Stoa :: Ateus e Ateísmo :: Blog :: Histórico

Fevereiro 2009

Fevereiro 11, 2009

user icon

O Princípio Destrópico

 Por Jocax ( extraído do livro do Genismo) 

Resumo: O “Princípio Destrópico” é um argumento que estabelece que todo universo é equiprovável, e a possibilidade de vida não é uma característica mais especial que outra qualquer. Isso vai de encontro ao “princípio antrópico” quando este é utilizado para argumentar que existe a necessidade de uma divindade, ou de múltiplos universos, para explicar a configuração de nosso universo, em particular, a de poder abrigar vida.

 

Vou colocar uma nova refutação ao “princípio antrópico” quando este é utilizado como argumento da necessidade de uma deidade, ou de múltiplos universos, para explicar a vida em nosso universo. O argumento que irei elaborar eu já havia esboçado no meu artigo anterior sobre o tema: "O Principio Antrópico e o Nada-Jocaxiano" [1], mas agora irei aprofundar um pouco mais em sua análise.

 

O argumento não é muito intuitivo, e por isso lançaremos mão de uma analogia para entendermos a idéia que está por trás. Antes, porém, vou resumir o que é o principio antrópico, e como ele é utilizado pelos criacionistas, e religiosos em geral, para justificar Deus:

 

Introdução

 

As leis da física, geralmente escritas em forma de equações matemáticas, são consideradas as responsáveis pelas características do universo e sua evolução no tempo. Estas leis, como nós as conhecemos hoje, são compostas por equações em que aparecem algumas constantes numéricas (parâmetros). Como exemplo, podemos citar, entre outras: a velocidade da luz, a massa do elétron, a carga elétrica do próton etc. [2].

 

Argumenta-se, - sem demonstração -, que uma pequena alteração (também não se esclarece qual a magnitude desta alteração) em alguma destas constantes inviabilizaria a possibilidade de vida no universo. Os que argumentam isso também concluem que um universo criado com constantes físicas geradas ao acaso, dificilmente poderia proporcionar vida.

 

Colher de chá

 

A bem da verdade, precisamos observar que um universo com leis aleatórias não precisariam seguir o padrão de leis físicas que temos em nosso universo, isto é, as equações matemáticas que definiriam um universo gerado aleatoriamente, poderiam ser totalmente distintas das que temos no nosso universo atual (em princípio tais universos nem precisariam ser descritos por equações matemáticas), de modo que os parâmetros que temos hoje não se aplicariam em nenhuma das equações deste universo aleatório. Dessa forma, é totalmente FALSO alegar que todos os universos possíveis podem ser descritos mantendo as mesmas equações do nosso universo particular, e variando apenas as constantes que nele aparecem.

 

Entretanto, para podermos refutar o “princípio antrópico”, em sua própria base de sustentação, iremos aqui considerar como verdade que todos os universos possíveis mantenham a mesma estrutura de equações de nosso universo. Também iremos supor que estas equações sejam verdadeiras, mas sabendo de antemão que isso não é verdade, uma vez que há incompatibilidade teórica entre a teoria da relatividade e a mecânica quântica. Além disso, também suporemos que seja verdade, embora ninguém ainda tenha demonstrado, que qualquer alteração de uma das constantes fundamentais inviabilize a possibilidade de vida.

 

Uma analogia

 

Para entendermos a idéia do “Princípio Destrópico”, faremos uma analogia das equações que regem os vários universos possíveis, com os números reais. Vamos supor que cada um dos universos possíveis possa ser representado, por um número real entre zero e dez. Podemos justificar isso se pensarmos que podemos concatenar todas as constantes fundamentais num único parâmetro numérico.

 

Nessa nossa analogia, o parâmetro “4,22341”, por exemplo, representaria um universo U1, que por sua vez seria diferente de um universo U2, representado pelo parâmetro “6,123333...”, e assim por diante. Assim, cada um desses parâmetros numéricos definiria completamente as características do universo por ele representado.

