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Outubro 09, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar


NA MORTE


Na morte
o núcleo do silêncio
onde logo estaremos
uma vez dentro
sim é não
e não é nada
os de fora dizem
morremos
não podem ouvir nossa voz
num sussurro dizendo
tudo está em nós.


MARCELO ARIEL in "TRATADO DOS ANJOS AFOGADOS"
,



ACONTECEU NA USP

Colóquio com Marcelo Ariel

O encontro aconteceu em 24/06/10 na FFLCH/USP organizado pelo curso de pós-graduação em letras e discutiu as relações entre o último livro de Ariel "Conversas com Emily Dickinson e outros poemas" (Selo Orpheu/Multifoco) e a obra dos cineastas Harmony Korine, David Lynch, José Eduardo Belmonte, Julio Bressane, Gláuber Rocha, Jean Luc Godard e a dos poetas Rimbaud, Herberto Helder e Gill Scott Heron entre outros. Relacionando a poética de Marcelo Ariel aos mais recentes estudos de literatura e filosofia comparada que enfocam a desterritorialidade e a questão da identidade no mundo contemporâneo. O colóquio foi aberto ao público.


Palavras-chave: Cultura, Escritores, Literatura, Livros

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Outubro 07, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

O sonho

Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.

 

Clarice Lispector, escritora brasileira

 


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Setembro 21, 2010

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Pai e filho estão sentados em um banco. Repentinamente, um pardal pousa perto deles...

 

Palavras-chave: videopost

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Setembro 18, 2010

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Peça "O Visitante", de Hilda Hilst, inicia temporada hoje.

 

O grupo curitibano Ruminar Cia. de Teatro encena o espetáculo a partir de hoje no Viga Espaço Cênico (rua Capote Valente, 1.323, Pinheiros; tel. 3801-1843; R$ 30; 12 anos).

 

A temporada vai até o próximo dia 10, com apresentações aos sábados e domingos, às 21 h e às 19 h, respectivamente.

Escrito em 1968, o texto faz parte do curto período em que a escritora Hilda Hilst se dedicou à dramaturgia. A trama gira em torno de Ana, sua filha Maria e seu marido, inseridos em um clima doméstico tenso, até a chegada do personagem corcunda, amigo do último.

A direção é de Joao Petry. Figurino e iluminação são inspirados na obra de Caravaggio.

Palavras-chave: Artes cênicas, Dramaturgia, Teatro

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Setembro 15, 2010

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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)

 

Avaliação trienal de programas foi divulgada pela Capes na terça-feira (14).


USP, UFRJ e Unicamp são campeãs em cursos com maior pontuação.

fonte: G1, Brasília

A região Sudeste reúne 83% dos cursos de pós-graduação que têm desempenho equivalente aos mais importantes centros internacionais de ensino e pesquisa, de acordo com a avaliação trienal de cursos de pós-graduação no Brasil. Os dados foram divulgados pela Coordenação e Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) a terça-feira (14).

(Veja na tabela no fim desta página a lista com todas as universidades e cursos que atingiram nota máxima na avaliação da Capes)

As três instituições com mais cursos que atingiram a nota máxima na avaliação foram Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Todos os cursos avaliados são classificados com notas de 1 a 7, e apenas os que atingem 6 ou 7 são considerados de alto padrão internacional. Entre as instituições que têm cursos com nota máxima, a USP lidera o ranking com folga, com 33 programas (que incluem cursos de mestrado e doutorado) classificados com nota 7. Atrás dela seguem a UFRJ e a Unicamp, empatadas com 14 programas cada.

O G1 conversou com o pró-reitor de pós-graduação da Unicamp, Euclides de Mesquita Neto, que falou sobre o desempenho da universidade e de outras instituições de ensino no Sudeste. “A Unicamp tem tido ao longo dos anos um desempenho bastante elevado. Mais de 40% dos cursos estão com nota 6 e 7”, comemorou o pró-reitor.

Segundo ele, o bom desempenho da região está ligado à condição econômica dos estados do Sudeste, superior à de demais regiões. "Em São Paulo, a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) foi muito importante para amortecer os altos e baixos da economia do país", conta.

“Acredito que o apoio da Capes, do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Fapesp, articulado à política da Unicamp de valorizar a qualidade e investir em pesquisa resultaram nos resultados que tivemos”, afirma.

O pró-reitor também comentou sobre a clara diferença entre as regiões brasileiras na produção de conhecimento científico. Segundo dados da Capes, o Sudeste sozinho concentra 53% dos cursos de pós-graduação do país. “Estou participando do Plano Nacional de Pós-Graduação, e um dos assuntos mais debatidos é justamente discrepância dos cursos de pós entre as regiões. Acredito que é importante investir em grandes centros de pesquisa no Norte e Nordeste para que se ganhe em eficiência”, afirma.

Segundo Euclides de Mesquita, esses grandes centros também favoreceriam a permanência dos futuros doutores em suas respectivas regiões. “Quando um pesquisador vai buscar formação em outra região, é comum que ele acabe ficando por lá, o que não ajuda o desenvolvimento do seu próprio estado”, completa.

