Stoa :: Ana A. S. Cesar :: Blog

março 17, 2012

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Postado por Gloria Kreinz

 

MESTRE, QUANDO ALGUNS NEGARAM OS IDEAIS DE PAVAN E JOSÉ REIS O SR PERMANECEU CONOSCO...PERMANECEREMOS COM O SR., ESTRELA E INCENTIVO...

ONTEM, SEGUNDO RUTE ANDRADE, O SR. ESTAVA NA SBPC. HOJE VIROU ESTRELA, VENTO NOS SEUS CAMPOS AMADOS...ESTAMOS COM O SR.

EQUIPE ABRADIC/NJR

HOMENAGEM EMOCIONADA DE INTEGRANTE DA EQUIPE NJR/ABRADIC AO SABER DA MORTE DO MESTRE AZIZ


Geografia de um Vencedor

Na sinuosa geografia da vida
fostes um incansável
Como poucos,
atravessou os mais irregulares relevos
superando declives
e fazendo-se ainda mais forte nos elevados

Razão da qual, latitude
e longitudinalmente falando,
de tão grandiosas tuas conquistas,
escapam a quaisquer tipos de medições

E assim fostes, professor,
até o último dos teus dias
quando finalmente partistes
para fazer tua tão justa morada
na verdejante planície de nossa memória

Marcelo Roque





Homenagem da equipe do Núcleo José Reis de Divulgação
Científica e ABRADIC, ao geógrafo e amigo Aziz Ab'Saber,
falecido no dia 16 de março

Com todo o nosso respeito, professor


 

 

 

O Jardineiro de biomas

Aziz Ab’Saber costumava contar, nas palestras de abertura do Curso de Especialização de Divulgação Científica do NJR/USP, uma das suas inúmeras histórias de vida pessoal, que se misturavam com as suas atividades científicas. Dizia, que quando foi contratado para trabalhar na USP começou sua carreira recebendo salário de jardineiro. Mesmo a sisudez de Crodowaldo Pavan jamais reagia quanto à verdade de poética história. Aliás, no Núcleo José Reis de Divulgação Científica, os dois grandes cientistas faziam questão de, semestralmente, realizarem suas aulas magnas de divulgação científica. Faziam questão nessas aulas/debate da presença da amiga Glória Kreinz, que contribuía com mais intensidade nos debates, que eram uma aula à parte.

Aziz, geógrafo de fama internacional, foi mais um dos grandes cientistas da geração pós  fundação da SBPC que traziam na veia o prazer da divulgação científica. Não bastava ficar na instituição, no caso a USP, ministrando aulas, pesquisando no campo, era necessário ir mais longe, partir para a ação. Nesse caso esse amigo de José Reis pegou gosto cedo em editar livros, escrever para publicações populares, fazer política e falar diretamente com a sociedade. A sociedade, no caso de Aziz, eram os catadores de lixo, índios, enfim toda população expropriada de bens e direitos.

As populações periféricas sempre mereceram atenção do professor. Em outubro de 2004, por ocasião da 1ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Reuniram-se Aziz Ab’Saber, Pavan e Glória Kreinz para fazer uma palestra para alunos do CEU Butantã. Os alunos aproveitaram e convidaram os pais e estes trouxeram vizinhos, conhecidos e de repente o espaço era pequeno demais para ouvir aqueles cientistas que falavam numa linguagem que eles entendiam.

A divulgação científica está de luto. A história de Aziz e as suas histórias permanecem.

 

Mais sobre o falecimento de Aziz nos links:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aziz_Ab'Saber

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1062853-morre-aziz-absaber-decano-da-geografia-fisica-no-brasil.shtml

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/geografo-aziz-absaber-morre-aos-87-anos-em-sp.html

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,morre-o-geografo-aziz-absaber,849376,0.htm

http://www.youtube.com/watch?v=RyZllwll79E

 

 

 

 

Palavras-chave: ABRADIC/NJR, AZIZ AB' SABER, DIVULGAÇÃO CIENTFICA, EXEMPLO, FALECIMENTO

Postado por Gloria Kreinz | 1 comentário

março 09, 2012

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Postado por Gloria Kreinz

JOSÉ REIS
Memorial Kalinga:
UNESCO

 

NOTíCIAS - Nº 128 - Fevereiro de 2012

Nesta edição:

Divulgação Científica no Séc. XXI:
Poeta do Orkut - Marcelo Roque - "ESPELHO"

PODER, POLÊMICA E POESIA NO ACERVO JOSÉ REIS/ABRADIC/NJR
Glória Kreinz

Paisagem doméstica
Carlos Vogt

Teoria da Conspiração
Marcelo Roque


O uso da imagem na divulgação científica: Os Cientistas
João Garcia


Jornalismo Científico e Divulgação Científica
Osmir Nunes

SARAU PARA TODOS -(Série Pavan de Vídeos/Poemas de Divulgação Científica)

CONHEÇA O BLOG DE JOSÉ REIS, COM TEXTOS E NOVIDADES DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

http://esportencia.blogspot.com/

CONHEÇA TAMBÉM A COMUNIDADE CIÊNCIA E POESIA, COMO JOSÉ REIS GOSTAVA, AINDA EM REESTRUTURAÇÃO

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13358263

Século XXI
POETA DO ORKUT: "ESPELHO"
Marcelo Roque

Leia mais no Clipe Ciência


Espelho

Não apenas a burca aprisiona
mas também o salto alto,
a maquiagem,
a escova marroquina, a chapinha,
a dieta do chá, da Lua,
a lipo, o silicone,
a manequim, a vitrine,
a passarela,
o light, o diet,
a Barbie, a Marilyn,
o espelho,
o sexy appeal ... por fim,
a própria "liberdade"