 

Vamos supor que exista uma máquina que gere, aleatoriamente, números reais entre zero e dez. Cada número gerado seria o parâmetro que definiria um universo. Podemos perceber que é ínfima, praticamente nula, a possibilidade de prevermos qual número a máquina irá gerar. Entretanto, certamente a máquina irá gerar um número.

 

 Suponha que nosso universo seja representado por U1 (“4,22341”). Podemos então perguntar: qual a probabilidade de que o número do nosso universo seja escolhido, sendo que há uma infinidade de outros possíveis?  Há infinitos números reais entre zero e dez, assim é praticamente impossível prever que o número “4,22341”, que é o parâmetro que define as características de nosso universo, seja escolhido.

 

Assim, quando a máquina gerar um número, representando um parâmetro do universo, a resposta à pergunta: “Quão provável seria a geração de um universo como o nosso?”, deverá ser “Tão provável quanto à de gerar qualquer outro universo específico”.

 

Equiprovável

 

Nesse nosso modelo de geração aleatória de universos, todos os universos são equiprováveis, pois qualquer número real entre zero e dez teria a mesma probabilidade de ser gerado. Nenhum universo é mais provável de ser gerado que um outro qualquer. Dessa forma, qualquer que fosse o número gerado pela máquina, ele seria tão improvável de ser previsto ou acertado como qualquer outro número. Podemos então concluir que o nosso universo é tão provável de ser gerado como qualquer outro.

 

 

Vida

 

Mas alguém pode retrucar:

“-O nosso universo é o único em que há possibilidade de vida”.

 

A possibilidade de vida é uma peculiaridade de nosso universo. Qualquer outro universo gerado também teria suas peculiaridades específicas. Por exemplo: talvez algum deles pudesse ser formado por minúsculas bolinhas de cristais coloridos cintilantes, outro poderia formar gosmas elásticas, outros, esferas perfeitas, e assim por diante. Se, por exemplo, o universo gerado produzisse bolinhas de cristais cintilantes de cor azul, então  poderíamos fazer a mesma exclamação:

“- Apenas nesse universo se produz bolinhas cintilantes!”

Ou então:

“-Apenas neste universo há possibilidade de se produzir estas gomas elásticas!”

 

E assim sucessivamente. Para nós, humanos, a vida pode ser mais importante do que bolinhas cintilantes, ou do que gosmas elásticas, mas isso é apenas uma valoração humana. Não há nenhuma razão lógica para supor que um universo com vida seja mais importante do que um universo que produza bolinhas de cristais cintilantes, ou gosmas elásticas.

 

Portanto, não podemos alegar que nosso universo seja especial e único, pois ele é tão especial e único quanto qualquer outro universo que fosse gerado aleatoriamente. Todos teriam suas características únicas, geradas por suas constantes físicas também únicas.

 

Outro Formalismo

 

Para clarear esta idéia vamos refazer nosso argumento utilizando um outro formalismo:

Suponha que os universos sejam descritos por seis constantes fundamentais, (o número exato não importa, o raciocínio que faremos serve para qualquer número de constantes).

 

Assim, qualquer Universo U poderia ser definido por um sistema de equações que utilize de seis constantes básicas. Vamos representar essa dependência da seguinte forma:

 

U= U (A, B, C, D, E, F).

 

Particularmente, o nosso universo, U1, é descrito neste formalismo como:

U1= U (A1, B1, C1, D1, E1, F1)

 

Agora, considere um Universo U2 com constantes diferentes de U1:

 

U2 = U (A2, B2, C2, D2, E2, F2)

 

Como U1, por definição, contém os parâmetros do nosso universo, ele vai gerar um universo que pode abrigar “vida”, mas não pode gerar um “voda”. Da mesma forma, U2 pode gerar “voda”, mas não pode gerar “vida”. “voda” é uma característica qualquer de U2, como por exemplo, a de poder formar um grupo de partículas onde a densidade seja exatamente 0,12221 (um número qualquer). Apenas U2 pode gerar um “voda”, e qualquer mudança de parâmetros inviabilizaria a geração de “voda”.

