(esqueceu?)

Stoa :: Rafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini :: Blog :: Quem trouxe a violência à USP?

junho 11, 2009

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Vou ser obrigado a quebrar a minha promessa de não falar mais no assunto. Vou fazer isso porque há um fato novo interessante que, creio eu, não deixa dúvida alguma sobre a pergunta acima - quem trouxe a violência à USP? Quem trouxe a violência não foi a polícia. Essa foi chamada para coibir a violência que já estava instalada. A violência de que fui informado ultrapassa em muito a violência verbal que todo vocês já conheciam. É terrorismo. Ameaça à integridade física. 

O texto que vou postar a seguir foi escrito por alunos da Letras que preferem permanecer anônimos porque têm medo. Eles têm medo do que podem fazer os próprios colegas. E têm razão para isso. Se você quer saber porque têm razão, leia o texto. É grande, mas deve ser lido.

 

Manifesto dos alunos em repúdio ao incidente  envolvendo a turma do período noturno da disciplina FLM0305 Introdução à Tradução do Alemão I no dia 09.06.2009

                                                             São Paulo, 11 de Junho de 2009.

        Este último dia 09 foi um dia triste na história da Universidade de São Paulo. Presentes ou não, todos nós da comunidade USP vimos o poder da força tomando o lugar o poder das palavras: o diálogo foi negado a favor da violência.


        O diálogo, entretanto, manteve-se presente na disciplina FLM0305 Introdução à Tradução do Alemão I durante todo o curso. A viabilidade para realização da prova no dia 09.06, marcada anteriormente ao estabelecimento da greve, e a própria disposição ou não dos alunos em a realizarem também estiveram inclusas em nossos diálogos por meio do fórum de discussões do sistema Moodle (http://moodle.stoa.usp.br). Várias possibilidades foram abordadas e a decisão final foi: quem quisesse ir fazer a prova, que fosse, e quem não quisesse ir ou tivesse o acesso impedido faria uma prova alternativavia Moodle em data ainda a ser definida. A escolha ficou a critério dos alunos, que de maneira alguma seriam prejudicados pelo não-comparecimento. Segundo consta no Júpiterweb há 24 estudantes matriculados nessa matéria no período noturno – 12 alunos compareceram para a prova.


        Próximo ao término da prova, por volta das 20:44 horas, nós, estudantes, de dentro da sala, ouvimos alguém gritar “Hitler!” três vezes. Apesar de que pelo bom-senso ou conhecimento de mundo mínimo parecer desnecessário relatar tal atitude como ofensiva, parece-nos melhor esclarecer que a alusão a um dos maiores genocidas da história da humanidade para uma turma que por vontade própria está realizando uma prova é, para dizer pouco, repugnante. Mas, ainda, falar isso para uma turma de Alemão é de um generalismo absurdo, ignorante e inaceitável. Os estudantes de Letras poderiam lembrar-se (ou conhecer) as palavras do poeta judeu de língua alemã nascido em Czernowitz, que teve os pais mortos pelo regime nazista e foi submetido a trabalhos forçados no campo de concentração: “A língua permanece intacta, sim, apesar de tudo” (adaptação do original).


        Pouco tempo após isso, diversos estudantes abriram a porta para “falar sobre o que havia ocorrido na universidade”. Não foi uma tentativa de dialogar ou argumentar sobre a legitimidade de nossa presença em sala: foi uma série de insultos, baderna e julgamentos de caráter. Os alunos da sala se manifestaram dizendo que estavam lá porque queriam e que aqueles que não estavam presentes, ao contrário do que se gritava (afirmando que estávamos lá “sob coerção de nota”), não sairiam no prejuízo. Cada umcomo indivíduo pensante, como adultos que somos, estávamos lá exercendo aquele  direito que a nossa sociedade ocidental tem como supremo: o direito de livre-arbítrio. Não seria esse o momento dos alunos que se dizem “a favor da democracia” respeitarem o direito de seus semelhantes? O fracasso do diálogo fez com que alguns alunos do Alemão tentassem fechar a porta: medida irrealizável e tomada à flor das emoções.


         Por fim, o que puderam fazer doze alunos quando cerca de cem, mais ou menos, alunos histéricos (fazendo uso aqui da acepção proposta no Dicionário Houaiss “comportamento caracterizado por excessiva emotividade ou por um terror, pânico”) os obrigam, por meio de intimidação verbal e gritaria, a deixarem a sala de aula? – Sair.


         Assim, saímos. Cinco alunos acompanharam a professora até a sala dela para discutir o que tinha acabado de acontecer e também porque temiam maiores retaliações direcionadas à professora. Ao perceberem isso, os estudantes chegaram a mais uma conclusão infundada: os alunos estariam indo para terminar a prova, “bando de puxa-sacos”. Eles vieram atrás desses alunos e da professora, que, temendo pela integridade física dos mesmos, trancou a porta de sua sala. Nisso, os estudantes começaram a bater com excessiva força na porta, como que tentando derrubá-la, e desligaram a luz do andar inteiro. Sentimento dos que estavam lá dentro? Perplexidade. Vinte ou trinta minutos depois os estudantes foram se dispersando e os vigilantes do prédio apareceram para ligar a luz e acompanhar os que estavam dentro da sala até a saída do prédio. Os alunos e a professora saíram, então, chocados, assustados, tristes.


         Foi dada como justificativa da ação a alegação de uma suposta aluna do Alemão ter sido agredida (levado um tapa na cara) pela professora. Isso é uma mentira e uma calúnia. Quem era do Alemão, repetimos, estava lá porque queria: teve direito de escolha. O fato dos estudantes terem reagido sem o menor conhecimento de causa, sem tentar averiguar o ocorrido só mostra como uma inverdade é capaz de manipular muita gente.


         O que fica dessa história toda? Repúdio. Repúdio pela ação autoritária, agressiva e ofensiva dos estudantes com a turma de FLM0305 Introdução à Tradução do Alemão I. Repúdio por no prédio de Letras da “maior universidade do Brasil” o diálogo não ter sido estabelecido, pelo valor da palavra como solucionadora de conflitos não ter sido aceito. E ainda: repúdio pela não-superação dos métodos autoritários e repressores por parte dos estudantes, que, alegando serem esses os métodos da PM, foram, neste caso, os próprios propagadores da irracionalidade e do desrespeito ao indivíduo. Tivesse vindo uma abordagem dessas de um grupo que se reconhece intransigente, seria outra coisa. Mas vindo de pessoas que dizem defender a democracia, o diálogo e, não obstante, os estudantes, é simplesmente inaceitável.


        Os argumentos de que houve uma assembléia para votação da greve e que a maioria votou pelo “sim” não convencem. Assembléia em que algumas centenas de estudantes comparecem para um curso que tem mais de cinco mil estudantes não é representativa. Procuremos outros meios, usemos a tecnologia a nosso favor, há formas de incluir aqueles que não têm disponibilidade de estarem presentes em todas as assembléias. Mas não declarem o favoritismo a uma greve por contraste. E não nos obriguem a aceitar isso.


        Nós sabemos que ao optar por fazer a prova estávamos, inevitavelmente, nos posicionando contra esta greve, mas não tínhamos sido avisados que a mobilização em favor de uma determinada ideologia é compulsória. Preferimos acreditar na autonomia da escolha do indivíduo. Nós lamentamos a truculência da polícia com os estudantes e nosposicionamos, também, contra isso. Porém, não admitimos que o nosso direito de escolha  seja desrespeitado. Quando se tira o direito de escolha de alguém, tira-se sua alma. E não aceitamos que ninguém, nem mesmo os estudantes da Universidade de São Paulo, faça isso conosco.       

