mecanismo subjetivo que produz arte no estado bruto – ruim, boa ou indiferente.

No ato criativo, o artista passa da intenção para a realização por meio de uma cadeia de reações totalmente subjetivas. Sua luta para chegar à realização é feita de trabalhos, sofrimentos, satisfações, recusas, decisões, que não podem e não devem ser plenamente conscientes, pelo menos no plano estético.

O resultado dessa luta é uma diferença entre a intenção e a realização, uma diferença da qual o artista não tem consciência.

Consequentemente, na cadeia de reações que acompanham o ato criativo, está faltando um elo. A lacuna – que representa a inabilidade do artista para expressar plenamente sua intenção, aquela diferença entre o que foi pretendido e o que não foi conseguido – é o “coeficiente artístico” pessoal contido na obra.

Em outras palavras, o “coeficiente artístico” pessoal é como uma relação aritmética entre o não-expresso mas pretendido e o não intencionalmente expresso.

Para evitar qualquer equívoco, lembramos que esse “coeficiente artístico” é uma expressão pessoal da arte, isto é, em estado bruto, que precisa ser “refinado”, como o melaço em açúcar puro, pelo espectador; o número expresso nesse coeficiente nada tem a ver com seu veredicto. O ato criativo adquire outro aspecto quando o espectador experimenta o fenômeno da transmutação: através da mudança da matéria inerte para uma obra de arte é que a verdadeira transubstanciação ocorre, e o papel do espectador é o de determinar o peso que tem a obra na escala estética.

Afinal de contas, o ato criativo não é executado pelo artista sozinho; o espectador põe a obra em contato com o mundo externo ao decifrar e interpretar seus atributos internos, contribuindo, dessa maneira, para o ato criativo. Isso ainda fica mais evidente quando a posteridade dá seu veredicto final e algumas vezes reabilita artistas esquecidos.

1Extraído do livro “Duchamp: uma biografia” de Calvin Tomkins - São Paulo: Cosac Naify, 2004. p.517-519. Foi escrito em 1957 para uma palestra.

Palavras-chave: Artes Plásticas

Postado por Helton Carlos Martinez em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

Agosto 21, 2011

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Edson Pereira, artista que faz mini esculturas em giz escolar, é inclusive o detentor do Recorde Brasileiro na categoria.

Tudo começou quando ele tinha aproximadamente 12 anos de idade, no local mais propício, a sala de aula, onde era possível encontrar a matéria-prima em abundância.
Com o passar dos anos o artista foi desenvolvendo uma técnica para confeccionar miniaturas em giz escolar, aquele utilizado nas salas de aula.

Os detalhes vazados dão um toque especial nas obras e trazem muito mais realismo as esculturas. O acervo do artista possui diversas miniaturas, tais como: mulher com bebê no colo, criança abaixada, louro, samurai, casal se beijando, jogador de futebol, pai abraçado com filho, homem sentado em uma cadeira, cozinheiro, entre outras.

segue o link para ver as pequenas esculturas feitas a partir do giz escolar.

Palavras-chave: Artes Plásticas

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Postado por Pamela Martins dos Santos em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 3 comentários

Agosto 18, 2011

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Pessoal,

Nos encontraremos neste sábado para visitarmos a exposição "Rumos da Arte Cibernética", no Itaú Cultural.

Nosso ponto de encontro será o vão do MASP, às 10h.

Daremos uma tolerância de 5 minutos e partiremos para nossa "jornada". A idéia inicial é acompahar o grupo de Artes Plásticas por obras nos arredores do MASP. Depois disso, seguiremos rumo ao Itaú Cultural.

Chegando ao espaço da exposição, visitaremos os 3 pavimentos onde ocorre a exposição, sendo que cada grupo permanecerá em um mesmo espaço por aproximadamente 20 minutos, de forma que todos possam aproveitar a exposição e conhecer as obras, sem ter o problema de superlotação.