Marcelo Roque


SOLIDARIEDADE AO ARTIGO DE ALFREDO BOSI NO BLOG
"NÁUFRAGOS DA UTOPIA" DE CELSO LUNGARETTI
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/


Leia mais no Clipe Ciência

http://recantodasletras.com.br/autores/marceloroque

http://www.blogdonjr.wordpress.com


http://abradicusp.blogspot.com

http://pensarepossivel.blogspot.com/

COMUNIDADE:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13358263

PODER, POLÊMICA E POESIA NO ACERVO JOSÉ REIS/ABRADIC/NJR

Glória Kreinz

Lançamos, eu e o poeta Marcelo Roque, no final de 2011, o livro "Poder, Polêmica e Poesia", em homenagem a Crodowaldo Pavan, fundador da ABRADIC. O livro é o quarto volume da coleção Temas da Ciência Contemporânea.

Depois de vários anos pesquisando qual a melhor forma de enfrentar os desafios da comunicação nos dias atuais, achamos que uma boa opção seria discutir elementos ligados ao Poder, à Polêmica e à Poesia. Jacques Derrida nos auxilia nisso.

Indagamos o poder em um ano próprio, quando o mundo passou a discuti-lo, em forma de ação, com o movimento Ocupy Wall Street, que teve ressonâncias mundiais.2011 foi um ano de indagações.

Com tantas transformações em nosso cotidiano, tantos apelos das inovações tecnológicas, vivemos cercados por um momento de instabilidade e contradições. “Mas sem essa tensão ou sem essa contradição aparente, faz-se alguma coisa alguma vez? Muda-se alguma coisa alguma vez?” (Derrida, 1991,208).

O que nos interessa é a mudança, não uma fala imposta, isto seria autoritarismo, mas a indagação de fatos para esclarecermos nossas dúvidas. Falas autoritárias, com um único enfoque, merecem ser descontruídas, pelo seu próprio caráter. Em seu lugar propõe-se o diálogo com o Outro.

Procurar sempre é a única forma de se opor ao poder de uma comunicação impositiva. Indagar é a postura prioritária. O logos, palavra grega que significa palavra, razão, Deus, verdade, é o centro das indagações.
As noções de autoridade e razão absolutas, típicas do pensamento positivista, foram questionadas na cultura ocidental.

Se o Holocausto não colocou o logocentrismo em xeque, a morte recente de Steve Jobs, um dos nomes marcantes da revolução tecnológica do século 21, com todos os avanços da ciência e tecnologia ao seu dispor, nos obrigou a pensar a relatividade do conhecimento científico, diante da vida.

Foi uma morte anunciada, e nada pudemos contra ela. Mais uma vez o poder do próprio conhecimento foi questionado. E questionamos tudo que podemos, até os Hitlers da nova era, com suas metralhadoras no ciberespaço, disfarçados de inocentes mauricinhos. Mas José Reis e Crodowaldo Pavan já tinham textos sobre isso.Por isso o ACERVO ABRADIC/NJR é tão importante.

Paisagem doméstica

Carlos Vogt

Etiqueta

A sociedade distribui papéis
os homens também à sociedade
ciosa a natureza
(muda às vezes outras não)
sufoca primaveras
em cios secos de verão

Teoria da Conspiração

Marcelo Roque

Quando o site Wikileakes lança na web informações tidas como sigilosas, cria-se um certo alvoroço, como se segredos bombásticos estivessem próximos de serem revelados

Mas até o presente momento, o que de tão importante foi revelado, a não ser fofoquinhas entre diplomatas, e outras coisas que, informalmente, já estávamos cansados da saber ?
E mais, sabedores que somos, que a grande imprensa mundial, aliada dos donos do poder, sempre lança uma cortina de fumaça quando vem à público, fatos ou pessoas que possam, de fato, prejudicar o interesse dos poderosos, por que esta mesma imprensa cede tanto espaço a um site que, supostamente, é um perigo para o sistema ?

Não estou aqui afirmando que o Wikileakes é uma farsa montada pelos poderosos como uma forma de, futuramente, terem um pretexto para apertarem o cerco à internet, alegando que determinadas informações divulgadas por certos sites, poderiam colocar em risco a segurança nacional Mas é no mínimo estranha a popularidade conquistada por Julian Assange, fundador do site( popularidade dada em parte, pela grande mídia), quando muitos outros que se levantam contra este mesmo sistema são sumariamente condenados a obscuridade ... Vale pensar ...

