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Novembro 03, 2011

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Há algum tempo eu postei no stoa sobre o projeto acima mencionado. Neste meio tempo eu o trasformei em um projeto para o programa Aprender com Cultura e Extensão e o submeti para análise visando a execução no exercício de 2011. O projeto foi aprovado e eu tive duas bolsas concedidas, só que, por minha falta de experiência, esqueci de avisar os alunos :-) e não houveram candidatos. O problema é que não basta o aluno se interessar, tem que se inscrever para o auxílio no mesmo programa.

Acabei que submeter o projeto novamente e anexo o arquivo correspondente da submissão. Se você se interessa por isto, ou se conhece alguem que se interessaria, por favor fique ligado (ou peça para ficar ligado) nas inscrições do programa. Novamente, não há como eu inserir um aluno neste projeto sem que ele esteja inscrito no programa.

 

 

aprenderccex.5350.2011.pdf

 

 

Palavras-chave: Bahia, cultura, extensão, Ibotirama, projeto

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Agosto 15, 2011

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Olá, depois de longa ausência estou disponibilizando um artigo que escreví em conjunto com dois outros Coordenadores de Cursos de Graduação em Engenharia de Materiais no Brasil, descrevendo alguns aspectos importantes da administração de cursos superiores.

caderno tecnico-mai-jun.pdf

 

Palavras-chave: administração, CONFEA, CREA, engenharia, graduação, MEC, SESu

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Fevereiro 02, 2010

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Acabei de retornar de minhas férias anuais no interior da Bahia (zona rural de Ibotirama, distrito de Boqueirão). Não é um local miserável como costumamos ver nas reportagens sobre o Nordeste, mas mesmo assim a população vive (ou melhor sobrevive) a duras penas.

É uma região essencialmente dedicada à agricultura familiar, com algumas roças e criação de gado de corte e de leite, mas em escala pequena (nada que se compare com as fazendas da Monsanto na região de Barreiras e Luiz Eduardo Magalhães). Geralmente as famílias plantam e colhem para vender sua produção na feira-livre de Ibotirama, todo Sábado. Longe de mim criticar esta forma de produção. As famílias complementam seu sustento (proveniente na maioria dos casos da aposentadoria rural e do programa bolsa família) e a cidade (de 300.000 habitantes) tem acesso a produtos de excelente qualidade (praticamente orgânicos).

O que me deixou triste foi presenciar o desperdício. Só para dar um exemplo, minha sogra levou para a feira uma bacia enorme de acerolas que colheu da arvorezinha que tem no quintal. Conseguiu vender metade (a R$ 1,00 o litro, calculo que vendeu cerca de 10 litros) e retornou com o restante, que não conseguiu vender, para a casa dela. O que ela fez? Além dos sucos para a família ela alimentou os porcos.

O desperdício não é culpa de ninguém. Acontece que todas as árvores de acerola resolveram dar fruto naquela semana. Obviamente o mercado consumidor, limitado á cidade de Ibotirama, não conseguiu absorver toda a produção. Depois disto descobrí que este evento se repete com regularidade. Um tio de minha esposa, por exemplo, contou que as Mangas que crescem no quintal da casa dele apodreceram no pé, por falta de consumidor.

Fico feliz pelos suínos, que são bem alimentados, mas, convenhamos, aquelas acerolas poderiam ter um destino bem mais nobre. Comecei a investigar, portanto, porque eles não tem uma fabriquinha de polpa. Meu raciocínio é simples: a produção  excedente pode ser enviada para a fabrica, permitindo o processamento da fruta, a conservação e a comercialização com outros mercados (por exemplo, bares e lanchonetes). Não vou entrar no mérito dos complexos jogos políticos que existem numa cidade pequena como esta. O fato é que descobrí um vereador de Ibotirama que teve a mesma idéia que eu. Ele tem, em príncípio, acesso a verbas estaduais e federais (ele é do PT), mas falta a ele a competência (no bom sentido) para escrever os projetos que devem ser submetidos.

Sendo assim estou convidando pessoas interessadas em ajudar, em especial alunos de cursos de engenharia civil, elétrica, química, mecânica, produção etc... para desenvolver um projeto de extensão para elaborar o projeto de uma fábrica de polpa para ser instalada na região do Boqueirão de Ibotirama. A idéia é fazer tudo, desde a planta baixa do prédio até a análise dos custos. Esta fábrica seria administrada posteriormente pela Associação de Produtores Rurais que eles tem lá (que, apesar do nome, é uma espécie de cooperativa). Estou disposto a orientar um projeto no âmbito do programa Poli Cidadã ou do programa Ensinar com Cultura e Extensão.

