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Stoa :: Priscila Frohmut Fonseca :: Blog :: Prosa

Janeiro 24, 2009

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Pra quem quiser dar uma olhada, deixo aqui um link do meu espaço no Blogger onde eu estou postando apenas as minhas criações, sem misturar outras coisas. Lá estão todas as poesias e ensaios (por enquanto é pouco, estou meio parada ultimamente).

http://frohmutbriannaloch.blogspot.com

Palavras-chave: blog, blogue, criação literária, literatura, poesia, prosa, textos

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 0 comentário

Outubro 20, 2007

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Algum grande problema existe. Alguma confusão muito grande aconteceu. Tem alguma coisa que está muito errada. Tem algo que está realmente fora do lugar. A incerteza não quer mais dar mais nenhum espaço para as certezas.

A verdade não tem mais força. As verdades perderam o sentido. A sinceridade perdeu toda a sua razão de ser. Mentir parece ter mais significado. As mentiras parecem fazer mais sentido. A mentira parece ser mais compreensível e aceitável. Eu já não entendo mais nada. Já não sei como me fazer entender. Não sei mais quando falar ou não, como falar ou não, o que falar ou não. O óbvio perdeu a lógica. A lógica nunca mais foi, nunca mais será óbvia, não é mais pressuposta, deixou de ser subentendida.

Eu não tenho pressa, mas também não sei mais esperar. Não sei o que fazer, mas também não consigo refletir e premeditar o que fazer. Não consigo ficar parada, mas também não sei em que direção ir. Estou em constante dúvida, e ao mesmo tempo minha mente está em branco, com um imenso e desesperador vazio. Quero reagir, mas não me arrisco a agir em falso.

Quando eu quis parar e refletir, todos preferiam agir pra repensar depois. Quando eu quis agir, todos acharam que era necessário mais algumas horas pensando. Quando eu ouvi e compreendi, repetiram e insistiam várias vezes, mas quando eu não ouvi, ninguém quis pensar em porque eu não entendi. Contrariei em guardar o que queriam expor, tentaram esconder tudo aquilo que eu quis mostrar. Teimei em não concordar e aceitar passiva e integralmente o que ainda desconhecia, e insistiram em tentar me convencer que eram verdades as mentiras que eu já conhecia bem. A latente polarização e o constante avesso estão começando a me cansar.

Eu não consigo entender o porquê de mentir sobre o que você nunca concordou nem aceitou. Ninguém quis entender porquê eu não consegui mentir enquanto mentiam pra mim. Não consigo entender porque tantos tacharam a minha sinceridade de mentira, e depois que menti acharam que enfim fui sincera. Não entendo como as outras pessoas conseguem encontrar na falsidade uma realidade mais plausível e verdadeira do que na sinceridade. Tamanha constância na contrariedade também está me cansando.

Eu me sinto errada. Sinto o mundo que me rodeia como errado. Não sei se sou uma cotia, um quati, um guaxinim, uma onça, uma jaguatirica... parece que sou uma pessoa por fora, um ser humano, porém por dentro sendo qualquer outro tipo de bicho, algum outro animal que haveria de ter nascido desprovido do dom da fala e de cordas vocais.

(Cidade Universitária, São Paulo, Outubro de 2007)

Palavras-chave: avesso, bicho, certeza, certezas, consciência, consciencia, contrariedade, crônica, falsidade, Fonseca, Frohmut, incerteza, latente, lógica, mentir, mentiras, plausível, polarização, premeditar, Priscila Frohmut, prosa, reação, reagir, realidade, refletir, sentido, significado, sinceridade, teimosia, texto, verdades, viajando nas idéias

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 0 comentário

Setembro 18, 2007

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As idéias não surgem da escuridão do nada. É preciso uma faísca, porque no vácuo do pensamento não se cria aquilo que pode se transformar, se remoldar, se adaptar e se balançar nos socos e pontapés da vida na psique pra depois se firmar reerguido e mais forte.

Não somos inferiores, porque ninguém que é necessariamente vivo é superior. O inferior é o que pensa ao mesmo tempo que são muitos os iguais a si mesmo, e que tantos outros que são diferentes são inferiores e precisam de sua orientação de sábio líder para um dia serem iguais ou parecidos consigo.

Experiência - dos muitos anos passados - não é sinônimo de sabedoria, nem causa essencialmente necessária, nem parte inseparável, inerente. A sabedoria não vem da simples passagem dos anos ao nosso redor, porque ver as mudanças sem fazer parte delas, sem se readaptar com elas é ficar parado enquanto o mundo corre e te atropela. A sabedoria real exige que nada seja definitivo, julgado e concluído de uma vez por todas; necessita de visão aberta ao mundo, aos fatos, e às idéias o tempo todo, sendo que a própria Ciência que traz o conhecimento e o avanço, com suas idéias bem formuladas, exige a possibilidade de ter suas idéias revistas, repensadas, permitindo ser adaptada, reformulada e até mesmo derrubada por novas idéias que contradizem aquela anterior.

O conhecimento não está nos livros ou no que alguém disse mas você não viu e nem achou por si mesmo. O que traz o conhecimento é receber informação, absorver o que recebeu sem engolir tudo a seco de olhos fechados ou tapando o nariz pra disfarçar a dúvida. Ter o conhecimento é juntar o que você viu, leu, ouviu, de uma vez só, analisar e ainda acrescentar, mostrar que você é vivo e tem suas próprias idéias.

