Stoa :: Rafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini :: Blog

agosto 19, 2012

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Postado por Ewout ter Haar

A instalação de um ambiente de trabalho mínimo para análise de dados usando ferramentas python, a partir de uma instalação nova de Ubuntu 12.04:

sudo apt-get install matplotlib build-essential python-dev libzmq-dev 
sudo apt-get install python-pip
sudo pip install ipython
sudo pip install pandas
sudo pip install tornado
sudo pip install pyzmq

A instalação com pip ao vez de apt-get é para ter acesso à versões mais novas das pacotes. Inicialmente, tinha feito a instalação de matplotlib usando pip e esta parou várias vezes, com erros do tipo

src/_png.cpp:10:20: fatal error: png.h: No such file or directory

Neste casos, uma busca no Google leva ao Stackoverflow que geralmente indica o pacote Debian/Ubuntu que está faltando, neste caso, libpng-devel. Consegui instalar, mas ao rodar ipython, estava usando o Agg backendo ao vez de TkAgg. Depois disto, resolvi instalar numpy e matplotlib via apt-get. Para pandas e ipython, porém, acho que vale a pena usar as últimas versões.

Para ver se tudo está funcionando, fiz

ipython notebook --pylab inline

e isto levante um FireFox com interface notebook do ipython.

Palavras-chave: dados, dataviz, ipython, matplotlib, pandas, python

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Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

agosto 10, 2012

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Postado por Maurício Kanno

Oi! Estou concorrendo a participar de uma mesa de debates do Sesc na Bienal do Livro para falar sobre meu primeiro romance, que gostaria de publicar! Chama-se "A Menina que Ouvia Demais". 

Você pode me ajudar, votando em meu vídeo de 2 minutos sobre o livro, neste link!

Basta fazer um rápido cadastro com nome, e-mail, CPF e uma senha qualquer. 

Se quiser me avaliar primeiro, lendo um pouco de minha literatura, tem aqui. Para saber mais sobre este concurso promovido pelo Sesc, denominado "Escritores in Progress", consulte esta página.

Agradeço toda ajuda redivulgando este pedido! É muito importante pra mim! :D

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Postado por Maurício Kanno | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

maio 25, 2012

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Muitas pessoas se cadastram no Stoa porque querem participar de um ambiente de apoio a uma disciplina no Moodle do Stoa. Para alguns, o "Stoa" é sinônimo do Moodle do Stoa. Mas na verdade o projeto Stoa consiste de 3 serviços diferente:  a rede social no endereço stoa.usp.br ("espaços para indivíduos"), o Moodle do Stoa no endereço disciplinas.stoa.usp.br e os documentos colaborativos em wiki.stoa.usp.br.

Para poder participar no Moodle do Stoa é preciso se cadastrar no Stoa. Mas algumas pessoas não querem um perfil no Stoa, a rede social. Talvez eles já tem uma presença na Web e não querem diluir esta presença com mais um perfil na Web.

Para estas pessoas temos (já desde 2009) uma funcionalidade de redirecionamento que permite apontar onde encaminhar pessoas que acessem o endereço http://stoa.usp.br/fulanodetal

Para configurar isto, basta entrar nas configurações da conta e clicar na aba "Moderação"

Lá, pode escolher de esconder o seu perfil completamente (para quem é "de fora" e não logado no Stoa) e além disto, pode escolher um outro endereço na Web:

O Stoa pretende oferecer um "espaço na Web" para criar parte da sua identidade institucional. Mas não seria apropriado forçar membros da nossa comunidade usar esta possibilidade, só porque precisam participar de outros serviços que o Stoa oferece. As iniciativas de TI na instituição sempre devem ir no sentido de um maior autonomia e controle sobre os seus dados para os seus membros.

