Minha Nuvem de Tags

 

                

Estatísticas da Página

 

Minha página no Mixpod

 

Minha página no 4Shared

 

Btn_brn_122x44

Minha página no Scribd

 

 

Stoa :: Priscila Frohmut Fonseca :: Blog :: Histórico

Abril 2007

Abril 10, 2007

default user icon

jah cansei mta de gente por aih fazeno comentario absurdo sobre koisa que naum entende, lendo soh a 1/2 do txt e comentano 1/2 do q leu, leno td entendeno kze nada e falano 1 monte msm assim, falano koiza q num tem nada a vew com o assunto c o papo ou c o txt... E TUDO C BAZE NO Q AXA Q EH SOH PQ ALGUEM JAH DISSE ANTES!!! o pior eh q eu tow achano isso p/ aki tb

O SENSO COMUM EH UMA MERDA OU NUM EH ??? ME DIZ AIH !!!

logo logo eu vow kolokh aki uma cronica do Millor q se xama "O DIREITO AO FODA-SE", axo q ela tem td a vew c o q tah passano na minha kbeça agora... 

Palavras-chave: absurdos, asneiras, bitolação, revolta, senso comum, senso-comum

Este post é Domínio Público.

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 3 comentários

Abril 11, 2007

default user icon

O direito ao Foda-se

por Millôr Fernandes ou Pedro Ivo Resende*

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.

"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não''! E tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade ''Não, absolutamente não!'' O substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porranenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".

Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do ''foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.". Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!".

O direito ao ''foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.

Liberdade, igualdade, fraternidade e FODA-SE.

* Este texto é atribuido a Millôr Fernandes por várias fontes informais mas não sabemos nem onde, nem quando foi publicado. Recebemos recentemente um email contendo a seguinte informação:

> Fala galera!
>
> Beleza? Seguinte, minha amiga me passou o site de vocês e achei a idéia maneiríssima... estou pertinho de imprimir o adesivo pra tecla F do meu teclado.
>
> Agora, só um lance: o autor do "O Direito Ao Foda-Se" não é o Millôr Fernandes. Nem ele, nem o Arnaldo Jabor, nem o Veríssimo (porque já recebi esse mesmo texto creditado a eles)... e sim um cara daqui do Rio chamado Pedro Ivo Resende, que tinha uma coluna chamada "Loser" -- > publicada no finado E-Fanzine e no Cucaracha Zine -- e esse texto fazia parte dos contos dele, que são muito divertidos, diga-se de passagem :)
>
> Se puderem mudar lá, beleza. Senão, FODA-SE também! hehe :)

( fonte: http://www.bambuzau.com.br/teste/informe_04.htm )

ps: eu peguei isso na busca da internet mesmo, não recebi isso por e-mail...

Palavras-chave: atitude, consciência, contexto, crônica, direito, liberdade, ponto de vista, revolução, texto, textos, vocabulário

Este post é Domínio Público.

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 0 comentário

default user icon

Discussão X Contestação

A questão da liberdade de opinião e expressão é uma coisa muito séria de se discutir, sem dúvida, e por isso mesmo a banalização da questão acaba tornando a discussão e sua temática desmerecidas. É importante ressaltar o assunto em função da discussão, já que discutir/debater é possível pra qualquer pessoa com vontade de falar, com vontade de se manifestar, mas uma discussão precisa sempre vir a partir de uma reflexão individual colocada no conjunto, sobre o mesmo tópico, mas sem esquecer que contestar precisa de raciocínio e argumento, e não simplesmente do puro impulso de se opor e discordar - afinal, discordar é uma coisa fácil, assim como é mais facil dizer "não" do que expressar um posicionamento completo a uma pergunta que é feita.

Obviamente, opiniões unânimes não são discutidas: a questão é levantada, as pessoas ouvem e ao final apenas batem palmas. Como nada é uniforme, as opiniões das pessoas não são uniformes, as experiências vividas não são uniformes, os sentimentos não são uniformes e as personalidades não são uniformes - ainda bem que é assim!!!

E se a questão é a liberdade de expressão em si, a divergência completa entre os que discutem dão voltas e mais voltas sem chegar a lugar nenhum, e tendo como resultado nada além de irritação das partes envolvidas e muita dor de cabeça nos momentos seguintes.

