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outubro 18, 2010

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Percebemos, na visita ao IO, uma exposição predominantemente científica. Técnicas precisas, de critérios pouco estéticos e muito utilitaristas dão forma para os objetos em exposição no museu. Tais características seriam, talvez, motivo para a desistência de qualquer abordagem em um referencial artístico. Mas levarei a cabo uma discussão que abarque um aspecto criativo do equipamento a mostra no museu do IO.

A arte se apresenta múltipla. Muitas vezes consideramos um engenho da prática humana uma obra de arte dao o cumprimento de determinados critérios. Em geral, um apelo estético deve estar atrelado a um objeto para que esse seja considerado uma obra de arte. Mas podemos entender uma peça mais mundana, cuja forma foi pensada em favor de critérios outros, como arte. Tomemos alguns exemplos do IO.

O Batiusp, um submarino de estudos. Desde a sua concepção, esse objeto foi pensado como instrumento científico. Suas formas são geométricas, cada uma de suas partes tem um desígnio específico e preciso. A forma mesma do objeto reflete o tipo de saber que o concebeu. Tal afirmação se extende para diversos outros objetos da exposição.

http://stoa.usp.br/cienciacultura/weblog/edit

Amostrador

Garrafa de Nansen

Embarcações, talvez uma exceção à regra aqui posta. Galeões e caravelas são, em si, obras arquitetônicas. Refletem não apenas uma necessidade, mas toda uma cultura na sua forma. Temos desde os mais simples barcos até os enormes cruzeiros, verdadeiras obras culturais.

Palavras-chave: artes plasticas, ciencia, cultura, embarcacoes, tecnica

Postado por Lucas em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP)

Comentários

  1. Diego Paulo Rhormens escreveu:

    Quando fomos na visita a pinacoteca, pudemos ver algumas obras de arte que retratavam coisas como lixo, que consistiam de amontoados de latinhas, ímas e outras porcarias.

    Talves a questão do que é obra de arte esteja relacionada a duas coisas:

    1° A intenção do autor, (ele pode querer fazer uma obra de arte, ou isso não ser sua intenção)

    2° A intenção do espectador , (ele pode ver aquilo e entender como uma arte, ou não)

    Então eu levanto a questão : Passamos do lado de uma escultura e nem a notamos, e em seguida passamos em frente a um guindastre enorme que está sendo utilizado na construção de um prédio e isto nos faz refletir sobre algo do tipo como a evolução que a cidade está se dando, ou mesmo trazer uma lembrança de como aquele local era antes da construção do prédio.

    Pensando a arte como algo que nos afeta e nos faz refletir, podemos considerar estas duas situações como obras de arte ?

    Diego Paulo RhormensDiego Paulo Rhormens ‒ segunda, 25 outubro 2010, 13:04 -02 # Link |

  2. Lucas escreveu:

    Creio que sim Diego.

    A arte está intimamente atrelada à vida, e não apenas à vida pública, mas principalmente à privada. O caráter único da obra de arte, sua capacidade de ser uma manifestação inaudita, impensada que a coloca neste nível das afetações. O que nos convoca a pensar, a nos movermos, a colocar em questão nossas vidas mesmas talvez seja a melhor definição para uma obra de arte. Nesse sentido, o guindaste da tua fala atua como arte: convoca-nos a pensar em como nossas vidas estão em trânsito.

    LucasLucas ‒ segunda, 01 novembro 2010, 00:53 -02 # Link |

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