 

Claro que, da mesma forma, um outro universo, U3, com outras constantes:

U3 = U (A3, B3, C3, D3, E3, F3)

 

Também não viabilizaria “vida”, e nem “voda”, mas viabilizaria “vuda”.

“vuda” é uma condição física que ocorre quando as partículas estão submetidas ao regime de forças geradas pelas constantes de U3 (A3... F3). E qualquer alteração numa destas constantes de U3 inviabilizaria “vuda”.

 

Note que não existe uma importância INTRÍNSECA se o universo irá gerar “vida”, “voda” ou “vuda”.  Para a máquina geradora, ou para o próprio universo, isso não faz nenhuma diferença. Mesmo por que o universo ou a máquina aleatória não tem consciência ou desejos. Para a máquina, o que difere é o valor das constantes fundamentais, e não o que elas irão ou não gerar. É irrelevante para a máquina geradora, e mesmo para o universo gerado, se ele poderá abrigar vida, "voda", "vuda" ou apresentar qualquer outra peculiaridade. Cada universo tem sua própria característica. Se U1 permite “vida” ele não permite “voda” nem “vuda”, se U2 permite “voda” ele não permite “vida” nem “vuda”, se U3 permite “vuda” ele não permite “vida” nem “voda”. E assim ocorre para qualquer universo gerado.

 

Desta forma podemos perceber que nosso universo não tem nada de especial porque nada é intrinsecamente especial. “vida” é tão importante como “voda” ou “vuda”.  O universo não está preocupado se “voda” gera consciência ou não gera, nem se “vuda” gera um aglomerado de brilho amarelo incrível que nunca existiria em U1. Ou que “voda” gere micro pirâmides coloridas de brilho próprio de indescritível beleza. Isso pode importar para os humanos, pequenos seres egocêntricos de U1 que dão importância à “vida”, talvez porque também são vivos.

 

Assim, a probabilidade de gerar um universo que tenha “vuda” é equivalente a um outro que possua “vida” ou “voda”. Não há nada de miraculoso ou mágico em nosso universo que o torne REALMENTE especial. Portanto, não tem sentido dizer que a probabilidade de nosso universo ser assim seja obra de alguma divindade. Qualquer que fosse o universo gerado, a probabilidade de ele ter exatamente aquela característica é a mesma que a de o nosso ser exatamente como é.

 

É como escolher aleatoriamente um número real entre zero e dez: Todos são igualmente prováveis e difíceis de serem escolhidos, nenhum é mais ou menos especial que os outros.

 

Palavras-chave: Princípio Antrópico, Princípio Destrópico, probabilidade da vida., Universo, vida

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ateus e Ateísmo | 2 comentários

Fevereiro 12, 2009

user icon

Do "Deus-Lua" a "Deux"

Jocax, Fev de 2009

 

 

Resumo: Este pequeno ensaio procura traçar a evolução das crenças religiosas através do tempo em função da evolução cultural e mental.

 

Palavras Chaves: Deuses, Crenças, Religiões, Evolução cultural, medo da morte, meta humana, objetivo final, Deux.

 

 

Introdução

 

Se formos estudar a história da humanidade e suas crenças religiosas, perceberemos alguma evolução.

 

A evolução da crença humana é produto do seu desenvolvimento intelectual, do crescimento de seu cérebro e de sua inteligência lógica.

 

Inicialmente, o "homem", como ancestral de primitivos hominídeos, não deveriam ter crenças em absoluto, assim como,imagina-se, uma barata também não tenha crenças.

 

Posteriormente, com a evolução do cérebro humano, o homem começa a perguntar sobre as origens das coisas e a “antropomorfizar” os elementos da natureza, transformando-os em deuses: “Deus-Sol”, “Deus-Lua”, “Deus-Trovão” etc..

