Stoa :: Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) :: Blog :: Visita ao Pateo do Colegio

outubro 25, 2010

default user icon

Durante a visita ao pateo do colegio, podemos ver muitas obras de arte, dentro do museu de Anchieta como fora.

No museu pudemos observar a grande quantidade de obras de arte cujo tema é a religiosidade, no museu existe uma grande sala dedicada a estas obras, como imagens de santos e de padres.

Neste período histórico, um tema muito comum nas obras de arte era a religiosidade, e este tema estava presenta nas artes como um todo, não só nas artes plásticas, mas também na música, se pegarmos a produção musical neste período podemos notar muitos traços de religiosidade.

Se analisarmos a história do Pateo do colegio, percebemos que ele foi construído quando os jesuitas padre Manoel da Nóbrega e José de Anchieta vindos de Portugal precisavam estabelecer um centro para catequisar os índios.

Podemos perceber ai a forte ligação de sua construção com a religião católica.

O Pateo do Colegio foi uma das primeiras construções feitas na cidade de São Paulo.

Páteo do colégio

A obra de arte que se destaca do aldo de fora do Páteo do Colegio é esta apresentada na imagem acima.

Segundo fontes que busquei na web, a mulher ao topo do monumento representa a cidade de São Paulo, carregando uma tocha, um ramo de louros e uma foice, representando o fogo da religião e da cultura, a glória e o trabalho.

Palavras-chave: Artes Plásticas, Pateo do colegio

Este post é Domínio Público.

Postado por Diego Paulo Rhormens em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 usuário votou. 1 voto

Comentários

  1. Suelen Fernandes de Barros escreveu:

    Os obras que observamos no museu, como você mesmo destacou, remetem bastante ao tema religioso. Isso me fez lembrar  as obras do barroco e do arcadismo. No barroco as obras de Aleijadinho que representam bem este período me pareceram ter uma certa semelhança com o que observamos.

    A própria estrutura do museu, um ambiente calmo, com bastante verde e o som da queda d´água da entrada da cripta parecem remeter ao lugar buscado pelos pastores no arcadismo, um lugar calmo, longe dos grandes centros urbanos, onde eles pudessem por em prática o "carpie diem".

    Realmente um ambiente bastante diferente daquele que encontramos quando cruzamos a porta do museu e nos deparamos com as agitações da cidade de São Paulo.

    Suelen Fernandes de BarrosSuelen Fernandes de Barros ‒ quarta, 27 outubro 2010, 13:17 -02 # Link |

  2. Lidia E. Santana escreveu:

    Embora eu ja conhecesse o pateo do colégio, o centro velho de São Paulo, o centro cultural banco do brasil e da caixa economica, o que me chamou a atenção no pateo do colégio foi uma anotação que dizia que a educação jesuitica era toda voltada para a religiosidade. Isso vai de encontro ao que todos nós ja estudamos (ou para quem ainda nao fez disciplinas na FE, irão estudar) na faculdade de educação sobre a escola jesuitica e  nos remete também a um velho debate sobre ciência e religião - em se tratando do ensino de ciência.

    Lidia E. SantanaLidia E. Santana ‒ sábado, 30 outubro 2010, 10:00 -02 # Link |

  3. Andre Batista Noronha Moreira escreveu:

    Nunca tinha visitado o Pátio do Colégio, e dentre tantas impressões que me passaram, não posso deixar de expressar minha satisfação em ver o esforço em manter o passado vivo.

    No entanto, foi impossível não conflitar a incrível beleza da conservação de um patrimônio com a enorme tragédia social que circunda, perambula e toma o centro velho da cidade.

    Em outros tempos, isto seria um grande paradoxo, pois a Igreja Católica, assim como os Jesuítas remanecentes, já foram mais atuantes na questão social - não que a tragédia seja culpa exclusivamente dessas instituições!

    Ao mesmo tempo que me alegro o ver um prédio histórico e importante conservado e bem cuidado, me entristeço ao ver o desastre social que o envolve, nas ruas, nas praças - do ponto vista filosófico, trata-se de uma contradição com os próprios princípios cristãos.

