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Stoa :: Priscila Frohmut Fonseca :: Blog :: Saúde e Meio Ambiente

Agosto 19, 2010

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Fiz alguns exames médicos e... descobri que tenho gastrite.

O médico que eu consultei, o Dr. Rachid Bou Assi, me passou algumas orientações úteis para tratar e prevenir problemas no estômago.

 

Dez mandamentos para viver em paz com seu estômago

1. Nunca tome nenhum medicamento sem orientação de seu médico. Os remédios que existem hoje me dia são muito potentes contra os sintomas e podem "mascará-los", retardando o diagnóstico de doenças mais graves, como o próprio câncer. Cuidado com os remédios para dor, os antigripais e outros à base de ácido acetilsalicílico (Aspirina ou AAS), além dos antiinflamatórios, principalmente aqueles conhecidos como não-específicos. Eles são uma das principais causas de problemsa digestivos.

2. Bom-senso. A principal regra é evitar aquilo que você sabe que te faz mal e dar preferência aos alimentos que não costumam produzir sintomas. Você não precisa passar fome para fazer uma dieta. Nem deve comer até estufar. O segredo é comer certo.

3. Faça suas refeições (café-da-manhã, almoço e jantar) nos horários corretos, em ambiente calmo, mastigando bem os alimentos. Não tenha pressa, pois, cá entre nós, 10 minutos a mais não vão fazer tanta diferença.

4. Não fique muito tempo em jejum. Se você sabe que vai ficar mais de quatro horas sem comer, faça um lanchinho leve. Uma fruta à tarde sempre vai bem.

5. Deitar depois das refeições é a pior coisa que você pode fazer. Você deve aguardar um intervalo de no mínimo 90 minutos entre a última refeição e o sono (isso vale também para o cochilo depois do almoço).

6. Frutas, verduras e legumes, preparados da maneira que você mais gostar, sempre fazem bem. Dê preferência a essses alimentos em vez daqueles gordurosos ou muito condimentados (principalmente com execesso de alho, cebola, pimentão, etc).

7. O leite alivia a queimação de alguns pacientes, mas, por conter muito cálcio e proteínas que estimulam a secreção ácida do estômago, é recomendado apenas um copo, uma a duas vezes ao dia, preferencialmente no período diurno. Procure evitar aquele "leitinho antes de dormir".

8. Cigarro, nem pensar. O fumo está relacionado a problemas que podem acontecer com seu estômago, como, por exmplo, retardar a cicatrização de uma úlcera, além de provocar azia.

9. Bebidas alcóolicas devem ser tomadas com moderação e nunca em jejum. Dê uma "forrada" no estômago antes de qualquer bebida. Refrigerante e outras bebidas gasosas também devem ser tomadas com moderação, pois o gás distende a parede do estômago, provocando sensação de estufamento e  estimulando também a secreção ácida.

10. Um cafezinho depois do almoço ou do jantar não causam problemas. O que não pode é "tomar um dedinho de café" o tempo todo. Atenção! O que vale para o café (mesmo o descafeinado) vale também para os chás.

 

Esse texto foi extraído de um folheto produzido pela AstraZeneca

www.astrazeneca.com

Palavras-chave: astrazeneca, digestao, dor, estomago, gastrite, mandamentos, prevenção, prevenir, problema, saudavel, saude, Saúde e Meio Ambiente, tratamento, tratar

Este post é Domínio Público.

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 0 comentário

Abril 20, 2010

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Em novembro do ano passado (2009) a revista Planeta publicou um artigo muito interessante, intitulado "Mais cruzamentos, menos transgênicos".

Revista Planeta, edição 446, novembro de 2009, seção Ambiente

link: http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/446/artigo158611-1.htm

Apesar do título, esse artigo não é uma apologia de ecologistas que falam dos defeitos e problemas dos transgênicos, mas sim do uso do estudo de genoma das plantas para outro uso: o cruzamento.

Pela técnica chamada de "marker-assisted breeding", após a seleção das plantas com os "melhores genes" - como, por exemplo, plantas com resistência natural a um tipo de praga específica - é utilizado um produto nas plantações que marca as plantas que possuem os genes desejados. Após isso, é realizado o cruzamento entre as plantas "melhores", sem transgenia, o que seria um "seleção artificial" entre as plantas, onde as melhores são selecionadas pelos humanos - em oposição à "seleção natural".

Caso o link acima dê problemas para você, ou você não gostar do tamanho das letras da página, etc. você pode acessar o texto aqui:

http://stoa.usp.br/briannaloch/files/  no fim da página, para download,

ou você pode acessar a versão pdf do texto do artigo aqui:

http://stoa.usp.br/briannaloch/files/-1/12619/Mais+cruzamentos+menos+transgenicos.pdf

Este post é Domínio Público.

