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Setembro 27, 2011

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Postado por Carla Wanessa

Em seu novo caminhar, Alice pode se dar conta de pequenas coisas que sempre haviam estado no caminho, mas que Alice nunca conseguira ver. Alice sentia o vento lhe batendo no rosto, jogando para tras seus cabelos e abrindo seu campo de visão. Alice viu o Sol...nunca havia reparado no silencio do Sol...que reconfortante aquele silêncio! Foi o que pensou.

Alice olhava as flores na beira do caminho, abaixava-se para sentir seus odores...suas cores, contava suas pétalas, bricava de lhe tirar as sépalas e olhava curiosa para o pólem colorido que grudava em seus dedos. Alice parava para sentir o cheiro do capim-limão e da pitagueira...apesar de preferir amoras, Alice sempre gostou mais do cheiro das pitangas.

Em seu olhar podia-se ver o brilho da paz, do encontro consigo mesmo. Depois de tantos desvairios, de tantas loucuras e delírios...depois de tantos furacões e espelhos quebrados, Alice se encontrava inteira. Pela primeira vez, desde o primeiro capítulo de Alice, ela era uma só....apenas uma voz, apenas um desejo, apenas um caminho, apenas um sonho....

Alice buscava por águas claras...Alice buscava por águas calmas...tudo que Alice queria e fez, foi sentar-se à beira de um lago, de um grande lago...onde de longe podia observar a vida e de perto, senti-la dentro de si. Alice estava feliz e nada mais importava além de seu silêncio e sua vontade de permanecer inteira por todo o sempre...pra sempre, sempre...Alice!

 

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Agosto 31, 2011

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Postado por Carla Wanessa

Alice saiu completamente atordoada da situação na qual se encontrava. Fugiu! Podemos dizer que Alice inventou uma loucura em que ela própria acreditou ser verdade e fingiu verdadeiramente estar louca. Foi o jeito que conseguiu.

Não, por favor, não vamos julgá-la! Você deve estar se perguntando: como assim, Alice fingiu estar louca? Alice fingiu mas não sabia que era fingimento. Alice inventou sua loucura no nível mais profundo de seu inconsciente, pois toda aquela realidade da queda no buraco estava lhe fazendo enlouquecer verdadeiramente, e para se proteger desta loucura inventou uma loucura maior ainda, que a fizesse parecer realmente louca e pior, realmente ausente.

Depois de alguns dias perdida, cansada e abatida, Alice percebeu que era presciso parar. Estava há muito tempo procurando. Procurava por portas, janelas, caminhos...procurou por arquivos, fotos, textos...o processo de busca estava muito cansativo e dentro de sua loucura fingida, tudo se tornava mais pesado ainda. Alice precisava de um tempo para descansar e foi neste momento que resolveu parar embaixo de uma árvore. Estava bem escuro e um pouco frio. No bosque os sons da noite e as sombras sem corpos assustavam Alice, mas ela não tinha mais forças, precisava descansar.

Neste momento Alice resolveu que ali ficaria, mesmo com todo o perigo que nem seus olhos podiam ver. Aos poucos o barulho de fora foi diminuindo e Alice percebeu  o som de uma enorme confusão. Muito barulho, gritaria, muitas vozes....Alice precisava descansar, olhava para os lados procurando a origem de tantos sons e não conseguia ver nada. Fechou os olhos e o barulho aumentou...tonando-se quase ensurdecedor. Alice abria os olhos e ouvia menos, fechava e ouvia mais e mais e mais...

Alice percebeu que seus olhos interferiam naquela algazarra e logo se deu conta que todo aquele barulho estava dentro. Toda vez que fechava os olhos podia se ouvir um pouquinho mais, o que parecia insuportável, porque algo dentro dela gritava, urrava, batia..e eram muitos, eram muitos os sons...de muita gente, de muita desordem. Mas o que fazer? Precisava descansar e para isso precisava fechar seus olhos, mas se os fechasse aumentava dentro de si toda aquela zorra barulhenta e agitada.