Este manifesto foi organizado e apoiado por parte dos alunos da disciplina em questão. Todos os alunos matriculados na matéria foram informados via e-mail sobre feitura do manifesto e receberam previamente uma cópia do mesmo. Nenhum aluno, até momento, se posicionou contrário à publicação desse texto.       

Sem mais,
        Alunos da disciplina Introdução à Tradução do Alemão I
        Letras – FFLCH/USP
        (Reiteramos que nem todos os alunos matriculados na disciplina quiseram comentar o caso. Dessa forma, não podemos afirmar que todos os alunos estão de acordo com este manifesto. Aqueles que estão de acordo optaram pela anonímia por temerem maiores retaliações.)

 

 Me desculpem que eu comente ainda depois desse longo texto, mas não consigo me segurar. O que está descrito aí não é manifestação, não é mobilização estudantil, não é luta por direitos de uma classe qualquer. É terrorismo. É cárcere privado. É violência. São fatos que devem ser descritos em uma investigação criminal, não em um relato de manifestações estudantis. Os que participaram dessa violência contra os alunos dessa disciplina são covardes da pior espécie. São criminosos, não são estudantes.

Foram esses radicais, esses criminosos, que trouxeram a violência para dentro da USP. É por culpa da ação deles que somos obrigados a assistir cenas de guerra. É exatamente guerra que esses radicais procuraram - e conseguiram - para dar legitimidade falsa à essas ações deles. 

O mais terrível é saber que a eles nada aconteceu. Eu sinceramente estou empenhado em tentar convencer as pessoas que sofreram essa violência a dar início a um processo criminal contra esses terroristas covardes. Eu não consigo imaginar outra forma de lidar com isso. A administração da Universidade precisa saber que isso aconteceu, a polícia precisa saber que isso aconteceu e o Ministério Público do Estado de São Paulo precisa investigar e indiciar esses malucos covardes. 

Eu espero, sinceramente, que algum desses caras apareçam aqui para comentar e tentem se justificar. Porque no meu cérebro pequeno eu não consigo imaginar justificativa nenhuma para essa barbárie!! 

 (edit)Estou disponibilizando o PDF do texto original que está sendo divulgado. Imprimam e espalhem em suas unidades. Mostrem ao pessoal que tipo de gente está fazendo isso:

Manifesto de Estudantes contra Violência sofrida na Letras

Palavras-chave: absurdo, ameaças, barbárie, FFLCH-Letras, letras, Letras, manifesto, terrorismo, terroristas estudantis, violência

Postado por Rafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini | 3 usuários votaram. 3 votos

Comentários

  1. Ivan escreveu:

    Seria totalmente inacreditável, diria implausível, ridículo o fato acima se não tivesse presenciado esse comportamento em situações distintas. Ter visto com os próprios olhos os "defensores dos direitos dos estudantes", acredito no relato acima, e temo pela Universidade. Temo pelos alunos. Tais terroristas devem ser trazidos frente à Justiça, sem dúvida. Introdução à Tradução de Alemão I, peço, manifestem-se. E levarei este manifesto comigo.

    Ivan MarinIvan ‒ quinta, 11 junho 2009, 16:27 BRT # Link |

  2. João Vergílio escreveu:

    Agora que o pior já passou, é hora de nos sentarmos todos - professores, alunos e funcionários da Universidade de São Paulo - para fazermos uma reflexão a respeito dos gravíssimos incidentes ocorridos no campus durante a semana. O lugar por excelência da palavra foi invadido pela força bruta. Há algo de profundamente errado nisso tudo, e precisamos deixar de lado por um momento as paixões políticas e os partidarismos para buscarmos um solo comum onde todos possam se reconhecer.

    Sei que é facílimo, num momento como este, refugiar-se na crítica à reitora. Sua situação não poderia ser mais frágil. Comprou briga com a “direita” quando não chamou a polícia, e agora comprou briga com a “esquerda”, ao chamá-la. Foi inábil? Talvez tenha sido, não sei. Um juízo depende, neste caso, do acompanhamento miúdo das negociações, e da consideração cuidadosa das opções disponíveis. Evitarei, por isso, este discurso fácil.

    Na raiz de todos esses problemas que enfrentamos, não está uma reitora, mas o uso de certos instrumentos políticos que me parecem completamente incompatíveis com os ideais de universidade que, agora, todos parecem dispostos a invocar quando fazem a condenação das ações da polícia. Eu me refiro aos piquetes e às invasões de prédios públicos. Alunos e funcionários usam e abusam desses dois instrumentos de luta ano após ano, sob os olhares complacentes (quando não coniventes) de muitos professores. Chegou a hora de dizermos com toda a clareza que tais métodos são violentos e, nessa medida, absolutamente incompatíveis com a vida acadêmica - tão incompatíveis, ou mais, do que a presença da polícia dentro do campus.

    A dificuldade de mobilizar a comunidade acadêmica para empunhar suas bandeiras leva lideranças radicais e insensatas a lançar mão desses instrumentos. As greves na USP são, em grande medida, dependentes dos piquetes e das invasões. Os piquetes garantem o esvaziamento das salas de aula e das repartições, enquanto as invasões dão à imprensa a dose de escândalo necessária às manchetes e às fotos de primeira página. O primeiro grande problema é que, ao fazer isso, os grevistas colocam-se fora dos marcos institucionais. Sou perfeitamente capaz de aceitar quebras da legalidade em situações extremas, que a justifiquem. Mas, exatamente para poder argumentar com alguma razão nesses casos extremos, não posso admitir a banalização da ilegalidade.

    Piquetes são proibidos por lei. Invasões de prédios públicos também. Em ambos os casos, a lei faculta, sim, o recurso à força policial. Foi o que fez a reitora. Se foi prudente, ou não, é outra história. O fato é que alunos, professores e funcionários que insistem em recorrer a expedientes ilegais não têm nenhuma razão para reclamar quando a universidade dá a eles a resposta institucional prevista nas leis do país.

    Mas não gostaria de falar aqui apenas na força da lei. Há um segundo grande problema que devemos enfrentar. O recurso aos piquetes e às invasões de prédios públicos fere também os marcos mais elementares da convivência acadêmica. Se um aluno, um funcionário ou um professor não quer entrar em greve, ele tem todo o direito de fazê-lo, e esse direito deve ser assegurado. Assembléias são instrumentos legítimos de decisão, mas devem inserir-se numa sociabilidade previamente dada. Devem satisfações a uma ordem que elas não podem pretender refundar. Como é possível invocar ideiais de convivência acadêmica para condenar a violência policial, quando esses ideiais foram solenemente ignorados durante todo o processo que antecedeu a chegada da polícia?

    Greves são instrumentos normais de pressão. Ninguém deve ser perseguido ou estigmatizado pelo fato de estar defendendo ou simplesmente aderindo a um movimento grevista. Greves são normais. Piquetes não são normais, nem aceitáveis. Piquetes são intervenções físicas, violentas, que visam a impedir o exercício de um direito garantido pelas leis e sancionado pelas regras mínimas da civilidade. Se os grevistas querem adensar o movimento, devem argumentar, e não interpor corpos ou barricadas à entrada daqueles que, por quaisquer motivos, discordam deles.

