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agosto 14, 2009

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II.8- O “Boeing e a Vida”

Por: Jocax

Uma crítica freqüente dos criacionistas contra a teoria da evolução darwiniana pode ser resumida na sentença:

 

"Criar um ser vivo como o homem é equivalente que dizer que um vendaval batendo num ferro-velho durante bilhões de anos pode montar um Boeing 707".

 

Vamos supor que a probabilidade de um vendaval bater num ferro-velho e montar um Boeing 707 seja equivalente a probabilidade de jogar certa quantidade de dados, por exemplo, 10 mil dados, e todos eles caírem com a face “6” voltada para cima. Mas a pergunta correta é: “É assim que a natureza trabalha?” ou “É assim que a evolução se processa?”

 

A resposta é: Não!

 

A natureza não faz a evolução dos seres vivos se processar como se um evento de extrema improbabilidade fosse acontecer repentinamente. Para entendermos como a evolução se processa, vamos utilizar, como analogia, um jogo com dados e supor que os 10 mil dados representem o genótipo de um ser humano. Então, com este exemplo em mente, vamos fazer com que estes 10 mil dados sejam jogados de forma a fazê-los caírem todos com a face “6” para cima (representando o genótipo do ser humano). Isso sem ter que forçar o número “6” em nenhum deles. Parece impossível? Mas não é. Na verdade é até fácil, como veremos a seguir:

 

Inicialmente, você pega o primeiro dos 10 mil dados e o joga. Este dado vai equivaler ao aparecimento da primeira molécula com capacidade de se replicar. Se não cair “6” na primeira vez então você joga o mesmo dado novamente. Se ainda não cair “6” continue jogando o mesmo dado até que finalmente ele caia com a face “6” voltada para cima. Na média, deveremos jogar seis vezes um dado para que o número desejado apareça. Devemos lembrar que uma molécula capaz de se replicar é “infinitamente” mais simples do que um ser humano completo. Mas continuamos jogando o mesmo dado até que finalmente ele cai com a face “6” para cima. Temos então a primeira molécula replicante. Em média, precisaremos jogar seis vezes o dado para isto acontecer.

 

Na nossa analogia, podemos pensar que o surgimento da primeira molécula replicante seja algo mais difícil de ocorrer do que lançar um único dado em relação aos 10 mil dados que significam o ser humano. Neste caso, poderíamos então utilizar 4, 10 ou 15 dados de uma vez ao invés de um único. De qualquer forma, o importante é percebermos que o surgimento da primeira molécula replicante seja um evento muitíssimo mais fácil de acontecer do que o aparecimento de um mamífero completo como o ser humano, e ainda podemos invocar o “teorema do macaco” para garantir que isso seja possível. O surgimento do primeiro replicador pode ser considerado o início da vida.

 

Uma vez que tenha surgido o primeiro replicante, podemos considerar que o primeiro dado tenha completado sua tarefa e terminado com a face “6” . Partimos então para o segundo dado. Da mesma forma, vamos jogando-o seguidamente, e apenas ele, até que outro número “6” apareça. Isto seria equivalente, por exemplo, a uma mutação que fizesse com que o replicador produzisse uma camada protetora, como, por exemplo, uma membrana, ou algum outro recurso que lhe fosse benéfico em termos de sobrevivência. Devemos notar que o primeiro replicador deve continuar se replicando e gerando seguidamente múltiplas cópias de si mesmo, de modo que mesmo que se uma mutação malévola ocorra (o número “5”, por exemplo, apareça no dado) e ocasione a morte deste replicante, ainda vão continuar existindo muitas outras cópias idênticas que não apresentaram esta mutação deletéria.

 

Agora, com dois dados lançados (“66”) temos um replicante com uma camada protetora. Podemos considerá-la como uma bactéria rudimentar. O que é importante notar é que a QUANTIDADE MÉDIA DE VEZES que precisamos lançar os dados consecutivamente para obtermos o número 6 nos dois é apenas 12 vezes (=2 x 6). De outra forma, se jogássemos os dois dados ao mesmo tempo precisaríamos de, em média, 36 (=6^2) lançamentos para conseguir isso. Ou seja, a natureza trabalhou, neste caso, três vezes mais rápido do que esperaríamos para formar esta bactéria de uma só vez. Mas continuemos o processo evolutivo mais um pouco.

