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Dezembro 12, 2011

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OLá,

Posto aqui o poema que li no Sarau:

 

Sonho

 

Tenso feito um lenço denso

Penso, aceito o leito feito

Deito esquecendo todo o senso

Morro eleito o mais lento

 

Dentro é vago, escuro e só

Vendo o saco onde está Ló

Reflito e sinto: viemos do pó

Ah! Minto. Aí é onde está o nó

 

 

Palavras-chave: Sarau

Postado por Helton Carlos Martinez em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

Dezembro 08, 2011

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Pessoal, 

 

Tudo bem???

Solicitamos a todos que tragam para sábado, pode ser por memória ou anotado, uma frase que represente pra você o que é ou expressa Arte de Rua.

Assim vamos confeccionar cartazes com as idéias e pensamentos de todos.

Abraços.

 

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Postado por Ione Messias em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

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O Bar Mitzva, dentro da cultura judaica, possui ínumeros sentidos e significados. O que mais comumente se fala é sobre a maioridade religiosa. Quando o jovem de treze anos lê a Torá (bíblia em hebraico) pela primeira vez, ele está se iniciando como membro ativo da religião. No entanto, isso tem um significado maior.

Assim como  escola em hebraico é Beit Sefer (casa do livro), sinagoga é Beit Hakinesset (casa do parlamento). Sendo assim, o templo não funciona apenas para abrigar as funções religiosas de uma comunidade, mas também as funções sociais. E quando um jovem é iniciado na maioridade judaica, passa a fazer parte da comunidade como um adulto também.

Para quem quiser saber um pouco mais:

http://pt.wikipedia.org/wiki/B'nai_Mitzv%C3%A1

Postado por Nathan Rabinovitch em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Dezembro 05, 2011

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          Segue abaixo um artigo sobre Jogos teatrais na Escola Publica o artigo apresenta os resultados parciais de pesquisa etnográfica que  acompanha aspectos do desenvolvimento cultural de pré-adolescentes com a linguagem teatral em classe multisseriada, através do ensino regular de Teatro, em escola de ensino fundamental da rede pública estadual de São Paulo-SP. Os dados obtidos permitem afirmar que a linguagem cênica contribui na conscientização das novas possibilidades de significação da palavra na prática discursiva.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-25551998000200005&script=sci_arttext

                                                             Ricardo Ottoni Vaz Japiassu

Palavras-chave: jogos teatrais, metodologia do ensino de artes, psicologia cultural, teatro-educação

Postado por Luiz Henrique Felipe Rocha em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

Dezembro 04, 2011

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Grupo feminino expoentes do samba em shows especiais

Um dos primeiros grupos de samba formado somente por mulheres, ainda na década de 1980 (como grupo Fora de Série), o Som Mulheres realiza em dezembro duas apresentações especiais na Galeria Olido, com entrada Catraca Livre.

Com espetáculo dançante, o grupo traz no repertório “Da Melhor Qualidade”, de Almir Guineto e Arlindo Cruz, “300 Anos”, de Paulo César Feital e Altayr Veloso”, e “A Pureza da Flor”, de Arlindo Cruz, entre outras canções.

Com entrada Catraca Livre, Som Mulheres se apresenta nos dias 6 e 13 de dezembro, sempre às 19h.

http://catracalivre.folha.uol.com.br/2011/12/samba-com-som-mulheres-na-galeria-olido/

 

Postado por Djalma Rodrigues Filho em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Dezembro 03, 2011

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Gostaria de avisar a todos que para a atividade do Sarau o Grupo de teatro está oferecendo toda uma infraestrutura de som (mesa de som, caixas amplificadas e microfone)s para as atividades. Caso algum grupo tenha alguma necessidade especial por favor entrar em contato via blog mesmo. Muito obrigado!

Postado por Luiz Henrique Felipe Rocha em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 3 comentários

Dezembro 02, 2011

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Estava lendo uma matéria do Jornal Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br/

Nela fala sobre esse site:

http://www.armazemmemoria.com.br/default.as

 

Armazém reúne documentos de diversas lutas do povo brasileiro e disponibiliza divulgação.

Um armazém é aquele local onde ficam os produtos à espera que alguém os transforme em outra coisa, seja em outros produtos, seja em artigos de consumo. No Armazém Memória, os produtos não são mercadorias, são inúmeros jornais, livros, filmes e documentos de diversas lutas do povo brasileiro, à disposição para serem lidos, estudados, divulgados e transformados em ação. Com a ideia de facilitar o acesso à memória e assim participar da construção contínua da história, Marcelo Zelic é a pessoa por trás do armazém virtual que articula projetos e parcerias para garantir sua atividade constante.