http://pensarepossivel.blogspot.com/

Jornalismo Científico e Divulgação Científica

Osmir Nunes

Uma questão sempre é colocada à ABRADIC: qual é a diferença entre jornalismo científico e divulgação científica?
Ressaltamos que não temos interesse em formular definição sobre esses dois termos. De maneira superficial pode-se dizer que são dois tipos de atividades. Uma complementar à outra. Um divulgador científico pode ser um jornalista científico e vice versa. José Reis em alguns momentos de sua vida teve a oportunidade de estar nos dois campos de atividade, sobretudo quando dirigiu a Folha de S.Paulo, entre 1962 a 1967.
Podemos dizer que o termo divulgação científica, no seu sentido amplo, tem o caráter de popularizar o conhecimento científico. Por sinal há um texto teórico sobre esse assunto, escrito por Glória Kreinz, publicado no 3º volume da Coleção Divulgação Científica.
Quanto ao jornalismo científico é o texto produzido para dar uma notícia inédita sobre as últimas novidades das descobertas ou inovações na ciência e na tecnologia. É uma especialidade do jornalismo. O noticiário com jornalismo científico está presente em todos os meios de comunicação, comumente vem no formato de notícia ou de reportagem mais extensa. Hoje em dia a maioria dos órgãos de comunicação tem uma área apropriada para falar de ciência, tecnologia e inovação, por esse motivo o texto jornalístico pode aparecer nas revistas, nos jornais, nos sites, na rádio, na TV e até nas redes sociais.
O profissional que se dedica a esse setor do jornalismo, o jornalista científico, nessas últimas décadas, muitos deles, tomou a iniciativa em desenvolver algum projeto de formação universitária que vai além do curso de comunicação. Pelo menos um curso de especialização faz parte do rol desse investimento. Uma quantidade significativa de jornalistas que ocupam as mais importantes editorias de jornalismo científico do país completou o doutorado em alguma área do conhecimento, com ênfase em disciplinas distantes da comunicação, tais como história da ciência, filosofia da ciência, biologia, etc.
Como exemplo de jornalistas científicos vamos encontrar Marcelo Leite, Mariluce Moura, Cláudio Angelo, hoje com cursos no exterior e doutorados longe da área de jornalismo.
A divulgação científica congrega interessados em promover a ciência como forma de educação e integração social com o conhecimento. Originam-se das mais diversas áreas de formação e conhecimento, inclusive do jornalismo. Tanto é que podemos considerar muitos dos jornalistas científicos também divulgadores científicos. O divulgador científico se envolve nas atividades mais por opção. Em muito dos casos, lembram uma ação de militância pela causa da divulgação científica.
O divulgador científico não é um profissional específico, como é o jornalista científico, provém de todas e qualquer área do conhecimento. É o indivíduo que tem um objetivo: promover o conhecimento, usando a comunicação como ferramenta, para promover a educação e o desenvolvimento da sociedade por meio da ciência.
O divulgador científico também tem produção. Além de ser um agente social que promove a ciência eles produzem livros, programas de TV, rádio, internet, vídeo, eventos, encontros, entre algumas das manifestações mais comuns. Há alguns que vão além, usam a arte para divulgar ciência, fazem teatro, cinema, ficção e poesia.
O divulgador científico, em muito dos casos, é mais personalista, traz uma grife, sobretudo quando direciona suas atividades criando características marcantes. Por exemplo os diretores de museus de ciência, aliás, uma área de grande atividade de divulgação científica, exercem suas atividades com um estilo próprio. Em São Paulo a recém-história da Estação Ciência ficou claro esse tipo de envolvimento. Na gestação da fundação da Estação Ciência nos anos de 1980, Crodowaldo Pavan e José Reis discutiram muito o caráter e o formato que um centro de ciência para jovens deveria possuir. Nos anos 1990 Ernst Hamburger, físico de tradição, nos anos em que dirigiu o museu, também imprimiu seu caráter, que apesar de diferente manteve a divulgação científica como objetivo maior.
Divulgação científica e jornalismo científico é um encontro que contribui de forma importante para que a sociedade acompanhe, critique e ajude a dar os rumos para a discussão da ciência.

O USO DA IMAGEM NA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

OS CIENTISTAS - João Garcia

Expediente Diretoria:
Presidente de Honra: Prof. Dr. Crodowaldo Pavan
Presidente: Prof. Osmir Nunes
Secretaria Geral: Profª Dra. Glória Kreinz
Tesoureiro: Profª. Drª. Márcia M. Rebouças

Conselho editorial:
José Arbex Jr. (ABRADIC)
Maria Julieta S. Ormastroni (UNESCO/IBECC)
Marcia M. Rebouças (Instituto Biológico)

Notícias ABRADIC:
Supervisão Editorial:
Profª Dra. Glória Kreinz
Supervisão Técnica:
Osmir J. Nunes e George Barbosa
Editor: Everton Magalhães
Editora Assistente: Claudete Aparecida B. Mira
Edição Final: Everton Magalhães e Raquel Nunes
Comissão Editorial: Mauro Celso Destácio, Marcelo Afonso, Renato Pignatari e Yuri Gonzaga
Recursos Audiovisuais: Everton Magalhães V. Santos e Marcelo Afonso
Nadia Gal Stabile ( Blog Sarau Para Todos)
Colaboração: (nacional) João Garcia; (internacional) Manuel Calvo Hernando e Etienne Delacroix
Layout original: Marcelo Afonso

Conselho Científico: Prof. Dr. Célio da Cunha (UNESCO) e Dr. Julio Abramczyk (AIPC)

E-mail para contatos:
abradic@abradic.com

Telefone: (11) 9185-8655 ou (11) 4508-8589

Postado por Gloria Kreinz | 0 comentário

março 01, 2012

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Os arquivos postados para consulta  nao estao mais aparecendo:

 

Parte 1:
http://stoa.usp.br/jocax/files/1210/6911/geneticatexto40.htm

Parte 2:
http://stoa.usp.br/jocax/files/1210/6938/geneticatexto42.htm

Parte 3 :
http://stoa.usp.br/jocax/files/1210/6912/geneticatexto41.htm

Eu terei que carrega-los de novo?