 

Agora que temos dois dados com a face “6” que corresponderia, em nossa analogia, a uma bactéria rudimentar, ela deverá se replicar com mais eficiência e provavelmente utilizará suas primas como fonte de alimentação. Isso significa que ela é mais estável que suas primas (que representam um único “6”). Em breve estará dominando o ambiente e todas elas serão do tipo “66” . Isto se chama seleção natural. Mas as mutações continuam ocorrendo isso significa que agora estamos jogando o terceiro dado. Para que tenhamos um outro passo evolutivo (“666”) jogando um dado de cada vez, precisaremos em média de cerca de 18 tentativas (=3 x 6) no total. Se tivéssemos de jogar os três dados simultaneamente, precisaríamos em média de 216 jogadas (6x6x6), ou seja, uma dificuldade, ou tempo, 12 vezes maior do que se jogando um dado de cada vez, que é a forma em que a natureza trabalha.

 

A evolução trabalha assim: lentamente, através de mutações aleatórias. Os mutantes que são mais estáveis permanecem; os menos estáveis são substituídos. Ou seja, as mutações favoráveis são preservadas. Não há a necessidade de se começar o processo do zero para explicar o surgimento de um novo organismo.

 

Se continuássemos o nosso processo de jogar os dados, quando estivéssemos jogando o décimo dado, teríamos feito cerca de 60 lançamentos. Se tivéssemos de lançar os 10 dados simultaneamente precisaríamos de mais de 60 milhões de lançamentos para conseguir os 10 dados com a face “ 6”, ou seja, a evolução trabalhou, neste caso, mais de um milhão de vezes mais rapidamente do que o puro processo de tentativa e erro. Grosso modo, a evolução trabalha, por seleção natural, num tempo linear, enquanto o processo de tentativa e erro puro, sem seleção natural, acontece em tempo exponencial. Com os nossos 10 mil dados originais, teríamos uma diferença que seria equivalente ao número “1” seguido de 7 mil zeros! Isto é um tempo “infinitamente” mais rápido do que a pura tentativa e erro com os dez mil dados de uma só vez.

 

 

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Ateus e Ateísmo

Comentários

  1. Andre de Souza Freitas escreveu:

    Discordar da teoria da evolução é algo muitas vezes feito em nome de alguma religião, mas não é, necessariamente, o único posicionamento religioso possível, inclusive tratando-se de fé cristã.

    Discordam da teoria da evolução teólogos leigos em ciência, e esse é um posicionamento antigo e pobre. A Bíblia revela Deus ordenando para que a terra e o mar produzissem os seres viventes, mas não faz qualquer alusão quanto a forma de como foram ou não criados. Citar os "dias" da criação mencionados na Bíblia como se fossem intervalos de 24 horas é falta de critério hermenêutico.

    Por outro lado, a abiogênese é algo muito mais complexo que a idéia transmitida pela comparação com os dados. O surgimento do primeiro e mais rudimentar ser vivo seria já equivalente, em termos de probabilidades, a lançar milhares de dados e todos caírem na mesma posição.

    Mas o equívoco indicado sobre a dinâmica da seleção natural é comum e deve ser esclarecido.

    Andre de Souza FreitasAndre de Souza Freitas ‒ sexta, 14 agosto 2009, 17:22 -03 # Link |

  2. João Carlos Holland de Barcellos escreveu:

    Andre, quantos dados corresponderiam aa probabilidade de gerar um DEUS?  Esta quantidade nao seria bem MAIOR que a quantidade de dados para gerar todo o universo nos estado que se encontra  agora?

    O problema dos religiosos eh que eles nao questionam deus da mesma maneira que questionam a vida. Dois oesos e duas medidas? Pq sera?

    -------------

    JC e-mail 3769, de 26 de Maio de 2009.