Palavras-chave: autonomia, http 302, redirecionamento, stoa

Postado por Ewout ter Haar em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 2 usuários votaram. 2 votos | 0 comentário

abril 23, 2012

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Postado por Maurício Kanno

Opa, texto em inglês? Pois é, escrevi originalmente para meu journal, ou blog, de meu perfil na rede social artística deviantArt, e, depois de quase 2 anos sem publicar nada aqui no Stoa, achei que seria legal publicar aqui também no meu blog tradicional. Espero que seja útil para alguém por aí. :)

Trata-se de um balanço bem abrangente de tudo o que tenho feito no mundo do desenho, pintura e literatura. Basicamente, cito os dois cursos que faço atualmente, de ilustração e perspectiva; conto sobre meu aproveitamento de sete maravilhosos livros que ensinam a desenhar; e cito dois romances que li e estou lendo.

Também tem uma parte megalomaníaca: Cito meus 27 projetos de ilustração e/ou pintura, cinco deles com rascunhos já publicados; conto sobre meu primeiro romance concluído e 14 outros projetos de livros (claro, devo me focar em um ou outro desses e outros devem ser abortados ou virar contos, como um até já virou).

Também cito 15 continhos e 30 poemas produzidos; e anuncio as próximas pequenas tarefas literárias planejadas.

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Hello! I thought it could be a good idea to publish here my "art status", related to what I have been doing and learning related to arts, and how.

1) COURSES

I´m taking two courses at Quanta Academia de Artes, here in Sao Paulo, Brazil:

1.1- Illustration, by Rodrigo Yokota "Whip" (1 year, begun last November).

1.2- Perspective, by Octavio Cariello [aka Cucomaluco] (4 months, begun last March).

1.3- I also finished last March the Quanta 1-year basic course on Drawing, in my case taught by the animator Carlos Luzzi.

(- I´m also on the 4th semester of a Japanese course, but nothing to do to arts, hehe.)

2) ART BOOKS STUDYING

2.1- "Anatomy for the Artist", by Sarah Simblet, photos by John Davis.

I´ve finished almost all the reading itself (just a couple of pages left), with many drawing studies based on the book and reflections based on my own body; still many drawings to draw later, based on the photos and anatomy drawings here). I bought this book when I saw it been used by a classmate at Quanta, and I heard the teacher praising it.

2.2- "Perspective Drawing Handbook", by Joseph d´Amelio.

It´s an amazing book about perspective LuaPrata91 (Ariane Soares) proposed me. Really feel that I´m beginning to understand this matter now, with all the reasons of everything!!! Read about one third of its almost 100 pages. But I need to practice much more perspective drawing too, either by observation and/or from imagination.

2.3- "The Figure: The Classic Approach to Drawing & Construction", by Walt Reed.

This one was proposed by Ladyashmire (Viverra), when she critiqued my sketch of a halfling. So, at first I had read a few pages available as preview on Amazon, and I got impressed on how the author can make easy, understandable and possible the figure drawing in all different poses and viewpoints you´d like to! I´ve read 30 of its about 140 pages, since last week, when finally it got delivered from Amazon (after more than 1.5 month of wait!), with the perspective book and also with "Animal Minds".

2.4- "Fun with a Pencil: How everybody can easily learn to draw", by Andrew Loomis.

Wow!! One can really understand and find out how to draw any figure, any viewpoint, using this precious masterpiece! Carefully studied 26 of its 120 pages until now, drawing each one of the recommended exercises. Books by this legendary author were suggested to me by LuaPrata91 too.

His 6 books really seem excellent to learn!!! You can find them usually in pdf; if you can, buy them, either used or in the new reprinted versions. His other books, on which I gave just an eager sneak peek, are on my reading row: "Figure Drawing for All it´s Worth"; "Drawing the Head and Hands"; "Sucessful Drawing"; "Creative Illustration"; and "The Eye of the Painter".

2.5- "Dynamic Wrinkles and Drapery", by Burne Hogarth.

Amazing and unique to learn how to draw clothes on the figures!! So helpful! The fact is that many drawing methods teach you how to draw the human figure, but only naked ones! Well... Actually in the most of the final drawings and paintings we see, people do wear clothes, don´t they? So don´t understimate this knowledge and get right now this preciousness! Until now, I ´ve read (fast) about 50 of its 140 pages.

Again, books by this legendary author were suggested by Ariane Soares. I have on hand also his "Dynamic Figure Drawing" (but just one third) and "Drawing Dynamic Hands", although my teacher Cariello don´t like his method to teach anatomy. You can find them in pdf around too.