Veja abaixo a lista com as instituições e os respectivos programas de pós-graduação que atingiram nota máxima na avaliação do Capes:

 

Instituição Estado Nº de programas
com nota máxima
Cursos com nota máxima
(mestrados e doutorados)
CBPF - Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas RJ 1 Física
FGV - Fundação Getúlio Vargas RJ 1 Economia
IMPA - Associação Instituto Nacional de
Matemática Aplicada
RJ 1 Matemática
INPE - Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais
SP 1 Sensoriamento Remoto
PUC-RIO - Pontifícia Universidade Católica do
Rio de Janeiro
RJ 3 Educação; Engenharia Mecânica;
Informática
UCAM - Universidade Cândido Mendes RJ 2 Ciência Política; Sociologia
UERJ - Universidade do Estado do Rio de
Janeiro
RJ 1 Educação
UFBA - Universidade Federal da Bahia BA 1 Saúde Coletiva
UFF - Universidade Federal Fluminense RJ 1 História
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais MG 9 Bioquímica e Imunologia; Ciências Biológicas (Fisiologia e Farmacologia); Ciências da Computação; Demografia; Educação; Engenharia Metalúrgica de Minas; Estudos Literários; Física; Infectologia e Medicina Tropical
UFPEL - Universidade Federal de Pelotas RS 1 Epidemiologia
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande
do Sul
RS 10 Ciências Biológicas (Bioquímica); Ciências Médicas (Psiquiatria); Engenharia Civil; Engenharia de Minas, Metalúrgica e de Materiais; Física; Genética e Biologia Molecular; Geociências; Música; Psicologia; Química
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro RJ 14 Antropologia Social; Ciências Biológicas (Biofísica); Ciências Biológicas (Fisiologia); Clínica Médica; Engenharia Biomédica; Engenharia Civil; Engenharia de Sistemas da Computação; Engenharia Elétrica; Engenharia Mecânica; Engenharia Química; Geografia; Química; Química Biológica; Sociologia e Antropologia
UFSC - Universidade Federal de Santa
Catarina
SC 3 Engenharia Mecânica; Farmacologia; Química
UFSCAR - Universidade Federal de São
Carlos
SP 2 Ciência e Engenharia dos Materiais; Engenharia Química
UFSM - Universidade Federal de Santa Maria RS 1 Química
UFV - Universidade Federal de Viçosa MG 4 Agronomia (Fitopatologia); Ciências Agrárias (Fisiologia Vegetal); Entomologia; Zootecnia
UnB - Universidade de Brasília DF 1 Antropologia
UNESP - Universidade Estadual Paulista Júlio
de Mesquita Filho
SP 2 Zootecnia; Geografia
Unicamp - Universidade Estadual de
Campinas
SP 14 Ciência de Alimentos; Ecologia; Engenharia de Alimentos; Engenharia Elétrica; Engenharia Mecânica; Engenharia Química; Física; Fisiopatologia Médica; Genética e Biologia Molecular; História; Linguística; Matemática; Química; Odontologia
Unifesp - Universidade Federal de São Paulo SP 6 Ciências Biológicas (Biologia Molecular); Infectologia; Medicina (Nefrologia); Medicina (Oftalmologia); Microbiologia e Imunologia; Psicobiologia
USP - Universidade de São Paulo SP 33 Administração; Ciência Política; Ciências Biológicas (Bioquímica); Ciências dos Alimentos; Ciências Médicas; Economia; Epidemiologia Experimental Aplicada às Zoonoses; Estatística; Farmácia (Análises Clínicas); Física; Geografia (Geografia Humana); História Social; Imunologia; Linguística; Literatura Brasileira; Meteorologia; Nefrologia; Psicologia (Psicologia Experimental); Química; Sociologia; Agronomia (Genética e Melhoramento de Plantas); Agronomia (Solo e Nutrição de Plantas); Ciência Animal e Pastagens; Ciências Biológicas (Farmacologia); Fisiologia; Imunologia Básica e Aplicada; Medicina (Neurologia); Psicobiologia; Engenharia Civil (Engenharia de Estruturas); Engenharia Hidráulica e Saneamento; Física; Físico-Química; Química (Química Analítica)

Palavras-chave: CAPES, Doutorado, Mestrado, USP

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Setembro 14, 2010

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Pacientes com câncer que fazem tratamento quimioterápico podem apresentar diversos efeitos colaterais. Um deles é a alteração no paladar, que prejudica a alimentação. Por isso, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), criou um cardápio especial e uma programação de aulas de culinária gratuitas. O objetivo é ajudar os pacientes oncológicos a comer melhor, além de ensinar a maneira correta de preparar os alimentos. O Icesp, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, é gerido por uma organização social que tem a participação da Fundação Faculdade de Medicina (FFM), ligada a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Uma vez por mês, 15 vagas são abertas aos acompanhantes dos pacientes, que, ao invés de esperarem enquanto eles realizam quimioterapia, podem ocupar seu tempo e aprender a cozinhar pratos diferenciados, que beneficiam quem passa por tratamento. O projeto, chamado Alívio dos Sintomas da Quimioterapia, aborda em cada aula um sintoma característico de quem passa pelo tratamento. Além de ensinar quais receitas se aplicam para o sintoma, também explica e esclarece dúvidas relacionadas a ele.