    14. Decifrando a origem da vida, artigo de Marcelo Gleiser

    "Como num jogo de lego, o RNA teve que sair de moléculas ainda mais simples"

    Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover
    (EUA), e autor do livro "Harmonia do Mundo". Artigo publicado na "Folha de SP":

    Por uma dessas coincidências imprevisíveis, nesta semana escrevo sobre a vida
    mais uma vez. É bem verdade que semana passada o tema foi mais exótico, a busca
    por vida inteligente fora da Terra, um projeto que tem pouquíssima chance de ter
    sucesso. (Mas se não tentarmos jamais teremos êxito). Hoje, apesar do tema
    também girar em torno da vida, o foco não é em seu estágio mais avançado, a vida
    inteligente, mas em seu estado mais primitivo, a sua origem.

    Segundo teorias modernas, a vida na Terra começou simples. O que vemos hoje,
    animais extremamente sofisticados com trilhões de células, é o resultado de
    bilhões de anos de evolução. Os primeiros seres vivos, que surgiram há
    aproximadamente 3,8 bilhões de anos, quando o planeta era um bebê, tinham uma
    célula. E foram necessários em torno de 2 bilhões de anos para que esses seres
    unicelulares descobrissem as vantagens de se juntar e criar colônias
    multicelulares.

    Essa passagem do uni ao multicelular é um mistério. Mas não é o maior deles.
    Mais complicado é entender como surgiram as primeiras células. De modo bem
    simplificado, podemos visualizar uma célula como um balão cheio de substâncias.
    A superfície do balão-a membrana- protege o seu interior. Lá dentro, existem
    muitas coisas, sendo a mais importante delas o núcleo da célula, onde
    encontramos o material genético, o DNA.

    Células mais primitivas usam outro tipo de material genético, o RNA, que é mais
    simples. Daí que, voltando ao passado, muitos cientistas supõem que a vida
    primitiva começou com o RNA. Esse cenário ficou conhecido como o "mundo de RNA".

    Essas moléculas gigantescas faziam os dois trabalhos importantes para sustentar
    a vida: promoviam uma série de reações químicas e regiam a reprodução da célula.
    Mas como as moléculas de RNA surgiram?

    Esse é um dos grande desafios na resolução do mistério da origem da vida: se a
    vida começou simples, moléculas como o RNA tiveram de ser feitas a partir de
    moléculas mais simples, como num jogo de Lego.

    Imagine que você tenha peças de três cores: verde, amarelo e azul. Moléculas de
    RNA têm três ingredientes principais: açúcares ou riboses (verde), fosfatos
    (amarelo) e as bases químicas que podem aparecer em quatro formas diferentes
    (azul).

    Imagine uma molécula de RNA como um colar muito longo em que esses três tipos de
    peças estão ligados, sempre na mesma ordem. O que muda são as quatro bases ao
    longo da molécula. Para que o mundo de RNA funcione, é necessário sintetizar
    esses longos colares, começando por juntar um açúcar com uma base, formando um
    "nucleotídeo". O RNA é uma sequência de nucleotídeos. Há mais de 20 anos os
    cientistas vêm tentando realizar essa síntese sem sucesso. Na semana passada,
    tudo mudou.

    Um grupo da Universidade de Manchester, na Inglaterra, após dez anos de
    tentativas, conseguiu sintetizar dois dos quatro nucleotídeos. O interessante é
    que a reação foi por um caminho muito diferente do que outros tentaram antes. Em
    vez de tentar juntar um açúcar e uma base e depois o fosfato, a reação foi feita
    em ordem diversa, com ingredientes que supostamente existiam na Terra primitiva.
    Os químicos descobriram outro caminho para chegar ao mesmo lugar.

    Até mesmo radiação ultravioleta, que era abundante na superfície da Terra, foi
    usada na síntese. A descoberta foi recebida com entusiasmo. Ela torna mais
    viável um cenário para a origem da vida que pode ser testado no laboratório. Mas
    é bom sermos cautelosos. Viabilidade não é prova: a natureza pode ter usado um
    caminho diferente do que o dos cientistas.
    (Folha de SP, 24/5)

    João Carlos Holland de BarcellosJoão Carlos Holland de Barcellos ‒ sábado, 15 agosto 2009, 13:49 -03 # Link |

  3. João Carlos Holland de Barcellos escreveu:

    Daniel ,
    ha uma diferenca abssal entre uma chance em 1 milhao e 999.999 chances em 1 milhao.
    Se eu disser que a probabilidade de ocorrer vida em 1 planeta é de 99,99999%
    ninguem vai se assustar e achar que é um milagre divino mas se disser que as chances
    são de 0,0000000000001% ai sim podem acreditar que houve um interferencia divina.