Se alguém tiver interesse em ajudar entre em contato comigo. Eu mencionei a fabrica de polpa porque é onde sinto que minha competência de orientação está. É claro que a região tem outras carências (notadamente na área de saúde) e uma riqueza cultural incrível e bem distante dos estereótipos que temos do nordeste.

Quem tiver interesse em conhecer a paisagem da região visite minha área no Panoramio e procure as tags "Iboritama" e "Barreiras do Salitre" e "Boqueirão".

Palavras-chave: Assitência social., Cultura, Extensão

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Julho 22, 2009

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Isto não é propaganda. Estou postando esta informação apenas porque eu mesmo levei 40 dias procurando por ela. Eu tenho um Blackberry Curve que comprei fora do país (dentro da lei). O aparelho apresentou defeito e, apesar de tecnicamente ainda estar na garantia, ninguém, nem a empresa que me vendeu o aparelho, a KPN, nem a fabricante, RIM, muito menos a prestadora de serviços de comunicação, a TIM, me ajudou. Eles não conseguiram nem me informar o nome ou o telefone de uma assistência técnica autorizada para que eu pagasse pelo conserto. Depois de muita pesquisa na internet encontrei a empresa celsite http://www.celsite.com.br . Eles fazem um bom serviço e não cobram muito caro. Se você, como eu, possui um blackberry e se sente abandonado pelas empresas que lhe deveriam dar suporte, considere esta dica.

Palavras-chave: Blackberry, celular, manutenção

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Julho 05, 2009

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Vocês já se perguntaram como são escolhidas aquelas fotos que aparecem nos pontos azuis do google earth? Bom, eu me perguntei e descobri o site http://www.panoramio.com . Trata-se de um repositório livre de fotos. Vocês só precisam criar uma conta e fazer o upload (há um limite de memória, mas ele é tão grande que não há expectativa de ser usado integralmente). O bacana deste site é que você pode mapear o local da foto no google earth. Há uma série de regras (o objeto da foto deve ser uma paisagem, não pode ser de local fechado etc...), mas depois de algum tempo alguém (provavelmente os mesmos alienígenas que avalizam as páginas da wikipedia) avalia sua foto e se ela for aprovada vira um daqueles pontos azuis no mapa. Se vocês quizerem podem visitar minha página lá o link é http://www.panoramio.com/user/1180350.

Palavras-chave: fotos, google earth, paisagens

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Junho 15, 2009

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Os fatos recentes, e a polêmica gerada por eles, mostra que conceitos que no passado eram "tão transparentes quanto a água" hoje em dia andam meio turvos. Eu quero discutir aqui o conceito de democracia na USP, tanto como ele é exercido atualmente, quanto o que se almeja na comunidade.

Antes de mais nada, gostaria de afirmar que, em minha opinião, há um forte exercício democrático nas instâncias mais baixas da hierarquia universitária. Pelo menos no meu departamento as Reuniões do Conselho se processam de forma aberta e praticamente todo mundo que deseja pode participar, seja sendo eleito (em alguns casos, basta votar em sí mesmo), seja com direito à palavra.

Quando se sobe na hierarquia o exercício democrático não é mais tão claro assim. Aqui na Poli o "poder executivo" é efetivamente exercido pelo CTA (Conselho Técnico-Administrativo), que é composto fundamentalmente pelo senhor Diretor e pelos Chefes de Departamento. Mesmo assim a nossa congregação é um fórum rasoavelmente democrático. Em primeiro lugar, nossa Congregação é enorme (o quórum mínimo é atualmente um pouco superior a 70 membros, o que significa que temos algo em torno de 140 a 150 membros no total de um total aproximado de 800 docentes). Isto ocorre porque todo Professor Titular da casa é membro nato da Congregação.

Os críticos irão dizer que isto é mais uma prova de favorecimento dos titulares, etc... Não é! Nosso estatuto estabelece, por exemplo, que o número de representantes dos associados é 50% do número de titulares. Não me lembro agora a regra para os Professores Assistentes Doutores, mas simplesmente na conta o peso dos Titulares seria de aproximadamente 50% no total de votos. Dois fatos são importantes na análise deste número:

1) Nas últimas reuniões houve uma carência crítica de quórum, indicando que mais ou menos 50% dos membros não vem à reunião (isto apesar de uma portaria do dirotor que permite cortar o ponto de quem falta) e, pelo que eu vejo, a maioria dos representantes dos Associados vai à reunião ou envia seus suplentes.