“Preparamos algumas refeições e combinações de alimentos que suavizem alguns efeitos da quimioterapia, como a redução no paladar”, afirma Suzana Camacho Lima, gerente do setor de Nutrição e Dietética do Icesp, que completa “Buscamos incentivar a preparação de receitas com sabores diferentes, que incentivem e despertem o interesse do paciente em comer”.

Paladar

A quimioterapia utiliza compostos que impedem a multiplicação de células malignas. Esse processo, dependendo do paciente, causa alterações no paladar, que podem ser leves (hipogeusia, quando a sensibilidade aos sabores fica reduzida) ou agudas (digeusia, quando há ausência da sensibilidade ao gosto). Esses efeitos têm duração variável. Geralmente, desaparecem após algumas semanas, mas são os grandes responsáveis pela ingestão alimentar insuficiente e, consequentemente, pela perda de peso durante o tratamento.

“A boa notícia é que estes sintomas desagradáveis podem ser minimizados por meio do uso de medicamentos prescritos pelo médico e com uma avaliação nutricional. Os profissionais, em conjunto, irão avaliar quais são os cuidados necessários com a alimentação durante o período de tratamento”, avalia Suzana.

Existem algumas dicas importantes que podem contribuir significativamente para o alívio dos sintomas da quimoterapia, como náuseas, falta de apetite ou boca seca. Entre elas, estão  evitar alimentos muito quentes ou muito gelados, substituir talheres de metal por outros de plástico, caso o paciente sinta sabor residual metálico, utilizar como temperos as ervas aromáticas, como o manjericão, orégano, salsinha, hortelã e alecrim.

Também é recomendado  manter uma boa higiene oral, enxaguar a boca antes das refeições, comer bala de hortelã ou menta, pingar gotas de limão sobre a língua, consumir alimentos de diferentes texturas e beber suco de laranja ou água com gotas de limão. O projeto existe desde fevereiro de 2009. As inscrições podem ser feitas no Icesp (Av. Dr. Arnaldo, 251, Cerqueira César,  São Paulo), na própria sala de espera para quem aguarda o paciente em quimioterapia.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do Icesp

Mais informações: (11) 3893-2064 / 2065

 

Palavras-chave: Câncer, Nutrição

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Setembro 10, 2010

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Uso correto da palavra porque ainda provoca dúvidas em muita gente

Clique no link para assistir ao vídeo:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1334517-7823-POR+QUE+E+JUNTO+SEPARADO+OU+COM+ACENTO,00.html

Há várias formas, cada uma própria para uma situação, o que acaba gerando confusão na cabeça das pessoas.

Por que junto? Por que separado? Por que com acento? Tantas são as nossas dúvidas no uso da gramática da língua portuguesa... Estamos sós nas nossas incertezas?

“Porque que a gente coloca no final da frase com acento circunflexo...”, diz a assistente social Karina Vieira.

“Eu não sei o porque separado e o porque junto com acento, não lembro...”, admite a estudante Carla Lima Silva

“Gera várias dúvidas, mas acho que não só em mim. Várias pessoas que escrevem a palavra porque, ficam se perguntando: será que esse porque é separado? é com, é sem acento, é junto, é complicado”, admite a professora Eliana da Silva.
Mas há entre a multidão vacilante, atormentada com os quatro tipos de porquês, alguém que tem certezas.

“Você faz o porque separado na pergunta e junto na resposta. Quando pode substituir por pelo qual, escreve separado. E o acento quando termina a frase, quando depois do que vem um ponto final. Esse que tem um acento circunflexo em cima”, explica o professor Caio Galhardi.

Fernando pessoa parece estar sempre certo. É bom aprender com ele, incansavelmente, o porque e os porquês do português na frase escrita na areia: "Louco sim, louco porque quis grandeza...", escreve. O porque está junto porque dá uma explicação.

O poema é identidade, tem a cara do poeta. E o porque vem separado quando aparece no sentido de por qual razão:
"Pobre velha música! Não sei por que agrado,
enche-se de lágrimas meu olhar parado”

Quando as letras se embaralham e a gente se atordoa entre as dúvidas e as regras, o que nos salva é o conselho do poeta:

"Copiaste? fizeste bem.
copia mais, sem canseira.
copia, pilha, retém...
é a única maneira
de não escreveres asneira."

fonte: G1 de 10/09/10

Palavras-chave: Acentuação, Gramática, videopost

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Setembro 01, 2010

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http://www.usp.br/imprensa/wp-content/uploads/convite-F%C3%B3rum-Espa%C3%A7o-P%C3%BAblico21.jpg

O objetivo do Fórum é o de promover ampla reflexão e discussão sobre destinação, ocupação e uso dos campi universitários públicos com seus usuários (professores, alunos, funcionários) e a comunidade externa.