    Desta forma nao faz sentido voce dizer que nao importa o grau de probabilidade de um evento.
    Importa sim e muito.

    Da mesma forma no calculo que vc propos que eu calculasse a probabilidade vc deve lever em conta
    que o oceano antigo era  formado por "Trilhoes de Trilhoes" de centimetros cubicos de agua e outras substancias
    que se chocavam ao acaso a cada nanosegundo. Qual a chance de PELO MENOS UMA destas moleculas se chocarem
    de forma conveniente entre "trilhoe de trilhoes de trilhões de trilhões" de coplisões por segundo
    formarem uma molécula replicante?

    Provavelmente deve ser "infinitamente" maior do que um unico tubo de ensaio onde Urey-Miller
    conseguiram gerar suas primeiras moleculas organicas. Veja da Wiki:

    [i]"A experiência de Miller consistiu basicamente em simular as condições da Terra primitiva. Para isto criou um sistema fechado, onde inseriu os principais gases atmosféricos, tais como gás carbônico, oxigênio, metano, além de água. Através de descargas elétricas, e ciclos de aquecimento e condensação de água, obteve após algum tempo, diversas moléculas orgânicas (aminoácidos). Deste modo, conseguiu demonstrar experimentalmente, que nas condições primitivas da Terra, seria possível aparecerem moléculas orgânicas através de reações químicas na atmosfera. Estas moléculas orgânicas são indispensáveis para o surgimento da vida."[/i]
    .

    Vc me pergunta a probabilidade de acontecer uma molecula complexa.
    Acho que vc nao leu meu texto: A vida nao comecou com uma molecula complexa
    mas sim, provavelmente, com uma molecula simples que conseguia se replicar:
    Provavelmente uma molecula de RNA simples.  A partir dai mutacoes e selecao natural contam a historia.
    Leia o "Boeing e a Vida" com mai cautela.

    Vc se confunde achando que os peixes sairam dos mares e ja ganharam patas.
    Nao foi assim. Primeiro eles se arrastavam na praia, talvez procurando por conchas
    e moluscos. Com o tempo foram ganhando terreno e consumindo vegetais mais adentro.
    Nenhum peixe saiu da agua e ganhou patas e foi pra terra. O processo eh lento e gradual.
    Antes de irem pra terra tornaram-se anfibios etc...
    Nada que um livro de evoliucao nao explique detalhadamente.

    Com relaçao a Deus procure no Google "O Diabinho Azul Jocaxiano". Vc vai encontrar
    muitas PROVAS e argumentos provando a inexistencia de deus.
    Feliz Ano Novo !

    Resposta de :
    http://worldevolution.wordpress.com/2009/11/24/criacionismo-nao-e-ciencia/#

    João Carlos Holland de BarcellosJoão Carlos Holland de Barcellos ‒ quinta, 31 dezembro 2009, 00:20 -02 # Link |

  4. Visitante escreveu:

    Como parece que fui censurado no WorldPress, vou colocar minha resposta aqui: 

    ------------------------------------------

     

    Ola Daniel, Paulo  e pessoal, 

    Vc disse:

    COMO o primeiro replicante eh formado? 

    Vc sabe COMO uma moeda cai cara? 

    Ou mais especificamente : 

     

    Vc precisa saber EXATAMENTE como uma moeda cai cara para entender que ela pode cair cara?? 

     

    nao neh? ( mas vc sabe q tem a gravidade tem o atrito e a dissipacao de energia e assim vai

     da pra entender sem saber pq ela cai cara e nao coroa! )

     

    Da mesma forma os cientistas nao sabem EXATAMENTE COMO o primeiro replicante 

    foi criado mas sabem mais ou menos como foi isso: 

    Ja te disse antes Trilhoes de trilhoes de moleculas se chocando ao acaso podem montar 

    um prelicante assim como construir moleculas organicas como no experimento de Uriel Miller: 

    Se num unico minusculo tubo de ensaio de alguns centimetros cubicos por alguns dias foi suficiente 

    para criar uma profusao de moleculas organicas atraves de choques aleatorios , o que dizer entao 

    de um OCEANO INTEIRO equivalentes a trilhoes de trilhoes de trilhoes de tubos de ensaios 

    de particulas chocando-se por BILHOES de anos?  