Sempre lembrando que numa ditadura de opinião as vozes divergentes são caladas como um todo - do mesmo jeito que a ditadura militar torturou e matou ou exilou os indivíduos considerados como "revoltosos subversivos" que "representavam um perigo à sociedade" - e fora dela a voz fica mesmo que algumas manifestações se percam - como um caderno de recados que teve alguma(s) folha arrancada, ou uma lousa cheia de dizeres que teve alguns deles apagados por um ilustre desconhecido. Quanto ao que acontece nos "meios padrão" de comunicação do tipo tv e jornais, em relação à massa comunicativa da internet, isso é algo que ainda precisa de longas pesquisas da própria sociedade.

Alguns links relacionados ao assunto, sem relação direta com orgãos de governo:

Observatório do direito à comunicação

http://www.direitoacomunicacao.org.br

ONGs, MOVIMENTOS E ASSOCIAÇÕES LIGADAS AO CAMPO DA COMUNICAÇÃO

Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social
http://www.intervozes.org.br
FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

http://www.fndc.org.br
Indecs - Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura
http://www.indecs.org.br
ABCCOM- Associação Brasileira de Canais Comunitários
http://www.abccom.com.br/index.htm
CRIS-Brasil - Articulação Nacional pelo Direito à Comunicação
http://www.crisbrasil.org.br/apc-aa/cris/index.shtml
Projeto Cala-boca já morreu
http://www.cala-bocajamorreu.org
Centro de Mídia Independente
http://brasil.indymedia.org/
Comunicação, Cultura e Política
http://www.comcult.blogger.com.br/
Campanha Ética na TV - Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania
http://www.eticanatv.org.br
Portal de la Comunicación (Espanha)
http://www.portalcomunicacion.com/


ONGs, MOVIMENTOS E ASSOCIAÇÕES

ABONG - Associação Brasileira de ONGs

http://www.abong.org.br
Centro de Cultura Luis Freire
http://www.cclf.org.br
Fórum Nacional de Participação Popular
http://www.participacaopopular.org.br


OUTROS OBSERVATÓRIOS


Observatório da Imprensa
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/
Observatório da Comunicação - OBERCOM (Portugal)
http://www.obercom.pt/


IMPRENSA ESPECIALIZADA

TelaViva News
http://www.telaviva.com.br
Cultura e Mercado
http://www.culturaemercado.com.br
ComCiência
http://www.comciencia.br/comciencia/
Telesíntese
http://www.telesintese.com.br
Agência Carta Maior
http://www.cartamaior.com.br
Teletime
http://www.teletime.com.br
Informativo Sete Pontos
http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/

 

***

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição, Não-Comercial.

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 1 comentário

Abril 12, 2007

default user icon

Patrão Padrão

 

     I

 

Língua de padrão

poesia de padrão

pensamento de padrão

patronus – patrão – padrão

já cansei de poema patrão

construção de texto patrão no

papel virtual da tela

de um computador que passa

pr'o papel palpável que eu pego

do patrão da norma e regra

dita o texto a linguagem o

formato de amostra intelectual que

comanda uma academia.

Não sei se dá pra pôr

no poema o acadêmico

formado de padrão no

patrão de fonte monoespaçada

quebra de linha 1,5

margem 3x3x3x3

do texto morto de academia

que pronto vai pras gavetas

e não sai da boca de ninguém o texto

que não foi engavetado na cabeça

das pessoas que não conhecem

a gaveta

do arquivo.

 

     II

 

Colocar o perfeito patrão

na norma de um poema que

não é meio não é matéria

não é uma amostra grátis do

conhecimento da sociedade-humanidade

que de velha precisa

ter já uma herdeira

que não mate a mãe ela mesma

que ganhe o espaço da mãe

que permita chegar nova herdeira

de todo um mundo que não cabe

em poemas

que de tudo que existe

é amostra do pensamento.

 

      III

 

Tira o perfeito da gaveta

da ilusão da cabeça

que não sabe o que é perfeito

não sabe

ser perfeita

não conhece perfeição

que não existe.

De perfeito morreu

o socialismo de utopia

o milagre Americano

o metro de Homero

o Latim de Júlio César

de perfeito morreu Deus

e do que morre sobra

espectro do que poderia

ser talvez em ilusão

mas não é nem foi perfeito.

 

(Biblioteca Florestan Fernandes, FFLCH, Fevereiro de 2007)


Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 0 comentário

Abril 27, 2007

default user icon

com novas fotos e figuras

Nippon

(url: http://stoa.usp.br/briannaloch/files/123)

Postado por Priscila Frohmut Fonseca | 0 comentário