    Quem invade um espaço público, por outro lado, demonstra o mais completo desapreço por aquilo que deveria pautar as ações de pessoas que lutam por uma presença forte e decisiva do Estado no interior do sistema capitalista, corrigindo-lhe as distorções - o sentido do bem comunitário, que não é meu, nem seu, e do qual eu não posso dispor a meu bel prazer. Temos que renunciar firmemente a isso dentro da universidade. A comunidade acadêmica não age com os braços, nem com as botinas. Age com a palavra. As portas da reitoria arrebentadas a socos e chutes são um monumento à violência, são o oposto do diálogo, e nos expõem ao ridículo diante de toda a sociedade que paga os nossos salários.

    A violência dentro da universidade tem que ser contida, meu caro Nassif. A qualquer custo. Está se criando o palco para enfrentamentos muitíssimo mais graves do que esses que as televisões mostraram, com seu habitual gosto pelo escândalo irrefletido. Não me refiro a uma volta da polícia, embora esta não esteja descartada. Estou me referindo a enfrentamentos entre estudantes. Rogo a meus colegas que examinem o material disponível na Internet. Há uma revolta imensa crescendo dentro de outras unidades da USP contra esses métodos toscos de “fabricar greves” a qualquer custo. Como podemos articular um discurso minimamente crível contra a violência, se nós mesmos a coonestamos? Quando caminhões de som do sindicato dos funcionários vão à Poli inviabilizar no berro as aulas nas unidades, o que podemos esperar como resposta? E, acima de tudo, que tipo de resposta estaremos em condições de dar, quando for preciso?

    Temos que iniciar um grande movimento na universidade pelo fim dos métodos violentos de luta. Quem quiser participar de nossa comunidade tem que aceitar as regras do convívio democrático. Piquetes são ações violentas, e nenhuma assembléia de alunos, professores ou funcionários possui legitimidade para autorizar a sua prática. Invasões são ações criminosas. Quem as pratica merece ser processado nos termos da lei, e não tem condições de se inserir na vida universitária. É só rejeitando a violência que temos praticado de forma tão habitual e tranquila que expulsaremos a polícia do campus. Se não queremos a violência policial, devemos cuidar de não sermos, nós mesmos, violentos. De uma comunidade que deseja ser reconhecida pelo primado da racinalidade, o mínimo que se pode esperar, afinal de contas, é um pouco de coerência.

    João Vergílio

    default user iconJoão Vergílio ‒ quinta, 11 junho 2009, 18:18 BRT # Link |

  3. Ivan escreveu:

    Nota oficial da PM sobre a Violência na USP:

    http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/06/10/ult105u8215.jhtm

    Ivan MarinIvan ‒ quinta, 11 junho 2009, 19:08 BRT # Link |

  4. Claudio Geraldo Schon escreveu:

    O que nós vivemos são os extertores do período da ditadura. O que está em cheque hoje é justamente um dos axiomas daquela época: polícia não entra no campus. Quem disse? Nossa universidade não é uma ilha isolada do resto da sociedade (basta ver os inúmeros roubos realizados no campus). Se há coerção, cárcere privado e outros crimes ocorrendo na universidade a polícia pode e deve intervir. Houve abusos na repressão à manifestação (totalitária) junto ao portão 1? Certamente houve, mas tenho certeza também que houve excessos do outro lado. Concordo com o autor, os responsáveis pela violência são os manifestantes.

    Claudio Geraldo SchonClaudio Geraldo Schon ‒ quinta, 11 junho 2009, 19:09 BRT # Link |

  5. Thiago escreveu:

    João... estou impressionado com seu texto : )

    Thiago S. MosqueiroThiago ‒ quinta, 11 junho 2009, 20:31 BRT # Link |

  6. Yuri Fabri Venancio escreveu:

    Temos que nos movimentar contra esses malucos lunáticos!! A greve é de quem quer! E dessa vez, com certeza, da minoria! Realmente concordo que deve entrar com uma investigação criminal.

     

    Yuri Fabri VenancioYuri Fabri Venancio ‒ quinta, 11 junho 2009, 23:21 BRT # Link |

  7. escreveu:

    Lí seu texto no Reinaldo Azevedo. Brilhante. Nunca fui universitário, mas conviví um pouco com essa fauna ignara. 

    abs,
    Johnny 

    default user icon ‒ quinta, 11 junho 2009, 23:24 BRT # Link |

  8. escreveu:

    O Brasil está na mão dessa canalha. A questão é: Até quando?

     Isso depende de vocês, universitários de hoje e futuros professores, médicos, engenheiros e advogados de amanhã. A minha geração, infelizmente, babou o ovo desses facistas porque tinhamos recém saído de uma ditadura militar e fomos induzidos a acreditar na cantinela de que as bombas, os sequestros, os assassinatos praticados por essa gente o foram em nome da  democracia. Hoje vemos, entristecidos, que a "democracia" que essa gente defende é aquela onde eles só tem direitos e nós só obrigações; onde eles podem tudo "em nome do povo", povo este que nunca é consultado para saber se concorda ou não com seus atos.

    Hoje os srs. viram a verdadeira face dessa gente. Divulguem, combatam esse tipo de coisa para que um dia não tenham que explicar aos seus filhos que viram do que eles eram capazes e quedaram-se silentes.

    default user icon ‒ quinta, 11 junho 2009, 23:56 BRT # Link |

  9. Aluizio Amorim escreveu:

    Enquanto o Lula e seus petralhas não forem varridos do poder, veremos essa gentalha fazendo o que faz.

    Minha solidariedade aos alunos que pretendem estudar seriamente e o meu repúdio às viúvas do Muro de Berlim.

    Aluízio Amorim

    default user iconAluizio Amorim ‒ sexta, 12 junho 2009, 00:14 BRT # Link |

  10. escreveu:

    Absolutamente fantástico. Foi citado pelo Reinaldo Azevedo. Parabéns.

    default user icon ‒ sexta, 12 junho 2009, 02:10 BRT # Link |

  11. Douglas escreveu:

    Se esses estudantes que acham que a greve ou o movimento estudantil autoritários, me pergunto: quando se consegue benefícios como aumento de número de professores, verbas para permanência estudantil ou outros tipos de problemas são resolvidos, será que esses estudantes recusam essas conquistas?

    Se são tão autonomos a tudo, se recusam a compartilhar as decisões da comunidade estudantil, que recusem as conquistas. Que recusem os professores contratados na greve de 2002. Que recusem morar no CRUSP que foi conquistado com uma ocupação, que recusem o preço atual do bandeijão que a reitoria pretendia aumentar em 2005, que recusem pegar o circular de domingo, que recusem bandeijar no fim de semana. 

    default user iconDouglas ‒ sexta, 12 junho 2009, 02:15 BRT # Link |

  12. jv- escreveu:

    Rafael,

    Não o conheço, mas fiz questão de passar por aqui para lhe agradecer a divulgação do texto que publiquei no blog do Nassif. Tenho certeza de que, apesar de tudo, sairemos melhores desse episódio. É hora das pessoas simplesmente civilizadas da comunidade acadêmica chegarem a um acordo a respeito de regras mínimas de convivência que esteja acima de filiações partidárias e afinidades ideológicas. Cenas como essas que esses alunos descrevem estão além de qualquer limite aceitável.

    Abraço,

    João Vergílio

    FFLCH - USP

    default user iconjv- ‒ sexta, 12 junho 2009, 05:02 BRT # Link |

  13. Antonio Candido escreveu:

    O argumento do texto é falho. A violência não foi trazida por uma parte ou outra.