Para acessar algumas páginas do site ele para você baixar esse plug-in 

http://www.armazemmemoria.com.br/Plugin.aspx

 

Palavras-chave: Espaço Físico e Memória, Memória, Movimentos populares

Postado por Luiz Renato Sassi em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Dezembro 01, 2011

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O grafite é uma forma de expressão visual em que o artista aproveita os espaços públicos e interage com a cidade. Trabalhos de um amigo que faz grafitte e tem uma visão diferenciada sobre a educação. Vale a pena apreciar... Faço a revolução pela educação. Luto pela liberdade de expressão, direito de escolha, direito de opinião. Luto boxe, consumo shows, pratico atividades sociais. Amo meus pais, minha filha, meu país. Amo minha cultura. Luto por ela. Ando triste pela realidade social. Sou feliz por ser pai. Triste com essa desigualdade e pasteurização monocultural. Feliz por andar pela contra mão. Triste com esse hino que a juventude canta, que é o de louvor ao consumo desenfreado, vítimas da propaganda enganosa. Feliz por tentar abrir suas cabeças. Feliz por não desistir. Mesmo que incompreendido. Ricardo Tatoo - Bacharel em programação visual pela Universidade Mackenzie. Já grafitou no Rio de Janeiro e em São Paulo, em locais com o MASP e no programa Metropólis da TV Cultura; e Sara Martinho - Designer de produtos na Universidade FUMEC – FEA, pós-graduada em Artes Plásticas e Contemporaneidade na escola Guignard da Universidade Estadual de Minas Gerais.

Este post é Domínio Público.

Postado por Ione Messias em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

Novembro 28, 2011

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DEOPS – MUSEU DA RESITÊNCIA

Criação

O Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS/SP), foi criado em 30 de dezembro de 1924 e regulamentado em 17 de abril de 1928. Esteve subordinado a diferentes órgãos, assumindo variadas formas de organização interna e diferentes nomenclaturas – foi chamado de Delegacia, Superintendência e por fim Departamento.

Delegacia de Ordem Politica e Social - DOPS

Superintendência da Ordem Politica e Social

Delegacia Especializada de Ordem Politica e Social – DEOPS

Função

À Delegacia de Ordem Política e Social cabia fiscalizar o fabrico, a importação, a exportação, o comércio, o emprego ou o uso de matérias explosivas; fiscalizar a entrada e permanência de estrangeiros; instaurar, avocar, prosseguir e ultimar inquéritos relativos a fatos de sua competência; proceder ao registro de jornais, revistas e empresas de publicidade em geral; inspecionar hotéis, pensões e semelhantes; fiscalizar aeroportos, estações ferroviárias e rodovias; proceder investigações sobre pessoas suspeitas, lugares onde se presuma qualquer alteração ou atentado contra a ordem política e social; organizar, diariamente, boletins de informações de todos os serviços executados nas últimas 24 horas; e finalmente, identificar e prontuariar os indivíduos suspeitos por crimes e contravenções atentatórias à ordem política e social, organizados em fichário apropriado, “de modo a facilitar os trabalhados estatísticos de seu movimento e toda e qualquer investigação”

Extinção

Até ser extinto, em 4 de março de 1983, esteve subordinado a diferentes órgãos, assumindo variadas formas de organização interna e diferentes nomenclaturas.

Arquivos

Após a extinção do DEOPS, seu arquivo ficou sob a guarda da Polícia Federal até o final do ano de 1992. O decreto nº 34.216, de 19 de novembro de 1991, constituiu uma Comissão Especial com a finalidade de coordenar a destinação desses documentos. A comissão deliberou passar o acervo à guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo, o que aconteceu em 1992, durante a gestão do Professor Doutor Carlos Guilherme Motta.

Até 1994, o acesso aos documentos do DEOPS ficou restrito aos familiares de presos e desaparecidos políticos. Em 1994, com base na resolução nº 38, de 27 de dezembro, o arquivo foi aberto à consulta pública, mediante a assinatura de um termo de responsabilidade pelo consulente.

Ao todo, o acervo é composto por quatro grupos documentais, três deles contendo fichário remissivo. São eles: prontuários (170.000 fichas e 150.000 prontuários); dossiês do Arquivo Geral (1.100.000 fichas remissivas e 9.000 pastas); documentos produzidos pelas delegacias especializadas de Ordem Política (1.500 pastas), contendo prontuários e dossiês, e Ordem Social (235.000 fichas e 2.500 pastas), composto por autos de sindicância, inquéritos militares, prontuários e dossiês.

Só pra ter ideia

Em 1954, 23 funcionários arquivaram 24.911 prontuários e mais 32.653 documentos.

Nomenclaturas

- Lei 2.034 de 30/12/1924 – Delegacia de Ordem Politica e Social.

- Decreto 4.715 de 23/04/1930 – Delegacia Especializada de Ordem Politica e Social

- Decreto 4.780-A de 28/11/1930 – Delegacia de Ordem Politica

– Delegacia de Ordem Social

- Decreto 4.790 de 05/12/1930 – Superintendência da Ordem Politica e Social

- Decreto 5.080 de 26/06/1931 – Delegacia Especializada de Ordem Politica e Social

- Decreto 6.885 de 29/12/1934 – Superintendência de Ordem Politica e Social

- Decreto 9.197 de 31/05/1938 – Delegacia Especializada de Ordem Politica e Social

- Decreto 9.893-B de 12/1938 – Delegacia de Ordem Politica e Social

- Decreto 10.910 de 23/01/1940 – Superintendência de Segurança Politica e Social

- Decreto 11.128 de 04/06/1940 – Superintendência de Segurança Politica e Social

- Decreto 11.782 de 30/12/1940 – Superintendência de Segurança Politica e Social

- Decreto 13.969 de 09/05/1944 – Delegacia de Ordem Politica e Social

- Decreto-lei 14.822 de 02/07/1945 – Delegacia de Ordem Politica e Social

- Decreto-lei 14.854 de 09/07/1945 – Delegacia de Ordem Politica e Social

- Decreto 52.213 de 24/07/1969 – Departamento de Ordem Politica e Social

- Decreto 6.836 de 30/09/1975 – DEOPS – DEPARTAMENTO ESTADUAL DE ORDEM POLITICA E SOCIAL


Pinacoteca

 

O Memorial da Resistência de São Paulo é uma instituição dedicada à preservação das memórias da resistência e da repressão políticas por meio da musealização de parte do edifício que sediou o Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo – Deops/SP, entre os anos de 1940 a 1983.

