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agosto 25, 2012

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MANUEL CALVO HERNANDO FALECEU, MAS SEU EXEMPLO DE DIVULGADOR CIENTÍFICO CONTINUA PARA NÓS.

 
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A morte do pioneiro do jornalismo científico da Espanha, Manuel Calvo Hernando, aos 88 anos, no dia 16, em Madri, lembra importante ciclo de incentivo à divulgação da ciência na imprensa da América Latina, com especial destaque para o Brasil.

Calvo Hernando ajudou a criar, em países da América Central e do Sul, associações de jornalismo científico, visando despertar o interesse das novas gerações para a divulgação da ciência.

Bacharel em direito, não exerceu a advocacia, preferindo a atividade de jornalista nas páginas do diário “Ya”.

Esteban Cobo – 13.set.98/Efe
O jornalista científico espanhol Manuel Calvo Hernando, que morreu aos 88 anos em Madri
O jornalista científico espanhol Manuel Calvo Hernando, que morreu aos 88 anos em Madri

Em 1955, ao cobrir a 1ª. Conferência Mundial de Usos Pacíficos da Energia Atômica, organizada pela ONU, em Genebra, descobriu a ciência e a importância de tornar acessível à maioria o conhecimento de uma minoria, como dizia em suas palestras.

Desde então, até mesmo quando assumiu o cargo de subdiretor do jornal, continuou a escrever sobre ciência.

Como pioneiro do jornalismo científico espanhol, dizia que o conhecimento dos avanços da ciência e da tecnologia pela população a ajudaria a decidir sobre seu futuro.

Em 1969, iniciou uma série de cursos e palestras na América Latina quando, em colaboração com o venezuelano Aristides Bastidas, fundou a Associação Ibero-Americana de Jornalismo Científico.

Em 1970, a convite do professor José Marques de Melo, ministrou curso na Escola de Comunicações Culturais da USP, cujas lições, destaca Marques de Melo, “foram basilares para a aprendizagem e o exercício crítico do jornalismo científico”.

Calvo Hernando incentivou a fundação da Associação Brasileira de Jornalismo Científico, criada em 1978. Graças ao seu empenho, São Paulo foi sede, em 1982, do 4º. Congresso Ibero-Americano de Jornalismo Científico, realizado concomitantemente com o 1º. Congresso da ABJC.

A repercussão dos congressos resultou, na década de 80, no surgimento de editorias de ciência e tecnologia nos principais jornais do país.

Há dez anos, durante o 1º. Congresso Internacional de Divulgação Científica realizado na USP pelo Núcleo José Reis e pela Associação Brasileira de Divulgação Científica, proferiu sua
última conferência no Brasil, quando analisou os desafios ligados à ética na divulgação científica.

Em um dos cursos que ministrou na Espanha, um aluno perguntou sobre as qualidades necessárias para ser jornalista científico. Respondeu: “Em primeiro lugar, deve ser jornalista e conhecer o ofício. Depois, deve ter amor especial ao conhecimento e uma curiosidade universal, além de espírito pedagógico”.

Não houve sepultamento do corpo de Hernando. Ele doou seu corpo a uma faculdade de medicina.

Em www.manuelcalvohernando.es podem ser lidos alguns de seus artigos, como o “Decálogo do Divulgador da Ciência” por ele criado.

Julio Abramczyk

Julio Abramczyk, médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, onde foi diretor-clínico. Na Folha desde 1960, já publicou mais de 2.500 artigos. Escreve aos sábados na seção ‘Saúde’.

 

Palavras-chave: DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, EXEMPLO, FALECIMENTO, HOMENAGEM, http://www1.folha.uol.com.br/colunas/julioabramczyk/1142804-a-importante-missao-de-um-divulgador-cientifico.shtmlA importante mi, MANUEL CALVO HERNANDO

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agosto 23, 2012

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Postado por Gloria Kreinz

JOSÉ REIS SEMPRE ATUAL

 

 A Revista Ciência Hoje publicou dia 21 de agosto artigo que mostra a atualidade de José Reis. Tomamos a liberdade de divulgá-o na íntegra, mostrando sua atualidade.

"Conselhos de José Reis

 A Revista Ciência Hoje publicou dia 21 de agosto artigo que mostra a atualidade de José Reis. Tomamos a liberdade de divulgá-o na íntegra, mostrando sua atualidade.Um dos homens que mais ajudaram a consolidar a divulgação científica no país deixou conselhos valiosos para o educador. A bióloga e professora Vera Rita da Costa, colaboradora da CH há anos, escreve texto para o Alô, Professor que desenterra livro raro com recomendações valiosas do cientista e jornalista.

Por: Vera Rita da Costa

Publicado em 21/08/2012 | Atualizado em 21/08/2012

Conselhos de José Reis

À esquerda, o biólogo e divulgador da ciencia José Reis trabalha em laboratório. (foto: reprodução)

Faz 50 anos que o cientista e divulgador de ciência José Reis (1907-2002), um dos fundadores da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, escreveu os conselhos a seguir. Ele não o fez na forma de conselhos propriamente ditos, mas como críticas e recomendações contidas no prefácio do livro didático Iniciação à ciência, de E.N da C. Andrade e Julian Huxley, do qual foi o tradutor. 

Publicada no país em 1962 pelo então Ministério da Educação e Cultura, a obra foi uma importante iniciativa para melhorar o ensino de ciência no país. Surpreende ainda hoje por sua “linguagem simples, desprovida de terminologia especializada”, como disse José Reis, e por sua concepção de ensino de ciência baseada no “experimentar para aprender”. 

Para quem se propõe a ensinar e divulgar ciência e tem o livro – uma raridade – à mão, vale a pena ler o texto de José Reis. Vale também sempre ter em mente as suas recomendações preciosas para o dia a dia em sala de aula. 

Conheça abaixo algumas delas: 

  • Incentivar a dúvida e a curiosidade
"Ciência é, no fundo, originalidade, é iniciativa de investigar.”
  • Incutir a ideia de que ciência é processo
“Menos que o simples propagar de um corpo estático de conhecimento – que é o que entre nós se costuma fazer, e ainda assim mal – interessa incutir no aluno, pela experiência, a ideia de ciência como ‘processo’.”
  • Permitir a aproximação com a natureza
“[...] O que na verdade importa não é conhecer exemplos – não é citar a sapucaia, em vez do carvalho, que é europeu; ou a onça em lugar do tigre; ou um minério brasileiro em lugar do alemão –, mas aproximar o estudante da natureza e fazer com que ele aprenda, naturalmente, a usar o método científico na solução dos problemas...”
  • Tornar natural o uso do método científico na solução de problemas
"[...] Aprender a usar o método científico é aplicá-lo. Não apenas ouvir o mestre explicar em que ele consiste.”
  • Apresentar a ciência que interessa à formação do homem, à estrutura de seu pensamento
"Muito mais sentido tem em sua execução familiarizar com o hábito de pensar cientificamente do que sobrecarregar com ‘ideias inertes’, isto é, com fatos cujo sentido geral ele [o ensino] não penetrou.”
  • Partir da experiência diária, do fato, do concreto, dos fenômenos locais
“Não adiantar [ensinar] nenhum conceito sem antes haver chegado a ele pela experiência.”
  • Usar linguagem despida de termos técnicos, despojada de solenidades
“O uso de terminologia rigorosamente específica e técnica é para especialista. Insistir nela, no ensino elementar, é favorecer a tendência para confundir o nome com o conhecimento da coisa.”

 “O que verdadeiramente importa é conhecer as coisas e não as palavras com que tantas vezes douramos a própria ignorância.”

"Não se deve permitir que o excesso de precisão prejudique a naturalidade do ensino."

“A linguagem pode parecer até imprecisa, mas precisa ser viva.” 
  • Não pecar por excesso de pormenores
“[...] O professor precisa ter a coragem de ser simples, de suprimir a matéria que não lhe pareça fundamental.”

“[...] Ensinar pouco não é ensinar mal, e nem ensinar muito é ensinar bem. O que importa é ensinar bem; e ensinar bem, num determinado momento do aprendizado, é ensinar precisamente aquele quantum que o aluno não se sente disposto a esquecer  passado o exame.” 
  • Ensinar a admirar-se diante das coisas
"Quanta coisa se pode observar diretamente com os olhos.”

