Minha Nuvem de Tags

 

                

Estatísticas da Página

 

Minha página no Mixpod

 

Minha página no 4Shared

 

Btn_brn_122x44

Minha página no Scribd

 

 

Stoa :: Priscila Frohmut Fonseca :: Blog

novembro 04, 2012

user icon
Postado por Equipe Stoa

[Atualizado 14/11: alguns esclarecimentos e mudanças no cronograma]

Após um ano e meio de deliberações, debates e desenvolvimento, estamos prontos para migrar a Rede Social Stoa para um novo plataforma. Sob liderença de Paulo Mereiles e Fabio Kon do CCSL a equipe de desenvolvedores do Colivre implementou dezenas de melhorias e adaptações para a USP no Noosfero, o software livre e brasileiro para redes sociais.

Além de contar com tecnologia da Web moderna, algumas outras novidades incluem:

  • agora é possível convidar pessoas sem número USP a participara da rede;
  • chat entre contatos;
  • um interface de personalização do perfil amigável;
  • mais tipos de conteúdo: vários tipos de documentos, blogs (mais do que um por perfil), fóruns, galerias.
  • melhores ferramentas de gestão para administradores de grupos

O plano de migração é o seguinte:

  1. Na quarta dia 15, às 14:00: impedir novos cadastros, posts ou upload de arquivos no Stoa antigo.
  2. Começar o script da migração de conteúdo. Isto moverá posts, arquivos e alguns elementos do perfil  do stoa.usp.br/nome-do-perfil para social.stoa.usp.br/nome-do-perfil. O script deverá demorar 2 a 3 dias para completar a migração dos 50 mil perfis.
  3. Habilitar cadastros novos no novo sistema.

O login e senha de usuários existentes não mudarão (esperamos implementar o login via número USP a tempo). 

Após o dia 15 o conteúdo no Stoa antigo (stoa.usp.br/*) ainda ficará acessível e editável por um período (sobretudo para fins de fazer cópias manuais), mas a idéia é tirar o serviço do ar no início de 2013 (quando teremos certeza que tudo está tudo copiado corretamente para social.stoa.usp.br).

Para os usuários do Moodle do Stoa não vai mudar nada: continuarão se logando no Moodle do Stoa com o login e senha da Rede Social.

 

Para sugestões (qualquer passo do plano pode ser modificado) ou dúvidas, comente aqui ou entre em contato via suporte@stoa.usp.br

Ewout ter Haar

Palavras-chave: noticia

Este post é Domínio Público.

Postado por Equipe Stoa | 2 comentários

novembro 03, 2012

user icon

Megafone.net é uma plataforma na Internet criada de uma idéia simplesmente interessante: possibilitar que comunidades criem canais de comunicação com o público no espaço digital. Através de telefones móveis, os celulares, aparelhados com recursos multi-mídias, a rede www.megafone.net vem interligando um conjunto de comunidades ao redor do mundo. As pessoas que participam do projeto encontram por meio do site uma maneira de defenderem suas comunidades diante da grande mídia, que muitas vezes criam uma imagem negativa destas não lhes dando a oportunidade de voz. Munidos então de celulares pelo criador do projeto, o artista plástico catalão, Antoni Abab, os grupos comunitários utilizam-os como forma de se expressarem e reivindicar seus direitos. O artista incentiva os participantes, emissores, formados dentro das comunidades, a usar a Internet à publicizar o seu dia-a-dia e seus interesses comunitários em canais na Web. Os grupos hoje formam uma grande rede de comunidades, interligadas e emanadas de uma vocação comunicativa.

Este post é Domínio Público.

Postado por Eliezer Muniz dos Santos | 0 comentário

outubro 28, 2012

user icon
Postado por Equipe Stoa

Neste domingo, dia 28 de outubro, o Stoa (assim como outros serviços da USP) ficou indisponível das 17h até 21h devido a um problema no datacenter da USP


Este post é Domínio Público.

Postado por Equipe Stoa | 0 comentário

outubro 01, 2012

user icon

-------- Mensagem original --------

Assunto: [Carta O BERRO] Desmantelamento do estado de bem estar social, é a pratica dos governos direitistas da europa,. Entrevista com espeicalista da USP 28 set 12 pagina da Unisinos.
Data: Fri, 28 Sep 2012 20:01:08 -0300
De: Vanderley - Revista <vanderleycaixe@revistaoberro.com.br>
Para: <cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.br>


Carta O Berro..........................................................repassem
 
 
 

 

O desmantelamento do estado de bem estar social é o DNA do capitalismo. Entrevista especial com Ruy Braga

“Há um retrocesso da solidariedade da classe estruturada durante o período fordista, e um avanço de um projeto de sociedade marcadamente individualista e neoliberal, um individualismo esvaziado de solidariedade, profundamente marcado pela concorrência com os diferentes atores”, diz o sociólogo.

Confira a entrevista.


“As políticas de austeridade derivam de uma tentativa de transferir o ônus econômico para as classes trabalhadoras”, frisa o sociólogo Ruy Braga, ao comentar o desmantelamento do Estado de bem-estar social nos países europeus que enfrentam a crise econômica. Segundo ele, para diminuir os prejuízos do capital financeiro, o Estado nacional assume “ônus de socializar as perdas entre as classes sociais subalternas”.

Na avaliação de Braga, a crise atual é de natureza política e econômica e se manifesta de “forma mais ou menos aguda desde meados da década de 1970”. Os pacotes de austeridade impostos pela Tróika apontam para “a questão de que o capitalismo não é capaz de resolver essa dupla contradição, ou seja, integrar os trabalhadores e ao mesmo tempo protegê-los. Essa foi uma ilusão do capitalismo pós-guerra, especialmente na Europa”, enfatiza o sociólogo em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.

A solução da crise e a manutenção dos direitos sociais dependem do resgate do internacionalismo. “É importante o pensamento de esquerda ter presente que a crise portuguesa não será resolvida em Portugal, que a crise espanhola não será resolvida na Espanha, que a crise italiana não será resolvida na Itália, que a crise grega não será resolvida na Grécia. O que se demanda efetivamente é uma unificação daqueles que se colocam em posição flagrante contra esse projeto da ‘Tróika’, de política de austeridade etc.”. E dispara: “Caso contrário, essas forças de esquerda irão se perder na tentativa inócua de tentar solucionar problemas pontuais do sistema, pensados do ponto de vista da administração política da crise econômica”.

Ruy Braga (foto abaixo) é especialista em Sociologia do Trabalho, e leciona no Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - USP, onde coordenou o Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania - Cenedic. No mês de novembro deste ano Braga lançará seu novo livro, intitulado Política do precariado, pela editora Boitempo.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como o capital está se reestruturando diante da crise financeira internacional? A luta de classes ainda se manifesta nessa reestruturação?

Ruy Braga
– É importante destacar que o processo de reestruturação do capitalismo ocorre desde os anos 1990 em escala global, que foi o período de largo desenvolvimento das políticas neoliberais, de ajuste estrutural das economias nacionais, de reestruturação produtiva e corporativa das empresas, e o período que assistiu o colapso das economias do leste Europeu.

Do ponto de vista do processo de luta de classes em nível internacional, essa reestruturação capitalista, que atende pelo nome de mundialização do capital, tem uma dupla dimensão. A primeira é estritamente política, que diz respeito ao rearranjo de poder e força dos Estados-nação, em especial aquelas forças políticas que dirigem ou dirigiram historicamente os diferentes aparelhos governamentais, como a social democracia na Europa e algumas experiências nacional-desenvolvimentistas na América Latina. Por outro lado, tem-se uma reestruturação propriamente econômica, que articulou tanto a mundialização das empresas como uma reestruturação produtiva, que terceiriza, promove o avanço da tecnologia de informação, que efetivamente globaliza a sua esfera de ação. Na articulação dessa dupla dinâmica política e econômica as classes subalternas, em escala internacional, dão um passo atrás na década de 1990 – esse é o período do auge do neoliberalismo e do desmonte daquela forma de solidariedade classista, que se identifica grosso modo com o operariado fordista na Europa, na América Latina e nos EUA.