 

Seu novo projeto museológico, inaugurado em 24 de janeiro de 2009, foi realizado com vistas a ampliar a sua ação preservacionista e seu potencial educativo e cultural por meio da problematização e atualização dos distintos caminhos da memória da resistência e da repressão do Brasil republicano. Seu programa museológico está estruturado em procedimentos de pesquisa, salvaguarda (ações de documentação e conservação) e comunicação (exposições e ação educativa e cultural) patrimoniais por meio de seis linhas de ação. Voltadas à pesquisa e à extroversão dos principais conceitos norteadores do Memorial e atuando articuladamente, essas linhas objetivam fazer da instituição um espaço voltado à reflexão e que promova ações que possam colaborar na formação de cidadãos conscientes e críticos, sensibilizando para a importância do exercício da cidadania, da valorização da democracia e do respeito aos direitos humanos.

 

  • Centro de Referência (conexão em rede com fontes documentais e bibliográficas)

  • Lugares da Memória (inventário dos lugares da memória localizados no Estado de São Paulo)

  • Coleta Regular de Testemunhos (registro de testemunhos de cidadãos envolvidos com as ações do Deops/SP)

  • Exposição (exposição de longa duração e mostras temporárias)

  • Ação Educativa (encontros de formação para educadores, produção de materiais pedagógicos de apoio, visitas educativas e palestras

  • Ação Cultural (seminários, lançamento de filmes e de livros, apresentação de peças de teatro)

Carolina Spillari, do estadao.com.br

As reflexões, com fotografias, textos e até celas (na exposição permanente do Memorial da Resistência) reconstituídas tal como eram no período, relembram a anistia, marcada por um acordo que pôs fim às perseguições políticas e ao cerceamento da liberdade.


A seleção dos materiais foi feita pelo curador da mostra, o jornalista e ex-preso político, Alipio Freire. De acordo com ele, apesar de passados 24 anos que a ditadura acabou, com a eleição do primeiro presidente civil, o Brasil ainda hoje não conta com uma democracia legítima, já que sem a abertura de todos os arquivos da ditadura, a entrega de todos os corpos de desaparecidos e a punição dos responsáveis, a sociedade ainda continua respaldando uma era em que o uso da força foi a prática mais comum.

Durante os cinco anos em que esteve preso em presídios como o Tiradentes e o Carandiru, ambos extintos, o próprio Deops, e DOI-Codi na Rua Tutóia, Freire sofreu todo o tipo de tortura. Além disso, havia aqueles torturadores que sentiam prazer e eram estimulados pelos superiores a usar técnicas de tortura. "As atrocidades continuam sendo praticadas, só nos resta lutar por um mundo mais justo e humano", diz, em referência ao fato de os presos comuns continuarem sendo torturados nas prisões brasileiras.

Celas reconstituídas

O período militar também pode ser conhecido ou relembrado na mostra permanente do Memorial da Resistência. O prédio, hoje reformado, que foi construído por Ramos de Azevedo, inaugurado em 1914, abrigou o antigo Deops, reformado na década de 90. Com as modificações na construção, as condições em que os presos eram mantidos não podem ser conhecidas em sua totalidade.

Para aproximar o visitante à realidade do período militar, uma das celas reproduz o espaço físico tal como foi na época. O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe) e ex-preso político, Ivan Seixas, conta que a peça foi reformada para retratar ao máximo o cárcere original, já que as condições originais do edifício não foram preservadas, a fim de manter a história do local. Uma maquete do antigo prédio no Memorial mostra como os espaços foram modificados.

Ivan foi preso aos 16 anos e permaneceu 6 anos detido, sem existir legalmente na relação dos presos. O pai, Joaquim Seixas, operário e membro do Movimento Revolucionário Tiradentes, foi morto ao ser torturado. "Vivíamos um período que vigoravam três leis em que qualquer cidadão podia ser enquadrado: a de greve, de imprensa e a eleitoral", relembra.

Na linha do tempo - um espaço do Memorial que já abrigou celas - constam os principais acontecimentos do século XX e começo do XXI. Lá é possível observar as datas e as propostas dos Atos Institucionais que começaram a ditar o tom militar, a começar pelo primeiro - que previa eleições indiretas, suspensão de funcionamento de estabelecimentos públicos e imunidade parlamentar - e culminou com o número cinco - o AI-5, de 1968, que suspendeu as garantias constitucionais e foi considerado o maior ato repressivo do governo da época, dirigido pelo general Garrastazu Médici.

Recursos audiovisuais também são utilizados para reavivar a memória dos que viveram à época, e mostrar aos que não viveram um pouco da coerção pela força praticada pelo regime.


