Stoa :: Rafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini :: Blog :: Não frequente a USP. Não é seguro.

maio 19, 2011

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Todos já devem ter ficado sabendo da tragédia anunciada que aconteceu no estacionamento da FEA ontem a noite. Um estudante reagiu a um assalto e foi baleado na cabeça, morrendo no local. 

A USP é erma, cheia de rotas de fuga, frequentada por gente razoavelmente bem remunerada, sem polícia, com pouca iluminação pública,… é um belo convite. E esse convite foi respondido com um recente aumento do número de ocorrências no campus. Parece óbvio que uma quadrilha de sequestros relâmpago têm agido na Cidade Universitária desde o começo do ano, além de outros assaltos e ocorrências. Era uma questão de tempo até que alguém reagisse e fosse baleado.

Não é a primeira vez que a USP passa por uma onda de crimes (houve uma onda de estupros em 2002) e não é a primeira vez que alguém morre na USP, e nem é a primeira vez que alguém é baleado.

De um lado, assim como nas ocasiões passadas, a resposta da Reitoria é de que não pode fazer nada sem o aval do Conselho do Campus. De outro, sabemos que há um setor da universidade – que apesar de minoritário é bastante barulhento, e parece ter influencia nos conselhos que decidem esse tipo de coisa – que é absolutamente contra qualquer presença policial no campus.

É difícil para mim entender porque algumas pessoas associam qualquer presença da PM, mesmo com uma simples ronda preventiva, com repressão ideológica. Será que elas acham que os policiais vão entrar nas salas de aula para checar que tipo de conteúdo está sendo ensinado? Será que vão confiscar livros suspeitos na biblioteca? Será que pessoas serão presas por serem filiadas a partidos de esquerda? A fantasia uspiana é tão densa que causa paranóias poderosíssimas.

Também é difícil para mim entender como o reitor pode ser tão fraco e bunda-mole. Ele é responsável pela administração dessa universidade e, ainda que não caiba a ele tomar decisões finais, ele tem poder de influenciar os conselhos responsáveis por essas decisões. Eu não consigo acreditar que ele tenha tão pouco poder como afirma. Afinal, ele foi capaz de invocar poderes externos para ser nomeado reitor mesmo sem ter sido eleito... Pouco influente ele não é.

Enfim. Nada vai mudar. A USP continua a mesma ilha da fantasia, anacrônica, ideologicamente congelada no tempo, com a mesma administração fraca e inapta de sempre, lentamente desmoronando, no ritmo uspiano de sempre. 

Por isso ouça meu conselho: não frequente a USP. Não é seguro, e não vai se tornar seguro tão cedo. 

 

 

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Rafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini | 1 usuário votou. 1 voto

Comentários

  1. Pedro Felipe de Andrade Mancini escreveu:

    Rafael,

    Acredito que boa parte dessa oposição absoluta à presença da PM no Campus não se dá a um medo de patrulhamento ideológico. Parte, em grande medida, de uma crítica da atuação da Polícia na sociedade como um todo, vista como um mero instrumento de dominação, que utiliza mecanismos muitas vezes brutais e irracionais para manter uma suposta "paz e ordem" nas cidades onde atua. 

    Mas essa crítica não deve ser utilizada para fomentar uma posição passiva frente à violência. Algum policiamento faz-se necessário, embora não nos moldes presentes, no estilo "Tropa de Elite".

    De todo modo, a USP não é um "Éden", isolada do restante da sociedade - e pensar que não seremos afetados pela violência de fora dos portões uspianos é de uma  ingenuidade tacanha. Por isso, faz-se necessário o uso de meios práticos adequados para lidar com esse grave problema, como um policiamento adequado; mas penso que a melhor saída seria ampliar e aprimorar a autação da Guarda Universitária, supostamente treinada para atender especificamente a realidade uspiana (e para fugir dos moldes tão criticados da PM em geral). É uma pena que, como você apontou, não existe perspectiva nenhuma de que medidas como essa serão tomadas tão cedo pelo Reitor.