Então, há um retrocesso da solidariedade da classe estruturada durante o período fordista, e um avanço de um projeto de sociedade marcadamente individualista e neoliberal, um individualismo esvaziado de solidariedade, profundamente marcado pela concorrência com os diferentes atores. Nesse contexto é que a luta de classe retrocede na década de 1990. Entretanto, a partir de meados desse período, início dos anos 2000, identifica-se alguns exemplos de retomada do processo de reorganização das classes subalternas, em especial no caso da greve do funcionalismo público francês, de 1995, e a formação dos estados gerais, em 1998, o que imprime um ritmo distinto no “desmanche” das classes subalternas em escala global.

Os anos 2000 foram marcados pela retomada da organização das classes subalternas, que acabou empurrando o centro da dinâmica política latino-americana para a esquerda. Nesse período foram eleitos vários governos cunho frente popular, dentre os quais o mais famoso evidentemente é o caso brasileiro, com a eleição do Lula em 2002, o que abre um novo período dessa dinâmica de luta de classes. Em resumo, diria que há avanços e recuos, progressos e retrocessos do ponto de vista das classes. No entanto, o mais importante a se destacar é que o jogo ainda está sendo jogado, ou seja, não existe uma palavra final para esse contexto.

IHU On-Line – Após algumas décadas de avanços na consolidação do Welfare State, o modelo de seguridade social está ameaçado e constantemente reduzido pelos pacotes de austeridade dos governos europeus. O que está acontecendo? Qual a raiz deste desmantelamento social?

Ruy Braga
– Novamente, é importante destacar essa dupla dimensão econômica e política. Por um lado, percebe-se economicamente o flagrante ataque às políticas de bem-estar disferido pela “Troika” (FMI, Banco Mundial e pela Comissão Europeia), os quais respondem evidentemente a uma exigência do capital europeu. Ou seja, para que haja a possibilidade de diminuir os prejuízos do capital financeiro europeu, é necessário que o Estado nacional assuma o ônus de socializar as perdas entre as classes sociais subalternas. Então, existe uma dinâmica econômica que se inscreve num período de longo prazo. É uma crise que se estende de forma mais ou menos aguda desde meados da década de 1970, e que hoje se manifesta de uma maneira mais contundente do ponto de vista do endividamento de alguns países, em especial países da semiperiferia capitalista europeia, como é o caso, notoriamente, de Portugal, Espanha, Itália e Grécia. Mas essa dinâmica da crise de endividamento, da impossibilidade de se manter essa valorização do capital financeiro em escala continental e em escala global, tem atingido também países do centro do capitalismo, como é o caso da Inglaterra e da França. Então, o capitalismo irá se estender numa crise econômica que está se aprofundando, se tornando mais abrangente do ponto de vista geográfico. Essa conjuntura coloca desafios para essas sociedades nacionais e, evidentemente, os setores conservadores ligados diretamente ao capital financeiro buscam transferir o ônus dessa crise, do prejuízo econômico, para as classes trabalhadoras, as classes sociais subalternas.

As políticas de austeridade basicamente derivam dessa dinâmica, uma tentativa de transferir o ônus econômico para as classes trabalhadoras. Evidentemente esse é um mecanismo político, ou seja, exige a integração da política. Então, abre-se um período de flagrante luta de classes na Europa, haja vista, por exemplo, as manifestações que têm ocorrido em Portugal – as mais importantes manifestações da história portuguesa desde 25 de abril de 1974.

IHU On-Line – Como o capitalismo transformou os ideais de igualdade, universalização de direitos e bem estar social? Esses sonhos estão sendo substituídos?

Ruy Braga
– Principalmente o capitalismo europeu e o modelo do Estado de bem estar social prometeram uma inclusão dos setores mais pauperizados das classes subalternas, por intermédio de políticas de bem-estar que garantissem o consumo, independentemente do tempo de investimento na produção, do tempo de investimento econômico nas empresas. Esse modelo também prometeu segurança para os trabalhadores que já estavam inseridos no mercado de trabalho. Essa dupla promessa está sendo literalmente negada, está sendo desmontada com a dinâmica da crise atual. Isso aponta para a questão de que o capitalismo não é capaz de resolver essa dupla contradição, ou seja, integrar os trabalhadores e, ao mesmo tempo, protegê-los. Essa foi uma ilusão do capitalismo pós-guerra, especialmente na Europa.

IHU On-Line – Como compreender que diante de tantas conquistas materiais e técnicas, especialmente no mundo do trabalho, ainda perduram a ameaça do desemprego, a crescente insegurança e precariedade das novas ocupações, a exclusão social?

Ruy Braga
– O desemprego, a insegurança e a incapacidade do sistema de proteger são dinâmicas do capitalismo, isso é o DNA do capitalismo, porque esse modelo se apoia na concorrência, na busca pelo lucro máximo. Então, é possível ter histórica, circunstancial e regionalmente situações de proteção social, mas elas serão rapidamente amesquinhadas diante da competição com outros países. Por exemplo, basta identificar a entrada da China no jogo do capitalismo global. O preço da força de trabalho dos trabalhadores chineses coloca pressão sob o preço da força de trabalho dos trabalhadores franceses, alemães, ingleses, portugueses, americanos e assim por diante, porque as empresas tendem a migrar para regiões que pagam menor salário. Então, há uma dinâmica da concorrência que progressivamente tende a erodir as conquistas vinculadas à proteção e à inclusão social.

IHU On-Line – Diante da atual conjuntura, como é possível avaliar o projeto das esquerdas no mundo?

Ruy Braga
– No caso europeu, é importante o pensamento de esquerda ter presente que a crise portuguesa não será resolvida em Portugal, que a crise espanhola não será resolvida na Espanha, que a crise italiana não será resolvida na Itália, que a crise grega não será resolvida na Grécia. O que se demanda efetivamente é uma unificação daqueles que se colocam em posição flagrante contra esse projeto da “Tróika”, de política de austeridade etc. Isso naturalmente demanda uma escala nova de articulação de lutas, de solidariedade, que é exatamente uma escala internacional, que pode ser, num primeiro momento, em escala regional, ou seja, uma dinâmica propriamente europeia. Mas essa dinâmica não pode se limitar à Europa, tem que se estender para outros países do mundo, para os Estados Unidos, para a América Latina, e assim sucessivamente. Então, o primeiro valor que a esquerda precisa resgatar, para efetivamente enfrentar essa conjuntura de crise, é o do internacionalismo. Ele é imprescindível, é insubstituível para se enfrentar a dinâmica da crise capitalista em escala global.

IHU On-Line – Por que a esquerda não conseguiu propor nada diferente e aderiu ao neoliberalismo?

Ruy Braga
– A esquerda propõe. Porém, o problema é que, na esfera dos governos, a única coisa que se encontra é uma tentativa de fazer com que o capitalismo funcione melhor, quando na verdade ele está colocado diante de outro dilema. A própria crise ecológica nos coloca, como espécie humana, dentro de outro dilema: como superar esse sistema que só oferece crise, degradação social, destruição ambiental, ou seja, que não satisfaz os interesses da humanidade. Então, tem que resgatar uma outra dinâmica de ação, que é anticapitalista. Só com base nessa dinâmica anticapitalista será possível avançar. Caso contrário, essas forças de esquerda irão se perder na tentativa inócua de tentar solucionar problemas pontuais do sistema, pensados do ponto de vista da administração política da crise econômica. Quer dizer, isso vai esgotar de fato as forças de esquerda. Isso não corresponde às reais necessidades que a humanidade tem diante dos olhos.