Bibliografia

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/permanente/deops.php

http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao33/materia04/

Memorial da Resistência de São Paulo

Largo General Osório, 66 – Luz
Entrada franca

CEP 01213-010 – São Paulo – SP

Telefone: 55 11 3335 4990

Email memorialdaresistencia@pinacoteca.org.br

Agendamento de visitas educativas: 3324.0943 ou 0944

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,exposicao-no-antigo-d

Palavras-chave: Ciência e Cultura, Espaço Físico e Memória, Museu da Resistência

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Postado por Silas Ferreira Macedo em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 2 comentários

Novembro 23, 2011

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Ironia feita sobre o caso Wikileaks e Julian Assange:



"Assange estudou MATEMÁTICA e FÍSICA, foi programador e hacker, antes de se tornar porta-voz e editor-chefe do WikiLeaks." (Wikipedia)


Palavras-chave: Ciberativismo, Julian Assange, Privacidade, Privado, Público, Sarcasmo, WikiLeaks

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Postado por Clayton Garcia da Silva em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

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Filme que retrata a escravidão de homens, mulheres e crianças na extração de minérios raros destinados a CELULARES.

 

Em Espanhol:

http://www.youtube.com/watch?v=e_zKwP9mk-M

Em Inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=wQhlLuBwOtE

Palavras-chave: Congo, Escravidão, Sangue, Sociedade

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Postado por Clayton Garcia da Silva em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

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Curioso vídeo que mostra algo que acontece em situações muito específicas em que um fluxo de água com uma concentração salina maior que o normal desce da superfície em direção ao leito do mar.




Palavras-chave: museu

Postado por Andre Santos Barros da Silva em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

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Uma ONG americana criou um sistema que permite a qualquer um calcular sua 'pegada escravista'. Foto: Cícero R. C. Omena

Graças à pesquisa “Perfil dos principais atores envolvidos no trabalho escravo rural no Brasil” (que pode ser lida em formato pdf) da Organização Internacional do Trabalho (OIT), temos o perfil do senhor de escravos do Brasil do século XXI. As entrevistas sugerem que a maioria deles nasceu em cidades do interior do Sudeste e Paraná, mas mora no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde possuem propriedades de 1,5 mil a 17 mil hectares, dedicadas à pecuária, cana ou soja e que usam tecnologia moderna.

Dos doze entrevistados, com média de idade de 47,1 anos, oito são brancos, dois orientais, um se diz “moreno” e outro não se definiu. Têm curso superior em administração de empresas, agronomia, veterinária, economia ou contabilidade, pertencem a associações patronais, tem casamentos estáveis e filhos na faculdade. Um é filiado ao PSDB, outro ao PMDB e um terceiro o já ocupou cargos de vereador e prefeitoem uma coligação PL/PMDB. Gente limpinha e cheirosa, que se descreve como “homem de bem”. Poucos se envergonhariam de ser vistos a seu lado em restaurantes e colunas sociais.

Enquanto os amos exibem um leve verniz de modernidade em relação aos barões de D. Pedro II, seus escravos, na maioria nordestinos, são indistinguíveis de seus ancestrais do tempo do Império: 80% são negros e 1% indígenas. São na maioria solteiros ou separados, com baixa instrução (84% analfabetos ou com primário incompleto) e idade média de 31,4 anos. Os aliciadores ou “gatos”, com perfil semelhante exceto pela idade (média de 45,8 anos), também poderiam ter sido feitores das fazendas do século XIX.

O problema, é claro, não existe só no Brasil. Estima-se que há 27 milhões de pessoas trabalhando em condições análogas à escravidão em várias partes do mundo. E nestes tempos de globalização, é quase certo que alguns dos produtos que você consome tenha a mão de alguns deles. A Fair Trade Fund, ONG da Califórnia presidida por Justin Dillon, criou um programa disponível em http://slaveryfootprint.org que se propõe calcular sua “pegada” escravista. Ou seja, quantos escravos trabalharam para você em alguma parte do mundo.

No caso deste colunista (incluindo apenas bens estritamente pessoais, não os do restante da família), o resultado foi 28, 60% dos quais teriam contribuído para meu vestuário, 20% para eletrônicos e 20% para meu veículo. Mais concentrados na China, mas também no Sudeste Asiático, Índia, África, Arábia Saudita, Brasil, Peru, Austrália e EUA. Como? Produzindo carvão, metais, lã e outras matérias-primas na China, cobalto e ferroem minas da Austrália, milho e náilon nos EUA, algodão em Zâmbia, Índia ou Paquistão, petróleo no Golfo etc.

Vale notar que esta cesta de consumo em particular não inclui nenhum celular, alvo do recente documentário Blood in the Mobile (“Sangue no Celular”), do dinamarquês Frank Poulsen. Ali se retrata a escravidão de homens, mulheres e crianças na extração de minérios raros destinados a esses aparelhos, tais como volframita, columbita e tantalita, tão impressionante quanto a vista no filme Blood Diamonds (“Diamantes de Sangue”) de Edward Zwick.

Embora os critérios e a metodologia estejam explicitadas no site, há várias restrições que se poderiam fazer a esse cálculo. Tendo sido concebido por uma ONG que trabalha em parceria com o Departamento de Estado dos EUA, pode estar enviesado pelos preconceitos de Washington em relação ao que deve ser ou não considerado trabalho escravo, bem como por interesses protecionistas em relação às importações da China e de outros países periféricos. Mas não há dúvida de que, pormenores à parte, o problema é real.