    A polícia é, por definição, uma instituição de exercício da força, que é por sua vez é de natureza violenta. Ela é equipada e treinada para usar a força. O mesmo não se aplica à comunidade universitária. Nossos manifestantes são amadores. Compare com manifestações recentes de universitários na Grécia, Itália, França. 

    A tropa de choque não deve entrar numa universidade. Não é o lugar dela. A reitora errou ao recorrer a ela. Foi ignorante e insensível à história da USP. Ela é a autoridade máxima da universidade e deveria saber melhor. Errou mais ainda ao permitir, por sua inabilidade, omissão e incompetência que a situação chegasse onde chegou. Ela precisa assumir esta responsabilidade. O melhor que poderia fazer neste momento em prol da instituição é renunciar. Abriria o caminho para a resolução dos conflitos gerados.

    Antonio C. C. GuimarãesAntonio Candido ‒ sexta, 12 junho 2009, 08:57 BRT # Link |

  14. Tony escreveu:

    Parabéns amigos da USP, defendam a universidade mostrando à sociedade o que realmente ocorre aí dentro. 

    Quando era estutande testemunhei as mesmas situações agora descritas: uma minoria de desocupados, descompromissados com o estudo e a ciência aproveitando qualquer ocasião para criar fato político, fazendo uso da violência contra pessoas e contra o patrimônio público para obter divulgação e visibilidade. 

    A atuação da Polícia Militar é legítima e necessária para defesa do patrimônio público e da integridade das pessoas que são ameaçadas pelos bandos que usam de violência para impor suas pretensões a todos.

    default user iconTony ‒ sexta, 12 junho 2009, 11:26 BRT # Link |

  15. João escreveu:

    Saiu no blog do Reinaldo de Azevedo.

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/quem-e-nazista/

    default user iconJoão ‒ sexta, 12 junho 2009, 11:37 BRT # Link |

  16. Visitante escreveu:

    "Saiu no blog do Reinaldo de Azevedo."

     QUE NOJO!

    O que há de pior na mídia já está instrumentalizando os ocorridos na USP.

    default user iconVisitante ‒ sexta, 12 junho 2009, 11:59 BRT # Link |

  17. Thiago escreveu:

    Antônio, eu tinha entendido diferente: eu entendi que o texto sugeria que os estudantes sendo violentos da forma como a carta diz caracterizaram uma situação propensa à chamada da PM.

    Pra mim, a PM não é treinada para ser violenta, mas para seguir procedimentos que respeitam as leis brasileiras e que, em alguns casos, acabam com a violência. Se um cidadão, que tem vantagem física sobre mim, me atacar e eu chamar a polícia, quem "provocou" a violência ali? Pra mim, o ponto do texto era esse.

    Thiago S. MosqueiroThiago ‒ sexta, 12 junho 2009, 13:22 BRT # Link |

  18. Thiago escreveu:

    De qualquer forma, também não simpatizo com a reitora, hehehe

    Thiago S. MosqueiroThiago ‒ sexta, 12 junho 2009, 13:23 BRT # Link |

  19. Antonio Candido escreveu:

    Os assuntos e eventos estão sendo confundidos, ingenuamente ou maliciosamente. Estão usando incidentes específicos e comportamentos de indivíduos para generalizar para grupos.  Um aluno cospe no chão e concluem categoricamente: os estudantes são porcos.

    A manifestação contra a tropa de choque e a presença ostensiva da polícia na USP é extremamente legítima e até salutar. Universidade não é lugar de tropa de choque. A presença dela na USP é testemunha de seu fracasso como instituição acadêmica. É evidência do fracasso de suas lideranças. Numa analogia caseira, é como quando se chama a polícia para resorver um conflito de família dentro de casa. Esta é uma família fracassada. Há o agravante do histórico tenebroso das relações entre o aparato policial e a USP em específico. Memória importa. Simbolismo importa. E não se trata somente de histórias da "época da ditadura". Trata-se da mesma polícia que ainda hoje é acusada de abusos e até execuções (apesar da mídia nacional escondê-los).

    Então usam a imagem de um manifestante com uma pedra na mão ou de um grupo de manifestantes "agridindo  verbalmente" um grupo de policiais para condenar todos os manifestantes e a própria manifestação contrária à esta presença ostensiva da polícia no campus. O mesmo vale para o incidente da prova do curso de alemão em que fazem agora o mesmo tipo de generalização, e que já está sendo usada por indivíduos da estirpe do bloguista da Veja (eca!) para detratar grupos e instituições inteiras de forma rasteira, oportunista e com intenções outras. Cuidado lá. A USP já está lascada o suficiente para agora fomentarmos ainda mais o ataque à universidade pública.

    Antonio C. C. GuimarãesAntonio Candido ‒ sexta, 12 junho 2009, 15:15 BRT # Link |

  20. Claudio Geraldo Schon escreveu:

    Aqui vou ter que polemizar com o Antônio Cândido. Se um grupo qualquer da universidade quer, à força, impor sua vontade sobre toda a comunidade, a tropa de choque deve ser chamada sim.

    Eu me lembro que quando ainda era bolsista de pos-doutoramento da FAPESP alguns manifestantes tentaram bloquear minha entrada na USP pelo portão 2, me chamando de pelego por estar indo trabalhar, sendo que meu "empregador" não era nem a universidade. Gostaria de saber se eles iriam pagar minha bolsa naquela época se eu não conseguisse terminar o relatório que tinha de escrever.

    Quanto ao que o Douglas escreveu, certamente há momentos em que o recurso à greve é justificado, mas o recurso à força nunca o é. A ocupação da reitoria no passado foi um crime contra toda a comunidade e este ano, quando ninguém queria esta greve (lembro que alguns setores da universidade, que habitualmente fazem greve, não aderiram a esta), alguns membros mais exaltados procuram impor a sua vontade a todo mundo e conseguem que a reitora (que certamente errou feio) chame a tropa de choque e todo mundo fica contente!

    Estamos em uma universidade. O lugar onde as idéias deveriam ser discutidas livremente e sem preconceito. O que vemos hoje é a antítese disto. Isto me envergonha profundamente, e a vocês? 

    Claudio Geraldo SchonClaudio Geraldo Schon ‒ sexta, 12 junho 2009, 17:06 BRT # Link |

  21. Leonardo de Oliveira Martins escreveu:

    Numa analogia caseira, é como quando se chama a polícia para resorver um conflito de família dentro de casa. Esta é uma família fracassada.

    Interessante analogia. O que mostra que, prá você, a USP já foi privatizada.

    ... já está sendo usada por indivíduos... para detratar grupos e instituições inteiras de forma rasteira, oportunista e com intenções outras.

    Quem tem "intenções outras" são os que tentam impor sua vontade aos demais por meio de violência, quem estimula a agressão verbal a policiais sabendo da única consenquência possível. Quem foi mesmo que disse que a presença policial "é testemunha de seu fracasso como instituição acadêmica"?

     A USP já está lascada o suficiente para agora fomentarmos ainda mais o ataque à universidade pública.

    Usando sua analogia então a mulher que apanha do marido deve ficar quietinha e, se alguém perguntar, caiu da escada ou bateu com a cabeça no tanque? Veja, se a sua preocupação é o ataque à universidade pública, quem tem intenções outras é você, por mais que use a novilíngua libertária.