IHU On-Line – Quais os resquícios da tentativa de implementar o socialismo no mundo? Esse modelo ainda tem relevância em algum país?

Ruy Braga –
O socialismo continua na ordem do discurso absolutamente urgente para a humanidade; o problema é como chegar lá. Então, basicamente tem-se que resgatar os valores do internacionalismo operário, dos trabalhadores; tem-se que apostar na independência propriamente de classe, ou seja, buscar construir a unidade entre os trabalhadores, apoiada em seus programas, e que seja intransigente em relação aos governos e às empresas. Tem-se que apostar em uma alternativa socialista, articular as forças propriamente anticapitalistas numa frente unificada de ação; tem-se que resgatar o caráter socialista nas lutas contra todas as formas de opressão e de exploração; tem-se que incorporar as lutas contra a opressão das mulheres, contra a dominação dos jovens, contra a opressão racial, contra a discriminação por orientação sexual; tem-se que incorporar o feminismo e a luta dos setores subalternos num amplo projeto de transformação radical da sociedade, sem o qual nós vamos ficar aí, enfim, enredados nessa trama da crise capitalista.

IHU On-Line – Quais são as aproximações e as diferenças entre as esquerdas da América Latina? O que as aproxima e o que as diferencia?

Ruy Braga
– A América Latina deu uma guinada à esquerda nos últimos quinze anos. Isso é perceptível por intermédio da hegemonia que, por exemplo, governos como o de Hugo Chávez, o lulismo aqui no Brasil, Rafael Correa, no Equador, e Evo Morales, na Bolívia, representam diferentes faces desta reação ao projeto neoliberal, dessa crise do neoliberalismo no continente, mas evidentemente com as suas contradições e as suas diferenças.

No caso brasileiro, essa reação é muito parcial, porque o atual modelo de desenvolvimento implementado, liderado, conservado e reproduzido pelo lulismo ainda mantém traços muito flagrantes do neoliberalismo a despeito de colocar uma ênfase maior em políticas redistributivas. A dinâmica brasileira é mais de atuação do Estado sobre a sociedade, como é também a dinâmica do governo de Hugo Chávez, ou seja, uma dinâmica muito concentrada na questão do Estado e na tentativa de controlar a independência dos movimentos sociais de base. Tanto um quanto outro, com diferentes matizes, tende a erodir as bases sociais de uma alternativa socialista, porque acabam fazendo com que os setores mais econômicos sejam incorporados ao Estado. No caso da Bolívia, consigo identificar uma dinâmica mais centrada numa contradição, num conflito entre os movimentos sociais de base e o governo, como também acontece no Equador. Então, entre essa tentativa de o Estado de controlar os movimentos sociais, e a reação dos movimentos sociais a esse controle do Estado, é que está sendo decidida a política de esquerda na América Latina, e consequentemente o futuro dessa mesma política.

IHU On-Line – Especificamente no Brasil, como avalia as discussões sobre a possibilidade de o governo brasileiro flexibilizar as leis trabalhistas e de implantar o modelo trabalhista alemão no Brasil? Quais as implicações para o mundo do trabalho?

Ruy Braga
– Evidentemente essa é uma tendência mundial – e brasileira também. Basta analisar a década de 1990 em termos de flexibilização da legislação do trabalho, aquilo que na Sociologia do Trabalho se chama “contratualização ou precarização” no contrato de trabalho, com a intervenção de inúmeras formas de contratação por tempo determinado, inúmeras formas de contrato temporário etc. Se o governo Dilma aceitar o princípio do acordado sobre o legislado, estará evidentemente contribuindo para o aprofundamento da flexibilização da precarização, que já é muito alto no país.

O mundo do trabalho brasileiro é fundamentalmente precário, ou seja, os trabalhadores encontram funções de trabalho e de contrato tão precarizados, que é necessário o apoio e a intervenção de um terceiro para garantir o mínimo de reconhecimento ou de direitos. E esse mínimo é basicamente a legislação do trabalho, ou seja, se, em benefício de alguns setores que são mais organizados, se apoia ou legaliza o princípio do acordado sobre o legislado, estar-se-á efetivamente impedindo ou bloqueando que os direitos se generalizem.

IHU On-Line – Ao mesmo tempo em que há uma apatia política, surgem novas manifestações sociais como Os Indignados e os acampados de Wall Street. Como vê essas novas manifestações? O que os movimentos sociais precisam para ter representatividade política junto à sociedade civil e mobilizá-la novamente?

Ruy Braga
– Existe uma dinâmica de mobilização internacional que se expressa tanto na Europa como no mundo Árabe. Isso é uma constatação mais ou menos evidente. Porém, é importante destacar que existe uma interconexão entre essas manifestações, ou seja, a esperança da revolução árabe de alguma maneira fertiliza a juventude europeia, da mesma maneira que repercute sobre a juventude nos Estados Unidos. Então, tem-se uma nova dinâmica de mobilização, tanto do ponto de vista de um impulso democrático dos setores da juventude como também um impulso de democratização que se espalha pelos setores da classe trabalhadora, haja vista, por exemplo, o processo do Egito e da Tunísia.

Costumo dizer que a juventude europeia e os setores mais precarizados e explorados, submetidos aos contratos temporários – que assumem os piores postos de trabalhos disponíveis no mercado, que não conseguem perceber um horizonte de progresso ocupacional, um progresso social –, são os mais atacados pelas políticas de austeridade, pela contenção de despesas e gastos sociais e pela diminuição da rede de proteção pública. Assim, tais setores estão propriamente lutando pela manutenção, pela conquista e pela ampliação de direitos. Eles são, de fato, uma força profundamente progressista do ponto de vista político. Existe uma simbiose entre esses diferentes movimentos, Occupy Wall Street, Os Indignados e a Primavera Árabe, pensados evidentemente do ponto de vista da juventude, que se engaja no processo de mobilização por mais democracia e assim por diante. É evidente que há um plano de fundo, que é a crise econômica. A crise econômica acelera e catalisa essa mobilização.

O caso brasileiro é um pouco diferente, porque a crise chegou tardiamente do ponto de vista dos ritmos de espalhamento da crise. Desde o ano passado nós temos identificado uma série de iniciativas nacionais bastante radicalizadas, como as greves nacionais de setores de trabalhadores, greves nacionais dos Correios, dos bancários, dos peões das obras do PAC. Tem havido ampla mobilização nacional de professores de ensino fundamental. Há uma retomada da dinâmica da mobilização social, que tende a fortalecer o movimento sindical crítico e acrescentar propriamente contradições àquele movimento sindical governista. O momento atual é de transição na direção de retomada de um ciclo de mobilização sindical e dos trabalhadores, que tende a se espalhar também pela juventude.

(Por Patricia Fachin)

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Política | 0 comentário

setembro 22, 2012

user icon

Alugo lindo apartamento mobiliado no Alto da Lapa (São Paulo) durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

Ótima localização e melhor preço!!

Muito próximo à Vila Madalena e com boa conexão ao centro, av. Paulista e USP.


Pessoas interessadas falar com Isa (11-64299133) ou mande e-mail a tome.freire.isabel@gmail.com

Palavras-chave: apartamento-usp-aluguel-economico

Este post é Domínio Público.

Postado por Isabel Tomé Freire em Anúncios: aluguel, serviços, compra, venda e troca | 0 comentário

setembro 04, 2012

user icon

Folha lança ranking universitário inédito

Folha de DE SÃO PAULO

A Folha lança nesta segunda-feira (3) o primeiro ranking sistemático de universidades brasileiras, feito com uma metodologia inédita.

O RUF (Ranking Universitário da Folha) traz a classificação de 232 instituições de ensino superior brasileiras, sendo 41 faculdades e centros universitários e 191 universidades --instituições com foco em pesquisa e autonomia de ensino, conforme a definição do MEC.