A participação no evento é gratuita.

2ª Edição do Fórum Permanente sobre Espaço Público: a USP e a especificidade de seus campi – Fórum Espaço USP, cujo tema neste ano é o “O Campus Sustentável”.

 

AGENDA


1. 31 de Agosto/10 - instalação da 2ª. edição - Local: Auditório Prof. Altino Antunes da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87, Cidade Universitária:
  - Cerimônia de abertura
  - Mesa-redonda: Representação Social, Espaço Público e Universidade;
       - Primeira reunião dos GTs
       - Informes Gerais sobre operação e funcionamento dos GTs
       - Revisita à Agenda do Fórum
       - Escolha de Relatores
       - Definição das Agendas dos GTs

2. Setembro/10 a Fevereiro/11 - discussões e construção de propostas pelos GTs. As reuniões serão periódicas (presenciais e/ou virtuais), cumprindo agenda que será definida pelos participantes dos diferentes Grupos. A organização do Fórum recomenda que cada Grupo se empenhe para que pelo menos uma reunião a cada 15 dias seja realizada, principalmente nos três primeiros meses;

3. 23 de Setembro/10 - Encontro Temático Espaço Público e Sustentabilidade - Auditório Prof. Francisco Romeu Landi da Escola Politécnica - Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380, Cidade Universitária;

4. 20 de Outubro/10 - Encontro Temático Campus Educador: TransFormAção Social e Cultural - Auditório Prof. Francisco Romeu Landi da Escola Politécnica - Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380, Cidade Universitária;

5. 11 de Novembro/10 - Encontro Temático Espaço Público: patrimônio, valor, identidade e pertencimento - Teatro da Faculdade de Medicina - Av. Dr. Arnaldo, nº 455, Cerqueira César, São Paulo;

6. 09 de Dezembro/10 - Encontros Temáticos Políticas Públicas e Comunidade; Campus Sustentável - Auditório Prof. Francisco Romeu Landi da Escola Politécnica - Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380, Cidade Universitária;

7. Fevereiro/11 - encontro de todos os GTs - Sistematização das discussões de 2010;

8. Março/11 - apresentação das propostas de todos os GTs;

9. Abril/11 - apresentação dos Resultados Finais da 2ª. edição do Fórum sobre Espaço Público: a USP e especificidade de seus campi ao Conselho Gestor do Campus, pela Comissão Organizadora do Fórum.

Mais informações sobre o Fórum podem ser obtidas através do telefone: 11-3091 1986 ou pelo e-mail: espacousp@usp.br

 

Primeiro Fórum


O Fórum Espaço Público foi instalado em abril de 2008 com a finalidade de abrir novos canais de diálogo com a comunidade usuária do Campus da Capital, que por definição não é uma área verde ou um parque público, mas uma área institucional voltada para a educação.
Naquele ano, durante seis meses, foram mobilizadas cerca de 200 pessoas interessadas em discutir o melhor uso do Campus. Os temas que nortearam os debates foram: Segurança em Saúde, Patrimonial e Pessoal; Infra-estrutura, Mobiliário Urbano e Suportes de Comunicação Social; Resíduos; Sistema Viário, Trânsito e Transportes; Patrimônio Natural, Histórico, Científico e Cultural do Campus; Relacionamento com o Entorno Sócio-Cultural, Político, Econômico e Científico.


Arquivo da 1ª Edição do Fórum

Fórum_Relatório+Final[1].pdf

 

Palavras-chave: Evento, Fórum, USP

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Agosto 30, 2010

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Agosto 27, 2010

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Agosto 25, 2010

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Na Festa de Barretos, foi montado um estande para coleta de dados de pessoas interessadas em se tornar doadoras de medula óssea. É o Estande Rancho do Doador, localizado dentro do Parque do Peão. De quinta-feira (19) até o fim da festa, no dia 29, profissionais de saúde capacitados estarão fazendo atendimento das 13 h à meia-noite. Pode se cadastrar no Redome qualquer pessoa entre 18 e 55 anos, com boa saúde. A partir daí, é realizado um cadastro dos dados pessoais e a coleta de pequena quantidade de sangue (de 5 a 10 ml) para exames. Caso o voluntário seja selecionado para a doação, será chamado para fazer novos exames. O doador deve manter o cadastro atualizado, pois poderá ser contatado anos depois.
A doação de medula óssea é permitida até os 60 anos de idade.

Palavras-chave: Doação

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Agosto 18, 2010

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foto: Milton Nascimento encontra Portinari em Brodowski / fonte: Assessoria de Comunicação Prefeitura de Brodowski -SP

 

Caro(a) Amigo(a) do Projeto Portinari:

Peço permissão para convidá-lo (a) a assistir o programa "Domingão do Faustão" do próximo domingo, dia 22 de agosto de 2010, onde serão apresentados os painéis "Guerra" e "Paz", presente do Brasil à Organização das Nações Unidas, e instalados em sua sede, em Nova York, em 1957.

