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Stoa :: Priscila Frohmut Fonseca :: Fórum

Autor Um teco da poesia de Bertold Brecht

Quem se defende

 

Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário. E agora não contente querem
privatizar o conhecimento, a sabedoria,
o pensamento, que só à humanidade pertence.

A corrente impetuosa é chamada de violenta
Mas o leito do rio que a contém
Ninguém chama de violento.
A tempestade que faz dobrar as betulas
É tida como violenta
E a tempestade que faz dobrar
Os dorsos dos operários na rua?


Quem se defende porque lhe tiram o ar
Ao lhe apertar a garganta, para este há um parágrafo
Que diz: ele agiu em legítima defesa. Mas
O mesmo parágrafo silencia
Quando vocês se defendem porque lhes tiram o pão.
E no entanto morre quem não come, e quem não come o suficiente
Morre lentamente. Durante os anos todos em que morre
Não lhe é permitido se defender.

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.

Bertold Brecht

***

texto colocado em complementação a essa duas postagens de fórum:

http://stoa.usp.br/reformas/weblog/2532.html

http://stoa.usp.br/reformas/weblog/4047.html

 

***

 

Caros amigos, shalom
Sou poeta e apaixonada por Bertold Brecht, rs
Não resisti e fiz essa pequena homenagem a ele,
que gostaria de compartilhar com você
Abraços e força sempre
 
 
ODE A BERT
In memorian de Bertolt Brecht


Nas orações angustiantes dos grandes homens,
a gélida solidão,
o tormento,
o grito inundado,
quase se afogando,
a tosse seca extraída do pulmão sem vigor,
o suor em cada tosse que aperta a garganta,
os esfíncteres intestinais antes do último instante,
antes do suave respirar.
Dorme Bert!
O quarto está cheio de arcanjos,
embalados pelo som dos campos de trigo,
pelas minhas lágrimas sobre seus poemas,
pela maravilhosa canção que nasce agora…
canção que nunca acaba, pois arcanjos tocam flauta para você.
Regina Rousseau


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