    Mais vale preservar o passado do que amparar o presente?

    Andre Batista Noronha MoreiraAndre Batista Noronha Moreira ‒ sábado, 30 outubro 2010, 19:03 -02 # Link |

  4. Fabio da Silva Lopes escreveu:

    Bom, eu jamais havia entrado naquele Museu. Passei diversas vezes por lá e não imaginava que era um Museu que contava os primórdios de São Paulo. Eu, não sendo de São Paulo, achei muito legal de existir um Museu que mostrasse como a cidade se desenvolveu através do tempos e "conservando" algumas partes da edificação antiga, como muros e alicerces, acredito que nem todas as cidades possuem um museu desse porte. Em um momento legal da visita, fomos encaminhados ao "porão" onde se encontram os alicerces da antiga edificação. O que foi passado para nós é que lá foram enterrados cerca de 90 pessoas e que antes da reconstrução do Museu foram retiradas e enviadas a outro lugar que eu não sei dizer. O Páteo do Collegio também oferece ao visitante a oportunidade de se situar geográfica e historicamente frente ao sentido que tem o lugar para o nascimento da cidade de São Paulo, em geral obscuro ou desconhecido para a maioria da própria população. Um dos elementos centrais do Museu, a pia batismal simboliza o sentido da missão evangelizadora da Companhia de Jesus junto às populações indígenas do Planalto.

    Fabio da Silva LopesFabio da Silva Lopes ‒ terça, 02 novembro 2010, 10:56 -02 # Link |

  5. Karina Pavanelli escreveu:

    Fui ao Pateo do Colegio pela primeira vez num passeio da escola quando tinha uns 10 anos. A minha sensação foi a mesma quando visitei o Pateo na semana passada: São Paulo começou mesmo aqui?! È estranho, porque a arquitetura é totalmente diferente do que vemos hoje. Passava em frente ao Pateo pelo menos uma vez por semana e sempre lembrava do passeio da escola e mesmo com todo o tempo que passou continuo achando estanho que SP começou ali.

    Quando citam os jesuítas "ensinado" lembro-me daquela imagem no muro da escola Marina Cintra na Rebouças com um jesuíta "ensinado" algo a dois pequenos índios e de uma frase pixada logo abaixo: Genocídio Cultural. A pixação foi limpa no dia seguinte. Isso faz mais de um ano. No começo desse ano 3 manchas de tinta vermelha foram feitas na imagem (acredito que atiraram bexigas com tinta!), uma certeira do jesuíta e outras duas sem alvo aparente. Penso em como o ensino afeta a cultura de uma pessoa.

    Karina PavanelliKarina Pavanelli ‒ terça, 02 novembro 2010, 19:03 -02 # Link |

  6. Karina Pavanelli escreveu:

    Correção: a escola fica na Consolação, não na Rebouças .... passo todo dia aí que a Rebouças e a Consolação já são uma coisa só ¬¬'

    Karina PavanelliKarina Pavanelli ‒ terça, 02 novembro 2010, 19:10 -02 # Link |

  7. Rafaela escreveu:

    Também visitei o Pateo do Collegio com a escola com uns 10 anos... Lembrava muito pouco... Algumas coisas devem ter mudado desde então...

     

    Fico apreciando as culturas que estão espalhadas pelo mundo - especialmente as cozinhas. Às vezes esqueço de olhar pra nós mesmos - brasileiros - quem somos e de onde viemos...

    Divagações à parte, algo que fiquei pensando muito (que pode parecer um pouco sem sentido) é sobre o valor da entrada no museu. O preço do salgado na lanchonete do próprio museu é maior que o ingresso da visita. Seria uma inversão de valores? Ou estou "viajando"?

    RafaelaRafaela ‒ quinta, 04 novembro 2010, 16:50 -02 # Link |

Você deve entrar no sistema para escrever um comentário.

Termo de Responsabilidade

Todo o conteúdo desta página é de inteira responsabilidade do usuário. O Stoa, assim como a Universidade de São Paulo, não necessariamente corroboram as opiniões aqui contidas.