 

Vera Rita da Costa "
Ciência Hoje/ SP

Divulgação científica Educação

Palavras-chave: ATUAL, DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, JOSÉ REIS

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agosto 14, 2012

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Postado por Claudete Mira

Brilhante Ustra em foto de arquivo (Agência Estado)SÃO PAULO. A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, na tarde desta terça-feira, a sentença que apontou o coronel da reserva Carlos Brilhante Ustra como responsável por torturas no período da ditadura militar.

Por 3 votos a 0, os desembargados negaram o recurso da defesa de Ustra, que evocava a Comissão da Verdade, a Lei de Anistia e a lei de 2002 que define reparações para anistiados para argumentar que não caberia à Justiça definir responsabilidade por acontecimentos do período da ditadura.

O processo movido pela família Teles começou a tramitar em 2005. A sentença de primeira instância, do juiz Gustavo Teodoro, da 23º Vara Cível, havia sido dada em 2008 e reconhecia a responsabilidade civil de Ustra por torturas praticadas na sede do Destacamento de Operações e Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo. Ustra comandou a unidade entre 1970 e 1974.

Palavras-chave: Ustra nunca mais; ditadura; direitos humanos;

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julho 28, 2012

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32º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica

O presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Fernando José Freire, recebeu do ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, do MCTI, o 32º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica - 2012, na abertura da 64ª Reunião Anual da SBPC, em São Luis-MA, domingo 22.

:: Por Marcus Andrey
Enviado Especial

(De SÃO LUÍS - MA) - A Fundação Joaquim Nabuco obteve reconhecimento público de toda a comunidade acadêmica presente na 64ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ao receber, pelas mãos do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, o 32º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, a mais importante comenda de divulgação científica do país, concedida, anualmente, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O prêmio é atribuído a personalidades e instituições que contribuem para a formação de uma cultura científica e por tornar conhecidas do grande público a Ciência, a Tecnologia e a Inovação.

O reconhecimento vem coroar o desempenho da Fundaj em ações de divulgação científica consideradas exemplares pela comissão julgadora: o case do site Pesquisa Escolar - campeão de acessos, com mais de 2,5 milhões de visitas; a revista eletrônica "Coletiva", com edições trimestrais cuidadosamente elaboradas; os equipamentos culturais do Engenho Massangana, Massangana Multimídia Produções e Museu do Homem do Nordeste; e a promoção da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que acontece anualmente desde 2004.

A instituição estava concorrendo com outras 190 ações de divulgação científica em todo o Brasil, distribuídas da seguinte forma: 112 na Região Sudeste, 41 no Sul, 26 no Nordeste, 5 no Centro-Oeste e 6 na Região Norte. Dessa forma, desbancou inclusive os maiores espaços de divulgação científica nacional, localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

O presidente da Fundaj, Prof. Dr. Fernando José Freire, detalhou o projeto de divulgação que foi apresentado ao CNPq para concorrer ao Prêmio José Reis, na conferência “A Divulgação Científica na Região Nordeste e o papel da Fundação Joaquim Nabuco”, proferida na terça-feira (24), para uma platéia especial de acadêmicos que incluía o reitor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Natalino Salgado Filho; e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva. Na ocasião, Fundaj e UFMA assinaram convênios de cooperação técnica.

Duas reportagens produzidas pela Rede Globo Nordeste, veiculadas em Pernambuco, foram mostradas durante a conferência do Prof. Dr. Fernando Freire, provando que a Fundaj tem grande potencialidade para a divulgação de suas ações na grande mídia: uma sobre o Engenho Massangana e outra detalhando o Museu do Homem do Nordeste. O forte apelo midiático que a instituição desperta foi demonstrado também durante esta 64ª SBPC, com inserções conseguidas para a TV Mirante (afiliada Globo), TV Cidade (afiliada Record) e o jornal impresso O Estado do Maranhão.

“Muito nos orgulha poder externar para o grande público as ações de divulgação científica da Fundação Joaquim Nabuco, que é de todos”, disse o Prof.Dr. Fernando José Freire, finalizando sua conferência.

Palavras-chave: CNPq, divulgação científica, José Reis, prêmio anual

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Postado por Gloria Kreinz

32º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica

O presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Fernando José Freire, recebeu do ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, do MCTI, o 32º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica - 2012, na abertura da 64ª Reunião Anual da SBPC, em São Luis-MA, domingo 22.

:: Por Marcus Andrey
Enviado Especial

(De SÃO LUÍS - MA) - A Fundação Joaquim Nabuco obteve reconhecimento público de toda a comunidade acadêmica presente na 64ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ao receber, pelas mãos do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, o 32º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, a mais importante comenda de divulgação científica do país, concedida, anualmente, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O prêmio é atribuído a personalidades e instituições que contribuem para a formação de uma cultura científica e por tornar conhecidas do grande público a Ciência, a Tecnologia e a Inovação.

O reconhecimento vem coroar o desempenho da Fundaj em ações de divulgação científica consideradas exemplares pela comissão julgadora: o case do site Pesquisa Escolar - campeão de acessos, com mais de 2,5 milhões de visitas; a revista eletrônica "Coletiva", com edições trimestrais cuidadosamente elaboradas; os equipamentos culturais do Engenho Massangana, Massangana Multimídia Produções e Museu do Homem do Nordeste; e a promoção da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que acontece anualmente desde 2004.

A instituição estava concorrendo com outras 190 ações de divulgação científica em todo o Brasil, distribuídas da seguinte forma: 112 na Região Sudeste, 41 no Sul, 26 no Nordeste, 5 no Centro-Oeste e 6 na Região Norte. Dessa forma, desbancou inclusive os maiores espaços de divulgação científica nacional, localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

O presidente da Fundaj, Prof. Dr. Fernando José Freire, detalhou o projeto de divulgação que foi apresentado ao CNPq para concorrer ao Prêmio José Reis, na conferência “A Divulgação Científica na Região Nordeste e o papel da Fundação Joaquim Nabuco”, proferida na terça-feira (24), para uma platéia especial de acadêmicos que incluía o reitor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Natalino Salgado Filho; e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva. Na ocasião, Fundaj e UFMA assinaram convênios de cooperação técnica.

Duas reportagens produzidas pela Rede Globo Nordeste, veiculadas em Pernambuco, foram mostradas durante a conferência do Prof. Dr. Fernando Freire, provando que a Fundaj tem grande potencialidade para a divulgação de suas ações na grande mídia: uma sobre o Engenho Massangana e outra detalhando o Museu do Homem do Nordeste. O forte apelo midiático que a instituição desperta foi demonstrado também durante esta 64ª SBPC, com inserções conseguidas para a TV Mirante (afiliada Globo), TV Cidade (afiliada Record) e o jornal impresso O Estado do Maranhão.

“Muito nos orgulha poder externar para o grande público as ações de divulgação científica da Fundação Joaquim Nabuco, que é de todos”, disse o Prof.Dr. Fernando José Freire, finalizando sua conferência.

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julho 03, 2012

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Postado por Claudete Mira

 

 

Carta Verde

Gabriel Bonis

Tocantins

02.07.2012 17:13

Justiça condena prefeito de Palmas por construção de praia artificial em APP

A costumeira violação da lei ambiental nos nove estados da região Amazônica resultou na sexta-feira 30 na condenação de uma autoridade pública. O Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1) sentenciou Raul Filho, prefeito de Palmas, capital do Tocantins, a um ano de prisão por crime ambiental. Segundo o tribunal, Raul Filho (eleito pelo PT e hoje sem partido) construiu sem licença válida uma casa de mais de 114 metros quadrados, um rancho de 64 metros quadrados e uma praia artificial com área lavada de 8 metros de largura por 45 metros de comprimento. Tudo isso em uma área de preservação permanente (APP) no município de Iracema, às margens do lago da usina hidrelétrica de Lageado. Ainda cabe recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as obras – que também incluem um muro de arrimo de 32 metros – causaram danos ambientais irreversíveis à APP. Raul Filho terá, no entanto, 120 dias para recuperar a área sob risco de perder o terreno e será multado.

 

Segundo coordenadas do Ibama-TO, esta é a área afetada pela intervenção de Raul Filho. Foto: Google Earth/Reprodução

 

A conduta do prefeito durante o processo também é questionada. De acordo com a Justiça, a licença ambiental para a obra surgiu apenas durante a ação criminal. Expedida por órgão ambiental estadual, foi considerada inválida. O documento dizia não haver dano ambiental na área, uma observação contestada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). “O tribunal mandou o Ibama realizar outra perícia mais detalhada, que identificou uma invasão e deterioração do meio ambiente quase irreparável, apenas para lazer e uso privado. Não há possibilidade de regeneração de fauna e flora”, diz Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho, procurador da Procuradoria Regional da República (PRR1) e autor da ação penal.