Obrigado

Jocax

 

Palavras-chave: Arquivos desaparecidos

Postado por João Carlos Holland de Barcellos em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 4 comentários

fevereiro 20, 2012

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Postado por Gloria Kreinz

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Espelho
Não apenas a burca aprisiona
mas também o salto alto,
a maquiagem,
a escova marroquina, a chapinha,
a dieta do chá, da Lua,
a lipo, o silicone,
a manequim, a vitrine,
a passarela,
o light, o diet,
a Barbie, a Marilyn,
o espelho,
o sexy appeal ... por fim,
a própria "liberdade"
Marcelo Roque Espelho
Não apenas a burca aprisiona
mas também o salto alto,
a maquiagem,
a escova marroquina, a chapinha,
a dieta do chá, da Lua,
a lipo, o silicone,
a manequim, a vitrine,
a passarela,
o light, o diet,
a Barbie, a Marilyn,
o espelho,
o sexy appeal ... por fim,
a própria "liberdade"
Marcelo Roque

Postado por Gloria Kreinz | 0 comentário

fevereiro 13, 2012

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O problema voltou...qdo acesso meu lattes, não aparece meu blog, mas só o de contatos de 2010...Obrigada

Postado por Gloria Kreinz em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 0 comentário

fevereiro 06, 2012

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Palestrante: Jonas Xavier, voluntário do Movimento Wikimedia e
estudante no IFPE - Recife

Local e horário: Auditório Jacy Monteiro, no Instituto de Matemática e
Estatísica (IME) USP, Quarta-feira 8 de fev. às 15h

Resumo: A internet nos permite enxergar populações de pessoas, então
como podemos usar isso para entender melhor os eventos do nosso
'admirável mundo atual'? Nessa palestra quero falar sobre as relações
entre dados abertos e tendências sociais, bem como podemos usar essas
múltiplas ferramentas para compreender nosso mundo em mudança.

Em seguida:

Programa Global de Educação e Maratona Hacker

Programa piloto de educação da Wikimedia Foundation no Brasil
e Maratona Hacker

Palestrante: Everton Zanella Alvarenga (ou apenas Tom), voluntário da
Wikimedia Brasil, consultor da Wikimedia Foundation e representante da
Open Knowledge Foundation no Brasil

Local e horário: Auditório Jacy Monteiro, no Instituto de Matemática e
Estatísica (IME) USP, após apresentação do Jonas Xavier

Resumo: Explicaremos sobre o programa de global de educação da
Wikimedia Foundation, que visa engajar estudantes, professores e
universidades a utilizarem a Wikipédia como uma ferramenta de ensino,
capacitando novos wikipedistas, ensinando habilidades e competências e
principalmente contribuindo para a melhoria da qualidade da Wikipédia
em português. Mostraremos casos de sucesso que vem sendo aplicado no
Brasil desde 2011 e os planos do programa piloto de educação no Brasil
para 2012, com foco no projeto Embaixadores da Wikipédia, empregado
também em países como Estados Unidos, Canadá, Índia, Egito e outros.
Por fim, convidaremos todos interessados a participarem na construção
de uma Maratona Hacker a ser realizada no nordeste, em desenvolvimento
pela Wikimedia Foundation, Open Knowledge Foundation Brasil e
Wikimedia Brasil.

http://br.wikimedia.org/wiki/Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo/2012

Dúvidas e sugestões, entrar em contato através do email ezalvarenga
(ARROBA) wikimedia.org

Palavras-chave: wikimedia, wikipedia

Este post é Domínio Público.

Postado por Equipe Stoa em USP Eventos | 2 usuários votaram. 2 votos | 0 comentário

fevereiro 04, 2012

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Postado por ON
AZIZ AB'SABER E HOMENAGEM DE MARCELO ROQUE, PELA ABRADIC/NJR, NO INÍCIO DESTE BLOG
SAUDADES MESTRE AZIZ


NOVO BLOG DE PROTESTO DO POETA

 

Pinheirinho - A Vida é Bela

Não chorem crianças do Pinheirinho,
tudo não passou de uma grande festa,
com fogos de artifício sendo lançados
por malabaristas fantasiados de soldadinhos
e que fingiam fazer cara de mau
Não chorem crianças do Pinheirinho,
o vermelho não era sangue,
era catchup,
as balas eram de morango
com recheio de caramelo
e os gritos não eram de horror,
mas de contentamento
Não chorem crianças do Pinheirinho,
as bombas eram de chocolate,
os cassetetes de algodão doce
e aquelas armas só disparavam bolinhas de sabão
Não chorem crianças do Pinheirinho,
pois tudo foi uma grande brincadeira,
assim, como estas brincadeiras que vemos nos circos
Porém, onde os palhaços, desta vez,
ao invés de vestirem aquelas roupas coloridas
e sapatos esquisitos,
vestiam terno, gravata
e toga

Marcelo Roque

 

Palavras-chave: ABRADIC, BLOG, CRÔNICAS, DIVULGAÇÃO, MARCELO ROQUE, NUCLEO JOSÉ REIS, PAVAN AZIZ AB' SABER, POETA, PROTESTO, TEXTOS

Este post é Domínio Público.

