Stoa :: Ateus e Ateísmo :: Blog

outubro 14, 2012

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Postado por Narumi Abe

Aqui vai uma receita prontinha para criar um herói:

  • Faça os veículos de massa repetirem exaustivamente que a pessoa desejada é um herói;
  • Faça a associação do incauto com outros heróis reais ou fictícios;
  • Heróis geralmente tiveram a vida humilde e são modestos. Explore a infância e faça comentários generosos o tempo todo;
  • Coloque entrevistas de pessoas famosas elogiando o futuro herói.

 

Joaquim Barbosa é um juiz assim como tantos outros juizes. Mas recentemente ganhou notoriedade pois assumiu a relatoria do polêmico caso do mensalão. Mês que vem irá assumir o cargo de presidente do STF. 

 

 

É normal que o juiz apareça nos noticiários, pois o caso mensalão foi um grande escândalo. Mas o que não é normal, é idolatrar um homem que não está fazendo mais do que sua obrigação. TODO juiz deve fazer o que a lei manda. Apesar de existir a chance de interpretações dúbias, no geral o trabalho de juiz consiste em seguir uma receita de bolo. Portanto, nenhum juiz deveria receber atenção especial. Pra que desenterrar o passado do dito cujo? Não me importa se ele teve a infância dura ou se foi um playboy. Pouco me importa se ele conseguiu crescer por meios próprios. Ele é um juiz, não é um ator do arquivo confidencial do Faustão.

Falando nisso, até a última vez que eu vi, quem deveria decidir o que é justo ou não é a justiça. Quando foi que o papel de julgar inocência ou culpa passou para a imprensa? Então a mídia já decidiu quem são os vilões da história? Decisões não condenatórias sempre são frutos de corrupção e injustiça? É claro que o povo se revolta quando tudo termina em pizza. Mas parabenizar um juiz por uma decisão simplesmente é absurdo. Isso acaba influenciando no veredito do juiz, afinal ele é apenas um homem sujeito a falhas e a vaidade. Inocente até que se prove o contrário, lembra?

Enquanto isso, caça as bruxas e panis et circenses continuam existindo. A imprensa que sofreu com a ditadura, deveria ter o papel informativo. Infelizmente, os militares se foram, mas o papel manipulativo só trocou de dono. 

Bom faça a sua parte e não compartilhe tudo o que vê no Facebook. ;)

 

 

 

Postado por Narumi Abe | 1 comentário

setembro 07, 2012

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Postado por Narumi Abe

 

Tudo começou com a banda Walk off the Earth fazendo um cover da música Somebody That I used To Know do cantor Gotye usando apenas um violão.

Aconteceu que o cover fez tanto sucesso que mereceu até uma paródia muito engraçada do Key of Awesome:

 

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julho 29, 2012

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Postado por Luciana Santos

“Como a linguagem não é neutra, serve a quem faz uso dela, as perguntas também podem ser manipuladas. É da jornalista americana Cynthia Crossen o exemplo que segue: “um jovem monge foi advertido severamente por seu superior quando perguntou se poderia fumar enquanto rezava. Faça a pergunta diferente, sugeriu um amigo. Pergunte se você pode rezar enquanto fuma.”

Alberto Carlos Almeida, Como são feitas as pesquisas eleitorais e de opinião.

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maio 06, 2012

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Postado por Narumi Abe

 

Durante a idade medieval, o povo da Inglaterra passava fome. Faltava comida em cada vilarejo. Embora houvesse batatas crescendo por toda a parte, elas não eram consumidas pois eram consideradas alimentos sujos e eram destinadas somente para alimentação dos porcos. O Rei teve uma brilhante ideia. Espalhou boatos de que a batata era consumida pela nobreza e ordenou que soldados  montassem guarda em um jardim para proteger as “batatas reais”. A ideia deu certo até demais. O povo começou a comer batatas, mas houve uma revolta. O jardim das batatas foi invado e o rei decapitado. Provavelmente essa história seja falsa. Há versões que contam essa história como sendo com Luis XVI na França ou com Frederick II da Prússia. Embora essa história seja falsa, existem outras histórias fascinantes envolvendo comida que realmente aconteceram.

- Soy muy atraente

Vocês já pararam pra imaginar o quanto a história da humanidade está ligada de algum modo com a história da comida?  A busca por comida provavelmente levou a migração dos homens pré-históricos por todos os continentes. Levou Colombo a descobrir as Américas, em busca de uma nova rota para as Índias para o simples transporte de especiarias. E quem nunca ouviu falar dos vomitódromos romanos nos quais os ricos vomitavam para continuar comendo para demonstrar riqueza? (Nos futuro descrito pelo livro dos Jogos Vorazes isso também acontece). Até cientistas da NASA investem algum esforço em técnicas de conservação da validade e do sabor dos alimentos no espaço e que mais tarde são usadas aqui na Terra.

Você consegue pensar em um prato mais italiano que o espaguete? O espaguete é um exemplo de globalização nos tempos antigos. O macarrão foi levado para a Itália da China pelo navegador Marco Polo e o tomate da América do Sul. Talvez as aulas de histórias fossem mais fáceis de lembrar e mais interessantes se os professores incluíssem causos, como os causos culinários. Aqui vai duas histórias escolhidas ao acaso.

Tempura

Quem consome comida japonesa já deve ter experimentado o tempura. O tempura é um bolinho frito, geralmente de algum vegetal. Pouca gente sabe que tanto a receita quanto o nome tem influência portuguesa. Durante a época das grandes navegações, portugueses mantinham bastante contato com o Japão. Neste período, os jesuítas faziam uma penitencia durante a quaresma (ad tempora quadragesimae) e não comiam carne e fritavam os legumes ou alguns frutos do mar. Logo o prato se popularizou entre os habitantes locais e a moda pegou.