Hoje, o programa Vídeo Show focalizou a série de quatro domingos deste mês de agosto, dedicados por Faustão a Portinari. Veja em:
http://tinyurl.com/38l9rek
Com minhas desculpas pela liberdade de enviar-lhe um email não solicitado, e o grato abraço do João Candido Portinari

Fundador e Diretor-Geral do Projeto Portinari
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio
Rua Marquês São Vicente 225 Gávea
22451-900 Rio de Janeiro - RJ
Brasil
Telefaxes: 55-21-3527-1439/1440/1441
email: portinari@portinari.org.br

 

Palavras-chave: Arte, Cultura, Portinari

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Agosto 11, 2010

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Recado do nosso querido colega Antonio

"Movimento Salve a Rádio e TV Cultura reúne-se na próxima quinta-feira (dia 12)"

Palavras-chave: Cultura, Notícia

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Agosto 04, 2010

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João Sayad, presidente da TV Cultura

 

Ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo, João Sayad assumiu a presidência da TV Cultura em junho com a missão de reduzir a TV pública paulista a uma simples TV estatal. Com o aval do ex-governador José Serra e do atual governador, Alberto Goldman, Sayad pretende reduzir ao máximo a produção de programas e cortar o número de funcionários em quase 80%, dos atuais 1.800 para 400.

Sayad pensa até em vender o patrimônio da TV Cultura. Já encomendou aos advogados da emissora um estudo sobre a viabilidade de a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV, se desfazer de seus estúdios e edifícios na Água Branca, em São Paulo.

Em reuniões com diretores da emissora, Sayad tem dito que a Cultura não precisa ter mais do que 400 funcionários, que ficariam, segundo ele, muito bem instalados em um andar de um prédio comercial. A postura evidencia que a TV Cultura deixou de ser uma questão de política pública. Passou a ser um "pepino", um problema a ser eliminado pelo governo do Estado.

Fontes ouvidas pelo blog informam que Sayad vive dizendo que irá transformar a Cultura, hoje produtora de programas, em uma coprodutora. Ou seja, ela deixará de produzir programas de entretenimento. Passará a encomendá-los a produtoras independentes e a comprá-los no mercado internacional. Atrações como o Metrópolis podem estar em seus últimos dias.

O jornalismo da Cultura deixará de investir no noticiário do dia a dia, caro e mais bem produzido pelas redes comerciais. A partir de setembro, o Jornal da Cultura, com Maria Cristina Poli, passará a ser um jornal mais de debates, de discussão sobre o noticiário, do que de notícias.

Corte de receitas

A TV Cultura tem hoje um orçamento de cerca R$ 230 milhões. Desse total, R$ 50 milhões vêm da venda de espaço nos intervalos dos programas para anunciantes privados. Outros R$ 60 milhões são oriundos da prestação de serviços, como é chamada na emissora a produção de programas e vídeos para instituições como o Tribunal Superior Eleitoral, a Procuradoria da República, a TV Assembleia (do Estado de S.Paulo) e a TV Justiça.

Pois a gestão de Sayad já iniciou o desmonte dessas duas fontes de recursos. Até o ano que vem, a TV Cultura não terá mais nenhuma publicidade comercial em seus intervalos nem produzirá mais programação para órgãos públicos (a publicidade institucional, irrisória, será mantida). Dessa forma, reduzirá uma boa parte do seu número de funcionários.

Se o plano for executado, a TV Cultura sobreviverá apenas dos R$ 70 milhões que o governo do Estado aporta diretamente todos os anos, além de outros R$ 50 milhões que ela recebe pela produção de conteúdo para as secretarias estadual e municipal de Educação.

Demissões em massa

O plano de demissões de Sayad é mais complexo. Por causa das eleições de outubro, ele não pode demitir funcionários contratados em regime de CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) até dezembro. A Cultura tem entre 1.000 e 1.200 funcionários celetistas. Esses trabalhadores têm emprego garantido até janeiro. Depois, dependem da postura do novo governador do Estado. Para demitir funcionários celetistas, Sayad precisará do apoio do futuro governador, porque terá de contar com verbas extras para pagar as indenizações.

Já os profissionais contratados como pessoas jurídicas (os PJs, pessoas que têm microempresas) podem ser "demitidos" a qualquer momento. Eles seriam de 600 a 800. Os cortes devem ser feitos à medida que contratos de prestação de serviços, como o da TV Assembleia, forem vencendo e não renovados.

As informações aqui publicadas foram relatadas previamente à assessoria de imprensa da TV Cultura. Nada foi negado.

 

fonte: Blog do Daniel Castro

Palavras-chave: Cultura, Notícia, Televisão

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Julho 21, 2010

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Biblioteca Circulante

 

 

Seção circulante da Biblioteca Mário de Andrade reabre dia 21 de julho

 

Fechada ao público desde dezembro de 2008, a seção circulante da Biblioteca Mário de Andrade começa a funcionar na próxima quarta-feira com títulos clássicos e novas obras literárias


A reabertura do espaço da Circulante, marcada para 21 de julho, é a primeira etapa concluída do Plano integrado de modernização e restauro da Biblioteca Mário de Andrade, patrocinado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em parceria com a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.