    Leonardo de Oliveira MartinsLeonardo de Oliveira Martins ‒ sexta, 12 junho 2009, 17:40 BRT # Link |

  22. Antonio Candido escreveu:

    Prof. Schon, discordo por princípio e pragmatismo da sua opinião ("a tropa de choque deve ser chamada sim"). Por princípio já expus porque. Por pragmatismo porque não resolve, mas sim piora a situação. 

    Leonardo, por favor deixe a minha pessoa fora da discussão. Ela não é relevante para o debate.

    Antonio C. C. GuimarãesAntonio Candido ‒ sexta, 12 junho 2009, 18:08 BRT # Link |

  23. escreveu:

    É interessante ver como a sociedade hoje, autocentrada e individualista reflete nos pensamentos dos alunos e até dos professores da USP.

    O mais interessante é ver que alunos e até mesmo professores desconhecem completamente o que está acontecendo na sua própria universidade. Não fazem questão nenhuma de saber da pauta das reivindicações dos movimentos estudante.

    É como se tivessem tomado uma injeção de letargia.Ficam perplexos diante de movimentos estudantis e não querem ninguém atrapalhando a sua rotina mesquinha. 

    default user icon ‒ sexta, 12 junho 2009, 18:53 BRT # Link |

  24. Leonardo de Oliveira Martins escreveu:

    Antônio, nem toda frase com "você" é ad hominem. Eu critico suas idéias, e se isso for levado ao lado pessoal, não temos diálogo. Eu aponto, sim, sua hipocrisia (que nos acomete a todos) em atacar a intenção dos outros enquanto finge não possuir outras intenções.

    O mais impressionante é que eu não li ninguém aqui no STOA nem nenhum post no blog do Reinaldo Azevedo fazendo a generalização que você acusa: desde o princípio a revolta foi justamente quanto à falta de representatividade dos ditos grevistas, que impõem seu modus operandi à maioria na marra. Todos estão empenhados em dizer o mesmo que você, que é só um grupinho.

    Modificando meu comentário anterior, eu pergunto:

    - onde está a generalização do incidente?

    - A comparação da USP com uma família (mesmo depois do texto do Tom sobre a  Igreja da Razão) é válida?

    - Quem ataca a universidade pública é o grupelho de pseudo-grevistas ou a resposta mais do que esperada à violência desse grupo[1]?

    - A democracia, assim como o espírito científico, não se destacam pela transparência frente aos problemas, em contraste a um sistema ditatorial ou pseudo-ciências onde devemos acatar a decisão de uns iluminados? (a "mulher de bandido" deve ou não ficar quieta?)

    Também acho que não deveriam haver tropas de choque na USP, mas elas não vieram por um "fiat lux" da reitora [1] - assim repudio sua afirmação rasteira de renúncia da reitora. O texto acima, e vários outros, mostram por quê  a presença policial se tornou necessária.

    [1] grupo, aqui, é truisticamente o grupo de violentos. 

    [2] a sua aptidão para conduzir a universidade é passível de discussão, mas por ignorância minha eu me absteria de comentar. O ponto é que esse episódio de violência acadêmica que culmina com a presença policial não permite muitas ilações a seu respeito.

    Leonardo de Oliveira MartinsLeonardo de Oliveira Martins ‒ sexta, 12 junho 2009, 19:04 BRT # Link |

  25. gabriel escreveu:

    citado pelo reinaldo azevedo?!!! desceu o nível lá pro fundo do poço, hein!

    puxa, a mídia já está se apropriando do que ocorre aqui... sinal de que a mediocridade está se alastrando (sinal, inclusive, de que o diálogo morreu).

    questão simples? quem aqui realmente defende a universidade pública? Esta defesa é incompatível com a defesa da atuação da tropa de choque em protestos pacíficos

    gabriel fernandesgabriel ‒ sexta, 12 junho 2009, 19:40 BRT # Link |

  26. Claudio Geraldo Schon escreveu:

    Pelo visto o texto do Rafael deu bastante pano pra manga, mas penso que é para isto mesmo que o STOA existe, não é?

    Em primeiro lugar,ninguém precisa me chamar de Prof. Schon aqui, pelo que eu leio, ninguem é tratado de Professor no STOA e por aqui sou simplesmente o Cláudio.

    Quanto à pauta dos alunos, servidores não docentes e professores: qual é ela mesmo? Quem definiu que pauta seria esta? Todo mundo concorda com ela?

    É claro que são perguntas retóricas. O fato é que para a imensa maioria da comunidade universitária (pelo menos dos servidores não docentes e dos docentes) a pauta que interessava era o reajuste salarial.  Existem, é claro, assuntos difusos, como por exemplo, a "defesa" do ensino público e gratuíto e aí entram os interesses oportunistas de alguns grupos radicais. Por exemplo, eu sempre me sinto mal quando vejo alguém atacando indiscriminadamente as Fundações, só por que elas existem.

    Vejam bem, eu posso falar porque eu nunca tive relação nenhuma com fundação de qualquer espécie, acho legítimo que abusos e distorções sejam combatidos, mas o fórum apropriado é o poder judiciário, particularmente o ministério público, que até onde eu sei, é bastante atuante no assunto. Não é legítimo usar casos de excessos para demonizar indiscriminadamente todas as fundações e a prova disto são as levas de alunos do PECE, que pagam pelos seus cursos sim,mas que sem isto nunca teríam acesso ao nosso ensino "público e gratuíto". O que o PECE faz é um serviço social importante, aumentando a qualificação de profissionais que dia-a-dia tem seus empregos ameaçados.

    Ou vejamos o programa UNIVESP. Vejo muita gente criticando o ensino à distância como se fosse uma forma de diminuir a qualidade do ensino. Somos assim tão melhores que todo o resto do mundo, que aceita o ensino à distância como uma ferramenta legítima? Se os críticos gastassem metade da energia dispendida com seu falatório em sugestões construtivas, tenho certeza que teríamos o melhor programa de ensino à distância do país, senão do mundo. 

    Agora vamos ver algo que realmente interessa à comunidade: a sistemática redução do quadro de servidores não docentes e docentes da universidade ao longo das últimas décadas. Um colega meu tem um levantamento numérico gritante mostrando como temos sido constantemente sobrecarregados de serviço ao longo dos últimos anos. Espero sinceramente que ele poste aqui no STOA este levantamento, pois isto sim dá argumentos para combater a política desenvolvida pela reitoria. Agora, porque os sindicatos e o DCE não defendem esta bandeira. Para mim, e tenho certeza, para muita gente na USP, um aumento linear de 10% no número de servidores não docentes e docentes da universidade seria muito mais bem-vindo que os 10% a mais no contra-cheque.

    Antes de terminar, eu gostaria de fazer menção a um post no meu Blog. Lá eu levanto a hipótese de que talvez a culpa de tudo isto seja mesmo nossa. Nós (quero dizer, o restante da comunidade USP) simplesmente abandonamos os sindicatos e o movimento estudantil, abrindo espaço para que estes aproveitadores desenvolvam sua agenda livremente. Sentamos confortavelmente em nossos escritórios e salas de aula usufruindo dos supostos ganhos de movimentos anteriores, como o Douglas disse, mas também usufruindo do desgaste que estes mesmos movimentos causam à comunidade. Não participamos de assembléias e nos acovardamos quando alguém nos ameaça, seja ele policial ou manifestante (não estou me referindo às pessoas que corajosamente denunciaram os fatos relatados aqui no STOA, é insensatez, e não coragem, enfrentar um adversário mais numeroso). Também criticamos a administração central, mas quando há eleição para composição da Congregação, por exemplo, não nos candidatamos, "porque será mais trabalho afinal de contas" (como um dado, a representação dos professores associados na congregação da Poli está incompleta porque simplesmente não conseguimos candidatos suficientes para preencher todas as vagas).   Fica aqui o meu apelo a todos os que se sentem incomodados com o que está acontecendo com NOSSA universidade: participem!