Tendo que escolher entre uma coisa e outra, Alice resolveu que não dormiria mais...ficaria ali com os olhos abertos eternamente, pelo menos assim, seu corpo descansaria e poderia continuar sua busca no raiar do dia. Porém, Alice não esperou pelo absurdo...sim o absurdo a espreitava e sem que percebesse o cenário no qual estava, foi sendo lhe tirado. Com os olhos cansados via uma pedra desaparecer, as estrelas se apagarem, o ceu a escurecer e pouco a pouco, como num pesadelo, Alice estava no vazio, no nada...

Não adiantou Alice não fechar os olhos, o que via lhe foi tomado e logo, mesmo com os olhos abertos não havia o que ver, a não ser uma profunda escuridão que a fazia ouvir todos os ruidos de dentro. Neste momento, mais uma vez Alice começou a cair e agora...já não sabia mais o que era loucura, o que era sonho e o que era insensatez.

No tombo, sentiu todo seu corpo doer ao bater no chão com força...apenas uma voz se ouvia do lado de dentro. Já era dia e Alice não precisava mais de sua loucura inventada. Havia luz...a luz vinha de Alice. Alice se desfez das perguntas, não as queria mais....Alice ficou só com as respostas e o caminhar suave na direção oposta ao vento.

 

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Fevereiro 06, 2011

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Alice está tão confusa que não sabe mais quem ela é. Não dorme direito, come muito mal, pensa demais...o problema de Alice começou quando aprendeu a pensar. Alice passava por muitas coisas difíceis de forma anestesiada, aprendera com a vida que era melhor se ausentar de si no momento da dor. Mas um dia, Alice percebeu que isto acontecia e depois desta percepção, Alice nunca mais conseguiu se proteger de dor nenhuma. Alice aprendeu a pensar.

O mais estranho foi que Alice sempre pensou que pensar era  o máximo. Admirava com os olhos cheios de estrelas aqueles homens que falavam para si. Homens que quando falavam não pareciam dialogar com alguem, porque viravam a cabeça ao céu e olhando as estrelas falavam sobre coisas que ninguem conseguia entender. Alice queria muito ser assim..um desses homens ausentes de si...o que parecia a ela muito familiar...

Alice quis seguir os passos destes homens. Alice leu muito. Pensou muito. Discutiu muito e em um determinado momento procurou ajuda de especialistas para que pudesse aprender a se distanciar e a falar dificil sobre coisas dificeis e que provavelmente, nínguem entenderia.

Mas Alice não percebeu em que buraco estava se metendo...para ser um destes homens que falam para o céu, Alice deveria estar completamente presente em si...não poderia deixar passar nada...nenhuma alegria, nenhum suspiro, nenhuma paixão, nenhuma dor, nenhuma negação...Alice teria que saber olhar para dentro e só então conseguiria ser um daqueles homens...Alice olhou, olhou, olhou e quase ficou cega.

Alice desaprendeu a se anestesiar e a se ausentar de si...Alice teve aque aprender a lidar com a própria dor. Alice teve que aprender a buscar o caminho que a dor fazia em seu corpo, dialogar com a dor, conviver e buscar todas as palavras expressas em suas febres...em seus delírios, em suas feridas. Se sangravam, Alice tinha que tentar ver lá no fundo de suas entranhas o que provocava o sangramneto e muitas vezes o máximo que podia fazer, era deixar que sangrassem...para que nenhuma mágoa pudesse faze-la sangrar novamente.

O problema de todo este processo foi o cansaço provocado em Alice. Apesar de saber que está bem perto de se tornar um daqueles homens que falam para o céu, Alice acha que está sem forças e não sabe mais, se realmente quer falar aos céus.

Alice, inclusive, sente saudade de quando tagarelava com as amigas no portão, de quando fofocava sobre a vida de Maria e Joao, de quando se desligava olhando a pipa no céu....Alice quando fala, parece que incomoda...sempre acha que as pessoas não querem saber tanto, não querem ir tao a fundo, não querem ter consciencia de nada...é por isso, que aqueles homens falam aos céus...porque sabem que na terra, não tem muita gente que queira escutar...mas são homens que já se olharam demais, já sabem demais e não conseguem conversar sobre as coisas da terra, só sabem conversar sobre as coisas da alma...Alice já não sabe mais se estes homens são felizes, se são assim por escolha, se gostariam de ser menos do que são..mas Alice sabe, que assim como estes homens, ela, em alguns momentos precisa tirar os pés do chão...