2.6- "The New Drawing on the Right Side of the Brain", by Betty Edwards. This book was suggested to me by my friend Paulo Fradinho. I´ve read/studied about half of it since last year, but Ariane Soares told me she thinks it´s not that good to draw new things, but rather to make good copies...

2.7- "The Nude Figure: A Visual Reference for the Artist", by Mark Edward Smith.

I´ve drawn about 40 of the 200 pages of this B&W photo book, which comprise 318 poses, most of them of women. The interesting fact here is the poses are divided by categories: standing, seated, reclining, kneeling, bending, crouching, in movement and some others. I bought this book after seeing it at the art school, to be used as reference by the students.

But now, when I want to practice something like that, usually I go to one of these two websites: Quickposes or Pixelovely, which force me to draw really fast, from 30 seconds to 2 minutes, because I think I need improve a lot my speed. I was taking about 1 or 2 hours to make a single drawing in that book earlier... Other than that, I think it would be good to go back to the life drawing classes I took last year.

3) NOVELS READING

- "Xogum: A Novel of Japan", by James Clavell - half of its 1,000 pages read this month.

- "Kyoto", by the Nobel prize winner Yasunari Kawabata - read last month; review published in Portuguese on my blog for the Literary Challenge organized by Viviane Lima.

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CREATIONS

4) DRAWINGS AND PAINTINGS

For sure, to learn how to make art, we need at least to try making arts. Along many previous years, I just tried to do that using pencil, without any instruction. Since last November, I started to try that using watercolours, after some tips by my new teacher of illustration Whip.

But nowadays I´m not that confident to finish more arts without more studying, mainly through the books quoted above (and my ongoing courses). Although I know that to learn I need to put all that into real practice and my girlfriend asks me to finish more arts to make a portfolio...

In fact, I think I need to alternate studies and finished arts. Let´s try to ballance all that. You can see what I´ve already could done in my gallery; 5 works in progress, you can check here. But I got so many other projects I´m dying to finish (or begin) since months ago. Well, if I finish 3 or 4 each month, I can do all of them until the end of 2012!

4.1- SINCE APRIL

1- Emilia!

2- Leave us dragons alone!

3- Good Friday

4 - Chinese Dragon and his Friends

5- Audrey Hepburn

6- Madonna

7- Marilyn Monroe

(these 3 pretty girls were suggested by my girlfriend Renata Milan)

8- The Beatles (suggested by my friend Bruno Andreotti)

9- Indiana Jones (suggested by my friend Rafael Roldan)

10- Elvis Presley

11- Dodge-Chrysler car contest

12- Hahnemuhle cuisine watercolour contest

4.2- SINCE FEBRUARY

13- Halfling rogue in action

14- "Save the Last Dance for Me"

15- Against Archer Papers

16- Natural Evil Brushes

17- The Fairy and the Humming Bird

18- Hands Battle!

19- Tiger (suggested by curly0193)

20- Werewolf (suggested by be-a-sin, after my own suggestion to her)

4.3- SINCE DECEMBER

21- Alphonse and Edward play basketball

22- My girlfriend with shorter hair

23- Ares, her little dog

24- Jacob Black

25- Frog playing guitar

26- Flowers

27- Fruits

(the last six were others of my girl´s suggestions)

5) BOOKS AND LITERATURE WRITING

Since my childhood, I got the wish to become a writer someday. So...

5.1- Last January, I finally could finish my first novel: "The Girl who Heard Too Much"!!! I began its first lines on handwrite, during my stay in the hospital, in May 2010. It´s comprised of about 85 pages, if printed in Times 12, 1.5 line spacing. It´s already reviewed by some friends (including an professional reviewer of literary books and an illustrator of books for children) and revised afterwards. I´ve proposed it to almost 20 publishers last month.

5.2- I have other 10 long stories in project to write. One of them with 25 pages written, story itself or for plans; other 5 have a couple of pages and/or planning written too. And 3 of them I had begun in my teenage years. (Of course, I´ll need do choose a couple of them and others may become short stories or be aborted.)