    Um abraço,

    Pedro Mancini 

     

     

     

    Pedro Felipe de Andrade ManciniPedro Felipe de Andrade Mancini ‒ quinta, 19 maio 2011, 10:22 BRT # Link |

  2. Tom escreveu:

    Será que as otoridades uspianas vão fazer alguma coisa? #retorica

    default user iconTom ‒ quinta, 19 maio 2011, 10:24 BRT # Link |

  3. Tom escreveu:

    E repetindo o que escrevi no post acima, no campus Butantã da USP já existe polícia militar. Ela fica numa viatura nos arredores da praça do bancos (ou pelo menos ficava, faz um tempinho que não frequento a Cidade Universitária com regularidade).

    Ou seja, proteger o patrimônio dos vários bancos da universidade pode. Já proteger as pessoas...

    default user iconTom ‒ quinta, 19 maio 2011, 10:31 BRT # Link |

  4. Rafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini escreveu:

    Pedro, 

    eu concordo que apenas trazer a PM não é suficiente, e que precisa haver uma mudança na estrutura de segurança. Eu concordo que a guarda universitária é mal treinada e bastante inefetiva. Entretanto *nesse caso específico* foi um problema de falta de polícia. 

    Há uma quadrilha assaltando e fazendo sequestros relâmpagos na USP (já houve uma dezena de sequestros relâmpago nas últimas poucas semanas). Quadrilhas só podem ser desmanteladas com investigação e prisões, e isso é algo que uma guarda patrimonial privada não pode fazer. 

    Trabalho de polícia é algo que, ainda bem, apenas a policia pode fazer. A guarda universitária pode no máximo inibir ataques ao patrimônio da USP (nem isso ela consegue fazer hoje) e chamar a polícia em caso de outras ocorrências. Ela não pode tomar iniciativas. Ela não pode interrogar um suspeito, não pode apreender objetos roubados, não pode verificar fichas criminais, não pode prender ninguém, e nem sequer pode andar armada para se proteger. Um vigia já foi baleado no IF ao intervir em um assalto, como o Tom comentou no blog dele acima. 

     

    Rafael Sola de Paula de Angelo CalsaveriniRafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini ‒ quinta, 19 maio 2011, 11:01 BRT # Link |

  5. Andre de Freitas Dutra escreveu:

    Belos tempos onde, ao discutir a presença da PM no campus, poderia ser ater apenas aos aspectos ideológicos.

     

    Andre de Freitas DutraAndre de Freitas Dutra ‒ quinta, 19 maio 2011, 11:18 BRT # Link |

  6. Weslley (weslley.) escreveu:

    Enquanto a sociedade ficar desejando apenas as extremidades do problema (querem um lugar seguro e um policiamento perfeito), sem pensar em como isso poderia e/ou deveria ser conquistado, ocorrências criminais em campus universitários e outros lugares de acesso público continuarão pipocando nos jornais afora. Não vai adiantar criticar o que temos e ficar apontando como necessita ser. Nós temos que ENTENDER o que temos, o que leva a funcionar dessa forma, e então AGIR com as ferramentas existentes para solucionar os problemas que aí estão. Se as ferramentas não apresentam eficácia suficiente, que sejam buscadas novas ferramentas. Mas vencer a inércia pra isso é extremamente complicado. É mais cômodo ficar no "apartamentinho da zona sul" e soltando o verbo sem entender o problema.

    Enquanto as pessoas derem mais importância pras declarações de Datena e Ana Maria Braga do que pra um relatório de medidas da Secretaria de Segurança Pública, veremos familiares, amigos e alheios sendo assassinados. Sorte nossa que não nos veremos mortos.

     

    Weslley (vulgo Tim)

    default user iconWeslley (weslley.) ‒ quinta, 19 maio 2011, 11:20 BRT # Link |

  7. Antonio Candido escreveu:

    Muito triste com o ocorrido. Com a perda humana, com a violência, com a insegurança.

