Stoa :: Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) :: Blog :: Possível Reator Nuclear do IPEN

setembro 25, 2010

user icon

O jornal “A Folha de São Paulo” possui  um caderno direcionado ao jornalismo cientifico, o caderno de CIÊNCIA.

Este caderno é destinado a notícias do  universo cientifico e a divulgação cientifica.  No dia  24/09 um artigo fala sobre a possibilidade do Brasil ter um megarreator nuclear, para quem esteve na palestra do professor Salinas no último sábado, dia 18/09 ira lembrar-se dele ter comentado sobre este assunto:

 

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/804057-brasil-pode-ter-megarreator-nuclear-para-fins-medicos-e-cientificos-em-2016.shtml

 

Brasil pode ter megarreator nuclear para fins médicos e científicos em 2016

Publicidade

SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO

Todo mundo agradece aos médicos ao receber um diagnóstico, mas ninguém agradece ao Ipen [Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares]", diz José Augusto Perrota, diretor de projetos especiais do instituto.

Há 50 anos, Brasil inaugurava primeiro reator nuclear da América Latina

A "reclamação" se refere a tratamentos e exames que dependem de elementos radioativos --os radioisótopos-- usados na produção de vários tipos de fármacos. Tais elementos são importados e, com frequência, processados pelo Ipen. Agora, o instituto quer produzir nacionalmente os radioisótopos, de forma a atender toda a demanda do país.

O Ipen planeja, para isso, construir um novo reator nuclear, que deve custar cerca de R$ 850 milhões. Os recursos para elaboração do projeto --R$ 30 milhões-- já foram aprovados pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Se o projeto for aprovado, o novo reator deve estar pronto em 2016.

BASE NO INTERIOR

O megainvestimento será feito em Iperó, no interior de São Paulo, numa área de 200 hectares cedida pela Marinha e pelo governo do Estado de São Paulo. O objetivo é criar lá um novo polo de tecnologia nuclear, que deve se desenvolver ao redor do reator.

A ideia é que o polo atue na formação de pessoas e auxilie pesquisas, inclusive de usuários não ligados aos institutos da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear, ao qual o Ipen é vinculado).

Apesar de ter a sexta maior reserva de urânio (necessário para a produção dos radioisótopos), o país praticamente não produz radioisótopos.

Com exceção do iodo-131, que tem 50% da produção feita no Brasil, os demais são importados de países como Argentina e Israel. Além disso, parte do processamento dos radioisótopos para produção de radiofármacos (moléculas para uso médico ligadas aos elementos) também é feito no exterior.

"Detemos o conhecimento, mas não temos a tecnologia", lamenta Perrota. O maior e mais utilizado dos reatores nacionais, que fica no próprio Ipen, em São Paulo, foi inaugurado em 1958.

O novo reator poderá produzir e processar os radioisótopos para atender toda a demanda nacional. "Se usado pela comunidade brasileira como previsto, o reator de Iperó se pagará em menos de 20 anos", diz Perrota.

Para ele, o país não deve se intimidar com os custos. "Não podemos deixar de fazer "big science" [projetos científicos de grande porte, com tecnologia cara]."

 

 

Palavras-chave: cientifico, jornalismo

Este post é Domínio Público.

Postado por Lidia E. Santana em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 usuário votou. 1 voto

Comentários

  1. Gabriel escreveu:

    Vai precisar de um mega plano de evacuação.

    GabrielGabriel ‒ sábado, 05 novembro 2011, 22:15 -02 # Link |

Você deve entrar no sistema para escrever um comentário.

Termo de Responsabilidade

Todo o conteúdo desta página é de inteira responsabilidade do usuário. O Stoa, assim como a Universidade de São Paulo, não necessariamente corroboram as opiniões aqui contidas.