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 0 comentário

Abril 15, 2010

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Este mês estou inaugurando duas novas categorias de blog:

a categoria Espiritualidade

http://stoa.usp.br/briannaloch/weblog/category/Espiritualidade

e a categoria Saúde e Meio Ambiente

http://stoa.usp.br/briannaloch/weblog/category/Sa%C3%BAde+e+Meio+Ambiente

Ambas as categorias já contém, cada uma, uma discussão sobre seus temas.

Abaixo, destaco alguns pontos a ser considerados ao discutir esses temas no meu blogue.

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Sobre a categoria Espiritualidade:

  • Não tenho a intenção de discutir se existe(m) religião(ões) melhor(es) ou pior(es) que outras; esse tipo de argumento não é bem-vindo
  • Não vou tentar convencer os ateus de que estão "condenados a sofrer" por serem ateus; minha crença em reencarnação não permite que eu os condene por essa postura; mas também não quero os ateus me atacando
  • Não vou discutir com pessoas que queiram me converter, que digam que minhas idéias e conceitos religiosos são "heresia", "blasfemia", etc. ou que eu vou ser "condenada eternamente" pela minha opção e opinião religiosa

**************

Sobre a categoria Saúde e Meio Ambiente:

  • Quero discutir coisas que sejam de interesse de muita gente; discutir conceitos econômicos não está valendo nesse assunto
  • Vou falar de saúde com foco em alimentação; dizer que minha saúde vai melhorar se eu virar vegetariana não vai ajudar na discussão (embora eu não ache que os vegetarianos deixem de ser saudáveis, pra mim isso deve ser discutido com nutricionistas e médicos)
  • Saúde e Meio Ambiente estão na mesma categoria de blog pois são temas que, na minha opinião, se interrelacionam em vários pontos

***************

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 0 comentário

Dezembro 19, 2007

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Pra quem achou o título da poastagem um tanto estranho, já deixo claro que não me enganei: a idéia que quero transmitir com essa postagem é exatamente essa, por mais estranho que possa parecer.

Remédios, drogas, venenos

Como muitos já devem ter ouvido antes, "o que diferencia o remédio do veneno é a dose". Por isso mesmo, eu já não consigo fazer uma distinção clara entre essas três coisas mas que, pra muitos, são completamente diferentes.

Convivendo com tantas pessoas que usam comprimidos e pílulas pra "resolver" todos os problemas que aparecem pela frente, num contexto onde se perpetua a cultura da automedicação e se chega ao ponto de fazer diferenciação entre a "hipocondria comum/de hábito" e a "hipocondria patológica", cada vez mais eu ouço dizerem que eu sou doida. Sou doida mesmo... se abominar o fato de tantos considerarem natural o hábito de se ter uma "farmacinha" montada no armário de casa enquanto uma alimentação equilibrada é colocada em segundo plano é maluquice, eu admito: sou doida.

Durante anos tomando um monte remédios por indicação dos meus pais, além dos receitados por médicos, nos últimos três anos andei observando meus pais mais atentamente e me dei conta que eles não passavam de duas pessoas hipocondríacas munidas de receituário - já que exercem profissão de cirurgiões dentistas em UBS's (Unidades Básicas de Saúde), sempre tinham algumas folhas de receituário guardadas em casa - e que, além de eu não precisar daquele monte de comprimidos que me ensinavam quando e como tomar, eles claramente mais me faziam mal do que bem. Quando vi que tomar um antitérmico tinha como conseqüência desencadear em mim graves crises de enxaqueca, e que os medicamentos de uso mais prolongado ou contínuo criavam em mim uma cadeia de intolerância ao mesmo tempo gradual e violenta, percebi que tinha alguma coisa muita errada nessa história toda, e comecei a buscar meios de me cuidar sem ter que engolir um só comprimido que fosse.

Vegetariana? Eu?

Depois de passar mais de um ano - já estando na faculdade - lidando com todo problema de saúde que me aparecia pela frente fugindo de remédios e estruturando a alimentação, consegui iniciar uma sistematização de tabelas alimentares de próprio punho que eram refeitas e reestruturadas a cada vez que eu tinha alguma alteração no meu estado de saúde. Cheguei ao ponto de, passando a greve inteira desse ano no campus - e não indo pra casa de um parente depois de alguns dias, ficando por lá até que ela acabasse - superar uma gripe forte combinada com sinusite com apenas 4 dias de reestruturação da alimentação e algumas doses extra de líquido e repouso. Uma situação que até 5 anos atrás eu nem imaginava que fosse possível de resolver sem a ajuda de aspirinas e antibióticos.