“Abrir a Circulante é devolver à cidade um serviço que lhe pertence e devolvê-lo dignificado e revitalizado tanto em relação à área física e às instalações, quanto à equipe e ao acervo. Nosso propósito, agora, é trazer de volta nossos antigos frequentadores e conquistar novos públicos, contribuindo, desta forma, para a tão desejada revitalização do centro da cidade por meio da Cultura” afirma a diretora da biblioteca Maria Christina Barbosa de Almeida.

Criada em 1944, com um acervo de 2.500 volumes, a chamada “Biblioteca Circulante” já teve diversos endereços na cidade: de 1975 a 1993, funcionou na Praça Roosevelt; em 1993, foi transferida para a rua Frei Caneca; em 1995, passou a funcionar em seu endereço mais recente: o prédio da Chácara Lane, na rua da Consolação, 1024.

No final de 2008, a Circulante foi transferida da Chácara Lane para o prédio principal da Biblioteca Mário de Andrade, então em reforma. O acervo, embora totalmente informatizado, ficou, desde então, inacessível ao público. Com instalações adequadas e amplo espaço para pesquisa local, com 130 assentos disponíveis, a nova Circulante reabre na área em que funcionava a sala de leitura da Biblioteca Mário de Andrade. O antigo acesso pela avenida São Luís foi reativado como entrada principal da Circulante e passou-se a contar com um corredor de acesso à entrada principal da Biblioteca Mário de Andrade, na Rua da Consolação, que, quando o prédio for totalmente aberto ao público, dará acesso às áreas de atendimento das demais coleções, à sala de atualidades  e ao auditório.

A reforma da Biblioteca Mário de Andrade é uma ação de valorização do patrimônio público e de incentivo à revitalização do Centro, sobretudo com a reabertura de um setor de grande movimentação que terá amplo horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h30 às 20h30 e, aos sábados, das 10h às 17h.

O espaço da Circulante abrigará diversas coleções. A Coleção Circulante propriamente dita, fica disponível para consulta e empréstimo, com mais de 42 mil exemplares, que contempla todas as áreas de conhecimento, com ênfase em literatura e ciências humanas. Esta coleção é continuamente atualizada e, desde 2005, mais de 7.000 novos títulos foram a ela acrescidos.

Outra Coleção disponível no espaço da Circulante é a Coleção São Paulo, composta de materiais audiovisuais e bibliográficos sobre a cidade, disponíveis para consulta local. Pretende ser um centro de informação, pesquisa e referência sobre a cidade, com ênfase em história da cidade (logradouros, edifícios relevantes, instituições culturais e educacionais), arquitetura e urbanismo, monografias de artistas que tenham São Paulo como tema, linguajar paulistano, culturas paulistanas, artes visuais, artes cênicas e do espetáculo, música, educação, questões sociais, indicadores e análises socioeconômicas e culturais, demografia, políticas públicas, saúde pública, botânica, zoologia, meio ambiente; e turismo.

Com mais de 3.500 volumes, encontra-se, também, no espaço da Circulante, a Coleção de Referência, destinada exclusivamente à consulta local. É composta por dicionários, enciclopédias, guias, manuais, bibliografias e outras fontes de pesquisa nas várias áreas do conhecimento.

A Circulante reúne, ainda, uma amostra da Coleção ONU, disponível apenas para consulta local. Trata-se do acervo recebido regularmente pela Biblioteca Mário de Andrade que, desde 1958, é depositária de material publicado por aquela instituição internacional e por agências internacionais, tais como Unicef, CEPAL, FAO, etc.

O catálogo da Circulante está totalmente informatizado e pode ser acessado ser acessado pelo site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/ e também por meio de terminais de consulta distribuídos pelas salas.

Além de serviços de consulta e empréstimo e orientação à pesquisa, a Circulante oferecerá, em sua área de convivência, intensa programação cultural - encontros com escritores, pesquisadores, artistas e antigos frequentadores da biblioteca muitos dos quais deixaram depoimentos saudosos (projeto Memória Oral da Biblioteca, implantado em 2005, hoje com cerca de 100 depoimentos); lançamentos editoriais; leituras dramáticas; oficinas; saraus; dentre outras atividades. A área de convivência oferece, também espaço dedicado à leitura de jornais e revistas e, futuramente, um café.

SAIBA MAIS SOBRE O PLANO INTEGRADO DE MODERNIZAÇÃO E RESTAURO DA BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE

Serviço: Biblioteca Mário de Andrade - Circulante. Avenida São Luís, 235 – Centro. (próximo da estação Anhangabaú e República do metrô).