    Seria bom para a discussão esclarecer algumas impressões (mitos?) que parecem correr soltas. A USP é mais, menos ou igualmente segura em relação ao restante de São Paulo? Algumas condições de segurança são até bastante favoráveis em um campus fechado (murado) com vigias em todas as entradas e saídas. Já o preparo e os equipamentos desses vigias e da guarda universitária... A PM não está proibida de entrar no campus até onde sei, pois já a vi dentro. A grande repulsa por parte da comunidade foi demonstrada em relação à tropa de choque (polícia de repressão). Não misturemos as coisas. 

    Que bom que o Tom apareceu por aqui para discutir esse assunto, assim eu não precisarei lembrar as iniciativas com as quais ele esteve envolvido no assunto segurança na USP e entornos. Infelizmente "questões muito mais importantes" fizeram com que o Tom saísse do Stoa e essas iniciativas fossem desmobilizadas. Vemos quais são as prioridades, valores e a sabedoria dos administradores da USP...

    Antonio C. C. GuimarãesAntonio Candido ‒ quinta, 19 maio 2011, 16:56 BRT # Link |

  8. Tom escreveu:

    Antonio, o Stoa servir como um grande meio para discutir assuntos importantes como esse de modo transparente. Poderíamos usar toda a inteligência que a universidade possui: pesquisadores sobre violência e sociologia, estudantes de programação e muitos jovens que dominam ferramentas da Internet para ajudar a resolver diversos problemas sociais. Como exemplo do que poderia ser feito, vejam esse site inglês voltado a segurança, http://www.police.uk/ , que descobri semana passada na Consegi, em Brasília, na apresentação do Nigel Shadbolt. Fucem um pouco nos dados e responsáveis (em alguns países existem responsáveis) por um universidade de inglesa.

     

     

    Mas não, as coisas caminha contrariamente a como poderia ser. Na nota de reitoria é dito que as 'otoridades' farão uma reunião extraordinária nessa sexta-feira. Um trecho:

    "O Conselho Gestor do Campus da Capital, que congrega representantes das Unidades de Ensino e Pesquisa, Institutos Especializados e Museus, além de representantes discentes e de funcionários, definiu a elaboração de Plano Emergencial de Segurança para a Cidade Universitária, em reunião realizada no dia 3 de maio passado.

    Amanhã, dia 20 de maio, o referido plano será reavaliado, em reunião extraordinária, que definirá as necessárias ações e medidas a serem implantadas de imediato."

    São sempre essas reunião fechadas, por um grupo que é muito difícil descobrir quem é e como foi formado. Numa pesquisa rápida não achei quem faz parte desse grupo (alguém me ajuda?):

    http://www.usp.br/cocesp/index.php?p=eventos&dia=1227664800

    http://www.usp.br/cocesp/?p=63&f=127

    http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&client=ubuntu&hs=IJq&channel=cs&q=conselho+gestor+campus+capital+usp&aq=f&aqi=&aql=&oq=

    Não duvido que ocorra uma discussão entre um pequeno número de pessoas, e algumas otoridades no assunto decidirão medidas a serem tomadas (que a comunidade uspiana verá apenas após serem aplicadas), mas como isso foi decidido não será divulgado e quem está fora desse grupo não poderá participar, nem é bem-vindo.

    Por exemplo, que peso não deve ter a opinião de Hélio Bicudo, quando ele se mostra contrário a presença da polícia militar no campus? Esse senho participa do dia-a-dia da universidade? Há alguma possibilidade da opinião dele ser questionada?

    Não! Afinal, trata-se uma otoridade sobre direitos humanos. Temos que respeitar sua opinião, não podemos questionar, não podemos participar de uma discussão horizontal (o Stoa pretendia ser assim).