No fim das contas, quando passei as férias de meio de ano na casa da minha avó, vi que ela tinha vários pacotes de proteína de soja texturizada aromatizada no armário da cozinha, e reparei que ela misturava uma mais escura sabor carne no meio de carne moída - e o meu vô nem percebia isso, apesar dele saber o tempo todo que tinha proteína de soja no armário - e às vezes usava uma mais clara sabor frango par preparar o molho do macarrão que ela preparava com tomate fresco em lugar do extrato/polpa de tomate... o detalhe é que eu comia jurando que era frango que ela usava!

Resolvi pesquisar um pouco a respeito da soja e de alguns produtos integrais usados tanto pelo me avô quanto pela minha avó, e passei a pegar ainda mais no pé dos meus pais pra eles "se mancarem" e pra que deixassem de encarar com tanta frescura produtos desse gênero - os únicos derivados de soja que interessava eles eram o tofu e o shoyu, mas era apenas porque se tratava de um itens da culinária japonesa, e não pelo fato de serem derivados da soja. De qualquer forma, eu já sabia em parte as propriedades nutricionais e os benefícios da soja, e logo peguei gosto pela coisa.

No CRUSP, em fim-de-semana - quando não tem bandejão - eu tenho o hábito de combinar o preparo de refeições, ou com os companheiros de apê, ou com vizinhos que estiverem na área. Muitas vezes, preparei refeições completas em apenas uma panela, usando arroz integral, legumes e grãos de todo tipo que eu tivesse na mão, além de usar um pouco de soja em grão ou da proteína de soja texturizada recebida das mãos da minha vó. Depois de ter perdido a conta de quantas vezes eu ouvi as pessoas perguntando "Você é vegetariana?" tenho uma resposta já quase decorada, que deixo também aqui:

Se combinada com laticínios serve como substituta da carne, é mais fácil de guardar, dura muito tempo guardada no armário sem estragar, não precisa de geladeira antes de ser cozida, custa bem menos que carne - isso sem citar as propriedades nutricionais e até "terapêuticas" - eu não preciso ser vegetariana pra ter o hábito de comer soja e produtos derivados de soja... eu gosto, faz bem, eu como!

Alimentação funcional

Como ter atenção e cuidado com a alimentação nunca é demais, continuei cuidando de manter atualizadas minhas tabelas alimentares e não deixei de continuar pesquisando a fundo sobre como aperfeiçoar esses métodos, que eu usava pra continuar abrindo mão de medicamentos sem traumas nem arrependimentos, muito menos remorso. Até que um dia me dei conta que tudo isso que eu já fazia é uma coisa que não era simplesmente uma "invencionice maluca" da minha cabeça e que fazia muito mais sentido e importância do que imaginava; descobri inclusive que essa sistematização toda até tinha um nome, e que já tinha sido publlicada recentemente em livro por um médico: ALIMENTAÇÃO FUNCIONAL.

Até o ponto que eu cheguei na minha pesquisa a respeito, os princípios que foram divulgados pelo médico endocrinologista Jair Tadeu G. De Oliveira em um livro publicado em 2006 pela editora Claridade intitulado "Alimentação Funcional: Prolongando a Vida, com Saúde" são mais ou menos os mesmos que eu já seguia antes de ter contato com o livro dele. De acordo com com as propriedades nutricionais que envolvem desde as vitaminas e minerais até antioxidantes específicos e fitoesteróis (hormônios vegetais), se faz o balanceamento da dieta alimentar visando não apenas valores calóricos em comparação com o valor nutricional, mas também o fato de que determinados alimentos em dado contexto também tem relevância por seu valor nutracêutico (ao mesmo tempo, nutricional e terapêutico), e alguns alimentos tem um potencial nutracêutico imenso em comparação com tantos outros que fazem parte da rotina alimentar. No livro, os esquemas de tabelas nutricionais e valores incluem não apenas os alimentos vegetais, mas também os alimentos de origem animal, incluindo também alguns pequenos apontamentos voltados para os vegetarianos. E entre os alimentos de alto potencial nutracêutico, uma coisa ficou muito clara: em valores quantitativos de variedade, a soja está no topo da lista dos nutracêuticos mais relevantes.

Concluindo esse rodeio todo: sou doida mesmo, não tomo remédios de nenhum tipo e balanceio por conta própria minha dieta alimentar. O próprio Hipócrates destacou que "Do teu alimento farás a tua medicina". Tem sempre médicos reafirmando que isso funciona, e escrevendo porque e como fazer isso. Tudo isso sem ser vegana nem vegetariana, e sustentando o hábito de comer soja. Preciso explicar mais?

Palavras-chave: alimentação, alimentação funcional, alimentos, alimentos funcionais, benefícios, derivados, dieta, dieta equilibrada, equlíbrio, medicamentos, miscelânea, nutracêutica, nutracêutico, nutracêuticos, nutrição, remédio, remédios, saúde, Saúde e Meio Ambiente, soja

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Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 1 usuário votou. 1 voto | 5 comentários