 

O desenvolvimento da religiosidade, claro, também está fortemente atrelado a cultura em que o homem esta imerso. Mesmo em pleno século XXI, por exemplo, existem tribos indígenas [1] que ainda acreditam nos mesmos deuses que seus antepassados de milhares de anos antes deles, pois, por serem povos culturalmente isolados, não sofreram influencia cultural de outras civilizações.

 

Deuses Metafísicos

 

Com a evolução da ciência, e a descoberta dos processos físicos que explicam os principais fenômenos da natureza, os “deuses-naturais” perderam a força, e foram cedendo lugar para os deuses metafísicos.

 

Deuses metafísicos teriam poder de controlar os elementos naturais, mas já não seriam, eles próprios, tais elementos nem residiriam no plano físico. Estas crenças tiveram seu apogeu na civilização grega, onde dezenas de deuses habitavam o Olimpo- a morada dos deuses.

 

Contudo, devido ao efeito Flynn [2] – que constata que a inteligência humana sobe cerca de 20 pontos por geração- ficava cada vez mais evidente a não necessidade e a irrelevância da antropoformização dos deuses: Por que deuses precisariam ter moradia e outros elementos tão humanos?

 

Assim, substituindo a grande família de deuses, surgiram as religiões monoteístas com seu único deus. Agora, as principais religiões do mundo são monoteístas, como, entre outras, as religiões cristãs, muçulmanas, judaicas etc. Entretanto, novamente, com o avanço da ciência e do QI médio da população, tais credos estão ficando cada vez mais incompatíveis com os fatos científicos, pois as escrituras sagradas que lhes doa a base são postas à prova a cada avanço feito pela ciência. O crente fica cada vez mais espremido entre seus textos sagrados, por um lado, e os fatos científicos, por outro. Muitos, para defenderem suas crenças, começam a se alienar, a se afastarem dos assuntos científicos para não por, mais uma vez, suas necessidades espirituais em confronto com a ciência. Tal afastamento da ciência também produz uma espécie de dicotomia cultural aonde “tribos” de crentes vão se formando.

 

Não é por outra razão que pessoas com um pouco mais de inteligência e/ou cultura cientifica, tendem a buscar alguma segurança para suas necessidades espirituais em doutrinas que dizem ter algum respaldo na ciência. Este é o caso das religiões que alegam possuir algum respaldo científico como, por exemplo, o Espiritismo, a Cientologia, o Kardecismo, entre outras.

 

Mas a evolução cultural e o “efeito flynn” não cruzaram os braços. Embora ainda se encontre pessoas que acreditam desde a “Deus-Lua” até o “deus-espírito”, a tendência, no médio prazo, é uma migração destas crenças no sentido de se obter algum "respaldo" cientifico. Mesmo que tal "respaldo" não passe de um embuste e uma deturpação da ciência materialista para propósitos escusos, como os de encobrir o medo da morte e o terrível “nada” que lhe sucede.

 

Florescimento do Ateísmo

 

Dentro deste fervilhante ambiente evolutivo cultural, biológico e memético, o ateísmo floresceu. No ateísmo, pelo menos, não há escrituras sagradas que desafiam a ciência, nem existem contradições lógicas. Por outro lado, também não há nada a oferecer em relação à necessidade humana de esperança à morte. Creio que por esta razão o ateísmo não cresce a uma taxa ainda mais alta. A maioria dos ateus são pessoas que simplesmente não conseguem se enganar com a imortalidade de uma "alma eterna", sendo que não há evidências nem razão lógica para sua existência. Para muitos, ser ateu é mais uma questão de não conseguir crer do que de não se querer crer.

 

Órfãos da "Matrix Religiosa" os ateus sobrevivem num mundo real e sem muita esperança, embora orgulhosos de estarem em paz com sua consciência por saberem que, ao menos, estão sendo honestos consigo mesmos.