As 191 universidades estão listadas no ranking geral feito a partir de quatro indicadores. Juntos, eles somam cem pontos: produção científica (55 pontos), inovação (5 pontos), reputação no mercado (20 pontos) e qualidade de ensino (20 pontos).

Pesquisa inédita mostra as melhores universidades do país

Os dois primeiros indicadores consideram a quantidade e a qualidade da produção acadêmica das universidades, como número de artigos científicos produzidos e a quantidade de professores com doutorado na instituição.

Já os indicadores de reputação no mercado de trabalho e de qualidade de ensino foram desenvolvidos a partir de entrevistas feitas pelo Datafolha com pesquisadores e com executivos de Recursos Humanos de todo o país.

Nos levantamentos do Datafolha foram consultados 597 pesquisadores com grande produção científica, de acordo com o CNPq, a maior agência de fomento à ciência do país.

Também foram ouvidos 1.212 responsáveis pelo setor de Recursos Humanos de empresas, escolas e outras instituições que contratam profissionais nos 20 cursos que mais formam no Brasil, como administração e direito.

Esses profissionais listaram as melhores instituições de ensino superior do país em termos de ensino. Nesse levantamento, além das universidades, foram significativamente mencionadas 41 faculdades e centros universitários brasileiros.

ANÁLISES ESPECÍFICAS

O RUF possibilita uma série de análises de acordo com o interesse do usuário. No site é possível fazer listagens das universidades do país em cada um dos quatro grandes indicadores e subindicadores usados na análise.

Por exemplo, é possível listar as universidades com mais patentes. Ou aquelas que têm mais artigos em cooperação científica internacional.

O site do RUF possibilita ainda listar as instituições de ensino superior de acordo com a opinião de quem contrata em cada um dos 20 cursos que mais formam no país. Ou fazer listagens conforme a opinião de quem vive no ambiente universitário, fazendo pesquisa científica e dando aula.

INSPIRAÇÃO INTERNACIONAL

A metodologia de avaliação do ensino superior brasileiro foi desenvolvida ao longo de quase um ano de trabalho, baseada em rankings internacionais, como o ranking global THE (Times Higher Education), o QS (Quacquarelli Symonds) e a ARWU (ranking de Xangai), e adaptada ao contexto brasileiro.

A maioria dessas listagens, assim como o RUF, dá pelo menos 50% da nota atribuída a cada instituição de ensino superior aos dados de produção científica.

A Folha também se inspirou em fontes internacionais consolidadas de avaliação de ensino superior ao definir 40% da nota de cada universidade para critérios qualitativos, ou seja, a opinião de quem contrata e de quem dá aula.

O levantamento de dados do RUF foi supervisionado pelo bioquímico da USP e especialista em análise de produção científica Rogério Meneghini. Ele também é coordenador acadêmico da base Scielo, que reúne 260 periódicos científicos nacionais, incluídos no levantamento do RUF para dar um tempero local à avaliação.

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1147282-folha-lanca-ranking-un

 

Palavras-chave: ensino superior, Folha de São Paulo, Ranking Universitário

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Política | 0 comentário

agosto 29, 2012

user icon

“Querem vencer Assange pelo cansaço”

Para Noam Chomsky, chances de julgamento justo nos EUA são “virtualmente zero”; e invasão da embaixada não deve ser descartada

Entrevista a José Maria León, do Gkillcity | Tradução: Cauê Ameni

Aos 83 anos, o linguista e sociólogo Noam Chomsky permanece ativo e irreverente. Uma vasta agenda, na qual pedidos de entrevistas às vezes aguardam por meses, não o impediu de responder por e-mail, em 19 de agosto, a perguntas enviadas por José Maria León, do site equatoriano GkillCity. Os editores são de Guayaquil – cidade mais populosa de seu país (3,5 milhões), praieira, musical e noturna.

Porque nada temos, tudo faremos”, anuncia o slogan de GkillCity, que se dedica à cultura, à política e à defesa da liberdade na internet.........

http://www.outraspalavras.net/2012/08/25/chomsky-inglaterra-e-eua-que


Palavras-chave: Assange, Noam Chomsky, Wikileaks

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Política | 0 comentário

agosto 19, 2012

user icon
Postado por Ewout ter Haar

A instalação de um ambiente de trabalho mínimo para análise de dados usando ferramentas python, a partir de uma instalação nova de Ubuntu 12.04:

sudo apt-get install matplotlib build-essential python-dev libzmq-dev 
sudo apt-get install python-pip
sudo pip install ipython
sudo pip install pandas
sudo pip install tornado
sudo pip install pyzmq

A instalação com pip ao vez de apt-get é para ter acesso à versões mais novas das pacotes. Inicialmente, tinha feito a instalação de matplotlib usando pip e esta parou várias vezes, com erros do tipo

src/_png.cpp:10:20: fatal error: png.h: No such file or directory

Neste casos, uma busca no Google leva ao Stackoverflow que geralmente indica o pacote Debian/Ubuntu que está faltando, neste caso, libpng-devel. Consegui instalar, mas ao rodar ipython, estava usando o Agg backendo ao vez de TkAgg. Depois disto, resolvi instalar numpy e matplotlib via apt-get. Para pandas e ipython, porém, acho que vale a pena usar as últimas versões.

Para ver se tudo está funcionando, fiz

ipython notebook --pylab inline

e isto levante um FireFox com interface notebook do ipython.

Palavras-chave: dados, dataviz, ipython, matplotlib, pandas, python

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Ewout ter Haar | 0 comentário

agosto 10, 2012

user icon
Postado por Maurício Kanno

Oi! Estou concorrendo a participar de uma mesa de debates do Sesc na Bienal do Livro para falar sobre meu primeiro romance, que gostaria de publicar! Chama-se "A Menina que Ouvia Demais". 

Você pode me ajudar, votando em meu vídeo de 2 minutos sobre o livro, neste link!

Basta fazer um rápido cadastro com nome, e-mail, CPF e uma senha qualquer. 

Se quiser me avaliar primeiro, lendo um pouco de minha literatura, tem aqui. Para saber mais sobre este concurso promovido pelo Sesc, denominado "Escritores in Progress", consulte esta página.

Agradeço toda ajuda redivulgando este pedido! É muito importante pra mim! :D

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Maurício Kanno | 1 usuário votou. 1 voto | 0 comentário

agosto 02, 2012

user icon
Data:  Tue, 31 Jul 2012 19:53:09 -0300 [31-07-12 19:53 19:53:09 BRT]
De:  Vanderley - Revista <vanderleycaixe@revistaoberro.com.br>Adicionar vanderleycaixe@revistaoberro.com.br ao meu Catálogo de Endereços Brasil
Para:  cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.brAdicionar cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.br ao meu Catálogo de Endereços
Assunto:  [Carta O BERRO]   Serviço Secreto de FHC monitorou militantes antineoliberalismo
Parte(s):  Baixar todos anexos (em arquivo .zip) Baixar todos anexos (em arquivo .zip)
Imagens foram bloqueadas para proteger sua privacidade. Exibir Imagens?
Carta O Berro.........................................................repassem
 
 
 

 

Serviço Secreto de FHC monitorou militantes antineoliberalismo

Documentos sigilosos do governo FHC, já desclassificados, indicam que militantes e políticos de esquerda, do Brasil e do exterior, foram monitorados pelo serviço secreto quando participavam de atividades antineoliberalismo. “Me assusta saber que um governo tido como democrático tutelou de forma ilegal pessoas que participavam de eventos pacíficos, que não representavam nenhuma ameaça à segurança nacional”, afirmou à Carta Maior o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto de Carvalho.