    É assim que funciona a USP e qualquer outra instituição conservadora (por exemplo, instuições políticas e empresas) que ainda não se adaptou a assuntos como transparência e abertura, possibilitados pela Internet e diversas ferramentas que surgem a cada dia.

    Um espaço que deveria servir de exemplo, estar na vanguarda do conhecimento, vai ser engolido pelo que ocorrerá em diversos outros setores e instituições conservadoras (veja como exemplo a questão de dados governamentais abertos surgindo na câmara de São Paulo).

    Essa é a intelligentsia tupiniquim.

    default user iconTom ‒ quinta, 19 maio 2011, 17:47 BRT # Link |

  9. Cláudio escreveu:

    A Presença da Policia afeta diretamente meia dúzias de maconheiros que pregam o discurso do patrulhamento ideológico. A Policia vai dificultar a chegada da droga na faculdade. Em uma festa na USP que fui tinha um rapaz vendendo maconha livemente e em uma das poucas vezes que fui na FFLCH vi um grupinho discutindo ideologias curtindo o "cigarrinho do capeta", de forma pública. A Policia vai incomodar essa pequena minoria, e por acaso, boa parte dos que fumam esse cigarrinho tem tempo para protestar contra a Policia (são os famosos DESOCUPADOS). Enquanto isso a grande maioria dos alunos que trabalham, chegam na USP a noite para estudar, ficam a mercê das sombras da noite e da ausência do policiamento.

    Quem usa drogas é também responsável pela violência

     

    Claudio Henrique Lins SantosCláudio ‒ quinta, 19 maio 2011, 22:12 BRT # Link |

  10. Antonio Candido escreveu:

    Para dissipar de vez o mito de que a PM não entra no campus:

    http://g1.globo.com/videos/globo-news/jornal-globo-news/v/pm-fala-sobre-morte-na-usp/1513163/#/Todos%20os%20vídeos/20110519/page/1

    São Paulo é uma cidade violenta, o policiamento é deficiente em toda a cidade. Não iniciemos uma caçada às bruxas a quem tem reservas em relação à  polícia militar.

     

    Antonio C. C. GuimarãesAntonio Candido ‒ sexta, 20 maio 2011, 07:07 BRT # Link |

  11. Antonio Candido escreveu:

    O que os fatos apontam: a PM está presente no campus e os vigias e seguranças da USP estão mal equipados e treinados.

     

    Segundo o capitão Mauro Maia, da Polícia Militar, o segurança da Universidade de São Paulo que ouviu o tiro que matou Felipe estava a cerca de 100 metros do local do crime. Porém, segundo o policial, o segurança se protegeu ao ouvir o estampido. O PM diz que o vigia chegou a ver um carro saindo em alta velocidade e um indivíduo correndo em direção ao portão 2 do campus, mas não sabe informar muito mais que isso.
    - Não pegou as características do carro ou do indivíduo - diz o capitão.
    Os vigias da Guarda Universitária também não avisaram a PM a tempo para que fosse feito algum cerco nos portões de acesso. Na hora do crime, às 21h30m, a Polícia Militar estava dentro do campus, fazendo justamente bloqueios nas saídas para tentar reduzir a criminalidade.
    - Acredito que foi a falta de informação da segurança, não sei se tem deficiência de rádio-comunicador - disse um policial que estava no campus.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/05/19/policia-tem-imagens-de-dois-suspeitos-de-matar-estudante-na-usp-em-sp-924496434.asp#ixzz1MtFn9FIg 
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    Antonio C. C. GuimarãesAntonio Candido ‒ sexta, 20 maio 2011, 08:08 BRT # Link |

  12. BADI escreveu:

    A presença ostensiva da Policia no Campus é totalmente desnecessaria.

    Primeiro; vamos combinar que, segundo estatisticas da própria instituição, o que ela mais faz é ficar dando geral na população, obviamente o comportamento destas autoridades não será diferente dentro do Campus.