Para o procurador, o prefeito tentou “dar uma impressão de legalidade” à sua conduta utilizando “órgãos estatais em benefício pessoal”. “Isso pode, inclusive, agravar a pena neste sentido”, ressalta. Ele completa que o prefeito optou por construir na parte de seu terreno onde sequer seria possível conseguir um licenciamento, além de ignorar um embargo do Ibama.

O TRF1 aponta que Raul Filho desmatou a vegetação nativa – 87% do território do estado é coberto por cerrado e o restante por floresta de transição amazônica – para realizar o plantio de vegetação exótica. Isso causou compactação e impermeabilização do solo, provocando erosão das margens do lago e assoreamento.

Carvalho acredita que este é o primeiro precedente no TRF1, que abrange 13 estados, de uma condenação por crime ambiental a um prefeito com foro privilegiado. O que também pode torná-lo inelegível, segundo os critérios da Lei da Ficha Limpa. “Ainda dependemos do trânsito em julgado da condenação e dos recursos”, aponta o procurador.

O prefeito foi procurado pela reportagem, mas não quis conceder entrevista. Em nota, afirmou que recorrerá da decisão. Ele diz que “as benfeitorias” realizadas na área possuem licenciamento ambiental do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e aprovação da Marinha do Brasil. “Não realizamos obra de supressão de vegetação nativa, nem a substituímos por espécies de vegetais exóticos. Também não fizemos a compactação e impermeabilização de solo, provocando erosão, conforme afirma a decisão do Tribunal Regional Federal”, apontou. Segundo ele, a interferência na mata nativa ocorreu para replantio da vegetação degradada. O muro, alega, foi feito para evitar o assoreamento.

O processo tem como base uma ação civil pública ajuizada pela Procuradoria da República no Tocantins à Justiça Federal no Tocantins. Como o prefeito tem foro privilegiado, os autos foram encaminhados à Procuradoria Regional da República, que denunciou Raul Filho por crime ambiental ao TRF1. A ação civil pública para a demolição tramita na primeira instância e pode condenar Raul Filho a se desfazer das obras poluidoras às margens do lago, sob pena de multa diária.

Ligação com Cachoeira

Não bastassem os problemas de ordem ambiental, o programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou no domingo 1º um vídeo no qual Raul Filho aparece negociando com o bicheiro Carlinhos Cachoeira oportunidades de investimento para o contraventor em Palmas. À época, em 2004, o petista disputava a prefeitura da cidade. As imagens fazem parte da operação Monte Carlo da Polícia federal, que investiga os negócios de Cachoeira.

No vídeo, um suposto assessor de Raul Filho também aparece negociando um pagamento de 150 mil reais para ele e o prefeito.

Em Palmas, a Delta Construções, empresa apontada pela PF como uma das integrantes do esquema do bicheiro, possui contratos de limpeza urbana. Os acordos são de 72 milhões de reais e o Ministério Público suspeita de irregularidades na licitação.

Palavras-chave: meio ambiente; política; educação; políticas públicas; desigualdade social; ciência

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maio 25, 2012

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Muitas pessoas se cadastram no Stoa porque querem participar de um ambiente de apoio a uma disciplina no Moodle do Stoa. Para alguns, o "Stoa" é sinônimo do Moodle do Stoa. Mas na verdade o projeto Stoa consiste de 3 serviços diferente:  a rede social no endereço stoa.usp.br ("espaços para indivíduos"), o Moodle do Stoa no endereço disciplinas.stoa.usp.br e os documentos colaborativos em wiki.stoa.usp.br.

Para poder participar no Moodle do Stoa é preciso se cadastrar no Stoa. Mas algumas pessoas não querem um perfil no Stoa, a rede social. Talvez eles já tem uma presença na Web e não querem diluir esta presença com mais um perfil na Web.

Para estas pessoas temos (já desde 2009) uma funcionalidade de redirecionamento que permite apontar onde encaminhar pessoas que acessem o endereço http://stoa.usp.br/fulanodetal

Para configurar isto, basta entrar nas configurações da conta e clicar na aba "Moderação"

Lá, pode escolher de esconder o seu perfil completamente (para quem é "de fora" e não logado no Stoa) e além disto, pode escolher um outro endereço na Web:

O Stoa pretende oferecer um "espaço na Web" para criar parte da sua identidade institucional. Mas não seria apropriado forçar membros da nossa comunidade usar esta possibilidade, só porque precisam participar de outros serviços que o Stoa oferece. As iniciativas de TI na instituição sempre devem ir no sentido de um maior autonomia e controle sobre os seus dados para os seus membros.

Palavras-chave: autonomia, http 302, redirecionamento, stoa

Postado por Ewout ter Haar em Stoa: dúvidas, bugs e sugestões | 2 usuários votaram. 2 votos | 0 comentário

maio 23, 2012

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Resumo: Você já tentou editar na Wikipédia? Melhorou artigos de sua
área ou tema de estudos? Notou que a Wikipédia em inglês é muito mais
rica que a em português ao consultar artigos de sua área estudos e
pesquisa? Gostaria de conhecer quem edita a Wikipédia e entender
melhor como pode ajudar?

Venha participar de uma apresentação sobre o projeto Wikipédia na
Universidade <http://pt.wikipedia.org/wiki/WP:WU> e um mutirão de
edição de artigos da Wikipédia, onde qualquer um presente poderá
contribuir, contando com a ajuda de wikipedistas experientes e
novatos. Explicaremos como estamos usando atividades dentro de salas
de aula universitária ao redor do mundo e como os programas de
educação da Wikimedia Foundation vem ampliando a participação
acadêmica na melhoria da maior enciclopédia livre do mundo.

Local e horário: Instituto de Física, USP. 25 de maio, sexta-feira, às
15h. Auditório Gleb Wataghin - Norte.

Presentes: Jessie Wild e Everton Zanella Alvarenga, do programa de
educação da Wikimedia Foundation no Brasil, e voluntários da Wikipédia
e da Wikimedia Brasil

Sugestões, comentários e newsletter: http://tinyurl.com/wikipedia-ensino

Palavras-chave: ifusp, wikipédia

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Postado por Ewout ter Haar em USP Eventos | 1 comentário

maio 07, 2012

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Reinaldo Canto, Jornalista vEspecializado em Meio Ambiente

 

Há uma semana o Congresso Nacional “Ruralista” infringiu uma acachapante derrota ao Governo Dilma, aos ambientalistas e, o que é ainda pior, ao futuro equilibrado e sustentável do país.

O exaustivo processo de discussão em torno do novo texto para o Código Florestal e que havia sido acordado por meio de delicadas negociações no Senado Federal foi, simplesmente, “rasgado” pelas forças mais atrasadas que dominam a Câmara dos Deputados e a votação determinou com o placar de 274 votos a favor 184 contrários e duas abstenções.

Entre as diversas alterações em relação ao proposto pelo Senado, os deputados retiraram a possibilidade de o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de vetar a emissão de documento de controle de origem da madeira explorada em estados que não integram o sistema nacional de dados sobre a extração; a interrupção temporária das atividades agrícola ou pecuária em no máximo cinco anos até 25% da área produtiva e a exigência de planos diretores dos municípios, ou leis de uso do solo, observarem os limites gerais de áreas de preservação permanente (APPs) em torno de rios, lagos e outras formações para proteção em áreas urbanas e regiões metropolitanas.

Uma vitória de Pirro

Mas determinadas vitórias podem rapidamente se transformar em derrota quando os seus resultados forem vistos como algo pouco enobrecedor. Foi o que aconteceu na noite da quarta-feira da semana passada. Ao contemplar apenas o interesse de alguns, os ruralistas afrontaram não só o governo, mas boa parte da sociedade brasileira que já havia demonstrado através de pesquisas esperar do Congresso uma visão equilibrada e que de lá saísse um Código Florestal que contemplasse a produção agrícola com a preservação de nossos recursos naturais.