Os pobres jesuítas eram obrigados a se penitenciar comendo isso

Uma Senhora Geladeira

Outro dia, procurando na Internet uma receita de Faloodeh (sobremesa gelada feita com vermicelli e sucos), descobri algo interessante. A iguaria existia na Pérsia há mais de 400 A.C. para refrescar a realeza nos dias quentes de verão. Mas como é que pode existir alguma sobremesa gelada no deserto a mais de dois mil anos? Os chineses tomavam algo parecido com o sorvete nos tempos remotos, mas eles tinham neve. E no deserto, como os persas (iranianos e paquistaneses mais precisamente), conseguiam tal proeza?


Yakhchal coroa é que faz comida boa

A 400 A.C. os engenheiros persas criaram a mãe de todas as geladeiras. Yakhchals são grandes estruturas que foram construídas para armazenar gelo em pleno verão desértico.

Os yakhchals são feitos de uma argamassa chamada sarooj, composta de areia, argila, clara de ovo, cal, pêlo de cabra e cinzas, e chegam a 18m de altura. Sua parede tem até 2m de espessura na base, é altamente resistente a transferência de calor e impermeável. Existe um grande espaço escavado no subsolo com capacidade de 5000m³. O gelo era trazido das montanhas geladas e armazenado. O yakhchal também servia para armazenar alimento. Alguns yakhchals eram acoplados a tuneis de vento. Os tuneis faziam o ar gelado resfriar o interior da câmara. Além disso, captava o ar durante a noite e fazia a água recongelar no frio do deserto.

Esses túneis de vento eram usados também em residências. Ele funciona em dois estágios. No primeiro momento, ele esfria o ar quente forçando a passagem através de uma avançada rede de abastecimento de água (Qanat) que contém a água do desgelo. O ar resfriado sobe e circula dentro do armazém. Durante a noite, o vento gelado entra pelas aberturas e congelam a água armazenada.

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Postado por Narumi Abe

Dizem por aí que não existe pergunta tola. Mas, se eu pudesse eleger alguma, seria "Por que reinventar a roda?". Ta aí, uma expressão/pergunta que sempre soou estranha e que merece algumas respostas. Aqui vai:

1. Você jamais irá compreender uma roda, a não ser que construa uma. Não importa se você só tire dez em Rodas. Algumas dúvidas e problemas de detalhes "rodísticos" só irão surgir na hora da construção. Sabe quantos engenheiros de computação seriam capazes de construir um computador do zero após um evento pós-apocalíptico? Suspeito que poucos. Sabe quando você vai aprender a surfar assistindo uma video aula? Nunquinha.

2. O desenvolvimento tecnológico consiste em pegar coisas existentes e melhorá-las na próxima geração. O melhor modo de fazer isso é conhecendo a roda atual, esmiuçando todos os seus defeitos e vantagens para propor uma roda melhor.

3. Será que você realmente seria capaz de inventar a roda sozinho? Menosprezar algo depois de pronto é muito fácil, pois tudo é óbvio desde que você saiba a resposta.

4. Reinventar a roda é um exercício mental e de conhecimento. Acredite, você será melhor que os seus pares que não fizeram isso. Além disso, outras idéias podem surgir a partir daí.

5. A maioria das pessoas que não vão pra frente não perde tempo reinventando a roda porque acha muito básico. Infelizmente, também não faz nada avançado por ser muito avançado (justamente por não ter começado pela roda). Já vi pessoas que preferem fazer um trabalho repetitivo e exaustivo ao invés de fazer um simples script. Daí quando querem programar algo complexo, também não fazem por falta de experiência. Isso também acontece com pessoas que não leem um texto em outro idioma por saberem pouco daquele idioma. E dizem que precisam aprender o outro idioma para conseguir ler o idioma. É um argumento circular que não leva a lugar nenhum (como qualquer círculo). 

Substitua a roda desse texto por qualquer coisa que você já deixou de fazer, estudar ou entender por pura preguiça ou arrogância. 

Videozinho sobre a maior invenção da história:


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abril 11, 2012

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Cada vez que você usa um serviço Google, você alimenta com dados um dossiê sobre você na internet.

Todos nós temos direito à privacidade (conforme as leis do lugar em que vivemos), mas é também nosso direito abrir mão da privacidade (novamente, conforme as leis locais).

Para as pessoas que decidem conservar sua privacidade online, tanto quanto possível, um grande problema é poder utilizar os serviços mais populares, como Gmail e Facebook, sem abrir mão completamente de sua privacidade.

Eu quero dar uma dica específica ao Gmail. O Google oferece vários serviços, em especial a conta de email gratuita Gmail e o buscador Google. Essa empresa obtém lucro através da venda de publicidade nas páginas gratuitas que oferece a você, junto com os serviços.

Para os publicitários, um anúncio "dirigido" - ou seja, que é apresentado somente para espectadores que têm certas características pré-definidas - é muito mais valioso que um anúncio para ser visto por todos. Por isso, o Google (e as empresas de internet em geral, que possuem esse modelo de negócios) procuram agregar informações sobre seus usuários, traçando seu perfil, e oferecem aos publicitários o serviço de publicar seus anúncios de forma dirigida.

Novamente, para quem aceita perder esse aspecto de sua privacidade - ou seja, para quem concorda em que exista um dossiê de suas atividades na internet - isso não é problema. Eu, pessoalmente, não gosto dessa perda, e estou procurando minimizar o prejuízo.

Para entender como o Google cria esses dossiês, é preciso entender que, do ponto de vista do buscador Google, há uma grande diferença entre um usuário logado e um não logado: para o usuário logado, o Google pode oferecer anúncios dirigidos, e pode adicionar as frases de busca usadas no dossiê da pessoa, permitindo dirigir anúnicos de forma mais focada, no futuro. Isso porque o login da pessoa permite ao Google consultar o dossiê correto para "dirigir" os anúncios. Já para o usuário não-logado, o Google só pode dirigir anúncios de acordo com as frases de busca da sessão atual, pois sem o login, ele não sabe associar o uso do buscador com um dossiê específico.