Passado o período dentro do Itaú Cultural, àqueles que se interessarem, voltaremos para a região do MASP, mais precisamente para a Praça Alexandre Gusmão. Lá visitaremos a obre "Campo Minado".

Abraços,

Diego de Oliveira

 

PS: Não visitaremos a praça no caminho para o Itaú Cultural (antes das 11h) pois os equipamentos necessários para a interação com a obra só estarão disponíveis depois das 11h.

Este post é Domínio Público.

Postado por Diego de Oliveira em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

Novembro 26, 2010

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Durante a visita ao museu do Ipiranga, tivemos uma monitora que nos acompanhou no andar de baixo explicado cada uma das obras, seu contexto, seus artistas, entre outras coisas.

Neste visita, olhamos as obras com um olhar direcionado para as intenções dos artistas e interpretamos a obra a partir desta visão.

Porém será que se não tivessemos a monitoria e olhassemos as obras, teríamos interpretações diferentes, sendo inclusive diferente daquela proposta pelo artista ?

O mesmo ocorre com livros, músicas, peças de teatro, textos entre outras coisas.

Se pegarmos um quadro qualquer e pedirmos para diferentes pessoas escreverem o que o quadro representa, teremos muitas interpretações, e respostas bem diferentes ou parecidas ?

Se pedirmos para a mesmo pessoa responder o que a obra significa em diversos momentos de sua vida teremos respostas diferentes ?

Fiz esta reflexão após um comentário que o André fez a respeito de um post que escrevi sobre uma obra de arte que está exposta no metro Vila Madalena, e retrata a questão das diferentes maneiras de ver o universo, escrevi sobre um ponto de vista físico, e o André escreveu algo questionando a questão de se quem não conhece a história da gravitação olharia a obra com estes mesmos olhos.

Selecionei aqui duas obras de arte que achei ser bem interessante para tentarmos fazer este exercício de interpretação acerca dela e escrever no comentário o que achou de cada uma.

Esta foi pintada por Edward Hopper em 1942, se chama Aves da Noite (Nighthawks).

hopper

Outra obra que selecionei foi de Tarsila do Amaral

tarsila

Palavras-chave: Artes Plásticas, Hopper, interpretações, Tarsila

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Postado por Diego Paulo Rhormens em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Novembro 17, 2010

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Neste domingo, fiz uma visita à bienal de artes de São Paulo.

Achei bem interessante as obras de arte que estavam expostas, a exposição conta com uma grande variedade de obras que tratam de temas muito diversificados.

A bienal contava com diversas salas de vídeos, porém não assisti nenhum inteiro. O que mais me chamou atenção de fato foram as obras que podíamos interagir com elas.

Porém três delas merecem destaque por tratarem de tema referentes à física e a educação.

A primeira consiste em diversos pinos de ferro que eram pendurados no teto com uma corda, e foram atraídos pelos campos magnéticos de alguns ímãs que estavam no chão.

Desta meneira os fios ficavam esticados, mas não em linha reta, fazendo com que o fio ficasse na diagonal, o artista utilizou de magnetismo para criar sua obra.

magnetico

Outra obra que vale a pena destacar do ponto de vista da educação é uma lousa, que podemos ver nitidamente que foi riscada com muitas fórmulas de física e matemática e apagada.

Em baixo desta lousa tinha uma "montanha" de pó de giz.

O que pude interpretar da intenção do artista nesta obra, é de que ele quis mostrar que muitas vezes o que aprendemos na escola acaba sendo esquecido, e fica apenas marcas bem de longe, do que vimos.

Assim todo conhecimento pode virar "pó" se não houver um significado.

lousa

Mais uma obra que gostaria de destacar, desta vez do ponto de vista físico-esotérico, são algumas figuras de signos do horóscopo chinês que estão presentes na exposição.