     

    Claudio Geraldo SchonClaudio Geraldo Schon ‒ sexta, 12 junho 2009, 20:21 BRT # Link |

  27. Rafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini escreveu:

    Bem, o Reinaldo Azevedo não citou palavra alguma do que eu escrevi, mas apenas as palavras do manifesto escrito pelos alunos da Letras. 

    Além disso, eu não tenho relação alguma com ele. Eu concordo e discordo dele com a mesma frequencia. Acho bom que alguém bastante lido como ele divulgue o manifesto legítimo dos alunos que foram agredidos. Mas isso não significa que eu me afilio a ele. 

     Aliás, ele citou o meu blog espontaneamente. Não fui eu quem mandou o texto para ele. Meu ego adora ser citado (como o de qualquer outra pessoa), mas não pedi não, Gabriel. 

     E esse ''pacíficos'' não combina com o vídeo que postei no penúltimo texto do blog.

    Rafael Sola de Paula de Angelo CalsaveriniRafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini ‒ sexta, 12 junho 2009, 20:24 BRT # Link |

  28. Thiago escreveu:

    Nós sabemos que nem todo grevista é como os que estão sendo citados na carta. Assim como, um exemplo não tão viciado, nem todo aluno da USP está em greve.

    Thiago S. MosqueiroThiago ‒ sexta, 12 junho 2009, 21:14 BRT # Link |

  29. Alexandre Hannud Abdo escreveu:

    Ni!

    Gente, como sois emocionais, cruz credo...

    Dr. Spock ficaria envergonhado; ou não, vergonha sendo uma emoção, ele apenas reprovaria vossa conduta pouco científica. rsrsrs

    Voltando ao assunto, uma nota curtíssima, objetiva, inquestionável...

    Todos os argumentos que usam o relato do manifesto para atribuir diretamente o início da violência aos estudantes são falsos.

    Prova isso os eventos no manifesto relatados ocorrerem após o confronto com a polícia.

    Como evidenciado no próprio texto:

    ao término da prova, por volta das 20:44 horas

    diversos estudantes abriram a porta para “falar sobre o que havia ocorrido na universidade”

    Vida longa e próspera,

    ~~

    Alexandre Hannud AbdoAlexandre Hannud Abdo ‒ sábado, 13 junho 2009, 04:52 BRT # Link |

  30. Catia escreveu:

    Duas coisas:

    Primeiro: não gostei de ver o Manifesto na coluna do Reinaldo Azevedo. Passei o Manifesto para o Rafael e só. Se ele diz que não passou para o cara, eu acredito. Eu postei o Manifesto aqui como Copyright. Sei que não dá pra controlar informação na Internet, ainda mais para uma coisa que não foi assinada nominalmente. Mas, enfim, não gostei da abordagem dele - muito generalista - assim como foram conosco. Não é certo ficar chamando grevista de nazista também não.

    Segundo: em nenhum momento do Manifesto nós nos referimos a todos aos grevistas. O que lamentamos é a abordagem de um grupo determinado de estudantes com a nossa sala naquele dia. Existem greves válidas, existem muitas coisas que têm que mudar, mas existem maneiras melhores de se fazer isso.

    CatiaCatia ‒ sábado, 13 junho 2009, 11:02 BRT # Link |

  31. Thiago escreveu:

    Uau, bela alexandre! Demorei pra entender o que você queria dizer, mas entendi.

    Thiago S. MosqueiroThiago ‒ sábado, 13 junho 2009, 14:51 BRT # Link |

  32. Rafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini escreveu:

    Abdo,

    acho que você entendeu muito ao pé da letra o que eu quis implicar. Eu sei que o que está descrito no manifesto aconteceu depois (ou simultaneamente) ao confronto com a polícia. 

     O que eu quero dizer é que radicalizações desse tipo ocorrem faz anos e foi o recrudescimento dessas radicalizações que acabou culminando com as ações de reintegração de posse e interveniência da polícia. 

    Rafael Sola de Paula de Angelo CalsaveriniRafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini ‒ sábado, 13 junho 2009, 14:52 BRT # Link |

  33. Rafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini escreveu:

    Catia,

    eu também fui pego de surpresa com essa citação pelo Reinaldo Azevedo. Eu sinceramente preferia que se alguém citasse, fosse alguém mais moderado e que tivesse menos impacto negativo entre os moderados da ''esquerda'' que também repudiam as radicalizações. Mas enfim. 

     Alguém que lê aqui no Stoa deve ter mandado o link para ele. Possível que seja até algum amigo meu. Acho que eu errei ao deixar o texto de vocês compartilhado de maneira diferente, mas eu acho que tinha deixado claro quando pedi o pdf que eu pretendia colocá-lo no meu blog. 

    Enfim, desculpe pelo texto ter saído em locais que não agradam aos autores. 

    Rafael Sola de Paula de Angelo CalsaveriniRafael Sola de Paula de Angelo Calsaverini ‒ sábado, 13 junho 2009, 15:00 BRT # Link |

  34. Catia escreveu:

    Rafael,

    Tem problema não.

    Com textos as coisas são assim: cada um lê, cada um faz uma leitura - que nem sempre é a mesma do autor.

    CatiaCatia ‒ sábado, 13 junho 2009, 16:28 BRT # Link |

  35. reynaldo. escreveu:

    A todos,

    estou - de modo sincero - assustado com o "desenrolar" do foco dos comentários neste blog, que não conhecia, a passarei a acessá-lo com mais frequência. Não sou da USP, sequer de SP. Sou de MG, formado no RJ e também vivi os anos de chumbo onde pensar era crime e questionar, passíve de torturas. O que se pode ver nestes posts? O que deveria ser uma discussão acerca de um manifesto - de alunos da USP - que relata absurdos indefensáveis, tais como gritar "Hitler" e "nezistas" a quem opta por estduar a língua alemã. Não há lógica - pe exercício dialético - que possa defender estes comportamentos. A PM deveria ter sido chamada? Isso não era assunto - ou tema - do manifesto aqui postado! Simples assim! O que se relatava (por gavor, releiam!) era o inconformismo com a atitude autoritária, racista (sim, racista!), preconceitusosa e intimidadora de um grupo que queria - pela força - impor as suas (deles) razões. E derivei para uma discussão sobre Reinaldo Azevedo! Que absurdo! Se o mesmo manifesto houvesse sidopublicado pelo blog do José Dirceu, do prof. Luizinho, da LER-QI, do Bahia Notícias ou do Intumirim On Line, deveria haver "avaliações" político-ideológicas, e mesmo a velha cantilena de uso da dita grande imprensa e que tais? Ou é nisto (na diversidade) que se sutenta a WEB, os blogs e um novo tempo de participação? Porque o autor do blog deve (deve?) se desculpar por ter sido CITADO em outro blog, mesmo que (naturalmente) de orientação pessoal/profissional/política/filosófica diversa? Em nome de que "coerência"? Somente se for da do absolutismo, que queimava livros ou censurava jornais... O que há em importante ter sido o manifesto aqui divulgado, ser fivulgado pelo Reinaldo, ou Nassif, ou Cládio Humberto (ops!) ou... ? Do foco da discussão (ao menos par mim!) que seria: que tipo de "elite formadora de opinião" irá sair de uma USP onde o fato de alguém decidir a fzer uma prova é atacado com fritos de HITLER e NAZISTA, por estarem matriculadas na disciplina de Língua Alemã? Sera que algum PM xingou alguém da turma de ingles, espanhol ou ídiche? Senhores e senhoras: que desvio de foco, trasnformando o acessório (se é que chega a ser ao menos isso!) em principal!

    default user iconreynaldo. ‒ sábado, 13 junho 2009, 16:48 BRT # Link |

  36. Alexandre Hannud Abdo escreveu:

    Ni!