 

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Carta Verde

Reinaldo Canto

Reinaldo Canto

Guerra ambiental

03.05.2012 12:10

Código Florestal: Uma luta longe do seu final

Há uma semana o Congresso Nacional “Ruralista” infringiu uma acachapante derrota ao Governo Dilma, aos ambientalistas e, o que é ainda pior, ao futuro equilibrado e sustentável do país.

O exaustivo processo de discussão em torno do novo texto para o Código Florestal e que havia sido acordado por meio de delicadas negociações no Senado Federal foi, simplesmente, “rasgado” pelas forças mais atrasadas que dominam a Câmara dos Deputados e a votação determinou com o placar de 274 votos a favor 184 contrários e duas abstenções.

Entre as diversas alterações em relação ao proposto pelo Senado, os deputados retiraram a possibilidade de o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de vetar a emissão de documento de controle de origem da madeira explorada em estados que não integram o sistema nacional de dados sobre a extração; a interrupção temporária das atividades agrícola ou pecuária em no máximo cinco anos até 25% da área produtiva e a exigência de planos diretores dos municípios, ou leis de uso do solo, observarem os limites gerais de áreas de preservação permanente (APPs) em torno de rios, lagos e outras formações para proteção em áreas urbanas e regiões metropolitanas.

Uma vitória de Pirro

Mas determinadas vitórias podem rapidamente se transformar em derrota quando os seus resultados forem vistos como algo pouco enobrecedor. Foi o que aconteceu na noite da quarta-feira da semana passada. Ao contemplar apenas o interesse de alguns, os ruralistas afrontaram não só o governo, mas boa parte da sociedade brasileira que já havia demonstrado através de pesquisas esperar do Congresso uma visão equilibrada e que de lá saísse um Código Florestal que contemplasse a produção agrícola com a preservação de nossos recursos naturais.

Últimos artigos de Reinaldo Canto:
Pecuária certificada: a quebra de um paradigma
Tratamento de esgoto é a cura para todos os males

A rebelião das águas

Felizmente, manifestações de repulsa a toda essa truculência tem surgido de muitos setores e não só daqueles comprometidos diretamente com a defesa do meio ambiente. Entre elas, a da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) que divulgou nota oficial afirmando sua profunda preocupação com o projeto de lei recém aprovado e de senadores de várias correntes, participantes da negociação anterior, perplexos com o desfecho desse processo.

O governo também já se pronunciou e espera-se nos próximos dias o veto total ou parcial ao texto do novo Código. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, sinalizou que a presidenta Dilma Rousseff deverá vetar “aquilo que representar a anistia (aos desmatadores), não terá respaldo do governo”.

Insegurança Jurídica

Toda a celeuma em torno do que vai valer ou não para a produção agrícola brasileira traz prejuízo e insegurança generalizada no campo. Muita gente encontra-se num limbo jurídico e deixa de investir ou regularizar suas propriedades por falta de clareza nas regras vigentes. Uma lei justa e equilibrada teria o mérito de esclarecer o proprietário rural sobre o que efetivamente ele deve ou não fazer para estar regular e poder assim se beneficiar da lei para produzir com todo apoio e tranquilidade.

Esse é caso do projeto “Agricultura Legal – Produzindo Sustentabilidade em Piedade”, desenvolvido em parceria entre a ONG Iniciativa Verde, o Funbio (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) e a Prefeitura de Piedade, cidade localizada na região sudoeste do Estado de São Paulo detentora de 39% de seu território constituído por remanescentes da Mata Atlântica e 53% de sua população vivendo na zona rural.

O programa tem o objetivo de colaborar com os proprietários rurais para que eles consigam a regularização ambiental de suas terras e desse modo estejam aptos, entre outros, a receber créditos agrícolas para os processos de licenciamento ambiental; a facilitação na outorga do uso da água; além de obterem as condições para participar dos programas de PSA – Pagamentos por Serviços Ambientais – e de Servidão Florestal, o que poderá representar uma nova fonte de renda para esses agricultores.

Os custos do projeto estão totalmente cobertos pelo Funbio e parceiros. Isso quer dizer que os agricultores não precisam pagar nada para participar. Mesmo assim, a adesão tem sido baixa, em parte graças às indefinições relativas ao novo Código Florestal.

Este é apenas um caso, entre milhares, que aguardam a prevalência do bom senso para alcançarmos a paz no campo. O primeiro passo é garantir que a campanha “VETA DILMA” atinja seu objetivo de excluir os artigos polêmicos e assim retomar as bases para um diálogo construtivo.

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Gianni Carta

Revista Veja e Cachoeira

03.05.2012 12:28

Civita, o nosso Murdoch

Rupert Murdoch durante depoimento em Londres, nesta quinta-feira 26. Foto: Pool/AFP

Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita? Foto: Pool/AFP

Policarpo Jr., diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, trocou 200 ligações com Carlinhos Cachoeira. O bicheiro goiano, escreveu o correspondente de CartaCapital em Brasília, Leandro Fortes, alega ser o pai de “todos os furos” da revista.  E Cachoeira disse estar pronto a detalhar as histórias que contou para Policarpo Jr. na CPI.

O patrão da Editora Abril, Roberto Civita, 75 anos, sabia quem era a fonte de todos aqueles “furos” da semanal mais lucrativa de sua empresa? Se for convocado para depor na CPI do Cachoeira, Civita reconhecerá que a Veja não respeitou a ética jornalística? Usar como parceiro de reportagem um criminoso com estreitos elos (às vezes acompanhados de subornos) com um senador, deputados, governadores e uma empreiteira foge à regra essencial do jornalismo: a de apurar as duas ou mais versões da mesma história.

Mas o patrão da Abril provavelmente não dará o ar da graça na CPI. Isso porque os jornalões e a tevê Globo agem em bloco para que isso não aconteça. São dois os motivos. O bicheiro, atualmente atrás das grades, favorecia os “furos” a envolver os inimigos “esquerdistas” da mídia tucana, principalmente petistas e ministros. Segundo motivo: jornalistas de outros orgãos da mídia também obtinham seus “furos” de Cachoeira.

Por essas e outras, Policarpo Jr. e a recomendável convocação de Civita para a CPI nunca estiveram no noticiário.

Enquanto isso, Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson, que teve início em novembro de 2011. E na quarta-feira 2 até o Senado dos EUA entrou em contato com os investigadores britânicos para avaliar se abrirão um inquérito com o objetivo de investigar se a News Corporation passou a perna em leis norte-americanas.

Através de seus jornais – Times, Sunday Times, Sun e News of the World – Murdoch teve grande influência nas eleições dos primeiros-ministros conservadores Margaret Thatcher, John Major, David Cameron e Tony Blair. Até aí nada de errado. Publicações europeias apoiam candidatos políticos em seus editoriais, coisa que no Brasil acontece raramente. A mídia canarinho gosta de ficar em cima do muro enquanto distorce e manipula o noticiário a favor dos candidatos conservadores preferidos pelas elites. Enfim, prima a ambiguidade e a desinformação na mídia brasileira enquanto a mídia europeia se posiciona ideologicamente, o que lhe confere credibilidade. O leitor do vespertino francês Le Monde, por exemplo, sabe ter em mãos um diário de centro-esquerda que apoia o socialista François Hollande no segundo turno da presidencial, em 6 de maio.

O problema da mídia murdochiana foram os métodos por ela usados: escutas telefônicas ilegais e suborno de policiais por informações privilegiadas foram as mais graves. De fato, o tabloide News of the World foi fechado porque a acusações acima foram provadas. Jornalistas e um detetive contratado pelo jornal foram presos.

Agora o Inquérito Leveson quer se aprofundar mais na relação da mídia com políticos e funcionários públicos. Nesse contexto, investiga o grupo de Murdoch e outras empresas de comunicação. Ao mesmo tempo, pretende avaliar se o regime regulatório da imprensa da britânica falhou. Em suma, lá no reinado fazem o que não é feito aqui: uma CPI da mídia.

Murdoch admitiu no Inquérito Leveson ter sido “lento e defensivo” em relação às escutas telefônicas ilegais. Reconheceu ter falhado ao negar o conhecimento sobre a verdadeira escala dos grampos telefônicos até 2010 devido à conduta de subordinados que o deixaram sem informações. Ou será que Murdoch fingia que não sabia de nada?

