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novembro 01, 2011

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Acreditar ou pensar em Deus pode nos deixar “preguiçosos”

Segundo uma nova pesquisa, não importa se você é um verdadeiro crente; pensar sobre Deus e/ou religião pode transformá-lo em um preguiçoso.

“Mais de 90% das pessoas no mundo concordam que Deus ou um poder espiritual semelhante existe ou pode existir”, disse a pesquisadora Kristin Laurin.

“Esta é a primeira evidência empírica de que simples lembretes de Deus podem diminuir alguns tipos de autorregulação, como perseguir objetivos, mas ainda pode melhorar outros, como resistir à tentação”.

Os resultados do estudo foram independentes das crenças dos participantes religiosos. Mesmo para aqueles sem uma crença pessoal em Deus, a cultura mundial está saturada de referências religiosas e imagens que poderiam afetá-los. Mesmo sem saber, estes sinais religiosos podem ter um efeito psicológico.

No novo estudo, os pesquisadores lançaram a mais de 350 estudantes de engenharia a ideia de Deus ou fé, oor exemplo, ao fazer os participantes escreverem uma frase usando uma lista de palavras com conotações espirituais.

Depois, os estudantes fizeram testes de habilidade em que tinham de criar tantas palavras quanto possível a partir de um grupo de letras. Quando tinham visto imagens ou linguagem religiosas antes, os estudantes pensaram em menos palavras, independentemente da sua origem religiosa.

Os pesquisadores acreditam que a “falta de esforço” do grupo que tinha ouvido sobre religião poderia ser ditada por uma crença que o destino está nas mãos de Deus.

Se os alunos acreditam que Deus controla o seu destino, tentar ser melhor não vai ajudá-los a ser melhor, resultando em um menor esforço. Este processo de pensamento parece ser inconsciente, mas apenas a presença de Deus, ou evocar palavras ou imagens sobre religião, podem alterar o comportamento das pessoas.

Um segundo estudo tentou os participantes com cookies, depois de terem lido uma de duas passagens – uma sobre Deus e outra sobre um tema não religioso.

Os participantes que leram a passagem de Deus não só relataram uma maior disposição para resistir à tentação, mas também eram menos propensos a servirem-se sozinhos dos cookies.

Esse efeito, entretanto, só foi encontrado entre os participantes que haviam dito anteriormente que acreditavam que uma entidade onisciente olhando por eles, embora a força de sua devoção a Deus que não tenha entrado em jogo em nenhum dos experimentos.

Os pesquisadores dizem que esse efeito pode ser o “efeito Papai Noel”, no qual as pessoas “se comportam bem”, porque Deus sabe quando elas estão sendo más. Ser lembrado da presença de um Deus onisciente ajuda as pessoas a resistir às tentações, por medo de serem “apanhadas” fazendo o mal.[LiveScience]

http://hypescience.com/acreditar-ou-pensar-em-deus-pode-nos-de

Palavras-chave: Crença, , pesquisa, Preguiça

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ateus e Ateísmo

Comentários

  1. Sady Carlos de Souza Junior escreveu:

    Olá João Carlos!!!!

    Pois é amigo,

    Eu acredito na aposta de Pascal (abstraindo agora da fé), não há aí uma questão de fé, porém lógica-matemática.

    Ele pretendeu mostrar matematicamente que seria um péssimo negócio não acreditar em Deus. acredito até que Vc já conheça esta sua "Aposta"

    http://ceticismo.net/ceticismo/a-aposta-de-pascal/

    Por outro lado,

    Esta pesquisa psicológica me pareceu muito legal, e isto está muito parecido com o Brig Brother pelos seus efeitos que a crença em Deus gera em nosso comportamento.

    Sady CarlosSady Carlos de Souza Junior ‒ quinta, 03 novembro 2011, 16:23 -02 # Link |

  2. Jocax escreveu:

    Acho meio estranho esta aposta de Pascal,

    seria como se vc apostasse algo do tipo: 

    Suponha q vc esteja numa especie de Alemanha Nazista onde as possibilidades de vc se dar bem indo CONTRA o Fuher-hitler eram minimas e isso significava o enforcamento ou algum campo de concentracao ou camera de gas. Se vc se juntasse aos calhordas e compactuasse com sua politica sordida vc se daria bem.

    Pela ideia de pascal vc deveria se tornar um nazista certo?

    Percebeu? essa ideia eh meio , digamos assim, covarde !