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/quantos-escravos-trabalham-para-voce/

Leia também:
Consumo da classe D ultrapassará o consumo da classe B em 2012
 

Marcelo Freixo: ‘Minha insegurança é a inoperância do estado’ 
L. G. Belluzzo: Por que os economistas da mídia apoiam um sistema falido?

 

Palavras-chave: Carta Capital, Escravidão, Fazendas, Sociedade

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Postado por Clayton Garcia da Silva em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Novembro 18, 2011

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O artista britânico Joe Hill entrou para o livro dos recordes (Guinness) ao criar a maior pintura 3D do mundo.

A obra de mais de 1.120 metros quadrados foi pintada no distrito de Canary Wharf, em Londres, Inglaterra.

 Hill ainda contou com a ajuda de atores para dar mais veracidade à arte em três dimensões.

Palavras-chave: 3 dimensões, Maior pintura 3D do mundo, Pintura

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Postado por Aline de Angelo em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 2 comentários

Novembro 16, 2011

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Desconsiderando lampejos anteriores, podemos considerar que a Física no Brasil só começou a ser levada a sério a partir de 1934, quando nasceu o primeiro curso superior de Física em solo brasileiro. Neste ano foi criado o curso de “Sciencias Physicas” na antiga “Faculdade de Philosophia, Sciencias e Letras” da Universidade de São Paulo.

Os pioneiros da física no Brasil foram César Lattes, Oscar Sala, Mário Schenberg, Marcelo Damy de Souza Santos, Jayme Tiomno, entre outros liderados pelo pioneiro dos pioneiros, o físico ucraniano naturalizado italiano Gleb Wataghin. Roberto Salmeron, um físico em atividade, também faz parte desse grupo.

Ao longo desses quase 80 anos, os currículos adotados  para a formação de físicos bacharéis ou licenciados na USP foram sofrendo várias modificações por imposição das conjunturas nacionais e internacionais nas áreas da educação, pesquisa, social, política, etc. Aos poucos o curso e a estrutura curricular foi então tomando as formas, tais como as conhecemos hoje.

Até o ano de 1946, o curso tinha duração de apenas três anos tanto para bacharéis como para licenciados, sendo que estes, além do curso de “Sciencias Physicas”, deveriam frequentar “Curso de Formação Pedagógica do Professor secundário”, oferecido pelo antigo Instituto de Educação da Praça da República.

QUADRO 1: Primeira estrutura curricular adotada pelo recém-criado curso de Física da FFCL.

1⁰ ANO

Física Geral e Experimental (1⁰ parte);

 

Cálculo Vetorial;

 

Geometria Analítica e Projetiva;

 

Análise Matemática (1⁰ parte);

2⁰ ANO

Física Geral e Experimental (2⁰ parte);

 

Mecânica Rotacional;

 

Análise Matemática (2⁰ parte);

3⁰ ANO

Teorias Física e História da Física;

 

Física Geral e Experimental (Exercícios de Física);

 

Análise Matemática (3⁰ parte).

 

O primeiro currículo adotado tinha forte inspiração nos currículos de Física das universidades italianas, de onde Wataghin era originário. Ficou em vigor até 1942, quando houve a primeira reforma. Foi acrescentada mais uma matéria (como era pronunciado até 1968, antes da reforma universitária) no segundo ano: Geometria Descritiva e Complementos de Geometria. Houve também uma reformulação total do terceiro ano, destacando o desaparecimento do curso de História da Física.

QUADRO 2: Primeira reforma curricular, em 1942.

1⁰ ANO

Física geral e experimental (1⁰ parte);

 

Cálculo Vetorial;

 

Geometria Analítica e Projetiva;

 

Análise Matemática (1⁰ parte);

2⁰ ANO

Física Geral e Experimental (2⁰ parte);

 

Mecânica Rotacional;

 

Análise Matemática (2⁰ parte);

 

Geometria Descritiva e Complementos de Geometria;

3⁰ ANO

Análise Superior;

 

Física Superior;

 

Física Matemática e Física Teórica.

 

Em 1946, por imposição de um decreto-lei federal, foi criado o quarto ano obrigatório para os cursos superiores de Física. Nessa época, outras instituições de ensino superior pelo Brasil também já haviam passado a oferecer o curso de Física. As principais novidades do currículo de Física da USP, foi a criação do curso de Física Aplicada no recém-criado quarto ano, bem como o oferecimento de duas ou três disciplinas optativas para este período. Para obter a licenciatura, o bacharel deveria cursar no quarto ano as disciplinas Psicologia Educacional; Didática Geral, o que seria o primórdio do nosso curso de Didática e Didática Especial, o que seria o primórdio do nosso curso de Metodologia de ensino de Física.

QUADRO 3: Reforma curricular a partir de 1946.