    Depois, há o fato de que a proposta de trazer a Policia para dentro do Campus, serve apenas para encobrir uma serie de medidas que já deveriam estar em voga e que nunca foram tomadas.

    E o mais interessante é que esta panaceia, capaz de resolver os problemas de segurança dentro da Universidade, é a mesma instituição incompentente que não serve para resolver os problemas fora dela. Contrasenso total.

    Antes de discutir Policia vamos perguntar: 

    - Por que as ruas são escuras?

    - Por que não temos monitoramento com cameras?

    - Por que os seguranças são despreparados?

    - Por que não temos selos nos carros que podem identificar o veiculo e monitorá-lo durante o percurso?

    - Por que não temos estacionamentos para estudantes e funcionarios e estacionamentos para visitantes?

    - Por que não temos cartão magnetico e catracas para controle de acesso?

    - Por que não temos uma estação de metro na universidade?

    E tem mais;

    Ainda agora vi um Coroné dizendo que um dos motivos para não se querer a Policia dentro da USP é o fato de haver trafico de drogas entre os alunos e, nesse caso, a chegada de nossa valorosa Policia, que não reprime o trafico de drogas na frente de uma escola perto da minha casa, iria, aí sim, reprimi-lo dentro da universidade. Pergunto ao Coroné:

    - E a inteligencia? Onde esta a inteligencia da Policia? Ela pode sim se infiltrar, como fazia na época da repressão (Lembra?), e descobrir os traficantes e prendê-los? Então, novamente lidamos com uma Policia incompetente, que não consegue fazer uma investigação trivial para descobrir traficantes dentro de um grupo tão restrito, que se propõe a lidar com isso só depois de entrar em nosso meio.

    Para os mais extremistas, que ainda pensam que a mesma Policia que não lhes dá proteção alguma lá fora, lhes garantirá a vida aqui dentro, uma fantasia.

    - Por que não se usa uniformes que diferenciem o pessoal da USP dos circulantes?

    Tirando a ultima pergunta feita para chamar a atenção para os extremos, quero dizer que na minha opinião, depois que tiver tudo aquilo que apontei como faltando para se realizar uma verdadeira segurança, se as coisas ainda estiverem como estão, começo a aceitar discutir a possibilidade da Policia.

    Contudo, mantenho a lógica de que a Policia irá agravar a situação. Aliás, não esqueçam; quem faz as estaticas é o próprio orgão e, segundo a promotoria e outras instituições, as estaticas da Policia de São Paulo são manipuladas. Quem foi prestar queixa de roubo de documentos ou mesmo agressões e pequenos furtos sabe do que estou falando.

    MAIS DE MEIO MILHÃO DE PESSOAS REVISTADAS EM TRÊS MESES...
    Estatistica da Polícia Militar do Estado de São Paulo
    EU ME FORMEI SUSPEITO PROFISSIONAL
    BACHAREL PÓS-GRADUADO EM TOMAR GERAL
    Qual Mentira Vou Acreditar - Racionais MC

    BADIBADI ‒ sexta, 20 maio 2011, 13:16 BRT # Link |

  13. Tom escreveu:

    É claro que a polícia militar pode entrar no campus. Tanto é que ela entra e, em geral, há uma viatura próxima a praça dos bancos. Se alguém não vê deve ir a um oculista.

    Até gravei esse abuso de poder de uma viatura andando na praça do relógio em junho de 2008

    http://vimeo.com/1226376

    Assim como já via uma viatura andando na calçada em horário de alta movimentação de pessoas, próximo ao horário de almoço. O policial no banco de passageiros estava com a mão da arma (ele passou ao meu lado) enquanto o carro passava.

    Criei um post mais elaborado sobre esse caso aqui no Stoa, inclusive com o meu contato via página da PM e não resposta deles, mas como sabem, foi apagado.

    default user iconTom ‒ sexta, 20 maio 2011, 13:21 BRT # Link |

  14. BADI escreveu:

    Conforme previamos, de tudo que se pudesse fazer para melhorar a segurança na USP nos restou tão somente: TOMAR GERAL!