2)Não conseguimos (Associados e Doutores) preencher todas as vagas disponiveis! Há, é claro, uma restrição estatutária (da USP) que dificulta bastante o processo de inscrição: precisamos inscrever chapas (titular e suplente), não bastam inscrições individuais. Na última eleição dispunhamos de 44 vagas, o que significava que precisávamos de  88 Professores Associados dispostos a se candidatar e, após um grande esforço de convencimento, conseguimos inscrever pouco mais de 30 chapas. Em suma, quem quiz e se esforçou minimamente, foi eleito.

Pode-se questionar a representação dos funcionários não docentes e a representação discente. No passado já fui defensor da representação paritária, mas hoje em dia isto não me convence mais. Na minha opinião o que importa não é o direito ao voto, mas sim o direito à palavra. Posso atestar que nos colegiados de que participo, a Congregação, o Conselho de Departamento do PMT e a Comissão de Graduação da Poli, a representação discente é ouvida e respeitada (em particular na CG, o que muito me agrada). A representação dos funcionários não docentes, me perdoem a palavra, é nula. As intervenções de alguns dos representantes da Congregação da Poli são improcedentes e totalmente contrárias a qualquer coisa que se possa chamar de bom senso, freqüentemente quando alguns destes representantes se manifesta, o faz para introduzir questões da pauta sindical nas discussões de um colegiado local, mostrando que estes membros são representantes do sindicato e não dos servidores não docentes.

Em suma, até o colegiado máximo de minha unidade, posso atestar que a democracia é plenamente exercida, tal que quem deseja, tem condições de participar ativamente dos processos de decisão.

A situação em instâncias hierarquicas superiores, entretanto, já são outra história. Claramente não ha exercício democrático no CO já que a comunidade docente elege no máximo 5 representantes do total de membros (um representante dos auxiliares de ensino, um representate dos assistentes, um representante dos assistentes doutores, um representate dos associados e um representante dos titulares). Há, é claro, os diretores de unidade e os representantes das congregações que, a rigor são eleito por estas (ou seja, háveria uma representação eleita de forma indireta). Mesmo assim, uma democratização do CO pouco benefício traria à comunidade, já que o poder efetivo da universidade é exercido pelas Pró-reitorias e pelas comissões centrais (como o Conselho de Graduação, CoG, por exemplo).

Minha crítica a isto não se refere ao fato destas comissões existirem e exercitarem o poder executivo e legislativo máximo da universidade, estou convencido que a administração da universidade seria impraticável se fosse feita de outra forma, eu critico isto sim a falta de diálogo com as instâncias inferiores, freqüentemente somos atropelados por normas e resoluções que nos são enfiadas "goela abaixo", e principalmente ao fato de que muitos dos participantes destas comissões aparentemente tem uma agenda política distinta do objeto destas comissões (ou seja, elas são usadas como "trampolim" político).

Por fim, a questão da reitoria. Alguns membros mais exaltados da comunidade defendem a eleição direta do reitor, com candidatura irrestrita. Dado o que tem acontecido na universidade nas últimas semanas eu vejo esta proposta com muita desconfiança. Também não defendo a forma como esta eleição se processa hoje, mas penso que um modelo mais próximo do ideal seria uma eleição única por um colégio eleitoral composto pelas Congregações das Unidades (talvez com um fator de ponderação para obedecer a paridade do voto). Como defendo acima, a representação na minha congregação é democrática e não tenho razões para duvidar que o mesmo se processa em outras unidades. 

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Junho 12, 2009

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Tenho ouvido comentários e perguntas por parte da comunidade visinha à USP (moro no Jd. Bonfiglioli). Eles invariavelmente questionam: "O que está acontecendo na USP?". Eu vivo a realidade da Universidade hoje, ou seja, não há greve e é isto o que digo a todos que me questionam. Não havia antes da ação da polícia e não há hoje. Há sim o que acontece todos os anos, alguém diz "Greve", e o circular, o(s) restaurante(s) do CRUSP, as creches, o CEPEUSP, os serviços de manutenção, param. Notaram bem? Todos os serviços que afetam diretamente os alunos, docentes e funcionários da comunidade. Já virou piada, todo ano em maio alguns setores da Universidade declaram "férias coletivas" (a frase não é minha!). Costumo brincar e dizer que a reitora deve estar muito contente com o movimento, só em pensar no que se economiza em conta de água, luz, combustível etc...