     Oi Rafael,

     Uma dica: garanta que aquilo que quer dizer transpareça em seus textos.

     Se vale o que diz agora dos seus quereres - que o post deixa na melhor hipótese indefinido - quem entendeu e carregou a falácia adiante foram os inúmeros comentários neste post.

     Há comentários acima explicitamente justificando a violência policial como resposta direta ao relatado no manifesto, e boa parte da discussão girou em torno disso.

     Portanto você sabia, já que pra responder a minha mensagem apareceu, mas não falou nada quando os enganos pendiam pro seu interesse.

     Eu nem pretendi culpar ninguém, aliás não instrumentalizo culpa; apenas há responsabilidade num engano de pessoas levadas pelo momento, num diálogo que construiu-se sob falsas premissas.

     Só não venham com explicacionismo.

     Abraços,

    ~~

    Alexandre Hannud AbdoAlexandre Hannud Abdo ‒ domingo, 14 junho 2009, 19:09 BRT # Link |

  37. Claudio Geraldo Schon escreveu:

    Eu pensei que isto aqui era um espaço para se discutir idéias. Em uma conversa normal o assunto naturalmente flutua e diverge, não entendo porque o fato do post ter sido feito sobre um determinado assunto iria restringir o tema dos comentários. Concordo que este post já transcendeu o sentido original, mas não vejo isto como uma deficiência, mas sim como uma qualidade. Rafael, não se preocupe sobre quem cita ou não cita você. Se esta pessoa fez uma interpretação errônea do que você quiz dizer, escreva para esta pessoa e a corrija.  Se você for ignorado (como já aconteceu comigo), bote a boca no trombone e divulgue o fato. Só não entendo como este post, com tantos comentários, tem apenas quatro votos no momento.

    Claudio Geraldo SchonClaudio Geraldo Schon ‒ domingo, 14 junho 2009, 19:32 BRT # Link |

  38. Tiago Almeida escreveu:

    Claudio,

    não dou minha estrela porque não há correlação entre o título e o conteúdo do post, visto um incidente isolado (mas não menos repudiável) não poder ser generalizado como foi feito. Embora a discussão esteja sendo rica, o título não é honesto.

    Abraço

    Tiago AlmeidaTiago Almeida ‒ domingo, 14 junho 2009, 19:51 BRT # Link |

  39. Ivan escreveu:

    O título, além e ser honesto, sem mantém no assunto, e mostra o comportamento particular da história que foi descrita no Manifesto.

    Ivan MarinIvan ‒ segunda, 15 junho 2009, 00:03 BRT # Link |

  40. Luiz Armesto escreveu:

    Não me parece um incidente tão isolado assim Chorando

    http://stoa.usp.br/lisboa/weblog/51924.html

    Luiz ArmestoLuiz Armesto ‒ segunda, 15 junho 2009, 01:18 BRT # Link |

  41. Thomas escreveu:

    Já havia lido este relato e este sim me impressionou. Assim, creio que você precisa reler o mesmo.

    O Acontecido foi após o evento com a Tropa Tática da Policia Militar. Foi as 20h e 44m do dia 9, terça-feira, após a policia gastar dezenas ou até uma centena de bombas agressivas nos estudantes, professores e funcionários.

     A Violência já havia chegado a USP muito antes de chegar àquela sala em específico. 

     

     Lamento muito, muito mesmo, pelos estudantes por ainda passarem por afrontas agressivas, entre si ou não, e por ainda tomarem parte na ignorância. Lamento por serem passivos diante de suas próprias causas e por agirem mal, quando o fazem, em prol da mesma.

     Mas também me alegro porque conheço quem faz - e não faz mal a quem for- quando toma ação.

    Thomas FesselThomas ‒ segunda, 15 junho 2009, 04:09 BRT # Link |

  42. Tom escreveu:

    Apesar da forma não tão clara que o Rafael abordou o assunto, como o Alexandre Abdo apontou, apontar apenas isso e esquecer das atitudes violentas que alguns grupos radicais têm adotado na USP para defender (o melhor temo é 'impor') seus pontos de vista édesviar a atenção para um problema gravíssimo que a USP enfrenta há muitos anos. Deve-se criticar esse pessoal com o mesmo vigor que todos criticam os administradores da USP dos últimos anos - seria apenas o grupo administrativo apenas da atual gestão? Me parece que não...

    Vale lembrar um texto publicado pelo Professor Silvio Salinas, há aproximadamente 5 anos, quando um pequeno grupo de estudantes (estudantes?) invadiram a congregação do IFUSP com capuzes e tambores, por "decisão tomada em assembléia", Fascismo de esquerda. Alguns trecho do texto com grifos meus:

    "[...] Algumas lideranças do movimento [estudantil alemão do final da década de 60] estavam confundindo a ocupação das universidades com uma efetiva tomada do poder, numa atitude que seria apenas sintoma de um estado clínico de delírio mental. Habermas foi muito duro ao acusar os estudantes de serem guiados por "truismos" e de utilizá-los para decidir questões difíceis e não resolvidas no campo da teoria social marxista, substituindo-as por certezas simplificadoras; por exemplo, "a convicção de que os problemas suscitados pelo capital, mesmo controlado pelo estado, tornam-se insuperáveis; de que o conflito de classes sócio-econômicas pode ser intensificado através do conflito político; e de que há uma relação causal entre a estabilidade econômica das nações capitalistas desenvolvidas e a situação econômica catastrófica dos países do Terceiro Mundo". [...]

    [...]

    Precisamos registrar o que está acontecendo no Instituto de Física, talvez em alguns setores da USP, frente a situações de força, conduzidas e estimuladas pelos portadores de todos os tipos de delírios e frustrações, usualmente tratadas de forma "desatenta e razoavelmente leniente". Fomos invadidos por um grupelho de truistas, imbuídos com a certeza das soluções fáceis dos iluminados, em nome de uma assembléia "aberta e democrática". Mas que assembléia é esta? Pois bem, há umas duas ou três semanas, no início do atual movimento de greve, houve uma dessas assembléias, com uns dez ou quinze alunos presentes, que decidiu (por ampla maioria!) paralisar as aulas em apoio ao movimento docente (dizem que também decidiu fechar a nossa Biblioteca, como de fato conseguiram fazer há quatro anos). No dia seguinte, a decisão da "assembléia" caiu no vazio: a grande maioria dos nossos colegas deram as suas aulas normalmente. Há relatos de que a tal "liderança" foi obrigada a convocar nova assembléia, que desta vez contou com mais de cem alunos presentes. Nesta verdadeira assembléia a decisão foi outra: apoiar as reivindicações dos docentes, é claro, mas continuar assistindo a todas as aulas! Nas minhas próprias aulas, que em geral me dão grande prazer, tenho notado a presença maciça (talvez até maior) dos meus alunos!

    [...]

    Qualquer semelhança não é mera coincidência. Notem que esse texto é de 18 de junho de 2004.