São várias as semelhanças entre Roberto Civita e Rupert Murdoch. Ambos têm fascínio pelo “American Dream”, ou seja, a possibilidade de ganhar na vida na terra do Tio Sam, onde todos – eis aí um mito – podem fazer fortuna. E, por vezes, como se vê, a qualquer custo. Civita nasceu na Itália, mas aos dois anos, em 1938, foi com a família para os EUA, onde viveu por pouco mais de uma década. Depois de passar algum tempo no Brasil foi fazer universidade na Filadélfia.

Murdoch nasceu na Austrália, onde teve início sua carreira de empresário da mídia. Depois passou vários anos no Reino Unido, onde amealhou sua fortuna. E, finalmente, foi morar nos EUA para realizar seu sonho, o de obter a cidadania norte-americana e ser dono de um grande diário, no caso o Wall Street Journal.

Segundo o Inquérito Leveson, o patrão da News Corp. não tem “capacidade” para dirigir um grupo internacional. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita?

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abril 27, 2012

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Postado por Claudete Mira

Direitos Autorais 23 Abr 2012

 

Em relação ao ano passado, País passou de quarto para quinto lugar na pesquisa organizada pela Consumers International; queda, porém, não revela melhorias na legislação


 

A CI (Consumers International), federação que reúne mais de 220 entidades de defesa do consumidor em 115 países, divulgou nesta segunda-feira (23/4) a IP Watchlist 2012,  pesquisa que analisa a legislação autoral de vários países e suas possibilidades de concretização dos direitos dos consumidores, especialmente no que se refere ao acesso ao conhecimento. 
 
O Idec contribuiu com o levantamento e fez um relatório sobre a situação no Brasil levando em consideração as possibilidades trazidas pela legislação de propriedade intelectual, especialmente a lei de direitos autorais (LDA - Lei 9.610/98). Foram avaliados os quesitos como acesso dos consumidores a serviços e produtos culturais, exceções e limitações para uso educacionais de obras, efetiva proteção do autor, preservação cultural, acessibilidade, adaptação da lei aos novos modelos digitais e utilização privada dos bens culturais.
 
Em relação aos resultados de 2011, o Brasil - frequentemente entre as piores leis autorais avaliadas - passou de quarto para quinto lugar entre os piores regimes de direitos autorais do mundo. No total, 30 países foram avaliados.
 
A troca de posição não ocorreu devido às mudanças no País. O que se deu foi o ingresso da Jordânia, que não havia participado da pesquisa de 2011, entre os países avaliados. Além disso, o Chile concluiu sua reforma autoral, trazendo mais equilíbrio à relação entre autores e consumidores, por exemplo, na internet, deixando, assim, as piores posições. A Argentina também entrou no rol das piores leis autorais nesse ano. “Não foi o Brasil que subiu de posição no ranking, mas outros países que melhoraram ou pioraram. Na verdade, com a estagnação do processo de reforma da lei de direitos autorais, o Brasil não saiu do lugar”, revela o advogado do Idec, Guilherme Varella. 
 
No relatório de 2012, os cinco melhores regimes de direitos autorais avaliados foram Israel, Indonésia, Índia, Nova Zelândia e Estados Unidos. Os cinco piores foram Jordânia, Argentina, Reino Unido, Tailândia e Brasil. Confira aqui a íntegra da pesquisa (em inglês).
 
Reforma na Lei de Direitos Autorais
De acordo com Varella, a situação do Brasil é ruim comparada aos demais países da pesquisa. Apesar de ter apresentado um projeto de reforma da LDA, o texto do anteprojeto ficou aberto à consulta pública em 2010 e, até agora, ainda não saiu do papel.
 
“É essencial que a LDA seja reformada, de modo a equilibrar os direitos dos usuários e consumidores com os direitos dos autores. O acesso ao conhecimento, à cultura e à informação são direitos fundamentais não compatibilizados, na legislação brasileira, com os direitos dos criadores, que, de seu lado, não possuem efetiva proteção e garantia”, destaca o advogado. Segundo ele, a lei precisa ser atualizada para incorporar as novas demandas do mundo digital e tirar da marginalidade milhões de consumidores que utilizam a internet  para acessar cultura de forma legítima, através de condutas corriqueiras e socialmente aceitas, como baixar músicas e digitalizar conteúdos.
 
Novidade da IP Watchlist 2012
No ranking deste ano, uma nova questão analisada foi a presença de taxas cobradas das bibliotecas para o empréstimo de livros. “Isso não está previsto no Brasil, mas a situação das bibliotecas e das lojas de segunda mão, como os sebos, não está totalmente amparada pela legislação autoral, o que traz lacunas e deixa esse segmento sem a segurança jurídica necessária para atuar”, ressalta o advogado.
 
Boas e más práticas
Além do levantamento, a CI também elege as melhores e piores práticas em determinadas áreas da pesquisa. Entre as piores práticas estão a extensão do prazo de Direitos Autorais e as propostas que preveem o bloqueio de sites que compartilham conteúdos ou que supostamente ferem direitos autorais. No Brasil, o prazo é o mais extenso possível - 70 anos após a morte do autor -, o que diminui demasiadamente o acesso. Existem inúmeros projetos de lei que pretendem criminalizar o compartilhamento na internet, como o PL 84/99, fortemente contestado pelo Idec e outras organizações, que empreenderam uma grande campanha pela sua rejeição no Congresso.
 
Na IP Watchlist 2012, uma boa prática destacada foi o uso da legislação de defesa do consumidor contra abusos baseados em direitos de propriedade intelectual, como os direitos autorais. A Watchlist mostrou que alguns países possuem legislações consumeristas consistentes - como o CDC (Código de Defesa do Consumidor) brasileiro - que servem de ferramenta para ampliar a garantia dos consumidores de acesso aos bens, produtos e serviços culturais e evitar violações baseadas na proteção autoral.
 
Outra boa prática, presente em alguns países, é a criação de alternativas para evitar o DRM (Digital Rigths Management) nos produtos digitais como músicas, filmes e livros. Também chamadas de “restrições tecnológicas”, essas travas impedem a fruição integral dos conteúdos adquiridos pelos consumidores e, em grande parte das vezes, não são anunciadas pelas empresas. Geralmente as informações são criptografadas e impedem, por exemplo, que uma música comprada só toque em um ou dois aparelhos, restringem a utilização em determinadas plataformas, como softwares, e impedem a cópia para back-up.
 
“O problema das restrições tecnológicas é muito sério no Brasil e só ocorre porque a legislação autoral permite, ainda que o CDC tenha normas muito claras para evitar abusos como esses”, explica Varella. A reforma da LDA, além de evitar os abusos dos DRMs, permitiria a compatibilização da legislação autoral com o CDC.
 
Pesquisas recentes do Idec sobre compra de músicas e filmes online demonstraram isso.

 

 

Palavras-chave: direitos autorais; educação; políticas públicas, divulgação científica

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Postado por Yuna Ribeiro

Gente, sério, leiam esse texto, cheio de amor e de dor, um texto desse deveria ser entregue nas mãos de cada político, de cada juíz, de cada policial, de cada cidadão.

Assim como os conceitos e princípios que o embasam, gostaria que o tivéssemos como um guia valioso, para nunca esquecer o que realmente importa nessa vida!!

http://leonardoboff.wordpress.com/2012/04/27/pinherinho-resiste-apesar-do-massacre-e-do-terror/

Palavras-chave: amor, dor., justiça, Pinherinho

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abril 17, 2012

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Ontem tivemos um dia muito especial no Fórum Espaço Público 2ª Edição, aconteceu no auditório da poli um dia inteiro de debates sobre o tema "Campus Educador: TransFormAção Social e Cultural".

Conhecemos e reconhecemos muita coisa que está acontecendo por aí e é muito bom poder ouvir da fonte, dos olhos, espíritos e corações, bem a nossa frente, não há como evitar o envolvimento e ser seduzido pela possibilidade, ao alcance da ponta de nossos dedos esticados a diante, ao alcance de nossas ideias e sonhos, a possibilidade de fazer acontecer, de fazer parte e vivenciar a mudança.

Essa mudança está acontecendo e é muito bom poder acreditar nisso. Está acontecendo em diversas frentes e formas, nos fóruns, nos projetos sociais, na cidade, no campus, nas universidades, nas salas de aula, nos locais de trabalho, nos bairros, grupos e pessoas que cansaram de rodar em volta de seus umbigos, cansaram do individualismo e querem fazer parte de uma comunidade*, no verdadeiro sentido da palavra, um coletivo educador, coletivo de ação cultural, coletivo de desenvolvimento humano.