5.3- There are also 4 non-ficcion projects of books of mine in the row. One of them is based on my essay written to got my bachelor´s degree on Journalism; other in my project when I tried a master´s degree; and another in my writings and experiences during my two trips to Japan.

5.4- For the time being, I´ve written 15 very short stories and 30 poems (one of them with 13 chapters and 11 pages, named "Repressed Romanticism"), since my teenage years. Among other really short ideas published for example in the blog Impulses Expelled, which I created with my friend Fernando J. Vieira.

5.5- As next task, I´m going to correct the English grammar in my translated poem "Playing Marbles" (with the precious help given by CJWilde). It´s my first literary attempt in English.

5.6- Afterwards, I plan to translate to English also the poem "Slaves of Nowadays".

5.6- Finally, I want to write my first poem originally in English, named "Ffff...". I have at least a draft for the time being.

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(Wow! I took more than 5 hours today to write this journal! I hope this can be really useful later, for me and for you.)

I published another journal in January about other artistic experiences of mine: "The Challenge of Creation".

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Postado por Maurício Kanno | 0 comentário

abril 11, 2012

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Postado por Gabriel em Física

O Grupo Etapa está selecionando graduandos ou graduados em Física (Bach. ou Licenciatura) para trabalhar com elaboração e revisão de material didático. Carga horária flexível. Interessados por favor encaminhem currículo para fred@etapa.com.br .

Palavras-chave: emprego física bacharelado licenciatura material didático revisão editoração produção

Postado por Gabriel em Física | 0 comentário

março 01, 2012

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Postado por Ewout ter Haar

Palavras-chave: pró-aluno, stoa, uspnet

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Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

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Os arquivos postados para consulta  nao estao mais aparecendo:

 

Parte 1:
http://stoa.usp.br/jocax/files/1210/6911/geneticatexto40.htm

Parte 2:
http://stoa.usp.br/jocax/files/1210/6938/geneticatexto42.htm

Parte 3 :
http://stoa.usp.br/jocax/files/1210/6912/geneticatexto41.htm

Eu terei que carrega-los de novo?

Obrigado

Jocax

 

Palavras-chave: Arquivos desaparecidos

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 4 comentários

fevereiro 13, 2012

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O problema voltou...qdo acesso meu lattes, não aparece meu blog, mas só o de contatos de 2010...Obrigada

Postado por Gloria Kreinz em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 0 comentário

dezembro 14, 2011

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Vídeo obrigatório para todos os uspianos:

 

Postado por Antonio C. C. Guimarães em Universidade de São Paulo - USP | 1 usuário votou. 1 voto | 2 comentários

novembro 04, 2011

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Olá,

 

Tenho dois alunos ouvintes em minha disciplina de pós graduação, e gostaria de inclui-los como membros de minha comunidade (http://stoa.usp.br/leal/profile/). No entanto, eles não possuem n. USP. É possível inclui-los? Como?

 

Obrigada,

Prafa. Elaine Grolla.

 

 

 

Postado por Elaine Grolla em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 2 comentários

outubro 26, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

Era mesmo um absurdo (veja aqui e aqui). Agora o Royal Society faz a única coisa que faz sentido: liberar tudo mais antigo que 70 anos. O Oldenburg pode descansar em paz...

Aaron Swartz FTW!

Palavras-chave: acesso aberto, oldenburg, open access, rea, royal society

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Postado por Ewout ter Haar | 1 comentário

outubro 12, 2011

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Prezados,

Gostaria de saber se existe a possibilidade de tornar mais de uma pessoa o moderador de uma comunidade, para dividir o fardo de administrar requisições, moderar comentários, etc.

Isso é possível ?

Como ?

Atenciosamente

Pellini

Postado por Eduardo Lorenzetti Pellini em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 1 comentário

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Prezados,

Gostaria de saber se existe algum módulo ou extensão para criar uma enquete dentro de uma comunidade ? Algo que recebesse os votos de cada participante da comunidade e já fizesse uma sumarização dos resultados.

Por exemplo:

Voce acha o STOA:

(a) Legal;

(b) Versátil;

(c) Imprescindível;

(d) Fácil;

(e) Todas as anteriores.