(Tecnicamente, o Google poderia correlacionar as frases de busca de um usuário não-logado com um perfil, a partir, por exemplo, do endereço IP do computador. Mas isso não é feito, atualmente. De modo que é possível explorar essa brecha e evitar que o Google adicione suas frases de busca ao seu dossiê pessoal, caso você use o Gmail, evitando logar no serviço através do navegador.)

Eu, por exemplo, utilizo o cliente de email Thunderbird. É gratuito e de código-fonte aberto. Eu tenho configuradas diversas contas de email nele, incluindo contas no Gmail. Ao mesmo tempo, uso o buscador Google cotidianamente. Apesar de o Google ter a possibilidade técnica de correlacionar meu uso do buscador com meu uso do Gmail, ele não faz isso: minhas buscas só mostram anúncios "dirigidos" de acordo com minha sessão atual, e de acordo com um serviço novo do Google chamado Account Acitivity (https://www.google.com/settings/activity/), que produz relatórios sobre o uso dos serviços do Google, eles acham que eu nunca uso o buscador deles.

Dessa forma, eu uso Gmail, e uso o buscador Google ao mesmo tempo, e no entanto o meu uso do buscador nunca alimenta o dossiê que o Google tem sobre mim.

Como eu disse antes, esta é apenas uma dica específica sobre como diminuir sua perda de privacidade ao usar o Gmail. Não creio que seja possível ter privacidade completa usando o Gmail, mas muitas outras medidas podem ser tomadas, como sempre apagar emails já lidos (ou seja, evite arquivar no próprio Gmail - grave uma cópia no seu disco rígido, se precisa guardar uma informação), ou encriptar suas mensagens sempre que possível. Assim que puder, eu detalho essas e outras maneiras de diminuir a perda de privacidade usando serviços online.

Palavras-chave: Gmail, Google, Google Account Activity, privacidade, Thunderbird

Postado por Renato Callado Borges | 2 comentários

março 28, 2012

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Postado por Narumi Abe

Aqui vai uma mini-propaganda e dica para aumentar o espaço no dropbox. Não estou ganhando nada. :)

O Dropbox costuma dar 250MB adicionais para convites enviados que forem efetivados. O espaço dobra se o usuário for de alguma escola ou universidade. Na página diz que o usuário precisa de um email com domínio .edu, mas testei com meu da @usp.br e funcionou direitinho. Ah! E o espaço dobra também para convites enviados antes da validação do email.

Digite o email aqui após fazer o login na página.

https://www.dropbox.com/edu

 

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fevereiro 19, 2012

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Postado por Narumi Abe

 

Vancouver, Canadá, dia 15 de Junho de 2011. Após a derrota do Vancouver Canucks por 4-0 para um time local, torcedores do time de hóquei enraivecidos saíram as ruas destruindo tudo pelo caminho. A cidade ficou em chamas, lojas foram depredadas, carros foram virados e queimados.

- É nóis manooo!

A polícia de choque e os bombeiros entraram em ação. Pelo menos 140 pessoas foram feridas. Para se ter uma idéia do estrago, mais de 8 mil pessoas se voluntariaram via Facebook para limpar a cidade no dia seguinte. E em um momento tão estranho, um rapaz beijava uma moça na rua, como se nada estivesse acontecendo.


- Quando é pra pegar eu pego mesmo!

 

Obviamente a foto ficou famosa. A cena era tão bizarra que alguns acharam que ela poderia ser falsa. Mais tarde, diversas montagens engraçadas foram feitas com a foto e espalhadas no mundo inteiro.

 

 

Em plena era digital não foi difícil descobrir quem era o casal. Scott Jones disse que na verdade se jogou em cima da namorada Alex Thomas para tentar protegê-la.

História interessante. Mas vamos continuar com a programação normal.

Paraíba, Brasil. Quatro semanas atrás, um comercial de uma imobiliária também ficou famoso, pelo menos em terras brasileiras. A propaganda era da Paraíba, mas também remetia ao Canadá. O comercial chamava a atenção pois o homem do comercial dava uma informação totalmente desnecessária. Se você estava em Marte nos últimos dias, a propaganda é essa aí embaixo:

O vídeo gerou milhares de comentários pela Internet. Pessoas completavam o final de cada frase com menos Luiza que está no Canadá, o cantor Lenine fez uma piada sobre isso no seu show e Luiza até mesmo foi entrevistada no Jornal Hoje. Ah, o Jornal Hoje, que também já protagonizou um meme só seu, com a apresentadora Sandra Annemberg e sua frase "que deselegante" (Procure no youtube, não preciso fazer todo o trabalho). - O que? Isso é meme?

Sim. Isso é meme. Meme não são aquelas cabecinhas que fazem Fuuuu ou Okay. Aquilo também são memes, mas memes também podem ser mais complexos e diversificados. 

- Nós somos os memes

Os memes aí de cima são os mais conhecidos. Tão conhecidos que algumas pessoas acabam achando que eles são a definição de memes. A palavra meme foi criada pelo cientista Richard Dawkins em seu livro O gene egoísta (1976). Um dos melhores livros já escritos, ele fala de um jeito fácil sobre a evolução das espécies do ponto de vista do gene e não de um indivíduo. Além disso, fala sobre o meme como um ser vivo, da sua característica viral de se espalhar e se multiplicar. Dawkins diz que o meme é para a memória, o que o gene é para a genética. Uma unidade de informação que vive de cérebro em cérebro, que evolui e se multiplica. Hoje em dia é o campo de estudos da memética.