Postado por ON | 0 comentário

janeiro 14, 2012

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Postado por ON

POETA MARCELO ROQUE - COMUNIDADE

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13358263
 CIÊNCIA  E POESIA NO SÉCULO 21


1-  Marcelo Roque e USP

Lei da Palmada

Este último incidente ocorrido na USP, onde um policial militar

agride um estudante, inclusive chegando ao ponto de sacar sua

arma, nos deu mais uma clara demonstração do quão o pensamento

autoritário e repressor existe, não apenas em boa parte de nossas

instituições públicas, mas também em nossa sociedade

Isto fica evidenciado através dos comentários que podemos ver

nos sites, blogs, e redes sociais que noticiam tais casos

Infelizmente, uma parcela considerável de nossa população

concorda com estas ações truculentas, imaginando serem

necessárias para a manutenção da paz e da ordem

Não é de se admirar este tipo de comportamento, tendo-se em

vista que, historicamente, o brasileiro se caracteriza pela

passividade diante dos assuntos mais relevantes, deixando

à cargo dos governantes, todo o poder de decisão

Mesmo os movimentos populares de maior vulto em nosso país

que combateram o autoritarismo, como a resistência a ditadura

militar, se notabilizaram pela baixíssima adesão popular

Desde os tempos do Império,  instalou-se em terras brasileiras,

esta indecente cultura  paternalista - o Estado colocando-se

como o \"tutor\" das pessoas

Passaram-se as décadas, os séculos, e parece que não mudou

muita coisa - nós, os \"tutelados\", absorvemos os conceitos

que nos foram passados por nossos \"tutores\" - assim como um pai

que, hoje, defende que para bem educar seu filho, algumas

\"palmadas\" são necessárias, pois, foi também desta forma,

que seu pai o \"educou\"


Marcelo Roque

 

2-Crodowaldo Pavan-livro em homenagem-2011

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13358263
 CIÊNCIA  E POESIA NO SÉCULO 21-MARCELO ROQUE
O livro \"Poder, Polêmica e Poesia\", de Glória Kreinz e Marcelo Roque,2011, é em homenagem a Crodowaldo Pavan, fundador da ABRADIC.

3-José Reis

\"A ciência é bonita e profundamente estética; portanto devemos exibi-la  à sociedade\". [placa homenagem do NJR ao seu Patrono]- Comemoração dos 90 anos de José Reis - presidente - Crodowaldo Pavan e Glória Kreinz

Participe-O blog de José Reis, com notícias do ACERVO/NJR/ABRADIC

http://esportencia.blogspot.com/


Este post é Domínio Público.

Postado por ON | 0 comentário

janeiro 12, 2012

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Postado por Gloria Kreinz

1-JOSÉ REIS

"A ciência é bonita e profundamente estética; portanto devemos exibi-la  à sociedade". [placa homenagem do NJR ao seu Patrono]- Comemoração dos 90 anos de José Reis - presidente - Crodowaldo Pavan e Glória Kreinz

2-CRODOWALDO PAVAN

"PODER, POLÊMICA E POESIA", livro de Glória Kreinz e Marcelo Roque em homenagem a Crodowaldo Pavan, edições ABRADIC, v.4,2011.


1.1.LEMBRANDO JOSÉ REIS...

"Esse aspecto configura uma fase interessante da divulgação científica, que continua muitas vezes em correspondência particular, uma vez que nem todos os assuntos podem transformar-se em artigo de jornal, tão limitado o seu interesse.

"Minha conclusão é a de ser a divulgação científica uma atividade útil e necessária, que mereceria apoio ainda maior do que já tem, que justificaria muito maior empenho a fim de tornar cada vez menor o desperdício de informação científica, que hoje é muito grande.

Veja e participe do blog JOSÉ REIS E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

http://esportencia.blogspot.com/

TUDO sobre o Acervo deixado em 2011 por Fernando Reis para a ABRADIC sobre José Reis - ACERVO JOSÉ REIS/ABRADIC

3- NÚCLEO JOSÉ REIS/ ABRADIC

www.abradic.com/njr

4-NOTÍCIAS USP, no meu perfil, ao lado, sempre atualizadas... 

5-MARCELO ROQUE

O NOVO ENDEREÇO DO BLOG DE MARCELO ROQUE

http://abradicusp.blogspot.com/

 

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição, Não-Comercial.

Postado por Gloria Kreinz | 0 comentário

dezembro 14, 2011

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Vídeo obrigatório para todos os uspianos:

 

Postado por Antonio C. C. Guimarães em Universidade de São Paulo - USP | 1 usuário votou. 1 voto | 2 comentários

dezembro 12, 2011

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OLá,

Posto aqui o poema que li no Sarau:

 

Sonho

 

Tenso feito um lenço denso

Penso, aceito o leito feito

Deito esquecendo todo o senso

Morro eleito o mais lento

 

Dentro é vago, escuro e só

Vendo o saco onde está Ló

Reflito e sinto: viemos do pó

Ah! Minto. Aí é onde está o nó

 

 

Palavras-chave: Sarau

Postado por Helton Carlos Martinez em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

dezembro 09, 2011

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Pessoal, 

 

Tudo bem???