Brasília - Documentos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso, abertos à consulta pública no Arquivo Nacional, indicam que militantes e políticos de esquerda que participavam de seminários, encontros e fóruns contra o neoliberalismo foram monitorados pela Subsecretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), o órgão que substituiu o Serviço Nacional de Inteligência (SNI), em 1990, até a criação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em 1999.

Como a maioria dos documentos desclassificados são os de nível reservado e se referem apenas ao período 1995-1999, não é possível precisar o grau deste monitoramento. Pela nova Lei de Acesso à Informação, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em maio, os documentos reservados são liberados decorridos cinco anos, os secretos, 15 e os ultrassecretos, os mais importantes, somente após 25 anos. Mas o acervo já disponível deixa clara a linha de atuação do serviço.

Há registros que fazem referências explícitas às informações colhidas em revistas e jornais, prática tida como recorrente no serviço que perdera status e orçamento após o fim da ditadura. Mas outros revelam espionagem direta. O seminário “Neoliberalismo e soberania”, por exemplo, promovido pela Associação Cultural José Marti, a Casa da Amizade Brasil-Cuba, no Rio de Janeiro, de 5 a 9 de setembro de 1999, foi integralmente gravado em 12 fitas cassetes, entregues ao escritório central da SAE.

Chiapas
Em julho de 1996, o serviço deu especial atenção à realização, em Chiapas, no México, do Encontro Internacional pela Humanidade e contra o Neoliberalismo. “A significativa presença internacional de ativistas de esquerda transforma a região em novo polo de atração revolucionária latinoamericana”, dizia o documento produzido pelo escritório central da SAE. Os relatórios também contêm pautas de discussões, análise de conjuntura e listas de participantes brasileiros.

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto de Carvalho, figura nesta lista. “Me assusta muito saber que um governo tido como democrático tutelou de forma ilegal pessoas que participavam de eventos absolutamente pacíficos, que não representavam nenhuma ameaça à segurança nacional”, afirmou à Carta Maior. Na época secretário nacional de Comunicação do PT, o ministro disse recordar-se que não divulgara sua participação no evento. “É possível até que a SAE tenha contado com o apoio de algum serviço secreto de outro país”, acrescentou.

Mesmo fazendo a ressalva de que tais procedimentos poderiam não ser de total conhecimento do presidente à época e que as informações sobre a natureza do trabalho da SAE no período ainda estão incompletas, o ministro avalia que a simples menção do nome de uma pessoa que participou de um evento democrático em documentos oficiais do serviço secreto é uma prática condenável. “O que a gente espera do serviço secreto de um governo democrático é que ele esteja atuando para defender as fronteiras do país, evitar ameaças externas, e não para monitorar pessoas que estavam lutando pelo aprimoramento da democracia”, acrescentou.

O coordenador do Projeto Memória e Verdade da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Gilney Viana, na época deputado federal pelo PT, foi outro fichado por participar do evento em Chiapas. Ex-preso político da ditadura por dez anos, ele sabia que seus passos foram ostensivamente seguidos pelos agentes secretos até a extinção do SNI, mas ficou chocado ao saber que continuou a ser alvo durante um governo democrático. “Eu até compreenderia que os Estados Unidos estivessem monitorando o evento de Chiapas, mas o serviço secreto brasileiro realmente me surpreendeu”, disse.

Belém
O II Encontro pela Humanidade e contra o Neoliberalismo mereceu atenção redobrada por ter sido realizado em território brasileiro. Mesmo as etapas preparatórias do evento, que ocorreu em Belém (PA), de 6 a 11 de dezembro de 1999, estão registradas na SAE. Um relatório antecipa a mensagem do subcomandante Marcos, do Exécito Zapatista para Libertação Nacional do México, para o evento. Há relações de participantes e descrição dos assuntos debatidos nas etapas preparatórias de pelo menos Belém, Salvador, Brasília e Macapá.

O lançamento do evento, patrocinado pela prefeitura de Belém, também foi documentado. No relatório da SAE, há a informação de que os organizadores queriam incrementar a geração de recursos por meio da venda de objetos com a logomarca do evento, a realização de shows com artistas locais bem como com as inscrições. Entre os participantes do II Encontro, estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a filósofa Marilena Chauí, o sociólogo Chico de Oliveira e o ex-governador do Rio Leonel Brizola, além dos escritores José Saramago e Luiz Fernando Veríssimo.

Foro de São Paulo
Considerado à época o principal organismo aglutinador de partidos e entidades de esquerda do continente, o Foro de São Paulo, criado em 1990 pelo PT com o apoio do então presidente cubano Fidel Castro, também teve suas atividades amplamente monitoradas. A 6ª edição, realizada em El Salvador, em julho de 1996, está registrada em relatório sobre as atividades internacionalistas do PT.

A 7ª edição, que aconteceu em Porto Alegre (RS), em 1997, foi ainda mais espionada. O pacote de documentos realtivos ao evento inclui relatórios setoriais produzidos pelos grupos de trabalho, lista completa de presenças e até fotos dos participantes. São citadas lideranças de esquerda, nacionais e internacionais. Entre os brasileiros, o ministro Gilberto de Carvalho, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro e o deputado estadual gaúcho, Raul Pont (PT).

Em relatório específico, a SAE observou que, durante o evento, o então ex-prefeito da capital gaúcha Tarso Genro havia lançado o livro “O orçamento participativo – a experiência de Porto Alegre”, escrito em parceria com o então secretário de formação do PT, Ubiratan de Souza, classificado como “ex-militante da VPR”.

Os relatórios relativos à 8ª edição, que ocorreu no México, em 1999, registraram as presenças de vários brasileiros, como o atual líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e do hoje assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Grupo do México
O 4º Encontro do Grupo do México, realizado em Santiago, no Chile, nos dias 10 e 11 de maio de 1997, foi registrado pela SAE em relatório como o “marco do surgimento de uma política que transcende a esquerda”. De acordo com o serviço secreto brasileiro, “o Grupo do México é formado por representantes de partidos de centro-esquerda e teve sua origem a partir do PNUD, com o objetivo de buscar a construção de um projeto econômico para a América Latina, alternativo aos padrões neoliberais”.

Na documentação, estão descritos os principais pontos de unidade entre os presentes e há uma lista com os nomes dos brasileiros presentes. Entre eles, o ex-presidente Lula, seus ex-ministros petistas José Dirceu e Mangabeira Unger, o ex-governador do Rio, Leonel Brizola (PDT), os ex-deputados Vivaldo Barbosa (PDT-RJ) e Zaire Resende (PMDB-MG), além de Marco Aurélio Garcia e Tarso Genro, entre outros.

Attac no Brasil
O diretor-presidente da Carta Maior, Joaquim Palhares, também foi citado em documentos da SAE, principalmente por ter sido, em 1996, ao lado do ativista Chico Whitaker, um dos fundadores no Brasil da Associação pela Tributação das Transações Financeiras para ajuda aos Cidadãos (Attac), criada na França, com o objetivo de instituir um imposto sobre transações financeiras internacionais. “Muitos militantes de esquerda ainda tinham a impressão de estarem sendo monitorados mesmo após a ditadura. Mesmo assim, a confirmação desta prática causa indignação”, afirma.

Crítica contundente da ciranda financeira de capitais voláteis alimentada pelo neoliberalismo, a Attac foi preocupação constante para a SAE. A visita ao Brasil do presidente internacional a entidade, o ativista francês e diretor do jornal Le Monde Diplomatique, Bernardo Cassen, entre 1 a 5 de março de 1999, foi acompanhada com atenção. Os relatórios do serviço informam que Cassen proferiu palestras em cinco capitais brasileiras (Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), nas quais apresentava os objetivos da organização, traçava o histórico da crise econômica mundial, defendia a adoção da chamada Taxa Tobin para a taxação do capital especulativo internacional e exortava as plateias a lutarem contra o projeto neoliberal.