Quando pensamos em horóscopo, também pensamos em observação dos planetas e estrelas, e na relação que eles tem com o comportamento e a fase do ser humano. Por isso achei interessante destacar também esta obra, que é mostrada em partes na figura abaixo.

chines

Além destas obras citadas acima outras também me chamaram a atenção, como uma construção inacabada, com as paredes erguidas com tijolos que formam um pequeno labirinto, uns panos que foram pendurados no teto e que vão até o chão, também formando uma espécie de labirinto, e um túnel de madeira que entramos por um lado e após percorrer um caminho cheio de curvas, saímos por uma saída que tem o formato de uma... Ah o melhor mesmo é ir conferir, e visitar a bienal.

Recomendo a visita, pois lá podemos apreciar muitas outras obras de arte e criar nossa própria reflexão a respeito delas.

Estão expostas bastante obras cujo tema é a tecnologia e a educação. A exposição fica no parque do Ibirapuera, e pode ser visitada até 12/12, a entrada é gratuita.

Palavras-chave: artes plásticas, bienal de artes, cultura

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Postado por Diego Paulo Rhormens em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

Novembro 08, 2010

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Durante a aula de ciência e cultura de sábado, foi proposto que fizéssemos uma pesquisa a respeito das características do barroco, e que relacionássemos estas características com a obra de Aleijadinho

Pesquisamos em alguns sites, e a característica mais encontrada foiu a questão da emoção sobre a razão.

Em vários sites, estava escrito que a mensagem que o artista quis passar é de que só é possível chegar a uma religiosidade através da emoção, e que ela deve prevalecer sobre a razão.

Se pegarmos a expressão das figuras barrocas, podemos notar expressões dramáticas, mostrando claramente o estado emocional da figura que o artista quis retratar.

anjo

Após feito estas leituras nosso grupo começou a refletir a respeito desta afirmação, que coloca em lados opostos a emoção e a razão.

Algumas idéias e comentários surgiram durante a discussão, e gostaria de escrevê-las aqui, para que os leitores do blog possam comentar e colocar seus pontos de vista, nesta questão tão polêmica e delicada, que é o embate entre a emoção e a razão, a ciência e a arte, como se fossem algo distintos e opostos.

Conversamos a respeito do racionalismo levado ao extremo. O racional é construído pelo próprio ser humano, e contempla coisas como por exemplo um triângulo, uma postura frente a uma cerimônia, e diversas regras de convívio que seguimos racionalmente por pura lógica e cultura.

Como o racional é algo construído, as vezes ele entra em contradição com ele mesmo ou com a emoção (nossa vontade), e acaba por produzir um conflito, que dificilmente é resolvido pela própria razão.

Já a questão emocional se refere aos sentimentos, que não são controlados e não tem uma explicação, sentimos porque sentimos e ponto.

A razão é extremamente importante ai, pois se não a tivermos, acabaremos por fazer tudo que nossos sentimentos nos pedem, sem nenhum tipo de freio, apenas faríamos.

Porém se formos extremamente racionais, acabaremos por reprimir muitos dos nossos desejos e vontades, o que pode acarretar em depressão (estado muito comum na sociedade contemporânea).

Talves a religiosidade destacada por escultores barrocos esteja atrelada a fé, temos a fé religiosa pois a sentimos, e não é explicada através de explicações lógicas, mas através de sentimento.

Se conseguirmos utilizar da lógica para explicar a fé, não é mais fé.

(A ciência também é uma questão de fé as vezes, por exemplo acreditamos que a energia do universo se conserva, não provamos, não explicamos, mas acreditamos)

Se ficarmos relatando obras de arte que tem como tema o embate entre a razão e a emoção, ficaríamos muito tempo, pois existe uma infinidade delas.

alice

A ciência vem sempre carregada de um simbolismo extremamente racional, se pegarmos a imagem que muita gente tem de um cientista podemos observar que é de um homem que fica no laboratório sozinho e de repente, tem uma luz e descobre uma teoria nova, que é a verdade, portanto, a razão.

Já o artista, o escritor, o música, é visto por muitos como alguem que inventa uma história com personagens, que nos faz refletir a respeito de nossa vida e nos coloca no lugar do personagem.