Essa vontade começa a transbordar no coração das pessoas e está ganhando espaço, na USP podemos sentir isso entre grupos de funcionários, professores e alunos que não aparecem mais como simples sonhadores, começam a ser vistos como atores, pessoas de ação, iniciativa, fonte e ferramenta para mudanças.

Sou otimista sim, e depois de ontem acredito mais ainda que a mudança está acontecendo o tempo todo, rápida ou pausadamente ela é inevitável e alcança todos os tipos de lugares e pessoas, absorvendo ideias e tendências ou entrando em embates. A mudança é real.

"Ampliar a sala de aula"

Tivemos a presença do Prof. Marcus Vinícius de Moura do Projeto Esporte Talento/CEPEUSP (http://www.educandopeloesporte.blogspot.com/), que trouxe a experiência da Cidade Educadora e com isso diversas questões sobre o Campus da USP:

É possível uma organização local compartilhada na USP?
Temos espaços de convivência/ de coletividade?
O que mobiliza os habitantes do campus?
Temos projetos coletivos?
Quais os princípios que norteiam o uso social no campus?
Tratamos o campus como parte da missão da USP?

"A transformação só acontece com ações educadoras"

Na fala do Prof. Marcos Sorrentino da ESALQ pudemos enxergar um caminho para:

O desafio da Sustentabilidade (deixar de lado as soluções simplistas e moralistas sobre sustentabilidade).
Inclusão radical de todas as diversidades.
Cidadania.
Processos > Projetos> Resultado > Objetivo
Formação de educadores/editores
Círculos de Cultura – Paulo Freire
Educomunicação
Estrutura educadora

¡  Investimento educador

¡  Atenção cotidiana com a vida – diálogo coletivo

¡  Apelo ao cuidar (Respeito)

¡  Cuidar pensando no todo

 

Os 6 passos:


1.
    Constituição de um coletivo educador com o objetivo de elaborar um projeto político-pedagógico (pactuar)

2.    Considerar as diferentes tribos de convivência

3.    Encontrar/criar mecanismos de diálogo

4.    Mapeamento e oferta de rico cardápio de oportunidades de aprendizagem

5.    Processo formativo para que as pessoas possam se apropriar das oportunidades e fazer parte do processo

6.    Monitoramento (acompanhamento) e Avaliação (visão crítica) continuada



“Ilha da Fantasia”

O Prof. Antonio Araújo da Eca/Teatro da Vertigem (http://www.teatrodavertigem.com.br/site/index2.php) trouxe a experiência do inimaginável, de como uma Ilha de Desordem e de Ordem podem coexistir num equilíbrio instável e sutil.

Uma experiência pedagógica de trocar com o departamento ao lado, de propor aos alunos um verdadeiro diálogo com o campus em sua arquitetura e significação. Propor a vivência de um campus como espaço de arte e cultura. Possibilitando o encontro com outras unidades, com diferentes e inusitadas pessoas, a troca, a relação, deslocando percepções e mudando a lógica do uso do espaço. Propondo uma OCUPAÇÃO artística. Surpreendendo com um bote salva vidas navegando na praça do relógio e fulminando na morte da rainha.

Trazendo a cidade ao campus e levando o campus à cidade.

A proposta: ocupação, diálogo, ação, reconhecimento, descoberta, transformação com/nas áreas externas do campus e da cidade.

“Campus X campo
impermeabilidade X permeabilidade
Virtualidade”

O Prof. Martin Grossmann da ECA num pensamento crítico-criativo em velocidade de internet2 trouxe a idéia de um campus de ação cultural. Acreditando que a ação cultural possibilita uma relação maior com o outro.

Questionou a educação como acontece na USP e como foi concebida pelos iluministas com forte hierarquia e pouca ou nenhuma flexibilidade, dificultando a interdisciplinaridade e a troca.

Colocou a importância da Visão Crítica da Sustentabilidade de forma a evitar radicalismos que possam aparecer numa espécie de Proposta Higienista, a exemplo do nazismo.

Eduardo Barbosa da Cocesp responsável pelo Programa Campus Sustentável e moderador da mesa de debates da manhã estava esfuziante com o Encontro, colocou suas questões, paixões e soltou suas pérolas: "Não basta estar perdido tem que participar".

“Confiança na produção coletiva”

O Prof. Menezes do Instituto de Física encantou com a possibilidade da “diversão como uma cultura importante” e da ideia de co-responsabilidade revestida de liberdade.

Alertou: os alunos estudam hoje e não fazemos idéia para qual mundo do trabalho de amanhã. Se não recuperarmos a comunidade, a co-responsabilidade seguiremos a caminho do Admirável Mundo Novo (livro escrito por Aldous Huxley, publicado em 1932).

“Você sabia?”

A Profa. Elizabeth Saad da ECA ilustrou, provou e questionou.
A comunicação contemporânea não é linear.
Comunicação/vivência acelerada.
Melhor do que qualquer conclusão antecipada: assista ao vídeo.

“Uma outra moeda é possível”

O Prof. Gilson Schwartz da ECA/CTR com uma visão do campus como plataforma para a conexão global, com a Cidade do Conhecimento (http://www.cidade.usp.br/blog/), a moeda “Saber”, o 2º Encontro de Inclusão Financeira, trouxe exemplos reais de como a capacitação das pessoas e das instituições para as novas tecnologias pode transformar, e a importância de desenvolver competências para apropriação das oportunidades para o desenvolvimento e inclusão social.

“Um outro mundo é possível”

Chico Witaker (http://chicowhitaker.net/), da Comissão Brasileira Justiça e Paz e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, coloca algumas possibilidades diante do mundo em permanente mudança:

> Sobrevivência = nos adaptar as mudanças.
> “Um outro mundo possível” = nos associar à mudanças transformadoras.

> Rede: “ninguém que quer mudar as coisas muda sozinho”, diversidade, criatividade, co-responsabilidade, intercomunicação.
> Pirâmide: maldição – luta pelo poder, pisar em quem está em baixo.
> Organização: trabalhar/se relacionar com outros.
> Aprender a desaprender para poder mudar.

> Fórum Social de São Paulo – 9/11/2010 na FAU Maranhão.

> Consenso > colegiado > decisão > existem convergências > união da diversidade no respeito mutuo e no esforço coletivo X Cultura da Competição.
> Campus como espaço para uma rede de troca de saber, todo mundo ensina, todo mundo aprende.

Prof. Waldyr Coordenador da COSEAS e moderador da mesa de debates da tarde trouxe seu depoimento pessoal "A vaidade humana é o que está nos matando" e a experiência de grandes progressos no diálogo com alunos do CRUSP, mostrando como muitos dos dirigentes da USP estão abertos as mudanças.

 

 

* comunidade
co.mu.ni.da.de
sf (lat communitate) 1 Qualidade daquilo que é comum; comunhão. 2 Participação em comum; sociedade. 3Sociol Agremiação de indivíduos que vivem em comum ou têm os mesmos interesses e ideais políticos, religiosos etc. 4 Lugar onde residem esses indivíduos. 5 Comuna. 6 Totalidade dos cidadãos de um país, o Estado. 

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Uma tentativa de realizar a lição de casa que o Prof. Barco me passou.

O texto a seguir é baseado no poema "As crianças aprendem o que vivenciam" de Dorothy Law Nolte, tentando adaptar os versos à realidade que vivemos na Prefeitura.

Se os trabalhadores convivem com a mediocridade, aprendem a lastimar.

Se os trabalhadores vivenciam a mesquinharia, aprendem a se privar.

Se os trabalhadores vivem com a ameaça, aprendem a ter medo.

Se os trabalhadores convivem com a severidade, aprendem a transgredir.

Se os trabalhadores convivem com a ignorância, aprendem a cultivar intrigas.

Se os trabalhadores convivem com a injustiça, aprendem a calar.

Se os trabalhadores vivem com a tirania/ crueldade do poder, aprendem a tornar-se invisíveis.

Se os trabalhadores convivem com o investimento/ incentivo no ser humano, aprendem a confiar em sua capacidade e na instituição.

Se vivenciam a gratidão, aprendem a reconhecer o outro.

Se convivem com o comprometimento, aprendem a participar.

Se vivenciam a alegria, aprendem a ter vontade de realizar.

Se convivem com a informação, aprendem a entender suas responsabilidades.

Se vivenciam o apreço e a consideração, aprendem a valorizar as pessoas e seu trabalho.