Nos documentos produzidos, também constavam os nomes dos militantes identificados nas plateias de Cassen. Do escritório da SAE em Belo Horizonte, por exemplo, chegou o informe das participações de Lula, então presidente do PT, do coordenador do MST, João Pedro Stédile, do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, do geógrafo Milton Santos e do cientista político Cezar Benjamin, entre outros. Os ex-presidente Lula tinha suas atividades relatadas pela SAE, tanto pela sua militância antineoliberalismo como por ser o principal adversário político de FHC.

Viagens a Cuba
Mesmo com o fim da guerra fria e da ditadura, as viagens de brasileiros a Cuba continuaram a ser alvo de preocupação do serviço secreto. Principalmente quando se cruzavam com a luta antineoliberal. De 21 de julho a 21 de agosto de 1996, foi realizado, em Cuba, o curso de formação sindical “Neoliberalismo e Globalização da Economia”. Informes registram a participação de brasileiros, entre eles os sindicalistas Adriano Torquato, Francisco Nascimento Araújo, José Nunes Passos e Nonato César.

Há relatório de alerta para a realização em Cuba, em 1997, do Seminário Internacional sobre o Neoliberalismo, promovido pela Federação Mundial da Juventude Democrática, com a presença de militantes do MR8. No relatório pós-evento, está relatada a participação de 1,2 mil trabalhadores de 453 organizações sindicais, políticas e acadêmicas de 63 países. Do Brasil, participaram cerca de 300 sindicalistas, incluindo representantes da CUT. Há menção detalhada dos participantes. Um informe exclusivo apontava, por exemplo, o embarque de dois vereadores de Montes Claros (MG): Aldair Fagundes (PT) e Lipa Xavier (PCdoB).

Outro informe alertava que a edição seguinte seria realizada no Brasil, em 1999. O evento, organizado pela CUT, no Rio de Janeiro, de 1 a 3 de setembro de 1999, também foi documentado pelo serviço, que apresentou os textos integrais da declaração da Federação Sindical Internacional, do discurso do delegado de Cuba, Pedro Ross Leal, do delegado da França, Freddy Huck, e a proposta da CUT, entre outros.

Atividades internacionais do MST
Em 1996, a SAE acompanhou a participação integrantes do MST no seminário “Crisis del Neoliberalismo Y Vigências de las Utopias em La America Latina”, na Argentina, entre os dias 8 e 13 de outubro. Antes do embarque dos militantes sem-terra, um informe produzido pelo escritório central já alertava sobre a viagem.

Também em 1996, o serviço registrou a participação do coordenador do MST, João Pedro Stédile, no seminário América Livre, em Buenos Aires, com Emir Sader e Frei Betto.

Atividades rotineiras
Sader é citado também por sua participação em eventos comuns, como o lançamento do livro “O século do crime”, dos jornalistas José Arbex Junior e Cláudio Tognolli, em São Paulo, no dia 7 de agosto de 1996. Conforme o relatório da SAE, os autores “enfatizaram que a proliferação e o crescimento das máfias foram estimulados pela era neoliberal”.

O mesmo ocorreu com o deputado estadual gaúcho Raul Pont (PT), monitorado tanto quando participava de eventos internacionais, como o Foro de São Paulo, quanto em atividades rotineiras. A SAE registrou, por exemplo, que em novembro de 1995, quando era vice-prefeito de Porto Alegre, Pont foi recebido por papeleiros da Associação Profetas da Ecologia, na companhia do teólogo Leonardo Boff. “Eu me lembro vagamente que visitei essa cooperativa, que tinha o apoio da prefeitura e realizava um trabalho pioneiro em reciclagem de lixo”, relatou à Carta Maior.

De acordo com o relatório da SAE, o registro do evento se deu porque Boff relacionava os problemas ambientais do planeta à adoção crescente do modelo neoliberal. “Esta foi uma das atividades mais pacíficas de que já participei. Não havia nada que indicasse perigo ao governo da época. É difícil acreditar que esse tipo de coisa ocorria no governo do príncipe da sociologia”, disse.

Estudos sobre a doutrina
Um documento produzido em 1997 pelo escritório central da SAE justifica a importância dada ao tema neoliberalismo. Conforme a interpretação dos arapongas oficiais, o neoliberalismo é a teoria econômica criada após a segunda guerra como anteparo a expansão do comunismo no mundo. Teve a Inglaterra e os EUA como seus principais defensores e caracteriza-se, basicamente, pelo livre comércio, austeridade nas contas públicas, privatização, crescimento do sistema financeiro e fortalecimento do mercado.

Os agentes da SAE se debruçavam também sobre obras relativas ao tema produzidas por intelectuais de esquerda. O professor da Universidade de Nova York, James Petras, que já tinha suas atividades monitoradas pelo SNI desde a ditadura, recebeu atenção especial.

O livro “Latin American: The left strikes”, sobre a atuação das esquerdas latinoamericanas em contraposição ao neoliberalismo e à globalização, liderados pelos Estados Unidos, foi objetivo de relatório específico, principalmente porque destacava que as esquerdas latinoamericanas já haviam encontrado uma nova e eficiente forma de atuação. Os exemplos citados na obra são o MST, no Brasil, os Zapatistas, no México, as organizações camponesas, no Paraguai, e os plantadores de coca, na Bolívia e na Colômbia. Todos eles movimentos monitorados pelo sistema.

Em 1999, a SAE voltou a dividir com todo o sistema de inteligência o conteúdo de um outro livro de Petras, o recém lançado “Neoliberalismo, América Latina, Estados Unidos e Europa”. Um documento produzido pelo escritório do Rio de Janeiro resumiu os capítulos da obra e ainda relatou atividades correlatas promovidas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Antes disso, o serviço secreto registrou a visita de Petras ao Brasil para o lançamento da obra, ocorrido em 20 de maio de 1999, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

(*) Colaborou na pesquisa histórica Rafael Santos

1.1.1 sem nome 14 KB
_______________________________________________
Cartaoberro mailing list
Cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.br
http://serverlinux.revistaoberro.com.br/mailman/listinfo/cartaoberro

Palavras-chave: capitalismo, espionagem, esquerda, FHC, imperialismo, monitoramento, neoliberalismo

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Política | 0 comentário

julho 29, 2012

user icon

Postado por Luciana Santos

“Como a linguagem não é neutra, serve a quem faz uso dela, as perguntas também podem ser manipuladas. É da jornalista americana Cynthia Crossen o exemplo que segue: “um jovem monge foi advertido severamente por seu superior quando perguntou se poderia fumar enquanto rezava. Faça a pergunta diferente, sugeriu um amigo. Pergunte se você pode rezar enquanto fuma.”

Alberto Carlos Almeida, Como são feitas as pesquisas eleitorais e de opinião.

Postado por Luciana Santos | 0 comentário

julho 28, 2012

user icon

Data:  Fri, 27 Jul 2012 19:51:38 -0300 [27-07-12 19:51 19:51:38 BRT]
De:  Vanderley - Revista <vanderleycaixe@revistaoberro.com.br>Adicionar vanderleycaixe@revistaoberro.com.br ao meu Catálogo de Endereços Brasil
Para:  cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.brAdicionar cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.br ao meu Catálogo de Endereços
Assunto:  [Carta O BERRO]   MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA (MST): Lançada a campanha "Brasil está com Chávez". Assine o manifesto
Carta O Berro..........................................................repassem
 
 
 

 

Lançada a campanha "Brasil está com Chávez". Assine o manifesto

 

Por Luiz Felipe Albuquerque
Fotos Douglas Mansur
Da Página do MST

 

América Latina,
Quatro e Zamponhas
Cordilheiras e florestas,
Uma América que sonha

Mescla de tanta gente,
Lutadores e idealistas,
Nesta terra de Guevara
Por um sonho socialista

Venezuela segue em frente,
Nossa voz e nossa vez,
O Brasil está contigo,
Chávez, Chávez!
Pedro Munhoz, cantor e compositor

É por meio desta forma lúdica que movimentos sociais, partidos políticos e entidades brasileiras demonstraram o apoio e a solidariedade ao presidente venezuelano Hugo Chávez, que disputará eleições no dia 7 de outubro (clique aqui para fazer o download da música) .