Solicitamos a todos que tragam para sábado, pode ser por memória ou anotado, uma frase que represente pra você o que é ou expressa Arte de Rua.

Assim vamos confeccionar cartazes com as idéias e pensamentos de todos.

Abraços.

 

Este post é Domínio Público.

Postado por Ione Messias em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

dezembro 08, 2011

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O Bar Mitzva, dentro da cultura judaica, possui ínumeros sentidos e significados. O que mais comumente se fala é sobre a maioridade religiosa. Quando o jovem de treze anos lê a Torá (bíblia em hebraico) pela primeira vez, ele está se iniciando como membro ativo da religião. No entanto, isso tem um significado maior.

Assim como  escola em hebraico é Beit Sefer (casa do livro), sinagoga é Beit Hakinesset (casa do parlamento). Sendo assim, o templo não funciona apenas para abrigar as funções religiosas de uma comunidade, mas também as funções sociais. E quando um jovem é iniciado na maioridade judaica, passa a fazer parte da comunidade como um adulto também.

Para quem quiser saber um pouco mais:

http://pt.wikipedia.org/wiki/B'nai_Mitzv%C3%A1

Postado por Nathan Rabinovitch em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

dezembro 05, 2011

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          Segue abaixo um artigo sobre Jogos teatrais na Escola Publica o artigo apresenta os resultados parciais de pesquisa etnográfica que  acompanha aspectos do desenvolvimento cultural de pré-adolescentes com a linguagem teatral em classe multisseriada, através do ensino regular de Teatro, em escola de ensino fundamental da rede pública estadual de São Paulo-SP. Os dados obtidos permitem afirmar que a linguagem cênica contribui na conscientização das novas possibilidades de significação da palavra na prática discursiva.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-25551998000200005&script=sci_arttext

                                                             Ricardo Ottoni Vaz Japiassu

Palavras-chave: jogos teatrais, metodologia do ensino de artes, psicologia cultural, teatro-educação

Postado por Luiz Henrique Felipe Rocha em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

dezembro 04, 2011

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Grupo feminino expoentes do samba em shows especiais

Um dos primeiros grupos de samba formado somente por mulheres, ainda na década de 1980 (como grupo Fora de Série), o Som Mulheres realiza em dezembro duas apresentações especiais na Galeria Olido, com entrada Catraca Livre.

Com espetáculo dançante, o grupo traz no repertório “Da Melhor Qualidade”, de Almir Guineto e Arlindo Cruz, “300 Anos”, de Paulo César Feital e Altayr Veloso”, e “A Pureza da Flor”, de Arlindo Cruz, entre outras canções.

Com entrada Catraca Livre, Som Mulheres se apresenta nos dias 6 e 13 de dezembro, sempre às 19h.

http://catracalivre.folha.uol.com.br/2011/12/samba-com-som-mulheres-na-galeria-olido/

 

Postado por Djalma Rodrigues Filho em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

dezembro 03, 2011

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Gostaria de avisar a todos que para a atividade do Sarau o Grupo de teatro está oferecendo toda uma infraestrutura de som (mesa de som, caixas amplificadas e microfone)s para as atividades. Caso algum grupo tenha alguma necessidade especial por favor entrar em contato via blog mesmo. Muito obrigado!

Postado por Luiz Henrique Felipe Rocha em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 3 comentários

dezembro 02, 2011

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Estava lendo uma matéria do Jornal Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br/

Nela fala sobre esse site:

http://www.armazemmemoria.com.br/default.as

 

Armazém reúne documentos de diversas lutas do povo brasileiro e disponibiliza divulgação.

Um armazém é aquele local onde ficam os produtos à espera que alguém os transforme em outra coisa, seja em outros produtos, seja em artigos de consumo. No Armazém Memória, os produtos não são mercadorias, são inúmeros jornais, livros, filmes e documentos de diversas lutas do povo brasileiro, à disposição para serem lidos, estudados, divulgados e transformados em ação. Com a ideia de facilitar o acesso à memória e assim participar da construção contínua da história, Marcelo Zelic é a pessoa por trás do armazém virtual que articula projetos e parcerias para garantir sua atividade constante.

Para acessar algumas páginas do site ele para você baixar esse plug-in 

http://www.armazemmemoria.com.br/Plugin.aspx

 

Palavras-chave: Espaço Físico e Memória, Memória, Movimentos populares

Postado por Luiz Renato Sassi em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 0 comentário

dezembro 01, 2011

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O grafite é uma forma de expressão visual em que o artista aproveita os espaços públicos e interage com a cidade. Trabalhos de um amigo que faz grafitte e tem uma visão diferenciada sobre a educação. Vale a pena apreciar... Faço a revolução pela educação. Luto pela liberdade de expressão, direito de escolha, direito de opinião. Luto boxe, consumo shows, pratico atividades sociais. Amo meus pais, minha filha, meu país. Amo minha cultura. Luto por ela. Ando triste pela realidade social. Sou feliz por ser pai. Triste com essa desigualdade e pasteurização monocultural. Feliz por andar pela contra mão. Triste com esse hino que a juventude canta, que é o de louvor ao consumo desenfreado, vítimas da propaganda enganosa. Feliz por tentar abrir suas cabeças. Feliz por não desistir. Mesmo que incompreendido. Ricardo Tatoo - Bacharel em programação visual pela Universidade Mackenzie. Já grafitou no Rio de Janeiro e em São Paulo, em locais com o MASP e no programa Metropólis da TV Cultura; e Sara Martinho - Designer de produtos na Universidade FUMEC – FEA, pós-graduada em Artes Plásticas e Contemporaneidade na escola Guignard da Universidade Estadual de Minas Gerais.