Memes são manifestações espontâneas, que acabam tendo vida e que podem sobreviver por muito tempo ou até algo melhor surgir. Fofocas são memes que costumam ter uma duração limitada. Outras formas de memes costumam se consolidar, como os memes faces. Um meme não pode ser fabricado. Ele surge e contamina as pessoas em volta (no bom sentido), teve e tem um papel importantíssimo na evolução intelectual do homem. O jornalista pseudo-intelectual e hipócrita Carlos Nascimento acabou soltando uma frase infeliz no seu telejornal. Disse que "... já fomos mais inteligentes", reclamando da proporção tomada pelo meme, como se fosse algo intencional. Não é. Os memes têm exatamente o tamanho que devem ter e se extinguem sozinhos. Não cabe a ele ditar as regras. Mas se ele sentia a necessidade de reclamar da nossa inteligência, não precisava esperar tanto tempo e ir para um estado tão distante. Basta olhar na própria emissora que ele verá vários exemplos de baboseiras muito mais sem graça. No final, o feitiço virou contra o feiticeiro e ele próprio acabou virando meme. Ou quem sabe, seja isso que ele sempre quis. 

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fevereiro 18, 2012

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Postado por Narumi Abe

Aqui vai uma listinha com alguns dos filmes mais legais que estão por vir. Somente de ficção ou fantasia evidentemente. :D

9. John Carter

John Carter é um soldado americano que acaba indo lutar em Marte e se apaixona por uma princesa. Pelo que sabemos do planeta vermelho a história parece absurda. Vale pela curiosidade, o personagem foi criado em 1912 e o visual parece uma mistura de Conan, Mad Max e Duna. O filme estréia no dia 12 de março.


8. Iron Sky

Uma história absurda intencionalmente, com ar de Bastardos Inglórios. Nazistas fugiram para o lado escuro da lua após o final da segunda guerra e voltam para invadir a Terra. O filme começou a ser produzido e ficou congelado por anos em busca de verba. Muitos efeitos especiais e uma história divertida. Estréia no dia 4 de abril.

 

7. Homens de Preto 3 (MIB 3)

Comédia da melhor qualidade. Homens de Preto conta a história de dois agentes do governo (Tommy Lee Jones e Will Smith) que lidam diariamente com alienígenas que vivem no planeta Terra. Altamente influenciado pelo Guia do Mochileiro das Galáxias. Estréia: 25 de maio.

 


6. Os Vingadores (The Avengers)

Finalmente com a estréia de Capitão América e Thor ano passado, o mundo está pronto para o filme dos Vingadores. Os mais famosos são Capitão América, Homem de Ferro, Hulk e Thor. Infelizmente o ator Edward Norton não fará o papel do Hulk esmaga. Estréia 27 de abril.

 


5. Chronicle

Três garotos do ensino médio com poderes especiais. Mas ao invés de serem super heróis, só queriam se divertir com seus poderes até que algo deu errado. Lançamento 3 de fevereiro.


4. O Espetacular Homem Aranha (The Amazing Spider-man)

Quando soube que o Homem Aranha teria um remake fiquei com o pé atrás. Porque o filme original é muito bom e nem é muito antigo. Mas olhando o trailer, parece que o filme será sensacional e mais fiel aos quadrinhos. Gwen Stacy aparece como a primeira garota, a teia de aranha é fabricada como deveria ser e o aranha fica fazendo piada enquanto luta. A câmera do ponto de vista do Aranha vai ser surpreendente em uma tela 3D. Tudo de bom!


 3. Prometheus

Ridley Scott vai voltar com tudo para o que sabe fazer de melhor: Filmes de ficção de primeira. O filme estréia 8 de junho. A história é sobre cientistas que irão viajar para os confins do universo para pesquisar a origem da vida. Prequência de Alien: o Oitavo Passageiro.



2. Batman: O Cavaleiro das Trevas Resurge (The Dark Knight Rises)

Batman. Não preciso dizer mais nada. Estréia 27 de julho.


1. O Hobbit – Uma jornada inesperada (The Hobbit – An unexpected journey)

Batman só não ficou em primeiro da lista por causa de um pequeno ser com pé peludo. O Hobbit, conta a história de como Bilbo encontra o anel do poder. O filme sofreu muitos atrasos por mudanças de diretor, mas felizmente Peter Jackson resolveu reassumir o posto. Além disso, o filme já causa polêmica pois vai trazer personagens que ainda não deveriam aparecer e não será tão fiel ao livro. Coisas de Hollywood. Infelizmente os produtores pensam que o livro do Hobbit é monótono. Estréia em dezembro de 2012 (Parte 1) e dezembro de 2013 (Parte 2).


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janeiro 07, 2012

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Postado por Narumi Abe

Os jornais tem noticiado que o Brasil se tornou a sexta maior economia do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos, China, Alemanha, Japão e França. Mas afinal o que significa isso? Significa que o PIB é um péssimo critério de avaliação. A China que vem aparecendo constantemente como uma grande economia emergente, junto com a Índia e o Brasil não tem comida para seus habitantes. Arranha céus ultra modernos contrastam com mendigos, prostituição e bandidos nas ruas. Os habitantes não tem acesso a informação e existe muita malandragem por todo lado. Isso lembra algum país?

Criança procura comida no lixo da 6ª maior economia do mundo

Fonte: http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/casa-grande-tem-mais-ouro-que-o-palacio.html

Por que ficamos orgulhosos com essa notícia? Que resultados isso trouxe para você? Você sabia que em 2011 o Brasil era a sétima maior economia do mundo? E que faz mais de 15 anos que o país já estava entre as 10 maiores economias do mundo? Décima posição já era uma posição muito boa, mas  o país não, e pouca coisa mudou desde aquela época.