Durante o encontro realizado nesta terça-feira (24/7) – aniversário de Simon Bolívar – diversas organizações se reuniram na sede do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) para manifestar apoio à chamada Revolução Bolivariana e discutir iniciativas de apoio o presidente Chávez no embate nos próximos meses.

PARTICIPE: Leia e assine o manifesto Brasil com Chávez

Para João Pedro Stedile, da Direção Nacional do MST, o processo venezuelano é o centro da disputa dos projetos políticos em jogo no continente latino-americano. Ele avalia que o Império, representado pelos Estados Unidos, colocam toda sua energia e se utilizarão de todas suas armas para derrotar Chávez.

“Uma vitória do Chávez é uma vitoria de todo o povo latino-americano. Mas o contrário também é verdadeiro: uma derrota de Chávez seria uma derrota de todo o processo que está em curso nos últimos 12 anos na América Latina”, disse Stedile.

De acordo com Valter Pomar, secretário-executivo do Foro de São Paulo, que reúne organizações de esquerda do continente, as organizações progressistas precisam se empenhar para mobilizar a opinião pública contra o descrédito que constantemente é construído para prejudicar o projeto político de Chávez, organizar ações de solidariedade à Revolução Bolivariana e alertar a opinião pública sobre o plano posterior às eleições da direita para desmoralizar o processo eleitoral.

O encontro definiu a criação de um comitê para a construção da campanha Brasil está com Chávez. A primeira atividade desse fórum é a organização de um grande ato, no dia 31 de julho, em frente ao Palácio do Planalto, para receber Hugo Chávez e manifestar apoio à entrada da Venezuela no Mercosul.

As entidades discutem a construção de um ato político-cultural da campanha no final de agosto em São Paulo e prometem fazer um esculacho se o candidato Henrique Capriles, da oposição de Chávez, visitar o Brasil.

Carlos Ron, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), agradeceu o apoio das organizações brasileiras. “O poder popular é que pode acabar com a pobreza, a exclusão, a desigualdade, cujo processo latino-americano em curso significa a alteração das relações de poder em favor da maioria”, disse.

Articulação da direita


As organizações  denunciaram que existe uma articulação das forças da direita continental para barrar ou mesmo destruir os avanços progressistas em curso na América Latina.

“Quando dizemos que a vitória do Chávez é a nossa vitória, não é um mero slogan. O que está em jogo é correlação de forças na geopolítica da América Latina”, colocou Ioli Ilíada, secretária de Relações Internacionais do PT.

Um exemplo dessa articulação, de acordo com Ioli, é a tentativa de Henrique Capriles se associar à imagem do ex-presidente Lula, que foi frustada com a divulgação de vídeo de apoio de Lula ao Chávez (
veja aqui). “Não podemos subestimar a força da direita e a falta de escrúpulos que algumas forças podem ter. Tomemos como exemplo o Paraguai (ao referir-se ao golpe de estado sofrido pelo Fernando Lugo)”, atentou a dirigente do PT.

Stedile alertou que a direita brasileira já tem seu comitê. Segundo ele, os setores conservadores da Venezuela tinham como fonte de notícias veículos de comunicação de Miami (Estados Unidos) e Madri (Espanha) para deslegitimar o governo de Hugo Chávez. A partir desta ano, o difusor central de informações contra o governo é o Brasil.

“A direita daqui coloca na imprensa brasileira uma noticia, que às vezes nem tem tanta repercussão interna, mas imediatamente a direita venezuelana amplifica essa notícia colocando como fonte a imprensa mundial”, disse.

Duas campanhas eleitorais

Ricardo Abreu, secretário de relações internacionais do PCdoB, ressaltou a importância de Chávez para o fortalecimento da integração solidária sul-americana. Com a recente entrada do país no Mercosul, setores da direita brasileira usaram os meios de comunicação contra a adesão e decretaram uma suposta morte do bloco econômico. “O que morreu foi o projeto de Mercosul que eles propunham. No entanto, nós dizemos viva o Mercosul”, disse.

Para Gilberto Maringoni, do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), a esquerda brasileira tem duas frentes de batalha nos próximos meses: derrotar a direita no Brasil e contribuir para Chávez vencer as eleições na Venezuela. “A tarefa muito semelhante ao que passa Chávez é derrotar a direita aqui dentro. A maior solidariedade que podemos oferecer é derrotá-la”, disse Maringoni.

Juventude

Caio Santiago, do Levante Popular da Juventude, disse que os jovens vão organizar um esculacho se Capriles vier ao Brasil. “A juventude não pode ficar alheia a essa disputa, já que é um dos setores mais afetados dentro do outro modelo proposto. Por isso, o papel da juventude em contribuir nas ações para levar o debate a toda população, com ações, agitação e propaganda”, defendeu.

“A mídia bate forte, apresenta o Chávez como inimigo do Brasil, e precisamos dizer à população que a vitória dele é também uma vitoria do povo brasileiro”, propôs Ismael Cardoso, da União da Juventude Socialista (UJS).

Veja o vídeo do lançamento da campanha
 



--

 


1.1.1 sem nome 5 KB
_______________________________________________
Cartaoberro mailing list
Cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.br
http://serverlinux.revistaoberro.com.br/mailman/listinfo/cartaoberro

Palavras-chave: Brasil, Chaves, Manifesto, Venezuela

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Política | 0 comentário

julho 20, 2012

user icon

Pessoal,

Vendo minha cama e colchão, ambos de solteiro

- colchao de mola probel (molejo multilastic) => R$ 450,00 (um novo sai por R$ 920,00 aprox.)

- cama em madeira branca, com cabeceira vazada  => R$ 250,00

- ambos de muito boa qualidade e em ótimo estado

- contato: talitha.borges@usp.br

Palavras-chave: cama, colchão, venda

Postado por Talitha Viegas Borges em Anúncios: aluguel, serviços, compra, venda e troca | 0 comentário

junho 25, 2012

user icon

Olá, pessoal! Preciso entregar meu apartamento e estou vendendo meu móveis, com urgência!!! Segue a lista:

- armário com 6 portas e 4 gavetas, amadeirado e de cor clara (creme). Está novo, não tem nem um ano de uso! Vendo por R$200,00

- mesa de madeira, 4 apoios, cor marrom escuro. Boa qualidade. Vendo por R$100,00

- cama de solteiro com bicama, de madeira clara. Vendo por R$100,00

Interessados por favor mandar email para schneeeider@gmail.com. Podemos negociar.

Atenciosamente,

Jéssica Schneider

Palavras-chave: móveis, usados, venda

Este post é Domínio Público.

Postado por Jessica Schneider Bruno em Anúncios: aluguel, serviços, compra, venda e troca | 0 comentário

junho 17, 2012

user icon

 

o sonho americano (George Carlin)

 

{{video:}}http://www.youtube.com/watch?v=tDgX4wvELiU


Palavras-chave: George Carlin, sonho americano

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Política | 0 comentário

junho 13, 2012

user icon

Ranking coloca USP como melhor universidade da América Latina; veja top 1040

Rafael Targino

Do UOL, em São Paulo

A USP (Universidade de São Paulo) lidera a lista das melhores universidades latino-americanas, segundo novo ranking publicado nesta quarta-feira (13) pela instituição britânica QS (Quacquarelli Symonds). A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que subiu da 19ª posição em 2011 para a 8ª neste ano, completam a lista das brasileiras no top 10.

 

 

Conheça as 10 melhores universidades latino-americanas segundo o ranking da QS

O Brasil é o país com o maior número de universidades ranqueadas na lista: são 65 instituições entre as 250 melhores.

