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Abril 2012

Abril 28, 2012

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SÁBADO, 21 DE ABRIL DE 2012

Drauzio Varella diz por que ateu desperta a ira do fanático religioso

 
Título original: Intolerância religiosa

por Drauzio Varella para Folha

Sou ateu e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religiosos.

A humanidade inteira segue uma religião ou crê em algum ser ou fenômeno transcendental que dê sentido à existência. Os que não sentem necessidade de teorias para explicar a que viemos e para onde iremos são tão poucos que parecem extraterrestres.

Dono de um cérebro com capacidade de processamento de dados incomparável na escala animal, ao que tudo indica só o homem faz conjecturas sobre o destino depois da morte. A possibilidade de que a última batida do coração decrete o fim do espetáculo é aterradora. Do medo e do inconformismo gerado por ela, nasce a tendência a acreditar que somos eternos, caso único entre os seres vivos.

Todos os povos que deixaram registros manifestaram a crença de que sobreviveriam à decomposição de seus corpos. Para atender esse desejo, o imaginário humano criou uma infinidade de deuses e paraísos celestiais. Jamais faltaram, entretanto, mulheres e homens avessos a interferências mágicas em assuntos terrenos. Perseguidos e assassinados no passado, para eles a vida eterna não faz sentido.

Não se trata de opção ideológica: o ateu não acredita simplesmente porque não consegue. O mesmo mecanismo intelectual que leva alguém a crer leva outro a desacreditar.

Os religiosos que têm dificuldade para entender como alguém pode discordar de sua cosmovisão devem pensar que eles também são ateus quando confrontados com crenças alheias.

Que sentido tem para um protestante a reverência que o hindu faz diante da estátua de uma vaca dourada? Ou a oração do muçulmano voltado para Meca? Ou o espírita que afirma ser a reencarnação de Alexandre, o Grande? Para hindus, muçulmanos e espíritas esse cristão não seria ateu?

Na realidade, a religião do próximo não passa de um amontoado de falsidades e superstições. Não é o que pensa o evangélico na encruzilhada quando vê as velas e o galo preto? Ou o judeu quando encontra um católico ajoelhado aos pés da virgem imaculada que teria dado à luz ao filho do Senhor? Ou o politeísta ao ouvir que não há milhares, mas um único Deus?

Quantas tragédias foram desencadeadas pela intolerância dos que não admitem princípios religiosos diferentes dos seus? Quantos acusados de hereges ou infiéis perderam a vida?

O ateu desperta a ira dos fanáticos, porque aceitá-lo como ser pensante obriga-os a questionar suas próprias convicções. Não é outra a razão que os fez apropriar-se indevidamente das melhores qualidades humanas e atribuir as demais às tentações do Diabo. Generosidade, solidariedade, compaixão e amor ao próximo constituem reserva de mercado dos tementes a Deus, embora em nome Dele sejam cometidas as piores atrocidades.

Os pastores milagreiros da TV que tomam dinheiro dos pobres são tolerados porque o fazem em nome de Cristo. O menino que explode com a bomba no supermercado desperta admiração entre seus pares porque obedeceria aos desígnios do Profeta. Fossem ateus, seriam considerados mensageiros de Satanás.

Ajudamos um estranho caído na rua, damos gorjetas em restaurantes aos quais nunca voltaremos e fazemos doações para crianças desconhecidas, não para agradar a Deus, mas porque cooperação mútua e altruísmo recíproco fazem parte do repertório comportamental não apenas do homem, mas de gorilas, hienas, leoas, formigas e muitos outros, como demonstraram os etologistas.

O fervor religioso é uma arma assustadora, sempre disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso. Em vez de unir, ele divide a sociedade - quando não semeia o ódio que leva às perseguições e aos massacres.

Para o crente, os ateus são desprezíveis, desprovidos de princípios morais, materialistas, incapazes de um gesto de compaixão, preconceito que explica por que tantos fingem crer no que julgam absurdo.

Fui educado para respeitar as crenças de todos, por mais bizarras que a mim pareçam. Se a religião ajuda uma pessoa a enfrentar suas contradições existenciais, seja bem-vinda, desde que não a torne intolerante, autoritária ou violenta.

Quanto aos religiosos, leitor, não os considero iluminados nem crédulos, superiores ou inferiores, os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.

Varella diz nunca ter visto alguém se curar com a força do pensamento.



Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2012/04/drauzio-varella-diz-por-que-ateu.html#ixzz1tNe2PK17 

FONTE:
http://www.paulopes.com.br/2012/04/drauzio-varella-diz-por-que-ateu.html#ixzz1tKYpdy4d

 


Palavras-chave: ateísmo, Drauzio Varella, intolerância, religião

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ateus e Ateísmo | 0 comentário

Abril 29, 2012

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Livro infantil do ateu mais famoso do mundo agora em português

sua livraria favorita é impossível de não esbarrar na generosa seção destinada aos livros religiosos para os pequenos. Agora você tem uma opção cética que mostra o mundo como um lugar mágico, porém inteiramente baseado na realidade.

Richard Dawkins lançou em português seu livro “A Magia da Realidade: Como Sabemos o que é Verdade“. Ele vem forrado de explicações simples, acessíveis e científicas sobre o mundo que nos rodeia e também repleto de belíssimas ilustrações como você pode espiar nos trecho que pode ler gratuitamente logo abaixo ou fazer o download aqui.

Eu conheço apenas a versão para iPad em inglês que é um aplicativo cheio de conteúdo multimídia onde Dawkins explica, de maneira acessível a todas as idades, como mistificamos desnecessariamente durante a história a causa das coisas que ocorrem ao nosso redor. O livro mostra o mundo como um lugar mágico no sentido de “magnífico e misterioso” com muitas coisas extraordinárias que já conhecemos e muitas outras por descobrir.

Fica fácil de sorver a noção de que tudo tem uma explicação muito mais plausível do que uma força sobrenatural que faz as coisas acontecerem com um estalar de dedos. Explica os mecanismos descobertos pela ciência de fenômenos que sempre foram atribuídos a divindades, boas ou más.

É um excelente presente para aquelas almas indômitas que nunca se cansam de questionar. Você com certeza conhece alguém assim, ou não estaria lendo este artigo.

Obrigado pela dica, amigo Diego.

Leia aqui gratuitamente (ou baixe) um trecho do livro

http://hypescience.com/livro-infantil-ateu-criancas/

 

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ateus e Ateísmo | 0 comentário