...pra poder respirar...e quem sabe, deixar por uns instantes...de pensar.

 

 

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passar consciente por um processo de individuação é muito mais difícil, do que quando não se tem clareza de nada. É como alguem que faz uma cirurgia sem anestesia. Passada a recuperação, não de pensa mais na doença e aprende-se a viver saudável, porém a dor do processo cirurgico não é esquecida, permanece como uma experiência da vida.

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Dezembro 16, 2010

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Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei demais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou
Nada sei, conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs.
É preciso amor pra puder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.

Penso que cumprir a vida, seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente,
Como um velho boiadeiro, levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou,
Estrada eu sou, conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças,
É preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora,
Cada um de nos compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz,
conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças,
É preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei de mais,
Cada um de nos compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz


Almir Sater

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Dezembro 03, 2010

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JORNAL NACIONAL
(William Bonner): ‘Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um Lobo na noite de ontem…’.
(Fátima Bernardes):’… mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia’.

PROGRAMA DA HEBE
(Hebe Camargo): ‘… que gracinha gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?’

BRASIL URGENTE (Datena): ‘… onde é que a gente vai parar,cadê as Autoridades?
Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva… Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.’

REVISTA VEJA
Lula sabia das intenções do lobo.

REVISTA CLÁUDIA
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no Caminho.

REVISTA NOVA
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

FOLHA DE S. PAULO
Foto legendada : ‘Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador’. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO
Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBO
Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvar menor de idade carente.
ZERO HORA
Avó de Chapeuzinho nasceu no RS.

AGORA
Sangue e tragédia na casa da vovó.

JORNAL SUPER NOTÍCIAS
Lobo mastiga as tripas da chapeuzinho e lenhador destrói tripas do lobo para retirar a garota (foto ao lado da barriga do lobo com as tripas pra fora).

REVISTA CARAS (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte)
Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: ‘Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa’

PLAYBOY (Ensaio fotográfico no mês seguinte)
Veja o que só o lobo viu.

REVISTA ISTO É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

G MAGAZINE (Ensaio fotográfico com lenhador)
Lenhador mostra o machado.

SUPER INTERESSANTE
Lobo mau! Mito ou verdade?

DISCOVERY CHANNEL
Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.

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Novembro 25, 2010

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Se nascesse de novo teria outra vida? Esta pergunta não lhe saía da cabeça...estava meio perdida neste contexto, que não sabia ser de crença, história, filosofia ou religião. Estava cansada de se perguntar. Estava cansada de procurar.

Passou boa parte da vida em busca de uma verdade escondida. Sua certeza sobre encontrar alguma explicação a levou longe...por conta desta obsessão leu muito, ouviu, discutiu, falou...chegou até a discursar sobre a situação, mas passado um tempo, um bom tempo, percebeu que tudo o que fizera, parecia em vão.

Notou que talvez sua busca fosse a própria resposta, que assim como mariposa na luz, havia passado a vida a dar voltas e bater com as asas em alguma coisa que não conseguia definir o quê. Percebeu que batia as asas em seu próprio vôo...Agora, completamente perdida em sua descoberta se rasteja bucólica pelo chão. Se tivesse asas, não conseguiria voar. Se tivesse luz, não conseguiria brilhar. Se tivesse melodia, não conseguiria cantar.

A única coisa que faz é respirar. Respira com certa dificuldade, porque para respirar é preciso certa vontade...não sabe muito bem o que será de sua vida. Tudo perdeu um pouco o sentido.

As vezes olha a janela e independente do tempo, sempre se pergunta se há vida lá fora. Sua aflição maior é pensar que tudo que foi, não foi. Que tudo que viu, inventou. Que tudo que sentiu, fantasiou. Que tudo que esperava, passou....passou....passou e ela não viu passar.

Sua vontade é que o tempo pare...PARE! Para que possa olhar tudo em unidades desconexas...Alice quer entender o mundo em partes, quer entender o mundo em cada coisa, em sua essência...para depois, se conseguir, conectá-las `a realidade.

Alice percebeu que não sabe o que é real, mas quer do fundo de sua alma, descobrir a realidade das coisas, dos sonhos, das pessoas, das lembranças, do passado...Alice quer muito viver o presente, mas sabe que antes precisa aprender a ver seu passado de uma forma mais tranquila, mais fria, mais quieta, mais distante...mais passado.

