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setembro 22, 2010

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Em visita ao Paço das Artes, relações muito pertinentes entre as obras ai apresentadas e a ciência podem se concretizar.

Duas obras são as mais potentes neste sentido.

Obra: Infinito. Autor: Ding Musa. Ano: 2009.

Trata-se de um jogo ótico. Um círculo de pedras é fechado sobre uma parede. Sobre cada face do muro, no ponto de contato entre ele e o círculo, foram dispostos, de um lado, um espelho. Desta maneira, ao olhar para a superfície vemos o círculo se completar. Do outro lado, uma fotografia de pedras continuando em linha reta dá a impressão de continuidade da figura. As fotos a seguir ilustram esta descrição:

Duas operações sobre a mesma figura geraram resultados diferentes. Tal efeito pode levar-nos a discussões acerca do conhecimento e da multiplicidade da realidade.

 

Obra: Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro ou Exercício para construção e fixação do infinito. Autor: Carla Chaim. Ano: 2010

Imagem indisponível na internet.

A obra é, aparentemente, uma foto do céu noturno estrelado. Linhas ligam, aparentemente ao acaso, as estrelas.

Tal obra foi escolhida pelo nome sugestivo. Tal ação, a da fixação de algo que nos ultrapassa, é recorrente na Física. As estrelas, entes cósmicos tão distantes, são infinitos construídos e fixados por nossos midelos. Somos grandes fixadores do Universo.

 

Postado por Lucas em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP)

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