 

Entretanto, os ateus “puros”, isto é, os que não mesclam ateísmo com alguma outra ideologia ou filosofia de vida, podem ser comparados, de certa forma, como “cães desgarrados”: uma vida sem uma ideologia é como uma vida “animal” vive-se pelo prazer e pela felicidade, ao sabor dos ventos, sem um guia de vida ou um objetivo “maior” a seguir. Contudo acredito que a maioria acaba se engajando em algum tipo de ideologia ou movimento político como - e principalmente - movimentos ambientalistas em defesa da natureza ou da vida. Embora não haja nada de errado em não se ter ideologias ou algum objetivo “maior” além de viver a sua própria vida, acredito que as pessoas são mais felizes quando possuem uma meta além da de suas próprias vidas.

 

Ideologias Atéias

 

Um pouco mais além do ateísmo temos algumas outras doutrinas sem deus como o genismo e, talvez, o budismo. No genismo, por exemplo, tem-se alguma sobrevida após a morte. Já que, se a vida não se extinguir em nosso planeta, nossos genes ainda permanecerão nos seres vivos, principalmente nos mais aparentados conosco. Assim, os genes existem e, pelo genismo, a morte de nossos corpos ainda não é o nosso fim. Nesse caso há uma sobrevida e um pouco mais de esperança. Além disso, a biologia evolutiva e a psicologia evolucionista são compatíveis com esta doutrina já que ambas estão centradas na preservação genética e não na preservação do fenótipo, ou mesmo da consciência.

 

Deux

 

Entretanto, o genismo é algo localizado, restrito à vida, e universalmente pouco abrangente. Sociedades de robôs, autômatos e computadores, por exemplo, poderão ter uma consciência avançada e não possuírem genes. Como poderia ser uma ideologia universal, maior, mais abrangente e ainda ser uma meta de todos os seres sencientes?

 

Esta noção de uma ideologia abrangente deveria ser pautada pela maximização da felicidade universal. Esta ideologia já existe, e é conhecida como “Projeto Felicitax” [3].

 

Nesse projeto, nosso próprio prazer e felicidade deixam de ser importante frente a uma meta de felicidade de bilhões de bilhões de vezes superior à nossa.

 

Para tanto o projeto Felicitax propõe a construção de Deux. Deux seria um ser, ou vários seres interconectados, cujo objetivo primordial é maximizar a felicidade do universo.

 

Para isso Deux poderia tentar maximizar sua própria felicidade se auto-evoluindo num ritmo exponencial. Todos os recursos seriam utilizados nessa maximização que, para isso, necessitaria também do máximo conhecimento já que a própria evolução seria feita com base no conhecimento por Ele adquirido.

 

Deux poderia ser criado por uma sucessão de clones biológicos cada vez mais aprimorados ou através de sistemas de computadores que se auto-construiriam. De qualquer forma, o objetivo seria a felicidade máxima do universo. Não há a necessidade de estarmos fisicamente lá, junto a Deux. Da mesma forma que sentimos satisfação e alegria por nossos filhos estarem bem e em segurança, mesmo que estejamos passando necessidades, poderemos, da mesma forma, sentir alguma felicidade se soubermos que Deux vai ser construído e tornar-se real. É possível que Ele já esteja “vivo” em alguma civilização extraterrena e assim um dia poderá vir aqui sugar todos os nossos recursos para incorporar na felicidade universal que Ele patrocina: ó glória!

 

 

Referências

 

[1] Vida e Cultura Ashaninka do Alto Juruá na Amazônia

http://www.arara.fr/BBTRIBOASHANINKA.html

 

[2] Efeito Flynn

http://groups.yahoo.com/group/Genismo/message/6498

 

[3] Projeto Felicitax e a construção de Deux

http://stoa.usp.br/mod/forum/forum_view_thread.php?post=42442

 

 

 

 

 

 

Palavras-chave: Ateísmo, Crenças, Deuses, Deux, Evolução das Crenças, Projeto Felicitax, Religiões

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ateus e Ateísmo | 5 comentários