Nos últimos anos, o ex-presidente Lula anda repetindo aos quatro ventos que o Brasil é um país de primeiro mundo. E de tanto falar, as pessoas começaram a acreditar que isso é realmente verdade. Continuam com seus filhos semi-alfabetizados, continuam acordando de madrugada para ser atendido nos hospitais, continuam sem emprego. Mas estão orgulhosas e sabe-se lá a razão. Talvez por receberem uma bolsa assistencialista compra-voto. Mas isso não está melhorando o país, só está tornando o povo mais acomodado. O tempo de ajuda emergencial aos miseráveis precisa acabar, é preciso medidas a longo prazo que deveriam ter sido tomadas a muito tempo atrás. A previdência está falida, os pequenos empresários estão fechando as portas por não conseguirem mais sustentar o país nas costas. Os empregos informais ainda dominam o país. A imprensa continua mais manipuladora do que nunca. Corrupção correndo solta, lei da ficha limpa não pegou, juiz virou deus, cai ministro e entra outro pior. Reforma tributária, reforma agrária, reforma de qualquer coisa, cadê? Por que funcionário público que não trabalha tem direito a estabilidade? E não temos nem direito de reclamar, em cada repartição tem um papelzinho colado dizendo que podemos ser presos se reclamarmos de um funcionário público no "exercício" da profissão. É pra acabar.

Do que adianta a balança comercial favorável? As exportações trouxeram bilhões de lucro pra quem? Não foi pra você, que está todo orgulhoso apesar de continuar com medo de assalto ou de balas perdidas. Os bancos ganharam bilhões de lucro mas não pagam um salário decente para os bancários que só vivem em greve. As exportações trouxeram milhões de dólares para os grandes empresários. A Petrobrás está rindo a toa. O cidadão comum continua na mesma. O salário mínimo é reajustado com valores ridículos comparados com as taxas de juros e inflação existentes, bolsas de pesquisas estão congeladas há anos.

Gostaria de escrever algo mais otimista, mas foi o que surgiu na mente para o primeiro post do ano. Feliz ano novo! 

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novembro 09, 2011

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Postado por Narumi Abe

Além das invasões no FFLCH e na reitoria está ocorrendo uma outra manifestação na Internet. Debates acalorados sobre qual lado está certo. De um lado, manifestantes defendendo a saída da PM. Do outro lado, uspianos com medo da falta de segurança caso a PM saia. E desse mesmo lado, muita gente desinformada que não sabe que o buraco é mais embaixo. Parte da culpa é da imprensa, que já escolheu um lado e está prestando um grande serviço de desinformação.

A imprensa também não é 100% culpada. Falta um pouco de pensamento crítico. Olha essa foto aí embaixo por exemplo:

Estou do lado de vocês, seus burros!


Essa foto foi divulgada na Folha de SP e ficou famosa em vários blogs e no Facebook. Muita gente comentou dizendo que é "lamentável" ou coisa pior. O que pouca gente percebeu é que o cara da foto está fazendo uma ironia. Ele está se manifestando contra a manifestação. Ninguém em sã consciencia faria um cartaz desse se quisesse adeptos, além do mais, os invasores estavam todos com o rosto coberto. Todos tem direito a opinião, certo? Mas pelo menos é bom saber contra o que você é contra antes de tentar revolucionar o mundo e repassar mensagens.

O que os manifestantes querem?

Ao contrário do que estão dizendo, os manifestantes não estão lutando pelo direito de fumar maconha no campus. O que eles querem é que a polícia deixe a USP pois eles tem agido de forma violenta. Recentemente uma amiga teve uma arma apontada para a cabeça, enquanto ouvia os berros de um policial perguntando sobre as drogas que ela não levava consigo. Só faltou o saco na cabeça. Exigir a retirada de policiais despreparados que tratam todos os cidadãos como criminosos me parece uma coisa sensata e não coisa de "filhinho de papai, playboy, maconheiro". A USP precisa sim de segurança. Mas ela tem autonomia e dinheiro para ter seguranças esclarecidos e que saibam que no Brasil os direitos  humanos devem ser respeitados. 

Outra exigência é a anistia dos que foram presos. O fato é que muitos não concordam que a polícia deveria estar lá. E se eles não estivessem, ninguém teria sido preso e por isso a anistia. Essa lógica parece estranha, mas é a mesma usada nos tribunais, quando um grampo não pode ser usado como prova porque foi feito sem permissão. Parece injusto? Pode ser, até porque a PM tem convênio firmado com a universidade. Mas por que eles (os estudantes) não tem direito de se manifestar? Por que tanta rapidez na ordem judicial, sem nem mesmo haver negociação? Por que foi preciso existir uma operação de guerra para retirar estudantes de uma manifestação pacífica e ordenada? Se você achou estranho o "pacífica e ordenada", a explicação está logo mais a frente. 

Meias verdades

De todos os noticiários que não tem compromisso com a verdade, talvez a VEJA seja a campeã. Em todos os textos, a revista fez questão de disseminar alguma mentira ou omitir informações cumprindo seu papel de pseudo-jornalismo. 
Veja alguns títulos das manchetes: 

"Delinquentes agridem jornalistas na USP; são iguais aos
traficantes do Rio que mataram cinegrafista."

"Os tumultos causados pelos rebeldes sem causa da USP."

Não bastasse as mentiras e falta de assunto, também criaram birra contra o passatempo dos coitados:

"Enquanto esperam interrogatório, eles riam e faziam palavras cruzadas."

<sarcasmo on>
O que?? Palavras cruzadas? Por que esses filhinhos de papai estão jogando palavras cruzadas ao invés de estudar? E ainda tiveram a petulância de dar risada! Bando de maconheiro sem vergonha.
<sarcasmo off>

Outros jornais seguem a mesma linha sensacionalista, como o G1 e alguns "jornalistas" populares.