Um bom ator por exemplo, faz as pessoas saírem de casa a noite, no friu, na chuva, pagar caro, e mesmo sabendo que é uma mentira, apenas uma representação, elas choram ao ver a peça, a novela, ou ouvindo uma música.

Mas acredito que a questão chave na arte esteja na maneira com que o personagem utiliza da razão para trabalhar com sua emoção, neste sentido a razão e a emoção não são coisas opostas, mas sim complementares, tanto na arte como na ciência.

Enfim, esta é a questão que está posta, como a razão e a emoção se relacionam em uma obra de arte ? e na ciência ?

Além disto, como ela se relaciona com o produzir ciência e o produzir arte ?

Qual o papel do momento histórico na razão e na emoção ?

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Postado por Diego Paulo Rhormens em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Novembro 02, 2010

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Quando a gente entra lá pelo P1 da USP e vem balançando no ônibus passando pelo bobódramo (acho que chama assim porque o povo fica correndo ou dando volta de bike em círculos que nem bobos!), podemos ver uma coisa que pra mim, no primeiro ano, era uma obra de arte ou algo do tipo. Essa estrutura da foto abaixo (peguei daqui):

Fiquei sabendo que se tratava de um relógio de Sol quando comecei a fazer IC com o prof Boczko. As marcações das horas se encontram no chão e correspodem a hora do meridiano local e não a hora do meridiano central do fuso (a hora mais próxima do relógio de pulso convencional). Portanto, não vale chegar lá e dizer qua a hora tá errada ou que o relógio não aponta para o polo Sul exatamente. Acontece que o tipo marcação foi encomendada por uma arquiteta, que fez esse design pro relógio. Inicialmente, o projeto para as marcações estavam atribuídas ao professor Paulo Benevitz, que foi orientador do Boczko, que acabou passando o projeto para que o Boczko fizesse.

Bom ... o relógio está lá ... espero que algumas pessoas não o vejam mais apenas como uma obra de arte, mas sim como uma obra de arte com ciência =D.

Postado por Karina Pavanelli em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 usuário votou. 1 voto | 5 comentários

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Tava trabalhando esses dias quando meu chefe pediu pra eu pegar uns orçamentos na sala do chefe do lado e quando entrei me deparei com um quadro que logo reconhi ser do Van Gogh por suas características. Daí o chefe falou que as estrelas que estavam pintadas estavam na posição real e permitiam determinar a latitude local em que fora pintada. Aí eu fiquei toda empolgada, porque gosto um tanto de astronomia, e logo fui tentar achar a Ursa Menor no quadro, pois nessa constelação se encontra a estrela Polaris, que está muito próxima do polo Norte celeste e, a partir dái podemos determinar a alatitude do local.

Era este o quadro (lógico que não era o do Van Gogh na sala do chefe ... era uma imitation!)

Pra quem conhece um pouco de astronomia deve ter identificado algo parecido com a ursa menor ... caso não ... ela deve se parecer com essa imagem abaixo.

*a ursa menor é a da direita ... a da esquerda, imaginem só, é a ursa maior ¬¬'!

A estrela polaris é a mais brilhantinha da constelação da U Menor.

Bom ... agora já dá pra identificar algo parecido na pintura de Van Gogh.

O legal é que eu fui fazer uma busca de informações do quadro na web e encontrei informações de astronômos que dizem que a ursa menor jamais poderia ter sido vista desta forma como pintada no quadro! Há sites que dizem que as estrelas são vistas desta forma nas costas do observador! Mas há uma discussão interessante nesta página CLIQUE CLIQUE =)

Olha eu esquecida ... o nome do quadro é Starry Night Over the Rhone (Noite Estrelada sobre o Ródano), pintado em 1888. Ródano é um rio entre a França e a Suíça.

Uma imagem fotográfica do local:

Se o Van Gogh acertou ou não realmente ... o pessoal do Ródano deve saber (ou não, ninguém mais olha as estrelas direito!) ... os astronômos também sabem das coisas ... mas de qualquer forma ... o quadro é bem bonito =).