(clique aqui para ver os resultados parciais).

 

Abraços a todos

Pellini

 

Postado por Eduardo Lorenzetti Pellini em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 3 comentários

outubro 10, 2011

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Prezados colegas, 

Estou com problemas para fazer citações e referências nos textos do MediaWiki do Stoa.

Ao colocar <ref> ... </ref> e depois citar o tag <references /> ao final, são geradas diversas mensagens do tipo <cite_reference_link> e semelhantes.

Todas as páginas do MediaWiki do Stoa estão assim, não somente as minhas.

Por favor, respondam se possível.

Obrigado

Eduardo Pellini

Este post é Domínio Público.

Postado por Eduardo Lorenzetti Pellini em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 5 comentários

setembro 03, 2011

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Não utilizaremos os recursos Wiki e Calendário, por isso, o ideal seria remover esses itens do menu lateral da comunidade.

É possível ocultar, desabilitar ou excluir tais funcionalidades?

 

Palavras-chave: calendário, comunidades, wiki

Postado por Thiago Gaudêncio Siebert Freires em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 1 comentário

setembro 01, 2011

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Dia desses, estive em um Simpósio de Comunicação promovido por uma faculdade particular de São Paulo. A apresentação foi um pouco bisonha para os padrões acadêmicos brasileiros (a platéia teve que cantar o Hino Nacional, e houve um sorteio de livros da editora da instituição no final das falas), mas as duas exposições foram bastante inspiradoras. Hoje, trago algumas reflexões a respeito  do primeiro dia desse Simpósio, que podem  auxiliar na compreensão da própria capacidade do blog de promover discussões e debates significativos. Mas já aviso que não sou especialista na área da comunicação, e minha discussão pode parecer especialmente superficial para quem o seja.

 

Discutindo o conceito de "comunicação", o palestrante Ciro Marcondes Filho questionou até que ponto nossa sociedade - usualmente tida como "da comunicação" - comunica-se de fato. Para essa análise, distinguiu a ação comunicativa da simples emissão de sinais, em primeiro lugar, e da informação, em segundo.

 

Para uma simples emissão de sinais romper suas limitações e alcançar o status de informação, faz-se necessária a atenção do outro. Assim, alguém que utiliza os sinais emitidos por outro para um dado fim (após uma busca pontual na internet, por exemplo) transforma-os em uma informação para ele. Trata-se, portanto, de algo que não existe em si mesmo, sendo um conceito relacional: depende tanto de um emissor quanto de um receptor, e só pode ser entendido sob a perspectiva da utilização desse último.

 

Porém, ainda não basta informar para comunicar: segundo Ciro, no processo comunicativo algo acontece com as partes envolvidas:  emissor e receptor se transformam com a ação, sendo tocados em seu desenrolar. Nesse sentido, faz-se necessária uma espécie de "abertura ao novo" por parte dos dois, uma propensão a transformar-se com os sinais emitidos por seus interlocutores.

 

É nesse ponto que o palestrante diferenciou a capacidade comunicativa de interações do tipo face a face, físicas, daquelas virtualmente tocadas: no primeiro caso, haveria a possibilidade, em tempo real, de percepção de transformações ocorridas no interlocutor. Mudanças repentinas de opinião, concordâncias e discordâncias, insights inesperados, alterações na expressão facial e na postura corporal e outros sinais menores: pode-se notar o quanto o indivíduo foi tocado pela conversa no momento mesmo em que ela ocorre, pela simples observação da face do outro e pela dinâmica da própria conversação.

 

Já a grande maioria das formas de comunicação virtual - por exemplo, das típicas redes sociais, como os murais do Facebook - não permitiriam um controle apurado sobre os impactos causados pelos sinais emitidos. Aquele que escreve um tweet ou atualiza seu mural com alguma informação, própria ou compartilhada, têm uma capacidade fortemente limitada de percepção sobre possíveis transformações que tenha causado nos leitores dos sinais. Depende, por vezes, de respostas simplórias às suas ações online, previamente programadas, como a marca do "curtir" do Facebook - que, na realidade, diz-nos muito pouco a respeito. E o que pensar quando nossos amigos online NÃO curtem, compartilham ou comentam nossas mensagens? Há total ausência de resposta, como se discursássemos no escuro, sem saber se alguém nos está ouvindo - ou, mais profundamente, se esse mesmo alguém está sendo "tocado".