Esses jornais fazem questão de noticiar coisas irrelevantes como "sempre havia muito álcool nas reuniões", mas não gastam nem mesmo uma linha para informar quais são as exigências e quais são os motivos dos protestos. Simplesmente manipulam a população que realmente acredita que o objetivo do protesto é a liberação da maconha e até mesmo defender o crime organizado dentro da USP.

Esses jornais dizem que os PMs e os jornalistas foram atacados, mas não contam que no confronto houve uso de gás lacrimogêneo, spray de pimenta, bala de borracha, uso de cassetetes e escudadas. Não dizem que os policiais estão nos abordando sem identificação. Não mostram que os manifestantes não querem jornalistas porque simplesmente eles são parciais (prova disso é que nunca filmam o símbolo da globo com um X em cima, ou os cartazes dizendo "Fora Rodas").

Mas como eles precisam noticiar algo e esse algo não pode ser a verdade, eles criam falsas notícias, com estatísticas duvidosas. Um exemplo é dizer que o movimento é fraco e a maioria é contra, porque muitos alunos estavam na sala de aula. Caros jornalistas, não usem a lógica, pois esse não é o forte de vocês. Estar na sala de aula não significa que são contra ou a favor. Depois em outro texto, um outro gênio diz que existe um grande movimento contra, pois houve uma 
contra-manifestação com aproximadamente 300 pessoas, enquanto a manifestação pró-presos teve apenas 300 pessoas. 

Outro ponto polêmico é a depredação do prédio e os coquetéis molotov. Testemunhas (mães preocupadas) inspecionaram o local antes da invasão e não viram nada depredado, apenas paredes pichadas. Os manifestantes afirmam que a depredação ocorreu no momento da invasão pela própria PM e os coquetéis foram implantados por eles. Verdade ou não, esse fato não foi noticiado. Somente são mostradas cadeiras quebradas e muita bagunça, tudo atribuído aos alunos.


Positivo e operante, fui colocado aqui pelos meliantes


Em plena era digital é impossível silenciar determinadas notícias. As notícias reais que eu vi foram recebidas de pessoas próximas, em jornais menores e no jornal do campus (JC). Apesar de serem meios com pouco impacto é bom saber que nem toda notícia é manipulada. Tentar enganar as pessoas dizendo que o movimento possuia meia dúzia de maconheiros
foi um tiro que saiu pela culatra na votação da greve de hoje (9). É claro que existem os favoráveis e os contra, como em qualquer movimento, mas o protesto já tomou dimensões que serão difíceis de ser contidas pela imprensa mentirosa. O campus da USP da capital é enorme, cheio de ruas escuras e precisa de segurança. A presença da PM trazia uma sensação de segurança. Agora com o apoio popular, tudo o que a polícia faz é trazer medo do abuso de poder.

Postado por Narumi Abe | 4 comentários

outubro 31, 2011

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Postado por Narumi Abe

 

Certa vez, meu pai me disse que os jornalistas do Japão estavam zombando de uma princesa japonesa. A princesa, estava voltando para o país depois de ter completado seus estudos nos EUA. Ao voltar, a princesa disse que quase já havia esquecido o próprio idioma e esse foi o motivo da zombaria. Usaram uma expressão que traduzindo significa "somente urinou lá", referindo-se ao pouco tempo de estadia, insuficiente para que ela esquecesse a própria lingua.

Existe um tipo de pessoa que deveria ser castrada e ter a língua cortada: São alguns brasileiros recém-voltados do exterior (ou até mesmo quem já voltou faz tempo) que ficam deslumbrados demais. Passam meses sendo menosprezados por serem latinos, tratados como prole inferior. Mas quando voltam para o Brasil, automaticamente esquecem tudo que passaram e acham que voltaram da Terra da Magia.

Pior emprego

Tô por cima da carne seca

 

Começam a se achar os deuses na Terra, ou pior, estadunidenses, criticando tudo e todos, dizendo que brasileiro não sabe de nada, que aqui nada presta, nada funciona. Como se eles tivessem sido parte da história e do desenvolvimento dos EUA.

E é impressionante como tudo é razão pra convergir pra esse assunto. Desde a fila do supermercado, trânsito até a porcaria da programação na TV. O chato sempre vai tentar falar da sua estadia em terras gringas. Tá bom, se você gosta tanto de lá, fique por lá mesmo. Ou será que tá dificíl achar um coyote dessa vez? Ou negaram o green card pro o resto da sua família? Ah, vai importunar outra pessoa!

Mas estou sendo injusto, esse fenômeno não acontece só com quem saiu para trabalhar. Muitos estudantes são financiados com dinheiro de órgãos de fomento brasileiros para estudar fora, mas se esquecem disso. Agências como a CAPES e o CNPq investem em bolsas para que esses estudantes aprendam, tragam novas tecnologias e experiências que deram certo lá fora para que sejam copiadas neste país. Mas, infelizmente, esses burros pensam que deixaram o Brasil com o objetivo de se gabar em festas ao voltar e pra dizer que o país não valoriza a pesquisa. Com certeza não ficaram o tempo suficiente para conhecer o salário de pesquisadores profissionais gringos. 

O pior de tudo são aqueles que chegam ao cúmulo de desprezar a própria cultura. Chegam em um nível tão grande de idiotice que começam a usar palavras em inglês no meio de metade das frases, dizendo que esqueceu como se diz a palavra em português, é pra dar risada mesmo. Tem também a síndrome do europeu, que é igualzinha a americana, mas o sujeito se torna hipster lá fora, e começa a cuspir poesia, vira ciclista e vira especialista em cinema só em pisar em terras além-mar. 

hipster

Essa sua conversa down é tão mainstream

 

Claro que é importante sair do país e conhecer coisas novas. Também é errado dizer que aqui é o melhor lugar do mundo, como o Lula quer que a gente acredite. Não estou com invejinha, conheço mais lugares do que a maioria desse povo que eu reclamei, mas sem esquecer de onde eu vim e sem ter vergonha disso. O que eu não suporto é ver gente que foi urinar fora do país e perde totalmente a identidade e até o caráter. Que tal tentar mudar o que está ruim ao invés de reclamar pra pessoa errada? :)

 

Postado por Narumi Abe | 2 comentários

outubro 16, 2011

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Postado por Narumi Abe

Kiwi é um pássaro da Nova Zelândia que não pode voar. Mas ele tinha um sonho. O video é controverso, pois alguns comentam que é triste, outros, que é feliz. Só assistindo pra entender.