    Atitudes como essas (que não são raras!) devem ser combatidas. Para mim devemos tentar achar a raiz desse problema e uma forma de contorná-lo. Sugestões?

    O que fazer quando o diálogo não parece estar sendo suficiente para as atitudes violentas de alguns pequenos grupos?

    Me lembrei do texto do professor Salinas ao ler o editorial da Folha de hoje, USP, polícia e demagogia.

     

    default user iconTom ‒ segunda, 15 junho 2009, 14:22 BRT # Link |

  43. gabriel escreveu:

    duvidazinha: se realmente há aqui tanto empenho em "refundar" as formas e os ritos de democracia do movimento estudantil, acabando com seus "vícios históricos" e retirando o monopólio de seu poder de alguns grupelhos de extrema-esquerda... POR QUE DIABOS NINGUÉM COMPARECE A ASSEMBLEIA NENHUMA?

    certa vez ouvir falar em um "ativismo preguiçoso", ou "cyberativismo", devido a tantos abaixos-assinados e petições virtuais e coisas do tipo. Parece que é exatamente o que ocorre aqui. Em outras palavras: cinismo. Não se defende cidadania sem práticas de cidadania (como a assembleia)...

    gabriel fernandesgabriel ‒ segunda, 15 junho 2009, 18:31 BRT # Link |

  44. Tiago Almeida escreveu:

    Tom,

    pressupor que a polícia segue ordens pautadas pura e simplesmente na lei, isenta de qualquer interesse, parece ótimo, pois significa que confiamos no estado e como este usa o poder que o povo lhe deu (ou não).

    O grande problema é que esse pressuposto não funciona tão bem assim na prática. A gente pode falar do tropeço do comandante da operação daquele dia 9, registrado pela Globo, e como ele simboliza o que eu quero dizer. O rapaz diz cumprir uma ordem de prisão, o que não possui respaldo legal algum, como é discutido por Tulio Vianna em seu blog. É tão importante assim cumprir a lei que acaba sendo necessário tomar ações que passem por cima dela? A ação da polícia visava dispersas os manifestantes que gritavam para os policiais ou prender algum contraventor especial? Essa não seria a primeira evidência de que a polícia está sendo usada abusivamente para coibir manifestações políticas antes mesmo de serem violentas, criminalizando-as.

    Os alunos que estão invadindo e interrompendo aulas estão usando de violência sob argumentos dois quais eu discurdo. No entanto, isso não derruba a necessidade da desobediência civil contra o uso do estado para interesses privados, mesmo que usando de violência. O professor Adorno e o NEV que me perdoem, mas a violência como exclusividade do estado não deixa outra escolha aos movimentos sociais a não ser a rejeição das ações policiais (e os gritos de "fora PM do mundo") visto o seu papel político, em defesa de interesses de quem detém o governo. Por isso a ação da PM e sua entrada no campus não pode ser legitimada como tem sido feito.

    Aliás, a ocupação a qual Salinas se refere ocorreu em um contexto semelhante ao da manifestação (diferente das invasões de salas de aula que nortearam este post do Rafael). Aquela sessão foi uma grande manobra de um grupo político do IF para aprovar a redução de cadeiras para representação discente e professores associados na Congregação do instituto. Até onde sei, depois da ocupação aquela proposta, se voltou a ser encaminhada, nunca foi aprovada. Mas isso é mais pano abrir uma discussão paralela...

    Abraço

    Tiago AlmeidaTiago Almeida ‒ segunda, 15 junho 2009, 18:40 BRT # Link |

  45. Rodrigo escreveu:

    Uma alternativa às assembléias seria votações online

     http://greveusp.dnsalias.com/

     http://greveuspresultado.dnsalias.com/

    Por que não fazem algo parecido no Stoa? Eu me cadastraria no site se houvesse votação aqui.

    default user iconRodrigo ‒ segunda, 15 junho 2009, 19:02 BRT # Link |

  46. victor. escreveu:

    Estive na Itália em 1990 e vi uma greve que os alunos estavam em passeata para que aos professores fosse não só deixado mas exigido que dessem aulas.Isto há 19 anos atrás.Ainda somo uma democracia jovem e por isso confundimos os conceitos.Esses mesmo que falam estas bobagens como

    " Hitler" são os que geraram as violências do Nazismo.Os mesmos que criticavam a violência , pregavam a igualdade e a justiça social, foram os mesmo que mataram perto de 10 milhões de pessoas na China.Os mesmos que contestavam desta maneira o regime instalado , cometeram o genocídio no Cambodja no Regime de Pol Pot. Quando estava na Universidade sempre me posicionei firmemente naquilo que acreditava. A capacidade analítica dos estudantes e o sistema de consumismo e de ensino instalado leva a uma conhecida divisão social: os que pensam e os que são conduzidos.Num estado democrático os que são conduzidos podem fazer a diferença para o bem e para o mal.Tomem cuidado.Coloquem-se dentro das coisas que você acredita e nunca tenham medo de violência enfrente-os. Os nazistas são eles que não aceitam críticas e tem a verdade feita.Daqui a pouco eles vão querer casamento de pessoas de esquerda com pessoas de esquerda e de direita com as de direita pois não querem ser confrontados em suas opiniões superficiais.

    Sinto tanto medo na forma de colocar as coisas que uma coisa simples demora um monte de tempo para ser colocado para que sejamos ocrretos politicamente e explicando tudo o que pensamos e porque pensamos, só e tão somente só porque pensamos diferente da massa violenta. É um grtande absurdo!!Sei que vão falar que por conta do sobrenome eu sou um privilegiado, mas nunca poderiam pensar que há tantos Maluf quantos Silva (lembrem que assinou o AI 5 ).Uma análise superficial pode levar à concetra opinião, quase certeza, de que todos os colombianos são traficantes,todos os alemães são nazistas, todos os comunistas são despreendidos de interesses pessoais. Nunca sejam superficiais.Aprofundem-se  e não tenham medo.Chamem de nazistas aqueles que os chamam pois agem como tal.Exijam a palavra.Nunca se calem.

    Victor Luis Maluf Amarilla

    default user iconvictor. ‒ segunda, 15 junho 2009, 19:04 BRT # Link |

  47. Visitante escreveu:

    Wikipedia: Left-wing fascism

    default user iconVisitante ‒ segunda, 15 junho 2009, 19:26 BRT # Link |

  48. Seiti Yamashiro escreveu:

    "Concordo que este post já transcendeu o sentido original, mas não vejo isto como uma deficiência, mas sim como uma qualidade." - http://stoa.usp.br/calsaverini/weblog/51832.html#cmt14788

    Blog post life cycle

    Seiti YamashiroSeiti Yamashiro ‒ terça, 16 junho 2009, 03:25 BRT # Link |

  49. chuck norris no tibet escreveu:

    pra não ter polícia dentro do câmpus, que façam sua parte: podem pela raiz esses fundamentalistazinhos mirins.

    pra evitar roubo de carro, carteira e celular, basta segurança interna. não precisa de brutamonte-bomba de capacete pra esse tipo de crime...

    quem é esse reinaldo azedo ae? mais um bosta da inVeja? mais um desses que pegam o q já tá errado e transformam por meio de mídia de ar-condicionado em errado-e-meio?

    esse aki é mais interessante, ó: http://mahatmagandhi.tosemblog.com/

     

    default user iconchuck norris no tibet ‒ quarta, 17 junho 2009, 05:36 BRT # Link |

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