    Comunicado DIR/EACH - 021/2011 

     

    Ref.: SEGURANÇA NA EACH 

    São Paulo, 19 de maio de 2011. 

    Caros Docentes, Alunos e Funcionários, 

    A Diretoria da EACH solicita a colaboração e o apoio de todos no atendimento às solicitações de apresentação de documentos de identificação nas portarias de acesso à Escola. 

    A empresa terceirizada que realiza o serviço de segurança na EACH não deve atuar sem exigir documentos que identifiquem nossos usuários. O respeito aos agentes de vigilância ou a qualquer outra pessoa na Escola, especialmente aos servidores, é a atitude desejada e esperada na Universidade. 

    A apresentação de documentos é fundamental para que possamos evitar ou minimizar problemas na área de segurança. 

    Acontecimentos recentes na EACH e na USP Butantã demonstram a importância de tentar resguardar ao máximo a integridade física da comunidade e do patrimônio da Escola. 

    Contamos com a compreensão de todos. 

    Atenciosamente, 

    A Direção

    BADIBADI ‒ sábado, 21 maio 2011, 14:31 BRT # Link |

  15. Fabio Amancio escreveu:

    Mesmo que eu e todo mundo na Usp tenha que ser revistado diariamente a partir de hoje, se isso evitar uma unica morte, vale a pena.

     

    Fabio AmancioFabio Amancio ‒ segunda, 23 maio 2011, 10:09 BRT # Link |

  16. Marcello Carneiro de Matos escreveu:

    Na minha humilde opinião, contrária a de um colega que não acredita na eficiência da polícia, é necessário sim que ela exista e aja efetivamente dentro do campus. 

    Apesar de concordar com um ponto dos alunos usarem drogas (do comentário feito por um coronel da PM dizer que a polícia não entraria na USP pelo fato de existir o tráfico de drogas entre os alunos) por incrível que pareça esse coronel está certo: já imaginou prender todos os alunos usuários e traficantes dentro da universidade? A Usp fecharia para balanço... Além disso tem muito filho de bacana lá!

    Infelizmente a presença da Pm é necessária pelo menos para inibir os crimes. Digo infelizmente não por causa da polícia, mas sim pq já foi comprovado que é realmente necessário a presença deles.

    Para os saudosistas dos velhos tempos da ditadura que não aceitam essa idéia aqui vendo um conselho: bem ou mal os tempos mudaram e vcs terão que adaptarem. Ou então morrerão no hospício presos ao passado e viciados nestas idéias retrógradas!

     

    Marcello Carneiro de MatosMarcello Carneiro de Matos ‒ quinta, 21 julho 2011, 18:45 BRT # Link |

  17. Joaquim Augusto escreveu:

    Ótimo texto. Verdades foram ditas. Mas também tenho algumas verdades pra dizer.

     

    De modo algum sou favorável a essas ações coordenadas por grupinhos de moleques retardados, políticos oportunistas, traficantes e toda sorte de bandido e pilantra que sempre surge nessas ocasiões como urubus em busca de apoio eleitoral, alianças suspeitas com certas turminhas ou apenas uma boa confusão mesmo. Mas também sou a favor da plena legalização das drogas. Procuro me aprofundar no assunto neste texto em que trato do tema presente (se puder fazer o favor de divulgar, agradeço... afinal, informação flui dessa maneira mesmo, quando um cede espaço para o outro).

     

    http://destrurir.blogspot.com/2011/10/os-hipocritas-estao-dos-dois-la

    default user iconJoaquim Augusto ‒ domingo, 30 outubro 2011, 18:57 BRST # Link |

  18. Joaquim Augusto escreveu:

    http://destrurir.blogspot.com/2011/10/os-hipocritas-estao-dos-dois-la

    default user iconJoaquim Augusto ‒ domingo, 30 outubro 2011, 18:58 BRST # Link |

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