Este post é Domínio Público.

Postado por Ione Messias em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 1 comentário

novembro 28, 2011

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DEOPS – MUSEU DA RESITÊNCIA

Criação

O Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS/SP), foi criado em 30 de dezembro de 1924 e regulamentado em 17 de abril de 1928. Esteve subordinado a diferentes órgãos, assumindo variadas formas de organização interna e diferentes nomenclaturas – foi chamado de Delegacia, Superintendência e por fim Departamento.

Delegacia de Ordem Politica e Social - DOPS

Superintendência da Ordem Politica e Social

Delegacia Especializada de Ordem Politica e Social – DEOPS

Função

À Delegacia de Ordem Política e Social cabia fiscalizar o fabrico, a importação, a exportação, o comércio, o emprego ou o uso de matérias explosivas; fiscalizar a entrada e permanência de estrangeiros; instaurar, avocar, prosseguir e ultimar inquéritos relativos a fatos de sua competência; proceder ao registro de jornais, revistas e empresas de publicidade em geral; inspecionar hotéis, pensões e semelhantes; fiscalizar aeroportos, estações ferroviárias e rodovias; proceder investigações sobre pessoas suspeitas, lugares onde se presuma qualquer alteração ou atentado contra a ordem política e social; organizar, diariamente, boletins de informações de todos os serviços executados nas últimas 24 horas; e finalmente, identificar e prontuariar os indivíduos suspeitos por crimes e contravenções atentatórias à ordem política e social, organizados em fichário apropriado, “de modo a facilitar os trabalhados estatísticos de seu movimento e toda e qualquer investigação”

Extinção

Até ser extinto, em 4 de março de 1983, esteve subordinado a diferentes órgãos, assumindo variadas formas de organização interna e diferentes nomenclaturas.

Arquivos

Após a extinção do DEOPS, seu arquivo ficou sob a guarda da Polícia Federal até o final do ano de 1992. O decreto nº 34.216, de 19 de novembro de 1991, constituiu uma Comissão Especial com a finalidade de coordenar a destinação desses documentos. A comissão deliberou passar o acervo à guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo, o que aconteceu em 1992, durante a gestão do Professor Doutor Carlos Guilherme Motta.

Até 1994, o acesso aos documentos do DEOPS ficou restrito aos familiares de presos e desaparecidos políticos. Em 1994, com base na resolução nº 38, de 27 de dezembro, o arquivo foi aberto à consulta pública, mediante a assinatura de um termo de responsabilidade pelo consulente.

Ao todo, o acervo é composto por quatro grupos documentais, três deles contendo fichário remissivo. São eles: prontuários (170.000 fichas e 150.000 prontuários); dossiês do Arquivo Geral (1.100.000 fichas remissivas e 9.000 pastas); documentos produzidos pelas delegacias especializadas de Ordem Política (1.500 pastas), contendo prontuários e dossiês, e Ordem Social (235.000 fichas e 2.500 pastas), composto por autos de sindicância, inquéritos militares, prontuários e dossiês.

Só pra ter ideia

Em 1954, 23 funcionários arquivaram 24.911 prontuários e mais 32.653 documentos.

Nomenclaturas

- Lei 2.034 de 30/12/1924 – Delegacia de Ordem Politica e Social.

- Decreto 4.715 de 23/04/1930 – Delegacia Especializada de Ordem Politica e Social

- Decreto 4.780-A de 28/11/1930 – Delegacia de Ordem Politica

– Delegacia de Ordem Social

- Decreto 4.790 de 05/12/1930 – Superintendência da Ordem Politica e Social

- Decreto 5.080 de 26/06/1931 – Delegacia Especializada de Ordem Politica e Social

- Decreto 6.885 de 29/12/1934 – Superintendência de Ordem Politica e Social

- Decreto 9.197 de 31/05/1938 – Delegacia Especializada de Ordem Politica e Social

- Decreto 9.893-B de 12/1938 – Delegacia de Ordem Politica e Social

- Decreto 10.910 de 23/01/1940 – Superintendência de Segurança Politica e Social

- Decreto 11.128 de 04/06/1940 – Superintendência de Segurança Politica e Social

- Decreto 11.782 de 30/12/1940 – Superintendência de Segurança Politica e Social

- Decreto 13.969 de 09/05/1944 – Delegacia de Ordem Politica e Social

- Decreto-lei 14.822 de 02/07/1945 – Delegacia de Ordem Politica e Social

- Decreto-lei 14.854 de 09/07/1945 – Delegacia de Ordem Politica e Social

- Decreto 52.213 de 24/07/1969 – Departamento de Ordem Politica e Social

- Decreto 6.836 de 30/09/1975 – DEOPS – DEPARTAMENTO ESTADUAL DE ORDEM POLITICA E SOCIAL


Pinacoteca

 

O Memorial da Resistência de São Paulo é uma instituição dedicada à preservação das memórias da resistência e da repressão políticas por meio da musealização de parte do edifício que sediou o Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo – Deops/SP, entre os anos de 1940 a 1983.