Palavras-chave: Artes Plasticas, astronomia, van gogh

Postado por Karina Pavanelli em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 2 comentários

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Muitas vezes, quando lemos algo sobre a história da física clássica, alguns autores relatam o fato de que os sentidos "enganam o ser humano".

Enganam no sentido de que apesar de a Terra estar girando, não sentimos a sua rotação, e por isso parece que ela está parada e quem está girando em torno dela são os outros planetas e as estrelas.

Quando passeamos a noite e olhamos para a lua, temos a sensação que ela nos segue.

Entre estes casos em que os sentidos nos enganam, um é bastante utilizado por artistas plásticos para criar efeitos que nos deixam confusos ao ver sua obra de arte que é ilusão de óptica.

Vemos algumas imagens, e nosso cérebro as interpreta de uma forma que nos deixam confusos.

Vou colocar aqui algumas destas obras que nos fazem ter ilusões de óptica:

Nesta imagem abaixo, quando focalizamos o olho em um ponto no meio do cruzamento entre duas linhas, percebemos que o ponto é branco, porém todos os outros que estão a sua volta, são pretos, até que fixemos o olho eneles e percebemos que também são brancos.

Esta outra imagem nos faz uma pergunta:

circulo

Pode parecer que o círculo que está entre as bolinhas pequenas é maior, porém os dois tem o mesmo tamanho.

Nesta abaixo, se aproximamos ou afastamos os olhos da tela do computador podemos perceber os dois circulos girarem em sentidos contrários.

 

 

gira

Nesta imagem abaixo, todas as retas são paralelas:

retas

Esta é uma imagem bastante conhecida que também tras ilusão de óptica:

velha

sapocavalo

Existem muitas outras imagens que mostram ilusão de óptica, para quem se interessar em pesquisar, colocando no google imagens a palavra "Ilusão de óptica" podemos encontrar sites variados que trazem consigo este conteúdo e nos divertir vendo algumas destas figuras.

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Postado por Diego Paulo Rhormens em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 4 comentários

Outubro 25, 2010

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Durante a visita ao pateo do colegio, podemos ver muitas obras de arte, dentro do museu de Anchieta como fora.

No museu pudemos observar a grande quantidade de obras de arte cujo tema é a religiosidade, no museu existe uma grande sala dedicada a estas obras, como imagens de santos e de padres.

Neste período histórico, um tema muito comum nas obras de arte era a religiosidade, e este tema estava presenta nas artes como um todo, não só nas artes plásticas, mas também na música, se pegarmos a produção musical neste período podemos notar muitos traços de religiosidade.

Se analisarmos a história do Pateo do colegio, percebemos que ele foi construído quando os jesuitas padre Manoel da Nóbrega e José de Anchieta vindos de Portugal precisavam estabelecer um centro para catequisar os índios.

Podemos perceber ai a forte ligação de sua construção com a religião católica.

O Pateo do Colegio foi uma das primeiras construções feitas na cidade de São Paulo.

Páteo do colégio

A obra de arte que se destaca do aldo de fora do Páteo do Colegio é esta apresentada na imagem acima.

Segundo fontes que busquei na web, a mulher ao topo do monumento representa a cidade de São Paulo, carregando uma tocha, um ramo de louros e uma foice, representando o fogo da religião e da cultura, a glória e o trabalho.

Palavras-chave: Artes Plásticas, Pateo do colegio

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Postado por Diego Paulo Rhormens em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 usuário votou. 1 voto | 7 comentários

Outubro 22, 2010

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Quando passamos na estação de metrô Vila Madalena, podemos nos deparar com esta obra de arte logo na entrada.

Arte metro

O nome desta obra é Homenagem a Galileu Galilei II, do artista plástico Cléber Machado.

Segundo a descrição da escultura que se encontra no site do metrô, "De forma lúdica, o artista utiliza as composições geométricas para explorar as diferentes possibilidades visuais, ora com a presença das formas e ora com a ausência delas. Assim, quando o público muda o ângulo de observação, cria novas formas."