    De qqr modo Pascal NAO tinha o conhecimento que temos hoje sobre a IMPROBABILIDADE DE DEUS e MUITO MENOS conhecia o "O DIABINHO AZUL JOCAXIANO" de modo que, atualmente a probabilidade de deus existir eh praticamente zero ( http://www.filedu.com/rdawkinsaimprobabilidadededeus.html )  e mesmo a aposta de pascal, atualmente, favorece o lado oposto :0)

     

    João Carlos Holland de BarcellosJocax ‒ quinta, 03 novembro 2011, 21:56 -02 # Link |

  3. Sady Carlos de Souza Junior escreveu:

    Olá Jocax! Tudo bem?

    Bom, Vc apenas fez juízo de valor - e valor negativo - ao associar com o Nazismo. Desta forma está fácil discordar. Porem tente fazê-lo imparcialmente . Pascal não apostou em juízo de valores morais, apenas pela lógica!

    Você chegou a se admirar, ora, pensei que vc já conhecesse isto! Apresente uma aposta do seu diabinho que refute a de Pascal.

    Sady CarlosSady Carlos de Souza Junior ‒ sexta, 04 novembro 2011, 15:38 -02 # Link |

  4. Jocax escreveu:

    Sady, SE eu fiz juizo de valor entao pascalfez tambem:  ao aceitar que ir contra deus poderia colocar a pessoa no inferno ou em sofrimento .

    Ou seja esta se jogando com prazer e sofrimento o mesmo q eu fiz . NO exemplo q dei se vc nao fosse a favor do fuher vc poderia vir a sofrer , no caso de pascal tabmem:  se vc nao fosse a favor da crenca em deus vc tbem poderia vir a  sofrer, QUAL A DIFERENCA?

    O q estou dizendo eh que usar pascal para crer em deus eh o mesmo que UM ATO DE COVARDIA em que vc "força" uma crenca apenas para fugir de um possivel sofrimento ( isso eh uma hipocrisia) .

    Eu tenho um ditado q diz:

    "Deus eh a maior hipocrisia coletiva da historia da humanidade"

     

     

     

     

    João Carlos Holland de BarcellosJocax ‒ sexta, 04 novembro 2011, 21:10 -02 # Link |

  5. Andre de Souza Freitas escreveu:

    Após observar símbolos religiosos, os alunos reagiram com maior morosidade a um exercício de raciocínio. Daí, conclui-se que ficaram "preguiçosos".

    A meu ver, a conclusão é tendenciosa. Um ateu certamente a sentenciou. Para um religioso, a conclusão seria a de que eles ficaram mais introspectivos, e que as pessoas precisam mais de introspecção para se livrarem da bitolagem e da mecanização do raciocínio do dia-a-dia.

    Andre de Souza FreitasAndre de Souza Freitas ‒ sexta, 20 janeiro 2012, 11:20 -02 # Link |

  6. Sady Carlos de Souza junior escreveu:

    É, eu também acredito que é tendencioso!

    Quando se tem um bom emprego (tipo: funcionário público), quando se tem uma fortuna que deixaria até o tataraneto sem precisar trabalhar, quem tem uma herança, ou uma doença, etc. tudo isso leva a lassidão, à preguiça, à atrofia da mente. Há mil desculpas para a mente se tornar indolente, seja de uma pessoa religiosa ou não. Então, esta não é uma argumentação que demonstre: Deus não existe! Não é!!!!

    Um abraço fraternal!

    Sady Carlos.

    Sady CarlosSady Carlos de Souza junior ‒ sexta, 20 janeiro 2012, 16:44 -02 # Link |

  7. Jocax escreveu:

    Nao sou eu que estou dizendo isso é a pesquisa:

    "Segundo uma nova pesquisa, não importa se você é um verdadeiro crente; pensar sobre Deus e/ou religião pode transformá-lo em um preguiçoso."

     

    Mas a minha opiniao eh que professar uma religiao deixa a pessoa menos logica ( mais "burra") por ter que aceitar AS CONTRADICOES inerentes da religioes com a realidade e com a propria religiao:

    Veja as contradicoes da Biblia:   http://www.bibliadocetico.net/ 

    http://str.com.br/Atheos/contradicoes.htm

    http://ateusdobrasil.com.br/p/262/

     

     

     


    João Carlos Holland de BarcellosJocax ‒ sábado, 21 janeiro 2012, 08:58 -02 # Link |

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