TOP 10 UNIVERSIDADES LATINO-AMERICANAS

Posição/2012 Instituição País Posição/2011

1 USP (Universidade de São Paulo) Brasil 1

2 Pontificia Universidad Católica de Chile Chile 2

3 Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Brasil 3

4 Universidad de Chile Chile 4

5 Unam (Universidad Nacional Autónoma de México) México 5

6 Universidad de Los Andes Colombia Colômbia 6

7 Itesm (Tecnológico de Monterrey) México 7

8 UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Brasil 19

9 Universidad de Concepción Chile 12

10 Usach (Universidad de Santiago de Chile) Chile 21

Fonte: QS (Quacquarelli Symonds)

Segundo a QS, foram entrevistados, em todo o continente, mais de 14 mil acadêmicos, assim como 11 mil empregadores. Os rankings levam em conta pesquisa, ensino, empregabilidade de internacionalização.

 

De acordo com o instituto, a forte presença brasileira é causada por um “esforço nacional” para aumentar o acesso ao ensino superior –o que seria demonstrado pelo fato de as matrículas terem sido triplicadas na última década – e incentivo a pesquisas acadêmicas.

TOP 10 UNIVERSIDADES - BRASIL

Posição 2012

Brasil Posição 2012

Am. Latina Instituição Posição 2011

Am. Latina

1 1 USP (Universidade de São Paulo) 1

2 3 Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) 3

3 8 UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) 19

4 13 UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) 10

5 14 UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) 14

6 15 Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) 31

7 17 Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) 16

8 18 PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) 15

9 25 UnB (Universidade de Brasília) 11

10 28 PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) 37

Fonte: QS (Quacquarelli Symonds)

 

http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/06/13/ranking-coloca-usp-

 

Palavras-chave: Posição, Quacquarelli Symonds, Ranking, USP

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Política | 0 comentário

junho 09, 2012

user icon

Revista "Isto é":

"

Investimento estatal salva até os ricos

Crise coloca em xeque o liberalismo econômico e mostra o Estado como o principal indutor do crescimento nos EUA e na Europa

Por Fabíola Perez"

Reportagem completa:

 

Palavras-chave: Capitalismo, Crise, Estado, investimento, Leberalismo

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Política | 0 comentário

junho 05, 2012

user icon
Postado por Equipe Stoa

Hoje, dia 5 de junho poucos minutos após meia-noite, a rede da USP e os seus serviços principais estão passando por dificuldades. Entre outros serviços, o Moodle do Stoa está indisponível. 

Divulgaremos aqui notícias assim que ficarão disponíveis.

Atualizado 9h27 05/05: Veja uma notícia do CCE.

Este post é Domínio Público.

Postado por Equipe Stoa | 0 comentário

maio 30, 2012

user icon
7. Lições do melhor professor que conheci, artigo de Roberto Leal Lobo
 
Roberto Leal Lobo e Silva Filho é professor titular aposentado do Instituto de Física de São Carlos da USP, presidente do Instituto Lobo e foi reitor da USP. Artigo publicado na Folha de São Paulo de hoje (29).

Aos 75 anos, morreu na semana passada, vítima de uma parada cardíaca, Almir Massambani, docente de física desde 1962 na USP de São Carlos. Seu nome é pouco conhecido, a não ser por seus ex-alunos.

 

Almir foi um professor de verdade. Não era um cientista, fez um doutoramento porque a USP exigiu, mas o que ele gostava mesmo de fazer era de ensinar, conviver e amar seus estudantes. E era amado por eles. Fazia questão que seus alunos aprendessem o que estava ensinando.

 

Era professor por excelência, pois o que o motivava e preocupava era o sucesso do aluno, não o seu próprio - figura rara nas universidades de hoje, pois o bom docente que não pesquisa tem pouquíssimos mecanismos de valorização e promoção.

 

Formar bem profissionais e novas lideranças pode exigir produção, aplicação e divulgação de novos conhecimentos, mas para ensinar bem é preciso vocação e preparo específico. Caso contrário, essas instituições não deveriam ser universidades, mas centros de pesquisa.

 

O que mais vejo nos meus estudos sobre evasão no ensino superior: a pouca atenção que se dá ao aluno ingressante é uma das maiores causas do abandono de cursos, como já provou Vincent Tinto, o maior especialista do mundo no assunto.

 

O que vemos mais é a nostalgia - por vezes revoltada - que os docentes demonstram com a qualidade dos alunos que recebem quando comparada à de épocas passadas. Isso é um fato na maioria dos lugares, mas temos que lidar com os alunos como eles são, buscando formas de fazer com que acompanhem o curso.

 

Como eu sou natural do Rio (e Almir também era), sempre comentávamos que "jacaré" se pega no início da onda. No ensino, não é diferente. Se o aluno não pega a "onda" nos primeiros meses de aula, a onda passa e ele fica - ou seja, não acompanha a disciplina, é reprovado e, muitas vezes, desiste do curso. Uma perda para ele, para a instituição e para a sociedade como um todo, pois o País fica mais pobre!

 

Almir aplicou esse princípio ao enfrentar uma turma problemática no primeiro ano do nosso Instituto de Física de São Carlos. Sentou-se com a turma e quis entender qual seria o ponto correto de partida - não aquele que está nos livros, mas aquele que a turma poderia acompanhar. Explicou o que precisariam saber para poder iniciar a disciplina, orientou a cada um para cobrir as lacunas por um mês e, a partir daí, iniciou o curso propriamente dito. Sucesso absoluto, reprovação baixíssima.

 

Hoje, o querido Almir seria o que se chama "coach", figura tão valorizada nos processos de formação intelectual, artística ou esportiva. Quando elogiado, perguntava: "Não é obrigação do professor fazer o aluno aprender?" Esse era o Almir. Um grande professor, o melhor que conheci. E um grande amigo.

 

* A equipe do Jornal da Ciência esclarece que o conteúdo e opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião do jornal.

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=82608

Palavras-chave: Almir Massambani, Educação, Ensino

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Política | 0 comentário

maio 25, 2012

user icon

Muitas pessoas se cadastram no Stoa porque querem participar de um ambiente de apoio a uma disciplina no Moodle do Stoa. Para alguns, o "Stoa" é sinônimo do Moodle do Stoa. Mas na verdade o projeto Stoa consiste de 3 serviços diferente:  a rede social no endereço stoa.usp.br ("espaços para indivíduos"), o Moodle do Stoa no endereço disciplinas.stoa.usp.br e os documentos colaborativos em wiki.stoa.usp.br.

Para poder participar no Moodle do Stoa é preciso se cadastrar no Stoa. Mas algumas pessoas não querem um perfil no Stoa, a rede social. Talvez eles já tem uma presença na Web e não querem diluir esta presença com mais um perfil na Web.

Para estas pessoas temos (já desde 2009) uma funcionalidade de redirecionamento que permite apontar onde encaminhar pessoas que acessem o endereço http://stoa.usp.br/fulanodetal

Para configurar isto, basta entrar nas configurações da conta e clicar na aba "Moderação"

Lá, pode escolher de esconder o seu perfil completamente (para quem é "de fora" e não logado no Stoa) e além disto, pode escolher um outro endereço na Web:

O Stoa pretende oferecer um "espaço na Web" para criar parte da sua identidade institucional. Mas não seria apropriado forçar membros da nossa comunidade usar esta possibilidade, só porque precisam participar de outros serviços que o Stoa oferece. As iniciativas de TI na instituição sempre devem ir no sentido de um maior autonomia e controle sobre os seus dados para os seus membros.

Palavras-chave: autonomia, http 302, redirecionamento, stoa

Postado por Ewout ter Haar em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 2 usuários votaram. 2 votos | 0 comentário

<< Anterior