 

Seu novo projeto museológico, inaugurado em 24 de janeiro de 2009, foi realizado com vistas a ampliar a sua ação preservacionista e seu potencial educativo e cultural por meio da problematização e atualização dos distintos caminhos da memória da resistência e da repressão do Brasil republicano. Seu programa museológico está estruturado em procedimentos de pesquisa, salvaguarda (ações de documentação e conservação) e comunicação (exposições e ação educativa e cultural) patrimoniais por meio de seis linhas de ação. Voltadas à pesquisa e à extroversão dos principais conceitos norteadores do Memorial e atuando articuladamente, essas linhas objetivam fazer da instituição um espaço voltado à reflexão e que promova ações que possam colaborar na formação de cidadãos conscientes e críticos, sensibilizando para a importância do exercício da cidadania, da valorização da democracia e do respeito aos direitos humanos.

 

  • Centro de Referência (conexão em rede com fontes documentais e bibliográficas)

  • Lugares da Memória (inventário dos lugares da memória localizados no Estado de São Paulo)

  • Coleta Regular de Testemunhos (registro de testemunhos de cidadãos envolvidos com as ações do Deops/SP)

  • Exposição (exposição de longa duração e mostras temporárias)

  • Ação Educativa (encontros de formação para educadores, produção de materiais pedagógicos de apoio, visitas educativas e palestras

  • Ação Cultural (seminários, lançamento de filmes e de livros, apresentação de peças de teatro)

Carolina Spillari, do estadao.com.br

As reflexões, com fotografias, textos e até celas (na exposição permanente do Memorial da Resistência) reconstituídas tal como eram no período, relembram a anistia, marcada por um acordo que pôs fim às perseguições políticas e ao cerceamento da liberdade.


A seleção dos materiais foi feita pelo curador da mostra, o jornalista e ex-preso político, Alipio Freire. De acordo com ele, apesar de passados 24 anos que a ditadura acabou, com a eleição do primeiro presidente civil, o Brasil ainda hoje não conta com uma democracia legítima, já que sem a abertura de todos os arquivos da ditadura, a entrega de todos os corpos de desaparecidos e a punição dos responsáveis, a sociedade ainda continua respaldando uma era em que o uso da força foi a prática mais comum.

Durante os cinco anos em que esteve preso em presídios como o Tiradentes e o Carandiru, ambos extintos, o próprio Deops, e DOI-Codi na Rua Tutóia, Freire sofreu todo o tipo de tortura. Além disso, havia aqueles torturadores que sentiam prazer e eram estimulados pelos superiores a usar técnicas de tortura. "As atrocidades continuam sendo praticadas, só nos resta lutar por um mundo mais justo e humano", diz, em referência ao fato de os presos comuns continuarem sendo torturados nas prisões brasileiras.

Celas reconstituídas

O período militar também pode ser conhecido ou relembrado na mostra permanente do Memorial da Resistência. O prédio, hoje reformado, que foi construído por Ramos de Azevedo, inaugurado em 1914, abrigou o antigo Deops, reformado na década de 90. Com as modificações na construção, as condições em que os presos eram mantidos não podem ser conhecidas em sua totalidade.

Para aproximar o visitante à realidade do período militar, uma das celas reproduz o espaço físico tal como foi na época. O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe) e ex-preso político, Ivan Seixas, conta que a peça foi reformada para retratar ao máximo o cárcere original, já que as condições originais do edifício não foram preservadas, a fim de manter a história do local. Uma maquete do antigo prédio no Memorial mostra como os espaços foram modificados.

Ivan foi preso aos 16 anos e permaneceu 6 anos detido, sem existir legalmente na relação dos presos. O pai, Joaquim Seixas, operário e membro do Movimento Revolucionário Tiradentes, foi morto ao ser torturado. "Vivíamos um período que vigoravam três leis em que qualquer cidadão podia ser enquadrado: a de greve, de imprensa e a eleitoral", relembra.

Na linha do tempo - um espaço do Memorial que já abrigou celas - constam os principais acontecimentos do século XX e começo do XXI. Lá é possível observar as datas e as propostas dos Atos Institucionais que começaram a ditar o tom militar, a começar pelo primeiro - que previa eleições indiretas, suspensão de funcionamento de estabelecimentos públicos e imunidade parlamentar - e culminou com o número cinco - o AI-5, de 1968, que suspendeu as garantias constitucionais e foi considerado o maior ato repressivo do governo da época, dirigido pelo general Garrastazu Médici.

Recursos audiovisuais também são utilizados para reavivar a memória dos que viveram à época, e mostrar aos que não viveram um pouco da coerção pela força praticada pelo regime.


Bibliografia

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/permanente/deops.php

http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao33/materia04/

Memorial da Resistência de São Paulo

Largo General Osório, 66 – Luz
Entrada franca

CEP 01213-010 – São Paulo – SP

Telefone: 55 11 3335 4990

Email memorialdaresistencia@pinacoteca.org.br

Agendamento de visitas educativas: 3324.0943 ou 0944

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,exposicao-no-antigo-d

Palavras-chave: Ciência e Cultura, Espaço Físico e Memória, Museu da Resistência

Este post é Domínio Público.

Postado por Silas Ferreira Macedo em Ciência e Cultura (Licenciatura do IFUSP) | 2 comentários

novembro 24, 2011

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