 

De todo modo, parece que, por muitas vezes, não é exatamente isso que importa; grande parte das intenções de uso das redes sociais parece condicionada à mera emissão de sinais unilaterais, e não a uma real comunicação, capaz de estender um diálogo relevante, com potencial de transformação individual. Alguém que escreve sobre seu dia-a-dia, sobre seus hábitos mais íntimos, por exemplo, parece suprir uma outra necessidade: a da auto-afirmação, do simples "aparecer", do mostrar-se vivo, existente, em uma sociedade que "apaga" aqueles que não se esforçam ativamente para aparecerem da algum modo. Nesse sentido, e evitando-se generalizações, pode-se afirmar que muitos usuários da internet dela apropriam-se para compensar malogros existenciais, colocando-se em evidência em um contexto de ausência de sentido das ações pessoais, cotidianamente sentida no mundo tido como "real".

 

Mas seria possível uma superação do mero papel da internet enquanto "prova de existência" dos indivíduos nela imersos? Seria ela capaz de fomentar uma real comunicação, possibilitadora de mudanças nas mentes dos internautas pela promoção de debates de substância? Ciro Marcondes, demonstrando certa limitação ao propor, tão somente, um retorno ao "encanto" das interações face a face e um "freio" na agitada vida contemporânea, não consegue analisar a fundo alternativas mais viáveis. Uma idealização das interações físicas pode beneficiar aqueles capazes de refletir sobre a utilização de seu tempo de vida, mas ignora os potenciais trazidos por essas novas formas de "comunicação", além de inviabilizar um olhar crítico, porém realista do futuro.

 

Assim, algumas questões permanecem sem resposta pelo palestrante: como utilizar as novas ferramentas disponibilizadas pela tecnologia para fomentar uma real comunicação, sem cair no simplismo de descartá-la de antemão, idealizando um modelo inalcançável? E em que medida certas formas de emissão de sinais já em operação no mundo virtual são capazes de fomentar essa comunicação transformadora? Quais as reais limitações dessa capacidade?

 

É nesse ponto que retomo a análise sobre o papel dos blogs. Interpretações simplistas - otimistas ou pessimistas - poderiam ser tecidas a respeito de seu potencial: considerando o sentido positivo que muitos lhes atribuem, eles seriam naturalmente capazes de promover importantes debates políticos, sociais e filosóficos; uma interpretação que seguisse a linha de raciocínio exposta por Ciro, por sua vez, resolveria a questão apontado que, assim como outros modos de emissão de sinais à distância, os blogs seriam incapazes de garantir uma real comunicação, ao invalidarem a possibilidade de percepção a respeito das transformações causadas nos leitores. Os modos de resposta às postagens - comentários e votos sobre a qualidade dos textos escritos - exporiam muita pouca informação a esse respeito, em comparação com as interações face a face, mais "palpáveis".

 

Saliento, uma vez mais, que essas visões simplistas deveriam ser evitadas. Desprezar ou idolatrar a comunicação online de antemão pode ser extremamente fácil; difícil é notar seus reais alcances e limitações. Ademais, os dias atuais tornam quase impossível fugir das novas tecnologias.

 

Pessoalmente, ainda acredito que vale a pena investir, apesar dos percalços, em tentativas de promoção de discussões no âmbito da virtualidade. Mas não escondo que torna-se mais fácil acreditar em tais potenciais comunicativos, em especial do chamado blog, quando há possibilidade de diálogo na seção de comentários: só ela (ou um encontro físico com um leitor) pode provar, ao menos em alguma medida ínfima, que não sou apenas mais um internauta discursando no escuro para uma platéia ausente ou inteiramente desinteressada.

 

Pedro Mancini

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Postado por Pedro Felipe de Andrade Mancini | 0 comentário

agosto 15, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

O jornalista Ricardo Bomfim do Jornal do Campos me procurou para fazer uma matéria sobre o Stoa (e, espero, o novo Stoa). Veja algumas perguntas que ele fez depois via email e as minhas respostas.