E-mail: circbma@prefeitura.sp.gov.br
Empréstimos: 2 títulos por usuário pelo período de 14 dias, com possibilidade de uma renovação pelo mesmo período.
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 8h30 às 20h30, e sábados, das 10h00 às 17h00. Domingo e feriados - fechada

 

HISTÓRICO

 

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A Biblioteca Mário de Andrade (BMA) é uma das mais importantes bibliotecas de pesquisa do país. Fundada em 1925 como Biblioteca Municipal de São Paulo, é a primeira biblioteca pública da cidade e a segunda maior biblioteca pública do país, superada, apenas, pela Biblioteca Nacional. Foi inaugurada, em 1926, na Rua 7 de Abril, com uma coleção inicial formada por obras doadas pela Câmara Municipal de São Paulo. Em 1934, incorporou a Biblioteca Pública do Estado e, a partir de então, importantes aquisições de livros, muitos deles raros e especiais, enriqueceram seu acervo. O crescimento de seu acervo e serviços ocasionou a mudança da Biblioteca para o atual edifício, localizado na Rua da Consolação, que foi projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon e considerado um marco da arquitetura Art Déco em São Paulo.
A Seção de Obras Raras e especiais foi criada por Rubens Borba de Moraes e aberta ao público em 1945. No entanto, a formação desse acervo data dos anos 20. Dentre as principais aquisições de obras raras e especiais, destaca-se a compra, em 1936, da biblioteca de Félix Pacheco, escritor, senador e Ministro das Relações Exteriores, que reuniu a maior coleção privada de obras raras e de Brasiliana do país, em seu tempo. Paralelamente, foram recebidas em doação as valiosas bibliotecas de Batista Pereira, advogado, genro de Rui Barbosa – em 1937; de Paulo Prado, escritor, organizador da Semana de Arte Moderna – em 1945; de Pirajá da Silva, médico, pesquisador da Esquistossomose – em 1977. Outras aquisições de peso incluem as bibliotecas particulares de Otto Maria Carpeaux, Francisco Carvalho Franco, José Pereira Matos, Antonio de Paula Souza, Alceu Maynard de Araújo, José Perez e Paulo Duarte, além de outras obras doadas por instituições ou particulares.
Em 25 de janeiro de 1944, foi inaugurada a Seção Circulante, no prédio da Biblioteca Mário de Andrade, com entrada pela Rua São Luís, local para onde retornará em 2010, quando de sua reabertura ao público, após algumas ‘andanças’ pela cidade.
Um ano depois, em 25 de janeiro de 1945, Sérgio Milliet, então diretor da Biblioteca, inaugurou a Seção de Artes, que reuniu a coleção especializada de livros, revistas e reproduções.
Foi em 1960, que a Biblioteca passou a denominar-se Biblioteca Mário de Andrade. Seu diretor era Francisco José Azevedo, bibliotecário formado na Escola da Prefeitura, que fora chefe da Seção Circulante.
Em janeiro de 1975, com a criação da Secretaria Municipal de Cultura, a Divisão de Bibliotecas, à qual a BMA estava vinculada, passou a ser Departamento de Bibliotecas Públicas, constituindo-se em unidade orçamentária da Prefeitura. Os trabalhos de implantação desse Departamento foram lentos; só em 1977, a Biblioteca, que era central da rede de bibliotecas públicas do município, passou a ter sua própria Diretoria.
Em 2005, com a criação, na Secretaria Municipal de Cultura, do Sistema Municipal de Bibliotecas, a Biblioteca Mário de Andrade adquiriu o status de Departamento, ganhando, assim, maior autonomia administrativa, constituindo-se de fato unidade orçamentária da Prefeitura. No entanto, só em dezembro de 2009 foi aprovada sua reestruturação administrativa, cuja implantação lhe dará condições de cumprir adequadamente sua dupla missão: preservação e acesso. 

 

Palavras-chave: Biblioteca

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Julho 17, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

"Fabiano ouviu os sonhos da mulher, deslumbrado, relaxou os músculos, e o saco da comida escorregou-lhe no ombro. Aprumou-se, deu um puxão à carga. A conversa de Sinhá Vitória servira muito: haviam caminhado léguas quase sem sentir. De repente veio a fraqueza. Devia ser fome. Fabiano ergueu a cabeça, piscou os olhos por baixo da aba negra e queimada do chapéu de couro. Meio dia, pouco mais ou menos. Baixou os olhos encandeados, procurou descobrir na planície uma sombra ou sinal de água. Estava realmente com um buraco no estômago. Endireitou o saco de novo e, para conservá-lo em equilíbrio, andou pendido, um ombro alto, outro baixo. O otimismo de Sinhá Vitória já não lhe fazia mossa. Ela ainda se agarrava a fantasias. Coitada. Armar semelhantes planos, assim bamba, o peso do baú e da cabeça enterrando-lhe o pescoço no corpo.

Foram descansar sob os garranchos de uma quixabeira, mastigaram punhados de farinha e pedaços de carne, beberam na cuia uns goles de água. Na testa de Fabiano o suor secava, misturando-se à poeira que enchia as rugas fundas, embebendo-se na correia do chapéu. A tontura desaparecera, o estômago sossegara. Quando partissem, a cabaça não envergaria o espinhaço de Sinhá Vitória. Instintivamente procurou no descampado indício de fonte. Um friozinho agudo arrepiou-o. Mostrou os dentes sujos num riso infantil. Como podia ter frio com semelhante calor? Ficou um instante assim besta, olhando os filhos, olhando os filhos, a mulher e a bagagem pesada. O menino mais velho esbrugava um osso com apetite. Fabiano lembrou-se da cachorra Baleia, outro arrepio correu-lhe a espinha, o riso besta esmoreceu.