1⁰ ANO

Física Geral e Experimental (1⁰ parte);

 

Cálculo Vetorial;

 

Geometria Analítica e Projetiva;

 

Análise Matemática (1⁰ parte);

2⁰ ANO

Física Geral e Experimental (2⁰ parte);

 

Mecânica Rotacional;

 

Análise Matemática (2⁰ parte);

 

Geometria Descritiva e Complementos de Geometria;

3⁰ ANO

Análise Matemática (3⁰ parte);

 

Física Superior;

 

Física Matemática e Física Teórica;

 

Mecânica Analítica;

4⁰ ANO

Física Aplicada;

 

duas ou três optativas.

 

As maiores modificações curriculares ocorreram na década de 60. A primeira delas é a diversificação entre a licenciatura e o bacharelado em dois cursos distintos. Outra novidade dessa época foi a adoção do regime parcelado, em substituição ao regime de turmas que esteve em vigor até o início da década de 60. O regime parcelado é uma característica muito atual dos cursos oferecidos pelo IFUSP hoje em dia. Passou-se a adotar uma matriz curricular ideal, mas os alunos poderiam escolher em que matérias iriam se matricular. No inicio, o regime ainda era predominantemente anual; somente aos poucos foi se tornando semestral. Com o novo regime foram estabelecidos também os temidos pré-requisitos e exigência de que os alunos cursassem entre um número mínimo e máximo de matérias por período, hoje o assunto é  tratado em termos de créditos-aula e créditos-trabalho.

A licenciatura foi muito influenciada pela Lei de Diretrizes e Bases de 1961. Através dela foi estabelecido em 1962 um currículo mínimo para licenciatura em Física a ser adotado por todas as instituições de ensino superior brasileiras que oferecessem esse curso

Uma característica do curso de licenciatura, alvo da crítica de muitos físicos desde essa época, é que desde a sua criação, os cursos de licenciatura em Física tendem a ser mais pobres em Física do que os cursos de bacharelado. Uma das justificativas para isso dadas na década de 60 é que a demanda por professores de Física iria crescer enormemente nos anos seguintes devido à abolição dos exames admissionais para o ginásio em 1968. Portanto, deveria ser eliminado o máximo de “dificuldades” para se formar o máximo de professores no menor tempo possível. Aliás, a justificativa para o fenômeno é basicamente a mesma nos dias de hoje, uma vez que de fato a carência de professores de física nos anos seguintes à decada de 60 tornou-se escandalosamente grande.

Os cursos de licenciatura foram muito influenciados também pela renovação curricular norte-americana iniciada em 1957 com o Physical Science Study Committee (PSSC). O estudo do PSSC chegou a ser parte da ementa de uma disciplina da licenciatura chamada Instrumentação para o ensino. Com o tempo, essa disciplina desdobrou-se em duas: uma com o mesmo nome e outra chamada de Tecnologia do ensino de Física, existente até hoje, sendo atualmente optativa para licenciatura. Outros projetos que surgiram posteriormente, tais como o IPS, o FAI, o PEP, o PBEF e o Harvard também foram objetos de estudos na disciplina de Instrumentação após a divisão.

Foi introduzido no currículo de licenciatura, a matéria de Química, sob o argumento de que os licenciados em Física pudessem também dar aulas de Química na escola básica.

QUADRO 4: Currículo de licenciatura em 1967.

1⁰ ANO

1⁰ semestre

2⁰ semestre

 

Cálculo Infinitesimal

Cálculo Infinitesimal

 

Física Geral e Experimental I

Física Geral e Experimental I

 

Geometria e Vetores

Geometria e Vetores

 

Química

Química

2⁰ ANO

1⁰ semestre

2⁰ semestre

 

Cálculo II

Cálculo II

 

Física Geral e Experimental II

Física Geral e Experimental II

 

Mecânica Geral

Mecânica Geral

 

Cálculo Numérico

 

3⁰ ANO

1⁰ semestre

2⁰ semestre

 

Psicologia da educação

Psicologia da educação

 

Estrutura da Matéria

Estrutura da Matéria

 

Física aplicada para Licenciatura

Física aplicada para Licenciatura

4⁰ ANO

1⁰ semestre

2⁰ semestre

 

Instrumentação para o ensino

Instrumentação para o ensino

 

História das Ciências Físicas

Física Teórica para Licenciatura

 

Didática

Didática

 

Prática de ensino

Prática de ensino

 

Administração escolar

 

 

Quanto ao bacharelado, o currículo deste foi muito influenciado desde antes de a sua separação da licenciatura, pelas pesquisas. Estas, por outro lado, eram muito influenciadas pelas conjunturas nacionais e internacionais e passaram a sofrer forte impulso a partir de 1951, com a criação Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq).  A pesquisa em Física Nuclear, por exemplo, cresceu muito no Brasil nas décadas de 50 e 60, motivadas pela Segunda Grande Guerra Mundial. Nessa época houve também um crescimento rápido das pesquisas em Física do Estado sólido (hoje chamada de Física da Matéria Condensada), por força do crescimento do uso de dispositivos semicondutores e ela corrida espacial.

Na década de 60, o bacharelado era um curso terminal, o que só mudou a partir da década de 70 com a implantação dos cursos de pós-graduação. Havia nessa época três possibilidades de formação para o bacharel, pela combinação de disciplinas optativas do quarto ano: físico teórico, físico experimental e físico tecnológico.

QUADRO 5: Currículo de bacharelado em 1968.