    Esse foi o "COMO" foi criado o primeiro replicante.

     

    Vc diz que o DNA necessita da enzima para ser gerada mas a enzima eh produzida pelo DNA, nao eh? 

    E caimos num cilco vivioso. Nao eh bem assim a origem da vida.

    Os cientistas acreditam que o primeiro replicante veio de uma FORMA DE RNA primitivo 

    que eh MAIS simples que o DNA e alem disso ele funciona TAMBEM como uma enzima catalisadora.

    Fim da circularidade.

     

    Paulo, vc disse que {Universo+Deus) eh mais complexo que {Universo} e devemos 

    descartar universo?  SIM na falta de evidencias:

     

    O que vc escolheria das hipoteses abaixo , quando vc ve uma caixa fechada na calcada: 

    a) {Caixa vazia  }

    b) {Caixa + Unicornio Rosa + Segredo da vida eterna + Coroa da rainha Elizabeth  dentro dela} 

     

     

    Percebeu agora? 

    Claro que entidades como ( Unicornio, coroa da rainha, e segredo da vida eterna ) 

    sao infinitamente mais simples e provaveis do que um ser capaz de cria-los 

    entendeu? 

     

     

    Sabe Daniel sua contradicao eh a seguinte: 

    A probabilidade de surgir a vida NAO EH ZERO e eh INFINITAMENTE MAIS FACIL DE ACONTECER 

    do que a probabilidade de se criar DEUS. 

    Entao por que eu deveria escolher , para entender a vida, partir de um ser infinitamente 

    mais IMPROVAVEL de ser criado do que o de a VIDA ser criada?   

    Entendeu? 

    Se vc quer partir de deus como um ser PRE-EXISTENTE e nao criado por que entao 

    nao partir de um UNIVERSO com vida pre-existente e nao criado que eh infinitamente mais simples posto que o universo eh finito? 

    Percebeu a irracionalidade?

     

    O fato de a proteina ser complicada de ser construiida ao acaso nao derruba a teoria 

    de que ela NAO FOI CONSTRUIDA AO ACASO !!

    Quem foi construido ao acaso foi o PRIMEIRO REPLICANTE e NAO a proteina.

    E o primeiro replicante deve ser algo proximo ao RNA.

    A partir dai, a partir do primeiro replicante podemos EVOLUIR EM COMPLEXIDADE 

    de uma forma quase LINEAR e nao EXPONENCIAL podemos evoluir em complexidade 

    conforme meu artigo do "BOEING e a VIDA" que esta copiado ai em cima.

     

     

    Assim seu numero exponencial de 10^130  torna-se na forma linear apenas 10 * 130 

    Ou seja, o que era potencia vira um fator multiplicativo. Entendeu? 

    Leia o argumento do "Boeing e a Vida" para vc entender o processo, nao eh dificil.

     

    -----------

     

     

    Paulo vc esta sendo contraditorio quando rejeita a complexidade dos conjuntos: 

    Primeiro REJEITA a origem da vida da forma cientifica por dizer que eh MUITO COMPLEXA

    para ser crivel e q por isso deve ter uma origem transcendente e divina.

    Percebeu que vc partiu da COMPLEXIDADE da da origem da vida PARA REJEITA-LA???

     

    Depois de forma CONTRADITORIA vc diz que NAO devemos nos basear a COMPLEXIDADE 

    dos conjuntos filosoficos pois cada um acredita no que quiser !!

     

    Se meu "Diabinho Azul" eh MENOS complexo do que DEUS infinito e todo poderoso 

    entao ELE DEVERIA SER PREFERIVEL logicamente a uma entidade infinitamente 

    mais complexa !! Se vc rejeita o diabinho em favor de deus entao vc TAMBEM 

    deve aceitar a enorme (SEGUNDO VOCE)  complexidade da origem da vida ja que 

    complexidade pra vc nao eh o problema !

    Percebeu? 