Alice só quer ver a luz!

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Composição: Renato Russo

Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...

Nesses dias tão estranhos
Fica a poeira
Se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
Sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos...

Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...

Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...

Vamos lá, tudo bem!
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...

Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
Esperamos que um dia
Nossas vidas
Possam se encontrar...

Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo
Você me veio
Como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito...

Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo
E não consegui dormir...

Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...

Voltamos a viver
Como a dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...

Vamos lá, tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...

Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém...

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Novembro 20, 2010

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Mães pós-graduandas conquistam o direito à licença maternidade

Data: 18/11/2010

A concessão da licença maternidade às bolsistas atende a reivindicação da SPM e ANPG

A partir de agora as mães que fazem pós-graduação têm o direito à licença maternidade de até quatro meses com o pagamento das bolsas, desde que o parto ocorra durante o período de vigência do benefício. A decisão é da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de acordo com a Portaria 220, publicada no dia 12 deste mês. O benefício é válido para todas as modalidades de bolsas.  

A concessão da licença maternidade às bolsistas atende a uma reivindicação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) desde seu 1º Encontro Pensando Gênero e Ciência, em 2006, quando as participantes aprovaram a recomendação de que a licença maternidade fosse estendida às bolsistas do sistema CAPES/MEC e CNPq/MCT. 

A Ministra Nilcéa Freire encaminhou estas recomendações à direção dos dois órgãos, sugerindo a concessão destes benefícios. A conquista é também da Associação Nacional dos Pós-Graduandos que fez recorrentes campanhas reivindicando a extensão do pagamento.

Cientistas brasileiras podem exercer a maternidade sem desvantagem

A SPM reiterou a antiga demanda da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), da Coordenação da Área de Saúde Coletiva do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior sugerida pela representação da ABRASCO - Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). Esta demanda também faz parte do Projeto de Lei 2315/2003 do Deputado Jorge Bittar (PT/RJ) que no artigo 5, que trata desta questão. 

Para a economista Hildete Pereira de Melo, coordenadora do Programa Mulher e Ciência na SPM, a decisão permite que as futuras cientistas brasileiras possam exercer a maternidade, que esta não seja um fator que as coloque em situação de desvantagem em suas carreiras e sim uma opção a que todas as mulheres têm direito.

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Novembro 02, 2010

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O filme é lindo...assim como as canções!

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Outubro 29, 2010

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(Luiz Tatit)

Tudo que era o meu destino
Na verdade nunca me aconteceu
Pode ter acontecido
Pra alguma pessoa
Mas não era eu
Vivo assim na vida sem previsão
Todo mundo tem destino, eu não
Nunca os fatos são de fato fatais
Não confio na fortuna jamais
Puro por acaso e nada mais

Tudo que já estava escrito
No meu caso nunca se concretizou
Só talvez o aniversário
Que é na mesma data
E não se alterou
Era pra eu já ter encontrado um amor
Era pra eu já ter esquecido o anterior
Era pra eu já ter aprendido a sonhar
Era pra eu correr o mundo e voltar
Mas viagem sem destino, não dá

Quero minha sina
Quero minha sorte
Quero meu destino
Quero ter um norte
Quero ouvir uma vidente
Que me conte tudo
Só esconda a morte
Quero uma certeza mínima
Que se confirme
Que não seja trote
Por não ter o meu destino
Vivo em desatino
Como D. Quixote

Quem não tem o seu destino
Chega a noite
Pensa que tudo acabou
Se levanta muito cedo
Nunca sabe bem
Por que que levantou
Nada tem urgência para cumprir
Pode virar do outro lado e dormir
Pode ficar nessa até o entardecer
Todos os amigos vão entender
Levantar sem ter destino
Pra quê?

Ser assim tão sem destino
Me preocupa muito
Me deixa infeliz
Sempre quis o meu destino
Foi o meu destino
Que nunca me quis
Mesmo algum sucesso que ele previu
Era pra me revelar, desistiu
Acho que ele foi atrás de outro alguém
Pois destino tem destino também
E só revela aquilo que lhe convém


voz e violão: Luiz Tatit
violão: Jonas Tatit
guitarra ebow, voz, piano, harp, sanfona e juno 1: Marcelo Jeneci
bateria: Sérgio Reze

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Outubro 28, 2010

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...na página do poeta estava escrito:

_ e essa tristeza, não passa?