Achei muito interessante a idéia deste artista, ela nos faz pensar na história da ciência, e nos remete a época de Galileu e das observação feitas sobre o céu.

Nas épocas antigas, se acreditava que a Terra estava no centro do universo e que tudo girava ao redor dela, porém, depois de algum tempo se comprovou que na verdade a Terra gira em torno do Sol.

É interessante analisar como dois pontos de vista diferentes fazem com que a visualização e a percepção de um evento seja diferente para cada observador individualmente.

Também podemos levar esta situação para a física moderna. Podemos dizer que a luz se comporta como onda e também que ela se comporta como partícula, e isto só vai depender de como a estamos observando, podemos observá-la atraves da experiência da dupla fenda, ou se sua propagação através de lentes, e para cada uma desta experiência vamos chegar a uma conclusão diferente.

Na história da ciência temos bastante situações onde ocorre este predomínio de um ponto de vista, e que depois, devido a outro ponto de vista, temos uma visão diferente sobre algum fenômeno.

Deste modo, a obra de Cléber Machado retrata muito bem esta idéia.

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Postado por Diego Paulo Rhormens em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 2 comentários

Outubro 18, 2010

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Percebemos, na visita ao IO, uma exposição predominantemente científica. Técnicas precisas, de critérios pouco estéticos e muito utilitaristas dão forma para os objetos em exposição no museu. Tais características seriam, talvez, motivo para a desistência de qualquer abordagem em um referencial artístico. Mas levarei a cabo uma discussão que abarque um aspecto criativo do equipamento a mostra no museu do IO.

A arte se apresenta múltipla. Muitas vezes consideramos um engenho da prática humana uma obra de arte dao o cumprimento de determinados critérios. Em geral, um apelo estético deve estar atrelado a um objeto para que esse seja considerado uma obra de arte. Mas podemos entender uma peça mais mundana, cuja forma foi pensada em favor de critérios outros, como arte. Tomemos alguns exemplos do IO.

O Batiusp, um submarino de estudos. Desde a sua concepção, esse objeto foi pensado como instrumento científico. Suas formas são geométricas, cada uma de suas partes tem um desígnio específico e preciso. A forma mesma do objeto reflete o tipo de saber que o concebeu. Tal afirmação se extende para diversos outros objetos da exposição.

http://stoa.usp.br/cienciacultura/weblog/edit

Amostrador

Garrafa de Nansen

Embarcações, talvez uma exceção à regra aqui posta. Galeões e caravelas são, em si, obras arquitetônicas. Refletem não apenas uma necessidade, mas toda uma cultura na sua forma. Temos desde os mais simples barcos até os enormes cruzeiros, verdadeiras obras culturais.

Palavras-chave: artes plasticas, ciencia, cultura, embarcacoes, tecnica

Postado por Lucas em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 2 comentários

Outubro 13, 2010

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Neste final de semana, aproveitei para fazer uma visita ao museu do Ipiranga.

Desta visita que fiz, quero destacar duas coisas, a primeira é a beleza do jardim, muito bem cuidado.

A segunda é o quadro do grito da independência que me chamou a atenção, que por estar sempre presente nos livros didáticos é bem conhecido dos alunos, é muito interessante que os alunos entrem em contato com esta obra de arte, pois podem ver ao vivo o que muitas vezes conhecem apenas através de livros.

Grito da independência

Gostaria de fazer um comentário a respeito deste quadro, relacionando a imagem com uma frase muito conhecida de Sartre:

O homem está condenado a ser livre.

Em uma aula de tópicos de história da física clássica, o professor Menezes comentou esta frase, dizendo que ela podia ter duas implicações, uma é a liberdade no sentido de livre arbitrio que o ser humano pode ter. No caso de escolher suas prioridades e traçar seu futuro da maneira com que achar melhor.

Outro aspecto, (que é aquele que se encaixa nesta imagem), é a liberdade de construir o passado.

Parece algo estranho falar na construção do passado, mas a história, assim como a física, é algo construido.