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    default user iconVisitante ‒ quarta, 10 fevereiro 2010, 15:08 -02 # Link |

  5. Glenn Ivan Ynguil Fernandez escreveu:

    Talvez toda essa questão tenha sido levantada (de novo!) pela noticia publicada na Folha de S. Paulo de que só 8% da população brasileira acreditam em que a evolução se deu sem interferência divina.

    Glenn Ivan Ynguil FernandezGlenn Ivan Ynguil Fernandez ‒ terça, 06 abril 2010, 18:15 -03 # Link |

  6. Jocax escreveu:

    Do meu facebook:

    Da mesma forma q a geladeira precisa de "energia para vencer a entropia" , o SOL fornece energia que permite as moleculas se organizarem em formas mais complexas, entende?

    Eh como se houvesse energia para AGITAR muitos dados e todos caisssem com a face voltada para o numero 6 ( formando o primeiro replicante )
    entendeu? ha necessidade de energia para jogar os dados e a selecao natural faz o resto do trabalho.
    Ou seja a entropia diminui localmente nesse sistema aberto onde entra energia do sol produzindo produtos de complexidade maior.
    Veja o texto "O boeing e a vida" ( http://www.genismo.com/geneticatexto28.htm )
    abs
    Jx

    Na verdade nao , primeiro a teoria cientifica atual diz exatamente isso: "...A teoria dominante de como a vida começou envolve o surgimento de um “auto-replicador”, uma molécula original de vida – um RNA – que pode fazer cópias de outros RNAs, incluindo ele mesmo.

    Conforme a evolução avançou, esta molécula auto-replicante deixou de existir, e a maioria dos organismos vivos da Terra passaram a usar o DNA para armazenar suas informações genéticas (com outras enzimas copiando a si mesmas).

    A teoria é chamada de “hipótese de mundo de RNA”, e sugere que a vida foi originalmente baseada não no DNA, mas em um produto químico relacionado chamado RNA, que pode transportar informação genética e se dobrar em três dimensões e formas, além de funcionar como uma enzima, o catalisador biológico que acelera determinadas reações químicas."

    Segundo que vc deve levar em conta que existiram quadrilhoes de quadrilhoes de eventos que ficaram jogando dados: 100 bilhoes de galaxias com cem bilhoes de estrelas em cada com possiveis dezendas de planetas , fazendo tentativas por bilhoes de anos Veja que NUM UNICO TUBO DE ENSAIO ja se conseguiu as enzimas formadoras do RNA:

     

    ‎"...Em 1953, Stanley Miller realizou um experimento que entrou para a história da ciência, simulando as condições de uma atmosfera primitiva sujeita à descargas elétricas constantes e, após alguns dias, verificou a formação de aminoácidos.

    Os resultados da experiência de Miller tiveram um grande impacto na comunidade científica. Matérias da imprensa da época davam a entender que bastaria dar uma boa “sacudida” naquele caldo para gerar vida.

    “Se Deus não fez desta maneira, perdeu uma boa chance”, observou o supervisor de Miller, o premio Nobel Harold Urey....."

     

    ‎"....Como o espaço é cheio de açúcares que formam a ribose, a espinha dorsal do RNA, não há nenhuma razão para o sistema de DNA e RNA, que forma a vida na Terra, ser limitado a nossa biosfera.

    Essa teoria dá a entender que o RNA é o que deu à estrutura primitiva celular o catalisador necessário para se tornar vida. Com um universo cheio de açúcar, não há nenhuma razão para que outros mundos (uma das 100 bilhões de galáxias estimadas no universo observável) não tenham evoluído vida com RNA à sua própria maneira original.

    Os pesquisadores começaram a estudar uma enzima chamada R18, que pode fazer cópias de outras peças curtas de RNA, embora com erros. Para ampliar esse R18 inicial, o grupo criou 50 milhões de clones, cada um contendo mudanças genéticas aleatórias na sequência de RNA, para em seguida selecionar os com melhor capacidade de cópia de RNA. E, repetindo este processo várias vezes, eles geraram enzimas cada vez mais poderosas.

    Até agora, a única cópia conhecida de RNA era a molécula R18, que só podia copiar segmentos de RNA de até 14 “letras”, e só funcionava em certas sequências.