Se convivem com a educação, aprendem a buscar o seu desenvolvimento.

Se os trabalhadores convivem com a liberdade de expressão, aprendem a criar e inovar.

Se os trabalhadores vivem com equilíbrio e harmonia, aprendem o que é sustentabilidade.

Se os trabalhadores vivenciam um ambiente de trabalho saudável, aprendem a gostar do que fazem.

Se vivenciam a compreensão, aprendem a ouvir, enxergar e respeitar.

Postado por Yuna Ribeiro em Prefeitura do Campus USP da Capital | 0 comentário

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Na sexta-feira, dia 24/04, realizamos a 1ª atividade do Grupo de Oficinas da Coordenadoria do Campus. Eu estava um pouco apreensiva, todos estavam muito desconfiados da nossa proposta, tivemos que enfrentar alguns preconceitos e barreiras (no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho, e sempre terá, passamos por cima, de lado, uma empurradinha aqui, uma cutucada lá, rsrs).

Mas o 1º passo foi dado, de forma muito positiva conseguimos, um grupo de funcionários realizou uma atividade de qualidade, de baixo custo, de integração, divertimento e aprendizado, e o que é mais incrível, organizamos isso para os próprios funcionários, para o pessoal de base, eletricistas, marceneiros, pedreiros, auxiliares, secretárias, técnicos, diretores, entre outros, sem distinção.

Aprendemos que somos capazes, que temos valor, que existem pessoas super interessantes ao nosso lado, no nosso dia a dia, e que só precisamos abrir os olhos e dar um pouco mais de atenção para poder enxergar.

Assistimos um show de 1 hora na Praça Victor Civita, se apresentaram o saxofonista Raul Mascarenhas e as cantoras Fafá e Mariana de Belém, a escolha não poderia ter sido melhor, o espaço é extremamente interessante, trata de sustentabilidade, da reabilitação de um local que abrigava um antigo incinerador, de transformação e de revitalização. O show foi uma delícia, a mistura do clássico e discreto saxofonista com a alegria e a vitalidade estonteantes das cantoras. Perfeito para nos fazer lembrar que existe alegria sim, existem coisas boas e essas coisas podem ser feitas por nós, aqui.

Todos aproveitaram o espaço, o tempo, a alegria e força das músicas, o sol que persistiu entre as nuvens escuras, proporcionando um quentinho gostoso para abastecer nossas energias. E assim nos divertimos, nos surpreendemos e voltamos um pouco mais leves e otimistas para nosso local de trabalho.

Agradeço a todos que fizeram essa atividade ser possível. Várias pessoas adeptas ou não da proposta contribiram de alguma forma.

Contamos com o empenho de todos para que possamos continuar e contribuir cada vez mais para um ambiente de trabalho saudável, com qualidade e valorização das pessoas. Acredito fortemente que a cada atividade mais funcionários poderão participar, contribuir e quebrar barreiras.

Postado por Yuna Ribeiro em Prefeitura do Campus USP da Capital | 0 comentário

abril 03, 2012

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JOSÉ REIS
Memorial Kalinga:
UNESCO

 

NOTíCIAS - Nº 129 - Março de 2012

Nesta edição:

Divulgação Científica no Séc. XXI:
Poeta do Orkut - Marcelo Roque - "PAVAN"

MIGUEL NICOLELIS, SUBSTITUTO DE CRODOWALDO PAVAN NO VATICANO, RECEBE MAIS UM PRÊMIO
Glória Kreinz

Cantografia
O itinerário do carteiro cartógrafo

Carlos Vogt

Sai o resultados do 3º Prêmio FAPEAM de Jornalismo Científico
Osmir Nunes


O uso da imagem na divulgação científica: Os Cientistas
João Garcia



SARAU PARA TODOS -(Série Pavan de Vídeos/Poemas de Divulgação Científica)

Mestre Aziz Ab’Saber (1924-2012), cientista maior, amigo sempre.

Equipe da ABRADIC

http://www.youtube.com/watch?v=gdJqt04KEMA&context=C4a84c1eADvjVQa1PpcFN4hNxoXw3NrGPtgrVFZbZvPYh2x01P8pw=


CONHEÇA O BLOG DE JOSÉ REIS, COM TEXTOS E NOVIDADES DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
http://esportencia.blogspot.com/
CONHEÇA TAMBÉM A COMUNIDADE CIÊNCIA E POESIA, COMO JOSÉ REIS GOSTAVA, AINDA EM REESTRUTURAÇÃO
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13358263
Século XXI
POETA DO ORKUT: "PAVAN"
Marcelo Roque

Leia mais no Clipe Ciência


Pavan

Já fazem quase três anos
mas ainda está tão vibrante como sempre
Seu olhar inquieto nos serve de guia,
seu generoso sorriso
nos mantêm mais unidos do que nunca
e em nossas reuniões sua voz se faz ouvida
Mas acima de tudo
só queremos que saiba, professor
que hoje, muito graças ao senhor,
todos nós da ABRADIC
e do Núcleo José Reis sabemos que,
bela, sempre foi a flor
antes mesmo do olhar
e do amor


Nossa homenagem ao sempre presente Crodowaldo Pavan

Marcelo Roque

SOLIDARIEDADE AO ARTIGO DE ALFREDO BOSI NO BLOG
"NÁUFRAGOS DA UTOPIA" DE CELSO LUNGARETTI
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/


Leia mais no Clipe Ciência

http://recantodasletras.com.br/autores/marceloroque

http://www.blogdonjr.wordpress.com


http://abradicusp.blogspot.com

http://pensarepossivel.blogspot.com/

COMUNIDADE:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13358263

MIGUEL NICOLELIS, SUBSTITUTO DE CRODOWALDO PAVAN NO VATICANO, RECEBE MAIS UM PRÊMIO
Glória Kreinz

Cumprimentamos o cientista neurocirurgião Miguel Nicolelis, brasileiro aceito pela ACADEMIA DE CIÊNCIAS DO VATICANO para ocupar o lugar deixado por Crodowaldo Pavan. Sabemos que a poderosa e milenar entidade é norteada por conceitos práticos, filosóficos e científicos.Tem ganho vários prêmios, laboratório aqui e no Estados Unidos, e do Globo dia 27 de março recebeu "Faz Diferença".É justo estar na Academia do Vaticano, como Pavan.

Parabéns, senhores do Vaticano, parabéns Miguel Nicolelis. Cada passo seu é uma vitória do Núcleo Jóse Reis, e da ABRADIC de Crodowaldo Pavan, e derrota daqueles que compararam Crodowaldo Pavan aos mediocres, pensando que o que ele deixou pudesse ser substituído por insignificâncias.

Agora entendemos a frase bíblica: "Pai, perdoai, porque não sabem o que fazem". O Pai nem deve ligar, todos iguais, em nada diferentes, e nós só agora percebemos que também não pertencíamos ao mesmo nível. Pavan nos reconhecia. Parabéns Dr. Nicolelis. Por ocasião do terceiro ano do falecimento de nosso mestre Crodowaldo Pavan, no dia 03/04 deste ano, estaremos lembrando o fato em ato solene, e mostrando que grandes cientistas divulgadores científicos permanecem.