A vida não está no sangue que corre nas veias, não está na comida que você digere e não está no que os outros falam pra você. As idéias em transformação e reconsideração constante mantém vivo o pensamento. A mente que formou, julgou e se permitiu concluir seu pensamento como definitivo morre. E o corpo sem mente não tem mais vida, se destrói, se corrói, se desfaz e desaparece no turbilhão do tempo em renovação.

(Trem Expresso Leste da CPTM, São Paulo, Setembro de 2006)

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 0 comentário

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Quem tem certeza de que existe o deus que é homem, ou é mulher, ou que são dois, ou dezenas, ou um só, ou milhares?

Que certeza você tem de que por aqui ainda vão se passar milhões de anos, ou centenas, ou que esse é o último ano de toda a existência em absoluto?

O poeta Horácio era mesmo um maluco, ah se era! Imagina, pra quê? pra quê correr contra o tempo, como se tivesse um machado acima da cabeça, que pudesse te dar fim a qualquer momento? Tem que ser muito maluco pra pensar assim... mas ser poeta não é ser um pensador maluco?

Que certeza você tem do amanhã?

Que certeza você tinha ontem sobre o seu hoje?

O que te garante que o seu hoje tem um amanhã?

O hoje pode ser o seu ontem. E o seu amanhã pode ser hoje! O quê te garante a verdade?

Você diz que tem certeza que um dia tudo vai melhorar.

Você, ah é! você diz que com certeza vai ter jeito na semana que vem, no mês que vem, no ano que vem talvez... A única certeza pra mim, pra você, pra todos, é a morte!

O quê você fez como o seu ontem?

O que você está fazendo com o seu hoje?

Você tem grandes planos para o futuro?

O quê te garante quando vai acabar o quê ainda não acabou? Quem pode dizer o tempo do fim, ou o fim do tempo?

O seu amanhã é hoje, porque pra você pode não ter amanhã.

O seu hoje é ontem, porque você ainda não se mexeu.

Por que você está aí sentado? Está ganhando o quê parado? O quê você ganha esperando?

Por que você não sai do seu cantinho confortável pra fazer alguma coisa?

Enquanto você fica parado esperando o futuro chegar, o futuro chegou e já se desfez! Enquanto você ficou estacionado o tempo te ultrapassou e o mundo correu e te atropelou!

Aproveita o aqui e o agora, deixa o futuro pro sonhador que não vê o tempo passando e que acha que o melhor vai chegar no amanhã que não se sabe quando vai ser!

Não espere uma outra pessoa o que você podia, bem que podia fazer hoje!

Porque tudo nasce para a morte; o que vive parado, aquele que agora vive parado já está morto, e o que viveu parado morreu sem existir!

(Trem Expresso Leste da CPTM, São Paulo, Novembro de 2006)

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 0 comentário

Setembro 17, 2007

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Trabalhar no anonimato é um dos grandes privilégios a se ter na vida... Quase ninguém te vê fazer, poucos sabem que você faz, todo mundo vê os resultados e a informação é repassada e compartilhada pelas pessoas sem barreiras nem restrições.

Nos momentos em que o anonimato não é permitido, lançar mão da pseudonímia é um pequenino esforço a mais para que esse ciclo de transmissão de informação não seja quebrado. A partir daí, o pseudônimo já não serve como uma imagem de esconderijo, mas sim como uma ferramenta utilitária.

Sendo uma ferramenta, independente do fato do pseudônimo ser efêmero ou se tornar forte, resistindo ou não ao tempo, o referencial permanece, e se mantêm latente; assim, o ciclo se manteve e se perpetuou, e a ferramenta foi útil em cumprir o seu papel.

(Sala Pró-aluno do CCE, Cidade Universitária - São Paulo, Setembro de 2007)

Palavras-chave: anonimato, compartilhamento de informação, ferramenta, Fonseca, Frohmut, Priscila Frohmut, prosa, pseudonímia, pseudônimo, texto, trabalho, viagem nas idéias, viajando nas idéias

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 5 comentários

Setembro 12, 2007

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Liberdade, sonho e esperança


Quisera eu dizer que o mundo é livre. Quisera eu dizer que meu país é livre. Quisera eu dizer que as pessoas são livres. E que o mundo está repleto de sonhos. E as mentes encharcadas de esperança.

 

O mundo depende de uma moeda e de uma economia de um país que faz crescer a guerra, que faz crescer o medo, que aumenta o sofrimento e o desespero de quem tem medo da guerra, que assim perde a esperança, que assim aceita a guerra e se atira a ela e a empurra para que tudo lhe acabe de uma vez; e assim também cresce o ódio a alimentar a guerra, que faz com que mais gente tema, mais gente sofra, mais gente se desespere, mais gente se atire à guerra. Um ciclo fechado em si, sem começo e fim e que se espalha, tirando mais esperança daquele que tem fome, daquele que trabalha como um escravo que não tem como manter a si e à família dignamente, daquele que é criança e perde a infância a trabalhar, daquele que vive na rua sem lar certo, daquele que mortalmente adoece e não tem condições de curar-se ou aliviar seu sofrimento: daqueles que têm de ver o dinheiro que devia ser seu a alimentar a economia e a moeda de um país que com sua moeda alimenta por sua vez a guerra...

 

Mas enfim há quem veja a natureza do vício desse ciclo e volte a energia de sua revolta para atacar a origem da guerra sem fazer mais guerra. Há quem veja que sonhar não é errado, e por isso mantém sua esperança até seu último fio de vida, sonhando em enfim ver seu mundo livre.


(Diário de Suzano, 9º Concurso de Crônicas e Contos Teen do DS Escola, 2004)

 

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 0 comentário