Se achassem água ali por perto, beberiam muito, sairiam cheios, arrastando os pés. Fabiano comunicou isto a Sinhá Vitória e indicou uma depressão do terreno. Era um bebedouro, não era? Sinhá Vitória estirou o beiço, indecisa, e Fabiano afirmou o que havia perguntado. Então ele não conhecia aquelas paragens? Estava a falar variedades? Se a mulher tivesse concordado, Fabiano arrefeceria, pois lhe faltava convicção; como Sinhá Vitória tinha dúvidas, Fabiano exaltava-se, procurava incutir-lhe coragem. Inventava o bebedouro, descrevia-o, mentia sem saber que estava mentindo. E Sinhá Vitória excitava-se, transmitia-lhe esperanças. Andavam por lugares conhecidos. Qual era o emprego de Fabiano? Tratar de bichos, explorar os arredores, no lombo de um cavalo. E ele explorava tudo. Para lá dos montes afastados havia outro mundo, um mundo temeroso; mas para cá, na planície, tinha de cor plantas e animais, buracos e pedras.

E andavam para o Sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Eles dois velhinhos, acabando-se como uns cachorros, inúteis, acabando-se como Baleia. Que iriam fazer? Retardaram-se temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinhá Vitória e os dois meninos."

 

 

(Extraído do livro Vidas Secas - p. 130, 131,134)  

 

 

Palavras-chave: Literatura brasileira

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição.

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Julho 16, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

Palavras-chave: musica, videopost

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Julho 13, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

PROJETO PORTINARI

Caro(a) Amigo(a) do Projeto Portinari:

Espero não o(a) estar importunando com este email não solicitado. Se você quiser conhecer um pouco mais o Projeto Guerra e Paz, veja o convite acima.

Com o abraço do



João Candido Portinari
Fundador e Diretor-Geral do Projeto Portinari
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio
Rua Marquês São Vicente 225 Gávea
22451-900 Rio de Janeiro - RJ
Brasil
Telefaxes: 55-21-3527-1439/1440/1441
email: portinari@portinari.org.br
http://www.portinari.org.br
Celular: 55-21-9474-1007 ou 55-21-8128-7797

Palavras-chave: Arte, Portinari

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Junho 30, 2010

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Postado por Ana A. S. Cesar

 

 

"Por que assim como há muitos que olham para cegar, que são os que olham sem tento; assim há muitos que veem sem olhar, porque veem sem atenção. Não basta ver para ver, é necessário olhar para o que se vê. Não vemos as coisas que vemos; porque não olhamos para elas. Vemo-las sem advertência e sem atenção, e a mesma desatenção é a cegueira da vista. Divertem-nos a atenção os pensamentos; suspendem-nos a atenção os cuidados; roubam-nos a atenção os afetos; e por isso vendo a vaidade do mundo, vamos após ela, com se fora muito sólida; como se fora muito certa, vendo a fragilidade da vida, fundamos sobre ela castelos, como se fora muito firme; vendo a inconstância da fortuna, seguimos suas promessas, como se fossem muito seguras, vendo a mentira de todas as coisas humanas, cremos nelas como se fossem muito verdadeiras."

 

 

Palavras-chave: Cartas

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Postado por Ana A. S. Cesar

 http://www.pppg.ufma.br/sistemas/noticias/arquivos/biotecnologia(1).jpg

Acontecerá no dia 02 de julho deste ano, às 15:30h, a defesa da segunda tese de doutorado em Biotecnologia, da Rede Nordeste de Biotecnologia - RENORBIO, no auditório do Centro de Ciências da Saúde, localizado na Av. Frei Serafim, 2280.

O doutorando Luis Claudio Demes da Mata Sousa, que defenderá o trabalho intitulado de "LabSystem Gen, Um Gerador de Sistemas Gerenciadores de Informações Laboratoriais para Coleta e Análise de Dados Genéticos", orientado pela professora Semiramis Jamil Hadad do Monte, é professor da UFPI e está lotado no Departamento de Informática e Estatística do CCN.

A banca examinadora será composta pelos professores Valdir de Queiroz Balbino (UFPE), Emygdia Rosa do Rêgo Barros Pires Leal-Mesquita (UFMA), Fernando da Fonseca de Souza (UFPE), Semiramis Jamil Hadad do Monte (UFPI) e Pedro de Alcantara dos Santos Neto (UFPI), como Membros titulares, além dos professores suplentes Adalberto Socorro da Silva (UFPI) e Raimundo Santos Moura (UFPI).

A UFPI convida toda a comunidade acadêmica, professores e alunos dos programas de pós-graduação para participarem do evento.

Palavras-chave: doutorado, Tese

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