Muito provavelmente o grito da independência não foi dado desta maneira romântica que o quadro expressa, porém a história foi construída assim pelo pintor.

Esta construção é dada da mesma maneira que o autor do livro didático constroi a história do Brasil e do mundo, que é fruto de uma interpretação de um fato dado por ele.

Palavras-chave: Artes Plásticas, independencia, ipiranga, museu

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Postado por Diego Paulo Rhormens em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

Outubro 05, 2010

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Quando estamos perto do CEPE da USP, podemos observar um relógio de sol, marcando as horas através da sombra que seu ponteiro faz no chão devido a posição em que o Sol incide sobre ele.

Para se construir um relógio de Sol, precisamos utilizar conceitos de astronomia, pois devemos conhecer a latitude, a longitude, e a posição que o relógio deve ser construído para que através de equações conhecidas possamos calcular a posição da sombra do ponteiro em cada hora.

Depois de feito todos estes cálculos podemos criar grandes obras de arte, bastando utilizar a criatividade para fazer relógios diferentes.

Abaixo estão alguns exemplos deles e suas localizações:

Natal/ RN

Relógio de Sol

Belo Horizonte / MG

Relógio

Bélgica

Bélgica

Podemos observar um exemplo de situação onde o conhecimento sobre a ciência (em particular a astronomia) e a arte caminham juntas.

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Postado por Diego Paulo Rhormens em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Setembro 27, 2010

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Até o dia 5 deste mês esteve no Itaú Cultural a exposição Emoção Artificial, que trazia, além de outras obras já citadas pelos outros membros do grupo, uma série de enormes tubos de PVC alinhados com diversas circunferências riscadas por canetas. Nada de tão anormal, até sabermos que os movimentos destas canetas são controladas por neurônios de ratos lá nos Estados Unidos acionados por sensores de presença que estavam instalados no prórpio Itaú Cultural! 

A única falha que encontrei é que os monitores da exposição não pareciam nem um pouco preparados para darem explicações um pouco mais científicas de como ocorria o processo. Voltei pra casa impressionada, mas com muitas dúvidas Decepção.

O vídeo de divulgação:

 

Postado por Karina Pavanelli em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

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Em praticamente todas a estações do Metrô aqui em São Paulo há uma peça artística em exposição. Muitas pessoas, infelizmente, podem até não reparar. Mas, na estação República a exposição A Arte do Movimento chama a atenção dos apressados paulistanos por ser baseada em ilusão de óptica de movimento. As obras são elaboradas de tal modo que quando passamos por elas temos a impressão de movimento!

O autor da exposição é Walter Gini, artista plástico e pintor. As obras vêm das séries "Pião", "Veículo", "Sinalização" e "Código de Barra". A exposição vai até o dia 30 deste mês na estação República, linha vermelha do Metrô.

Para saber mais clique aqui. O site contém animações dos efeitos da ilusão óptica.

Pião

Carro

Um vídeo que mostra a sensação de movimento:

Créditos do vídeo e imagens aqui.

Palavras-chave: Artes Plásticas, ilusão de óptica, metrô, movimento

Postado por Karina Pavanelli em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

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Durante uma aula de tópicos de história da física moderna, um grupo apresentou um trabalho sobre o desenvolvimento da física moderna, com os trabalhos de Heisenberg, Bohr, Pauli entre outros físicos.

No final da apresentação o grupo mostrou este quadro de Pablo Picasso

espelho

Este quadro chama Mulher no espelho e foi pintado aproximadamente em 1932, e podemos observar uma mulher com duas "caras", sendo uma a que está refletida no espelho, e a outra o rosto dela que também é dividido em dois.

O grupo da Alessandra fez uma relação entre esta imagem e a luz que tem um caráter dual, as vezes se comportando como onda e as vezes como partícula.

É incrível como uma mesma coisa (a luz) pode ter também "duas caras". Também podemos pernsar em elétrons, que também tem este caráter dual...