    Depois de selecionar todas as mutações benéficas que tinham se acumulado a partir dos experimentos, separar o que era útil e o que não era, e combinar tudo isso em uma única molécula, os pesquisadores criaram a enzima de RNA tC19Z, que funciona como uma auto-replicadora...." https://netnature.wordpress.com/2011/04/18/a-origem-da-vida-pesquisadores-criam-molecula-de-rna-auto-replicante-com-resenha/

     

    Uma vez que a vida que se vai tornando complexa ateh chegar a um ponto que se pergunta sua propria origem entao toda vida que chega ao estagio inteligente vai perguntar sobre sua origem e isso
    nao esta restrito ao nosso planeta. Se perguntamos pelas nossas origens entao qqr planeta que chegue a uma vida inteligente tbem devera se perguntar.
    E o nosso planeta eh um dos bilhoes de bilhoes que podem ter vida.
    Assim a probabilidade eh na verdade muito alta.

    Sua analise errnea eh parecida com a pessoa que joga la mega-sena e ganha , mas existem milhoes jogando
    e vc diz: devemos nos restringir a calcular as chances apenas na casa da pessoa e esquecer os outros jogadores.

     

    Veja o texto :"....A tC19Z é confiável e pode copiar sequências de RNA de até 95 letras, um aumento de sete vezes em relação a R18. Seu desempenho varia de acordo com a sequência que está copiando, mas é muito menos exigente do que a R18.

    A tC19Z pode copiar pedaços de RNA que são quase metade do seu tamanho (48%). Para copiar a si mesma, tem que ser capaz de copiar sequências de seu próprio tamanho; e ela já está se aproximando desse objetivo...."

    Ou seja, A TC19 nao dve ter muitos nucleotideos uma vez que ela pode copiar ateh 95 letras q representa 48% do seu tamanho entao se necessita apenas de cerca de 200 nucleotideos na ordem certa para se ter uma auto replicante completa, o que me parece de uma probabilidade bem alta muito mais provavel qu a de a formacao de um beoing.

     

    o q os cientistas provaram eh que com APENAS CERCA DE 200 NUCLEOTIDEOS eh possivel se fazer uma molecula auto-replicante e isso eh quase "infinitamente" mais provavel do que montar um boing ao acaso num vendaval entendeu?
    Ou seja das "infinitas" moleculas replicantes possiveis eles provaram QUE PELO MENOS UMA DELAS EH BASTANTE SIMPLES PARA SEREM REPLICANTES o q daria origemn a evolucao da vida. O importante eh que se provou a simplicidade do primeiro replicador.

     

    Claro que podem haver OUTRAS moleculas replicantes AINDA MAIS SIMPLES do que esta construida. O q provaram foi que existe PELO MENOS UMA simples o suficiente que seria replicante.

     

    Eles provaram que existe moleculas auto-replicantes BEM SIMPLES , faceis de serem montadas pela natireza pois sao feitas com cerca de 200 letras apenas. Entendeu?
    Ou seja ELES REFUTARAM O Q VC DISSE : Q A PRIMEIRA AUTO REPLICANTE EH TAO COMPLEXA QTO UM BEING ENTENDEU?
    Ela eh simplissima e muito faciel da natureza construi-la.

     

    Conta quantas partes distintas tem um boeing e conta qtos aminoacidos tem 200 letras e vc vera a diferenca.

     

    Sem considerar as partes das partes, Da wiki: "..Existem 3,1 milhões de partes em um 767, supridas por mais de 800 produtores...."

     

    Sendo que cada letra é equivalente a um aminoacido, entao teriamo cerca de 200 partes ( aminoacidos ) contra cerca de 3 mihoes de partes do boeing , uma diferenca gritante se considerarmos o numero de permutacoes ( combinacoes ) que podemos fazer com estas partes em ambos os casos.

     

    com 200 letras se gera um replicador ! Com isso eh EXTREMAMENTE provavel de surgir um replicador em 100 bilhoes de galaxias com 100 bilhoes de estrelas em cada uma num tempo de bilhoes de anos !!

    João Carlos Holland de BarcellosJocax ‒ terça, 08 novembro 2011, 22:36 -02 # Link |

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