O vídeo é o resultado de um trabalho final de mestrado em animação criado em Maya e já rendeu mais de 30 milhões de visitas no youtube desde junho de 2006.

 

Postado por Narumi Abe | 2 comentários

setembro 04, 2011

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Postado por Luciana Santos

"Por que a escola, ao invés de alterar, pode até confirmar a reprodução das desigualdades? As crianças chegam às escolas 'capitalizadas' ou não: herdam capital cultural (tipo de literatura, manipulação de instrumentos digitais, artísticos, etc., uso da linguagem 'correta' inculcados por suas famílias), incorporam-no e constituem-no para si, cristaliza-se um habitus orientador das formas de se aprender.

Diante disso, as crianças de classes menos favorecidas ficam em dupla desvantagem: primeiramente porque, na ordem de importância dos saberes, no olhar do supervisor, na arquitetura, na disciplina corporal exigida, na escolha do currículo escolar, nas manifestações do corpo do professor, os critérios de avaliação escolar ocultam as significações ligadas ao capital cultural das classes dominantes (violência simbólica), universalizados; em segundo lugar, chegam sem a herança desse capital cultural.

Essas crianças encaminham-se para o fracasso escolar legitimado por discursos que incorporam os modos de percepção, de pensamento e de corpo das classes que detêm o capital econômico (bens, serviços, etc.) e cultural (valores, habilidades, etc.). Como lentes oculares que aderem profundamente aos olhos a ponto de não serem percebidas, a violência simbólica é a introjeção de valores da classe social ou segmento dominante, de forma que o dominado vê-se com os olhos dos dominantes. Julgando-se por esses 'óculos', as classes sociais inferiores assumem rótulos e aprofundam perversos mecanismos de exclusão escolar, social, econômica, sexual e religiosa. Os mecanismos de exclusão nunca estão isolados, mas em conjunto. Para desarticular esses mecanismos, por conseguinte, é necessário um vasto repertório de medidas sociais, culturais e econômicas, bem como a mobilização da sociedade e dos políticos."

Emerson Sena da Silveira - Bourdieu Delivery: traços quase sagrados, in revista Sociologia, nº33

 

Palavras-chave: Bourdieu, Educação, habitus, herança cultural

Postado por Luciana Santos | 7 comentários

agosto 15, 2011

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Segundo reportagem da Folha, há dois meses ocorre esse problema.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/959756-ciclistas-sao-sabotado

 

Palavras-chave: bicicleta, bicicletas, bike, sabotagem, tachinhas

Postado por Renato Callado Borges | 0 comentário

julho 18, 2011

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Postado por Luciana Santos

"Na visão 'bancária' da educação, o ‘saber’ é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber. Doação que se funda numa das manifestações instrumentais da ideologia da opressão, a absolutização da ignorância, que constitui o que chamamos de alienação da ignorância, segundo a qual esta se encontra sempre no outro.

O educador que aliena a ignorância, se mantém em posições fixas, invariáveis. Será sempre o que sabe, enquanto os educandos serão sempre os que nada sabem. (...) Reconhece, na absolutização da ignorância daqueles a razão de sua existência. Os educandos, alienados, por sua vez, à maneira do escravo na dialética hegeliana, reconhecem em sua ignorância a razão da existência do educador, mas não chegam, nem sequer ao modo do escravo naquela dialética, a descobrir-se  educadores do educador.(...)

Na medida em que esta visão “bancária” anula o poder criador dos educandos ou o minimiza, estimulando sua ingenuidade e não sua criticidade, este tipo de educação satisfaz aos interesses dos opressores: para estes, o fundamental não é o desnudamento do mundo, a sua transformação. O seu humanitarismo, e não humanismo, está em preservar a situação de que são beneficiáriose que lhes possibilita a manutenção de sua falsa generosidade a que nos referimos no capítulo anterior. Por isto mesmo é que reagem, até instintivamente, contra qualquer tentativa de uma educação estimulante do pensar autêntico, que não se deixa emaranhar pelas visões parciais da realidade, buscando sempre os nexos que prendem um ponto a outro, ou um problema a outro. Na verdade, o que pretendem os opressores é transformar a mentalidade dos oprimidos e não a situação que os oprime, e isto para que, melhor adaptando-os a esta situação, melhor os domine.”

Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido

Postado por Luciana Santos | 2 comentários

junho 23, 2011

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Postado por Luciana Santos

E se, diante de um estímulo intelectual, não recorrêssemos imediatamente ao que nos foi ensinado? E se, ao invés disso, refletíssemos sobre um universo maior de possibilidades que esse estímulo oferece?

Por exemplo: me formei em Ciências Sociais. Em uma das aulas aprendi a diferença percebida por Durkheim entre solidariedade mecânica e orgânica e a tendência de passagem de uma a outra. Assim, é fácil para mim, diante de sinais da divisão e especialização do trabalho, remeter a essa teoria e sentir-me satisfeita com a explicação apreendida.  

Mas e se, ao invés disso, de recorrer imediatamente à conclusão de outro, eu me permitir um pensamento mais livre, uma análise mais solta e, por isso, com potencial de se aproveitar de elementos do meu conhecimento (não só dos de Durkheim) para gerar um novo conhecimento?