2011/8/13 Ricardo Bomfim <xxxxxx@gmail.com>

Existe alhum balanço de quantas pessoas entraram no Stoa por ano desde que ele foi criado em 2006? Se ele existe o senhor poderia me fornecer este balanço?

Fiz um gráfico rapido. O gráfico começa em maio de 2008 quando tivemos aprox. 5000 usuários. Depois que começamos oferecer o moodle do stoa, o número de usuários cresceu rapidamente, como está vendo, com aprox. 5000 usuários novos por semestre.

stoa cadastros 2008-2011

2011/8/15 Ricardo Bomfim <xxxxx@gmail.com>

[...] se possível o senhor poderia explicar exatamente quais seriam as vantagens de incluir no Stoa a possibilidade de trazer usuários de fora da comunidade?
 

Há uma demanda por parte dos usuários do Stoa e o Moodle do Stoa para incluir "visitantes" nestes sistemas.

No Moodle do Stoa (o ambiente virtual de aprendizagem) a demanda é sobretudo de professores, querendo oferecer cursos para pessoas de fora da comunidade USP. É o caso por exemplo da Faculdade de Educação e ajudamos eles criar ambientes em apoio do cursos para professores da rede pública: http://moodle.stoa.usp.br/course/category.php?id=131

No Stoa (a rede social) as razões devem ser parecidas: criando a possibilidade de interagir online com pessoas que não são da comunidade USP.

Vamos resolver isto por meio de várias estratégias:
 1. Já é possível, agora mesmo, para qualquer ex-membro da comunidade USP (qualquer um com número USP) se cadastrrar

 2. Já é possível, agora mesmo, cadastrar pessoas de fora, mas é um processo manual. Vamos implementar software que permite qualquer membro da comunidade USP "convidar" (e assim, se responsabilizar) pessoas de fora.

3. Mas no médio prazo, avaliamos que a solução é "Federação" de redes sociais. Os sistemas da USP e, digamos, UNICAMP, o PUC ou o Mackenzie deveriam falar uma língua comum, que permite membros do sistema da USP interagir com membros do sistema da Unicamp. Com a sua "identidade digital" da USP poderia participar de eventos na Unicamp.

Num sistema federada uma pessoa pode usar a sua identidade "acadêmica" em determinados contextos e ao mesmo tempo manter outras identidades ou "personagens" em outras redes sociais com Facebook ou Orkut. Assim asseguramos que a nossa vida online não fica somente determinado pelas condições de contorno dado por empresas e corporações com interesses diferentes do que instituições de ensino, por exemplo.

Palavras-chave: stoa

Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

agosto 03, 2011

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Pouca gente sabe mas nas principais universidades públicas do Brasil é comum que os candidatos aos cargos de professor têm que entregar um manuscrito onde é necessário descrever as principais motivações que os levaram a seguir esse ofício e também incluir uma lista sumarizada da suas principais realizações. Trata-se de um memorial.

É com base nesse tipo de documento, obrigatório para a candidatura docente, que a banca do concurso realiza uma arguição e julga qual dos candidatos está mais apto, decidindo em favor do interesse público.

De maneira similiar, proponho que, para se candidatar a um cargo político, seja qual for o nível (desde vereadores até presidente), todo cidadão brasileiro precisaria obrigatoriamente submeter um memorial, além das exigências mínimas de idade e alfabetização.

Tais memoriais ficariam à disposição dos eleitores e poderiam ser atualizados pelos candidatos a cada nova candidatura.

Acredito que alguns items devem ser exigidos como obrigatórios no documento, tais como:

  1. formação;
  2. motivação para carreira política;
  3. principais temas a serem defendidos/propostos (gerais e/ou específicos);
  4. cargos ocupados com respectivas realizações;
  5. principais projetos de lei propostos/defendidos (que entraram em vigor ou não), verbas adquiridas, etc;
  6. principais votações (a favor ou contra?);
  7. outros feitos;
  8. histórico de filiação partidária.