Achei muito interessante esta abordagem feita pelo grupo na apresentação sobre a história da física moderna e fiz questão de colocá-la aqui no blog.

Os integrantes do grupo são Alessandra, Monaliza, Marta e Aline.

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Postado por Diego Paulo Rhormens em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Setembro 24, 2010

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Esta semana fiz uma visita ao museu de arqueologia e etnologia da USP, ele fica bem próximo ao instituto de física, do lado da prefeitura.

Achei muito interessante a exposição, ela trazia muitos elementos da cultura indígena, africana, grega, egípcia e romana, recomendo a visita a este espaço, pois é muito legal.

Durante a visita algumas coisas me chamaram a atenção e me fizeram refletir sobre a produção da arte por uma sociedade, e como ela está inserida nesta.

Um exemplo é a arte indígena brasileira, podemos perceber o quanto ela muda ao longo dos diversos períodos históricos em que o povo indígena está atravessando.

Existe uma diferença na produção artística indígena da época enterior a chegada dos europeus ao Brasil e depois, mostrando como eles influenciaram fortemente neste sentido, a figura abaixo representa o Vaso de Cariátides, exposto no MAE.

vaso

A partir da análise das obras de arte, podemos indentificar alguns aspectos do modo de vida destas sociedades, como por exemplo suas relações humanas, desenvolvimento tecnológios e costumes.

Percebemos que no início da civilização indígena eles faziam potes de barro, enfeites com pena, lanças com pedras, porém, o avanço da tecnologia e da industrialização também chegou e influenciou os indígenas, na foto abaixo mostra uma parte da exposição onde aparece uma casa Bororó, onde podemos ver claramente a mistura entre a cultura indigena e a industrialização.

Com isto a arte acaba sendo influenciada, já que muitas vezes ela retrata o momento histórico que uma determinada sociedade está passando e nele está incluso a ciência, a política, as preocupações e relações humanas.

Palavras-chave: arqueologia, Artes Plásticas, etnologia, indigena, museu

Este post é Domínio Público.

Postado por Diego Paulo Rhormens em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 2 comentários

Setembro 22, 2010

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O projeto INTINERÂNCIA SP, que teve início em 2007 tem como foco de pesquisa o diálogo entre meios diversos – pintura, instalação, intervenção de rua, fotografia, xilogravura, lambe-lambe, stencil, construção tridimensional – uns desdobrando-se nos outros e comentando-se mutuamente.

Vale a pena visitar o site http://itineranciasp.blogspot.com/

Palavras-chave: Artes Plásticas

Postado por Vera Bohomoletz Henriques em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

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Em visita ao Paço das Artes, relações muito pertinentes entre as obras ai apresentadas e a ciência podem se concretizar.

Duas obras são as mais potentes neste sentido.

Obra: Infinito. Autor: Ding Musa. Ano: 2009.

Trata-se de um jogo ótico. Um círculo de pedras é fechado sobre uma parede. Sobre cada face do muro, no ponto de contato entre ele e o círculo, foram dispostos, de um lado, um espelho. Desta maneira, ao olhar para a superfície vemos o círculo se completar. Do outro lado, uma fotografia de pedras continuando em linha reta dá a impressão de continuidade da figura. As fotos a seguir ilustram esta descrição:

Duas operações sobre a mesma figura geraram resultados diferentes. Tal efeito pode levar-nos a discussões acerca do conhecimento e da multiplicidade da realidade.

 

Obra: Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro ou Exercício para construção e fixação do infinito. Autor: Carla Chaim. Ano: 2010

Imagem indisponível na internet.

A obra é, aparentemente, uma foto do céu noturno estrelado. Linhas ligam, aparentemente ao acaso, as estrelas.

Tal obra foi escolhida pelo nome sugestivo. Tal ação, a da fixação de algo que nos ultrapassa, é recorrente na Física. As estrelas, entes cósmicos tão distantes, são infinitos construídos e fixados por nossos midelos. Somos grandes fixadores do Universo.

 

Postado por Lucas em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

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