Cantografia
O itinerário do carteiro cartógrafo

Carlos Vogt

Ideologia (Pequena peça dramática
em três atos)

Primeiro ato
De suas idéias
somos todos
conscientes

Segundo ato
De suas idéias somos todos
co-cientes


Terceiro ato
De suas idéias |somos todos
cociente

Sai o resultados do 3º Prêmio FAPEAM de Jornalismo Científico

Osmir Nunes


 
Com a participação da ABRADIC no júri da premiação, a FAPEAM divulgou a lista dos ganhadores do 3º Prêmio FAPEAM de Jornalismo Científico. A lista dos premiados pode ser vista no seguinte endereço: http://www.fapeam.am.gov.br/noticia.php?not=6308 . Essa premiação, na sua terceira edição, já se tornou uma referência no meio dos produtores da divulgação científica do Estado do Amazonas. Desde o início, há três anos, a ABRADIC faz parte da comissão julgadora. Neste ano representou a associação o Divulgador Científico e Prof. Dr. Leonardo Sioufi, da UNIFESP.

http://www.fapeam.am.gov.br/arquivos/imagens/noticias/20120330181631pre770mio_jornalismo_cienti769fico.jpg
 

Estão abertas as inscrições para o 32º Prêmio José Reis - 2012


http://www.premiojosereis.cnpq.br/


O USO DA IMAGEM NA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
OS CIENTISTAS - João Garcia

Expediente Diretoria:
Presidente de Honra: Prof. Dr. Crodowaldo Pavan
Presidente: Prof. Osmir Nunes
Secretaria Geral: Profª Dra. Glória Kreinz
Tesoureiro: Profª. Drª. Márcia M. Rebouças

Conselho editorial:
Gildo Magalhães dos Santos Filho( HISTÓRIA/USP)
José Arbex Jr. (ABRADIC)
Maria Julieta S. Ormastroni (UNESCO/IBECC)
Marcia M. Rebouças (Instituto Biológico)

Notícias ABRADIC:
Supervisão Editorial:
Profª Dra. Glória Kreinz
Supervisão Técnica:
Osmir J. Nunes e George Barbosa
Editor: Everton Magalhães
Editora Assistente: Claudete Aparecida B. Mira
Edição Final: Everton Magalhães e Raquel Nunes
Comissão Editorial: Mauro Celso Destácio, Marcelo Afonso, Renato Pignatari e Yuri Gonzaga
Recursos Audiovisuais: Everton Magalhães V. Santos e Marcelo Afonso
Nadia Gal Stabile ( Blog Sarau Para Todos)
Colaboração: (nacional) João Garcia; (internacional) Manuel Calvo Hernando e Etienne Delacroix
Layout original: Marcelo Afonso

Conselho Científico: Prof. Dr. Célio da Cunha (UNESCO) e Dr. Julio Abramczyk (AIPC)

E-mail para contatos:
abradic@abradic.com

Telefone: (11) 9185-8655 ou (11) 4508-8589

Esta publicação é integrado aoPTDC - Projeto de Pesquisa e Treinamento em Divulgação
Científica, apoiado pelo CNPq, de autoria da Profª Dra. Glória Kreinz e Crodowaldo Pavan.

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abril 01, 2012

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NESTA POSTAGEM LEMBRAMOS O GOLPE MILITAR DE 31 DE MARÇO DE 1964;

DIREITOS HUMANOS AFRONTADOS;

MIGUEL NICOLELIS SUBSTITUINDO CRODOWALDO PAVAN NA ACADEMIA DO VATICANO -

CRODOWALDO PAVAN, 3 ANOS DE SUA MORTE E RESULTADO DE  TENTATIVA DE GOLPE EM INSTITUÍÇÃO NORTEADA POR ELE. 03/04/2012

SAIBA MAIS-

www.abradic.com/njr

 

 

 

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março 18, 2012

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HOMENAGEM A MANUEL CALVO HERNANDO NO INÍCIO DESTE BLOG

 

 

SALVAREMOS PELOS SEUS DOCUMENTOS E TARDES E NOITES, PASSADOS COM PAVAN E EQUIPE, NO NJR, ONDE NÃO CABE JOVENS MAURICINHOS E SUAS COMPANHEIRAS DESLUMBRADAS QUERENDO APARECER.SALVAREMOS PELO QUE SOMOS, E PELO QUE APRENDEMOS COM OS SENHORES MESTRES. AMOR PELA VERDADE, SEM DISCURSOS SUPERFICIAIS.

CITAÇÃO DAS DECLARAÇÕES DO PROFESSOR AZIZ AB' SABER SOBRE O NÚCLEO JOSÉ REIS, PARA O JORNAL DO CAMPUS, EM 20 DE OUTUBRO DE 2010. E AGORA, MESTRE?

De acordo com o geógrafo e professor emérito da USP, Aziz Ab’Saber, “o acervo é muito importante e precisa ser bem protegido e bem exposto”. Aziz conheceu José Reis e confirma ter dado palestras e participado de um evento no núcleo ainda este ano. O professor é citado por Osmir Nunes numa carta à Pró-Reitoria como um dos apoiadores do núcleo. Apesar de desconhecer a carta, Aziz manifesta apoio à equipe em relação ao acervo: “eu conheço o trabalho deles e admiro muito”

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HOMENAGEM EMOCIONADA DE MEMBRO DA EQUIPE AO SABER DA MORTE DO MESTRE

Parceira, pequena homenagem ao professor Aziz ...
um grande vencedor ... feito Pavan e Reis

Beijos e beijos ...



Geografia de um Vencedor


Na sinuosa geografia da vida
fostes um incansável
Como poucos,
atravessou os mais irregulares relevos
superando declives
e fazendo-se ainda mais forte nos elevados

Razão da qual, latitude
e longitudinalmente falando,
de tão grandiosas tuas conquistas,
escapam a quaisquer tipos de medições

E assim fostes, professor,
até o último dos teus dias
quando finalmente partistes
para fazer tua tão justa morada
na verdejante planície de nossa memória

Marcelo Roque





Homenagem da equipe do Núcleo José Reis de Divulgação
Científica e ABRADIC, ao geógrafo e amigo Aziz Ab'Saber,
falecido no dia 16 de março

Com todo o nosso respeito, professor

Palavras-chave: AZIZ AB' SABER, CRODOWALDO PAVAN, DIVULGAÇÃO CIENNTÍFICA, GLÓRIA KREINZ, JOSÉ REIS, JOVENS DESLUMBRADAS, MARCELO ROQUE, MAURICINHOS PÓS MODERNOS, NÃO NO NÚCLEO JOSÉ REIS, NÚCLEO JOSÉ REIS, TRABALHO DE 20 ANOS, WIKIPEDIA

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março 17, 2012

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Postado por ON

 

MARCELO ROQUE, EQUIPE ABRADIC/NJR

 

MESTRE, QUANDO ALGUNS NEGARAM OS IDEAIS DE PAVAN E JOSÉ REIS O SR PERMANECEU CONOSCO...PERMANECEREMOS COM O SR., ESTRELA E INCENTIVO...

ONTEM, SEGUNDO RUTE ANDRADE, O SR. ESTAVA NA SBPC. HOJE VIROU ESTRELA, VENTO NOS SEUS CAMPOS AMADOS...ESTAMOS COM O SR.

EQUIPE ABRADIC/NJR

O Jardineiro de biomas

OSMIR NUNES

 

Aziz Ab’Saber costumava contar, nas palestras de abertura do Curso de Especialização de Divulgação Científica do NJR/USP, uma das suas inúmeras histórias de vida pessoal, que se misturavam com as suas atividades científicas. Dizia, que quando foi contratado para trabalhar na USP começou sua carreira recebendo salário de jardineiro. Mesmo a sisudez de Crodowaldo Pavan jamais reagia quanto à verdade  poética da história. Aliás, no Núcleo José Reis de Divulgação Científica, os dois grandes cientistas faziam questão de, semestralmente, de realizarem suas aulas magnas de divulgação científica. Faziam questão nessas aulas/debate da presença da amiga Glória Kreinz, que contribuía com mais intensidade nos debates, que eram uma aula à parte.

Aziz, geógrafo de fama internacional, foi mais um dos grandes cientistas da geração pós  fundação da SBPC que trazia na veia o prazer da divulgação científica. Não bastava ficar na instituição, no caso a USP, ministrando aulas, pesquisando no campo, era necessário ir mais longe, partir para a ação. Nesse caso esse amigo de José Reis pegou gosto cedo em editar livros, escrever para publicações populares, fazer política e falar diretamente com a sociedade. A sociedade, no caso de Aziz, eram os catadores de lixo, índios, enfim toda população expropriada de bens e direitos.

As populações periféricas sempre mereceram atenção do professor. Em outubro de 2004, por ocasião da 1ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia reuniram-se Aziz Ab’Saber, Pavan e Glória Kreinz para fazer uma palestra para alunos do CEU Butantã. Os alunos aproveitaram e convidaram os pais e estes trouxeram vizinhos, conhecidos e de repente o espaço era pequeno demais para ouvir aqueles cientistas que falavam numa linguagem que eles entendiam.

A divulgação científica está de luto. A história de Aziz e as suas histórias permanecem.

 

Mais sobre o falecimento de Aziz nos links:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aziz_Ab'Saber

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1062853-morre-aziz-absaber-decano-da-geografia-fisica-no-brasil.shtml

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/geografo-aziz-absaber-morre-aos-87-anos-em-sp.html

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,morre-o-geografo-aziz-absaber,849376,0.htm

http://www.youtube.com/watch?v=RyZllwll79E

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