Vejam bem: não sou um reacionário de direita, que ataca a greve simplesmente porque greve é coisa de "comunista" (conheço diversos colegas que pensam assim). Eu participei ativamente de pelo menos duas greves na Universidade, a de 1988 como funcionário e a de 2004 como docente. Em 1988 a Poli parou, nossas assembléia diárias no edifício da Engenharia Civil eram um exemplo de democracia em ação. Na época participei de poucas assembléias gerais, mas já naquela época me convencí que estas assembleias tinham outras agendas e que estávamos totalmente por nossa conta. Em 2004 defendi uma postura totalmente impopular tomada pela equipe de uma disciplina do Biênio da Poli que eu coordenava e aderí à greve, mesmo sendo esta a única disciplina do segundo ano que parou. Como resultado alguns alunos foram prejudicados e eu concluí que o movimento não valeu a pena. Lembro apenas que naquela ocasião a reitoria "ofereceu" 0% de reajuste na data-base, ou seja, ela praticamente pediu a todos que entrassem em greve.

A greve de hoje não tem motivo de ser. Os sindicatos pedem 16%, a reitoria concedeu 6%. Que eu saiba, em uma negociação há a necessidade de se ceder em algo por ambas as partes  e os próprios sindicatos assumiram em seus boletins que o índice concedido corrige a inflação anual. A greve continuou porque? Será que a promessa de mais 4% a ser concedido no segundo semestre iria stisfazer esta minoria que insiste em prejudicar todo mundo mantendo esta greve absurda? Não posso falar por eles, mas desconfio que não. A agenda política deste grupo é outra. Se a reitoria voltasse atrás e concedesse os 16% eles iriam arranjar outra desculpa para continuar o movimento, pelo simples fato de que a sobrevivência destes movimentos radiacais depende desta exposição na mídia.  A cada bomba "de efeito moral" que explodia, eles esfregavam as mãos e abriam um sorriso satisfeito: mais uma cena chocante iria ser exibida na TV!

Aqui cabe um "mea culpa", que penso, deveria ser coletivo. Estes grupos estão no "poder" na Universidade porque a maioria de nós nos omitimos. É fato que pipocam relatos sobre a ação intimidatória de alguns membros mais exaltados desta facção, mas se fôssemos em peso a estas assembléias, mesmo sacrificando uma ou outra aula, e votássemos contra esta greve, eles ficariam falando sózinhos. Provavelmente grunhiriam alguns comentários sobre como a Universidade é conservadora (ignorando completamente a história dos que são contra esta greve), mas teríam que acatar, pois a noção que eles tem de democracia é a da ditadura da maioria e não a da busca do consenso entre posições divergentes, como deveria ser.

Palavras-chave: ditadura, Greve, opressão, Sindicatos

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Junho 10, 2009

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Os fatos lamentáveis de ontem me fizeram voltar a um raciocínio recorrente. Nossos representantes não nos representam. Vejamos, a reitora e o colégio dos pró-reitores em geral, que deveriam ser nossos representantes junto ao Governo do Estado, atuam mais como representates do Governador junto a nós ou pior, como um olimpo do olimpo. Os sindicatos e os diretórios acadêmicos, por outro lado, que deveriam ser nossos representantes junto à reitoria, atuam mais como representantes de sí mesmos, defendendo algumas posições que não tem nada  a ver com a maioria da comunidade (por exemplo, a crítica exacerbada às fundações). Quem saiu ganhando com o fiasco de ontem? A resposta é triste, são algumas correntes obscurantistas da esquerda mais retrógrada deste país que ainda acreditam no mito da revolução operária. Provavelmente a ação inaceitável da PM levará a uma exacerbação desta greve completamente estúpida, que já teria terminado com o pagamento do salário, não fosse a tropa de choque.

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Maio 27, 2009

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Esta comunidade se destina a organizar os trabalhos da CoC-Materiais, recém criada na EPUSP. O acesso à comunidade é restrito aos membros da CoC (titulares e suplentes), mas parte dos resultados será publicada à comunidade USP, sendo visível. Os membros da CoC devem solicitar sua inclusão na comunidade assim que desejarem. Comentários externos aos posts deste blog serão moderados.

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição, Não-Comercial.

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