Uma formatação mínima do texto deve ser exigida (por exemplo, uma divisão em seções pré-estabelecidas e o tamanho de letra), sendo a restrição do tamanho do documento (por exemplo, 10 páginas) uma questão primordial.

Palavras-chave: concientização, eleições, memorial, movimento, partidos políticos, política

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Postado por Leandro Gutierrez Rizzi | 2 comentários

julho 31, 2011

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Recebo a mensagem "Sua mensagem não foi adicionada ao blog, provavelmente porque estava vazia ou porque você não tem permissão de escrever neste blog."

O Fórum, porém, é de uma comunidade que acabo de criar: stoa.usp.br/termoestatistica

Como devo proceder?

abraços,
Miguel

Postado por Miguel Mendes Ruiz em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 2 comentários

julho 21, 2011

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Postado por Ewout ter Haar

(Atualizado no dia seguinte, veja embaixo)

Referente a este problema, agora tem uma solução. Estou baixando os 32GB de artigos do Philosophical Transactions, todos já no domínio público. Porém, o JSTOR afirma os seus direitos "autorais" pelo trabalho de digitalização (veja outra discussão sobre este assunto [1]).

Mas como a USP paga para ter acesso a estes material (termos), nada mais razoável do que ter acesso rápido no meu próprio computador. Claro que não pretendo publicar este material.

Tem várias complicações, uma delas é a dificuldade de usar software P2P na rede do IFUSP. Mas assinei o termo de responsabilidade e espero que o sistema de monitoração não bloqueia o meu IP.

Outra complicação é que aparentemente pode pegar até 35 anos de cadeia nos EUA para fazer download de arquivos automatizado do JSTOR, mesmo tendo direito a acesso a eles e mesmo se não publicou eles. Swartz, que com 23 anos de idade já fez muito mais para o bem comum do que a grande maioria de nós, merece nosso apoio.

[1] A questão é: apos escanear e digitalizar obras no domínio público, qual direitos posso cobrar por este esforço? A Brasiliana cobre uma licença bastante generoso (efetivamente CC-BY-NC), muito mais generoso que o JSTOR faz (todos os direitos reservados). Mesmo assim, pode se debater se a Brasiliana deve usar uma licença ainda mais generoso ou não.

Atualização dia 22:

Não consegui baixar os pdfs dos acervos. O IFUSP bloqueiou o meu IP. Agora tenho que justificar os meus atos e uso da rede do IFUSP com um pouco mais de cuidado. Vamos lá.

Para começar, dois pontos sobre o modelo de negócio do JSTOR.

1. Não nego a legalidade do JSTOR restringir o acesso aos scans deles, mesmo sendo scans de conteúdo em domínio público. As ideias são de todos nós e pertencem a humanidade, mas eles fizeram o trabalho de escanear tudo e coloclar na rede. Reconheço que a sociedade usa monopólios artificiais como direito autoral para incentivar a criação e disseminação de ideias.

2. Mas pode-se questionar a legitimidade (moral) de restringir o acesso aos scans da forma que o JSTOR faz. Sim, é razoável o JSTOR recuperar os custos do escaneamento. Mas com probabilidade grande isto foi feito com dinheiro público. O custo marginal de distribuir o conteúdo de forma livre é desprezível (via bittorrent, no WikiSource, etc.). No caso de conteúdo em domínio público e de valor histórico como os acervos do Philosophical Transaction simplesmente não é razoável restringir o acesso a um público tão pequeno.

Assim, vejo duas maneira de justificar o meu download dos scans:

1. Simplesmente como ter acesso mais fácil e conveniente a arquivos a qual já tinha acesso via a assinatura da USP no JSTOR. Ficaria muito mais fácil fazer data-mining e não dependo mais de acesso à rede (útil quando sua instituição bloqueia seu IP!).

2. Como ato de hacktivismo. É no interesse público ter os scans em mais servidores do que somente aqueles controlados por uma única entidade.

Finalmente, uma coisa que aprendi hoje é que já existia um projeto de disponibilizar os acervos da Philosophical Transactions no WikiSource. Não entendo onde eles obtêm, legalmente, os scans.

Palavras-chave: jstor

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Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

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