1⁰ ANO

1⁰ semestre

2⁰ semestre

 

Análise I

Análise I

 

Física Geral e Experimental I

Física Geral e Experimental I

 

Geometria e Vetores

Geometria e Vetores

 

Química

Química

2⁰ ANO

1⁰ semestre

2⁰ semestre

 

Análise II

Análise II

 

Física Geral e Experimental II

Física Geral e Experimental II

 

Mecânica Geral

Mecânica Geral

 

Cálculo Numérico

 

3⁰ ANO

1⁰ semestre

2⁰ semestre

 

Análise III

Análise III

 

Estrutura da Matéria

Estrutura da Matéria

 

Física ondulatória

Física ondulatória

 

Física Matemática I

Física Matemática II*

4⁰ ANO

1⁰ semestre

2⁰ semestre

 

Eletromagnetismo

Eletromagnetismo

 

Introdução à Mecânica Quântica

Introdução à Física do Estado Sólido

 

História das Ciências Físicas

Introdução à Física Nuclear

 

Termodinâmica

Teoria dos Grupos*

 

Eletrônica*

Eletrônica*

 

Física Tecnológica*

Física Tecnológica*

As disciplinas com * eram as optativas

 

Uma característica interessante dos currículos adotados em 1967 é o retorno da disciplina História das Ciências Físicas abolida em 1942. Com a reforma universitária de 1968, essa disciplina deveria ser administrada pelo departamento de História. Como o Departamento de Física não queria perdê-la, a disciplina precisou mudar de nome, passando a se chamar Evolução dos Conceitos de Física, para atender à exigências burocráticas. Essa disciplina existe até hoje, sendo brilhantemente ministrada pelos professores João Zanetic e Gil da Costa Marquês.

Ao longo dos anos 80, 90 e 2000, foram sendo feitas várias pequenas modificações nos currículos. Em algum momento voltou a acontecer a unificação, sendo que a licenciatura tornou-se optativa do bacharelado. Em 1993, contudo, aconteceu novamente a diversificação, o que permanece até hoje.

 

Bibliografia:

Nardi, Roberto. Pesquisa em Ensino de Física. Bauru: Escrituras. 3ₐ ed.

Palavras-chave: currículo

Postado por Tiago Rodrigues Ferreira em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 usuário votou. 1 voto | 1 comentário

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Vejam e digam por si só.

link imagem: http://ibxk.com.br/2011/11/materias/72223788716102544.jpg

O criador da imagem ainda não consegui, caso alguem consiga, poste por favor.

Palavras-chave: museu

Postado por Andre Santos Barros da Silva em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

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Como o tema do nosso grupo (Aline de Angelo, Fábio Pinheiro, Leonardo Werneck e Francislâiny) é "Cultura Digital", estamos disponibilizando um guia turístico virtual de museus nacionais e internacionais.

Acredito que muitos de vocês têm a vontade de conhecer museus ou até mesmo outros locais famosos, mas ainda não tiveram condições para conhecê-los. Portanto, este guia tem como objetivo de matar um pouco desta vontade, ao indicar sites que farão você se sentir dentro de um museu.

É claro que a sensação não será a mesma, porém os museus virtuais apresentam certas vantagens, como o oferecimento de mais informações e detalhes sobre suas obras, a exibição de acervos que não são expostos no museu real. Além disso, alguns museus virtuais oferecem a oportunidade de enxergar alguns aspectos de muitas obras que não são visíveis a olho nu em um museu real.

Fizemos uma lista de links de museus nacionais e internacionais e de alguns pontos turísticos espalhados pelo mundo. Segue em anexo. Aproveite! ;)

Guia Turístico Virtual de Museus.pdf

Palavras-chave: Cultura Digital, Guia Turístico Virtual, Museu Digital

Este post é Domínio Público.

Postado por Aline de Angelo em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

Novembro 15, 2011

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não tem descrição

ENTRELINHAS - VOLUME II

ANTOLOGIA DE CONTOS E CRÔNICAS

Sinopse: Não basta juntar sílabas, ler palavras, decodificar frases. É preciso descobrir o mundo de significados que se esconde nas entrelinhas.

Prazo de recebimento de textos: Até 30 de março de 2012
Data de lançamento do livro: junho de 2012 

Organização: Helena GomesSaiba mais

 MOEDAS PARA O BARQUEIRO - VOLUME III

MOEDAS PARA O BARQUEIRO - VOLUME III

CONTOS SOBRE A MORTE

Sinopse: Segundo a mitologia grega, o mundo dos vivos é separado por um rio do mundo dos mortos, e Caronte, o barqueiro, atravessa a alma dos que desencarnam mediante o pagamento de duas moedas. Por causa dessa crença mitológica, até hoje, algumas culturas incentivam que uma moeda seja colocadas por seus entes amados em cada olho do falecido. Assim, não lhe faltaria o pagamento devido ao barqueiro e o desencarnado não ficaria preso entre duas terras. MOEDAS PARA O BARQUEIRO – VOLUME III traz novos contos sobre a única certeza da vida.