Claro que não. Esta é a tristeza dos poetas, o que os faz ser poetas...esta é a tristeza dos que buscam, dos que amam demais, dos que tem o grito preso na garganta. Esta tristeza, assim como as asas das borboletas, com o toque muitas vezes viram pó...e são levadas com o vento.

Mas um dia a tristeza volta com o mesmo vento, mas de novos ares...por isso, apesar de ser só a mesma tristeza, ela ainda assim é diferente .

É uma tristeza de quem ri demais...uma tristeza meio folk, meio Jazz...sonora o suficiente pra virar canção, virar livro, virar filme e nunca, nunca mesmo, ir parar na televisão. Quem não quer uma tristeza assim? Tristeza esta que não tem fim...mas que permite, ainda assim, suspiros aliviados da vida que pulsa naqueles que se permitem viver.

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Outubro 05, 2010

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...aprendi a me virar sozinha, se eu to te dando linha é pra depois..depois...bem, sabe que eu nao quero mais dar linha pra depois abandonar. Há algum tempo que se quer venho dando linha...é muita energia desperdiçada, é como diriam os evolucionistas...há de se estar adaptado e perder energia é uma falta imensa de boa adaptação. Nem mesmo posso dizer se esse papo tem mesmo alguma coisa a ver com adaptação..ou evolução, mas o fato, o fato é que cansei de dar linha, cansei de abandonar..e pra ser bem honesta, cansei de me virar sozinha...cansei, mais uma vez, cansei desse papo de ser super-mulher...de dar conta de tudo...enfim, aquela ladainha que fico aqui a repetir de tempos em tempos. Talvez a questão que se possa discutir seja "por que de tempos em tempos repito toda essa ladainha??"

Começo a me perguntar o que de fora nisso influi, o que de dentro se manifesta...se pudesse me descrever em imagem, diria uma mulher sozinha num café...tomando um café e olhando pela janela, sem buscar...só mesmo observando o "lá fora"...porem essa imagem simples e tao contemporanea, por vezes nao dialoga com o bucólico do ser...que queria mais era uma casinha no campo, os amigos..um amor e nada mais...a imagem que hoje se apresenta tão tipicamente metropolitana...é também uma imagem da solidão, da "sozinhez"...da tipica "sozinhez" em que se colocam aqueles que pensam demais...que nao aceitam o óbvio, que sonham demasiadamente grande e acreditam que nao há nada que possa ser impossível...

...o que parece muito concreto, na verdade se mostra mesmo como muito abstrato, como muito romantico, como muito divagador...como muito...sonhador!! Este ser no café que dialoga com o mundo do lado de fora sem sair do seu proprio mundo, que parece o retrato do pós...languidamente esconde sua melancolia numa xicara de café...num café sem açucar, intelectual, de pouca conversa e propício a alguma divagação.

Este ser sente solidão e se preenche com letras, números, papéis...este ser é São Paulo, é Nova Yorque, é Toquio, é Paris...é o cheio...o cheio de um tudo que nada preenche...este ser sou eu, é quem me lê, quem me busca, quem me responde...este ser pode inclusive, ser....

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Setembro 30, 2010

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...viver tudo aquilo foi muito importante para Alice. Ver o mundo com os pés no chão, sem estar no meio de um furacão, sem ter que fazer força para não ser engolida...

Estar sentada ao lado daquele sentimento, vê-lo de perto, analisar, sentir, experimentar...foi uma das experiencias mais importantes da vida de Alice...fez Alice se olhar, se buscar e entender que ela tambem era capaz da paz, da sobriedade, da paciencia, do cuidado, do lento, do passo-a-passo...

...mas Alice tambem percebeu que algo naquele olho de furacão a fazia bem...afinal, foi aquele estado de espirito que a fez reconhecer o tamanho de sua força, sua enorme vontade de lutar e sua insuperavel capacidade de sonhar. Para quem achava que Alice ficaria imóvel para todo o sempre, se enganou profundamente...Alice se levantou e correu para a janela, está só esperando pelo momento de sair levada pelo vento, pra descobrir novos mundos, ser absorvida por grandes sonhos e lutar pra chegar ao pico mais alto...e lá de cima, brilhar com as estrelas....