Devo eu desprezar todas as minhas experiências e aprendizados em nome do reconhecimento que outra pessoa teve em desenhar teorias sobre o que me intriga? Devo anular de antemão qualquer tentativa de interpretar diferente? Afinal, o conhecimento não é construído justamente por quem se permite ir além? Ou estamos em uma linha evolutiva estreita, em que não posso sair um pouquinho fora do caminho estabelecido para pensar? Um pensamento perde validade por não ter bebido antes (e talvez se viciado) da água dos antigos?

E seu eu não quiser fazer alusão nenhuma, nem favorável nem contrária, à teoria das solidariedades de Durkheim? E se eu quiser usar a minha imaginação e capacidade de análise crítica para enxergar o máximo possível de aspectos relacionados à especialização do trabalho, para, aí sim, remeter à teoria já construída e me permitir relações mais complexas?

Não digo com isso, de maneira alguma, rejeitar o conhecimento construído. Penso, aliás, que ele deve ser consultado para comparação com nosso próprio raciocínio; no entanto, temo que muitos estudiosos anulem a própria capacidade de análise crítica em nome das teorias já construídas. Temo que seja um vício olhar a realidade com olhos alheios e passar a vida a brincar de encaixar peças - fatos em teorias, sem se permitir olhar uma peça e imaginar o seu melhor receptáculo. E depois de imaginado, verificar se existe algo já construído dessa melhor forma, ou se é preciso criar.

Com isso em vista, extrapolo o raciocínio para uma esfera ainda mais difícil de exercitar a liberdade: a crença. Fiquei tentada a escrever "a religião", todavia esta é apenas um sistema de transmissão e manutenção de algumas crenças, ele mesmo questionado e confrontado, de dentro e de fora. Já a crença em si, mais subjetiva, mais íntima, uma conclusão acomodada no indivíduo acerca de algum aspecto da vida ou da morte, essa é mais resistente à liberdade de análise. Seja fruto de convencimento, criação ou lavagem cerebral, a crença mexe com emoções que muitas vezes brigam com a liberdade da razão de se desenvolver no pensamento.

E seu eu enfrentá-las e me permitir pensar? E se, no meu íntimo, em que não há líder espiritual, ente querido ou polícia científica a me coibir, eu abrir os olhos para contradições, fatos, hipóteses e possibilidades? Há um grande risco de amadurecer. Há um grande risco de que esse amadurecimento mude meu comportamento ao ponto de não ser mais suportável aceitar polícias morais a me pedir pra pensar diferente. Há o risco de pensar.

 

 

Palavras-chave: alienação, crença, limitações, pensamento, raciocínio, vício de pensamento

Postado por Luciana Santos | 1 usuário votou. 1 voto | 7 comentários

junho 20, 2011

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Postado por Luciana Santos

 1. Liberdades Pessoais

(a) A liberdade de consciência, religião e credo é privada e ilimitada. A liberdade para praticar a religião deve ser limitada apenas pela necessidade de respeitar os direitos e liberdades de outros.

(b) Todas as pessoas devem ser livres para participar de forma equitativa do processo democrático.

(c) A liberdade de expressão deve apenas ser limitada pela necessidade de respeitar os direitos e liberdades de outros. Não deve haver o direito “de não ser ofendido” na lei. Todas as leis contra a blasfêmia, explicitas ou implícitas, devem ser revogadas e não devem ser promulgadas.

 

2. Democracia Secular

(a) A soberania do Estado deriva do povo e não de nenhum deus ou deuses.

(b) A única referência constitucional à religião deve ser a afirmativa de que o Estado é laico.

(c) O Estado deve estar baseado na democracia, nos direitos humanos e no cumprimento da lei. As políticas públicas devem ser projetadas aplicando a razão, e não a fé religiosa, como evidência.

(d) O governo deve ser laico. O Estado deve ser estritamente neutro em questões de religião e sua ausência, sem favorecer nenhuma e sem discriminar nenhuma.

(e) As religiões não devem ter nenhum favorecimento financeiro especial na lei, como isenção de impostos para suas atividades, nem subsídios para se promoverem ou para manterem escolas religiosas.

(f) A condição de membro de uma religião não deve servir de base para a indicação de uma pessoa para nenhum cargo público.

(g) A lei não deve conceder nem negar nenhum direito, privilégio, poder ou imunidade, com fundamento na fé ou na religião, ou na ausência de qualquer das duas.

 

3. Educação Laica

(a) A educação pública deve ser laica. Educação religiosa, se houver, deve ser limitada à educação sobre religião e sua ausência.

 Tradução para o português: João Teófilo

Original em ingles disponível em: http://richarddawkins.net/articles/635793-dublin-declaration-on-secularism-and-theplace-of-religion-in-public-life

Palavras-chave: educação, estado laico

Postado por Luciana Santos | 2 comentários

maio 23, 2011

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Livro do Genismo em formato PDF:

http://stoa.usp.br/jocax/files/3338

 

Alguns documentos Jocaxianos no SCRIBD :

http://pt.scribd.com/joao_barcellos_2/documents

 

 

 

Palavras-chave: Documentos, Jocax, Jocaxianos, Scribd

Postado por João Carlos Holland de Barcellos | 0 comentário

abril 21, 2011

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Postado por Luciana Santos

"I wonder how far you can go on an ironic mindset. If everything is ironic, you end up pretty harmless, since if it's all equally ironic, why bother trying to change any of it - which is pretty ironic for a subversive. You're drawn into the mainstream willy-nilly since you accept, albeit scornfully, its premises.... You can't do much subverting without an alternate model of how things might be, but then you'd believe in something and that's so unironic.  "

Rick Salutin, quoted by Barry Grills in Ironic

Palavras-chave: belief, Irony

Postado por Luciana Santos | 4 comentários

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