Prazo de recebimento de textos: Até 30 de março de 2012
Data de lançamento do livro: junho de 2012 

Organização: Cristiana Gimenes 
Saiba mais

 HISTÓRIAS ENVENENADAS - VOLUME II

HISTÓRIAS ENVENENADAS - VOLUME II

CONTOS DE FADAS DE TERROR

Sinopse:

No livro A Psicanálise dos Contos de Fadas, o psicólogo Bruno Bettelheim afirma que "ao contrário do que acontece em muitas histórias infantis modernas, nos contos de fadas o mal é tão onipresente quanto a virtude." E ele está certo, pois muitos não sabem que esse tipo de história foi concebido como entretenimento para adultos. Também não imaginam que, em sua forma original, traziam adultério, incesto, canibalismo e mortes hediondas. Mas não adiantou nada os irmãos Grimm e Charles Perrolt suavizarem essas atrocidades e acrescentado lições de moral em seus escritos, pois, no segundo volume de HISTÓRIAS ENVENENADAS, escritores contemporâneos resgataram todo o horror original em releituras de histórias tradicionais ou novos enredos.


Prazo de recebimento de textos: Até 30 de março de 2012
Data de lançamento do livro: junho de 2012 

Organização: Chico Anes 
Saiba mais

 Ponto Reverso - Contos de realidade alternativa

PONTO REVERSO

Contos de Realidade Alternativa

Sinopse:
Em uma realidade alternativa, nossa História é feita de muitos "se":
E se Hitler tivesse vencido a 2ª Guerra Mundial? 
E se o Brasil fosse descoberto pelos franceses?
E se John Lennon ainda estivesse vivo?
Em Ponto Reverso, dezenas de escritores se aventuram a imaginar a História atual, mas com uma modificação a partir de um ponto específico e de todas as suas variáveis a partir de então. 

Prazo de recebimento de textos: Até 30 de março de 2012
Data de lançamento do livro: junho de 2012

Organização: Sérgio Pereira Couto 

Palavras-chave: Literatura, publicação

Postado por Felipe Leonardo Ferreira em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

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Andross publica obras de autores em ínicio de carreira. 

 Capa Caminhos do medo Volume II

CAMINHOS DO MEDO - VOLUME II

CONTOS SOBRENATURAIS, DE SUSPENSE E DE TERROR

Sinopse: O ser humano já nasce com medo do desconhecido e passa o resto da existência a temer o imprevisível e o inimaginável. Em cada esquina da vida, uma decisão, um caminho a seguir. Mas essas escolhas podem levá-lo por estradas de temores infindáveis, onde o horror e a razão seguem em sentidos opostos. As páginas deste livro são apenas uma mostra do quanto esse sentimento domina e dilacera os nervos a ponto de fazer qualquer um perder o juízo. A vida é feita de caminhos, mas nem todos são seguros. Escolha bem por onde quer seguir. Tem certeza de que optou pela direção certa? Espero que não tenha escolhido os caminhos do medo...

Prazo de recebimento de textos: Até 30 de março de 2012
Data de lançamento do livro: junho de 2012

Organização: Bruno A. M. & Rossandro Laurindo 
Esse Bruno A. M. é um amigoda letras que está no mestrado e estava no evento do Adriano

Postado por Felipe Leonardo Ferreira em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

Novembro 09, 2011

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A ciência deve apenas descrever o que é observável, ou deve
lançar hipóteses sobre a realidade que estaria por trás dos
fenômenos?

Uma distinção epistemológica fundamental, que aparece frequentemente em controvérsias científicas, é aquela entre “realismo” e “fenomenalismo”. Sucintamente, o realismo defende que a ciência pode fazer afirmações sobre entidades ou leis inobserváveis, ao passo que o que chamamos de fenomenalismo defende que a ciência só deve se ater ao que é observável ou mensurável. Esta discussão é às vezes chamada da questão do “estatuto cognitivo das teorias científicas”.12 A melhor maneira de guardar o significado do termo “realismo” é lembrar que se trata de um “realismo de inobserváveis”: a tese de que a ciência pode se referir a coisas que se considera que nunca serão observadas. Vários nomes são associados à negação do realismo, como “instrumentalismo” e “positivismo”. Aos poucos iremos definindo melhor
esses conceitos, e esclarecendo porque usamos o termo “fenomenalismo” como sinônimo de anti-realismo (englobando assim os outros termos como casos particulares). O realismo é a tese de que uma teoria bem confirmada deve ser considerada literalmente verdadeira ou falsa, no mesmo sentido em que um enunciado particular é considerado verdadeiro ou falso. Assim, (1) as entidades postuladas pela teoria teriam realidade, no mesmo sentido em que objetos cotidianos são reais, mesmo que elas não sejam observáveis (como “quarks”, “cordas” ou “partículas virtuais”); (2) as leis teóricas e
princípios gerais seriam verdadeiros ou falsos, exprimindo a estrutura da realidade. Porém, como as teorias científicas geralmente envolvem aproximações ou simplificações, deve-se entender a verdade através da noção de “verdade aproximada” ou do conceito de “verossemelhança”.
O fenomenalismo é a tese de que uma teoria científica refere-se apenas àquilo que é observável, ou seja, ao “fenômeno”, em oposição ao “númeno” ou “coisa-em-si”, que estaria para além do alcance da razão pura (como colocava o filósofo Immanuel Kant). Em outras palavras, para o fenomenalismo não faz sentido afirmar que um termo não-observacional (como quark, etc.) corresponda a uma entidade real.

 

Palavras-chave: Ciência e Filosofia

Postado por Maristela do Nascimento Rocha em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

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