 

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Setembro 26, 2010

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A sensação de olhar para o horizonte e se sentir preenchida...

do ar que preenche os pulmoes...

da vista que não apresenta limites...

da liberdade proporcionada pelo espaço...

pelo vento que abraça o corpo...

pela satisfação de conseguir chegar no lugar que permite o horizonte...

por olhar de longe, do alto...

por ter perspectivas...

por sonhar alto e saber que os sonhos só podem ser do tamanho do infinito!!!

...e por se sentir agradecido por se permitir acreditar que os sonhos é que movem a vida...e a vida...

...bom, que a vida só vale a pena quando a gente se arrisca ao buscar pelo horizonte...

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“É muito melhor ousar coisas difíceis, conquistar triunfos grandiosos, embora ameaçados de fracasso, do que se alinhar com espíritos medíocres que nem desfrutam, nem sofrem muito, porque vivem numa penumbra cinzenta,onde não conhecem vitória nem derrota”.   (Theodore Roosevelt)


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Setembro 22, 2010

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..bobeou na crença, príncipe.

Volta ao seu posto de lenda....

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Setembro 18, 2010

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ROGER MARZOCHI - Agência Estado

A Associação dos Moradores Amigos do Parque Previdência (Amapar), no Butantã, com ajuda de intelectuais e músicos que moram na região, promovem de hoje até o dia 26 eventos em comemoração ao aniversário de 31 anos do parque, localizado entre a Rodovia Raposo Tavares e a Avenida Eliseu de Almeida, na zona oeste da capital paulista. A ocasião também servirá como um ato de defesa da área de cerca de seis hectares de Mata Atlântica, o equivalente a seis campos de futebol, contra o avanço desordenado do setor imobiliário.

A Prefeitura de São Paulo planejava construir um túnel sob o parque para interligar a Avenida Eliseu de Almeida com a Corifeu de Azevedo Marques. A obra, porém, destruiria parte da área. Chegou a anunciar a desistência do projeto no início de setembro, mas ainda não a de uma avenida. O túnel passaria sob o Parque da Previdência e sobre a Praça Elis Regina desembocando na Escola Municipal Amorim Lima.

O movimento afirma que, se realizada, a obra iria na contramão do que se pratica hoje no mundo "e traz, segundo o primeiro estudo de impacto ambiental, um risco a sua vegetação e rede hídrica e, portanto, comprometendo a sua existência e causando grande deterioração ao entorno". Transformado em parque municipal no fim da década de 70, o Parque Previdência é um fragmento de Mata Atlântica e recebe cerca de 700 pessoas durante o final de semana.

Hoje, a partir das 15h, terá início um show de música popular com Ná Ozetti, José Miguel Wisnik, Luiz Tatit, Vange Milliet e Banda Odegrau no gramado ao lado da administração do parque. Amanhã, das 14h às 16h, Dança Circular e Rodas de Estórias. E de terça até o dia 26, a programação oferece oficinas de artes plásticas, plantio de novas mudas de espécimes da Mata Atlântica, entre outras atividades culturais e ambientais.

Ressonância

O músico José Miguel Wisnik, que mora há 38 anos à beira do parque, alerta que a expansão dos interesses imobiliários deve respeitar a riqueza natural do lugar. "O que esse evento evidencia é que a população do bairro, com artistas que moram aqui e pessoas com várias atividades ligadas à cultura, está se mobilizando. E a música entra nisso, pois é a linguagem que tem uma grande capacidade de agregar. O som tem esse poder", afirma.

Ele também é autor do livro "Som e o Sentido: Uma outra história das músicas", que relata como o homem vem usando o som ao longo do tempo e, sob essa perspectiva, a história da própria música. "Curiosamente, um livro todo escrito à beira do parque", lembra ele, devido à localização de sua residência.

Para Wisnik, "de fato há ressonância da música das pessoas que moram no bairro com o parque, o jardim, a região, a cidade e o mundo". "E vamos em escalas como numa série harmônica. Sabemos que essas batalhas fazem parte de uma batalha global, em analogia ao som, com ressonância maior", completa.

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